Magno Malta abre b.o. contra enfermeira que o acusou

O senador Magno Malta (PL-ES) registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil do Distrito Federal após ser acusado de agressão física por uma auxiliar de enfermagem. O caso teria ocorrido durante o período em que ele está internado no Hospital DF Star.

No documento, o parlamentar negou ter praticado qualquer agressão deliberada e solicitou a abertura de investigação. Ele pediu a preservação de imagens de câmeras de segurança, a oitiva de profissionais que estavam presentes no atendimento, além da requisição do prontuário médico, realização de exame de corpo de delito e eventual perícia em objetos relacionados ao caso, como óculos que teriam sido danificados.

Magno Malta está internado desde quinta-feira, 30 de abril, após sofrer um mal súbito. Durante o atendimento, passou por um exame de angiotomografia, quando houve extravasamento de contraste no braço direito. Segundo o relato, o episódio provocou dor intensa, hematoma e possível comprometimento vascular.

Durante sessão do Congresso Nacional que analisava veto presidencial ao Projeto de Lei da Dosimetria, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), comentou o caso e afirmou que o senador não sofreu infarto.

No boletim de ocorrência, Magno Malta descreveu sua reação durante o atendimento. “Em razão do quadro clínico, da dor aguda e do uso de medicação, o comunicante apresentou reação compatível com o sofrimento físico experimentado, sem, contudo, praticar qualquer ato de agressão física contra profissionais de saúde”, declarou. Ele também afirmou ter sido surpreendido com o registro policial em seu desfavor. “O comunicante relata que foi surpreendido com o registro de ocorrência policial em seu desfavor, no qual lhe foi imputada a prática de agressão física contra técnica de enfermagem, fato que não corresponde à realidade”.

O senador sustentou ainda que não houve intenção de agressão. “Esclarece que não houve qualquer conduta dolosa ou agressão deliberada, sendo eventual reação decorrente exclusivamente do estado de dor intensa no momento da intercorrência médica”, afirmou no documento.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar voltou a negar as acusações e questionou a motivação do caso. “O que aconteceu foi absolutamente alguma coisa armada, programada, numa tentativa de destruir reputação”, disse.

Ele também relacionou o episódio a acontecimentos políticos recentes. “Depois de tudo o que aconteceu, com a derrota do (Jorge) Messias e com a dosimetria, essa percepção, para mim, nada mais é do que uma guerra espiritual”, afirmou.

O senador declarou que nunca agrediu qualquer pessoa. “A minha vida foi defender crianças, defender mulheres, uma vida de luta e de respeito”, disse.

Ao final, afirmou que renunciaria ao mandato caso surjam provas das acusações. “Eu vou renunciar ao meu mandato de vergonha, vou enfiar minha cara no chão, com vergonha das minhas filhas e das minhas netas, porque eu não sou homem disso e jamais fiz isso de que estou sendo acusado”, declarou. “Essa é uma calúnia deslavada. Se aparecer essa imagem, eu garanto a vocês: eu renuncio ao meu mandato”.

Colômbia: dezenas de ataques a bomba contra igrejas registrados

Ao menos 31 ataques com explosivos foram registrados no sudoeste da Colômbia nos últimos dias de abril, atingindo os departamentos de Cauca, Valle del Cauca e Nariño. As ações tiveram como alvo forças de segurança, infraestrutura e civis, resultando em mortes, feridos e restrições à circulação.

O caso mais grave ocorreu na rodovia Pan-Americana, no município de Cajibío, onde uma explosão deixou ao menos 20 mortos e mais de 48 feridos, entre eles menores de idade. Horas antes, um drone com explosivos atingiu um radar aéreo na mesma região.

Outros ataques também deixaram feridos, incluindo moradores indígenas. Autoridades colombianas atribuem a sequência de ações a grupos armados dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Os episódios ocorrem semanas antes das eleições presidenciais e ampliam a preocupação com a segurança da população civil.

A escalada da violência impactou comunidades religiosas na região. Um pastor identificado como Saulo, que atua como voluntário da Portas Abertas na Colômbia, relatou mudanças na rotina das comunidades. “Esses ataques restringiram a circulação. As pessoas ficaram em casa por medo. Existe uma pressão constante”, afirmou.

Em algumas localidades, igrejas alteraram horários de culto. Em áreas rurais consideradas mais vulneráveis, congregações suspenderam atividades presenciais. Líderes religiosos relatam que o risco permanece mesmo após o período mais crítico.

No início de abril, uma ameaça de bomba bloqueou uma estrada enquanto um grupo de jovens retornava de um acampamento. Em diferentes regiões, líderes também enfrentam restrições de acesso a comunidades e relatam pressões para influenciar o voto de moradores.

Pastores de áreas rurais de Cauca informaram ainda que atividades foram reduzidas por questões de segurança. A presença de grupos armados em regiões afastadas tem imposto um ambiente de coerção e vigilância, afetando comunidades que não seguem orientações impostas por essas organizações.

Flávio quer redução da maioridade penal para crimes hediondos

Tenho falado de algumas propostas para o Brasil, entre elas a redução da maioridade penal para 14 anos, em casos de crimes hediondos, que são os mais graves!

Esse tipo de medida pode ser aprovada quando o Presidente da República usa seu prestígio junto ao Congresso Nacional.… pic.twitter.com/xVRnKv7js8

— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) May 3, 2026

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou no domingo, 03 de maio, que pretende defender a redução da maioridade penal para 14 anos em casos de crimes hediondos, caso seja eleito em 2026.

A declaração foi publicada em seu perfil na rede social X: “Tenho falado de algumas propostas para o Brasil, entre elas a redução da maioridade penal para 14 anos, em casos de crimes hediondos, que são os mais graves! Esse tipo de medida pode ser aprovada quando o Presidente da República usa seu prestígio junto ao Congresso Nacional”, escreveu.

O parlamentar apresentou, em 2019, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com objetivo de reduzir a maioridade penal para 14 anos em situações específicas. A proposta abrange crimes classificados como hediondos, além de tortura, tráfico de drogas, terrorismo, organização criminosa e associação criminosa.

Segundo o senador, a medida busca evitar que “bandidos usem a idade cronológica para cometer crimes bárbaros”.

Atualmente, a Constituição Federal estabelece que menores de 18 anos são penalmente inimputáveis, estando sujeitos às normas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Como essa regra está prevista no texto constitucional, qualquer alteração depende de aprovação do Congresso Nacional, com apoio mínimo de três quintos dos parlamentares em dois turnos de votação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

Gideões 2026: Helena Raquel: ‘Não há unção que justifique abuso’

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Durante pregação no 41º Congresso Internacional de Missões dos Gideões, realizado em Camboriú, Santa Catarina, a pregadora Helena Raquel afirmou que líderes religiosos que cometem crimes devem ser denunciados. A declaração foi feita no último domingo, 03 de maio, diante do público presente no evento.

Na mensagem, ela incentivou vítimas a buscarem ajuda e segurança. “Você precisa ter coragem para sair e fazer a denúncia. Ligar para alguém de confiança e buscar um lugar seguro”, declarou.

Em publicações nas redes sociais, Helena Raquel voltou a abordar o tema e afirmou que instituições religiosas não devem se omitir diante de casos de abuso. “Não existe unção que justifique abuso”, escreveu.

A pregadora também reforçou a posição em outra mensagem. “Existe algo que a igreja não pode mais fazer: se omitir. Não existe unção que justifique abuso. Não existe chamado que autorize agressão. Se agride… não representa Deus”, afirmou.

Ela acrescentou que práticas de violência não devem ser associadas à autoridade espiritual. “Ungido não é abusador. Ungido não é agressor. A verdade precisa ser dita com clareza: se é pastor, se é obreiro, se é membro… mas fere, oprime e violenta isso não é autoridade espiritual. Isso é pecado. E pecado não se protege. Se confronta. Se você está vivendo ou presenciando isso, não se cale. O silêncio nunca foi a vontade de Deus. Denuncie. Ligue 100. Ligue 180. A igreja precisa voltar a ser lugar de cura, não de medo. E onde há verdade, há libertação”, declarou.

Malafaia declara seu apoio a Flávio Bolsonaro: ‘Amigo, não inimigo’

O pastor Silas Malafaia declarou, neste domingo, 03 de maio, apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. A manifestação ocorre após uma posição anterior em que havia demonstrado preferência por outro nome dentro do mesmo grupo político.

“A Bíblia diz que há um tempo para todo propósito debaixo do sol. Esse é o tempo de eu apoiar o Flávio para presidente”, afirmou Malafaia. Flávio Bolsonaro participou, na manhã deste domingo, do culto realizado pelo pastor na Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), localizada na Penha, zona norte do Rio de Janeiro.

Durante a declaração, o pastor comentou críticas recebidas nas redes sociais. Ele mencionou uma “guerra” promovida por apoiadores que o pressionavam a se posicionar publicamente. Entre os que haviam se manifestado anteriormente está o jornalista Paulo Figueiredo Filho, que reagiu no X ao novo posicionamento do pastor da ADVEC: “Eu já sabia. Seja muitíssimo bem vindo, pastor Malafaia”.

A divergência teve início após o pastor defender, em momento anterior, o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como possível candidato. Segundo Malafaia, a preferência foi comunicada diretamente ao senador.

“Eu falei que, para mim, o melhor era Tarcisio e Michele. Isso eu disse para o Flávio. Não foram eles? Então, claro que o Flávio vai ter meu apoio. Eu disse isso para ele. Eu sou amigo, não sou inimigo. Aí ficam esses caras bolsominions fazendo guerra, sabe? Porque querem que você fale na hora que eles querem. Quanto mais me pressionam pra fazer uma coisa que é manipulação, aí é que eu não faço. Eu faço na hora certa”, declarou.

Malafaia afirmou ainda que mantém contato direto com o senador. “Eu tenho independência e vou ao próprio [Flávio]. Não sou manipulado por opinião de bolsominion. Eu não suporto nem aquilo que é extremo da direita, nem o que é extremo da esquerda, porque todo extremo trabalha com paixão. Eu não, eu trabalho com inteligência, com sabedoria, com convicção”, disse.

De acordo com o portal Metrópoles, também participaram do culto o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.

Eu já sabia. Seja muitíssimo bem vindo, @PastorMalafaia!!! ❤️ ♥️ pic.twitter.com/TSOxrlx3dS

— Paulo Figueiredo (8) (@pfigueiredo08) May 3, 2026

Pastora mirim de 10 anos é abordada após pregar em avião

Dentro do avião – Uma pastora mirim de 10 anos foi abordada por comissários de bordo após iniciar uma pregação em um avião da Latam Airlines que fazia conexão em São Paulo. Segundo o pai da menina, o pastor Mauro Ortiz, ela teria sido empurrada e teve o braço apertado durante a… pic.twitter.com/SfSf5c9GlD

— g1 (@g1) April 30, 2026

Uma criança de 10 anos, que se identifica como pastora mirim, foi alvo de uma abordagem por parte de comissários de bordo em um voo da Latam Airlines que fazia conexão no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. O episódio ocorreu na última quarta-feira (29), durante um trajeto que partiu de Campo Grande (MS) com destino a Navegantes (SC).

O pai da menina, o pastor Mauro Ortiz, relatou que a filha, chamada Júlia Ortiz, foi empurrada e teve o braço apertado pelos funcionários durante a intervenção. A acusação foi feita após vídeos publicados nas redes sociais da própria criança mostrarem o momento em que ela se levanta do assento, Bíblia na mão, e começa a pregar aos passageiros.

Nas imagens, é possível ver quando os comissários se aproximam e explicam que a prática não é permitida dentro da aeronave. A justificativa da empresa inclui tanto normas de segurança — que exigem que os passageiros permaneçam sentados durante o voo — quanto a política de não permitir anúncios ou discursos que possam incomodar os demais viajantes.

Até o momento, a Latam não se manifestou sobre as acusações de agressão feitas pelo pai da pastora mirim.

Impacto de pregadores mirins

Casos como o de Júlia Ortiz levantam um debate mais amplo sobre o fenômeno dos pregadores mirins, que têm ganhado destaque em diversos segmentos religiosos, especialmente no meio evangélico.

Crianças e adolescentes com discursos aguerridos e suposta unção espiritual costumam atrair grande atenção em cultos, eventos e redes sociais, mobilizando multidões que os enxergam como “prodígios” ou “escolhidos por Deus”.

Por um lado, fiéis celebram a coragem e a fé desses jovens, como da pastora mirim, considerando suas pregações como sinais de renovação espiritual. Por outro, especialistas em psicologia infantil e educação alertam para os riscos da exposição precoce à fama religiosa, incluindo a pressão emocional, a possível exploração por adultos próximos e a privação de uma infância comum.

O impacto emocional e simbólico que esses pregadores mirins exercem sobre platéias numerosas, no entanto, é inegável: eles frequentemente emocionam, convencem e mobilizam fiéis em escala que muitos pregadores adultos demoram anos para alcançar, o que torna cada episódio público envolvendo crianças pregadoras um tema de forte repercussão e polarização.

Vetos de Lula ao PL da Dosimetria são derrubados pelo Congresso

O Congresso Nacional impôs nova derrota a Lula (PT) e derrubou, nesta semana, os vetos ao Projeto de Lei da Dosimetria com 367 votos contrários à decisão do governo. A proposta trata da revisão de penas previstas no Código Penal Brasileiro relacionadas a crimes contra o Estado Democrático de Direito, incluindo casos ligados aos atos de 8 de janeiro.

Ao todo, 168 parlamentares votaram pela manutenção dos vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto cinco se abstiveram. Na Câmara dos Deputados do Brasil, 318 deputados votaram pela derrubada e 144 pela manutenção. No Senado Federal do Brasil, 49 senadores foram contrários ao veto e 24 votaram a favor.

A votação ocorreu em um contexto de tensões recentes entre o governo e o Congresso. Na quarta-feira, 29 de abril, o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, com 42 votos contrários e 34 favoráveis, número abaixo do mínimo necessário para aprovação.

O Projeto de Lei da Dosimetria prevê mudanças como a proibição da soma de penas sobrepostas, a possibilidade de redução de um terço a dois terços para condenados que não tiveram papel de liderança ou financiamento, além da alteração de regras de progressão de regime. O texto também prevê remição de pena em prisão domiciliar e aplicação retroativa por se tratar de norma mais benéfica ao réu.

O presidente havia vetado integralmente o projeto durante evento realizado no Palácio do Planalto, em 8 de janeiro. Na ocasião, afirmou que condenações relacionadas aos atos ocorreram com base em provas. “Golpistas foram condenados com provas robustas”, declarou.

Durante a sessão desta quinta-feira, parlamentares da base governista manifestaram preocupação com possíveis efeitos da derrubada dos vetos, incluindo impactos sobre casos envolvendo crimes graves. O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, informou a retirada de trechos específicos da votação para evitar conflitos com a legislação vigente.

Segundo ele, a decisão considerou dispositivos da chamada Lei Antifacção, que alteraram regras sobre progressão de regime. “Refiro-me aos incisos 4 a 10 do art. 112 da Lei de Execução Penal, que tratam da progressão de regime em hipóteses que foram recentemente alteradas pela Lei Antifacção”, afirmou, de acordo com a revista Oeste.

Alcolumbre acrescentou que a derrubada integral poderia gerar efeitos no sistema penal: “Essas normas, caso tivessem o seu veto derrubado, revogariam as novas regras de progressão de regime trazidas pela Lei Antifacção, inclusive a que trata da progressão de condenados que exercem o comando de facções criminosas”, disse. “Esse cenário representaria um passo atrás nas ações de combate à criminalidade, em especial ao feminicídio e ao crime organizado”, finalizou.

Luiza Possi anuncia 1ª música gospel: ‘Quero Conhecer Jesus’

A cantora Luiza Possi anunciou o lançamento de seu primeiro projeto gospel e apresentou detalhes da nova fase na carreira. A música Quero Conhecer Jesus será disponibilizada nas plataformas digitais no dia 15 de maio de 2026 e marca o início de um EP voltado à adoração.

O anúncio foi feito por meio das redes sociais, onde a artista também divulgou o pre-save do projeto. A canção dá nome ao EP e, segundo ela, representa um momento pessoal relevante. “Já está no ar o pre-save. Obrigada por caminharem junto comigo”, escreveu ao convidar o público a acompanhar o lançamento.

Luiza afirmou que a nova etapa tem sido marcada por decisões mais direcionadas. “Nessa caminhada, encontrei muitas pessoas e escolhi ficar com aquelas que me deram a sensação de encontrar um lar”, declarou. A agenda de apresentações também acompanha essa mudança, com eventos voltados ao novo repertório.

No início de março, a cantora já havia informado a mudança de direcionamento na carreira e afirmou que passaria a priorizar a fé em sua vida. Após o lançamento de seu último álbum no gênero MPB, ela declarou que pretende se dedicar exclusivamente a canções voltadas à adoração.

A artista afirmou que a decisão está ligada a uma convicção pessoal. “Não é uma escolha, é um chamado e eu não tenho opção. Deus me chama e eu vou cumprir esse chamado”, disse. Ela também convidou o público a acompanhar esse momento. “Eu peço que você venha comigo. Não é um caminho fácil, mas é a nova estação da minha vida”, afirmou.

Na terça-feira, 28 de abril, Luiza participou do Mais Você, exibido pela TV Globo, onde falou sobre sua conversão durante entrevista à apresentadora Ana Maria Braga, relatando que não cresceu em um ambiente cristão e que a fé passou a fazer parte de sua vida ao lado do marido. “Eu fui conhecer Jesus com meu marido. A gente sempre buscou muito por Deus até que chegou nesse ser apaixonante que é Jesus”, afirmou.

Ao comentar as mudanças, a cantora destacou transformações no âmbito pessoal: “O que mais mudou são mudanças muito mais internas do que externas. As pessoas acham que você vira outra pessoa, mas não. É a mesma pessoa, mas melhor”, disse.

Luiza também mencionou desafios enfrentados e a influência da fé nesse contexto. “Quando você tem esse encontro com Jesus, você sabe que tem alguém ali por você. Eu tenho passado por provações, inclusive públicas, mas com Deus é diferente”, declarou.

Ao encerrar, a artista afirmou que vive uma nova fase. “É o momento em que Jesus me chamou. Não é cantar um louvor, é louvar de coração”, disse. O lançamento do EP, segundo ela, reflete esse direcionamento em sua trajetória musical.

Grupos celebram o banimento do casamento infantil no Paquistão

A Assembleia da Província de Punjab, no Paquistão, aprovou na segunda-feira um projeto de lei que estabelece novas regras para coibir o casamento infantil. A proposta foi aprovada por maioria após debate entre parlamentares do governo e da oposição e segue para sanção do governador Saleem Haider Khan.

O Projeto de Lei de Restrição ao Casamento Infantil de Punjab de 2026 foi apresentado pelo ministro de Assuntos Parlamentares, Mian Mujtaba Shujaur Rehman, e já havia sido analisado por comissão legislativa em 13 de abril. A nova legislação substitui a lei de 1929 e fixa 18 anos como idade mínima para casamento, tanto para homens quanto para mulheres. Com isso, Punjab passa a adotar o mesmo limite já em vigor em Sindh, Baluchistão e no Território da Capital Islamabad.

Durante a tramitação, os parlamentares aprovaram por unanimidade uma emenda que estabelece o “melhor interesse da criança” como princípio central em todos os procedimentos legais relacionados ao tema. A proposta foi apresentada pelo legislador cristão Ejaz Alam Augustine. O texto também determina que menores envolvidos em casamentos não podem ser tratados como criminosos e que eventual consentimento não será considerado válido em situações que envolvam coerção ou sequestro.

A proposta enfrentou resistência de parte dos parlamentares, que argumentaram que a medida poderia entrar em conflito com normas sociais e interpretações religiosas. A moção para devolver o projeto à comissão foi rejeitada. A ministra da Informação de Punjab, Azma Zahid Bokhari, defendeu a aprovação e afirmou que decisões relacionadas ao casamento devem ocorrer apenas na idade adulta. Ela também destacou riscos à saúde e a necessidade de comprovação documental da idade.

O deputado Zulfiqar Ali Shah expressou preocupação com impactos sociais da medida. Em resposta, Bokhari mencionou práticas consideradas prejudiciais, como o uso de meninas para resolver disputas, e citou decisões anteriores do Tribunal Federal da Sharia que reconheceram a validade de legislações semelhantes.

Propostas adicionais apresentadas por Augustine foram retiradas após debates. Entre elas, a anulação automática de casamentos infantis e a exigência obrigatória do Cartão Nacional de Identidade Informatizado como prova de idade. Segundo o parlamentar, a legislação pode contribuir para reduzir casos de sequestro e conversão forçada envolvendo meninas de minorias.

Organizações da sociedade civil avaliaram a aprovação como um avanço, mas ressaltaram a importância da aplicação efetiva da lei. Samson Salamat, presidente do movimento Rawadari Tehreek, afirmou que autoridades devem garantir atuação cuidadosa de policiais e tribunais. “Agradecemos ao governo de Punjab por dar um passo na direção certa. No entanto, o verdadeiro teste será aplicar esta lei na íntegra”, declarou.

A diretora da ADF International para a Ásia, Tehmina Arora, afirmou que a medida representa uma proteção relevante e está alinhada a padrões internacionais de direitos humanos. “Este é um momento histórico não só para a província de Punjab, mas para todas as meninas do Paquistão”, disse, destacando a necessidade de implementação consistente.

Especialistas ligados ao Conselho de Direitos Humanos da ONU recomendaram, em 22 de abril, que o Paquistão amplie medidas contra casamentos infantis e conversões forçadas, incluindo a elevação da idade mínima em todo o país e o fortalecimento de mecanismos de responsabilização.

A nova legislação estabelece punições para quem participar, facilitar ou promover casamentos de menores. As penalidades incluem penas de até sete anos de prisão e multas que podem chegar a 1 milhão de rúpias paquistanesas. Registradores de casamento ficam proibidos de formalizar uniões envolvendo menores, sob pena de sanções. A lei também prevê punições para responsáveis legais e classifica a coabitação decorrente de casamento infantil como abuso.

Os casos deverão ser julgados em tribunais específicos e concluídos em até 90 dias. A medida busca acelerar a tramitação judicial e reforçar a aplicação das normas.

Relatórios recentes indicam que o Paquistão enfrenta desafios relacionados à proteção de minorias religiosas. A organização Portas Abertas posicionou o país entre os que apresentam maiores dificuldades para a prática do cristianismo, citando casos de conversões forçadas, sequestros e lacunas legais como fatores de preocupação.

STF: Malafaia celebra rejeição do “esquerdopata gospel” Messias

O pastor Silas Malafaia classificou como uma “derrota vergonhosa para Lula” a rejeição, pelo Senado Federal, do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita em suas redes sociais logo após o resultado da votação no Plenário da Casa.

O placar final registrou 42 votos contrários e 34 favoráveis à indicação do petista. Trata-se da primeira vez desde 1894 que o Senado rejeita um nome proposto por um presidente da República para o STF, o que foi interpretado por analistas como um duro revés ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“DERROTA VERGONHOSA PARA LULA! Como disse em várias entrevistas, Messias é um esquerdopata gospel, onde tenho profundas divergências, diametralmente oposto ao que penso. Acabou a indicação dele para o STF. Só o próximo governo”, escreveu Malafaia.

Contextualização

A manifestação do pastor, embora comemorativa, traz uma nuance importante: dias antes da votação, Malafaia havia defendido publicamente o direito de Lula de indicar Jorge Messias, mesmo tendo chamado o ministro de “esquerdopata gospel” e afirmado discordar radicalmente de suas posições.

Para o líder religioso, a prerrogativa de escolher um nome para o Supremo é inerente ao cargo de presidente da República — uma posição que ele já havia sustentado durante o governo Jair Bolsonaro (PL), quando apoiou a indicação do então ministro da Justiça, André Mendonça, para o STF em 2021. Na ocasião, Malafaia fez campanha aberta a favor de Mendonça, que acabou aprovado.

Assim, a celebração da derrota de Messias não significa, no entendimento do pastor, uma negação do direito de Lula indicar ministros, mas sim a vitória da “luta política” contra um nome que ele considera ideologicamente oposto.

A rejeição histórica, contudo, expõe o desgaste da articulação governamental no Senado e a força da oposição conservadora na Casa.