Vídeo: Anderson Silva sai em defesa de Paulo Junior

O caso do pastor Paulo Junior continua repercutindo no meio evangélico, e o pastor Anderson Silva saiu em defesa do colega, criticando a postura adotada por parte dos fiéis a reboque das ideias do livro Uma Igreja Chamada TOV, que teria sido o fator catalisador de rompimento com a Igreja Aliança do Calvário.

Em um corte de uma palestra que circula nas redes sociais, Anderson Silva não esconde sua indignação com a forma como o caso foi conduzido, resultando em um prejuízo à reputação de Paulo Junior:

“Hoje tem o livro [que fala da] igreja abusiva. Meu ovo. Igreja abusiva? Pastor abusivo? O teu Cristo é um Cristo esmagado e humilhado. Os teus treze apóstolos, todos barbarizados. Crucificados. Serrados ao meio”, disse Anderson Silva.

A construção de raciocínio de Anderson Silva aponta para as adversidades enfrentadas pelos líderes da Igreja Primitiva em contraponto com as queixas dos fiéis da Aliança do Calvário, que envolviam a “dureza” e rispidez admitidas pelo próprio Paulo Junior: “Em que mesa, varão, tu vai sentar quando chegar lá no céu? Uma coisa é o falso profeta. Ele existe. Tomador de grana, abusador…”

“Conversa de ser abusado é para meninas e crianças. Homem é bereano, está com a Bíblia. Se o pastor desalinhar é seu dever levantar, sair. Pegar sua varoa, seus filhos e [sair]”, delineou Anderson Silva.

As queixas foram tratadas como produto de uma identidade malformada: “Aí vem o emasculadinho ‘eu fui obreiro treze anos e eu fui abusado’. Treze anos congregando com um pastor sério daquele. Parece com meu pastor, velho. Você é louco!”.

A cultura do cancelamento – uma ferramenta de anulação social usada majoritariamente por entusiastas das ideologias de esquerda – foi pontuada por Anderson Silva como um agravante do cenário: “Em um tempo de crise desses, você reclamar que o seu pastor é o Paulo Junior? Para agora você chegar publicamente em uma época de cancelamento, de futriqui gospel, e entregar seu pastor aos crocodilos?”.

“Meu pastor já me decepcionou muito. Você não sabe nem o nome dele. O cara forjou quem eu sou. Aí porque eu discordo de A e de B, eu pego meu pastor e entrego a essa cultura cruel de cancelamento. Meu irmão, se o seu pastor abre a Bíblia no domingo, dá um glória, irmão! Agradece! A gente está em crise. Se você congrega em uma igreja que a Bíblia é a Palavra de Deus, agradece varão”, finalizou Anderson Silva.

Católicos criticam progressismo do falecido papa Francisco; Veja

A morte do papa Francisco desencadeou homenagens por parte de fiéis e matérias na imprensa exaltando seu legado progressista no catolicismo. Entretanto, para dois jornalistas católicos, o cenário não é positivo.

Paulo Figueiredo Filho, jornalista e empresário brasileiro que vive nos Estados Unidos, usou sua conta no X para protestar contra a falta de memória em relação ao que foram os doze anos de Francisco à frente da Igreja Católica.

“Acho maneiro que, agora que o papa Francisco morreu, ele – quase que literalmente – virou santo! Até para conservadores! Fascinante… Não posso dizer que sentirei falta deste, mas espero que esteja descansando junto ao Nosso Senhor”, escreveu Paulo Figueiredo.

Em seguida, compartilhou um artigo de opinião publicado pelo jornal The Wall Street Journal sobre Francisco que dizia que o papa argentino “defendeu os pobres ao mesmo tempo em que favorecia ideias que os mantinham pobres”, um resumo de sua militância ideológica inegável.

Outro que seguiu a mesma linha foi Leandro Ruschel, também empresário e jornalista residente nos Estados Unidos. As declarações e medidas adotadas por Francisco foram tratadas pelos jornalistas católicos como indícios do que acontece nos bastidores do Vaticano, que vem rompendo com a própria tradição católica ao abraçar em ritmo forte bandeiras do progressismo:

“O aparelhamento da Igreja Católica pela extrema-esquerda representa uma dupla vitória dos comunistas: ao mesmo tempo que faz avançar a causa marxista, promove a destruição da Igreja por dentro”, lamentou Ruschel.

Marido de Amanda Wanessa publica foto de seu estado; Veja

A cantora Amanda Wanessa fez aniversário e o marido, Dobson Santos, publicou uma foto de seu atual estado, com um versículo de gratidão a Deus.

A cantora pentecostal está em casa desde que recebeu alta hospitalar em outubro de 2022. Desde o acidente que quase tirou sua vida, em 04 de janeiro de 2021, já se passaram mais de 1500 dias. Amanda Wanessa ainda está sob cuidados médicos e monitoramento constante, o chamado home care.

“‘Rendei graças ao Senhor, porque ele é bom, e a sua misericórdia dura para sempre’ (Salmos 100:5)”, escreveu Dobson Santos na página da artista no Instagram.

“Hoje celebro com coração grato o dom da vida que Deus te concede. Em cada dia, Ele te presenteia com novas oportunidades e bênçãos. Agradeço a Ele por sua infinita misericórdia, por te guiar com amor e te fortalecer nos momentos de dificuldade. Que a presença do Senhor continue iluminando nosso caminho, nossa família, nossas vidas e que você seja sempre digna de Sua graça. Parabéns anjo! Nós Te amamos. ‘Fé + Fé = Milagre’”, acrescentou Santos.

Há pouco mais de um ano, o marido de Amanda Wanessa publicou um vídeo gravado antes do acidente com a cantora interpretando a música É Adorar, dos compositores Anderson Silva de Pontes e Anderson Rangel.

“É adorar quando Deus não responde; É adorar quando a dor te consome; Adorar a Deus acima de tudo”, canta a artista no vídeo.

Coma vigil

Em abril de 2023, meses depois de sua esposa ter recebido alta hospitalar, Dobson Santos divulgou um boletim médico que descrevia a situação de Amanda Wanessa como irreversível.

No documento o hospital descreve que a cantora está em “coma vigil”, respira sem a ajuda de aparelhos, realiza fisioterapia cinco vezes por semana e recebe acompanhamento médico uma vez por semana.

O boletim indica que Amanda Wanessa “vem evoluindo com estabilidade clínica, metabólica e hemodinâmica” e com “bom padrão respiratório, respirando em ar ambiente, sem acesso venoso”.

De acordo com entrevista concedida pelo médico Afonso Carlos Neves ao jornal Folha de S. Paulo em 2005, o estado de “coma vigil” é também chamado de “estado vegetativo persistente”.

Neurologista, Neves explicou na ocasião que o coma vigil “é um estado em que só sobra a parte ‘automática’ de funcionamento do cérebro”, e acrescentou que “teoricamente, não existe melhora”.

“O cérebro tem um funcionamento automático, como por exemplo, estado de sono e vigília, que aparece também nos animais. São algumas reações de básicas de reflexo, como sucção, ou reação de acompanhamento do olhar. Mas isso acontece de maneira automática. No estado vegetativo persistente, a pessoa não tem mais função voluntária”, declarou Neves ao comentar um caso ocorrido nos Estados Unidos.

O boletim médico divulgado pelo marido de Amanda Wanessa encerra a descrição de seu estado de saúde dizendo que não há “previsão de alta domiciliar pela cronicidade do quadro clínico”.

Nem coelho, nem chocolate: igreja entrega jornais sobre a Páscoa

Nem coelho, nem chocolate. Jornais. Neste domingo, dia 20, a Comunidade Alcance de Curitiba promoveu uma ação de Páscoa fora do comum. Ao longo do dia, equipes de voluntários entregaram exemplares de jornal com uma série de reportagens a respeito da Páscoa.

Todos estavam com roupas típicas dos antigos vendedores de jornal, e gritavam “Extra! Extra!” pelas ruas. Foi uma estratégia para chamar a atenção e impactar pessoas que encontravam pelo caminho. “Nossa proposta foi resgatar a história, celebrar este feriado tão importante”, conta Marcelo Neves, pastor na Alcance.

A pauta do jornal incluiu o tema central do feriado, que é a ressurreição de Jesus, curiosidades e simbologia, artigo sobre a primeira Páscoa, narrada na Bíblia no livro de Êxodo; também continha uma simulação de entrevistas com pessoas que tiveram contato com Jesus, descrição científica dos sofrimentos de Cristo e caça-palavras. Para os que ainda não conhecem a Alcance Curitiba, havia um cupom para receber um brinde em sua primeira visita.

Durante todos os cultos da igreja, o pastor pregou uma mensagem com a temática “Onde o Colocaram?”, fazendo a conexão entre a ressurreição de Jesus e onde podemos encontrá-lo atualmente. Também foi destacado que, o jornal, igualmente distribuído aos membros da igreja, era uma ferramenta para levar o significado da Páscoa para pessoas que não o conhecem e convidá-las para participarem do culto. Ao final, todos os membros tomaram a Santa Ceia, como forma de celebrar e honrar este feriado

O pastor sênior, Marciano Ortencio, reforça a importância de conectar a igreja à comunidade. “Temos boas notícias para divulgar. Mensagens de esperança e um futuro melhor. E é exatamente isso que continuaremos fazendo. Seja por meios tradicionais, em nossos cultos, como maneiras mais criativas, como os jornais de Páscoa”, completa Ortencio.

A Alcance Curitiba, que completa 20 anos em 2025, carrega a missão de ser uma comunidade reverente e relevante, que preza a reverência na busca por Deus e no ensino da Palavra, e atua na sociedade com relevância, através dessa e outras ações.

Escrito por Gabriela Colucci Lucinda e Renata Sguissardi

Acidente incomum deixa pastor gravemente ferido e fiel morto

Um homem morreu e um pastor ficou gravemente ferido na noite da última quinta-feira, 17 de abril, em Toledo, Ohio, após uma árvore e fios de energia caírem repentinamente sobre o veículo em que estavam. O incidente ocorreu por volta das 21h, logo após ambos saírem de um estudo bíblico.

Segundo informações do canal local WTOL11, Richard Miller, de 35 anos, morreu no local. Ele era passageiro no caminhão conduzido pelo pastor Andrew Edwards III, da Igreja Batista Northwest, situada na rodovia West Alexis. O pastor havia acabado de deixar outro membro da igreja e estava levando Miller para casa quando a árvore despencou sobre o veículo.

A queda simultânea da árvore e de linhas elétricas foi descrita como um “acidente bizarro” pelo Corpo de Bombeiros de Toledo, conforme noticiado também pela emissora WTVG. A força do impacto destruiu o caminhão e danificou dois outros veículos próximos, embora a polícia tenha informado que nenhum ocupante desses automóveis ficou ferido.

O pastor Edwards foi socorrido em estado crítico e levado a um hospital local. De acordo com um comunicado publicado pela Igreja Batista Northwest em suas redes sociais, ele permanece internado em uma unidade de terapia intensiva (UTI), mas seu estado é estável. A equipe médica relatou que Edwards sofreu fraturas na clavícula, no esterno e em uma vértebra, além de apresentar uma pequena hemorragia cerebral, que continua sendo monitorada.

A igreja informou em nota: “Por mais difícil que seja acreditar e compartilhar, o Irmão Richard foi levado para casa para estar com o Senhor. O Pastor Edwards está em tratamento intensivo — mas está estável e responde bem, com movimentos em todas as extremidades.”

O vereador Vanice Melden declarou à imprensa local que a árvore que causou o acidente estava localizada em uma propriedade privada. Segundo ele, não havia qualquer denúncia prévia relacionada a essa árvore registrada no sistema de serviços da cidade, o Engage Toledo.

A Igreja Batista Heritage, também de Toledo, se manifestou nas redes sociais lamentando o ocorrido. Miller era conhecido entre os membros da igreja por sua cordialidade e participação ativa nas atividades congregacionais.

A Igreja Batista Northwest iniciou uma campanha de arrecadação financeira para apoiar as famílias envolvidas. Em publicação no Facebook, a liderança da igreja afirmou: “Todos os fundos serão doados à família para ajudá-los com as despesas e quaisquer necessidades que tenham durante este período. Agradecemos a todos que já foram tão generosos.”

As autoridades continuam investigando as causas do colapso repentino da árvore e dos fios de energia. Até o momento, não há confirmação oficial sobre as condições climáticas ou estruturais que possam ter contribuído para o acidente.

Vídeo: quase 8 mil se rendem a Cristo em sermão de Will Graham

Uma cruzada evangelística promovida pela Associação Evangelística Billy Graham (BGEA) reuniu mais de 31 mil pessoas no Estádio Félix Capriles, em Cochabamba, na Bolívia.

O evento, denominado “Esperanza Cochabamba”, resultou em mais de 7.900 decisões por Cristo no dia 06 de abril, segundo dados divulgados pelos organizadores.

A pregação principal foi conduzida por Will Graham, neto do evangelista norte-americano Billy Graham. A mensagem teve como base a narrativa bíblica de Caim e Abel, registrada em Gênesis 4.4-15 e 4.9-12: “A única maneira do homem chegar a Deus é por meio de Jesus”, afirmou Graham, ao destacar a centralidade da cruz na fé cristã.

Durante o apelo feito ao final da mensagem, milhares de pessoas se dirigiram ao centro do estádio para responder ao convite de seguir a Cristo. Entre os participantes estava Luís, de 26 anos, que compareceu ao evento a convite da irmã. “Estou muito impressionado com esta Boa Notícia. Decidi entregar tudo a Deus, e isso me leva a acreditar que Ele trará algo novo para minha vida”, declarou.

O jovem relatou ainda que vinha lutando com sentimentos de culpa: “Entendi que sou um pecador e queria me arrepender de todos os meus pecados e começar a segui-lo”, afirmou, referindo-se à mensagem do Evangelho.

No período da manhã, o estádio também foi palco de uma programação voltada ao público infantil, o FestiKids, que reuniu cerca de 10 mil crianças, segundo estimativa da organização.

A realização da cruzada contou com o apoio de mais de 800 igrejas evangélicas da região. De acordo com a BGEA, o evento também foi a concretização de um antigo desejo do pastor boliviano José Luis Rivera, que liderou os esforços locais.

Segundo ele, a ideia da cruzada nasceu em 2020, após um momento de oração, quando teria tido uma visão de jovens entregando suas vidas a Jesus em um grande encontro evangelístico: “Este é um sonho concedido por Deus. Foram mais de quatro anos de oração e, vendo esse evento se tornar realidade, posso ver a fidelidade de Deus”, disse Rivera.

“Estou cheio de alegria ao ver tantos vindo para viver a vida plena que Deus projetou para eles”, completou Rivera.

A Associação Evangelística Billy Graham tem promovido eventos semelhantes em diferentes países da América Latina, com foco na proclamação do Evangelho e na cooperação com igrejas locais.

Cristã irritou o governo da China por distribuir Bíblias e será presa

Nove cristãos foram condenados na Mongólia Interior, no norte da China, por distribuírem Bíblias publicadas legalmente, mas fora dos canais autorizados pelo governo. As sentenças variam de um a quase cinco anos de prisão, além de multas que chegam a 1 milhão de yuans (aproximadamente US$ 137 mil).

De acordo com o portal Bitter Winter, especializado em liberdade religiosa na Ásia, o Tribunal Distrital de Hohhot Huimin sentenciou os acusados por “operações comerciais ilegais”. A decisão marca o encerramento de um caso judicial amplamente acompanhado desde as prisões ocorridas em abril de 2021.

A pena mais severa foi aplicada a Wang Honglan, que recebeu quatro anos e 10 meses de prisão e multa de ¥1 milhão. Outros dois membros do grupo, Wang Jiale e Liu Minna, foram sentenciados a quatro anos e seis meses de prisão e multados em ¥200 mil cada (cerca de US$ 27.500).

Yang Zhijun recebeu quatro anos e três meses de prisão, além de multa de ¥150.000 (US$ 20.500). Já Ji Heying, Ji Guolong, Zhang Wang e Liu Wei foram condenados a três anos de prisão cada, com multas de ¥20.000 (US$ 2.700). A pena mais curta foi imposta a Li Chao, de um ano de reclusão e multa de ¥5.000 (US$ 685).

Uma das principais figuras do grupo, Ban Yanhong, havia sido condenada separadamente em abril de 2024 a cinco anos de prisão. Tanto Ban quanto Wang Honglan foram identificadas pelas autoridades como líderes do movimento, com histórico anterior de prisões. Wang já havia cumprido cinco anos de detenção e um ano em um campo de trabalho forçado.

As Bíblias distribuídas eram impressas legalmente na cidade de Nanquim, mas o grupo operava por meio de uma igreja doméstica não registrada. Segundo os promotores, mesmo materiais religiosos oficiais tornam-se ilegais se vendidos fora dos canais reconhecidos pelo governo.

Durante o julgamento, os réus argumentaram que não agiam com fins lucrativos. Afirmaram que compraram os exemplares por 95% do valor de capa e os revendiam por apenas 75%, com o objetivo de ampliar o acesso à Bíblia como parte de sua missão evangelística.

A organização International Christian Concern observou que os cristãos recusaram-se a se integrar ao Movimento Patriótico das Três Autonomias — o único órgão protestante autorizado pelo Partido Comunista Chinês. Essa decisão teria motivado a perseguição por parte das autoridades locais.

Cinco dos condenados — Ji Heying, Ji Guolong, Zhang Wang, Liu Wei e Li Chao — já haviam cumprido parte ou totalidade das penas em regime de detenção preventiva até a data do anúncio, que foi comunicado a familiares e membros da igreja no início deste mês. A sentença, no entanto, está formalmente datada de 20 de novembro de 2024.

O caso ocorre em meio a um contexto de endurecimento das medidas contra o cristianismo na China. A partir de 1º de maio de 2025, novas regras proibirão missionários estrangeiros de pregar ou fundar organizações religiosas sem autorização expressa do governo. A legislação foi anunciada como parte de uma suposta estratégia de proteção à segurança nacional.

Segundo a Mission News Network, as normas atualizadas proíbem cidadãos não chineses residentes na China de produzir ou distribuir material religioso, aceitar doações ou angariar seguidores entre a população local.

Pregações só poderão ocorrer se houver convite oficial de instituições religiosas aprovadas pelo Estado, e o conteúdo deverá passar por revisão prévia.

As medidas se inserem em um contexto mais amplo de vigilância sobre as atividades religiosas no país, chamada de sinicização, em linha com a política do Partido Comunista Chinês de reforçar o controle sobre todas as expressões de fé, incluindo aquelas exercidas por igrejas não registradas.

Casa Branca: pastor é convidado, mas impedido de entrar

O pastor Greg Laurie, da Harvest Christian Fellowship, relatou uma situação inusitada ocorrida em sua visita à Casa Branca para participar de um culto de Páscoa.

Em um vídeo com tom bem-humorado publicado nas redes sociais, Laurie contou que, ao chegar ao local para liderar uma oração, seu nome não constava na lista de entrada. “Fui à Casa Branca para liderar uma oração no primeiro culto deles — e adivinha? Meu nome não estava na lista!”, escreveu no X. “É. Pastor é impedido de entrar”.

Apesar do contratempo, que descreveu como um problema processual, Greg Laurie disse que aproveitou o episódio como uma ilustração espiritual: “Isso me lembrou de algo muito mais sério — o que Jesus disse que aconteceria tragicamente com algumas pessoas um dia, quando adentrassem a eternidade”, declarou. “Elas esperariam ser acolhidas no Céu, mas seus nomes não estariam no Livro da Vida”.

Após a liberação, Laurie pôde participar do evento, que ocorreu no Edifício Executivo Eisenhower, vizinho à residência oficial do presidente dos Estados Unidos. Ali, dirigiu-se a um grupo de funcionários da Casa Branca, com uma pregação baseada no livro de Ester. Referindo-se a Ester 4:14, disse aos presentes: “Deus os colocou onde estão para um momento como este”.

Laurie também compartilhou a narrativa da ressurreição, conforme registrada em Mateus 28, lembrando que a mensagem do anjo às mulheres que encontraram o túmulo vazio permanece atual. “Queremos levar esta mensagem a sério, para não termos medo agora”, afirmou. “Ela foi dada aos crentes do primeiro século, mas precisamos ouvi-la também no século XXI.”

Após Laurie, o evangelista Franklin Graham, presidente da Associação Evangelística Billy Graham, também discursou. Em sua mensagem, advertiu contra a presunção espiritual associada à posição social ou política. Segundo ele, algumas das pessoas presentes “podem estar em perigo de perder suas almas”, e destacou a importância de considerar a parábola do rico e Lázaro, registrada em Lucas 16.

“Aquilo que o homem rico viveu no tormento incluía lembrar daqueles que o haviam alertado em vida”, observou Graham. Ele então parafraseou Marcos 8:36: “Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou que receberá o homem em troca da sua alma?”

Graham enfatizou a realidade do inferno e a necessidade de arrependimento individual. Compartilhou brevemente sua própria experiência espiritual, dizendo que, apesar de crescer em uma igreja presbiteriana e ser filho do evangelista Billy Graham, reconheceu sua condição de pecador aos 20 anos. “Todos nós somos culpados; eu sou culpado”, afirmou.

Ele concluiu sua fala lembrando que nem riqueza nem poder têm valor eterno diante de Deus. “Deus os está convidando a encontrar sua esperança somente em Jesus Cristo”, disse.

Na véspera do culto, na quarta-feira, 16 de abril, Laurie e Graham participaram de um jantar de Páscoa no Salão Azul da Casa Branca, ao lado do presidente Donald Trump e outros líderes evangélicos. Durante o encontro, o presidente destacou o significado da cruz na fé cristã. Em palavras breves, afirmou: “A obra de Cristo na cruz foi a maneira de Deus dizer ao mundo: ‘Eu te amo’”.

Os eventos marcaram a aproximação da Casa Branca com setores evangélicos após a posse de Donald Trump, e incluíram momentos de oração, reflexão bíblica e mensagens voltadas à espiritualidade e responsabilidade moral.

Conclave: saiba como católicos escolherão novo papa

A morte do papa Francisco vai obrigar o Vaticano a realizar um novo conclave, que será conduzido pelo cardeal Kevin Farrell, atual camerlengo da Santa Sé, responsável por coordenar os ritos fúnebres e o processo de transição papal.

Conforme a tradição católica, a morte de um papa é seguida por um período de luto de nove dias, conhecido como novemdiales. O funeral deve ocorrer entre o quarto e o sexto dia após o falecimento. Durante esse período, o corpo do pontífice é velado na Basílica de São Pedro, onde fiéis podem prestar homenagens.

O cardeal Kevin Farrell, de origem irlandesa, é o responsável por organizar tanto o funeral quanto o Conclave, assembleia dos cardeais que elege o novo papa. O procedimento remonta à Idade Média e segue regras estabelecidas pela constituição apostólica Universi Dominici Gregis, promulgada por João Paulo II em 1996 e atualizada por Bento XVI e Francisco.

O colégio de cardeais é composto atualmente por 252 membros, mas apenas os que têm menos de 80 anos têm direito a voto. No momento, há 138 cardeais eleitores aptos a participar do Conclave, número que excede o limite usual de 120 estabelecido como orientação, mas que pode ser superado por decisão do papa em exercício — como ocorreu em dezembro de 2024, quando Francisco nomeou 21 novos cardeais.

O Conclave deve começar entre o 15º e o 20º dia após a morte do papa. Antes disso, os cardeais se reúnem em congregações gerais para discutir os rumos da Igreja. No primeiro dia oficial do Conclave, é celebrada uma missa na Basílica de São Pedro. Em seguida, os cardeais se dirigem à Capela Sistina, onde recebem a ordem “extra omnes” — expressão em latim que significa “todos fora” —, marcando o início do isolamento obrigatório.

Durante o Conclave, os cardeais ficam isolados do mundo exterior. Não têm acesso a meios de comunicação, como televisão, rádio ou internet, e não podem manter contato com pessoas de fora. Apenas profissionais autorizados, como médicos, confessores e equipe de apoio, podem entrar em seus aposentos. Todos os envolvidos prestam juramento de sigilo absoluto.

As votações ocorrem até quatro vezes ao dia: duas pela manhã e duas à tarde. Caso não haja consenso nos dois primeiros dias, o terceiro é dedicado à oração e reflexão. Cada cardeal escreve o nome de seu candidato numa cédula com a inscrição “Eligio in Summum Pontificem” — “Eu elejo como Sumo Pontífice”. Para garantir o anonimato, é proibido utilizar caligrafia pessoal.

A eleição exige a aprovação de dois terços dos votos. As cédulas são queimadas após cada rodada de votação. A fumaça resultante, que sai pela chaminé da Capela Sistina, indica o andamento do processo: preta, quando não há decisão; branca, quando um novo papa é escolhido.

Após o resultado favorável, o decano do Colégio Cardinalício pergunta ao eleito: “Você aceita sua eleição canônica como Sumo Pontífice?”. Com a aceitação, o novo papa escolhe um nome, veste os trajes papais e recebe a obediência dos demais cardeais.

O anúncio oficial é feito na sacada central da Basílica de São Pedro, com a tradicional fórmula “Habemus Papam” — “Temos um papa”. O novo pontífice então aparece para saudar os fiéis e concede a bênção “urbi et orbi”, dirigida à cidade de Roma e ao mundo inteiro.

Por fim, os registros de cada votação são entregues ao novo papa, lacrados e depositados nos arquivos secretos do Vaticano, onde só podem ser consultados mediante autorização expressa do próprio pontífice.

O processo, embora marcado pelo rigor e sigilo, representa uma das transições de liderança mais simbólicas e observadas no cenário religioso global, de acordo com informações da BBC.

Morreu o papa Francisco aos 88 anos em Roma

O papa Francisco morreu nesta segunda-feira, 21 de abril de 2025, aos 88 anos, no Vaticano. A informação foi confirmada pela Santa Sé por meio de comunicado oficial divulgado na Capela da Casa Santa Marta.

“Às 7h35 desta manhã [2h35 em Brasília], o bispo de Roma, Francisco, retornou à casa do Pai. Toda a sua vida foi dedicada ao serviço do Senhor e de Sua Igreja”, dizia a nota.

Francisco, nascido Jorge Mario Bergoglio em Buenos Aires, Argentina, em 17 de dezembro de 1936, foi o segundo papa mais idoso a liderar a Igreja Católica nos últimos 700 anos. Sua saúde vinha se deteriorando progressivamente ao longo dos últimos anos.

Em 14 de fevereiro de 2025, foi internado na Policlínica Agostino Gemelli, em Roma, para tratar uma bronquite. Exames posteriores diagnosticaram pneumonia bilateral.

Recebeu alta em 23 de março e estava em recuperação no Vaticano. Sua última aparição pública ocorreu em 20 de abril, durante a bênção de Páscoa, quando, em cadeira de rodas e com dificuldades para falar, desejou uma “feliz Páscoa” aos fiéis.

Prontuário

Francisco enfrentava um quadro de saúde frágil desde o início de seu pontificado. Em 2021, foi submetido a uma cirurgia no intestino grosso e permaneceu 11 dias hospitalizado. Ao longo dos anos seguintes, desenvolveu problemas cardíacos, dores crônicas nas costas e no quadril, e dificuldades respiratórias.

Em fevereiro de 2025, foi diagnosticado com uma infecção polimicrobiana no trato respiratório, além de crises prolongadas de asma. Em 22 de fevereiro, o Vaticano informou que o papa havia passado por uma transfusão de sangue em razão de plaquetopenia associada à anemia.

Em 23 de fevereiro, apresentou leve melhora e continuou com oxigenoterapia por meio de cânulas nasais. No dia 24, retomou atividades de trabalho e recebeu a Eucaristia. Apesar da evolução favorável, os médicos mantiveram o estado clínico como “crítico”.

Em 25 de fevereiro, o papa Francisco telefonou ao pároco da Paróquia de Gaza para manifestar solidariedade. No mesmo dia, agradeceu aos fiéis que se reuniram em oração por sua saúde.

Ao longo dos últimos dois anos, o pontífice apresentou episódios de saúde relevantes:

  • 7.jun.2023: submetido a cirurgia abdominal para reparo de hérnia;

  • 26.nov.2023: tratou infecção pulmonar após gripe;

  • 24.fev.2024: cancelou compromissos por conta de nova gripe;

  • 22.dez.2024: apareceu usando aparelho auditivo pela primeira vez;

  • 16.jan.2025: sofreu contusão no antebraço após queda;

  • 14.fev.2025: internado para tratar pneumonia bilateral.

Considerações sobre a renúncia

Em 30 de julho de 2022, Francisco reconheceu publicamente que sua liderança havia entrado em uma fase mais lenta. Em dezembro do mesmo ano, revelou ter redigido uma carta de renúncia a ser usada caso sua saúde o tornasse incapaz de exercer a função. Apesar disso, reafirmou em março de 2024 que a renúncia era uma “hipótese distante”.

Pontificado

Francisco foi eleito o 266º papa da Igreja Católica em 13 de março de 2013, após a renúncia de Bento XVI. Foi o primeiro papa latino-americano e também o primeiro da ordem jesuíta. Adotou o nome Francisco em referência a São Francisco de Assis, símbolo de humildade e atenção aos pobres.

O pontífice optou por não residir no tradicional Palácio Apostólico, preferindo a Casa Santa Marta. Em sua primeira aparição como papa, usou uma túnica branca simples, abrindo mão da capa vermelha normalmente utilizada pelos pontífices recém-eleitos.

Durante seus 12 anos de pontificado, Francisco foi reconhecido por uma liderança pautada na inclusão, na transparência e na justiça social. Conforme destacou o Vatican News, sua gestão priorizou a fraternidade humana, a atenção à família, a ecologia integral, o combate aos abusos na Igreja e o protagonismo dos leigos.

Progressismo e reformas

Francisco adotou uma abordagem pastoral progressista, reafirmando que “todos são filhos de Deus”. Em 2015, declarou que os divorciados “não estão excomungados” e que “a Igreja não tem as portas fechadas para ninguém”.

Sua postura mais contundente foi junto ao movimento LGBTQIA+, defendendo que a homossexualidade “não é crime”, embora ainda considerada pecado, e condenou leis que a criminalizam.

Durante seu pontificado, o Vaticano autorizou a bênção a uniões entre pessoas do mesmo sexo — uma medida inédita na história da Igreja — e permitiu, sob condições, a entrada de homens homossexuais em seminários italianos, desde que se comprometessem com o celibato.

No campo da equidade de gênero, nomeou a freira italiana Simona Brambilla como prefeita responsável por supervisionar as ordens religiosas da Igreja, em 6 de janeiro de 2025. Anteriormente, já havia promovido mulheres a cargos de comando no Vaticano e apoiado o debate sobre a possibilidade de mulheres exercerem funções ministeriais.

Combate aos abusos

Desde o início do seu papado, Francisco tomou medidas contra os abusos sexuais na Igreja. Em 2014, criou a Comissão para a Tutela de Menores. Em 2019, revogou o segredo pontifício nos casos de abuso sexual, visando maior transparência.

Reforçou a obrigação de denúncia para clérigos e leigos vinculados a instituições católicas, condenando o acobertamento de crimes e reconhecendo os danos causados às vítimas. Também agradeceu a jornalistas por sua atuação na revelação dos casos.

Trajetória

Jorge Mario Bergoglio ingressou no noviciado da Companhia de Jesus em 1958. Estudou humanidades no Chile e filosofia na Argentina, atuando como professor de literatura e psicologia. Foi ordenado sacerdote em 13 de dezembro de 1969. Em 1973, assumiu a liderança dos jesuítas na Argentina.

Em 1992, foi nomeado bispo auxiliar de Buenos Aires por João Paulo II. Tornou-se arcebispo da capital argentina em 1998 e cardeal em 2001. Em março de 2013, foi eleito papa, sucedendo Bento XVI.

Francisco deixa como legado um pontificado marcado pelas polêmicas teológicas causadas na tentativa de abrir as portas para grupos antagônicos à doutrina católica, assim como pelo esforço em combater abusos.

O Vaticano ainda não informou detalhes sobre o funeral ou os próximos passos relativos à sucessão papal, de acordo com o Poder 360.