Pastor utiliza aulas de boxe para alcançar jovens e crianças

O pastor Peter Baker, de 67 anos, encontrou no boxe um meio de alcançar crianças e suas famílias com a mensagem cristã. Natural de Indianápolis, nos Estados Unidos, ele se destacou no esporte durante a juventude, mas aos 20 anos, após se converter ao cristianismo, decidiu encerrar sua trajetória competitiva. No entanto, criou um programa evangelístico que combina treinamento de boxe e discipulado.

“O boxe é um tipo diferente de fraternidade. Ele molda seu pensamento e ensina caráter, habilidades e disciplina. Eu falo constantemente com as crianças sobre a vida e o Senhor”, afirmou Peter em entrevista à AG News.

As aulas ocorrem em uma subdelegacia do Condado de Kern, na Califórnia, como parte de um programa administrado pelo Departamento do Xerife. O espaço foi estruturado de acordo com as especificações fornecidas pelo pastor.

Atualmente, cerca de 70 crianças participam semanalmente da iniciativa, cujo impacto se estende às famílias. Pelo menos 20 dos 100 frequentadores da igreja liderada por Peter foram atraídos pelo projeto.

“Todos os meus treinadores assistentes são pessoas que não conheciam a Cristo. Todos aceitaram Jesus e vieram à minha igreja com suas famílias e parentes”, testemunhou o pastor.

Do ringue ao ministério

Durante a adolescência, Peter recebeu treinamento de um campeão estadual e de um técnico que enfrentou o lendário pugilista Joe Louis. Contudo, ao se converter, decidiu abandonar as competições. “Senti que não era compatível. O desejo de competir me deixou”, relatou.

Mesmo sem participar de torneios, manteve os treinos enquanto cursava o seminário e exercia atividades ministeriais. Em 2000, assumiu a liderança de uma propriedade da First AG Bakersfield, igreja localizada na Califórnia.

Ao interagir com crianças da região, percebeu que o boxe poderia ser um canal de evangelismo e discipulado. O interesse dos jovens pelo esporte facilitou a abordagem, levando à formação de uma organização sem fins lucrativos.

Com apoio de uma bolsa de financiamento, o programa se expandiu para escolas públicas e instituições do condado. Posteriormente, integrou-se à Sheriffs’ Activity League, passando a incluir outras atividades, como levantamento de peso, futebol e artesanato.

Martin Barron, delegado aposentado, esteve à frente dos treinamentos de boxe ao lado de Peter por uma década. “O que eu realmente gosto no Peter é que ele ama trabalhar com jovens em áreas de risco”, afirmou Barron. Ele destacou que o pastor “se coloca à disposição, aconselha as crianças e seus pais e constrói uma relação de confiança, o que gera impacto na comunidade”.

Forma de inclusão

Para ampliar o alcance do projeto, Peter organizou torneios de boxe em parques, atraindo um público entre 200 e 300 pessoas por evento. Segundo Barron, a iniciativa despertou o interesse da comunidade.

“Ele tornou isso algo emocionante e as pessoas quiseram se envolver. Viram as mudanças nas crianças, na forma de pensar e na postura diante da vida. Muitos desses jovens estão limitados ao seu bairro e não enxergam além desse estilo de vida, mas ao participarem do programa, percebem que podem ser melhores”, afirmou.

A segurança é uma prioridade nos combates, que são demonstrativos e sem disputa de vencedores. No encerramento das lutas, os participantes trocam medalhas como símbolo de respeito mútuo. Cada evento começa com uma oração e uma breve mensagem sobre Jesus, sendo realizado em diversos espaços públicos, como feiras, escolas e shoppings.

Além da técnica esportiva, Peter busca transmitir valores como resiliência, amizade, autoestima e perdão. “O mais incrível foi que eu tinha me afastado do boxe e agora percebo que estava errado, e que Deus poderia usá-lo”, concluiu, segundo a AG News.

Crescimento evangélico poderá impactar a reeleição de Lula

Um estudo realizado pela Mar Asset Management projeta que 35,8% da população brasileira será evangélica em 2026, ano da próxima eleição presidencial. O número representa um crescimento de 3,7 pontos percentuais em relação a 2022, quando esse segmento correspondia a 32,1% da população. A análise sugere que essa mudança pode influenciar o cenário político e reduzir as chances de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

De acordo com o estudo, a expansão do eleitorado evangélico tem impacto direto sobre a disputa presidencial, uma vez que essa parcela da população demonstra, historicamente, maior alinhamento ideológico com candidatos de direita e valores conservadores, opondo-se ao Partido dos Trabalhadores.

A projeção foi feita com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o crescimento da população evangélica entre 2000 e 2010, além da evolução no número de templos. O estudo identificou uma correlação entre a densidade de templos evangélicos por 100 mil habitantes e a proporção de votos no PT, apontando que, em regiões com maior presença dessas igrejas, o apoio à sigla tende a ser menor. Estima-se que aproximadamente 5 mil templos evangélicos sejam inaugurados anualmente no Brasil, totalizando 140 mil em 2024.

Impacto no resultado eleitoral

Nas eleições de 2022, Lula foi eleito com 50,9% dos votos válidos. Segundo a projeção do estudo, caso a população evangélica naquela época já representasse o percentual estimado para 2026, o presidente teria obtido 49,8% dos votos.

O levantamento aponta que essa diferença, mantidas as intenções de voto registradas entre evangélicos e não evangélicos, poderia alterar o resultado do pleito.

Até as eleições de 2018, a avaliação dos presidentes por parte da população evangélica não diferia significativamente daquela observada entre os não evangélicos. No entanto, a candidatura de Jair Bolsonaro (PL) marcou uma inflexão nesse comportamento. Durante seu governo, o ex-presidente obteve índices de aprovação mais elevados entre os evangélicos do que entre os demais grupos da população.

Com a eleição de Lula, essa tendência se inverteu. O atual presidente apresenta índices de aprovação inferiores à média nacional dentro desse segmento religioso, enquanto sua popularidade entre os não evangélicos se mantém acima da média geral.

Crescimento da direita

O estudo também destaca uma migração do eleitorado brasileiro para partidos de direita ao longo da última década. Em 2024, candidatos desse espectro político receberam 43% dos votos, um avanço significativo em relação aos menos de 20% registrados em 2012. Os partidos de centro mantiveram uma participação estável desde 2004, enquanto a esquerda viu sua representação cair de 37,8% naquele ano para 20,5% em 2024.

Esses dados, segundo a análise, refletem mudanças no comportamento eleitoral do país, com impacto direto sobre o cenário político para as eleições de 2026.

Trump assina ordem para combater o “preconceito anticristão”

O atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na quinta-feira (6) um decreto voltado ao combate ao que classificou como “preconceito anticristão”.

A medida estabelece uma força-tarefa com o objetivo de eliminar ações de discriminação e perseguição contra cristãos dentro do governo federal. O decreto determina que qualquer conduta considerada ilegal ou inadequada nesse sentido seja identificada e corrigida.

“Minha administração não permitirá o uso indevido do governo contra cristãos nem tolerará condutas ilegais direcionadas a eles. A legislação garante a liberdade dos americanos e dos grupos religiosos para exercerem sua fé em paz, e meu governo fará valer essa proteção. Qualquer política ou prática que ataque os cristãos será investigada e interrompida”, afirma o documento assinado por Trump.

O ex-presidente já havia anunciado a medida algumas horas antes da assinatura. Durante seu pronunciamento, destacou que a procuradora-geral Pam Bondi, nomeada para liderar a iniciativa, será responsável por coordenar as ações da nova força-tarefa.

“Hoje, estou assinando um decreto que tornará Pam Bondi — uma excelente pessoa, será uma ótima procuradora-geral — a chefe da nova força-tarefa para erradicar o preconceito anticristão”, declarou Trump, segundo relato de Betsy Klein, da CNN.

Perseguição

Em 2024, a perseguição aos cristãos atingiu níveis alarmantes, conforme apontam diversos relatórios internacionais. De acordo com a organização Portas Abertas, mais de 365 milhões de cristãos em todo o mundo enfrentam altos níveis de perseguição e discriminação devido à sua fé, representando um aumento em relação aos 360 milhões registrados no ano anterior.

A Coreia do Norte mantém-se como o país mais perigoso para os cristãos, seguida pela Somália e Líbia. O número de países com perseguição classificada como extrema aumentou de 11 para 13, com a inclusão da Síria e Arábia Saudita nesse nível.

GUIAME.COM.BR

Os ataques a igrejas, escolas cristãs e hospitais registraram um aumento significativo, passando de 2.110 incidentes em 2023 para 14.766 em 2024, um crescimento de quase sete vezes. Além disso, o número de cristãos mortos em ataques relacionados à fé foi de 4.998, embora especialistas acreditem que esse número possa ser maior devido a casos não relatados.

Esses dados ressaltam a crescente preocupação com a liberdade religiosa e a segurança das comunidades cristãs em diversas partes do mundo.

“Deus é bom. Deus é real”, diz ex-líder de gangue convertido

Aos cinco anos, René “Level” Martinez, ex-líder de gangue, passou por um ritual de santeria que, segundo ele, marcou o início de uma jornada turbulenta. Sua mãe e um praticante da religião o seguraram enquanto o sangue de uma cabra era derramado sobre sua cabeça. O objetivo era protegê-lo, mas ele afirma que, a partir desse momento, passou a ver demônios e ouvir gritos de sofrimento.

Martinez compartilha sua experiência em seu canal no YouTube, “Soldado de Jesus Cristo”, onde relata que, por grande parte de sua vida, acreditou estar possuído. Criado em um ambiente de instabilidade familiar e criminalidade, ele se envolveu com a gangue Sindicato Latino, conhecida por sua atuação em Miami nas décadas de 1980 e 1990.

Sua infância foi marcada por dificuldades. Sua mãe, Emiliana, uma imigrante cubana, enfrentava problemas com drogas e negligênciava o filho. Aos nove anos, Martinez já praticava furtos e portava armas.

Aos 14, sofreu um grave acidente de carro durante uma perseguição policial, resultando em um coma e uma taxa de sobrevivência de apenas 5%. Sua recuperação foi considerada milagrosa por sua mãe, que, pela primeira vez, recorreu à oração em vez da santeria.

Mesmo após esse episódio, Martinez continuou imerso na criminalidade. Sem estabilidade financeira, ele e sua mãe viveram na parte de trás de uma locadora de vídeos. Durante essa fase, ela tentou tirar a própria vida, sendo salva pelo filho em duas ocasiões.

A conversão de Emiliana ao cristianismo aconteceu quando sua irmã, Myra, compartilhou o evangelho com ela. A mudança foi drástica: Emiliana abandonou o álcool e as drogas, conseguiu um emprego e alugou um imóvel.

Vivências

Martinez, no entanto, continuou nas ruas, participando de assaltos e confrontos violentos. Ele se envolveu em brigas clandestinas e ganhou notoriedade ao lutar contra adversários de grande porte.

Seu talento chamou a atenção de Kimbo Slice, lenda das lutas de rua, que o ajudou a ingressar no circuito profissional. Ele também alcançou sucesso no rap, mas, apesar da fama e do dinheiro, relata que sentia um vazio.

Em 2016, após a morte de uma criança vítima da violência de gangues, Martinez decidiu mudar de vida. Ele afirma que teve um encontro espiritual no qual compreendeu que sua sobrevivência a diversas situações de risco era um sinal de proteção divina. Então, entregou-se ao cristianismo e iniciou um trabalho de evangelização em comunidades carentes e prisões, informou o God Reports.

Hoje, Martinez é um pregador ativo, compartilhando sua história como testemunho de transformação. Ele realiza batismos e destaca que um dos momentos mais significativos de sua jornada foi batizar sua própria mãe. Seu testemunho é baseado na convicção de que a redenção é possível para qualquer pessoa, independentemente do passado.

Filho de líder muçulmano se converte após experiência com Jesus

Nadalla Alrajo nasceu na Síria, em uma família muçulmana. Seu pai era líder muçulmano em uma mesquita e empresário respeitado na comunidade. Desde os três anos, frequentava a mesquita para aprender sobre sua fé. No entanto, aos seis anos, ouviu falar de Jesus e se interessou por sua ressurreição e identidade.

O Alcorão menciona a ressurreição de Jesus, mas o apresenta como um profeta, e não como o Filho de Deus. Diante disso, Nadalla questionou o pai sobre o tema. “Perguntei: ‘Ele é Deus?’. E a resposta foi um tapa pela primeira vez”, relatou em um vídeo publicado no YouTube.

Após insistir na pergunta, enfrentou agressões e foi enviado para uma escola islâmica para ser preparado como líder religioso.

Aos 13 anos, ao retornar para casa, afirmou ter ouvido uma voz que o orientava a seguir para o Líbano. Com uma identidade falsa e algum dinheiro, viajou para o país vizinho. Lá, envolveu-se em diferentes experiências, mas relatou um sentimento persistente de vazio. “Eu não tinha felicidade, apenas depressão. Não conseguia dormir, pois temia morrer e ir para o inferno”, disse.

No dia 31 de agosto de 2008, ao retornar para casa, tomou a decisão de tirar a própria vida. Trancou portas e janelas e fez uma oração. “Deus que criou a Terra, se Você é real, eu quero te conhecer. Mas, se Você for o deus que aprendi, não posso acreditar”, afirmou.

Segundo seu relato, um homem entrou no quarto, apesar de tudo estar trancado. “Ele veio com uma forte luz e disse: ‘Nadalla, eu sou o caminho, a verdade e a vida’. Ele segurou minha mão por 15 segundos. Quando desapareceu, senti um peso sair dos meus ombros. Pela primeira vez, dormi sem medo”, declarou.

Após o episódio, Nadalla encontrou um site cristão árabe e começou a ler a Bíblia. Ao chegar em João 14:6, identificou que a figura que havia visto era Jesus. “Levantei as mãos e disse: ‘Senhor, sou seu’”, afirmou. Um voluntário do site passou a acompanhá-lo espiritualmente e, depois de três meses, ele buscou uma igreja local. No entanto, devido à reputação de sua família, foi recusado por diversas congregações que temiam represálias.

Somente em 2010, um pastor libanês aceitou encontrá-lo. Após a reunião, foi acolhido na igreja e batizado. “Diziam que Deus me trouxe como um presente”, relatou. Em seguida, cursou teologia e iniciou um trabalho evangelístico entre árabes e muçulmanos.

Com o tempo, sua família descobriu a conversão e seu pai passou a persegui-lo. “Ele já tentou me matar 22 vezes. Tenho 18 cicatrizes no corpo, mas ainda estou vivo graças a Deus”, afirmou, segundo o God Reports.

Nadalla também evangelizou seu irmão mais velho, que se tornou cristão. Em julho de 2014, o Estado Islâmico (ISIS) chegou à cidade e seu pai ordenou que o filho mais velho se juntasse à jihad. Ele recusou, afirmando que a Bíblia ensinava a amar os inimigos. O pai, então, disparou contra o próprio filho, que morreu no local.

Após a perda do irmão, Nadalla enfrentou um período difícil. Em 2018, mudou-se para o Canadá, onde se casou e fundou duas igrejas. “Não vim para fugir da perseguição, mas para obter um passaporte canadense que me permitisse ter uma cerimônia de casamento cristã e viajar pelo mundo para compartilhar o Evangelho”, explicou.

Além disso, criou um ministério online por meio da rádio “Voice of Faith”, que, segundo ele, tem alcançado pessoas ao redor do mundo, especialmente no Oriente Médio.

Dezenas de prostitutas se convertem em ação evangelística

Na última semana, o evangelista Frits Rouvoet e sua equipe da organização Bright Fame comemoraram duas décadas de atuação no Distrito da Luz Vermelha de Amsterdã, onde prostitutas vendem os seus corpos para o sexo. A instituição, dedicada a apoiar mulheres em situação de prostituição, consolidou-se como referência na Holanda.

Em entrevista à revista Revive, Rouvoet refletiu sobre o impacto do trabalho desenvolvido e destacou a relevância contínua da iniciativa. “É especial que estejamos aqui há vinte anos, mas ao mesmo tempo é uma pena que ainda seja necessário”, afirmou.

Ao longo desse período, a Bright Fame levou apoio espiritual e social a inúmeras mulheres. “Celebramos o que Deus nos falou. Ele foi e é fiel e conseguimos levar muitas mulheres a Jesus. Conseguimos até batizar mais de 50 delas”, acrescentou o evangelista.

O Início do Ministério

Antes de fundar a Bright Fame, Rouvoet não imaginava atuar junto a mulheres em situação de prostituição. “Mas meninas e mulheres continuavam vindo e me contavam que haviam sofrido algum tipo de abuso. Então, Deus começou a falar sobre ajudar mulheres que estavam envolvidas na prostituição, e as pessoas também confirmaram que eu tinha um chamado para isso”, explicou.

O trabalho começou de forma inesperada, quando uma mulher russa buscava conversar com outras que falassem o mesmo idioma no Distrito da Luz Vermelha. Rouvoet decidiu acompanhá-la e iniciou diálogos com as mulheres que estavam atrás das vitrines. “No começo, as prostitutas me viam como um cliente em potencial, mas eu disse a elas que vim para uma entrevista. Decidi que queria abordá-las de forma humana”, relembrou.

Com o tempo, o ministério voltado para as prostitutas se fortaleceu. “Minha cunhada passou a me acompanhar e depois outras pessoas se juntaram. Eu sempre fazia questão de sair com outra mulher e nunca sozinho. Foi assim que uma equipe foi se formando”, relatou Rouvoet.

A estruturação da organização avançou quando uma voluntária, estudante de assistência social, iniciou um estágio e permaneceu no projeto. “Foi assim que iniciamos a organização como a conhecemos hoje, onde oferecemos ajuda profissional tanto em nossa própria equipe quanto em nossa rede mais ampla. Agora nos tornamos um nome conhecido em Wallen”, destacou.

Impacto e Transformações

Ao longo dos anos, Rouvoet e sua esposa testemunharam mudanças significativas na vida de muitas mulheres. “Elas dizem: ‘Vocês são o pai e a mãe que eu nunca tive’. Acho isso muito especial. Isso diz muito sobre a confiança que as mulheres têm em nós”, afirmou.

O evangelista considera marcante o batismo de mais de 50 mulheres nesses 20 anos de atuação. “Não evangelizamos diretamente, mas uma consequência do relacionamento que construímos com as mulheres é que podemos falar sobre Jesus”, explicou.

O impacto do trabalho também se reflete em mensagens recebidas ao longo dos anos. “Uma delas [das prostitutas] me escreveu: ‘Você me ajudou anos atrás. Saí da prostituição e agora aproveito a vida no meu país de origem com meu marido e meus filhos. Obrigada’. Ouvir algo assim toca profundamente”, compartilhou Rouvoet.

Apesar das histórias de transformação, o evangelista destacou os desafios enfrentados no trabalho. “Entre as mulheres com quem tivemos contato, algumas foram mortas em algum momento. Em uma situação, eu tinha acabado de falar com uma jovem e, no dia seguinte, de repente, tudo estava isolado e havia policiais por toda parte”, relatou.

O caso envolveu uma jovem de 18 ou 19 anos, que havia retornado ao trabalho atrás das vitrines após o nascimento do filho de três meses. “Ela foi então morta com 72 facadas. Isso é uma experiência muito intensa”, afirmou, segundo o Revive.

Outra dificuldade mencionada é a reintegração das mulheres que foram prostitutas após deixarem a prostituição. “Às vezes, elas conseguem sair, mas não estão bem preparadas para ficar longe por muito tempo, e acabam voltando”, observou.

Mesmo diante desses desafios, Rouvoet não cogita interromper sua missão. “Acredito que é uma bênção de Deus que vem com meu chamado. As pessoas às vezes perguntam quando vou parar, porque estou ficando velho. Mas, eu não penso nisso. Se aposentar de servir a Deus não está na Bíblia. Vou continuar”, declarou.

Sobre os próximos anos, ele espera ampliar o impacto do ministério. “Espero também poder enviar cada vez mais um sinal aos jovens de que a prostituição não é uma profissão normal. O mundo tem se tornado cada vez mais violento e extremo nos últimos anos. Nós permitimos que isso acontecesse, legalizamos a prostituição. Acho especial que na minha idade eu seja ouvido por essa faixa etária. Espero poder alcançar muito mais jovens”, concluiu.

Rouvoet também lançou um livro sobre o trabalho da Bright Fame, destacando a importância da missão da organização. “Pastores dizem que levamos as pessoas a Jesus ajudando-as de forma prática e discipulando-as, e isso é verdade”, finalizou.

Após substituir Carnaval por evento gospel, prefeita é processada

O juiz Marcelo Moraes Rêgo de Souza determinou que a Prefeitura de Zé Doca e a prefeita Flavinha Cunha (PL) apresentem justificativa para a substituição do Carnaval por um festival gospel no município do Maranhão.

A decisão ocorre após a ação popular movida pelo advogado Jean Menezes de Aguiar, que solicitou o cancelamento do evento “Adora Zé Doca”, previsto para os dias 1 e 4 de março.

O magistrado da 1ª Vara de Zé Doca também intimou o Ministério Público do Maranhão (MP-MA) para se manifestar sobre a questão. Apenas após essa análise, o juiz poderá decidir sobre a concessão de uma liminar para suspender a realização do festival.

Em nota enviada ao portal UOL, o MP-MA informou que o promotor de Zé Doca, Frederico Bianchini Joviano dos Santos, requisitou documentação sobre os custos e processos administrativos relacionados ao evento, incluindo valores e contratos dos artistas.

Enquanto o processo judicial segue em andamento, a prefeita Flavinha Cunha tem promovido as atrações do festival, que contará com artistas do cenário gospel, como Maria Marçal, a banda Morada e o cantor Gerson Rufino.

Conforme apuração do UOL, cinco artistas já foram contratados, e os pagamentos somam mais de R$ 600 mil. Também estão confirmados o cantor Kleber Nascimento e o grupo infantil 3 Palavrinhas.

A ação popular argumenta que o festival fere o princípio do Estado laico e representa um caso de “malversação de recursos públicos”. O advogado Jean Menezes de Aguiar busca a anulação do evento e a devolução dos valores eventualmente gastos pela administração municipal.

No dia 19 de janeiro, a prefeita divulgou oficialmente o festival em suas redes sociais, ao lado do deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL). Apesar da polêmica envolvendo o cancelamento do Carnaval, a prefeitura manteve a programação de um baile carnavalesco nos dias 21, 22 e 23 de fevereiro, com ao menos três atrações confirmadas. Conforme publicação no Diário Oficial, os cachês desses artistas totalizam R$ 850 mil.

Segundo o portal Metrópoles, no dia 16 de janeiro, a Prefeitura de Zé Doca publicou um processo licitatório para a contratação de quatro shows para o “1º Zé Doca com Cristo de 2025” e para o pré-Carnaval.

A prefeita Flavinha Cunha, eleita em outubro de 2024 com 84,2% dos votos válidos, comemorou a repercussão do festival gospel em suas redes sociais. Em uma das postagens, escreveu: “O Adora Zé Doca já é notícia em todo o Brasil. Um projeto que nasceu com esse propósito: agradecer a Deus por todas as conquistas”.

O município de Zé Doca está localizado a 311 km de São Luís e possui uma população estimada em 40,8 mil habitantes, de acordo com o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com informações: CNN Brasil.

Vereador quer proibir símbolos cristãos em parada LGBT+

O vereador Dr. Rogério Amorim (PL) apresentou, em janeiro, um projeto de lei que propõe a proibição do uso de símbolos cristãos em parada LGBT+ na cidade do Rio de Janeiro. A proposta define como símbolo cristão qualquer “objeto, figura, indumentária ou representação associada às tradições e práticas do cristianismo, incluindo a cruz, o crucifixo, a Bíblia e vestimentas litúrgicas”.

Por meio de uma publicação em rede social, Amorim afirmou que a medida busca evitar desrespeito à fé cristã. “BASTA! Desrespeito com a fé alheia, NÃO. Estamos cansados de ver os símbolos cristãos vilipendiados e difamados. Por esse motivo, apresentei o PL 3711/24 que proíbe o uso de símbolos cristãos em paradas do orgulho LGBTQIA+ no Rio de Janeiro”, escreveu o parlamentar, que cumpre seu segundo mandato.

O projeto prevê multa de R$ 5 mil para eventuais infrações. Além dessa proposta, Amorim também apresentou um segundo projeto de lei sugerindo a transferência da Parada LGBT+ para o Sambódromo, no bairro Santo Cristo, região central da cidade. Segundo o vereador, a mudança permitiria maior controle do evento. Atualmente, a marcha ocorre anualmente na Praia de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro.

Em outra publicação, o vereador mencionou uma terceira proposta que visa proibir a presença de crianças nos desfiles da Parada do Orgulho LGBTQIA+.

“Meu projeto que proíbe a presença de crianças como participantes dos desfiles está em tramitação na Câmara, bem como outra proposta, esta atendendo a demandas dos já cansados moradores de Copacabana: transferir a passeata gay para o Sambódromo”, escreveu, segundo a Comunhão.

As propostas apresentadas pelo parlamentar geraram reações diversas e ampliaram o debate sobre a relação entre liberdade de expressão e o respeito a crenças religiosas, evidenciando divergências quanto à regulamentação de eventos voltados à comunidade LGBT+ no Brasil.

Nas redes sociais, apoiadores do vereador manifestaram apoio às iniciativas. Entre os comentários, destacam-se mensagens como: “Perfeito!!! Parabéns Vereador!!! Sempre é bom estar ao lado de pessoas sérias e que respeitam todas as religiões!!” e “Excelente iniciativa vereador”. Outra seguidora comentou: “Parabéns pelas iniciativas!!!”.

Pastor sobre o Juízo Final: 'Já participamos do fim dos tempos’

No dia 28 de janeiro, o Bulletin of the Atomic Scientists ajustou os ponteiros do Relógio do Juízo Final para 89 segundos da meia-noite, reduzindo em um segundo a margem estabelecida nos últimos dois anos.

A decisão foi justificada por ameaças nucleares decorrentes da invasão da Ucrânia pela Rússia, pelo avanço do uso militar de Inteligência Artificial e pelas mudanças climáticas. Além disso, o grupo destacou a instabilidade no Oriente Médio e outros conflitos ao redor do mundo como fatores de risco.

O conceito de “Juízo Final” também está presente na teologia cristã, onde se refere ao julgamento divino da humanidade no fim dos tempos. O pastor e teólogo Kenner Terra explica que algumas interpretações distinguem dois tipos de julgamento: o Tribunal de Cristo, reservado aos que foram salvos, e o Trono Branco, para os ímpios. No entanto, ele observa que a Bíblia não faz uma separação tão clara entre esses eventos.

No Novo Testamento, a expectativa é que Deus julgará todas as obras humanas e estabelecerá uma nova criação (2Co 5.10; Rm 14.10-12; Ap 20.12; Ap 21.1). Sobre a previsão desse evento, Mateus 24.36 afirma que “ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas apenas o Pai”. Para Kenner Terra, a escatologia cristã indica que o fim dos tempos já começou com a vinda de Jesus e será consumado em um momento determinado por Deus.

O pastor Acyr de Gerone Junior, da Igreja Missionária Evangélica Maranata, no Rio de Janeiro, também destaca que o Juízo Final será conduzido por Cristo, que determinará o destino eterno de cada indivíduo. De acordo com ele, todos ressuscitarão para enfrentar o julgamento: os justos serão conduzidos à vida eterna, enquanto os ímpios serão condenados (Jo 5.28-29; Ap 20.12). Segundo Apocalipse 20.15, aqueles cujos nomes não estiverem no Livro da Vida serão lançados no lago de fogo.

Evento surpresa

Para Acyr, esse julgamento representa a manifestação da justiça de Deus e a consumacão de Sua graça. Ele reforça que a salvação não depende de obras, mas da fé em Jesus (Rm 10.9-10; Ef 2.8-9). O momento exato desse evento permanece desconhecido, mas será repentino, conforme descrito em 1 Tessalonicenses 5.2 e 2 Pedro 3.10.

Os sinais do fim dos tempos, segundo a teologia cristã, já estão em curso desde a era do Novo Testamento. Acyr observa que a Bíblia menciona guerras, fomes, terremotos e perseguições como indícios desse período (Mt 24.6-8), mas enfatiza que a pregação do Evangelho a todas as nações precederá o desfecho final (Mt 24.14). Para ele, embora os sinais se intensifiquem, o momento exato do fim permanece sob a soberania de Deus.

O Relógio do Juízo Final, criado em 1947 após a Segunda Guerra Mundial, simboliza a proximidade da humanidade de sua própria destruição. Inicialmente fixado em sete minutos para a meia-noite, alcançou sua posição mais distante em 1991, quando marcava 17 minutos para o colapso global. A cada ano, uma junta de especialistas, incluindo 11 ganhadores do Prêmio Nobel, revisa os ponteiros do relógio com base em ameaças existenciais, como armas nucleares, desastres ambientais e avanços tecnológicos de risco.

O ajuste recente para 89 segundos reforça a percepção de que os desafios globais atingiram um nível crítico, elevando o debate sobre segurança, política internacional e sustentabilidade a um novo patamar. Com informações: Comunhão.

Trump veta o financiamento para 'mudança de sexo' em menores

Diversos hospitais nos Estados Unidos anunciaram a suspensão de procedimentos médicos relacionados à transição de gênero, popularmente chamada “mudança de sexo“, para menores de 19 anos, após a assinatura de uma ordem executiva pelo presidente Donald Trump.

O decreto, assinado em janeiro, determina que instituições médicas financiadas pelo governo federal cessem a oferta de cirurgias de redesignação de gênero e tratamentos hormonais para crianças e adolescentes transgêneros.

A medida estabelece penalidades financeiras e criminais para instituições que descumprirem a determinação, incluindo a exclusão de programas federais como Medicare e Medicaid.

O documento assinado pelo presidente estabelece que “é política dos Estados Unidos não financiar, patrocinar, promover, assistir ou apoiar a chamada ‘transição’ de uma criança de um sexo para outro” e que as leis que restringem esses procedimentos serão aplicadas rigorosamente.

Impacto em hospitais

A adoção da ordem executiva contra a “mudança de sexo” em menores levou diversas instituições a revisar suas práticas. O Hospital Infantil e de Saúde da Virginia Commonwealth University, em Richmond, anunciou no dia 30 de janeiro a suspensão de prescrições de medicamentos e realização de cirurgias de redesignação de gênero para menores.

Em comunicado, a instituição afirmou que “as portas permanecem abertas para todos os pacientes e suas famílias para triagem, aconselhamento, cuidados de saúde mental e outras necessidades médicas”.

No mesmo dia, o Children’s National Hospital, em Washington D.C., informou que interrompeu a prescrição de bloqueadores de puberdade e terapia hormonal para jovens transgêneros. A instituição declarou que a decisão segue as diretrizes da ordem executiva.

No Colorado, o Denver Health também anunciou a suspensão de cirurgias de redesignação de gênero para menores, visando manter o financiamento federal.

Reações

A procuradora-geral de Nova York enviou um comunicado aos profissionais de saúde do estado alertando que a adesão à ordem executiva pode entrar em conflito com as leis estaduais de antidiscriminação.

A medida continua gerando debates entre entidades médicas, organizações de direitos civis e autoridades estaduais sobre possíveis impactos na assistência à saúde de jovens transgêneros. Com informações: The Guardian