Masculinidade: pastor alerta que cristão deve ter “amor sacrificial”

Em artigo recente, o pastor, teólogo e escritor Renom de Azevedo, líder na Igreja Batista da Graça e diretor do Instituto Dinamus, propõe uma reflexão contundente sobre o papel do homem cristão no contexto familiar, destacando sobre isso o dever do “amor sacrificial”

Partindo de Efésios 5.25 — “Maridos, cada um de vós amai a vossa esposa, assim como Cristo amou a sua Igreja e sacrificou-se por ela” —, o autor sustenta que a incompreensão do princípio divino de masculinidade tem levado à desintegração de inúmeras famílias, inclusive entre cristãos.

Principais pontos

1. Amor incondicional como modelo divino

O pastor enfatiza que Cristo não esperou que a igreja o amasse primeiro para demonstrar cuidado. “Ele fez de forma incondicional”, escreve. Do mesmo modo, o homem não deve condicionar seu amor e suas ações à atitude da esposa — seja ao sexo, à comida ou a qualquer outro “combinado matrimonial”. A obrigação masculina de cuidar da família é um dever, não uma moeda de troca.

2. Responsabilidade intergeracional

Outro ponto central é a visão de que o modo como o pai trata a própria família molda as gerações seguintes. “Quando você está cuidando da sua família, está também moldando a família da próxima geração”, afirma. Para Renom, a masculinidade bíblica carrega uma missão que transcende o presente.

3. Masculinidade independente de circunstâncias

O teólogo argumenta que o homem não deve esperar reconhecimento para agir corretamente. “Você faz porque é um homem, você faz porque é o correto a se fazer.”

Ele ilustra o ponto com uma prática pessoal: perguntar ao filho de sete anos “Você é o quê?”, ao que o menino responde “um homem” e completa “Eu faço a coisa certa”. Essa repetição diária, segundo Renom, reforça a identidade masculina baseada em ação virtuosa, independentemente do que se recebe em troca.

4. Separação entre dever conjugal e negociação emocional

O pastor alerta que melhorias no relacionamento devem ser tratadas entre o casal, mas não podem servir como desculpa para o abandono das obrigações. “Entenda que a sua masculinidade não depende do que fazem, ou deixam de fazer, por você ou com você”, resume. Ele conclui com a máxima: “Somos homens e fazemos a coisa certa, independentemente das circunstâncias.”

Contexto e público-alvo

Embora não mencione casos específicos, o texto de Renom de Azevedo sobre amor sacrificial dialoga com um fenômeno observado em muitos círculos evangélicos: a fragilidade de casamentos que se desfazem por comportamentos que o pastor classifica como inadequados para quem deveria ser “referência no lar”.

A abordagem publicada na Revista Comunhão busca resgatar uma masculinidade servidora, à semelhança de Cristo, sem barganhas emocionais ou sexuais — justamente o conceito de amor sacrificial como um contraponto tanto ao machismo autoritário quanto à passividade masculina.

A análise do artigo revela que o autor aposta na formação de caráter desde a infância, na centralidade do dever e na imitação de Cristo como antídoto para a crise de identidade masculina que, em sua visão, tem gerado famílias desfeitas.

Azerbaijão destrói igrejas históricas em Nagorno-Karabakh

Imagens de satélite indicaram a demolição de duas igrejas cristãs históricas em Stepanakert, principal centro urbano da região de Nagorno-Karabakh, sob controle do Azerbaijão desde setembro de 2023. Autoridades religiosas da Armênia classificaram a ação como parte de uma campanha para eliminar o patrimônio religioso armênio na área.

A Catedral da Santa Mãe de Deus, principal local de culto cristão da cidade — chamada Khankendi pelos azerbaijanos — foi demolida, segundo informações divulgadas pela Rádio Europa Livre com base em imagens captadas no domingo. A construção do templo começou em 2006 e a consagração ocorreu em 2019. Durante ofensivas militares na década de 2020, o porão do edifício foi utilizado como abrigo antiaéreo por moradores.

Registros publicados no início de fevereiro mostravam a área cercada para obras, e há indicação de que a demolição tenha ocorrido no início de abril. Imagens também confirmaram a destruição da Igreja de São Jacó, outro importante templo cristão local. Concluída em 2007, a igreja foi financiada por um filantropo armênio-americano em memória de seu filho. Segundo a Igreja Armênia, cruzes de pedra no entorno também foram destruídas.

O Conselho Muçulmano do Cáucaso confirmou que a demolição das estruturas foi planejada pelo Estado, de acordo com o Asbarez. O órgão afirmou que as construções haviam sido erguidas de forma “ilegal” durante o período descrito como ocupação armênia do território e declarou que a remoção “não pode ser distorcida de forma alguma como destruição de patrimônio religioso ou cultural”. O conselho acrescentou que moradores azerbaijanos que retornaram à cidade pressionaram pela retirada de estruturas inexistentes antes desse período.

A Santa Sé de Etchmiadzin acusou o Azerbaijão de “atacar deliberadamente locais sagrados cristãos armênios, buscando apagar a presença armênia” na região, conforme reportado pelo Middle East Eye. O Conselho Muçulmano do Cáucaso rejeitou a acusação e classificou a declaração como “uma manifestação de hostilidade e desinformação”.

A deputada Elnare Akimova afirmou que os relatos sobre destruição de igrejas representam “uma provocação das forças revanchistas” e declarou que o país mantém como política de Estado a preservação de monumentos religiosos e históricos.

Já Lernik Hovhannisyan, presidente do Conselho Diocesano de Artsakh, contestou essa versão. Ele afirmou que a população armênia sempre foi predominante em Stepanakert e declarou que a presença azerbaijana na região foi incentivada a partir da década de 1960 com objetivo de alterar a composição demográfica do então Oblast Autônomo de Nagorno-Karabakh.

Hovhannisyan também questionou a ausência de explicações sobre a destruição de outras igrejas históricas, como as de Hora Verde e Mokhrenes, situadas na cidade de Shushi. Ele afirmou que essa situação contrasta com a imagem de tolerância religiosa apresentada pelo Azerbaijão. “Uma igreja, uma mesquita e uma sinagoga convivem lado a lado”, declarou ao citar discurso recorrente do governo.

O líder religioso questionou ainda o destino de milhares de monumentos históricos em regiões como Nakhichevan e o norte de Artsakh. Ele afirmou que as demolições são incompatíveis com princípios internacionais relacionados à autodeterminação.

A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, por meio do Grupo de Minsk — copresidido por França, Rússia e Estados Unidos —, reconheceu em documentos o direito à autodeterminação da população armênia da região. O grupo, criado em 1992, tornou-se inativo após a invasão da Ucrânia pela Rússia, em fevereiro de 2022, e interrompeu atividades após a ofensiva azerbaijana de setembro de 2023.

O tema ganhou repercussão política interna na Armênia às vésperas de eleições parlamentares. Críticos acusaram o primeiro-ministro Nikol Pashinyan de não buscar condenação internacional contra Baku. Pashinyan declarou que o governo reúne informações sobre o caso, mas indicou cautela. “Não creio que, levando em conta nossa experiência anterior, faremos disso um tema de discussões internacionais em nível estatal”, afirmou. Ele acrescentou que “esses assuntos são uma faca de dois gumes” e defendeu “prudência”.

De acordo com o The Christian Post, cerca de 120 mil armênios deixaram Nagorno-Karabakh após ofensivas militares que culminaram no controle total do território pelo Azerbaijão em setembro de 2023. Armênios capturados durante o conflito permanecem detidos no país.

Em publicação na rede social X, Nadine Maenza, ex-presidente da Comissão dos Estados Unidos para a Liberdade Religiosa Internacional, afirmou que a destruição das igrejas configura “genocídio cultural após a limpeza étnica de 120.000 pessoas”.

Oposição vê pressão contra Messias como impeachment de Dilma

Senadores da oposição afirmam que a rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF) foi influenciada por uma “pressão popular” de intensidade comparável à que antecedeu o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016, chamando atenção para a atuação do deputado federal Nikolas Ferreira.

O relato foi dado à CNN por parlamentares da ala bolsonarista e de partidos do Centrão, incluindo alguns que já eram deputados federais na época do afastamento de Dilma.

Segundo esses senadores, a pressão se manifestou por meio de mensagens de WhatsApp, e-mails enviados aos gabinetes e menções em redes sociais. Um dos parlamentares citou ainda pedidos da chamada Faria Lima (mercado financeiro) para que os senadores votassem contra Messias, como forma de desgastar o governo Lula e a própria corte suprema.

Há relatos de que a campanha digital do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que fez oposição aberta à indicação, teve papel decisivo na mobilização de eleitores e no aumento da pressão sobre os gabinetes. Apenas um vídeo do parlamentar, por exemplo, alcançou mais de 30 milhões de visualizações poucas horas antes da votação no Senado.

Ainda sobre o resultado da votação, Nikolas comemorou em seu perfil na plataforma X (antigo Twitter): “Quando a gente quer, a gente consegue!!!”.

A rejeição histórica de Messias ocorreu na quarta-feira (29), com 42 votos contrários e 34 favoráveis — a primeira derrubada de um indicado ao STF pelo Senado desde 1894.

Devocional ‘Café com Deus Pai’ propõe onda de gentileza no país

Uma ação do devocional Café com Deus Pai motivou milhares de leitores a praticarem um gesto de gentileza nesta quinta-feira, 30 de abril. Mesas de escritório, salas de aula, academias e até espaços compartilhados amanheceram diferentes. Milhares de pessoas participaram de uma ação simples, mas carregada de significado: deixar um mimo acompanhado de uma mensagem anônima para alguém do convívio.

A iniciativa integra os chamados Atos de Amor, movimento proposto pelo livro Café com Deus Pai 2026, do autor best-seller Junior Rostirola, que é bacharel em Teologia e pós-graduado em Teologia Bíblica.

A proposta deste mês era surpreender alguém com um pequeno gesto, como um doce, um café, um bilhete ou qualquer lembrança simbólica, acompanhado da frase: “Você é importante e amado por Deus Pai”.

A ideia é que a ação aconteça de forma espontânea, em ambientes cotidianos, criando uma espécie de corrente silenciosa de encorajamento e afeto.

A proposta faz parte da nova edição da obra, que traz o tema “Porções Diárias de Amor” e amplia o conceito tradicional de devocional ao estimular atitudes fora das páginas. A cada etapa, os leitores são convidados a transformar reflexão em prática, criando uma corrente espontânea de gentileza que se espalha pelas redes sociais e pelas relações cotidianas.

Ao longo do ano, outros desafios incluem doar um livro, deixar um mimo, compartilhar mensagens de fé e enviar palavras de carinho, sempre com o objetivo de tornar o amor uma prática diária, acessível e concreta.

Em um cenário marcado por rotinas aceleradas e relações cada vez mais superficiais, o movimento aposta justamente no oposto: interromper o automático para gerar impacto emocional real. A simplicidade é parte central da proposta, não há regras rígidas sobre o que entregar, apenas a intenção de comunicar valor e cuidado.

A mobilização já acontece entre leitores em diferentes regiões do país, que utilizam redes sociais e grupos para compartilhar experiências e incentivar novas participações. Segundo a assessoria de imprensa do projeto, a expectativa é que, ao longo do dia, histórias e registros da ação se multipliquem, ampliando o alcance da iniciativa.

Michelle Bolsonaro celebra rejeição de Jorge Messias no STF

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) manifestou sua alegria com a rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Em publicação nos stories de seu perfil no Instagram, feita nesta quarta-feira (29), ela compartilhou a notícia da derrota da indicação e acrescentou a seguinte declaração: “A justiça de Deus foi feita”.

A votação histórica

Na quarta-feira (29), o Plenário do Senado rejeitou o nome de Jorge Messias para integrar o STF por 42 votos contra e 34 a favor. Com esse resultado, a Casa registrou, pela primeira vez desde 1894, a derrubada de um indicado pelo presidente da República ao Supremo.

Mais cedo, Messias havia sido submetido a uma sabatina de aproximadamente oito horas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, onde recebeu 16 votos favoráveis e 11 contrários, obtendo aprovação naquele colegiado.

O indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concorria à vaga deixada pelo ex-ministro Luís Roberto Barroso, que se aposentou. Com a rejeição, o processo será arquivado, cabendo a Lula indicar um novo nome para ocupar a posição no Supremo.

Assim como a ex-primeira-dama, Sonaira Fernandes, Presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esportes da Câmara Municipal de São Paulo, também celebrou a rejeição de Jorge Messias, afirmando que “Deus vai ARRANCAR o poder de justiça das mãos dos injustos!”.

Parada cardíaca: mulher 'morre' por 15 minutos e vê Jesus

Nos Estados Unidos, uma mulher que permaneceu 15 minutos em parada cardíaca após uma grave embolia pulmonar reviveu e afirmou ter vivenciado uma experiência celestial, na qual contemplou Jesus. O caso ocorreu com Robin Battles, moradora de Boaz, no Alabama, que foi diagnosticada com múltiplos coágulos sanguíneos nos pulmões e um grande trombo no coração.

Diante da gravidade, ela foi transferida em caráter de urgência para um hospital em Huntsville. Durante o trajeto, seu marido, Phillip Battles, permaneceu em oração ao lado dela. Inicialmente, Phillip achou que o caso poderia ser resolvido com um tratamento simples, mas ao ouvir o diagnóstico, preocupou-se.

“Quando mencionaram embolia pulmonar, eu soube que era algo sério. As pessoas morrem disso”, disse ele à CBN News.

Enquanto dirigia, ele orou pela cura da esposa. No hospital, os médicos se preparavam para retirar o coágulo do coração, mas, antes do procedimento, o trombo se deslocou para os pulmões de Robin, causando uma parada cardíaca. Ela foi levada imediatamente à sala de cateterismo, onde a equipe iniciou a reanimação. “Eu já estava orando, mas comecei a orar ainda mais”, recordou o marido.

Experiência sobrenatural 

Em meio à aflição, Phillip relatou ter tido um encontro espiritual com Deus: “Eu simplesmente desabei e comecei a orar em voz alta. Quanto mais eu orava, mais angustiado eu ficava. Pensamentos sobre como seria a vida sem ela me invadiam. Eu disse: ‘Deus, se há algo no meu coração que eu preciso deixar de lado, eu quero saber’.”

Em seguida, ele contou: “O Espírito Santo falou bem baixinho ao meu ouvido e disse: ‘Se ela não conseguir, você vai desistir? Vai me abandonar se eu não a trouxer de volta?’. E eu respondi: ‘Senhor Jesus, eu não sei como vou conseguir. Mas eu prometo que farei o meu melhor para não desistir de você. Vou continuar firme, testemunhando e pregando’.” Depois disso, ele sentiu paz.

O que Robin viu 

Enquanto isso, Robin permanecia em parada cardíaca há quinze minutos. Ela também viveu uma experiência divina: “Eu desmaiei e só lembro de estar em frente a Jesus. Sem preocupações. Eu sentia uma total admiração, alegria e paz enquanto estava diante dele. Eu não conseguia ver o seu rosto, de tão brilhante que era.”

Segundo Robin, Jesus repreendeu Satanás e lhe concedeu novo alento: “Ele soprou em mim e encheu meus pulmões. Eu me levantei da mesa e os ouvi dizendo: ‘Ela voltou! Ela voltou!’.” Pouco depois, a equipe médica conseguiu reanimá-la. Seu coração voltou a bater e, apesar do temor inicial de possíveis danos cerebrais, Robin se recuperou rapidamente. Em poucos dias, foi retirada do respirador e recebeu alta uma semana depois.

“Eu acredito que eu e meu marido tivemos um encontro divino naquele dia. Ele não curou apenas meu corpo; Ele curou meu espírito e fortaleceu a minha fé. Eu sei o que significa Deus ser o ‘Eu Sou’. Ele é tudo o que você precisa”, declarou Robin.

Phillip acrescentou que aquela experiência “salvou sua vida espiritual” e concluiu: “Você pode estar pensando: ‘Deus, onde você está? Por que não aparece? Será que se importa mesmo?’. Deixe-me garantir: Jesus vê você, ouve você e está do nosso lado.” Com: CBN News.

Avó cristã que protestou contra o aborto tem acusações retiradas

Uma avó cristã ativista pró-vida na Escócia teve acusações criminais retiradas após ser investigada por participar de um protesto silencioso em frente a uma clínica de aborto. O caso gerou manifestações sobre a aplicação das leis de “zona de segurança”, que restringem atividades consideradas de influência nas proximidades desses locais.

A organização jurídica ADF International informou, em comunicado divulgado na terça-feira, que um juiz em Glasgow rejeitou as acusações contra Rose Docherty. Ela havia sido denunciada por suposta violação da Lei de Serviços de Aborto (Zonas de Acesso Seguro) de 2024.

Segundo o processo, Docherty exibiu, em dezembro de 2025, uma placa com a mensagem: “Coerção é crime, estou aqui para conversar, somente se você quiser”. As autoridades alegaram que a ação poderia influenciar pessoas dentro de um perímetro de 200 metros ao redor da unidade de saúde.

A decisão favorável à ativista foi proferida na segunda-feira, após a defesa sustentar que a acusação violava o direito à liberdade de expressão previsto no Artigo 10. O juiz concluiu que a denúncia “falhou em revelar um crime previsto pela lei escocesa”, por ausência de provas de que houve influência direta sobre terceiros. A decisão mantém aberta a possibilidade de reavaliação caso novos elementos sejam apresentados.

Este foi o segundo episódio envolvendo a ativista. Em fevereiro de 2025, ela já havia sido detida por segurar a mesma placa em frente a uma clínica, com acusações posteriormente retiradas.

Após a decisão, Docherty se manifestou em frente ao tribunal. Ela declarou: “Quando fui presa, fui algemada, colocada na parte de trás de uma viatura policial e levada para uma cela por mais de duas horas, sem uma cadeira para sentar”, e acrescentou que “simplesmente por estar disponível para os solitários, os amedrontados e os coagidos, fui tratada como uma criminosa violenta”.

Em outra declaração, afirmou: “Este veredicto é uma grande vitória para a liberdade de expressão na Escócia e no Reino Unido. Ele mostra que oferecer uma conversa consensual e pacífica em uma rua pública, que é tudo o que eu sempre fiz, nunca poderá ser um crime”.

A ativista também afirmou que o processo teve impacto pessoal. Ela declarou: “Fui presa em setembro passado e enfrentei sete meses de processo criminal, simplesmente por exercer meu direito à liberdade de expressão. Isso nunca deveria acontecer em uma sociedade livre”.

Em relação à legislação, acrescentou: “A legislação sobre ‘zonas de segurança’ deve ser revogada na Escócia e em todo o Reino Unido para garantir que não seja usada indevidamente para reprimir novamente a expressão pacífica e legal no futuro, como já aconteceu comigo duas vezes”.

O advogado Jeremiah Igunnubole comentou o caso e afirmou que o Reino Unido enfrenta uma “crise crescente de liberdade de expressão”: “Já é ruim o suficiente ser processado por exercer um direito fundamental; é muito pior que o Ministério Público tenha apresentado essas acusações sem realizar sequer as investigações mais básicas”.

De acordo com o portal The Christian Post, Igunnubole também criticou a legislação vigente, classificando-a como “mal redigida, censória e antidemocrática”, e afirmou que as normas criaram insegurança jurídica. Ele defendeu que o Parlamento escocês revise a legislação para garantir proteção à liberdade de expressão.

Uso da fé? Lula faz acenos a evangélicos com terrenos e eventos

Nos últimos dois anos, o governo do presidente Lula tem adotado uma série de medidas administrativas, parcerias e gestos institucionais com o objetivo de se aproximar do eleitorado evangélico, que representa cerca de um terço da população brasileira.

As ações vão desde a liberação de áreas em assentamentos para a construção de igrejas até o repasse de verbas para eventos religiosos, buscando diminuir a rejeição e melhorar a avaliação nas pesquisas de intenção de voto.

Na questão fundiária, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) oficializou a cessão de uso de terrenos em assentamentos para instituições religiosas, incluindo denominações como Assembleia de Deus e Igreja Universal.

A prática, que já existia para outras finalidades comunitárias, permite que igrejas utilizem áreas públicas para erguer templos sem transferência de propriedade, e ganhou maior visibilidade ao atender grupos evangélicos em várias regiões do país.

No campo orçamentário, foram firmados pelo menos sete convênios entre 2023 e 2025, com recursos federais destinados à realização de Marchas para Jesus e festivais gospel. Os valores dos repasses variam de R220milaR 450 mil por evento, contemplando cidades como Santa Maria (RS), Presidente Prudente (SP) e Aratuba (CE).

Um pacote adicional no final de 2025 destinou cerca de R$ 950 mil para eventos em Porto Alegre (RS) e Cuiabá (MT), legalmente enquadrados como incentivo ao turismo e à cultura, seguindo prática já consolidada para grandes eventos oficiais.

O uso de equipamentos públicos também integra a estratégia. Em um caso registrado, o Ministério do Esporte autorizou a cessão da Arena Carioca, no Rio de Janeiro, para atividades promovidas pela Igreja Internacional da Graça de Deus, evidenciando a abertura de estruturas estatais para eventos religiosos de grande porte mediante critérios administrativos.

Na esfera social, o programa “Acredita no Primeiro Passo”, vinculado ao Ministério do Desenvolvimento Social, incluiu ao menos 16 organizações evangélicas como parceiras na execução de políticas de qualificação profissional e inclusão produtiva. Essas entidades atuam diretamente com beneficiários do Cadastro Único, ampliando a presença do Estado em regiões com pouca infraestrutura social.

Institucionalmente, o governo intensificou gestos simbólicos, como o envio de mensagens oficiais à Marcha para Jesus e o reconhecimento do papel social das igrejas, buscando reconstruir laços com um eleitorado que rejeitou fortemente o atual presidente em 2022.

Críticas apontam uso eleitoreiro da fé

O pastor e pesquisador Felippe Amorim alerta para o emprego estratégico da fé como instrumento eleitoral por parte de políticos, motivado pelo peso do eleitorado religioso. “A impressão muito forte que eu tenho é que uma boa parte desses benefícios dados aos evangélicos tem funções eleitoreiras”, observa, destacando que a prática não se restringe a um único espectro político.

Segundo Amorim, essa lógica se manifesta na presença frequente de políticos em igrejas, especialmente em períodos pré-eleitorais, onde “os dois lados estão indo à igreja… eles querem eleitores”.

Ele aponta que tal movimentação do governo Lula pode indicar menos uma convicção religiosa genuína e mais uma tentativa de conexão com um público numeroso, afirmando que “há um aproveitamento muitas vezes de má fé de alguns políticos [que] vão à igreja apenas para ganhar voto”.

O pesquisador reforça a necessidade de discernimento por parte dos fiéis, orientando que a escolha de um candidato por um cristão deve se basear em princípios profundos, não apenas em identificação religiosa ou discurso político imediato.

“Um cristão deve escolher o seu candidato de acordo com os critérios cristãos que ele vive”, defende, incentivando reflexão e estudo antes da decisão de voto, especialmente em meio à desinformação e à polarização. Com: Folha Gospel.

‘Boa saúde’: Nick Vujicic desmente rumores de morte por câncer

O evangelista Nick Vujicic negou informações que circularam nas redes sociais sobre um suposto diagnóstico de câncer ou morte. Em declaração pública, ele afirmou que está “com boa saúde” e classificou as publicações como falsas.

As mensagens começaram a se espalhar ao longo da semana e foram compartilhadas por milhares de usuários, muitas vezes acompanhadas de imagens geradas por inteligência artificial que o mostrariam em um leito hospitalar.

O australiano, de 43 anos, declarou: “É com grande satisfação que informo que estou com boa saúde e gostaria de esclarecer que existem muitas notícias, artigos e publicações falsas afirmando que fui diagnosticado com câncer e até mesmo que faleci. Embora eu deseje ir para Casa, ainda há muito trabalho a ser feito”.

Conhecido internacionalmente por palestras sobre fé e superação, Vujicic já foi alvo de boatos semelhantes anteriormente. Ele nasceu com síndrome de tetra-amelia, condição rara caracterizada pela ausência dos quatro membros, e construiu uma trajetória pública voltada à motivação e à mensagem cristã.

O evangelista também lidera a NickV Ministries, entidade sem fins lucrativos dedicada à divulgação do Evangelho. Em sua declaração, afirmou que deseja acompanhar com a família o lançamento do filme No Limbs, No Limits, previsto para estrear nos cinemas em 25 de setembro.

Ao The Christian Post, ele declarou: “Sabemos que a vida é curta, e fico feliz em informar que ainda estou aqui, fazendo o que posso para ajudar mais uma pessoa a encontrar esperança em Deus!”. Sobre sua motivação pessoal, acrescentou: “Poder ver ao menos uma pessoa sentir que não há esperança, mas que ela existe, é realmente incrível. É emocionante, honroso e inspirador”.

Além das atividades como palestrante, Vujicic tem atuado em iniciativas no setor financeiro. Em 2025, lançou a ProLifeFintech, apresentada como uma alternativa alinhada a valores pró-vida. A proposta foi associada a posicionamentos que ele já havia manifestado sobre o tema.

Ao comentar a iniciativa, ele declarou em ocasião anterior: “Assim como Noé salvou vidas, nós também vamos salvar vidas com o ProLife Bank”. Em outra fala, afirmou: “Nos Estados Unidos, foram realizados 77 milhões de abortos — isso representa 23% da nossa população. E uma em cada três cristãs já fez um aborto. Estou fazendo a minha parte para pressionar a Igreja a dizer: ‘Vocês não podem se dar ao luxo de não dizer às pessoas que metade dos abortos nos Estados Unidos são realizados por cristãs’”.

Cristãos de várias igrejas aderem a aulas de forró em SP

Em São Paulo, o grupo Forró com Deus Pai tem realizado uma série de oficinas de dança que vêm conquistando fiéis de diferentes faixas etárias e denominações cristãs. A proposta é oferecer um espaço onde os participantes possam praticar o ritmo nordestino sem abrir mão dos valores religiosos.

De acordo com os organizadores, o ambiente é pensado para ser “seguro e saudável”, permitindo que os frequentadores se divirtam e socializem em sintonia com a fé. O último encontro aconteceu em 25 de abril.

Quem tiver interesse nas próximas edições pode obter informações e datas pelo perfil oficial do grupo no Instagram: https://www.instagram.com/forrocomdeuspai/.

O nome da iniciativa não foi escolhido ao acaso. A expressão “Forró com Deus Pai” combina um dos estilos musicais mais populares do Brasil com uma alusão ao livro devocional Café com Deus Pai, grande sucesso editorial no meio gospel nos últimos anos. Escrito pelo pastor Junior Rostirola, a obra alcançou milhões de leitores e figura frequentemente nas listas de mais vendidos do país.

A criação de projetos voltados ao público cristão acompanha o avanço do segmento evangélico no Brasil. Dados do Censo Demográfico 2022 do IBGE indicam que os evangélicos já correspondem a cerca de um terço da população brasileira.

Esse crescimento tem incentivado novas formas de lazer e convivência entre os fiéis, como eventos culturais, encontros e atividades sociais alinhadas aos princípios religiosos. Nesse cenário, o Forró com Deus Pai surge como uma alternativa para quem busca entretenimento sem se distanciar da fé. Com: Exibir Gospel.