Comunismo: veja como a China retalia cristãos devido aos EUA

A escalada de conflitos comerciais entre os Estados Unidos e o China tem reverberado além da economia, impactando iniciativas religiosas no território chinês. Na última quarta-feira (9), o presidente norte-americano anunciou a imposição de tarifas elevadas de 125% sobre produtos chineses, justificando a medida como resposta ao “desrespeito às regras comerciais globais”.

A decisão, divulgada em rede social, intensificou a disputa, levando o governo chinês a retaliar com taxações de 84% sobre bens estadunidenses.

Enquanto os mercados internacionais enfrentam volatilidade, organizações missionárias relatam obstáculos inéditos. A China Partner, entidade cristã norte-americana, destacou que seus missionários tiveram viagens canceladas abruptamente para treinamentos em seminários e igrejas locais.

Erik Burklin, presidente da instituição, revelou em entrevista ao Mission Network News que autoridades chinesas negaram autorizações para a entrada dos grupos:

“Fomos convidados para capacitar líderes em três escolas bíblicas, mas, horas antes do embarque, nossos contatos locais avisaram que o governo não permitiria nossa hospedagem. Nunca havíamos enfrentado uma barreira tão direta”, explicou.

Contexto

Burklin lembrou que desafios políticos não são novidade para a organização, fundada há um século por seus avós. Em 1925, os pioneiros da missão já lidavam com tensões durante seu trabalho na China.

“Após a Segunda Guerra Mundial, Mao Zedong chegou ao poder e todos os estrangeiros foram expulsos pelo regime. Sabemos que a história se repete, mas não desistiremos”, afirmou.

A pressão sobre atividades religiosas estrangeiras ganhou força em abril, quando o Partido Comunista da China (PCC) publicou normas restringindo a atuação de missionários.

Sob o pretexto de “proteger a segurança nacional”, o regulamento exige aprovação governamental prévia para pregações, formação de grupos religiosos ou mesmo compartilhamento de fé por estrangeiros. A mídia estatal chinesa defendeu as medidas como forma de “coibir extremismos”, alinhando práticas religiosas a instituições supervisionadas pelo Estado.

Adaptação e Resistência

Apesar das limitações, a China Partner mantém suas atividades por meio de plataformas digitais e redes de apoio locais. “A Igreja na China persiste, seja nas congregações domésticas ou nas registradas. Deus não deixou de agir”, enfatizou Burklin.

A organização segue em diálogo com pastores das regiões afetadas para entender os novos desafios, priorizando o respeito às leis locais. “Queremos ser estratégicos, sem confrontar as autoridades, mas também não silenciaremos nossa missão”, completou.

Analistas apontam que o PCC enxerga lealdades religiosas como rivais à sua hegemonia política, classificando grupos independentes como “ameaças sectárias”. Enquanto isso, missionários adaptam-se ao cenário, usando tecnologia para treinar líderes e fortalecer comunidades cristãs sob censura. “A perseguição não nos paralisa. Ela apenas redefine nosso método de servir”, concluiu Burklin.

Veja 5 conselhos sobre a importância do pastor amar à esposa

Após 19 anos de ministério, o pastor Liam Garvie compartilhou, em artigo publicado em seu blog, cinco lições que gostaria de ter ouvido em seus primeiros anos de liderança.

Com base em 1 Timóteo 4:12 — “Seja exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza” —, ele alerta para os riscos de negligenciar a vida familiar em nome do trabalho pastoral. “Ser piedoso em casa é a base para ser um exemplo na igreja”, escreveu.

1. Fala exemplar: priorize a comunicação em casa

O pastor relata que, nos primeiros anos, dedicava horas a estudos e questões ministeriais, deixando a família em segundo plano. “Quando meus filhos batiam na porta do escritório, eu respondia com irritação. Minha língua, que pregava graça, falhava em oferecê-la aos que mais amava”, admitiu.

Ele aconselha: “Fale com interesse genuíno. Ouça sem distrações. Um discurso intempestivo em casa anula o fervor no púlpito”.

2. Conduta exemplar: viva o evangelho no lar

O autor confessa que, enquanto exigia conduta cristã da igreja, sua vida doméstica nem sempre refletia esses padrões. “Nossas casas devem ser vitrines do evangelho. Se não vivemos a fé diante da família, como guiaremos outros?”, questiona. A hipocrisia, segundo ele, mina a credibilidade pastoral.

3. Amor exemplar: reordene as prioridades

O texto critica a tendência de sacrificar a família pelo ministério. “Adiei jantares para terminar sermões e cancelei passeios por reuniões. Que exemplo de amor cristão é esse?”, reflete. Citando João 13:35, ele enfatiza: “Amar a esposa e os filhos profundamente é a melhor recomendação de Cristo à igreja”.

4. Fé exemplar: confiança visível nos desafios

O pastor relembra crises iniciais — divisões na igreja, acusações — que testaram sua fé. “Na frente da igreja, eu parecia firme. Em casa, duvidei e desesperei-me. Minha família via minha fraqueza, não minha confiança em Deus”, reconhece. Ele aconselha jovens pastores a “descansar na soberania divina, mesmo quando as provações chegarem”, citando Provérbios 3:5.

5. Pureza exemplar: santidade começa no privado

Alertando sobre tentações comuns aos jovens, como a pornografia, o autor destaca: “Pecados secretos criam névoas de vergonha que afetam o lar e o ministério”. Para ele, a pureza exige “arrancar ervas daninhas do pecado e cultivar virtudes”, lembrando que a santidade doméstica é essencial para a saúde da igreja.

Conclusão: o lar como alicerce

“Se eu voltasse no tempo, diria: cuide primeiro da piedade em casa. A igreja precisa de líderes que vivam o que pregam — começando pela cozinha, não pelo púlpito”, conclui.

O artigo ressalta que, após quase duas décadas, essas lições seguem relevantes: “Ser exemplo na igreja exige ser santo em casa. Sem isso, todo fervor ministerial é fogo de palha”.

‘Lilo & Stitch’: Lu Alone alerta sobre simbologias no desenho

A cantora e ministra evangélica Lu Alone utilizou as redes sociais nesta segunda-feira (14) para fazer um alerta a pais cristãos sobre o conteúdo do filme Lilo & Stitch, da Disney. A animação, lançada originalmente em 2002, está prestes a ganhar uma versão live-action, e, segundo Lu, contém referências explícitas a práticas ligadas ao vodu.

“Não sou o tipo de pessoa que demoniza tudo. Inclusive, na minha infância, Lilo & Stitch já existia. Minha irmã gostava muito, tinha um bicho gigante do Stitch em cima da cama dela”, afirmou. “Só que, recentemente, eu comecei a me atentar a várias coisas que eu gostaria, como mãe e cristã, que me fossem ditas. Então por isso estou gravando esse vídeo”.

Durante o vídeo, Lu Alone aponta que a personagem Lilo interage com uma boneca semelhante a bonecos usados em práticas de vodu e é vista consultando um livro com instruções para realizar rituais contra colegas de escola. Segundo a cantora, a personagem diz que os amigos “precisam ser punidos” por possuírem pais, evidenciando sentimentos de inveja e sofrimento.

“‘Ah, Lu, mas acho que isso é teoria da conspiração’. Beleza. Agora vou mostrar um pedaço do desenho onde a própria Lilo começa com um livro a tentar praticar o vodu e poções contra os próprios amigos dela”, afirmou. “Nessa frase, ela fala que os amigos dela precisam ser punidos, porque ela começa a ter inveja dos amigos que têm pais”.

A cantora ressaltou que não possui conhecimento aprofundado sobre o vodu, mas demonstrou preocupação com os símbolos presentes no filme, mencionando inclusive elementos do personagem Stitch:

“Até sobre as costas do Stitch terem três pontos, isso ser algo da religião/prática Vodu. Eu não tenho tanto conhecimento sobre essa prática, então não vou falar o que é teoria da conspiração e o que é certo. Mas eu, como mãe cristã, não gostaria que meus filhos estivessem brincando com um bonequinho desse, que vem de um desenho com tanta consagração e com tantas práticas que são contra a nossa religião, contra aquilo que a gente acredita”, comentou.

Nos comentários da publicação, mães cristãs expressaram apoio à reflexão levantada por Lu Alone. Algumas delas são figuras conhecidas no segmento gospel:

“A primeira vez que passou aqui em casa eu parei e pensei: ‘Opa! Isso aqui não é de Deus não’. Tem alguma coisa que não testificou comigo e na mesma hora eu disse: ‘Pode tirar!’ Tem algum espírito maligno nesse desenho e eu não quero isso entrando na minha casa. Agora eu entendi tudo!!! Obrigada, Lu Alone”, escreveu a cantora Elaine Martins.

“Aviso super importante!!! Alerta para pais e mães… Tudo tem o porquê!? Fiquem atentos… cuidado com as brechas!!! Parabéns, minha amiga! Você é uma mulher de Deus!”, declarou a cantora Cassiane.

Até o momento, a Disney não se manifestou sobre os comentários. A nova versão live-action de Lilo & Stitch segue em produção, com previsão de lançamento pela Disney nos próximos meses.

Antes de ser sequestrado, pastor contou que perdoou ladrão

Antes de ser sequestrado enquanto liderava um culto na Igreja Batista Fellowship em Motherwell, na África do Sul, o missionário norte-americano Josh Sullivan já havia passado por uma situação tensa meses antes, envolvendo um jovem morador da comunidade local.

O episódio foi relatado pelo próprio pastor, de 34 anos, em um sermão realizado em dezembro na Igreja Batista Tri-City, no Tennessee, Estados Unidos.

Segundo Sullivan, ele teve sua carteira roubada por um jovem vizinho, mas optou por perdoá-lo após recuperar o objeto, recusando a punição proposta por moradores da região: “Uma mulher totalmente diferente, que não sei quem é, se aproxima de mim e pergunta: ‘Bem, vamos queimá-lo?’ Pensei: ‘Senhor, me ajude’. […] Subi numa pedra na frente de 200 pessoas e disse: ‘Olha, eu o perdoei. […] Não quero que ninguém o machuque’”.

O missionário afirmou ter aproveitado a ocasião para pregar o Evangelho: “Quero que vocês entendam que talvez ele não só tenha pecado contra mim hoje, mas que todos nós somos pecadores”.

O caso foi rememorado após a confirmação, por parte da polícia sul-africana, do sequestro de Sullivan durante um culto no último dia 10 de abril. A ação foi realizada por um grupo de homens armados, que invadiu a igreja, rendeu os presentes e levou o missionário, além de seu carro e celulares. Os sequestradores estariam exigindo um resgate em valor não divulgado.

Heather Shirley, secretária da Igreja Batista Fellowship em Maryville, Tennessee — à qual Sullivan e sua esposa Meagan são ligados — declarou que, por motivos de segurança, a igreja não poderia informar o valor do resgate nem confirmar se os sequestradores apresentaram provas de vida.

Josh e Meagan Sullivan iniciaram seu trabalho missionário na África do Sul em 2015, como parte de um estágio de seis meses. Em 2018, retornaram como missionários em tempo integral com foco na população Xhosa. “Essa dedicação levou à fundação da Igreja Batista Fellowship no município de Motherwell — uma comunidade que se tornou o lar de seus corações”, informou a biografia oficial da igreja.

Segundo a mesma fonte, o missionário dedicou dois anos ao aprendizado da língua xhosa para pregar e discipular com mais eficácia. O casal acolheu duas crianças xhosa como parte da família.

Em transmissão no Facebook, o pastor Tom Hatley, líder da igreja no Tennessee, afirmou que conversou com Meagan e com alguns dos filhos do missionário. “Eles querem o pai e Meagan quer o marido. Estamos orando por sua segurança, estamos orando por um retorno seguro”.

Motherwell é descrito por Sullivan como um município densamente povoado, com cerca de 400 mil habitantes. Em vídeo publicado em fevereiro no canal Faith on the Field, o pastor afirmou que sua igreja é a única batista fundamentalista independente da região. O templo atual foi adquirido após o início de um estudo bíblico em uma casa alugada em 2020, que se transformou em igreja no ano seguinte. Segundo ele, a congregação conta com cerca de 80 frequentadores regulares.

Sullivan também relatou o assalto ocorrido no passado como parte das dificuldades enfrentadas no campo missionário. “Ele [o assaltante] me devolveu a carteira. O Senhor me permite testemunhar a ele e resolvemos tudo. Ele se desculpou muito, então já resolvi isso.”

O episódio ilustra o ambiente desafiador enfrentado pelo casal missionário em uma área onde, segundo o próprio pastor, a justiça comunitária muitas vezes substitui os serviços formais de segurança.

Até o momento, não há informações atualizadas sobre o paradeiro de Josh Sullivan nem sobre o andamento das negociações para sua libertação, segundo o portal The Christian Post.

‘O Rei dos Reis’ supera bilheteria de filme clássico sobre Moisés

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O longa de animação O Rei dos Reis, produzido pela Angel Studios, estreou no fim de semana com uma arrecadação estimada de US$ 19.050.397 nos Estados Unidos, conforme divulgado pela própria produtora.

A produção se tornou a maior estreia de um filme de animação bíblico na história, superando títulos anteriores como O Príncipe do Egito (DreamWorks, 1998 – US$ 14,5 milhões), A Estrela de Belém (US$ 9,8 milhões) e Jonah e Os Vegetais (US$ 6,2 milhões), segundo dados do portal The Numbers.

Lançado em aproximadamente 3.200 salas, o filme teve um desempenho estável durante o fim de semana: US$ 7 milhões na sexta-feira, US$ 6,8 milhões no sábado e US$ 5,2 milhões no domingo.

A estreia também rendeu ao filme uma das avaliações mais raras do setor cinematográfico: a nota A+ do CinemaScore, uma distinção obtida por apenas 128 filmes desde a criação da métrica, sendo este o quinto filme de animação não produzido pela Disney/Pixar a alcançar tal pontuação.

“A Angel Guild escolhe os vencedores. A ideia revolucionária da Angel é simples: conheça seu público — e ouça-o”, afirmou Brandon Purdie, Diretor da Angel Studios. “O CinemaScore de O Rei dos Reis diz tudo. Este fim de semana simplesmente reflete o que o público anseia.”

Enredo e inspiração

A produção apresenta a vida de Jesus Cristo contada por Charles Dickens a seu filho, adotando uma perspectiva infantil e uma abordagem narrativa inspirada no livro A Vida de Nosso Senhor, escrito por Dickens. A história assume o formato de um conto de ninar que se transforma em uma jornada espiritual.

“Por meio de uma imaginação fértil, o menino caminha ao lado de Jesus, testemunhando Seus milagres, enfrentando Suas provações e compreendendo Seu sacrifício supremo”, descreve a sinopse oficial do filme.

Com uma estética que combina elementos vitorianos com tecnologia de cinematografia virtual, o filme conta com um elenco de dubladores renomados: Kenneth Branagh, Uma Thurman, Pierce Brosnan, Mark Hamill, Forest Whitaker, Ben Kingsley, Oscar Isaac e Roman Griffin Davis. A trilha sonora inclui uma canção original interpretada por Kristin Chenoweth, coautora da música de encerramento Live Like That.

Produção e motivações

O diretor do filme, o sul-coreano Seong-Ho Jang, é cristão confesso e compartilhou ao The Christian Post que a ausência de produções animadas sobre a vida de Jesus o motivou a iniciar o projeto.

“Como cristão, fiquei um pouco surpreso por não haver nenhum filme de animação que fale sobre a história de Jesus”, afirmou Jang por meio de um tradutor. “Então, houve uma grande motivação para mim.”

Jang também mencionou o desejo de impactar as gerações mais jovens na Coreia do Sul, onde a frequência à igreja tem diminuído.

“Há muitos cristãos na Coreia. Mas, infelizmente, poucos jovens vão à igreja. Pensei que havia necessidade de alguém que transmitisse a mensagem de Jesus da maneira certa.”

A temática central da produção, segundo o diretor, gira em torno do amor de Cristo.

“Todo esse projeto começou com a minha ideia de extrair apenas uma palavra de toda a Bíblia. Eu pensei que fosse amor. Jesus é amor. Quero que [o público] sinta que a razão do Seu sacrifício é o Seu amor por nós.”

Técnica e abordagem visual

O diretor de fotografia e produtor Woo-hyung Kim detalhou o processo técnico adotado, que incluiu captura de movimento e produção virtual. O objetivo, segundo ele, foi proporcionar uma experiência visual mais próxima de um épico em live-action do que de uma animação tradicional.

“Primeiro, contratamos os atores e depois capturamos os movimentos”, explicou Kim. “E, depois que tudo está pronto, entro no mundo virtual com minha câmera virtual e faço os movimentos de câmera lá, repetidamente.”

O Rei dos Reis deverá estrear no Brasil em 17 de abril. A Angel Studios ainda não divulgou datas oficiais de estreia internacional, de acordo com informações do The Christian Post.

Nigéria: 6 mil cristãos tomam decisão forçada após novos ataques

Uma nova série de ataques armados contra comunidades cristãs no estado de Plateau, Nigéria, deixou ao menos 70 mortos desde o final de março, segundo relatos de moradores e líderes religiosos locais.

Os ataques, atribuídos a militantes de etnia fulani, atingiram pelo menos sete vilarejos nas áreas de governo local (LGA) de Bokkos e Bassa, resultando em assassinatos, destruição de propriedades e deslocamento forçado de cerca de seis mil pessoas, num momento em que começa a estação chuvosa no país.

De acordo com líderes cristãos da região, vítimas foram baleadas, queimadas vivas ou atacadas com armas brancas: “Cerca de sete a oito comunidades foram atacadas. Os ataques nos afetaram espiritualmente e socialmente. Precisamos de orações por provisão para os deslocados internos e os que acolheram nossos irmãos desabrigados em suas casas”, declarou o reverendo Arum, parceiro da Missão Portas Abertas na Nigéria.

Ayuba Matawal, presidente do Comitê de Bem-estar das Pessoas Deslocadas Internas de Bokkos, afirmou que “pessoas perderam suas vidas, seis vítimas estão desaparecidas e muitas outras sofreram vários graus de ferimentos. Mais de 200 casas e propriedades no valor de milhões foram queimadas, deixando mais de três mil deslocados”.

Cronologia dos ataques:

  • 24 de março – Dundu (Bassa): três agricultores cristãos foram emboscados e mortos enquanto trabalhavam nas plantações.

  • 27 de março – Ruwi (Bokkos): 11 cristãos foram mortos durante um velório, entre eles uma mulher grávida, o marido e uma criança de dez anos.

  • 2 de abril – Tamiso (Bokkos): cinco mulheres foram assassinadas durante um encontro cristão na igreja COCIN.

  • 2 de abril – Dafo e Hurti: dois mortos em Dafo e cerca de 40 em Hurti.

  • 6 de abril – Pyakmula (Bokkos): quatro mortos.

  • 7 de abril – Hwrra (Bassa): três mortos.

  • 8 de abril – Bassa: ataques simultâneos em três locais deixaram pelo menos dois mortos.

Segundo Farmasum Fuddang, advogado e presidente do Conselho de Desenvolvimento Cultural de Bokkos (BCDC), “trinta e uma pessoas foram enterradas em uma vala comum na quinta-feira, com outras cinco vítimas menores de idade queimadas até virarem cinzas na vila de Hurti”.

Reações e contexto

As autoridades do estado de Plateau condenaram os episódios de violência e anunciaram medidas de segurança para conter os ataques nas comunidades afetadas. A LGA de Bokkos já vivia sob tensão desde maio de 2023, quando ocorreram ataques similares. Em 24 de dezembro de 2023, cerca de 200 cristãos foram mortos em um atentado considerado o mais letal do ano na região.

Titus Ayuba Alams, conselheiro especial do governador de Plateau, relatou que a violência afeta diretamente o sustento das famílias locais.

“As pessoas começaram a limpar suas fazendas para cultivar. Mesmo na comunidade de Hurti, quando fomos lá, você podia ver claramente que as pessoas estavam preparadas para plantar. Vimos seus produtos como pimenta e batatas estragando porque as pessoas fugiram e deixaram tudo”, afirmou.

A estação chuvosa, que vai de abril a outubro, é essencial para os agricultores de subsistência da região. Com os ataques, as plantações foram abandonadas, deixando famílias sem comida e sem fonte de renda.

“Temos cerca de quatro campos de deslocados internos: um em Bokkos, um em Gombe e dois em Hurti. Em Bokkos, há mais de dois mil deslocados internos. Em Hurti, temos mais de quatro mil”, informou o reverendo Arum, somando seis mil pessoas obrigadas a fugir pela vida.

Impactos sociais e humanitários

A Portas Abertas e outras organizações cristãs relatam que a maioria destes seis mil vítimas são agricultores cristãos e suas famílias, que agora enfrentam insegurança alimentar e ausência de meios de subsistência. Muitas crianças deixaram de frequentar a escola e cultos religiosos foram suspensos por temor de novos ataques.

“Nossa gente está vivendo com medo. As crianças não vão mais à escola, nem mesmo podem adorar nas igrejas, porque estão fugindo para salvar suas vidas”, acrescentou o conselheiro Alams.

Mobilização internacional e campanha de oração

Em resposta à escalada da violência, a campanha Domingo da Igreja Perseguida (DIP) 2025, marcada para o dia 15 de junho, promete unir mais de 16 mil igrejas em oração pelos cristãos perseguidos na Nigéria e em outros países.

Entre os pedidos de oração divulgados por líderes cristãos estão:

  • Consolação espiritual e cura emocional para os afetados pelos ataques.

  • Sabedoria e coragem para os líderes cristãos locais.

  • Transformação dos agressores e fim da violência.

  • Provisão de alimentos, abrigo e segurança para os deslocados.

Situação em andamento

Até o momento, não há confirmação de prisões relacionadas aos ataques mais recentes. O governo nigeriano enfrenta críticas internas e internacionais pela lentidão na resposta aos episódios de violência étnico-religiosa no cinturão central do país.

Em nota, a Portas Abertas afirma que segue monitorando a situação em Plateau e reforça o apelo por ajuda emergencial para os deslocados.

Trump nomeia pastor para cargo em defesa da liberdade religiosa

O presidente dos EUA Donald Trump anunciou na última quinta-feira a indicação do ex-deputado Mark Walker (Carolina do Norte) para o cargo de Embaixador-Geral dos EUA para a Liberdade Religiosa Internacional.

Paralelamente, o mandatário também nomeou Yehuda Kaploun como Enviado Especial para Monitorar e Combater o Antissemitismo. Ambas as nomeações dependem de confirmação pelo Senado.

Perfil de Mark Walker:

Pastor batista antes da política, Walker representou o 6º Distrito da Carolina do Norte na Câmara dos Representantes entre 2015 e 2021. Integrou comitês de contraterrorismo e liderou o Comitê de Estudos Republicanos.

Trump destacou sua “liderança incansável em segurança interna” e afirmou: “Mark exporá violações de direitos humanos e defenderá a fé globalmente”.

Em publicação no X (ex-Twitter), Walker agradeceu: “Como ex-ministro e congressista, conheço regiões que oprimem pessoas de fé. Lutarei deles, do campus universitário à África Subsaariana”.

Yehuda Kaploun

Kaploun, descrito por Trump como “empresário e defensor da fé judaica”, assumiria o posto recriado de Enviado Especial, focado em frear a escalada de ataques antissemitas. “Com o ódio aos judeus em alta, Yehuda será nossa voz forte”, declarou Trump. Dados do FBI mostram que crimes de ódio contra judeus nos EUA subiram 37% em 2023.

Contexto das posições:

  • O cargo de Embaixador para Liberdade Religiosa foi criado em 1998 para promover direitos religiosos globalmente. O último titular, Rashad Hussain, deixou o posto em janeiro de 2024.
  • A posição de Enviado Contra Antissemitismo foi extinta em 2021 e reinstituída por Trump como parte de sua campanha eleitoral.

Ambas as nomeações serão analisadas pelo Comitê de Relações Exteriores do Senado. Analistas preveem debates acalorados, dada a polarização em temas religiosos. Walker, aliado de Trump, já enfrentou oposição democrata em 2020 por votos contra direitos LGBTQIA+.

A Conferência de Bispos Católicos dos EUA emitiu nota apoiando a indicação de Walker, enquanto a Liga Antidifamação (ADL) classificou a escolha de Kaploun como “sinal necessário em tempos de intolerância”.

As audiências no Senado devem ocorrer em novembro. Com informações de Christian Post.

Sonho realizado? Veja os nomes que apoiam Feliciano no Senado

O bispo Samuel Ferreira, líder nacional da Assembleia de Deus do Ministério de Madureira, declarou apoio público ao deputado federal Marco Feliciano (PL-SP) como pré-candidato ao Senado nas eleições de 2026.

Em vídeo divulgado em suas redes sociais nesta terça-feira, 15, Ferreira destacou a necessidade de ampliar a representação evangélica no Congresso Nacional, citando a experiência do parlamentar como trunfo.

Argumentos do apoio

Ferreira mencionou a polarização política atual — “uma divisão histórica entre direita e esquerda” — e exemplificou que estados como Rio de Janeiro, Goiás e Sergipe já elegeram senadores evangélicos.

“São Paulo, maior colégio eleitoral do país, precisa de um representante que pense como a igreja no Senado”, afirmou. O líder religioso também ressaltou os cinco mandatos consecutivos de Feliciano na Câmara (desde 2010): “Sua trajetória o tornou um obreiro preparado, tarimbado no Legislativo”.

Pré-candidatura:

Feliciano confirmou oficialmente sua intenção de concorrer ao Senado em 21 de março de 2024, após reportagem da colunista Mônica Bergamo (Folha de S.Paulo) abordar a possível permanência do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos EUA.

Essa intenção, contudo, não é nova. Conforme o GospelMais noticiou, o parlamentar já havia demonstrado esse desejo nas eleições de 2018, e obteve o apoio do então presidente Jair Bolsonaro em 2022.

Em vídeo, o parlamentar declarou: “Sou um soldado. A decisão final será do presidente [Jair] Bolsonaro”. A fala reforça a influência do ex-presidente, que mantém articulação sobre candidaturas aliadas.

Estratégia e discurso:

O deputado paulista defendeu a urgência de ter “um conservador evangélico no Senado por São Paulo”, estado que concentra 27% dos evangélicos do país, segundo o Datafolha (2023).

“É hora do principal estado da federação refletir seus valores no Senado”, argumentou. Feliciano é conhecido por pautas como o Estatuto da Família (PL 6.583/2013) e a criminalização do aborto, bandeiras alinhadas a grupos religiosos.

Reações

Apesar do endosso de Ferreira, analistas apontam desafios. São Paulo elege três senadores em 2026, e nomes como o ex-governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e a senadora Mara Gabrilli (PSDB) já sondam apoios. O PL paulista ainda não definiu se lançará uma chapa única com o Republicanos ou manterá candidaturas autônomas.

Dados relevantes:

  • Desde 2018, o número de parlamentares evangélicos no Congresso saltou de 87 para 124, segundo o Censo Legislativo.
  • Atualmente, apenas 5 dos 81 senadores declaram filiação a denominações evangélicas.

Ferreira encerrou o vídeo com um apelo aos fiéis: “Pense nisso”. A mensagem já acumula 240 mil visualizações, sinalizando o peso do eleitorado religioso na disputa.

Pastor continua desaparecido após sequestro durante culto

Josh Sullivan, missionário e pastor americano de 34 anos, sofreu um sequestro na noite da última quinta-feira, 10 de abril, enquanto liderava uma reunião de oração na Igreja Batista Fellowship, localizada em Motherwell, próximo à cidade costeira de Gqeberha, na África do Sul.

As informações foram confirmadas por autoridades policiais locais e por declarações de líderes religiosos próximos ao missionário.

Segundo comunicado da polícia, citado pelo jornal Vanguard, “enquanto um sermão era realizado na igreja, quatro suspeitos armados e mascarados entraram no local. Eles roubaram dois celulares e, em seguida, levaram o pastor com eles e fugiram do local”.

A igreja informou em uma publicação no Facebook que “Josh foi sequestrado sob a mira de uma arma por seis homens durante o culto desta noite”.

Sullivan atua como missionário na África do Sul desde 2018. Casado e pai de seis filhos, ele é membro da equipe da Igreja Batista Fellowship, uma congregação batista independente com sede em Maryville, Tennessee (EUA), da qual participa desde 2012. Ele também colaborava com uma escola satélite do Macedonia Baptist College em Midland, Carolina do Norte.

O pastor Tom Hatley, que acompanha o casal desde a infância, afirmou em nota que Josh e sua esposa, Meagan, têm “um desejo enorme de compartilhar o Evangelho com o povo Xhosa da África do Sul”, segundo informações do The Christian Post.

A última atualização no blog do casal, publicada em março, relata a conversão de duas mulheres e o batismo de outras duas, em um movimento que Sullivan descreveu como resposta direta à evangelização feita por membros da própria comunidade.

Jeremy Hall, outro pastor local, declarou à agência AFP que cerca de 30 pessoas estavam presentes no momento da reunião de oração. Segundo ele, os sequestradores sabiam o nome de Sullivan e estavam cientes de seu papel na igreja, o que reforça a hipótese de que o crime tenha sido motivado por extorsão ou pedido de resgate.

O capitão Andre Beetge, porta-voz da polícia, confirmou o sequestro ao canal WBIR. Ele informou que o caso está agora sob investigação de uma unidade especial dedicada a casos de sequestro e resgate: “Assim que há sequestros com resgates, Hawks assume os casos”, afirmou Beetge, referindo-se à unidade de elite da polícia sul-africana conhecida como Hawks.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos também confirmou à BBC que está ciente da situação envolvendo um cidadão americano sequestrado na África do Sul, mas não forneceu detalhes adicionais sobre as ações em andamento.

De acordo com dados oficiais, a África do Sul registrou mais de 17 mil sequestros no ano fiscal de 2022-2023. A Iniciativa Global Contra o Crime Organizado Transnacional atribui esse aumento à crescente incidência de extorsões, incluindo crimes com motivação financeira e sequestros direcionados a estrangeiros ou pessoas com visibilidade.

Até o momento, as autoridades não divulgaram informações sobre o paradeiro de Josh Sullivan, nem confirmaram se houve contato dos sequestradores com exigência de resgate. A polícia continua investigando o caso.

Cristãos reagem contra o rapto de crianças pela Rússia na Ucrânia

Uma coalizão formada por líderes religiosos e organizações cristãs dos Estados Unidos enviou uma carta ao presidente Donald Trump e ao secretário de Estado Marco Rubio, exigindo a repatriação imediata de mais de 19 mil crianças ucranianas raptadas pela Rússia durante a invasão iniciada em fevereiro de 2022 na Ucrânia.

O documento, liderado por Myal Greene, presidente da World Relief, descreve a situação como “crime contra a humanidade” e pede que o retorno dos menores seja pré-condição para qualquer acordo de paz.

Conteúdo da denúncia:

Segundo a carta, as crianças, com idades entre quatro meses e 17 anos, foram submetidas a “reeducação política, treinamento militar e assimilação forçada” em território russo.

O texto cita relatórios da ONU e da ONG ucraniana Truth Hounds que comprovam a alteração ilegal de certidões de nascimento para suprimir identidades ucranianas e a transferência coercitiva para famílias russas.

“Elas sofrem abusos físicos, privação de alimentos e são impedidas de contatar parentes”, afirma o documento, assinado por entidades como a Comissão de Ética e Liberdade Religiosa da Convenção Batista do Sul (ERLC) e o Our Daily Bread Ministries.

Apelo às autoridades

Brent Leatherwood, presidente da ERLC, declarou: “A deportação forçada de 19 mil crianças é maligna. Seu retorno seguro não é negociável”. A coalizão pressiona para que os EUA condicionem avanços nas negociações de paz — mediadas por Trump desde julho de 2024 — à devolução dos menores. “Nenhum acordo deve ser assinado sem garantias concretas”, reforçou Greene.

A invasão russa à Ucrânia, iniciada em 24 de fevereiro de 2022 sob alegação de “proteção a separatistas pró-Rússia”, já deslocou 14 milhões de pessoas, segundo o Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR). Dados do governo ucraniano indicam que 91% das crianças deportadas não tiveram acesso a representantes legais ou organizações humanitárias.

Repercussão

Em março de 2023, o Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu mandado de prisão contra Vladimir Putin por crimes de guerra relacionados ao sequestro de menores. A Rússia nega as acusações, classificando-as como “propaganda ocidental”.

A carta destaca precedentes históricos, como a devolução de crianças judias após o Holocausto, e exige ação imediata. “Trump tem a chance de corrigir este capítulo sombrio”, disse Mark Tooley, do Instituto de Religião e Democracia. Enquanto isso, a Ucrânia mantém 1.200 casos registrados em cortes internacionais para repatriar seus cidadãos.

A Casa Branca ainda não se pronunciou sobre o apelo.