‘Entregue a vida a Jesus’, diz Dudu Camargo ao vencer A Fazenda

A final de A Fazenda 17 teve repercussão nas redes sociais após a vitória de Dudu Camargo e um discurso com referências religiosas exibido na noite de quinta-feira, dia 18. Ao ser anunciado campeão do reality show, o apresentador citou o nome de Jesus e atribuiu o resultado a uma ação divina durante a fala ao público.

Com 75,88% dos votos, Dudu Camargo recebeu o prêmio de R$ 2 milhões ao disputar a decisão com Duda Wendling, Saory Cardoso e Fabiano Moraes. Emocionado, ele declarou: “Louvado, engrandecido, honrado e exaltado seja o nome do Senhor Jesus Cristo. A vitória não é para mim, mas é para o Senhor Jesus Cristo, para testemunhar o poder d’Ele na vida de uma pessoa”. Na sequência, fez um apelo aos espectadores: “Entreguem a vida de vocês ao Senhor Jesus Cristo”.

Após a exibição, a fala passou a circular em perfis e páginas que comentam temas religiosos e entretenimento. Entre as reações publicadas por seguidores, um comentário afirmou: “Ele exaltou o nome que está acima de todos os nomes Jesus! Parabéns Dudu você merece. Votei muito. Glória a Deus”. Outro escreveu: “Nosso alvo tem que ser sempre Jesus mesmo. Tudo em primeiro lugar o nosso senhor, achei muito lindo ele exaltando a Jesus”.

Antes de participar de A Fazenda 17, Dudu Camargo apresentou o telejornal Bom Dia Meio Norte, da TV Meio Norte, em Teresina (PI). O texto relata que ele enfrentou rejeição pública após acusações de assédio e controvérsias relacionadas à sua passagem pelo SBT, emissora em que ganhou projeção ainda jovem.

O apresentador afirmou que a mudança em sua vida pessoal ocorreu após a conversão ao cristianismo. Ele disse ter se tornado evangélico em 2020, passou a frequentar a Igreja Universal do Reino de Deus e adotou uma rotina de leitura bíblica e oração: “Eu tenho vergonha de pegar um vídeo antigo meu e ver as coisas que eu fazia. Era outra pessoa naquela época. Eu percebo minha mudança, e o público também”, afirmou em entrevista ao Notícias da TV.

Durante o reality, a nova postura do apresentador resultou em boa recepção do público. A participação de Dudu também incluiu um relacionamento com Saory Cardoso dentro do programa.

Sóstenes condena cassação de Eduardo Bolsonaro: 'Perseguição'

O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) emitiu uma nota oficial nas redes sociais na tarde da última quinta-feira, 18 de dezembro de 2025, para criticar a decisão da Mesa Diretora da Câmara que cassou, de ofício, os mandatos dos deputados Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Delegado Ramagem (PL-RJ).

A comunicação foi feita a ele pelo presidente da Casa, deputado Hugo Motta, às 16h40. Em sua publicação, o líder do PL na Câmara listou os seguintes pontos de contestação:

  1. Esvaziamento da Soberania Parlamentar: Cavalcante classificou a decisão como “grave” e um “passo no esvaziamento da soberania do Parlamento”. Ele argumentou que a cassação sem votação do plenário transforma a Mesa Diretora em um “instrumento de validação automática de pressões externas”.

  2. Substituição da Votação pelo Ato Administrativo: O parlamentar destacou que a medida não se trata de um “ato administrativo rotineiro”, mas sim de uma “decisão política que retira do plenário o direito de deliberar”. Segundo sua análise, quando mandatos são cassados sem o voto dos deputados, “o Parlamento deixa de ser Poder e passa a ser tutelado”.

  3. Desconsideração do Voto Popular: Outro ponto enfatizado foi a representação dos eleitores. “Milhões de brasileiros que confiaram seus votos a Eduardo Bolsonaro e ao Delegado Ramagem ficam, hoje, sem representação”, afirmou. Ele relacionou o episódio a uma “deformação do sistema democrático brasileiro, no qual decisões judiciais e administrativas passaram a se sobrepor ao voto popular”.

  4. Alerta sobre Perseguição Política e Precedente Perigoso: Cavalcante estendeu a crítica a um contexto mais amplo, declarando que seguiria “lutando por todos os nossos parlamentares e brasileiros hoje exilados fora do país, vítimas de perseguição política promovida por setores do Judiciário”. Ele também fez um alerta: “Hoje foram eles. Amanhã pode ser qualquer parlamentar que não se submeta”.

  5. Risco à Democracia: Por fim, o deputado concluiu com uma reflexão sobre o equilíbrio entre os Poderes: “A história é clara: quando o Legislativo aceita a tutela, perde autoridade. E quando perde autoridade, a democracia adoece”.

A decisão da Mesa Diretora, que normalmente precede e encaminha processos de cassação para votação em plenário, tem gerado debate sobre os limites de sua atuação “de ofício”. A posição de Sóstenes Cavalcante sintetiza a visão crítica de parte da oposição, que enxerga na medida uma afronta ao processo legislativo e à vontade das urnas.

Mais de 240 detentos se rendem a Cristo durante culto em prisão

Um culto realizado em uma prisão de segurança máxima nos Estados Unidos reuniu aproximadamente 250 detentos para um momento coletivo de adoração a Jesus Cristo. Imagens divulgadas pelo ministério God Behind Bars, organização dedicada ao trabalho religioso no sistema carcerário, mostram os presos participando de cânticos liderados por um grupo interno.

Durante a cerimônia, os detentos entoaram o louvor “Way Maker”, de Darlene Zschech e William McDowell. Nas gravações, é possível observar reações como choro e gestos de entrega religiosa, como mãos levantadas. Segundo descrição do ministério, “a maioria destes homens se entregaram a Jesus na prisão e mudaram completamente as suas vidas”, incluindo casos de cartas de pedido de perdão enviadas a vítimas e familiares.

Em uma publicação que acompanhou o vídeo, a organização afirmou: “Está acontecendo um avivamento nesta prisão! Você ainda pode encontrar liberdade e propósito em Jesus”. Um dos comentários destacados na rede social reforçou a atmosfera descrita: “Sem mulheres, sem álcool, sem pressão, sem bens materiais, sem drogas, sem confusão, sem orgulho, sem influência, apenas Jesus!”.

Sobre o Ministério God Behind Bars

Fundado em 2009, o God Behind Bars atua em parceria com igrejas locais nos Estados Unidos, com foco na transformação de detentos e no apoio a suas famílias. A organização afirma ter alcançado mais de um milhão de presos com sua mensagem evangélica.

Dados citados pelo ministério indicam que cerca de 92% dos encarcerados serão liberados em algum momento, e que aproximadamente 75% retornam ao sistema prisional dentro de três anos após a soltura. Como estratégia, a instituição adota uma abordagem de três etapas, voltada para necessidades físicas, espirituais e relacionais.

“Tratamos esse problema com uma abordagem única de três etapas que se concentra nas necessidades físicas, espirituais e relacionais dos presos e suas famílias”, declarou a organização. “Não mediremos esforços para garantir que cada detento nos EUA tenha acesso direto e pessoal ao Evangelho”.

O objetivo declarado das ações na prisão é auxiliar os internos no desenvolvimento da fé, na cura de traumas, na superação de vícios e no rompimento de ciclos de reincidência, promovendo sua reintegração como “filhos e filhas do Altíssimo”.

Crítico de Moraes, Sóstenes Cavalcante sofre busca e apreensão

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira, 19 de dezembro de 2025, uma nova fase de investigação sobre o uso de recursos da cota parlamentar. Denominada “Operação Galho Fraco”, a ação integra o desdobramento da “Operação Rent a Car”, iniciada em dezembro de 2024, e cumpre sete mandados de busca e apreensão, afetando figuras como o deputado federal Sóstenes Cavalcante, líder do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados.

Além de Sóstenes, que é evangélico e ferrenho crítico do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), outro parlamentar conservador que também sofreu busca e apreensão foi Carlos Jordy.

As diligências foram autorizadas pelo ministro Flávio Dino, do STF. Segundo a PF, a investigação apura um suposto esquema de desvio de verbas públicas por meio da apresentação de contratos fictícios com empresas de locação de veículos. As suspeitas recaem sobre crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A cota parlamentar é uma verba mensal destinada ao custeio de despesas do mandato, como transporte, contratação de serviços e manutenção de gabinetes.

Após a ação, o deputado Carlos Jordy utilizou suas redes sociais para se manifestar. Ele classificou a operação como perseguição política e mencionou que as buscas ocorreram no dia do aniversário de sua filha, afetando inclusive seus pais, que são idosos.

“Nós não vamos nos intimidar. Eu não vou abaixar minha cabeça para essa covardia”, declarou. O parlamentar acrescentou: “Isso aqui, para mim, vai ser mais um instrumento de ânimo para enfrentar essa tirania, essa ditadura do Judiciário, que persegue seus adversários utilizando o aparato da Justiça”.

Até o momento, o deputado Sóstenes Cavalcante não se pronunciou publicamente sobre o caso. A Polícia Federal deve divulgar mais detalhes sobre a operação ao longo do dia.

Críticas a Moraes

Aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, Sóstenes Cavalcante já fez duras críticas ao ministro Moraes, a quem chamou de “psicopata de alto grau” em novembro passado.

Temos que expor essa perseguição política e também religiosa do ministro Alexandre de Moraes. Nós temos que expor nos organismos internacionais como OEA [Organização dos Estados Americanos], ONU [Organização das Nações Unidas], etc”, disse ele na ocasião.

E completou, segundo a Gazeta do Povo: “Nós não vamos ficar silentes e somente na jurisdição brasileira, porque entendemos que a democracia no Brasil está em xeque com os avanços e os desrespeitos constitucionais do ministro Alexandre, que para mim é um psicopata em alto grau”.

Cristão acusado de blasfêmia após publicar versículos é absolvido

Um tribunal no Paquistão absolveu, em setembro, um cristão acusado de blasfêmia, mas a decisão só foi divulgada neste mês por apoiadores do réu, por preocupação com a segurança, informou a defesa.

O magistrado de Sargodha Syed Faizan-e-Rasool absolveu Haroon Shahzad, de 47 anos, em 27 de setembro, no caso iniciado após uma acusação registrada em 30 de junho de 2023 por Muhammad Imran Ladhar, disse a advogada cristã Aneeqa Maria. Segundo ela, a absolvição ocorreu depois que o denunciante muçulmano retirou a alegação apresentada contra Shahzad.

Maria afirmou que Ladhar registrou a queixa após Shahzad publicar versículos bíblicos no Facebook. Ela disse que Shahzad obteve liberdade sob fiança em 06 de novembro de 2023 e permanece foragido desde então, e que a absolvição não havia sido divulgada antes por questões de segurança.

“Embora a queixosa, que também era a principal testemunha de acusação, tenha inocentado Shahzad da acusação, o Ministério Público insistiu que as provas restantes da acusação eram suficientes para condenar o réu”, afirmou Maria.

“No entanto, o magistrado observou que o interrogatório da principal testemunha pelo Ministério Público também não favoreceu a acusação e que o caso ficou irremediavelmente comprometido”, acrescentou.

A advogada disse que o veredicto registrou que a Bíblia é reverenciada por muçulmanos e que o Alcorão exorta muçulmanos a não julgarem aqueles que creem no evangelho. Com base nisso, o magistrado absolveu Shahzad das acusações apresentadas com base nas seções 295-A e 298 dos estatutos de blasfêmia do Paquistão, segundo Maria.

A Seção 295-A trata de “atos deliberados e maliciosos destinados a ultrajar os sentimentos religiosos de qualquer classe, insultando sua religião ou crenças religiosas”, com pena prevista de até 10 anos de prisão e multa, ou ambas. A Seção 298 prevê pena de até um ano de prisão e multa, ou ambas, para casos de ofensa a sentimentos religiosos.

“O veredito expõe a profunda fragilidade da própria justiça”, disse Maria. “Revela um sistema em que a liberdade, a dignidade e todo o futuro de um indivíduo podem ser mantidos reféns por um processo falho, onde uma mera acusação pode desencadear tumulto, virar vidas de cabeça para baixo e deixar famílias destruídas”.

Ela disse que o tribunal destacou a injustiça do caso e questionou quantas pessoas enfrentam situações semelhantes sem uma retratação formal da acusação. “No entanto, somos compelidos a perguntar: quantas outras pessoas, sem uma retratação tão clara, passam pelo mesmo sofrimento?”. “Quantas vidas ficam marcadas por um processo que deveria proteger, e não punir, os inocentes?”.

Shahzad, que trabalha como pintor, publicou em sua página no Facebook, em 29 de junho de 2023, uma citação de 1 Coríntios 10:18-21, sobre alimentos sacrificados a ídolos, no início do Eid al-Adha, um festival de quatro dias que envolve o abate de um animal e o compartilhamento da carne. Maria disse que um morador muçulmano fez uma captura de tela da publicação, compartilhou em grupos locais de redes sociais e acusou Shahzad de comparar muçulmanos a pagãos e de desrespeitar a tradição abraâmica do sacrifício de animais.

A advogada afirmou que, apesar de Shahzad não ter feito comentários adicionais na postagem, a situação ficou tensa após as orações islâmicas de sexta-feira, quando anúncios em alto-falantes de uma mesquita convocaram pessoas para um protesto. Ela disse que, com receio de violência à medida que as multidões aumentavam na aldeia, a maioria das famílias cristãs deixou suas casas.

Em declaração anterior ao Morning Star News, Shahzad afirmou que a denúncia foi motivada por rancor e disse que Ladhar teria ligação com grupos locais, incluindo o Tehreek-e-Labbaik Pakistan e o Lashkar-e-Jhangvi. Aneeqa Maria não apresentou, no relato citado, documentos públicos que confirmassem essas ligações.

Shahzad também afirmou que ele e sua família receberam do governo um terreno destinado à construção de uma igreja e que houve disputas judiciais sobre a destinação da área. Segundo ele, os autores das ações perderam os processos após uma disputa de quatro anos.

Sobre a publicação nas redes sociais, Shahzad disse que não pretendia ferir os sentimentos de muçulmanos ao compartilhar o versículo bíblico: “Publiquei o versículo uma semana antes do Eid al-Adha [Festa do Sacrifício], mas não fazia ideia de que seria usado para me atacar e à minha família”.

“Na verdade, quando descobri que Ladhar estava incitando os moradores contra mim, apaguei a publicação e decidi me encontrar com os anciãos da aldeia para explicar minha posição”, concluiu, conforme informado pelo The Christian Post.

A organização Portas Abertas colocou o Paquistão em oitavo lugar na Lista Mundial de Vigilância 2025, que classifica países onde cristãos relatam maiores dificuldades para viver a fé.

Pastor que renunciou após acusação de estupro vai abrir igreja

O ex-pastor Micahn Carter e sua esposa, April, anunciaram planos para abrir uma nova igreja em Indianápolis, no estado de Indiana, nos Estados Unidos, enquanto ele mantém uma ação por difamação contra uma ex-assistente que o acusa de estupro em 2019, em um escritório da igreja.

O anúncio foi publicado no Instagram em 05 de dezembro, com a previsão de lançamento da nova igreja no outono de 2026. A iniciativa ocorre mais de um ano depois de Carter, ex-líder da Igreja Together, em Yakima, no estado de Washington, ter voltado a atuar publicamente no ministério.

Carter e April lideraram a Igreja Together por 13 anos, até a renúncia dele em junho de 2019, após o que foi descrito como um “incidente inapropriado”, mais tarde associado a uma acusação de agressão sexual. O jornal Yakima Herald-Republic informou que Carter atribuiu o episódio a um transtorno bipolar que, segundo ele, não havia sido diagnosticado anteriormente, e disse ter buscado tratamento.

Em julho de 2020, Carter foi para a Church of the Highlands, no estado do Alabama, para participar de um programa descrito como de “restauração ministerial”. Durante esse período, a mulher enviou uma carta ao pastor Chris Hodges, líder da Church of the Highlands, acusando Carter de estupro e, depois, publicou suas alegações em um texto no Medium intitulado “Seguindo em Frente”. Carter renunciou ao cargo na Church of the Highlands após as acusações.

No relato publicado, a ex-assistente afirmou que o caso teria ocorrido em 29 de abril de 2019, em um escritório. “Esse evento não consensual e terrivelmente traumático me deixou incapaz de funcionar”. Ela também disse ter tido medo de procurar a polícia, autoridades da igreja ou atendimento hospitalar.

Carter afirmou que o encontro sexual foi consensual e processou a mulher no Alabama por pelo menos US$ 500 mil em danos. O Yakima Herald-Republic informou que o caso foi arquivado com resolução de mérito porque a suposta agressão teria ocorrido no estado de Washington, e não no Alabama.

Depois, Carter entrou com o processo em Washington. A mulher pediu o arquivamento do caso, mas o juiz Kevin Naugh, do Tribunal Superior do Condado de Yakima, negou o pedido em fevereiro de 2024. O processo seguia sem desfecho no período mencionado, enquanto Carter continuava a pregar em igrejas nos Estados Unidos.

Em um sermão recente na Igreja Revere, em Placentia, no estado da Califórnia, Carter classificou as alegações de estupro como “infidelidade”. “Em 2019, cometi o maior erro da minha vida. Por meio da infidelidade, fui infiel à minha esposa. Perdi uma igreja incrível que construí, um grupo incrível de pessoas que tive a oportunidade de pastorear. Perdi a cidade onde nasci e cresci. Perdemos a casa que estávamos construindo. Perdi minha reputação. Perdi a confiança. Perdi amigos de longa data”. “Nos últimos sete anos, tudo o que tenho feito é tentar garantir que minhas raízes estejam firmes em Deus e que eu possa construir a confiança da minha esposa, que ainda está comigo”.

Carter, de 46 anos, também afirmou que tem sido “assombrado” pelo passado e por “vozes”: “São as vozes. São as vozes dos outros e as vozes na nossa própria cabeça que tentam nos lembrar do que fizemos… e nos desqualificar para qualquer coisa boa. E eu ainda ouço essas vozes. Algumas dessas vozes estão nesta sala. Algumas dessas vozes estão online. Algumas dessas vozes estão na minha cabeça”.

De acordo com o The Christian Post, ao final ele declarou que “para algumas pessoas, o arrependimento nunca será suficiente, o novo modo de vida, a vida que você está tentando construir, nunca será suficiente, o desejo de agradar a Deus e fazer o certo nunca será suficiente, mas de uma coisa eu tenho certeza: o seu ontem, o seu passado, não é o fator decisivo para o seu amanhã ou para o seu legado”.

Especial de Natal do Porta dos Fundos fica 'impróprio' no YouTube

YouTube classifica Especial de Natal do Porta dos Fundos como impróprio
Aviso do YouTube sobre o conteúdo da esquete do Porta dos Fundos

O Porta dos Fundos lançou o décimo especial de Natal “Stand Up e Anda!”, escrito por Fábio Porchat, usando passagens bíblicas para fazer piadas e ironizar a fé cristã. Como consequência, o YouTube classificou a esquete como “imprópria”.

O especial marca o retorno do grupo ao formato natalino após dois anos, já que ele havia sido gravado em 2023, mas foi suspenso após mudanças internas no Porta dos Fundos.

Sozinho em cena, Porchat se vale de trechos do Velho Testamento para as já conhecidas piadas de mal gosto sobre as histórias bíblicas mais conhecidas e algumas outras pouco citadas. O tom volta a causar repulsa pela forma debochada contra as Escrituras.

Ao justificar o conteúdo, o humorista afirma que apenas lê e interpreta o texto bíblico. Ainda assim, a proposta transforma relatos sagrados para milhões de fiéis em motivo de deboche, repetindo uma estratégia que já gerou forte reação negativa em edições anteriores.

Durante entrevistas, Porchat chegou a comparar a reação de cristãos conservadores com a de grupos extremistas, dizendo que se um “público nazista” gostasse de suas piadas seria um sinal de erro dele, porém como as críticas vêm de líderes evangélicos, como Silas Malafaia, ele interpreta como sinal de acerto.

A declaração renova a animosidade entre cristãos e o grupo de humor politicamente ativista de esquerda, já que associou a defesa da fé por parte de cristãos com a postura extremista de ideologias historicamente conhecidas por violência e perseguição.

“O humor é capaz de cobrir uma multidão de pecados —menos o pecado capital de ser, no fim das contas, simplesmente sem graça”, criticou Reinaldo José Lopes, em sua resenha no jornal Folha de S. Paulo.

Piloto missionário continua desaparecido após meses do sequestro

Quase dois meses após o sequestro do piloto missionário americano Kevin Rideout em sua casa no bairro de Château 1, em Niamey, capital do Níger, cristãos locais relataram preocupação com o silêncio em torno das ações para localizá-lo e resgatá-lo.

Em entrevista recente, o padre Augustine Anwuchie, sacerdote nigeriano da Fidei Donum que atua como missionário na Diocese de Maradi, afirmou que a falta de atualizações aumenta a tensão no país. “Isso deixa uma sensação de apreensão, medo e incerteza”. Ele acrescentou: “Este caso parece estar demorando mais do que o esperado, e ninguém sabe quem são os culpados nem o paradeiro da vítima”.

Rideout, de 48 anos, pai de família, trabalhava para a organização Serving In Mission (SIM), com sede nos Estados Unidos, quando foi sequestrado em outubro. A Radio France Internationale informou que o piloto missionário teria sido levado no dia 21 de outubro por três homens, nas proximidades do Hotel Bravia, no centro de Niamey, a poucos metros do palácio presidencial.

Na quinta-feira mencionada pela reportagem, a SIM não respondeu de imediato a ligações do portal The Christian Post. Uma fonte que atua para a organização no Níger, sob condição de anonimato, disse que as informações disponíveis ainda eram limitadas. “Até agora, não tivemos muitas notícias sobre o piloto sequestrado. Só soubemos que ele foi sequestrado. … Ainda não sabemos o nome do grupo que o sequestrou”.

Autoridades do Departamento de Estado dos Estados Unidos em Niamey afirmaram anteriormente que garantir a libertação de Rideout era uma “prioridade máxima para o governo Trump”. No mês anterior, o Washington Post noticiou que o enfraquecimento das relações diplomáticas no país, descrito como de maioria muçulmana e com crescente influência do Estado Islâmico, dificultou o esforço para encontrá-lo.

Ao jornal, um ex-funcionário americano envolvido em resgates de reféns na região do Sahel declarou: “Temos menos parcerias e menos recursos”. Ele completou: “Estamos menos equipados do que estaríamos no passado para encontrá-lo”. No ano anterior, tropas americanas deixaram o Níger e bases de drones dos EUA foram fechadas, segundo a reportagem.

Ainda conforme autoridades atuais e antigas ouvidas pelo Washington Post, reuniões interinstitucionais passaram a ocorrer três vezes por semana, com participação de mais de 200 pessoas, desde o sequestro. Um funcionário americano citado na reportagem afirmou: “Esta administração é muito prática”. Em seguida, ele disse: “As perguntas são: O que precisamos fazer para trazê-lo de volta? Quais são os passos?”.

Kevin Rideout e o irmão, Ian, também piloto, trabalharam para a SIM em Charlotte, na Carolina do Norte, de acordo com uma reportagem publicada em 2014 pelo The Wellesley Townsman.

Segundo o jornal, os irmãos transportavam missionários, equipamentos e suprimentos dentro do Níger e por outras áreas da África Ocidental, apoiando ações como perfuração de poços para água potável, assistência a refugiados, projetos de reflorestamento e recuperação de terras, suporte a hospitais, ajuda a vítimas de enchentes, iniciativas de alfabetização e capacitação de viúvas, além de atendimento a órfãos.

Eduardo Bolsonaro: missionário da Mundial assume com cassação

A Câmara dos Deputados confirmou, nesta quinta-feira, 18 de abril, os suplentes que vão assumir as vagas deixadas por Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Delegado Ramagem (PL-RJ), após a Mesa Diretora declarar a perda dos mandatos.

Em São Paulo, a cadeira de Eduardo Bolsonaro passa a ser ocupada por Missionário José Olimpio (PL-SP). Ele atuava como suplente desde sábado, 23 de março, e foi efetivado após a decisão da Mesa. Nascido em Itu (SP), José Olimpio iniciou a carreira política como vereador em 1982 e já foi subprefeito de Guaianases, vereador na capital paulista e deputado federal por dois mandatos, entre 2011 e 2019. Ele é ligado à Igreja Mundial do Poder de Deus, onde atua como missionário.

No Rio de Janeiro, a vaga de Delegado Ramagem será assumida por Dr. Flávio (PL-RJ), que já havia exercido o mandato como suplente entre maio e setembro de 2024. Agora, ele retorna à Câmara como titular da vaga. Dr. Flávio, nome político de Flávio Campos Ferreira, é médico e já foi prefeito de Paracambi e secretário municipal de Saúde. Durante sua passagem pela Câmara, atuou em comissões como as de Saúde e de Agricultura.

A Mesa Diretora declarou a perda dos mandatos com base no artigo 55, inciso III, e parágrafo 3º, da Constituição Federal. No caso de Eduardo Bolsonaro, a decisão considerou a ausência em um terço das sessões deliberativas da atual legislatura. Em relação a Ramagem, a Mesa afirmou que o deputado deixará de atingir o limite mínimo de presença na próxima sessão legislativa.

Pregador levou 6 milhões de muçulmanos à cruz vive sob ameaça

O líder cristão copta Zakaria Botros, natural do Egito é considerado o “inimigo público número 1 do Islã”, conforme descrito jornal árabe al-Insan al-Jadid, por conta de sua atuação em programas televisivos nos quais criticou interpretações do Alcorão e apresentou a fé cristã a um público majoritariamente muçulmano.

Durante anos, Botros conduziu o programa de debates “Falando a Verdade”, exibido pelo canal árabe al-Hayat (Life TV). A atração reunia missionários — em grande parte ex-muçulmanos convertidos ao cristianismo — e abordava temas teológicos considerados sensíveis. Segundo o Middle East Forum, o apresentador questionava publicamente doutrinas islâmicas e defendia o cristianismo, mesmo diante de riscos pessoais.

Em uma das transmissões, Botros afirmou: “O Islã não é a resposta. Jihad não é o caminho. Jesus é o caminho. Jesus é a verdade.”. De acordo com relatos de veículos que acompanharam o programa, ele participou de debates com estudiosos islâmicos e obteve destaque ao confrontar argumentos acadêmicos, o que provocou reações negativas de lideranças muçulmanas.

Em entrevista anterior à FOX40, Botros fez declarações duras sobre doutrinas islâmicas, afirmando que sua motivação era levar muçulmanos ao cristianismo. Na mesma ocasião, disse que seu objetivo final era “salvar muçulmanos”, diferenciando, segundo ele, pessoas das doutrinas que criticava.

Segundo a CBN News, o programa alcançou audiência estimada em quase 60 milhões de árabes, por meio da televisão via satélite e da internet. Em entrevista concedida anos atrás à TV al-Jazeera, o líder muçulmano Ahmad al-Qatani afirmou que cerca de seis milhões de muçulmanos se converteriam ao cristianismo anualmente, atribuindo parte desse número à influência de Zakaria Botros.

Em razão de sua atuação, Botros foi preso no Egito e, em 1989, deixou o país, passando a viver no exílio, de onde manteve suas transmissões. Em entrevista ao jornal canadense Sun, em 2011, ele afirmou que a Al-Qaeda teria oferecido uma recompensa de US$ 60 milhões por sua morte. Em outra declaração à FOX40, comentou as ameaças recebidas e disse não temer a possibilidade de ser assassinado.

Reportagem da CBN News informou que, devido às ameaças, Botros passou a viver em local não divulgado. Em entrevista ao Los Angeles Times, em 2012, seu filho, Benjamin Botros, afirmou que o pai havia deixado de conceder entrevistas e que sua localização era mantida em sigilo por razões de segurança. “Não posso dizer onde ele está porque sua vida corre perigo.”, declarou.

Em publicação feita no Instagram na quarta-feira, 17, o missionário chileno Vergara, que atua em países com perseguição religiosa, afirmou que Zakaria Botros tem atualmente 91 anos e permanece vivendo de forma reservada. “Vive escondido sem ninguém saber ao certo onde ele está.”, escreveu, ao comentar a trajetória do líder cristão.