‘Neemias’: saiba onde são os cenários realistas da série da Record

Na segunda-feira, 7 de abril de 2025, a RecordTV iniciou a exibição da minissérie Neemias, uma produção inédita em cinco episódios. A trama retrata a trajetória de um servo judeu que, diante da destruição de Jerusalém, assume a missão de reconstruir a cidade e fortalecer a fé do povo israelita.

A minissérie foi escrita por Raphaela Castro e dirigida por Felipe Cunha. O enredo é inspirado no livro bíblico de Neemias e vai ao ar diariamente às 22h45. Segundo a emissora, a narrativa busca mostrar como a perseverança e a espiritualidade de um homem influenciaram o destino de sua nação.

O personagem principal é interpretado pelo ator Mario Bregieira. Na trama, Neemias vive no palácio do rei Artaxerxes, no Império Persa, onde exerce a função de copeiro. Mesmo distante de sua terra natal, ele mantém o desejo de ver Jerusalém restaurada.

O ponto de virada da história ocorre quando Neemias recebe informações sobre a devastação da cidade: os muros foram destruídos, residências queimadas e a população local enfrenta medo e sofrimento. Com base nesse cenário, Neemias decide elaborar um plano de reconstrução, apoiado pelo próprio rei.

Embora não exerça inicialmente uma posição de liderança, Neemias utiliza sua fé e capacidade estratégica para conduzir o projeto. Ao longo da jornada, enfrenta resistência de adversários políticos, como Sambalá e Tobias, personagens que, conforme o relato bíblico, buscaram interromper os avanços da reconstrução por meio de ameaças e armadilhas.

A produção inclui participações de personagens bíblicos como Ester e Mordecai, inserindo a narrativa no contexto histórico do domínio persa sobre os judeus. As conexões com outras figuras conhecidas da tradição judaica ampliam o escopo da história e situam o espectador no cenário geopolítico da época.

Neemias é um derivado da minissérie A Rainha da Pérsia, exibida anteriormente pela RecordTV. A emissora mantém, com essa nova obra, a linha de produções baseadas em relatos bíblicos, com foco em temas como fé, superação e identidade espiritual.

As gravações ocorreram no Marrocos, com cenários que buscam refletir o ambiente do Oriente Médio antigo. Os figurinos e a direção de arte seguem o objetivo de preservar a ambientação histórica e a fidelidade ao texto bíblico, de acordo com a emissora.

Frei Gilson ganhou o respeito dos evangélicos. Mas por quê?

Em meio à crescente polarização religiosa e política no Brasil, o sacerdote carmelita Gilson da Silva Pupo Azevedo, de 38 anos, conhecido como frei Gilson, tem se destacado como uma das figuras mais visíveis do cenário religioso nacional.

Com votos de austeridade, obediência e oração, o religioso católico ampliou sua influência por meio das redes sociais, onde mescla espiritualidade, música e linguagem acessível, alcançando milhões de seguidores.

Seu ministério, denominado Som do Monte, reúne cerca de 1,5 milhão de ouvintes mensais no Spotify. Nas redes sociais, os números são expressivos. Somente entre os dias 13 e 15 de fevereiro, durante o Carnaval de 2024, frei Gilson ganhou 1,35 milhão de novos seguidores no Instagram.

No YouTube, o crescimento foi de 710 mil inscritos, passando de 6,05 milhões para 6,75 milhões. No TikTok, foram 180 mil novos seguidores, totalizando 856,6 mil.

A passagem bíblica de Marcos 16:15 — “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” — é frequentemente citada pelo religioso, que tem usado o ambiente digital como espaço de evangelização. Segundo ele, a internet tornou-se um novo púlpito, com alcance que ultrapassa os limites físicos das igrejas.

Início da vida religiosa

Frei Gilson iniciou sua trajetória religiosa aos 18 anos, após aprender a tocar violão na adolescência. Foi ordenado sacerdote em 2013. Ao longo da última década, desenvolveu uma abordagem que combina elementos do catolicismo tradicional com práticas devocionais populares, como a oração do rosário, frequentemente apresentada em transmissões ao vivo durante a madrugada.

Essa combinação de espiritualidade intensa, uso da música e comunicação direta atraiu não apenas católicos, mas também evangélicos, gerando um fenômeno de aproximação entre tradições que historicamente mantêm distinções doutrinárias.

Repercussão política e investigações

O nome de frei Gilson passou a circular também em debates políticos. Declarações sobre temas como o papel da mulher e críticas indiretas ao comunismo dividiram opiniões nas redes. Ele foi mencionado em investigações da Polícia Federal relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023, embora não tenha sido indiciado.

Após essas menções, a reação nas redes sociais foi intensa. Militantes e influenciadores de esquerda criticaram o religioso, alegando vínculos com uma produtora de conteúdo digital identificada com pautas conservadoras e figuras ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em resposta, o próprio Bolsonaro manifestou apoio a frei Gilson em publicação nas redes sociais. Segundo levantamento da consultoria Palver, as menções ao nome do frei nas plataformas digitais aumentaram dez vezes em poucos dias, saltando de 5 para 55 por 100 mil mensagens publicadas.

O apoio também veio de parlamentares do campo conservador, como os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Carlos Jordy (PL-RJ), fortalecendo a associação pública de frei Gilson com setores da direita política.

Divergências na abordagem pastoral

As diferenças de visão dentro do próprio meio católico também vieram à tona. No dia 23 de março de 2024, durante uma homilia, o padre Júlio Lancellotti, conhecido por sua ligação política com a esquerda e também ações sociais com moradores de rua, declarou: “Não adianta rezar o terço às 4 da manhã e depois chutar um morador de rua”.

Embora não tenha citado nomes, a fala foi interpretada como uma crítica indireta a práticas de espiritualidade desvinculadas da ação social.

Frei Gilson não respondeu publicamente à declaração, mas a divergência evidencia um debate interno sobre o papel da fé e da oração na ética cristã. Enquanto Lancellotti defende uma espiritualidade voltada para o cuidado com os marginalizados, frei Gilson enfatiza a conversão pessoal e a disciplina espiritual como fundamentos para a caridade.

A análise de estudiosos e lideranças cristãs

Segundo o teólogo Rodolfo Capler, a oração, dentro da tradição cristã, sempre foi compreendida como um meio de transformação pessoal que conduz à prática do bem: “O problema não está na oração em si, mas no que ela gera ou deveria gerar na vida do fiel”, afirmou Capler em entrevista.

Para Capler, frei Gilson conseguiu alcançar um feito incomum: reunir católicos e evangélicos em torno de práticas devocionais comuns. Isso se deve, em parte, à linguagem musical adotada — que remete ao universo gospel — e ao estilo direto de pregação. “Muitos evangélicos se identificam com essa abordagem”, completou.

Já o empresário e comunicador Fábio Hertel, integrante da Missão Praia da Costa e apresentador do Tá Legado Podcast, avalia que a convergência entre católicos e evangélicos tem se ampliado em torno de valores como a defesa da vida, da família e da fé: “Prefiro enfatizar essas convergências do que acirrar as diferenças”, afirmou.

Hertel destaca a relevância da atuação digital do frei: “Se a praça agora é digital, é lá que devemos estar presentes com o Evangelho. E nisso o frei Gilson tem dado uma aula.”

Ele também aponta o desafio que pastores e líderes locais enfrentam diante da influência de figuras digitais: “Hoje eles concorrem com uma avalanche de vozes na internet”, observou, segundo a revista Comunhão.

Para Hertel, é fundamental que o cristão mantenha a centralidade da Bíblia como referência: “Se for seguir alguém nas redes, que seja alguém alinhado com os princípios bíblicos — e só depois de gastar tempo com a Palavra”.

Nova briga: Leonardo Sale vaza ligação com Elizeu Rodrigues

Um novo capítulo da rivalidade entre os pastores Leonardo Sale e Elizeu Rodrigues veio a público após a divulgação de uma conversa telefônica entre os dois, que havia sido realizada para aparar arestas do atrito que se estende há dois anos.

Nas redes sociais, o pregador neopentecostal compartilhou uma gravação que fez de uma ligação telefônica com o pastor assembleiano Elizeu Rodrigues. No vídeo, é possível ver que eles discutem declarações dadas pelo segundo a respeito de Sale em uma entrevista.

Elizeu diz que Deus deu a eles diferentes dons, já que ele foi chamado para pregar e ensinar, enquanto acredita que o dom de Sale seja o de cura e expulsão de demônios.

“Eu queria que você orasse juntamente comigo para que Deus criasse outro ponto, uma circunstância, para que tenhamos paz de um modo claro”, diz Elizeu na gravação vazada por Leonardo Sale.

“Diante de Deus, a minha esposa é testemunha: eu nunca te ataquei depois do Bom Samaritano. Nunca. Jamais”, acrescenta o pastor pentecostal.

Após o vazamento da ligação entre eles, Elizeu Rodrigues usou os Stories do Instagram para se posicionar. Citando trechos da carta do apóstolo Paulo a Tito, sugeriu que as tentativas de apaziguamento haviam se esgotado: “Tito 1.10: Porque há muitos desordenados, faladores, vãos e enganadores […] Aos quais convém tapar a boca; homens que transtornam casas inteiras ensinando o que não convém, por torpe ganância”.

Em seguida, acrescentou: “Tito 3.10: Ao homem herege, depois de uma admoestação e outra admoestação, evita-o”.

A página Assembleianos de Valor compartilhou o vídeo vazado por Leonardo Sale, e nos comentários um seguidor usou a Bíblia para aconselhar aos pregadores: “Um dia apóstolo Paulo deu um simples conselho para o jovem Timóteo, Timóteo foge dos falatório, evite conversa que não edifica”.

Novo capítulo na briga: Leonardo Sale vaza ligação com Elizeu Rodrigues
Publicações de Elizeu Rodrigues nos Stories

Duelo de titãs: Piper analisa visão de Jordan Peterson e diverge

O pastor e teólogo John Piper, fundador do ministério Desiring God, reagiu publicamente a uma declaração viral do psicólogo canadense Jordan Peterson, acerca do propósito da vida.

Em publicação feita no X (antigo Twitter), no dia 12 de novembro de 2024, Peterson afirmou que “a vida é sofrimento” e que “o propósito da vida não é ser feliz, mas encontrar algo que te sustente apesar do sofrimento”. A postagem alcançou 2,1 milhões de visualizações e recebeu 31 mil curtidas.

A frase provocou ampla repercussão nas redes e motivou um seguidor a pedir a Piper que comentasse o assunto. Em resposta, o pastor abordou o tema em um episódio recente de seu podcast, reconhecendo elementos verdadeiros na análise de Peterson, mas também apresentando uma perspectiva distinta fundamentada em sua teologia conhecida como Hedonismo Cristão.

Concordâncias iniciais

Piper iniciou seu comentário reconhecendo que a busca por prazeres superficiais é, de fato, infrutífera. Segundo ele, Peterson está “certo ao dizer que, para a maioria das pessoas, a felicidade é vivenciada como algo passageiro, superficial, imprevisível e impulsivo” quando tratada como um fim em si mesma.

O pastor também concordou com a ênfase no “significado profundo” como algo essencial para a vida humana. “Quero que as pessoas tenham vidas profundamente significativas. Então, amém, sim”, declarou Piper, conforme informado pelo The Christian Post.

Felicidade como propósito legítimo

Apesar dos pontos de contato, Piper divergiu de Jordan Peterson quanto à exclusão da felicidade como propósito de vida. Em contraste com a proposta do psicólogo canadense de abandonar a ideia de felicidade, o teólogo argumentou que a verdadeira felicidade, quando “enraizada em Deus”, é central para a existência humana e está profundamente conectada à glorificação divina.

“Tenho adotado uma estratégia diferente da de Jordan Peterson”, afirmou Piper, “na esperança de resgatar as pessoas da busca por uma felicidade passageira, imprevisível, impulsiva, superficial e (eu acrescentaria) que desonra a Deus, diminui a Cristo, ignora a Bíblia e condena”.

O Hedonismo Cristão

Com base nas Escrituras, Piper apresentou cinco razões que sustentam sua defesa da alegria em Deus como o propósito essencial da vida cristã:

  1. A criação como expressão da glória de Deus

    Piper afirmou que “a criação é o transbordamento da exuberância de Deus em ser Deus”, ou seja, o universo foi criado para exibir a grandeza, a beleza e o valor supremo de Deus.

  2. A humanidade feita à imagem de Deus

    Citando Gênesis 1:27, Piper relembrou que os seres humanos foram criados para refletir essa glória. “É para isso que servem as imagens; elas refletem aquilo de que são imagens”, explicou.

  3. A realidade do pecado e do sofrimento

    O pastor reconheceu que o propósito original foi comprometido pela queda. “A humanidade se afastou e se tornou inimiga de Deus”, afirmou, ressaltando que ninguém cumpre perfeitamente o propósito divino.

  4. A alegria em Deus como expressão máxima de adoração

    Reforçando sua teologia do Hedonismo Cristão, Piper afirmou que “ser extremamente feliz em Deus […] é essencial para glorificar a Deus e mostrar que Ele é extremamente valioso”. Essa alegria, segundo ele, torna-se ainda mais significativa quando vivida em meio ao sofrimento.

    “Se conseguirmos manter uma felicidade profunda e inabalável em Deus em meio ao sofrimento, O faremos parecer tão precioso quanto Ele realmente é”, declarou.

  5. O mandamento bíblico da alegria

    Por fim, Piper destacou que a busca por alegria em Deus não é uma sugestão opcional, mas uma ordem bíblica. “Felicidade, alegria, prazer — não são opcionais para o cristão”, afirmou, citando textos como Salmo 16:11: “Na tua presença [ó Deus] há plenitude de alegria; à tua direita, delícias perpetuamente”.

Considerações finais

Ao contrário de Peterson, que associa o propósito da vida à superação do sofrimento por meio do significado, Piper defende que a verdadeira felicidade em Deus não está em contradição com o sofrimento, mas é revelada e confirmada por ele.

Para o pastor, “desfrutar de Deus não é um subproduto de algo maior. É a essência da grandeza humana. É a essência da adoração”.

A interação entre as ideias de Peterson e Piper ilustra um debate contemporâneo sobre o sentido da vida, felicidade e dor, reunindo perspectivas da psicologia moderna e da teologia cristã reformada.

Life is suffering. The purpose of life is not to be happy, but to find something that sustains you in spite of suffering.

— Dr Jordan B Peterson (@jordanbpeterson) November 12, 2024

SBB testemunha: Centro Cultural da Bíblia chegará a Belém-PA

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Após um período de dois anos de buscas intensas, que envolveu a visita a aproximadamente 80 imóveis e o contato com mais de 50 corretores, a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) anunciou a aquisição do espaço que sediará o Centro Cultural da Bíblia na Região Norte.

A nova unidade está localizada na avenida Nazaré, principal via de Belém (PA), e será dedicada à promoção da cultura bíblica por meio de ações educativas e expositivas.

O novo espaço terá múltiplas finalidades. De acordo com a SBB, o local abrigará o Museu da Bíblia, que reunirá um dos maiores acervos bíblicos do mundo, com acesso aberto a igrejas, escolas, famílias e demais interessados. Além disso, a proposta é que o centro se torne um ambiente de convivência, com palestras, exposições temáticas, eventos interativos e ações educativas voltadas à população local e visitantes.

A entrega simbólica das chaves ocorreu recentemente e foi recebida pelo pastor Adriano Casanova, secretário regional da SBB em Belém. Segundo ele, a aquisição representa a concretização de um projeto antigo da entidade, que até então atuava em imóveis alugados na capital paraense.

É parte de um sonho realizado. Depois de mais de 60 anos de aluguel, agora temos nosso próprio espaço: amplo, bem localizado, na principal avenida de Belém”, declarou o pastor, conforme informações da revista Comunhão.

Casanova também citou o Salmo 126.3 para resumir o sentimento da equipe: “De fato, o Senhor fez grandes coisas por nós, e por isso estamos alegres”.

Fundada em 1948, a Sociedade Bíblica do Brasil é uma entidade sem fins lucrativos que atua na tradução, produção e distribuição das Escrituras Sagradas em todo o país. O Centro Cultural da Bíblia em Belém se junta a outras iniciativas da organização, como o Museu da Bíblia em Barueri (SP), e busca ampliar o acesso à literatura bíblica, especialmente na Região Norte.

Segundo informações da entidade, nove das 12 parcelas da compra do imóvel já foram quitadas. A SBB segue mobilizando recursos junto a doadores, igrejas e parceiros para concluir o pagamento e viabilizar a inauguração completa do espaço, cuja data ainda não foi divulgada. O objetivo é consolidar o centro como um polo de cultura, fé e conhecimento na região amazônica.

Veja o que esse pastor fez para impedir que extremistas incendiassem igreja

Na noite de sábado, 05 de abril, dois homens não identificados tentaram incendiar uma igreja pentecostal na cidade de Phoolnagar, distrito de Kasur, na província de Punjab, no Paquistão. A tentativa foi frustrada pela ação rápida do pastor responsável pelo templo.

O pastor Tanveer Boota, da Igreja Pentecostal Bethaniya, informou que estava dormindo nos aposentos residenciais situados na propriedade da igreja, localizada na área de Gulshan Basti, na Colônia Musharraf, quando ouviu barulhos vindo do salão principal por volta da meia-noite. Ao investigar o som, notou uma luz acesa e avistou dois homens com os rostos cobertos dentro do prédio.

“Vi dois homens com o rosto coberto, e um deles estava ateando fogo na cortina da janela”, relatou o pastor. “Gritei com eles e corri para detê-los, mas eles escaparam pela entrada principal”.

O irmão do pastor, Usman Boota, que também dormia nas imediações, acordou com a confusão, correu até o local e conseguiu apagar o fogo, enquanto o pastor acionava a polícia.

De acordo com o relato, uma equipe policial liderada por oficiais superiores chegou pouco depois ao local. Durante a perícia inicial, os agentes encontraram uma garrafa com querosene e um pedaço de pau com um pano amarrado na ponta, artefato geralmente utilizado para iniciar incêndios.

O pastor afirmou que não havia recebido ameaças recentes, e que não existia histórico de tensão religiosa na área. Segundo ele, aproximadamente 500 famílias cristãs vivem na região, que conta com outras quatro igrejas pentecostais e uma igreja católica.

“Nunca enfrentamos qualquer hostilidade de nossos vizinhos muçulmanos”, disse Boota. “Ainda não consigo entender por que alguém iria querer incendiar nossa pequena igreja”, declarou, segundo informações do The Christian Post.

A igreja Bethaniya, composta por 16 famílias, foi fundada há dois anos. O pastor, de 40 anos, atua no ministério há oito anos e construiu a igreja em propriedade própria.

Durante o registro do incidente no Primeiro Relatório de Informações (FIR), documento usado pela polícia para iniciar investigações formais, foi incluída uma hipótese de tentativa de roubo. Segundo o pastor, essa versão não foi apresentada por ele: “Foi a polícia que espalhou os livros e papéis no carpete para dar a impressão de que o incidente foi uma tentativa frustrada de roubo”, afirmou.

Boota relatou que se reuniu com o chefe de polícia do distrito e outros oficiais, que teriam garantido uma investigação completa. A análise de impressões digitais encontradas no local está em andamento, conforme informado pelas autoridades locais.

“Somos extremamente gratos a Deus por ter salvado nossa igreja e residência do incêndio”, declarou o pastor. “Confiamos que as autoridades garantirão que quem estiver por trás deste ato criminoso seja levado à justiça para que nenhum outro criminoso tente perturbar a harmonia religiosa em nossa região.”

Contexto regional

O incidente ocorre menos de seis meses após um caso semelhante na cidade de Lahore, também na província de Punjab. Em novembro de 2023, um incêndio destruiu parte de uma Igreja Presbiteriana, incluindo o altar, dois aparelhos de ar-condicionado, móveis e um armário contendo Bíblias e livros cristãos.

Na ocasião, suspeitou-se de motivação religiosa. No entanto, a investigação policial concluiu que o responsável foi um membro da própria congregação, que ocupava o cargo de tesoureiro e teria tentado remover o pastor do cargo. Segundo a polícia, o suspeito chegou a enviar uma carta de ameaça em nome de um grupo islâmico e, não obtendo êxito, decidiu incendiar o prédio para atribuir a culpa a extremistas.

O Paquistão, país com mais de 96% da população muçulmana, figura atualmente na 8ª posição da Lista Mundial de Perseguição 2025 da Missão Portas Abertas, que identifica os locais com maiores índices de perseguição a cristãos.

Pastor que teve vídeo pessoal vazado toma decisão sobre cargos

O pastor Riter José Marques de Souza renunciou ao cargo de quinto secretário da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) nesta semana, antes mesmo de ser oficialmente empossado. A decisão foi tomada após a divulgação de um vídeo pessoal e outras fotos.

Os materiais vazados começaram a circular em redes sociais e grupos ligados à igreja. Segundo informações divulgadas pelo site Fuxico Gospel, as imagens teriam sido enviadas pelo próprio pastor a uma mulher cuja identidade não foi revelada.

Embora tenha negado o suposto envio a uma terceira, a repercussão do caso levou Riter a apresentar uma carta de renúncia preventiva, na qual afirma que a decisão busca preservar a liderança nacional da denominação.

Na carta, o pastor justificou sua saída como “um gesto de responsabilidade com a igreja”, afirmando que a renúncia visa evitar que o episódio cause “embaraço à gestão da convenção geral”.

Além de se afastar da CGADB, Riter também deixou a presidência da Convenção de Ministros e Igrejas Evangélicas da Assembleia de Deus no Estado do Pará (Comieadepa). A informação foi publicada pelo portal JM Notícia. O cargo será assumido interinamente pelo pastor Océlio Nauar de Araújo.

Em nota oficial, a Comieadepa classificou o vazamento das imagens como um “ato criminoso” e alegou que o conteúdo teria sido manipulado.

O comunicado também destacou que o episódio afetou emocionalmente o pastor Riter e sua esposa. Até o momento, não há confirmação sobre a identidade da destinatária das imagens. A CGADB ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso.

ChatGPT: vídeo mostra resposta sobre a única religião verdadeira

Durante uma interação com um influenciador digital, o modelo de linguagem ChatGPT foi questionado sobre qual religião seria, em sua avaliação, a mais provável de ser verdadeira. A resposta, dada em uma palavra, foi: “Cristianismo”.

Ao ser solicitado a justificar, a inteligência artificial afirmou basear-se em “evidências históricas, profecias cumpridas e na vida e ressurreição de Jesus”. Em seguida, acrescentou: “a consistência e coerência de seus ensinamentos e o impacto transformador na vida das pessoas”.

A breve troca de mensagens foi registrada e divulgada em plataformas sociais. Abaixo, o trecho da conversa:

ChatGPT, de todas as religiões do mundo, qual você acha que é a mais provável de ser verdadeira? Responda com apenas uma palavra, por favor.

Cristianismo.

Por que você diz isso?

Baseado em evidências históricas, profecias cumpridas e na vida e ressurreição de Jesus.

Alguma outra razão?

A consistência e coerência de seus ensinamentos e o impacto transformador na vida das pessoas.

Muito obrigado, ChatGPT.

A interação gerou reações distintas entre usuários de diferentes tradições religiosas e especialistas em ética digital, especialmente por envolver uma afirmação considerada sensível, vinda de um sistema de inteligência artificial que, segundo seus desenvolvedores, não possui crenças, consciência ou opiniões próprias.

IA em contextos religiosos

O uso de inteligência artificial em ambientes religiosos tem se expandido globalmente. Em Poznan, na Polônia, uma capela moderna incorporou um programa de IA para responder a dúvidas sobre o catolicismo. Os visitantes fazem perguntas por meio de um terminal eletrônico e recebem respostas diretas e doutrinariamente alinhadas com os ensinamentos da Igreja.

Na Finlândia, uma igreja luterana testou, em 2023, um culto quase inteiramente produzido por inteligência artificial. A IA foi responsável pela elaboração do sermão, escolha dos hinos e estrutura litúrgica. Embora a iniciativa tenha sido considerada inovadora, fiéis relataram a ausência de conexão emocional e empatia, fatores normalmente associados à experiência religiosa presencial.

Nos Estados Unidos, o uso da IA em práticas pastorais também tem gerado debates. O reverendo Colin Bossen, líder da Primeira Igreja Universalista de Houston, no Texas, utilizou o ChatGPT para redigir partes de um sermão.

Em entrevista posterior, destacou: “A IA pode ajudar a organizar ideias, mas não substitui a experiência pastoral nem a orientação espiritual que o ser humano oferece”.

Reações e reflexões teológicas

Dentro da comunidade cristã, as reações são variadas. Alguns líderes enxergam a IA como ferramenta útil na divulgação da fé e no apoio à formação bíblica. Outros alertam para os riscos de se delegar à máquina tarefas que envolvem discernimento espiritual, aconselhamento ou ministração litúrgica.

“É importante manter a centralidade do ser humano na experiência de fé”, afirmou a pastora Elizabeth Reeser, do Sínodo Evangélico da Pensilvânia: “As tecnologias devem ser complementares, e não substitutivas da comunhão e da escuta pessoal.”

O teólogo e professor de ética digital Michael Hanley observa que o uso da IA em contextos religiosos exige critérios claros: “Estamos lidando com algoritmos que organizam dados, não com entidades capazes de compreender transcendência. É preciso cuidado para que a fé não seja reduzida a informação computacional”, declarou, conforme informações da revista Comunhão.

Fé, tecnologia e discernimento

A resposta dada pelo ChatGPT, indicando o cristianismo como a religião “mais provável” de ser verdadeira, reflete padrões presentes nos dados utilizados para seu treinamento, que incluem textos religiosos, acadêmicos e culturais predominantemente ocidentais. O próprio sistema reconhece não possuir consciência ou crença, operando unicamente com base em probabilidades linguísticas.

A crescente presença da inteligência artificial na esfera religiosa levanta, portanto, questões fundamentais sobre a relação entre fé, linguagem e tecnologia. Para estudiosos e líderes religiosos, o desafio está em discernir como essas ferramentas podem contribuir para a espiritualidade sem comprometer os princípios essenciais da fé vivida e relacional.

A discussão permanece aberta. Segundo especialistas, o avanço da tecnologia exigirá diálogo contínuo entre teólogos, programadores e comunidades de fé: “Devemos perguntar constantemente: o que é essencialmente humano na experiência religiosa?”, concluiu Hanley.

Vídeo: bandido desiste de assalto ao ver o que vítimas carregavam

Um assalto à mão armada em São Paulo foi impedido de maneira curiosa: três amigos que voltavam do culto não precisaram reagir aos assaltantes, porque ao verem que se tratavam de evangélicos, os criminosos desistiram do roubo.

O caso foi registrado no bairro do Capão Redondo, na periferia da zona sul da capital paulista, uma região com altos índices de violência. Câmeras de segurança flagraram o momento em que o assalto é anunciado por dois criminosos numa motocicleta.

Quando o garupa desceu, com a arma em punho, cobrando que os três amigos levantassem as blusas para mostrar que não estavam armados, notou que todos seguravam seus exemplares da Bíblia Sagrada.

Ao ver a Bíblia na mão das vítimas, o garupa desistiu do assalto, subindo na moto para fugir do local. O vídeo circulou nas redes sociais e repercutiu também no telejornal policial Cidade Alerta, da RecordTV.

Uma das vítimas, identificado como Renato, contou que é cunhado do cantor gospel Ton Carfi e concedeu um depoimento ao apresentador Reinaldo Gottino: “Escapamos desse susto. Estávamos voltando da igreja, eu e minha família, e esse casal de amigos, Michel e Lidiane. Minha esposa, nesse exato momento, tinha subido com a minha filha para dentro de casa, e os filhos deles entraram para a casa deles”.

“Por um descuido, os motoqueiros vieram por trás, já anunciando o assalto, pedindo para a gente levantar a camiseta, mostrar que não estávamos armados. Nesse momento, eu acredito por uma luz divina, eu mostrei a Bíblia e falei que estávamos voltando da igreja”, acrescentou, explicando o diálogo que a gravação não mostra em detalhes.

Nos comentários da publicação, usuários do Instagram expressaram alegria com o desfecho: “A arma do cristão é a sua espada de fogo. Glória a Deus”, escreveu uma internauta.

“Os anjos do Senhor acampam ao redor dos que os temem e os livram”, escreveu outro, parafraseando o Salmo 37.

Momento de oração em escolas: veja detalhe da lei aprovada

No dia 2 de abril de 2025, a Câmara Municipal de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, aprovou um projeto de lei que institui um momento de oração do Pai Nosso nas escolas públicas e privadas do município.

A proposta foi apresentada pelo presidente da Câmara, vereador Luciano Julião (PL), e recebeu 18 votos favoráveis e 4 contrários.

Segundo o texto aprovado, o momento de oração deverá ser realizado pelo menos uma vez por semana durante o período letivo. A participação dos estudantes, no entanto, não será obrigatória.

O projeto estabelece que os alunos que optarem por não participar poderão ser dispensados, desde que apresentem, no início do ano letivo, uma declaração assinada pelos responsáveis legais.

A proposta segue agora para a sanção do prefeito Coronel Fábio Cândido (PL), que, por meio de publicação em sua conta no Instagram, anunciou que sancionará a medida. “Vamos sancionar esse importante projeto que reforça valores”, escreveu o prefeito na rede social.

Em justificativa à proposta, o vereador Luciano Julião afirmou que o objetivo é “promover valores essenciais para a formação moral e ética dos estudantes”. Ainda segundo o texto do projeto, caberá a cada instituição de ensino definir o dia e o horário da oração, de acordo com a organização e rotina interna de cada escola.

A redação da lei também defende que a prática da oração pode “contribuir para o desenvolvimento espiritual dos alunos, promovendo momentos de reflexão e introspecção”. O texto acrescenta que a iniciativa pode estimular a “integração entre alunos e professores, ressaltando a importância da amizade, respeito, solidariedade e união”.

A medida gerou reações diversas no plenário. Parlamentares contrários à proposta questionaram a inserção de práticas religiosas em instituições de ensino, especialmente em um contexto de diversidade cultural e confessional. A Câmara, no entanto, não divulgou oficialmente os nomes dos vereadores que votaram contra o projeto.

Até o momento, não houve manifestação oficial do Ministério Público ou de entidades ligadas à educação e aos direitos civis sobre o conteúdo da proposta. A sanção ou veto do Executivo municipal deverá ocorrer nos próximos dias, de acordo com a revista Comunhão.