Pastor ensina 4 palavras que podem transformar um casamento

O pastor Greg Laurie afirmou que é possível restaurar um casamento ferido por meio do amor cristão e do abandono do egoísmo. Em um artigo recente, o pastor destacou que princípios bíblicos podem fortalecer uniões já saudáveis ou reconstruir relacionamentos que estejam “por um fio”.

“Deus não só pode construir um casamento duradouro do zero, como também pode restaurar casamentos”, escreveu Laurie. Ele também ressaltou que a palavra “esperança” pode ser entendida como o acróstico em inglês para “Hold On with Patient Expectation” — que significa “Perserverar com Expectativa Paciente”.

O ponto central de sua reflexão está baseado em Efésios 5:25, onde o apóstolo Paulo instrui: “Maridos, amem suas esposas, assim como Cristo amou a igreja”. Para Laurie, esse chamado exige do homem um tipo de amor “impossível de ser exercido apenas com esforço humano”, e que depende da ajuda divina.

Laurie explica que o termo usado por Paulo para esse amor é “ágape”, palavra grega que expressa o amor incondicional. Segundo ele, esse tipo de amor “não depende da aparência, do comportamento ou das emoções”, mas é uma escolha ativa e constante: “Eu escolho te amar, e com a ajuda de Deus, eu te amarei”.

Contraste com a cultura

O pastor argumenta que a visão cultural do amor tende a ser baseada em atração, desempenho ou reciprocidade: “A revista People não publica edições anuais com as pessoas menos atraentes do mundo”, ironizou Laurie, ao destacar que, para o mundo, só os belos e carismáticos são dignos de afeto.

“Mas Deus ama pessoas desagradáveis. Deus ama pessoas pouco atraentes. E Deus nos chama para amar como Ele ama”, afirmou.

Ele citou ainda o autor Ed Wheat, do livro Love Life for Every Married Couple, que define o amor ágape como “persistente diante da rejeição” e capaz de “se doar de bom grado aos que não merecem, sem indenizar o custo”.

Egoísmo no centro dos conflitos

Laurie afirma que o egoísmo está por trás de muitos problemas conjugais. “Se você tivesse que resumir os problemas da maioria dos casamentos, eu os identificaria em uma palavra: egoísmo. E se quiser saber a solução, eu colocaria outra palavra no lugar: altruísmo.”

Para embasar essa reflexão, o pastor cita Filipenses 2:3: “Nada façam por rivalidade ou por vaidade, mas sejam humildes e considerem os outros superiores a si mesmos” (NVI). Ele observa que o texto não incentiva fingimento, mas uma real mudança de perspectiva: “Significa, de fato, acreditar que os outros são mais importantes”.

Ele também argumenta que a raiz do egoísmo é antiga. “Uma das primeiras palavras que uma criança aprende é ‘meu!’”, afirmou. “Não deixe que isso domine seu casamento.”

Humildade e perdão

O pastor também compartilhou uma declaração de Cliff Barrows, que atuou por décadas nas cruzadas evangelísticas de Billy Graham. Ao ser questionado sobre o segredo de um casamento duradouro, Barrows respondeu: “Acho que há nove palavras que deveríamos estar dispostos a dizer todos os dias. ‘Sinto muito. Por favor, me perdoe. Eu te amo’”. Ele ainda acrescentou: “A culpa foi minha”.

Laurie comentou que tais palavras são uma forma prática e direta de resolver conflitos conjugais: “E não demora tanto”.

Jesus como modelo de amor

Encerrando o artigo publicado originalmente no The Christian Post, Laurie apontou Jesus Cristo como o exemplo supremo de amor e humildade. Ele citou Filipenses 2:5-8, destacando que Cristo, mesmo sendo Deus, assumiu a forma de servo e se humilhou até a morte na cruz: “Ele serviu, ajudou e sempre teve tempo para os outros”, escreveu.

O pastor também relembrou o episódio da última ceia, quando Jesus lavou os pés dos discípulos, inclusive de Judas, pouco antes de ser traído por ele. “Se eu fosse Jesus, não teria lavado os pés de Judas. Eu teria quebrado os pés dele. […] Mas Ele lavou os pés dele.”

Segundo Laurie, esse gesto expressa a profundidade do amor de Cristo, que se entregou na cruz pelos pecadores. “Foi o maior exemplo de amor do universo”, afirmou.

Ao final, o pastor reforçou o chamado bíblico para que os maridos amem suas esposas como Cristo amou a Igreja e destacou: “Essa é apenas mais uma razão pela qual precisamos desesperadamente cada vez mais da presença e do poder de Deus em nossa vida diária”.

Greg Laurie é pastor da Harvest Christian Fellowship, na Califórnia, e atua como evangelista desde os anos 1970. Ele é autor de diversos livros sobre vida cristã e família.

Pastor relata caso de racismo na Assembleia de Deus: ‘Mão preta’

Durante uma pregação recente, o pastor Osiel Gomes compartilhou lembranças pessoais envolvendo seu pai, que também foi pastor da Assembleia de Deus, destacando episódios de racismo vivenciados por ele em seu ministério.

“Eu sou filho de pastor, eu nasci na Assembleia de Deus, eu sou assembleiano, meus irmãos”, afirmou. Ele contou que visitou o primeiro campo ministerial onde seu pai trabalhou e foi recebido por irmãs da igreja local. Segundo relatou, passou horas com elas cantando, orando e ouvindo histórias sobre a trajetória de seu pai naquele lugar. “Lá não tinha dízimo onde meu pai trabalhava, era 10 crentes, 10, 11 crentes, e aí ele ganhou essa família todinha pra Jesus, pastor preto, porque naquela época ainda tinha isso”, declarou.

O pastor mencionou que, embora haja avanços em relação ao preconceito racial, situações discriminatórias ainda persistem: “Hoje tá melhorzinho, mas ainda tem. Vocês pensam que é fácil? Não”, comentou, ao recordar um caso específico envolvendo seu pai.

De acordo com Osiel, uma mulher da igreja pediu que outro pastor celebrasse a festa de debutante da filha. Ao ser questionada por que não escolhera o pastor local, respondeu: “Eu não quero o pastor Bené pra fazer o aniversário da minha filha, porque vai ser tirada muita foto, e eu não quero a mão preta dele aparecendo”.

Apesar do episódio de discriminação, segundo Osiel, seu pai manteve a postura cristã. “O meu pai ficou triste, ficou mole, mas ele disse ‘eu sou homem de Deus’. Aí ficou trabalhando”, relatou. Ele afirmou ainda que, anos depois, a mesma família passou por dificuldades e foi acolhida por seu pai, já atuando em outra localidade. “Ele foi atrás de casa pra alugar pra eles, ajeitando, deu cargo, deu alimento, deu tudo”, relatou.

Pastor Osiel também fez menção ao pensamento racista presente na história, citando textos de figuras religiosas e intelectuais: “Se vocês pegarem a obra de Padre Vieira e de outros aí, tem muitos que defendiam que o crânio do negro era pequeno e que o negro não tinha muita inteligência e nasceu pra ser escravo. E lá na América passaram, foi tempo com isso”.

Ao concluir, o pastor mencionou a resistência e a dignidade dos que enfrentaram o preconceito racial no contexto eclesiástico. “Esses homens, meus irmãos, enfrentavam tudo isso de cabeça erguida. É pesado. Negócio pesado”, disse.

Pesquisa: muitos cristãos não creem que exista uma verdade

O Centro de Pesquisa Cultural da Universidade Cristã do Arizona divulgou, em 15 de maio, a edição de 2025 do Inventário de Visão de Mundo Americana, revelando que a maioria dos adultos nos Estados Unidos rejeita a existência de uma verdade moral absoluta.

A pesquisa, realizada em janeiro com 2.100 participantes, analisou as percepções da população sobre moralidade e verdade, destacando diferenças entre grupos religiosos e não religiosos.

Segundo os dados, 67% dos entrevistados concordaram com a afirmação de que “um ser humano maduro aceita diferentes visões de verdade como tão válidas quanto as suas próprias”. Entre os que mais endossaram essa ideia estão os não cristãos (69%), pessoas sem filiação religiosa (68%) e cristãos autodeclarados (67%).

Já entre os que se identificam como cristãos renascidos teologicamente, 56% também concordaram. Apenas 31% dos chamados “discípulos integrados” — grupo definido como adultos com uma cosmovisão bíblica consistente — aprovaram essa declaração, sendo o único segmento em que a maioria manteve a crença em uma verdade moral absoluta.

A pesquisa também mostrou que 58% dos entrevistados acreditam que “pode haver múltiplas visões conflitantes sobre a verdade moral em qualquer situação, sem que ninguém esteja errado”. Essa visão foi compartilhada por 64% dos não cristãos, 61% dos não religiosos e 56% dos cristãos autodeclarados. Entre os cristãos renascidos teologicamente identificados, o índice foi de 47%, enquanto apenas 6% dos discípulos integrados concordaram.

Outro ponto abordado foi a ideia de que “as percepções da verdade moral mudam com o tempo e entre culturas, provando que não existe uma verdade moral absoluta”. Esta afirmação recebeu apoio de 45% dos participantes. A maior adesão veio de não religiosos (55%) e não cristãos (53%). Entre os cristãos autodeclarados, 41% concordaram; entre os cristãos renascidos teológicos, 28%; e apenas 6% entre os discípulos integrados.

Quanto à afirmação de que “as divergências entre religiões e filosofias sobre verdades morais provam que não há absolutos morais”, 44% do total de entrevistados concordaram. A maioria foi composta por não religiosos (54%), enquanto os índices entre os demais grupos variaram entre 14% e 43%.

A crença de que a verdade é uma “criação social” também foi analisada. Cerca de 33% dos entrevistados endossaram essa visão. Os percentuais foram mais altos entre os não cristãos (36%) e os sem religião (35%), e menores entre os cristãos autodeclarados (31%), cristãos renascidos teológicos (26%) e discípulos integrados (4%).

Em relação à moralidade de pequenas mentiras para proteção pessoal ou da reputação, 33% consideraram tal prática aceitável. Entre os grupos, a taxa foi de 42% entre não cristãos, 34% entre não religiosos, 31% entre cristãos autodeclarados, 23% entre cristãos renascidos e 4% entre discípulos integrados.

George Barna, diretor do Centro de Pesquisa Cultural e professor da Arizona Christian University, afirmou que esses dados refletem diretamente o cenário atual da sociedade americana: “É impossível separar os valores fundamentais da América — como honestidade, respeito, serviço, responsabilidade, confiabilidade — das crenças sobre a verdade moral”, declarou.

Barna também relacionou a crise de confiança entre os cidadãos à ausência de uma base moral comum. “Novos dados mostram que os americanos confiam menos uns nos outros, estão decepcionados com a falta de respeito demonstrado pelos outros, uma ênfase crescente em ser servido em vez de servir aos outros e a divisão geracional em relação ao compromisso com a responsabilidade pessoal”, observou.

Segundo ele, o abandono dos absolutos morais pode gerar “caos, confusão e desamparo”. Barna alertou para o risco de surgimento de lideranças autoritárias em contextos onde não há consenso sobre a verdade: “Na ausência de uma oposição forte, consistente, lógica e compassiva às filosofias que rejeitam absolutos morais, a gravidade cultural levará à aceitação de um salvador político autoritário ou de um poderoso grupo elitista como árbitro da verdade para as massas”.

Ele acrescentou que, embora tais líderes afirmem agir em benefício do povo, “análises objetivas indicam que, na maioria das vezes, eles simplesmente impõem seu próprio código moral absoluto sob o pretexto de zelar pelo melhor interesse das massas”.

Barna defendeu o retorno a fundamentos morais sólidos. “Essas situações nunca são um bom presságio para o público, e o pêndulo da ideologia normalmente oscila de volta para as massas, que anseiam por um retorno a absolutos morais baseados em um padrão de liberdade individual dentro de limites morais definidos, compassivos e comprovados”, declarou.

O pesquisador também mencionou o papel das igrejas nesse cenário. Para ele, comunidades de fé que deixam de ensinar sobre a confiabilidade bíblica e a natureza absoluta da verdade perdem seu propósito espiritual. “Igrejas que falham em ensinar persistentemente razões pelas quais a Bíblia é confiável, o que é verdade moral, por que ela deve ser entendida como absoluta em vez de situacional, e facilitam a responsabilização pela aplicação da verdade bíblica em nossas vidas pessoais não são igrejas com propósito e poder bíblicos, mas meros peões da cultura”, disse.

De acordo com o The Christian Post, ele concluiu afirmando que “um corpo cristão que hesita na verdade não tem credibilidade e não pode abençoar a nação como é chamado a fazer”.

Diante de câncer terminal, pedreiro realiza sonho e grava louvor

O pedreiro Alexandre Campos gravou, ainda em vida, um louvor cristão que desejava deixar como lembrança para a família. Diagnosticado com um câncer terminal, Alexandre faleceu em janeiro deste ano, após um período de tratamento e internação.

Segundo informações do portal Conexão Política, seu último pedido foi registrado com a ajuda do músico e amigo pessoal Alexsandro Nogueira. A canção, intitulada Vale a Pena, foi gravada com um celular no leito do hospital, em meio à fragilidade causada pela doença.

Mesmo debilitado, Alexandre reuniu forças para cantar e cumprir o desejo de deixar uma mensagem de fé à esposa e aos filhos.

Após a gravação inicial, o projeto contou com a colaboração de artistas da música cristã, incluindo o barítono Ronaldo Fagundes, ex-integrante do grupo Arautos do Rei, e as cantoras Gissela Kroll, Karin Kiefer e Patrícia Lessa.

Alexandre chegou a ouvir apenas a primeira parte da produção. Após sua morte, os amigos concluíram a música e entregaram a versão final à família. O lançamento nas plataformas digitais ocorreu no dia 7 de maio, como uma homenagem póstuma.

Nas redes sociais, a esposa Suellen Moura declarou: “Meu marido, sinto tanto orgulho dele. Sua humildade e carisma. Ele foi um testemunho vivo, foi fiel até a morte. E garantiu a coroa da vida. Deus seja louvado. Meu marido eternizou sua voz com essa linda canção. Te amarei pra sempre”.

O filho, Jonatas Campos, também compartilhou sua homenagem: “Meu paizinho, sua partida ainda dói, mas a esperança de reencontrá-lo é maior. A mensagem deixada através dessa música também nos fortalece espiritualmente”.

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Pastor vê ‘queda de principado’ com esvaziamento da Cracolândia

No dia 15 de março de 2025, o ministério evangélico Pastores de Rua mobilizou cerca de 300 voluntários em um ato de oração na Rua dos Protestantes. O grupo declarou que seu objetivo era interceder para “quebrar o poder do principado” que havia transformado a rua — nomeada em homenagem à Reforma Protestante — em ponto de concentração de dependentes químicos, a famosa Cracolândia.

Quase dois meses depois, em 13 de maio, a mesma rua amanheceu visivelmente esvaziada. Não havia moradores de rua nem usuários de drogas no local, segundo registros de voluntários e frequentadores da área. O desaparecimento repentino dessas pessoas gerou diferentes interpretações e questionamentos.

Para o pastor Ney Viana, que atua há mais de três anos na região conhecida como Cracolândia, a mudança é resultado direto da mobilização espiritual realizada pelo grupo. “Entramos ali num ato profético muito forte, apontamos para o céu e começamos a profetizar a queda daquele principado, a queda daquele trono. Também foi decretado que, a partir daquele dia, a Cracolândia ia começar a acabar”, afirmou o pastor.

O ministério Pastores de Rua é conhecido por atuar em locais de alta vulnerabilidade, priorizando o evangelismo entre dependentes químicos. Diferente de iniciativas assistencialistas, o grupo afirma ter ajudado mais de 8 mil pessoas a deixarem as ruas apenas por meio de ações de oração e acompanhamento espiritual.

Apesar da visão positiva sobre a possibilidade de transformação, o pastor reconhece a complexidade do contexto. “Entendemos que é um problema crônico. Porém, cracolândias não devem existir”, declarou. Para ele, a existência de pontos fixos de consumo coletivo é uma maldição que precisa ser enfrentada pela Igreja. “É de um lugar daquele que a destruição avança no Estado, avança no país”, completou.

Mesmo com a redução da presença de usuários na Rua dos Protestantes, Viana afirmou que a equipe continuará realizando ações no local. “Vamos continuar fazendo o mesmo resgate. A Igreja deve se posicionar como verdadeira guerreira do Senhor”, declarou.

Prefeitura e SSP dão versões distintas

Questionado sobre o destino dos dependentes químicos que até então circulavam pela região central, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) não apresentou detalhes. Em entrevista coletiva concedida em 14 de maio, o chefe do Executivo municipal disse apenas que a situação representa um avanço. “Não dá para dizer que a gente resolveu todo o problema, obviamente que não resolveu todo o problema. Mas a gente avançou muito e precisa comemorar”, afirmou.

Diante de críticas sobre um possível deslocamento forçado dos usuários para outras regiões da cidade, Nunes negou qualquer ação nesse sentido. Segundo ele, há outros pontos críticos já conhecidos em São Paulo, como o bairro do Glicério, onde há estruturas de atendimento voltadas a essa população. “São lugares que sempre tiveram esse problema, não é algo novo”, disse.

Por outro lado, a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) associou o esvaziamento da área a operações policiais recentes. De acordo com nota divulgada à imprensa, foram realizadas diversas ações para combater o tráfico de drogas, que incluíram apreensões, prisões de lideranças criminosas e o fechamento de estabelecimentos envolvidos em lavagem de dinheiro.

“Foram diversas apreensões de drogas, prisões de lideranças que atuavam na área e o fechamento de estabelecimentos usados para lavar o dinheiro obtido com a venda de entorpecentes. Essas ações se somaram ao reforço no policiamento e à intensificação de investigações, separando o criminoso do dependente químico”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, de acordo com o Pleno News.

Pastor, ex-ator de filmes adultos liga pornografia ao abuso sexual

A indústria da pornografia é algo que o pastor Joshua Broome conhece bem, pois ele próprio fez parte desse mundo antes da sua conversão a Jesus Cristo. O ex-ator de filmes adultos, agora, usa o seu conhecimento para  alertar o mundo sobre o terrível abismo dos conteúdos pornôs que, para ele, estimulam casos de abuso sexual.

O líder religioso tratou desse assunto, novamente, durante um evento no Centro Nacional de Exploração Sexual (NCOSE). Atuando há anos em um movimento que visa prevenir e conscientizar sobre casos de abuso sexual, ele destacou o seu relatório “Não é uma fantasia: como a indústria pornográfica explora o abuso sexual baseado em imagens na vida real”, como um material importante para essa finalidade.

Nesse documento, o pastor explica que o abuso sexual envolve “violação de pessoas que inclui o roubo, a criação e a distribuição de material sexualmente explícito sem o consentimento significativo da(s) pessoa(s) retratada(s), ou a manipulação de material não explícito com o propósito de torná-lo pornográfico”.

Ou seja, são diferentes formas de abuso. Lisa Thompson, vice-presidente da NCOSE, explicou que sites de conteúdo pornográfico alimentaram ainda mais a exploração sexual, atraindo pessoas interessadas nesse tipo de aberração..

“Há um poder tremendo de socialização sexual para os usuários desses sites, para que vejam conteúdo de abuso sexual baseado em imagens como algo normal. É fetichizar o abuso. É exatamente isso que essas empresas de pornografia estão fazendo”, disse ela.

Transformação

O pastor Joshua Broome, que hoje é casado e possui filhos, por fim, frisou que pessoas envolvidas com pornografia podem encontrar perdão e transformação através de Jesus Cristo, independentemente do que tenha acontecido ao longo da sua vida.

“Sou a prova de que, não importa o que tenha acontecido com você ou o que tenha passado, você pode superar. Portanto, qualquer esperança ou paixão que tenha morrido porque você se sentiu desqualificado pelo que fez ou pelo que lhe aconteceu, Deus está escrevendo uma história melhor”, disse ele, segundo o The Christian Post.

Michelle Bolsonaro teria mudado postura sobre candidatura em 26

A ex primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) mantinha uma postura arredia quando era sondada sobre a hipótese de ser candidata a presidente em 2026 caso seu marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fique realmente impedido de concorrer contra Lula (PT).

De acordo com o jornal O Globo, “até pouco tempo atrás, Michelle Bolsonaro soltava o verbo e saía da sala quando o tema era concorrer à Presidência contra Lula”, mas agora a ex-primeira-dama adotou uma nova postura.

De acordo com a jornalista Bela Megale, recentemente Michelle conversou com um aliado e foi aconselhada “a não contrariar Jair Bolsonaro quando ele sinalizar que é ela quem deve concorrer ao Palácio do Planalto, já que o marido está inelegível”.

A matéria diz que “ao invés de reagir, como fazia sempre, a ex-primeira-dama ouviu em silêncio e não teceu comentários”, e entre aliados, a postura teria sido celebrada como “um avanço”.

Evangélica, Michelle Bolsonaro deixa claro que sua fé é um fator importante em sua forma de olhar a política e resolver problemas, mas teria sido aconselhada a “diminuir o tom evangélico em seus discursos” com o objetivo de ampliar o alcance do público que a ouve. A matéria enfatiza que esse conselho, segundo as fontes da jornalista Bela Megale, também teria sido acatado.

Nos bastidores, lideranças do chamado “centrão” avaliam que hoje Bolsonaro prefere apoiar a esposa do que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, para concorrer à Presidência em 2026. Paralelamente a isso, o próprio Tarcísio já se declarou candidato à reeleição do governo paulista e declarou voto no ex-presidente para a disputa pelo Planalto em 2026.

Ex-viciado em drogas lidera movimento de evangelismo impactante

Scott Hinkle, de 63 anos, ex-viciado em heroína e ex-morador de rua em Nova Jersey, transformou sua vida após um encontro religioso aos 19 anos e hoje comanda um dos maiores movimentos de evangelismo de rua dos Estados Unidos.

Seu ministério, Scott Hinkle Evangelistic Ministries, atua há 44 anos com foco em eventos como o Mardi Gras — festival comparável ao carnaval brasileiro —, onde já mobilizou mais de 100 voluntários por edição e registrou 2.000 conversões em fevereiro de 2023.

Conversão 

Em 1979, Hinkle deixou Nova Jersey após problemas com a justiça e mudou-se para o Kansas. Em uma assembleia escolar, ouviu uma pregação e decidiu seguir o cristianismo. Horas depois, começou a evangelizar colegas. 

Aquele foi o dia em que o Senhor me chamou”, relatou à AG News, veículo oficial das Assembleias de Deus nos EUA.

Em 1980, durante um evento de rua em Denver, conheceu Nancy, com quem se casou e fundou o ministério. Desde então, o casal viaja para treinar igrejas em evangelismo.

Desafio e oportunidade

Em 1982, Hinkle recebeu um chamado para atuar no Mardi Gras, conhecido pela atmosfera de excessos. “É uma vergonha moral, mas uma tarefa que Deus me deu”, disse. Na primeira edição, liderou nove voluntários em uma van emprestada. Hoje, o evento anual reúne centenas de cristãos de 15 estados, incluindo estudantes de escolas bíblicas.

“Jovens veem que Jesus os usa até nas piores situações. Sua fé explode”, destacou Hinkle. Em fevereiro, durante o festival, sua equipe orou por 1.850 pessoas e registrou 140 decisões públicas por Cristo, segundo relatório do ministério.

Um dos impactados foi Danny Delgado, genro de Hinkle e co-pastor da Igreja Comunidade da Fé no Texas. A congregação, vizinha a uma mesquita e uma tabacaria, atrai mais de 100 fiéis por culto, muitos recém-convertidos. “Scott me mostrou o que é ministério. Seu coração arde por almas”, afirmou Delgado.

Estratégia e Visão

Além do Mardi Gras, Hinkle promove desde 1984 a Conferência Nacional de Evangelismo de Rua, que treina líderes para atuar em suas comunidades. “Ganhamos a América uma vida, um bairro de cada vez”, disse.

O Mardi Gras, realizado desde 1857, reúne mais de 1,4 milhão de pessoas anualmente em Nova Orleans, segundo a prefeitura local. Para Hinkle, o evento simboliza tanto a decadência moral quanto uma oportunidade única de evangelismo: “Deus está levantando uma geração faminta por Ele, mesmo em meio à loucura”.

Família em declínio? Dados sobre divórcio revelam grave cenário

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dados que apontam o menor número de nascimentos no Brasil desde 1976. Em 2023, foram registrados 2,52 milhões de nascimentos, queda de 12% em relação à média dos cinco anos anteriores à pandemia de Covid-19. Paralelamente, quanto ao divórcio, o país registrou 441 mil casos — o maior número desde 1974.

Demografia e tendências

  • Nascimentos: Apenas 11,8% dos partos foram de mães com até 19 anos, enquanto 39% corresponderam a mulheres com 30 anos ou mais. O adiamento da maternidade está associado a custos elevados de criação de filhos, acesso a métodos contraceptivos e priorização de carreira e formação acadêmica.

  • Casamentos: Foram registradas 940.799 uniões em 2023, redução de 3% frente a 2022. Casamentos entre mulheres aumentaram levemente (11.918), enquanto uniões heterossexuais e entre homens diminuíram.

  • Divórcios: A média de duração dos casamentos caiu de 16 anos (2010) para 13 anos (2023). Mais da metade das separações envolve filhos menores.

Contexto histórico

A pandemia acelerou mudanças comportamentais. Em 2020, os casamentos despencaram de 1 milhão (2019) para 757 mil, com recuperação parcial nos anos seguintes. A idade média para o primeiro casamento é de 29 anos (mulheres) e 31 anos (homens).

pastor Eriki Brunner, da Igreja Metodista Wesleyana (Cariacica/ES), atribui a instabilidade conjugal e divórcio à “negligência da base espiritual”. “Casamentos enfraquecem porque a aliança diante de Deus foi relativizada. É preciso resgatar a visão de matrimônio como pacto, não contrato”, afirmou.

Já o pastor Gilmey Meyreles, coordenador do Projeto Viver Cariacica, critica a secularização evangélica:

“Jovens adiam o casamento para priorizar renda e profissão. Quando alcançam, a fertilidade pode ser comprometida, e isso explica fenômenos como ‘mães pet’ ou apego a bonecos reborn”.

Dora Bomilcar, radialista e coordenadora de missões, destaca o individualismo como barreira:

“A sociedade valoriza realização pessoal e prazer imediato, enxergando o casamento como limitador. Sem Deus, é difícil entender seu propósito: entrega, sacrifício e serviço”.

Caso de estudo

Dora Bomilcar de Andrade (68 anos) e Paulo Pereira de Andrade (70 anos), casados há 45 anos, exemplificam compromisso duradouro. Médico e pastor, Paulo reforça:

“Relacionamentos sólidos exigem renúncia. Muitos não estão dispostos a colocar o outro em primeiro lugar”.

Líderes religiosos enfatizam a necessidade de fortalecer o discipulado familiar. “Acolhemos casais em crise, mas a fé hoje é mais privada. Precisamos orientar com zelo”, disse Meyreles, segundo a Comunhão.

Músico publica livro que resgata a história dos hinos brasileiros

A trajetória dos hinos e cânticos que marcaram a fé cristã no Brasil é o tema central do livro Hinos e Cânticos Brasileiros, de Robson Santos, fundador do portal Hinologia. A obra será lançada no dia 31 de maio, durante um culto na Catedral Evangélica de São Paulo, evento que também celebra os dez anos da plataforma dedicada ao estudo da hinologia cristã.

O livro reúne um acervo de canções que atravessaram gerações e busca contextualizar a origem desses hinos, destacando seus autores e o ambiente em que foram compostos. Segundo o autor, o objetivo é preservar a memória musical cristã nacional.

“A importância de conhecer a história é que a pessoa, ao conhecer, canta e ouve as músicas com mais sentimento e emoção ao saber os bastidores. Uma das histórias que considero marcante é a da música ‘Quando se está só’, de Sérgio Pimenta com Nelson Bomilcar”, afirmou Santos.

Robson Santos nasceu em Vitória (ES), em 1992, e desenvolveu sua vocação pela música sacra em ambiente cristão, tendo se formado na área. Ao longo de sua trajetória, foi influenciado por nomes como Jurama Barros Gueiros e o maestro João Wilson Faustini. Nos últimos anos, aprofundou-se nos estudos sobre hinologia, participando de seminários e palestras com estudiosos como Elias Moreira, Miriam Carpinetti e Samuel Kerr.

A obra foi apresentada por Wilson Matos, chanceler e fundador da UNICESUMAR, e conta com prefácio do reverendo Hernandes Dias Lopes. Entre os apoiadores do projeto, está o escritor Carlos Nejar, membro da Academia Brasileira de Letras, que descreveu o trabalho realizado pelo Hinologia.Org como um “serviço humilde e inovador, reunindo os cânticos ao Deus vivo”.

Também contribuíram com comentários e análises o pastor Abner Ferreira (Assembleia de Deus de Madureira), Andreia Canal (delegada da Polícia Federal), Altomir Cunha (ADHONEP), Erni Seibert (Sociedade Bíblica do Brasil), Dr. Ives Gandra Martins (jurista), Williams Costa Junior (Igreja Adventista do Sétimo Dia) e o senador Magno Malta, entre outros.

Mário Fernando, diretor executivo da revista Comunhão, afirmou que a obra representa um marco na literatura cristã nacional. “Robson Santos concretiza algo inédito e fundamental: lançar luz sobre um trabalho genuinamente brasileiro, honrando nossa rica tradição musical cristã com autenticidade e originalidade. Trata-se de uma leitura indispensável para todos aqueles que desejam compreender, reconhecer e valorizar ainda mais a história dos hinos cristãos em nosso país”, declarou.

Hinos e Cânticos Brasileiros inclui composições de autores como Asaph Borba, Bené Gomes, Elias Maia e Wolô. Cada hino é acompanhado por ficha técnica com informações sobre o autor, contexto de criação e mensagem, oferecendo um material de referência para músicos, estudiosos da música sacra e interessados na história da música cristã no Brasil.