Pastor desabafa sobre traumas após ser sequestrado durante culto

O pastor Josh Sullivan, missionário que atuava na África do Sul e passou seis dias em cativeiro durante o mês de abril após ser sequestrado por quatro homens armados, descreveu os momentos de medo e confiança em Deus durante o período que esteve sob o poder dos sequestradores.

O sequestro ocorreu em 10 de abril, enquanto Sullivan pregava sobre os frutos do Espírito na Igreja Batista Fellowship, localizada em Motherwell, próxima a Gqeberha. Segundo seu relato, os sequestradores encapuzaram-no e o mantiveram amarrado em um esconderijo, onde ficou deitado a maior parte do tempo em uma cama, com um capuz com abertura para o nariz.

De acordo com comunicado oficial do Serviço Policial Sul-Africano, o resgate ocorreu em 15 de abril, após os agentes localizarem um veículo suspeito estacionado em frente a uma casa no bairro de KwaMagxaki, em Gqeberha. Ao se aproximarem do local, os policiais foram recebidos a tiros pelos ocupantes. Na troca de tiros, três suspeitos — cujas identidades não foram divulgadas — morreram. Sullivan foi encontrado dentro do veículo, ileso.

“Obviamente, estou feliz que eles venceram o tiroteio”, afirmou o missionário. Ele contou que, no momento do confronto, estava deitado no banco traseiro do carro, orando em silêncio: “Presumo que era a polícia, porque havia muito disparo, talvez uns 20 tiros”.

Após o tiroteio, um dos policiais abriu a porta do veículo e o identificou. “Ele me olhou surpreso e perguntou: ‘Você é o pastor americano?’. Eu disse que sim. Ele chamou os outros policiais e repetiu: ‘É o pastor americano’”, contou.

Sullivan afirmou que considerou o desfecho um milagre. Ele relatou que os próprios policiais disseram que haviam recebido uma denúncia para outro endereço e só encontraram o local por engano. “O policial disse: ‘Estávamos perdidos quando o encontramos’. Eles tinham parado na garagem apenas para dar a volta, quando os suspeitos saíram do carro e começaram a atirar”, relatou Sullivan.

Dois homens ligados ao sequestro conseguiram fugir. O missionário questionou: “Como o carro não foi atingido? Como não atiraram em mim, achando que eu também era um criminoso? Foi um milagre absoluto e foi a mão soberana de Deus que esteve comigo naquele dia”.

Sullivan contou que começou a chorar ao perceber que havia sido resgatado: “Ajoelhei-me, coloquei as mãos e os joelhos no chão e louvei a Deus. Eu tossia, cuspia e chorava por toda parte. Eu não conseguia acreditar que tinha terminado daquele jeito.”

Ao descrever os momentos seguintes ao resgate, o missionário falou sobre os efeitos do trauma. “Eu estava em choque total. Divagava, chorava, meus pensamentos não estavam claros”, disse. Ele reencontrou a família cerca de uma hora depois, em outra cidade. “Tenho certeza de que minha esposa e meus filhos podem descrever melhor, mas eu era diferente. Acho que meus filhos ficaram com medo de mim por causa do choque. Eu não conseguia respirar.”

Apesar das marcas da experiência, Sullivan afirmou que compartilhou sua fé com os sequestradores. “Depois do terceiro dia, percebi que não queriam me machucar. Só queriam dinheiro”, disse, de acordo com o The Christian Post.

Ele contou que testemunhou sua fé para os três homens que foram mortos no tiroteio e reiterou que acredita firmemente que Deus realizou um milagre ao permitir sua libertação.

Cristã usa estratégia astuta para fazer muçulmanos lerem a Bíblia

Uma cristã de 92 anos tem utilizado uma abordagem considerada discreta e engenhosa para compartilhar o Evangelho com muçulmanos no Irã, país do Oriente Médio onde o proselitismo cristão é proibido por lei.

A idosa – cuja identidade não foi divulgada por questões de segurança – costuma embarcar em ônibus interurbanos, sentar-se ao lado de um passageiro e, alegando dificuldades para enxergar letras pequenas, pede que a pessoa leia para ela um livro. O material, no entanto, é uma cópia do Novo Testamento.

Com isso, a cristã permite que muçulmanos, mesmo sem saber de antemão, leiam trechos da Bíblia em voz alta. Ao final da viagem, ela presenteia o leitor com o exemplar, permitindo que a mensagem cristã seja levada para dentro de lares iranianos.

A prática desafia diretamente as leis do país, que seguem princípios da sharia (lei islâmica). A legislação iraniana proíbe muçulmanos de se converterem a outras religiões e criminaliza o ato de evangelizar. Igrejas cristãs, sobretudo as de orientação evangélica, são tratadas como movimentos de oposição e não possuem permissão oficial para funcionar.

Evangelismo e perseguição

Apesar das severas restrições, o cristianismo tem registrado crescimento no Irã. De acordo com Nahid, líder da Sociedade Bíblica Iraniana, “até o governo admite que o cristianismo está crescendo e o Islã está encolhendo”. A organização, proibida de operar diretamente no país desde 1990, continua a enviar Bíblias para apoiar os cristãos iranianos, que se reúnem de forma clandestina.

Segundo a Bible Society, aproximadamente duas mil pessoas por dia têm aceitado a fé cristã no Irã. Paralelamente, relatos indicam que algumas mesquitas estão sendo fechadas em diversas regiões, diante da diminuição do número de fiéis.

A pressão sobre cristãos convertidos permanece alta. O Irã ocupa a 9ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2025, elaborada pela missão Portas Abertas, que monitora casos de hostilidade contra cristãos em diferentes países.

Mesmo diante das ameaças legais e sociais, ações como a da idosa anônima evidenciam a persistência de iniciativas individuais de evangelismo no país, segundo informações do portal God Reports.

Para passar em medicina, jovem recebe jaleco como 'ato profético'

Assis Júnior, hoje com 25 anos e estudante do último ano de Medicina na Universidade Federal de Catalão (UFCAT), em Goiás, atribui sua trajetória acadêmica a uma combinação de disciplina, oração e um gesto simbólico incentivado por sua mãe, Neiva, falecida em 2021.

A história, compartilhada por ele nas redes sociais, ganhou atenção ao detalhar como rituais de fé o guiaram até a aprovação no vestibular.

Em março de 2017, Neiva presenteou o filho com um jaleco branco bordado com seu nome, mesmo antes de ele ingressar na faculdade.

“Ela me ensinou a vesti-lo e orar todos os dias, como um ato profético. No início, achei loucura, mas entendi que, assim como Moisés estendeu a mão para abrir o mar, eu precisava agir em fé”, relatou Assis em publicação no Instagram.

Estudos e orações

Durante dois anos, o jovem seguiu o conselho da mãe: vestia o jaleco diariamente e dedicava horas à oração em um quarto preparado para esse fim, além de estudar para o vestibular.

“Agia como se já fosse médico, mas sabia que precisava equilibrar a espiritualidade com esforço”, explicou. Seu pai, que preferiu não ser identificado, descreveu cenas emocionantes: “Vivia vê-lo ajoelhado, de jaleco, implorando a Deus. Eu pensava: ‘Senhor, tenha misericórdia’. Mas nunca duvidei — ele já profetizava o curso na vida dele”.

Em 2019, Assis foi aprovado na UFCAT, um dos cursos mais concorridos do país. A vitória, no entanto, foi seguida por uma perda: Neiva morreu em 2021, aos 43 anos, vítima de um Acidente Vascular Encefálico (AVE). “Ela não viu o jaleco de verdade, mas deixou um legado. A glória sempre será de Deus”, escreveu o estudante, que mantém o hábito de publicar mensagens de gratidão e incentivo a outros vestibulandos.

Legado

Atualmente, Assis utiliza suas redes sociais para compartilhar sua rotina acadêmica e testemunhos de fé. Em vídeos, mostra o jaleco presenteado pela mãe e relata como o ritual o ajudou a enfrentar desafios, como o luto e a pressão do curso. “Fé não substitui estudo, mas dá sentido à jornada”, afirmou em uma live recente.

A história reacende discussões sobre o papel de práticas espirituais em processos de conquista pessoal. Para seguidores, o relato ilustra a fusão entre determinação humana e crença religiosa.

Especialistas em educação, porém, ressaltam a importância de políticas públicas que ampliem o acesso ao ensino superior, independentemente de contextos individuais.

Assis, que está próximo de finalizar a sua graduação em medicina, planeja especializar-se em cardiologia, área que considera uma forma de “honrar a mãe e salvar vidas, como ela salvou a minha com sua fé”.

Apostas online: pastores citam a Bíblia para condenar as “bets”

As plataformas de apostas online, popularmente chamadas de “bets”, tornaram-se alvo de debates no Brasil devido ao aumento de relatos de endividamento, especialmente entre famílias de baixa renda.

Dados da pesquisa PoderData, de outubro de 2024, indicam que 29% dos apostadores são evangélicos, sendo que 21% desse grupo declararam ter contraído dívidas por causa das apostas. Em agosto do mesmo ano, cerca de 5 milhões de beneficiários do Bolsa Família gastaram R$ 3 bilhões nesses sites, segundo registros oficiais.

CPI das Bets

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado, instalada em 2024, analisa o papel de influenciadores na promoção de jogos de azar, com foco em possíveis irregularidades em contratos publicitários.

A relatora, senadora Soraya Thronicke (União-MS), citou um estudo que aponta queda nas vendas de supermercados devido ao comprometimento da renda das famílias. A CPI também alerta que 35% dos jovens interessados em ensino superior não ingressam em faculdades por gastos excessivos com apostas, conforme dados do Banco Mundial.

Na terça-feira (13), a influenciadora Virgínia Fonseca, com mais de 50 milhões de seguidores, depôs na CPI. Questionada sobre os impactos negativos das apostas, respondeu: “Não me arrependo de nada do que já fiz na minha vida”.

Sua postura e vestimenta casual durante o testemunho geraram críticas. Teo Hayashi, pastor da Zion Church, afirmou no Instagram que “a aparência ‘comum’ foi estratégia para criar identificação com o público”.

Líderes religiosos 

Teo Hayashi criticou a lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2023, que regulamentou as apostas. “Esses sites não deveriam existir. Enquanto as plataformas lucram, os jogadores empobrecem”, declarou.

O pastor citou 1 Timóteo 6:9: “Os que querem ficar ricos caem em tentação […] o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males”. Hayashi também exortou jovens a “desenvolver pensamento crítico e não serem massa de manobra”.

Kenner Terra, pastor da Igreja Batista de Água Branca, rebateu a justificativa de Virgínia sobre “justiça de Deus” para legitimar seu lucro. “Promover jogos de azar é alimentar a desgraça alheia. A verdadeira justiça divina protege os frágeis, não explora”, escreveu no Instagram, referindo-se ao Salmo 82.

Contexto nacional 

O Brasil é o país com maior volume de apostas online globais, segundo o Banco Mundial. A CPI investiga ainda se influenciadores lucram com as perdas dos usuários, prática considerada “eticamente questionável” por especialistas.

Enquanto isso, líderes religiosos pressionam por maior regulação, argumentando que a liberalização das bets aprofunda desigualdades.

O governo ainda não se pronunciou sobre revisões na legislação. Enquanto a CPI segue coletando depoimentos, o debate público destaca a tensão entre liberdade econômica, proteção social e ética religiosa.

Pastor é impedido de voltar a Cuba para cuidar da filha com câncer

O pastor cubano Alain Toledano Valiente, líder do Movimento Apostólico em Cuba, enfrenta obstáculos para retornar ao país e apoiar sua filha Susana, de 24 anos, diagnosticada com câncer após sua expulsão forçada há quatro anos.

Em 2020, Toledano recebeu ordem para deixar Cuba em 30 dias sob risco de prisão, acusado de liderar um grupo religioso não registrado. Sua esposa e duas filhas menores conseguiram asilo nos Estados Unidos, mas Susana e outra irmã adulta permaneceram na ilha.

Desde então, Toledano foi incluído em uma lista de proibição permanente de entrada emitida pelo Departamento de Segurança do Estado cubano. Em 2022, ele foi impedido de comparecer ao funeral de um familiar próximo.

Agora, com a saúde de Susana agravada pela escassez de médicos e insumos em Cuba, o pastor tenta viabilizar sua participação na cirurgia urgente da filha.

“É desumano negar a um pai o direito de estar ao lado de uma filha que luta pela vida”, declarou Anna Lee Stangl, diretora de advocacy da organização Christian Solidarity Worldwide (CSW), que acompanha o caso.

Contexto do exílio

O Movimento Apostólico em Cuba, rede de igrejas protestantes carismáticas, opera há uma década sem reconhecimento legal. O governo cubano alega que o grupo “viola normas de associação”, enquanto organizações internacionais denunciam perseguição sistemática, incluindo vigilância, ameaças e detenções de fiéis. Em 2019, tropas invadiram cultos e confiscaram bens de congregações ligadas ao movimento.

Stangl acusou as autoridades de “punir Toledano e sua família pelo ‘crime’ de praticar sua fé”. Em comunicado, a CSW exigiu que o presidente Miguel Díaz-Canel e o ministro do Interior, Lázaro Álvarez Casas, suspendam a proibição: “A separação forçada persiste mesmo em momentos de crise humanitária. Isso revela uma estratégia de controle sobre corpos e consciências”.

Cenário em Cuba

Susana aguarda cirurgia em meio a colapso no sistema de saúde cubano, que enfrenta falta crônica de medicamentos, equipamentos e profissionais — muitos migraram para outros países em busca de melhores condições.

Dados oficiais de 2023 indicam que mais de 4.000 médicos deixaram a ilha no último ano. Familiares de Susana temem que a demora no procedimento reduza suas chances de recuperação.

Toledano, radicado no Texas, segue mobilizando apoio jurídico e diplomático. “Minha fé me sustenta, mas o silêncio do governo é uma tortura”, relatou em entrevista a parceiros da CSW, segundo o Christian Today.

A Anistia Internacional incluiu seu caso em um relatório de 2023 sobre violações a liberdades religiosas em Cuba, onde pelo menos 15 líderes religiosos foram exilados ou detidos nos últimos cinco anos.

Até o fechamento desta reportagem, o governo cubano não respondeu aos pedidos de revisão da proibição. Enquanto isso, redes de solidariedade arrecadam fundos para transferir Susana a um hospital fora do país, alternativa complexa devido a restrições migratórias cubanas. Para Stangl, “a negação do reencontro familiar é uma forma de violência de Estado”.

Tradução da Bíblia para idioma tribal é concluída após 6 décadas

Após seis décadas de trabalho missionário contínuo, a tradução da Bíblia para o idioma Ngalik foi finalizada. O idioma é falado na província de Papua, localizada na Indonésia — o país com a maior população muçulmana do mundo. A cerimônia de dedicação da tradução completa foi realizada em fevereiro.

O projeto teve início com o casal de missionários Ed e Shirley Maxey, da Aliança Cristã e Missionária, que iniciou a tradução do Novo Testamento em 1967. O texto foi concluído em 1992, com o apoio de dois jovens locais, Amos e Enos. Anos mais tarde, o filho do casal, Buzz Maxey, e sua esposa, Myrna, deram continuidade ao trabalho ao lado de Amos e Enos, finalizando a tradução do Antigo Testamento em 2023.

A entrega da Bíblia completa em Ngalik marca um passo significativo para o discipulado e a evangelização entre os povos indígenas da região. O idioma é falado por comunidades da etnia ngalik, na parte central da província de Papua.

Perseguição e tensões em Papua

A conclusão do projeto ocorre em meio a um contexto de crescente perseguição aos cristãos papuas. Desde 2018, a província tem sido palco de conflitos armados envolvendo grupos separatistas e forças de segurança da Indonésia. Relatórios de organizações de direitos humanos apontam para abusos cometidos por autoridades durante operações militares, incluindo denúncias de violações religiosas.

Papua se destaca por sua composição étnica e religiosa distinta do restante do país. Enquanto cerca de 70% da população local se identifica como cristã — em contraste com a maioria muçulmana da Indonésia —, movimentos de islamização têm se intensificado nas últimas décadas.

De acordo com líderes locais, há registros de migração incentivada de comunidades muçulmanas para a região, com o objetivo de modificar a demografia religiosa e cultural do território, habitado majoritariamente por povos de origem melanésia e polinésia.

Além disso, organizações locais relataram casos de conversões forçadas ao islamismo, restrições à liberdade religiosa e outras formas de intimidação contra igrejas cristãs em áreas de conflito.

Avanço do Evangelho

Apesar das adversidades, cristãos em Papua continuam promovendo iniciativas de discipulado, tradução bíblica e fortalecimento das comunidades locais. A finalização da Bíblia em Ngalik é considerada por líderes locais e por entidades missionárias como um símbolo da resistência espiritual e da perseverança do trabalho missionário em meio à instabilidade política e social.

Buzz Maxey, em declaração à Aliança Cristã e Missionária, afirmou que “a fidelidade de Deus se manifestou por meio da dedicação de muitos irmãos locais, que trabalharam com coragem para que a Palavra chegasse ao seu povo”.

Segundo dados da organização Wycliffe Global Alliance, mais de 1.500 idiomas ao redor do mundo ainda não possuem a Bíblia completa traduzida. A meta, segundo a entidade, é acelerar os projetos de tradução em regiões de difícil acesso ou onde há perseguição religiosa.

A cerimônia de dedicação da Bíblia Ngalik foi marcada por cânticos, orações e leitura pública das Escrituras no idioma local, com a presença de membros da comunidade, líderes cristãos e representantes de missões que atuam na região, segundo a Mission News Network.

Flávio Pentecostes, que vendia profecias por pix, é preso

Flavio Marinho, identificado nas redes sociais e em círculos evangélicos como “Flavio Pentecostes”, foi preso durante uma operação da Polícia Militar em Osasco, na Grande São Paulo.

Ele é acusado de envolvimento em um caso de sequestro com roubo de veículo. Nas redes sociais, Marinho realizava transmissões ao vivo com conteúdos religiosos e, segundo relatos, pedia transferências via Pix em troca de supostas revelações proféticas.

De acordo com a Polícia Militar, a ocorrência teve início após uma denúncia registrada pelo COPOM (Centro de Operações da Polícia Militar), que informou o roubo de um veículo Fiat Fiorino, ocorrido na região de Piratininga. A denúncia indicava que três indivíduos armados haviam levado o automóvel com a vítima mantida refém.

Equipes das 4ª e 5ª Companhias da PM iniciaram as buscas com o apoio do sistema de monitoramento do Projeto Radar, que detectou o veículo em movimento na direção do bairro Munhoz Júnior. As viaturas então se deslocaram para a área, onde montaram uma operação conjunta.

O veículo foi localizado ao final da Rua Pereira Barreto. Segundo o registro policial, a vítima acenava pedindo socorro enquanto os suspeitos fugiam em direção a uma área de mata. Durante a perseguição, um dos envolvidos foi detido ao tentar escapar correndo. Ele foi identificado como José Flávio Reno Marinho, nome civil de Flavio Pentecostes.

Simultaneamente, uma segunda equipe da Polícia Militar prendeu outro suspeito, que havia se escondido dentro de uma barbearia na Rua Emancipadores. A operação contou ainda com o apoio da equipe do Tático Ostensivo Rodoviário e da viatura M-14507, responsável pela recuperação do veículo.

A ocorrência foi registrada no 10º Distrito Policial de Osasco. A vítima, que não sofreu ferimentos, prestou depoimento. Já os dois detidos permaneceram em silêncio durante a oitiva. A autoridade policial ratificou a prisão em flagrante pelos crimes de roubo e sequestro.

Flavio Marinho permanece preso e à disposição da Justiça. A prisão repercutiu nas redes sociais devido à sua atuação como figura conhecida no meio evangélico, especialmente por suas aparições como “profeta” durante transmissões ao vivo.

‘Tua Presença’: Esther Durán lança sua primeira música

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Com 19 anos de idade e mais de um milhão de seguidores nas redes sociais, Esther Durán deu um novo passo em sua trajetória ministerial com o lançamento de Tua Presença, seu primeiro single em parceria com a gravadora Musile Records. O lançamento ocorreu nesta quinta-feira, 15 de maio.

Filha do cantor Chris Durán, Esther tem chamado a atenção por sua voz suave e pela maneira como comunica mensagens de fé com leveza e autenticidade. A canção marca a estreia de um projeto que contará com oito faixas, incluindo composições inéditas, versões e regravações. As gravações ocorreram em uma fazenda do século XIX, em meio à natureza, com o propósito de criar um ambiente de adoração intimista.

A música Tua Presença carrega um significado pessoal para Esther. Segundo ela, trata-se de uma das canções mais marcantes de sua vida: “Essa é uma das músicas mais lindas que já ouvi, por isso, não poderia deixá-la de fora do meu projeto. Quando canto esse louvor, sinto que estou fazendo uma oração ao Senhor, dizendo: ‘Tu és tudo o que eu preciso! Mais do que tudo o que podes me dar, eu te busco por quem Tu és’”, declarou a cantora.

O videoclipe da canção, dirigido por Flauzilino Jr., foi produzido em um cenário simples e acolhedor, em sintonia com a proposta da artista. A produção musical é assinada por Hananiel Eduardo, profissional conhecido por colaborar com nomes do segmento gospel contemporâneo.

A parceria com a Musile Records segue a linha de lançamentos que revelaram artistas como Isadora Pompeo, Julia Vitória e Sarah Beatriz. Tua Presença já está disponível no canal oficial da gravadora no YouTube e nas principais plataformas de streaming.

Esther Durán integra uma nova geração de ministras de louvor que buscam, por meio da música, fortalecer a fé e incentivar uma busca mais profunda por Deus.

Igreja arrecadou grande oferta para missões de maneira curiosa

A Union Chapel Missionary Baptist Church, uma igreja com cerca de 50 membros localizada em Kingston, no estado do Tennessee, nos Estados Unidos, surpreendeu ao levantar mais de US$ 9 mil e entregar como oferta em missões internacionais. O valor foi arrecadado por meio da venda de tortas de maçã e pêssego, além de artigos artesanais produzidos por membros da congregação.

A iniciativa é liderada por Janice Poland, integrante da igreja, à frente de um grupo formado por oito mulheres idosas, com idades entre 70 e 82 anos. Com o apoio da comunidade local, elas vendem os produtos em feiras e bazares organizados ao final do ano. Todo o valor obtido é destinado à campanha Lottie Moon Christmas Offering, promovida pela entidade missionária International Mission Board (IMB), com foco no financiamento de missões em regiões que ainda não foram alcançadas pelo Evangelho.

“Se nós não podemos ir, então precisamos enviar”, afirmou Janice Poland, em declaração à International Mission Board.

Segundo o pastor David Acres, a maioria dos membros da igreja não tem condições de atuar diretamente no campo missionário, seja por limitações de saúde, idade avançada ou compromissos profissionais. No entanto, a congregação encontrou meios de participar ativamente do esforço missionário internacional.

A mobilização começou após a igreja conhecer a família Loving, missionários atuando na Europa, por meio do programa Church Connections, da própria IMB. O projeto tem o objetivo de aproximar as cerca de 47 mil igrejas batistas do sul dos Estados Unidos de missionários enviados ao exterior.

A partir do contato com os Loving, a congregação passou a acompanhar pedidos de oração e testemunhos da missão, como o relato de um refugiado que decidiu seguir a fé cristã. A experiência motivou a igreja a se envolver de forma mais intensa.

“Por conhecermos a história deles e orarmos por sua missão, nossa igreja entendeu o que é cooperar de verdade com o envio de missionários. Descobrimos que, mesmo pequenos, fazemos parte de algo muito maior”, relatou o pastor David Acres.

Durante uma reunião em 2004 para definir o orçamento anual da congregação, um membro da igreja sugeriu ampliar a contribuição para missões. Naquele momento, a oferta anual era de aproximadamente 750 dólares. Após a decisão, o valor passou a crescer progressivamente, chegando ao patamar atual de quase 10 mil dólares.

Além do grupo de senhoras responsável pelas tortas e guirlandas, adolescentes também se engajaram no projeto. Uma jovem de 13 anos passou a confeccionar marcadores de página e outros itens manuais para serem vendidos.

“Acho que foi um passo de fé. Nunca imaginamos que alcançaríamos tanto, só sabíamos que Deus queria que fizéssemos a nossa parte”, comentou Mary Lane Moore, uma das líderes envolvidas na arrecadação da oferta.

Claudio Duarte revela tentação com mulher bonita em elevador

O pastor Claudio Duarte usou uma dose extra de sinceridade durante uma ministração para homens e disse ter sofrido tentação ao entrar em um elevador com uma mulher descrita por ele como muito bonita.

“Tem umas mulheres que passam perto de nós, não tem? Falei ‘Senhor… Sangue de Jesus’. Eu entrei com a mulher no elevador e fechei o olho. Falei ‘Senhor, o que é isso, Senhor? De quem é essa dona? O cara deu uma sorte desgraçada’”, admitiu.

Segundo ele, é preciso colocar as coisas em seus devidos lugares e entender que a tentação deve ser resistida, mas tirar lições importantes para a manutenção da masculinidade: “Eu sou homem, rapaz. Você é homem! Para de palhaçada. ‘Ah, pastor, é o demônio’. Não é demônio, é hormônio. É que parece o nome”, disse, arrancando gargalhadas da plateia.

“Se você vir uma mulher e você fica doidinho, isso é sinal de saúde. Esse dia um garoto falou comigo ‘Pastor, não posso ver uma mulher que eu fico doido. Você ora por mim?’”, contou Claudio Duarte, gesticulando que se negou a orar pelo rapaz.

“Sabe a felicidade que eu tenho de saber que ainda tem uns garotos assim? Eu tenho que segurar na mão de Deus, sair de um culto como esse, ir para a sua casa, chega lá e logo já pega a mulher, lasca um beijo de língua. Para de [bitoca]. Parece passarinho com fome. Tá tocando uma mula na carroça?”, acrescentou o pastor, novamente causando risos.

Nos comentários, uma seguidora da página Assembleianos de Valor fez ponderações às afirmações do pastor: “Relatar esse tipo de tentação em público, especialmente no púlpito, exige muito cuidado e discernimento. Há uma linha tênue entre ser sincero e causar escândalo ou desconforto”, comentou.

“O altar é lugar de edificação, não de exposição de detalhes que podem confundir, constranger e até banalizar o pecado. Precisamos lembrar que há mulheres, crianças e novos convertidos ouvindo e isso exige responsabilidade espiritual e emocional”, acrescentou a seguidora.