Julliany Souza testemunha gravidez de gêmeos após endometriose

A cantora gospel Julliany Souza anunciou nesta semana que está grávida de gêmeos, após enfrentar um diagnóstico médico de endometriose grave — uma doença crônica que pode comprometer a fertilidade feminina.

O anúncio foi feito ao lado do marido, o também cantor e compositor Léo Brandão, com quem Julliany compartilha um ministério musical e uma caminhada de fé.

Segundo a publicação feita nas redes sociais, Julliany está no quarto mês de gestação. A revelação foi acompanhada por um vídeo com cenas íntimas da família, encerrado com a surpresa da espera por dois filhos.

“O fim do vídeo… esperavam por isso? O nosso amor, literalmente, se multiplicou. Nem nos nossos sonhos mais ousados imaginávamos que isso pudesse se tornar real”, escreveu a artista no Instagram.

No mesmo texto, a cantora relatou os desafios enfrentados no processo de espera:

“Teve medo. Teve diagnóstico nos colocando diante do impossível. Teve silêncio. Teve noites de oração que só Deus ouviu. Mas, também teve milagres. Muitos”.

Julliany continuou: “Enquanto tudo isso acontecia, Ele estava lá, nos fortalecendo”.

Testemunho de fé e lançamento musical

O anúncio coincidiu com o lançamento da canção Deus É Quem Me Fortalece, escrita por Léo Brandão e interpretada por Julliany. A música relata o testemunho do casal, marcado por orações, exames médicos e a espera por uma resposta divina.

“A ficha começa a cair devagarinho. Dois bebês. Filhos da promessa. Escolhidos desde antes da fundação do mundo”, declarou a cantora na mesma publicação. “Tudo nos ensinou uma verdade: nós nunca estivemos no controle. E tudo bem. Porque Deus estava. Deus está. Ele sempre esteve. Ele nos fortalece. E nós não precisamos mais chorar”.

Ao final da mensagem, ela celebrou: “Nossa família cresceu! Sejam bem-vindos, filhos! Papai e mamãe já amam muito vocês! Obrigada, Jesus”.

Endometriose grave

Em entrevista à revista Quem, divulgada na mesma semana, Julliany detalhou o diagnóstico de endometriose, doença ginecológica que afeta o tecido do endométrio e pode causar infertilidade. Ela classificou a descoberta da gravidez como “a maior surpresa de suas vidas”.

“Depois de tantos exames, orações e até diagnósticos que diziam que eu talvez nunca engravidasse, eu já tinha colocado meu coração no lugar da espera. Não uma espera ansiosa, mas uma espera rendida”, relatou.

A cantora destacou que, apesar do medo de não conseguir ser mãe, continuava crendo em Deus: “Orava, chorava e seguia crendo que, se Deus quisesse, Ele faria — do jeito Dele, no tempo Dele”.

A descoberta dos gêmeos

O casal iniciou as tentativas de engravidar em dezembro de 2023, conforme o testemunho compartilhado pela cantora. O teste positivo, segundo ela, veio como um “sussurro do céu”, e a revelação de que esperava gêmeos foi interpretada como uma resposta clara da fé.

“Quando descobrimos que eram dois foi como se o céu dissesse em voz alta: ‘Eu sou o Deus que faz além do que vocês pedem ou pensam’”, afirmou.

Sobre o contraste entre a medicina e a fé, ela declarou: “A medicina pode dizer muita coisa. Mas, no fim, quem dá a última palavra é o Senhor da vida. Essa gravidez é a resposta de um Deus que não erra”.

Sobre Julliany Souza

Julliany Souza nasceu em Recife (PE) e cresceu em Parelhas (RN), cidade do interior do estado. Filha de músicos, começou a cantar em igrejas aos 13 anos. Aos 18, mudou-se para Goiânia (GO), onde lançou seus primeiros projetos.

Em 2018, fundou o Ministério Casa Worship ao lado de Léo Brandão, alcançando projeção nacional com canções como A Casa é Sua, que se tornou a música cristã mais tocada no Spotify Brasil. No final de 2021, transferiu-se para São Paulo e deu início à carreira solo.

Entre seus sucessos também estão Lindo Momento, Eu Te Vejo Em Tudo e outras canções que marcaram sua trajetória na música cristã contemporânea.

Atualmente, Julliany prepara-se para a nova fase como mãe, celebrando, segundo suas palavras, “o Deus que fortalece no processo, que sustenta no silêncio e que faz o impossível florescer no ventre”.

Deputado amigo de Alexandre de Moraes afronta Malafaia

Em discurso na tribuna da Câmara dos Deputados na última terça-feira, 15 de abril, o deputado federal Antonio Carlos Rodrigues (PL-SP) criticou publicamente o pastor Silas Malafaia, após ser chamado de “dissidente” por ter votado contra a proposta de anistia aos presos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília.

Rodrigues foi o único parlamentar do Partido Liberal a se posicionar contra o projeto de celeridade para o perdão aos manifestantes. Em sua justificativa, o deputado afirmou que não cederia a pressões externas e defendeu a preservação do equilíbrio entre os Poderes.

Tenho seis mandatos e não me guio por pressões, circunstâncias ou apelos de ocasião, que são irrestritos e acelerados pelo legislativo, sem diálogo efetivo com o Judiciário”, declarou Rodrigues.

Antonio Carlos Rodrigues já foi ministro dos Transportes no governo de Dilma Rousseff (PT) e é conhecido por manter proximidade com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, o Parlamento “não pode assumir o papel de julgador sob a pena de suprimir a atuação do Poder Judiciário”.

Em sua fala, Rodrigues destacou que busca uma “solução institucional equilibrada” para o caso, respeitando tanto o devido processo legal quanto o sofrimento das famílias envolvidas nos processos judiciais.

No entanto, foi o tom adotado por Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec), que provocou a reação mais dura do parlamentar. Referindo-se ao pastor, o deputado disse:

“Lamento que, no momento em que o país clama por seriedade e equilíbrio, ele opta por adotar um discurso que contribui com o acirramento dos ânimos”. E completou: “Não elegeu nem o teu vereador na capital”, em referência à tentativa frustrada de Malafaia em apoiar um candidato ao cargo de vereador no Rio de Janeiro.

Resposta de Silas Malafaia

Na noite seguinte, quarta-feira, 16 de abril, Malafaia respondeu pelas redes sociais, referindo-se a Antonio Carlos Rodrigues como “milionário deputado do PL de São Paulo”.

No vídeo, ele associou o parlamentar ao ministro Alexandre de Moraes, a quem chamou de “ditador da toga”, e afirmou: “Ele é amissíssimo do ditador da toga, Alexandre de Moraes. Está entendendo? Aí, a narrativa que ele usa, de tanto conviver com o PT, é porque ele foi ministro de Dilma, que ele aprendeu a construir narrativa mentirosa”.

Malafaia defendeu que Rodrigues seja expulso do Partido Liberal: “Você tinha que ser expulso do PL, cara”, declarou.

O líder assembleiano também rebateu a sugestão de que somente parlamentares podem participar do debate político. “Onde é que está na Constituição que só deputado pode participar de debate político? Qualquer cidadão pode participar do debate político e questionar Legislativo, Judiciário e Executivo. Você é um preconceituoso”.

Sobre a crítica de que não conseguiu eleger um vereador no Rio, Malafaia afirmou que apoiou 11 candidatos na eleição municipal, dos quais 8 foram eleitos. “É verdade, eu perdi aqui no Rio. Sabe por quê? Me dediquei tanto a desmascarar a farsa de Pablo Marçal que esqueci aqui do Rio de Janeiro”, disse, acrescentando que teve êxito em outras campanhas no país, incluindo a eleição do deputado Sóstenes Cavalcante, a quem se referiu como “meu ex-funcionário e um gigante da anistia”.

A gravação foi encerrada com uma declaração ambígua: “Vai passear no seu avião com seu amiguinho, o ditador da toga, Alexandre de Moraes”, sem maiores explicações sobre o teor da acusação, de acordo com informações do Pleno News.

Contexto

O projeto de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 vem sendo discutido entre parlamentares da base aliada do ex-presidente Jair Bolsonaro, com apoio de líderes religiosos, especialmente evangélicos.

Silas Malafaia tem sido um dos principais defensores da proposta e usa frequentemente suas redes sociais para pressionar parlamentares do PL e partidos aliados a apoiar a medida.

Antonio Carlos Rodrigues, por sua vez, tem adotado uma posição isolada dentro de seu partido, alegando que a tramitação acelerada do projeto compromete o diálogo institucional com o Judiciário e pode ferir princípios constitucionais.

‘Avenida do Arrependimento’: veja clipe de Thalles com Mateus

Assine o Canal

O cantor gospel Thalles Roberto, vencedor do Grammy Latino de 2024 na categoria de Melhor Álbum de Música Cristã em Português, apresentou nesta segunda-feira (14) o primeiro volume de seu novo projeto ao vivo, intitulado Avenida do Arrependimento.

O EP conta com quatro faixas inéditas, entre elas a canção-título, resultado de uma colaboração inédita com o cantor Jorge, da dupla Jorge & Mateus.

Segundo Thalles, a parceria surgiu de forma inesperada durante uma visita de Jorge ao estúdio do produtor Dudu Borges: “O Jorge esteve no estúdio, ouviu as músicas, se emocionou profundamente com Avenida do Arrependimento, e tudo aconteceu de forma natural, sem planejamento”, declarou.

A faixa, composta por Thalles, é descrita pelo artista como “um profundo e sincero convite ao fortalecimento da relação com Deus, mesmo nos momentos de afastamento”.

Thalles destacou ainda a entrega vocal do convidado: “Foi um privilégio imenso tê-lo nesse projeto. É algo que vou guardar comigo para sempre. Fiquei impressionado com a potência vocal e a alma na voz dele”.

Além da faixa principal, o EP inclui as canções Chuá, Barquinho e Saudade de Você. A produção musical é assinada por Dudu Borges, conhecido por ser ex-tecladista da banda Resgate e trabalhos com nomes expressivos da música sertaneja, como Luan Santana, Jorge & Mateus e Michel Teló.

O projeto também contou com a participação de músicos renomados internacionalmente, como o baterista Aaron Sterling — que já gravou com John Mayer — e o guitarrista brasileiro Wilson Sideral.

O álbum completo terá 12 faixas e será lançado em etapas, segundo informou a assessoria do cantor.

A seguir, confira a letra da faixa Avenida do Arrependimento:

Eu não sei viver sem você

Mas quem vê de fora não sabe a dor

Eu posso até fingir um sorriso

Mas meu coração quis parar de bater

Eu não vou te chamar de você

Porque não se trata um Rei assim

E se eu te contar que eu me sinto tão mal

Se não estou tão pertinho de ti

Sei que sabes mais sobre mim que eu mesmo

Mas é que hoje eu precisava escutar o seu coração

Deixa eu me abrir com o Senhor

Colocar minha cabeça em seu colo, Deus

Aproveita e faz um carinho

Porque todo filho quer isso do pai

E tem mais, deixa eu te contar minha dor

Quando eu estou longe de casa, pai

Ainda sei seu endereço

Avenida do arrependimento, caminho da cruz

(Composição: Thalles Roberto)

O lançamento é parte da nova fase na carreira de Thalles, que tem conciliado projetos musicais com uma agenda de ministrações em igrejas e eventos cristãos no Brasil e no exterior.

Alcance Curitiba: igreja promove ação inusitada na Páscoa

Neste domingo, dia 20, a Comunidade Alcance Curitiba promove uma ação de Páscoa diferente da distribuição de ovos e coelhos, tão comum entre as famílias no Brasil.

Ao longo do dia, equipes de voluntários devem entregar exemplares de jornal com uma série de reportagens a respeito da Páscoa, desde os tempos de Moisés até a morte e ressurreição de Jesus. Todos estarão com roupas típicas dos antigos vendedores de jornal, que gritavam “Extra! Extra!” pelas ruas.

“A ideia é resgatar a história, celebrar este feriado tão importante e conectar a igreja à comunidade”, conta Marcelo Neves, pastor na Alcance. Ele destaca que a pauta do jornal inclui curiosidades e simbologia, artigo assinado, espaço cultural, entrevistas, entre outros.

Para produzir este material, a Alcance envolveu boa parte da equipe criativa de operações e comunicação, entre redatores, designers, diagramadores, pesquisadores e fotógrafos.

Sobre a Alcance Curitiba

Prestes a completar 20 anos em Curitiba, a Comunidade Alcance chega a reunir quase 10 mil pessoas aos finais de semana com a missão de evangelizar, estabelecer, equipar e enviar pessoas.

Além do acompanhamento interno, a igreja promove e executa uma série de ações para a comunidade, em diversas áreas da sociedade.

Por Renata Sguissardi

Veja como centenas de presos estão sendo transformados no Piauí

Desde janeiro deste ano, 215 presos foram batizados em unidades prisionais do Piauí como parte de iniciativas evangelísticas promovidas por igrejas em parceria com a Secretaria de Justiça (Sejus).

O ápice ocorreu no último sábado (12), quando 70 detentos de duas penitenciárias realizaram o ritual, simbolizando adesão pública à fé cristã, algo que consolida os frutos do evangelismo voltado para esse público.

Detalhes

  • Penitenciária Luiz Gonzaga Rebelo (Esperantina): 41 homens foram batizados em caixas d’água adaptadas, durante culto organizado por denominações evangélicas locais.
  • Penitenciária Professor José de Ribamar Leite (Teresina): 29 detentos participaram do ritual, acompanhados por pastores e voluntários.

Os eventos integram o programa de assistência religiosa da Sejus, que já registrou 816 batismos no sistema prisional piauiense em 2024.

Maria Almeida, coordenadora de Assistência Religiosa da Sejus, destacou o impacto das ações: “A fé oferece um caminho para lidar com o encarceramento e motiva uma reintegração ética pós-pena. Nosso desafio é expandir esse apoio, que reduz conflitos e promove reflexão”.

Ela ressaltou que os batismos são voluntários e precedidos por meses de acompanhamento espiritual, incluindo estudos bíblicos e atendimento psicossocial.

Ressocialização

A Sejus atribui à assistência religiosa a queda de 18% em incidentes violentos nas unidades com programas regulares desde 2023. Segundo relatórios, detentos engajados nessas atividades têm 30% mais chances de conseguir emprego após a liberdade, comparado à média geral.

Os cultos ocorrem semanalmente em 14 presídios, com participação de igrejas de diversas denominações. Batismos são realizados trimestralmente, usando piscinas infláveis ou caixas adaptadas, conforme normas de segurança.

Ex-detentos relatam transformações. João Silva*, liberado em agosto, afirmou: “O batismo foi um recomeço. Hoje, trabalho e cuido da família longe do crime”. Nomes como o dele compõem 40% dos egressos que mantêm vínculo com comunidades religiosas pós-saída.

A Sejus planeja estender o programa a mais 6 unidades até dezembro, com foco em capacitação profissional aliada ao apoio espiritual. Com: Guiame.

'Oferta da viúva': idoso emociona com doação inusitada para igreja

Um gesto incomum comoveu fiéis e usuários das redes sociais: Juarez Soares, 72 anos, doou duas galinhas vivas como oferta para a reforma do piso de sua igreja em Belém (PA).

O momento, registrado em vídeo durante culto em fevereiro, alcançou mais de 9 milhões de visualizações no Instagram e gerou debates sobre formas de contribuição religiosa.

Durante uma campanha para arrecadar recursos destinados à renovação do templo, Juarez levou ao altar uma caixa com as aves, em vez de dinheiro. Em publicação nas redes, a igreja destacou o trecho bíblico de 2 Coríntios 9:7 — “Cada um dê conforme determinou em seu coração […] pois Deus ama quem dá com alegria” — e afirmou: “Respeitamos todas as formas de ofertar”.

Reação do idoso

Nos comentários do post viral, Juarez explicou: “Me criei vendo esse tipo de oferta. Fiz o que aprendi”. Membros da congregação reforçaram que a instituição aceita doações não monetárias, como alimentos e materiais de construção.

“Todas as igrejas deveriam valorizar a generosidade, seja qual for a forma”, disse um frequentador.

O vídeo gerou milhares de interações, com usuários comparando o gesto à “oferta da viúva” citada na Bíblia (Marcos 12:41-44), em que uma mulher doa tudo o que tem. “Ele deu o melhor que podia, com o coração sincero”, escreveu uma seguidora.

Outros destacaram a importância de resgatar tradições: “Antigamente, galinhas, frutas e até tecidos eram usados como contribuições. Isso é cultura cristã”, comentou um historiador religioso.

A Assembleia de Deus Jarbas Passarinho informou que as galinhas serão utilizadas em ações sociais da comunidade, como sopas para famílias carentes. “Cada oferta, simbólica ou material, é convertida em bençãos práticas”, explicou o pastor responsável, Josué Almeida.

Contexto histórico

Práticas de doação não monetária remontam ao período colonial brasileiro, quando igrejas aceitavam animais e colheitas como dízimos. Em 2023, um templo no interior de Minas Gerais recebeu 300 kg de feijão como oferta, revertidos para um banco de alimentos.

A reforma do piso da igreja, orçada em R$ 120 mil, segue com arrecadações tradicionais. Juarez foi convidado a participar da cerimônia de inauguração, prevista para junho.

Tendência? Academia para evangélicos ganha força no Brasil

A tendência de academia para evangélicos, que combinam exercícios físicos com práticas espirituais, avança no Brasil. Após o sucesso de unidades como “A Sou Mais Cristo”, em Curitiba (PR), Feira de Santana (BA) prepara o lançamento de um novo espaço pela Renova-me Church, igreja conhecida por atrair jovens.

O projeto, ainda sem data oficial, promete ambiente com música gospel, dress code “modesto” e salas de oração, seguindo um modelo que já mobiliza debates políticos e religiosos.

Características

As academias evangélicas priorizam:

  • Música gospel no lugar de estilos como funk ou pop;
  • Vestimentas modestas, evitando roupas consideradas “provocativas”;
  • Espaços de oração integrados à estrutura;
  • Acolhimento espiritual, com ênfase em valores bíblicos.

Segundo a pastora Eristelia Bernardo, da Igreja Casa do Pai (MG), a iniciativa alinha-se à visão de que “o corpo é templo do Espírito Santo” (1 Coríntios 6:19). “Cuidar da saúde física é um ato de fé. Paulo nos ensina que devemos honrar Deus com nosso corpo”, afirmou.

Contexto 

A Renova-me Church, responsável pelo projeto na Bahia, garante que o espaço não será apenas uma academia para evangélicos, mas aberto pessoas de todas as crenças. “Não queremos segregar, mas oferecer uma opção segura para quem busca equilíbrio entre corpo e espírito”, explicou o pastor Valdemir (PP), líder da igreja.

A proposta recebeu apoio de vereadores como Ismael Bastos (PL), que defendeu a iniciativa na Câmara Municipal: “Muitas mulheres se incomodam com letras de funk e roupas justas. Isso não é motivo para deboche, mas para respeito”.

Repercussão

O vereador Jorge Oliveira (PRD) revelou que não só evangélicos já demonstraram interesse em se matricular. “Sabem que será um ambiente saudável, sem pressão religiosa”, disse. Já Eli Ribeiro (Republicanos) destacou: “Evangélicos são criticados mesmo quando promovem espaços pacíficos. Isso é intolerância”.

Nas redes sociais, a ideia de academia para evangélicos dividiu opiniões. Enquanto alguns usuários elogiaram a “inovação inclusiva”, outros acusaram a iniciativa de “segregação velada”.

A pastora Eristelia Bernardo reforça que a academia cristã vai além do físico: “Unimos saúde corporal, mental e espiritual. É um modelo holístico, como ensina a Bíblia”. Ela também destacou a importância de ambientes que “não agridam a fé”, citando músicas e interações alinhadas a princípios éticos.

Expansão

Além de Feira de Santana, outras cidades estudam replicar o formato de academia para evangélicos. Em Governador Valadares (MG), a Igreja Casa do Pai planeja abrir uma unidade até 2025. “A procura por realização pessoal não pode excluir Deus. Precisamos resgatar o equilíbrio”, afirmou a pastora.

A Renova-me Church promete divulgar local e data de inauguração em abril. Enquanto isso, lideranças articulam parcerias com nutricionistas e psicólogos cristãos para oferecer atendimento integrado. Com: Comunhão.

Prefeitura orienta que professores evitem associar Jesus à Páscoa

Um informe pedagógico da Secretaria de Educação de Pouso Alegre (MG), que orientava escolas públicas a evitar referências cristãs em atividades da Páscoa, provocou reações de pais, políticos e entidades religiosas.

O documento, emitido em 15 de abril, foi revogado após o prefeito Coronel Dimas (Republicanos) e o vice Igor Tavares (PSD) classificarem a norma como “não oficial” e “errada”.

Conteúdo 

Informativo 15/2015 instruía professores a não abordar termos como “crucificação” e “ressurreição”, priorizando “valores universais” como solidariedade e respeito.

Símbolos culturais, como coelhos e ovos, deveriam ser dissociados de contextos religiosos. O texto defendia “ressignificar práticas pedagógicas” para alinhá-las à laicidade do Estado, conforme a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).

Em vídeo publicado em 16 de abril, o prefeito Dimas afirmou que o documento “não foi revisado” e que “jamais proibirá menções a Jesus Cristo nas escolas”. O vice-prefeito Igor Tavares acrescentou:

“O ensino laico inclui todas as religiões, inclusive a cristã”. A secretária de Educação, Suelene Marcondes de Souza Faria, autora do informe, recebeu apoio do gestor, que a definiu como “vítima de críticas injustas”.

Em nota à imprensa, Suelene reforçou: “Nossas escolas nunca proibiram o nome de Jesus. Ensinamos valores como amor e respeito, herdados dEle”.

Anajure

A Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure) emitiu nota crítica, destacando que a Lei 14.969/2024 reconhece a Páscoa como manifestação cultural nacional.

“Ocultar a correlação entre a data e a fé cristã, que moldou 80% da população, é alienar estudantes de seu contexto histórico”, afirmou a entidade. A Anajure argumentou que a medida promove “apagamento do papel formativo do cristianismo” na sociedade brasileira.

A polêmica envolve a tensão entre laicidade estatal e herança cultural religiosa. A Constituição proíbe proselitismo em instituições públicas, mas a LDB prevê o ensino sobre diversidade religiosa. Em 2023, o STF manteve a legalidade de símbolos cristãos em espaços públicos, desde que não haja promoção exclusiva de um credo.

Pais de alunos relataram preocupação com a “descaracterização da Páscoa”. “Minha filha perguntou por que não pode falar de Jesus na escola”, disse Maria Santos, mãe de uma estudante do ensino infantil. Nas redes sociais, hashtags como #PáscoaCristã e #RespeitemNossaFé viralizaram, com mais de 50 mil menções em 24 horas.

Comparativo nacional

Casos similares ocorreram em São Paulo (2023) e Curitiba (2022), onde propostas de neutralizar símbolos religiosos em escolas geraram debates. Em ambas, as prefeituras recuaram após pressão popular.

A Secretaria de Educação anunciou a criação de um comitê com representantes de religiões para revisar diretrizes pedagógicas. O grupo incluirá líderes evangélicos, católicos e de matrizes afro-brasileiras. Com Gazeta do Povo.

Madonna e Lady Gaga: haveriam rituais satânicos em shows?

Assine o Canal

Vinícius Lana, pesquisador em escatologia e autor de estudos sobre simbologias religiosas na cultura pop, afirmou em entrevista ao PodCrê que grandes shows de artistas internacionais no Brasil carregariam rituais satânicos “planejados” com impacto espiritual.

Entre os eventos citados estão apresentações de Lady Gaga, Madonna, The Weeknd e Bring Me The Horizon, marcadas por polêmicas envolvendo iconografia ocultista.

Lana relaciona a indústria musical a uma “estrutura organizada” que, segundo ele, promove rituais satânicos disfarçados de entretenimento. “Nada é por acaso. Desde coreografias até cenários, há uma engenharia simbólica para influenciar o público”, declarou.

O pesquisador destacou o show de Lady Gaga, previsto para 3 de maio na Praia de Copacabana (RJ), que deve atrair 1 milhão de pessoas: “O local e a data são estratégicos, assim como ocorreu com Madonna em 2023”.

Simbologias citadas

  • Lady Gaga: Lana alega que a cantora utiliza figurinos e gestualística que remetem a “rituais de inversão de valores”, citando apresentações passadas com referências a Baphomet e iluminismo.
  • Madonna: O show Celebration Tour, realizado no Rio em 2023, teria incluído “simulacros de missas negras” e projeções de olho que tudo vê, associado à maçonaria.
  • The Weeknd: A turnê After Hours Til Dawn (São Paulo, 2023) exibiu, segundo Lana, “símbolos do terceiro templo de Jerusalém e uma narrativa de gestação do anticristo”.
  • Bring Me The Horizon: O vocalista Oliver Sykes teria “pedido permissão ao público” para realizar um ritual com pentagrama durante show em São Paulo em 2022.

Impacto espiritual 

Para o pesquisador, a exposição a esses elementos “abre brechas para principados e potestades”, baseando-se em Efésios 6:12, que fala sobre batalha contra forças espirituais.

“Participar desses eventos ou consumir as músicas é uma forma de pacto involuntário”, alertou. Lana não apresentou evidências materiais, mas citou “padrões repetidos” em letras e performances.

A tese divide opiniões. Enquanto líderes evangélicos como pastor Silas Malafaia já criticaram “conteúdos subliminares” na música secular, especialistas em religião contestam o alarmismo. “Associar entretenimento a satanismo é reducionismo que ignora contextos artísticos”, argumentou a antropóloga Carla Rocha, da UFMG.

Lana anunciou um livro sobre o tema, previsto para 2025, e prometeu “revelar documentos internos da indústria”. Enquanto isso, grupos religiosos organizam vigílias de oração durante o show de Lady Gaga no Rio.

Acusações de ocultismo na música pop remontam aos anos 1980, com casos como a suposta “mensagem reversa” em Stairway to Heaven, do Led Zeppelin. Em 2023, o Brasil recebeu 48 grandes turnês internacionais, movimentando R$ 2,3 bilhões, segundo a ABRAFIN.

Referências da teologia nacional condenam distorções na Páscoa

A Páscoa, data central do calendário cristão, que celebra a ressurreição de Jesus Cristo, tem seu significado original progressivamente ofuscado por símbolos comerciais como ovos de chocolate e coelhos, segundo alertam líderes religiosos.

Em entrevistas exclusivas, os pastores Hernandes Dias Lopes e Augustus Nicodemus discutem a tensão entre a tradição religiosa e o consumismo.

A Páscoa cristã origina-se da Páscoa judaica (Pessach), que comemora a libertação do povo de Israel da escravidão no Egito, conforme descrito no Êxodo. Na tradição bíblica, cada família sacrificava um cordeiro sem defeito, cujo sangue nos umbrais das portas protegeu os hebreus do anjo da morte.

Para os cristãos, esse evento prefigura o sacrifício de Jesus, chamado de “Cordeiro de Deus” (João 1:29), cuja morte e ressurreição redimiram a humanidade.

“A verdadeira Páscoa aponta para a cruz: o sangue de Cristo traz perdão e vida eterna”, afirma Hernandes Dias Lopes. “Foi durante a Páscoa que Jesus foi crucificado e, ao terceiro dia, ressuscitou, derrotando a morte.”

Críticas 

Os teólogos destacam que símbolos como coelhos e ovos, associados à fertilidade em tradições pagãs, foram incorporados à data por influência cultural e interesses comerciais.

“Substituíram o Cordeiro pelo chocolate e a redenção pelo consumo”, critica Lopes. Dados do Procon-SP de 2023 mostram que as vendas de ovos de Páscoa no Brasil movimentaram R$ 3,2 bilhões, reforçando a dimensão econômica do período.

Augustus Nicodemus ressalta que esses elementos “nada têm a ver com a Páscoa judaica ou cristã”. Ele propõe três posturas aos fiéis:

  1. Rejeitar as tradições comerciais por seu caráter secularizado;
  2. Aceitá-las como parte da cultura brasileira;
  3. Ressignificá-las, usando a data para enfatizar o sentido original.

Centro da fé cristã

Para os evangélicos, a Páscoa não é considerada um “dia santo”, mas o domingo — dia da ressurreição — é central. “Sem a ressurreição, a morte de Cristo seria em vão”, explica Nicodemus. “Ela comprova que Ele é o Filho de Deus e que Seu sacrifício redime os que creem.”

O pastor reforça que a semana santa deve focar nos eventos da paixão de Cristo: a última ceia (instituída durante o Pessach), a crucificação e a vitória sobre a morte. “A ressurreição é a garantia da esperança cristã”, completa.

Impacto cultural

Enquanto igrejas organizam cultos especiais e encenações da Via Sacra, o comércio amplia promoções. Em 2024, uma pesquisa do Datafolha indicou que 68% dos brasileiros associam a Páscoa principalmente a chocolates, ante 29% que citam motivos religiosos.

Para Lopes, a solução está em “relembrar o essencial: Cristo não está no túmulo. Ele vive, e essa é nossa maior celebração”.

Práticas

  • Participar de cultos que enfoquem a ressurreição;
  • Estudar passagens bíblicas como Êxodo 12 e 1 Coríntios 15;
  • Dialogar com familiares sobre o significado teológico da data.

A tensão entre religião e consumo não é exclusividade brasileira. Nos EUA, 54% dos adultos veem a Páscoa como cultural, não religiosa, segundo o Pew Research Center (2023). Com: Comunhão