Saiba por quê família culpa a fé cristã pela morte do ator Val Kilmer

A morte do ator Val Kilmer, aos 65 anos, em 1º de abril, reacendeu o debate sobre os limites entre fé e medicina. A família do ator veio a público com críticas ao cristianismo após seu falecimento.

Conhecido por papéis marcantes em filmes como Top Gun e Batman Eternamente, Kilmer enfrentava um câncer na garganta. Após sua morte, familiares do artista atribuíram parte da responsabilidade à Igreja da Ciência Cristã — grupo religioso ao qual ele era vinculado — por desencorajar tratamentos médicos tradicionais em favor da cura exclusivamente por meio da fé.

Em 2017, Val Kilmer chegou a conceder entrevista anunciando a cura de seu câncer através das orações: “Estou muito grato por todas as orações e bons pensamentos de todo o mundo. As pessoas que sabem que sou um cientista cristão fazem a suposição de que de alguma forma me ameacei. Mas muitas pessoas foram curadas por oração durante toda a história. E muitas pessoas morreram por qualquer coisa que fosse a medicina moderna”, contou o ator na ocasião.

Diferente da Cientologia, seguida por Tom Cruise, a Igreja da Ciência Cristã prega que a oração e a confiança em Deus são suficientes para a cura de enfermidades. Segundo os familiares, essa orientação teria influenciado negativamente as decisões de Kilmer sobre seu tratamento.

O caso provocou questionamentos públicos: é possível abrir mão da medicina por motivos religiosos? Fé e ciência podem atuar juntas no processo de cura?

‘Fé e ciência são aliadas’, diz médica cristã

Para a médica Willânia Cristine Damm Lourenço, cirurgiã geral e pediátrica, a resposta está na integração. Cristã evangélica, ela participa ativamente de sua igreja e acredita que a fé não entra em conflito com o conhecimento científico, mas o complementa.

“Como seres racionais que somos, nos movemos em direção à ciência. Mas a fé intensifica a sensação de plenitude. Além disso, quando a ciência chega ao limite, a fé permanece lá, se não para complementar a cura, ao menos para trazer conforto e esperança”, afirmou, em entrevista à revista Comunhão.

Citando o livro de Provérbios 2:6 — “Porque o Senhor é quem dá sabedoria; da sua boca procedem o conhecimento e o discernimento” —, a médica argumenta que a sabedoria científica é um dom divino.

“Renunciar à medicina em prol exclusivo da fé é renegar algo dado por Deus. Não usar os recursos oferecidos por Ele é uma fé cega, e não é isso que Ele deseja de nós”, ressaltou.

Segundo a doutora, a fé também desempenha um papel emocional importante no enfrentamento das doenças: “Uma pessoa motivada, confiante, está mais próxima de um equilíbrio entre corpo e mente do que alguém desesperançado. E quanto maior esse equilíbrio, melhor a resposta imunológica corporal”, afirmou.

Willânia relatou ainda que a oração está presente em sua rotina médica:

“Oro sempre, inclusive antes das cirurgias. E como cirurgiã, vendo a anatomia e a fisiologia humana de perto, não consigo acreditar que algo tão perfeito não tenha uma mente criadora brilhante”, disse.

Pastor faz alerta

Para o pastor Josué Ebenézer de Sousa Soares, da Comunidade Batista Atos 2, de Nova Friburgo (RJ), o conflito entre ciência e fé tem raízes históricas. Ele lembra que até o século XVII havia uma forte presença da igreja no sistema político e educacional, o que provocava tensões com os cientistas da época.

“A fé era praticamente imposta, o que desagradava em muito os homens da ciência. Uma agravante era que o ensino e as bibliotecas estavam ligados à igreja, o que restringia e condicionava o pensar”, explicou. Com o surgimento do Iluminismo, que passou a valorizar apenas o que fosse comprovado empiricamente, iniciou-se, segundo o pastor, um processo de rejeição das ideias religiosas.

Josué Ebenézer acredita que a atual distância entre fé e academia é fruto dessas ideias iluministas. “As ideologias ateístas dominantes hoje querem erradicar a herança judaico-cristã da sociedade. Tarefa impossível, pois o que o mundo ocidental é, decorre, em grande parte, dessa tradição”, afirmou.

Sobre a relação entre fé e ciência na prática médica, o pastor é enfático: abandonar os tratamentos convencionais pode ser fatal. Ele contou o caso de uma jovem que, ao ouvir de um líder religioso que estava curada, suspendeu a medicação. Um mês depois, veio a óbito.

“Deus age de diversas maneiras. Ele é o criador e o dono da inteligência, que distribuiu ao ser humano exatamente para ser usada. Infelizmente, existe uma pseudoespiritualidade que procura desconstruir a medicina. Isso é um atraso. Quem segue por este caminho corre sérios riscos”, alertou.

Ainda assim, o pastor defende o papel da fé no processo de cura: “A fé é fundamental para a saúde do corpo. Isto está comprovado cientificamente. A fé e a oração são auxiliares da medicina no processo de cura”, afirmou, concluindo com a citação bíblica de Tiago: “A oração do justo pode muito em seus efeitos”.

Ludmilla ora no monte: pastora relata episódio com funkeira; Veja

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A pastora Adriana Pereira, conhecida como “pastora dos famosos”, concedeu entrevista a um podcast e contou como recebeu esse apelido. Além disso, revelou detalhes da rotina da funkeira Ludmilla nas atividades de sua igreja.

Líder da Casa de Oração, ela tem uma relação muito próxima da cantora Ludmilla que, segundo ela, tem a vida espiritual cuidada pela pastora. Ao longo do programa, a líder religiosa reforçou que, apesar de não ser convertida ainda, a funkeira é aberta a ouvir o Evangelho.

Em seu perfil no Instagram, Adriana Pereira exibe várias fotos ao lado de Ludmila, na maioria das vezes chamando-a de “filha”.

Em 2024, a cantora Ludmilla fez um anúncio que dividiu opiniões nas redes sociais, ao informar que havia comprado “uma igreja”. A celebridade, que é homossexual e mantém um relacionamento estável com Bruna Gonçalves, fez o comunicado através dos seus perfis.

“Eu estou tão feliz que eu consegui comprar uma igreja pro meu Deus. Pastora Adriana Pereira vai macetar. A igreja fica no Recreio dos Bandeirantes”, postou a artista, que já fez críticas à doutrina cristã, apesar de afirmar sua fé em Jesus Cristo.

Na entrevista ao PodCrê, Adriana também compartilhou testemunhos vividos por ela e sua família. Conhecida por supostamente receber revelações de Deus, ela contou que engravidou de seu filho caçula após 18 anos tendo as trompas ligadas.

O nascimento do menino é descrito como um verdadeiro milagre, pois, de acordo com a religiosa, ele chegou a morrer, foi reanimado e ficou internado por um tempo. Hoje, o garotinho tem 3 anos de idade e é saudável.

Adriana também detalhou como suas atividades religiosas começaram e como ele tem crescido. Atualmente, a pastora tem mais de cinco igrejas espalhadas pelo Rio de Janeiro e é comprometida em estar presencialmente em todas elas.

‘Consegui comprar uma igreja’, diz funkeira Ludmilla

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JOCUM é acusada de praticar ‘abusos’ contra ex-missionários

A organização missionária Jovens Com Uma Missão (JOCUM), declarou estar “profundamente arrependida” após a publicação de uma reportagem que reuniu relatos de ex-integrantes sobre episódios de abuso espiritual, controle excessivo e práticas coercitivas em treinamentos da instituição.

O material jornalístico publicado pelo jornal britânico The Observer no domingo, 06 de abril, foi baseado em depoimentos de 21 ex-missionários e membros atuais, com experiências acumuladas ao longo de 20 anos em 18 países.

Entre os relatos, destacam-se pressões psicológicas, sessões públicas de confissão, práticas de “cura” espiritual e controle de condutas pessoais.

Uma ex-integrante da entidade conhecida internacionalmente como Youth With A Mission (YWAM) afirmou que o treinamento de liderança pelo qual passou foi “bastante controlador” e mencionou ter sido desestimulada a comparecer ao funeral de sua avó porque a cerimônia coincidia com um culto.

Outros entrevistados disseram ter participado de sessões públicas de arrependimento, onde eram levados a confessar “pecados” ou pensamentos considerados imorais, como atividade sexual fora do casamento heterossexual ou pensamentos homossexuais.

“Nós ‘expulsamos’ todos os demônios e pecados e pedimos a Deus que os perdoasse e os curasse novamente”, afirmou um ex-missionário à reportagem. As chamadas “noites do testemunho” foram descritas por alguns como catárticas, enquanto outros relataram terem se sentido pressionados a expor pensamentos íntimos em público.

Houve ainda menções a episódios de vergonha induzida, especialmente em relação ao uso de aplicativos de namoro cristão ou ao vestuário feminino. De acordo com os relatos, tais comportamentos eram frequentemente repreendidos por líderes da organização, gerando sentimento de culpa e exclusão.

Em resposta oficial à publicação, a JOCUM afirmou:

“Lamentamos profundamente qualquer um que tenha sofrido danos enquanto fazia parte da YWAM. Ninguém deve sofrer abuso espiritual, coerção ou sofrimento psicológico em uma comunidade baseada na fé”.

A organização declarou repudiar “práticas coercitivas ou humilhantes de grupo”, incluindo sessões de confissão pública. Segundo a nota:

“Embora a confissão pessoal seja parte da prática cristã, ela deve ser sempre voluntária e respeitosa. Qualquer prática que pressione indivíduos a revelar traumas ou envergonhá-los publicamente é errada”.

De acordo com o The Christian Post, a JOCUM também afirmou não tolerar rituais de cura que “prejudiquem ou estigmatizem” e disse que esses não têm lugar na atuação da JOCUM Inglaterra.

“Estamos tristes com os relatos de indivíduos que sentiram que sua identidade foi tratada como pecaminosa ou demoníaca, e estamos revisando como nossos ensinamentos são expressos para garantir que reflitam compaixão, verdade e amor”, concluiu o comunicado.

Fundada em 1960, a JOCUM é uma das maiores organizações missionárias evangélicas do mundo, com presença em mais de 180 países e foco em treinamento de jovens, evangelismo e ações humanitárias.

Diretora que cancelou Páscoa não esperava reação dos cristãos

Cerca de 50 pessoas se reuniram do lado de fora de uma escola no sul da Inglaterra, na sexta-feira, 04 de abril, em protesto contra a decisão da escola de cancelar o tradicional desfile de chapéus de Páscoa e o culto religioso associado à data.

Os manifestantes, ligados à igreja Living Word Church, acusaram a administração escolar de marginalizar o cristianismo.

A manifestação foi motivada por uma carta enviada pela diretora da escola, Stephanie Mander, aos pais dos alunos, informando que, neste ano, a celebração da Páscoa ocorreria apenas por meio de aulas temáticas em sala e atividades de artesanato, excluindo os eventos religiosos costumeiros. Segundo o jornal The Telegraph, a diretora justificou a decisão como uma tentativa de promover um ambiente escolar “inclusivo”, que respeite as diferentes crenças dos estudantes.

Durante o protesto, manifestantes ergueram bandeiras da Inglaterra com frases religiosas como “Jesus: o caminho, a verdade, a vida” e “Jesus é rei”, além de uma faixa com os dizeres: “A diretora Stephanie Mander quer cancelar a Páscoa — vamos cancelá-la!”. O grupo distribuiu ovos de chocolate às crianças e encerrou o ato com uma oração em grupo pouco antes das 15h15, horário do fim das aulas.

O reverendo Chris Wickland, da Living Word Church, afirmou à GB News que a manifestação não visava causar tumulto, mas expressar descontentamento com o que considerou ser uma exclusão das tradições cristãs nas escolas. “Estamos aqui pacificamente. É sobre manter viva a nossa fé e tradição”, declarou.

Também presente ao protesto, o líder do partido Ukip, Nick Tenconi, leu a carta da diretora em um alto-falante e criticou a medida. Segundo ele, a decisão buscava “cumprir critérios de diversidade e garantir financiamento extra, à custa da tradição cristã”.

Entre os manifestantes, Marie Pigney, avó residente em Titchfield, destacou a importância do cristianismo como base moral e educativa. Rob Owen, outro participante, argumentou que preservar as tradições pascais era essencial para manter a identidade cultural britânica.

Em contrapartida, um pequeno grupo de cerca de 10 pais se posicionou próximo aos portões da escola em apoio à decisão da diretora, argumentando que o protesto poderia fomentar divisão e desentendimento entre os alunos. Um pai, que optou por não se identificar, declarou à imprensa que o cancelamento do desfile de chapéus também levava em consideração as dificuldades financeiras enfrentadas por algumas famílias. Segundo ele, a escola buscava equilibrar diversidade de crenças e realidades econômicas.

Críticas à decisão da escola circularam nas redes sociais nos dias anteriores, sendo descritas por internautas como “vergonhosas” e “caóticas”. Em resposta, Stephanie Mander reafirmou seu compromisso com a inclusão e a diversidade.

“Reconhecemos que algumas famílias ficaram desapontadas, mas estamos buscando formas alternativas de celebrar essa temporada de maneira respeitosa e acolhedora para todos”, escreveu.

A presença da polícia foi constante durante o protesto. Equipes do policiamento de bairro e de ligação com manifestantes acompanharam o ato, que transcorreu de forma pacífica. A polícia de Hampshire informou que não houve incidentes ou detenções.

A Norwood Primary School atende crianças entre 4 e 11 anos na região de Eastleigh, em Hampshire. Nos anos anteriores, o desfile de chapéus de Páscoa e o culto religioso faziam parte do calendário tradicional da escola.

A diretora ainda não confirmou se esses eventos poderão retornar nos próximos anos, segundo informações do portal The Christian Post.

Terremoto: cristãos montam hospital em meio ao caos em Mianmar

A organização cristã de caridade Samaritan’s Purse, sediada na Carolina do Norte, enviou um hospital de campanha de emergência a Mianmar após um terremoto de magnitude 7,7 atingir o país e partes da Tailândia na sexta-feira, 04 de abril.

O tremor causou devastação em larga escala, com mais de 2.700 mortos confirmados apenas em território birmanês.

A aeronave DC-8 da instituição decolou de Greensboro, Carolina do Norte, na segunda-feira, 07, com destino a Calgary, no Canadá, onde foi carregada com equipamentos hospitalares provenientes do escritório canadense da organização.

Além do hospital de campanha, a aeronave transportava suprimentos médicos e 28 especialistas em resposta a desastres, entre eles médicos e enfermeiros.

Em nota, Franklin Graham, presidente da Samaritan’s Purse, afirmou:

“Agora, as famílias estão de luto pela perda de entes queridos e muitas ficaram sem nada — dormindo ao relento, sob os elementos, enquanto os tremores secundários continuam. A Samaritan’s Purse está respondendo em nome de Jesus para trazer alívio aos que estão sofrendo”.

O hospital de campanha conta com duas salas de cirurgia, um pronto-socorro, enfermarias, farmácia e laboratório, projetados para atender a casos críticos de trauma, incluindo cirurgias, transfusões e administração de medicamentos essenciais. Equipes da Samaritan’s Purse nos escritórios do Vietnã e Camboja também foram mobilizadas para auxiliar na montagem das instalações no país asiático.

Segundo informações da agência Reuters, o líder militar Min Aung Hlaing relatou na terça-feira, 08, que o número de mortos chegou a 2.719, com 441 desaparecidos e mais de 4.000 feridos. As autoridades locais acreditam que o total de vítimas fatais poderá ultrapassar 3.000.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que o terremoto comprometeu gravemente a infraestrutura de saúde, sobrecarregando hospitais e centros médicos.

Na cidade de Mandalay, a segunda maior de Mianmar, milhares de moradores passaram as noites nas ruas, temendo novos tremores. O hospital geral local, com capacidade para mil leitos, precisou ser evacuado após sofrer danos estruturais. Três hospitais foram completamente destruídos e outros 22 sofreram danos parciais, de acordo com a OMS. Muitos pacientes estão sendo atendidos ao ar livre.

Relatos da Associated Press indicam que o odor de corpos em decomposição tomou as ruas de Mandalay no domingo, enquanto voluntários e moradores procuravam sobreviventes entre os escombros. Em um mosteiro local, onde 270 monges participavam de um exame durante o terremoto, 50 foram encontrados mortos, 150 estão desaparecidos e 70 conseguiram escapar.

A catástrofe atingiu também a Tailândia, onde o desabamento de um canteiro de obras em Bangkok resultou na morte de pelo menos 12 pessoas. Autoridades tailandesas abriram investigação sobre o caso, e aumentaram as críticas à resposta emergencial do governo, com apelos por melhoria nos sistemas de alerta público.

O Ministério da Saúde de Mianmar solicitou ajuda internacional diante da incapacidade dos serviços locais de atender à demanda. Segundo a ONU, cerca de 20 milhões de pessoas já precisavam de assistência humanitária antes mesmo do terremoto, devido à instabilidade política e ao conflito armado que se intensificaram após o golpe militar de 2021. A organização lançou um apelo emergencial por US$ 8 milhões para apoiar operações de socorro.

Diversos países enviaram ajuda, incluindo China, Rússia, Índia, Tailândia e Malásia. Remessas adicionais da Samaritan’s Purse, com sistemas de filtragem de água, materiais para abrigos temporários, kits de higiene e lanternas, são esperadas nos próximos dias.

Enquanto os esforços de resposta humanitária avançam, grupos de resistência armada denunciaram a continuidade de ataques aéreos por parte do exército de Mianmar. A União Nacional Karen, um dos mais antigos grupos étnicos armados do país, cuja maioria dos membros é cristã, declarou no domingo, 06 de abril:

“A junta continua realizando ataques aéreos contra áreas civis, mesmo com a população sofrendo tremendamente com o terremoto.”

As operações da Samaritan’s Purse seguem em andamento com foco nas regiões mais afetadas, enquanto lideranças cristãs pedem orações pelos afetados e por aqueles que atuam nos resgates, segundo informações do The Christian Post.

Ator da Globo conta livramento de assédio na emissora; Assista


O ator Carlos Machado, que atuou em novelas da TV Globo, contou seu testemunho afirmando que Deus impediu que ele fosse assediado dentro da emissora, um assunto que acumula relatos de conduta abusiva por parte de diretores.

O vídeo de uma entrevista concedida por Carlos Machado viralizou nas redes sociais com seu testemunho de livramento: “Eu nunca fui assediado dentro da Rede Globo. Talvez – e é o que eu acredito – por livramento de Deus”, disse o ator, que também é empresário e dentista.

Em seu relato, ele afirma que na sua primeira oportunidade de atuar em uma novela da Globo, o escritor o convidou para um jantar que seria uma cilada, mas sua postura de fidelidade a Cristo desencorajou o predador sexual:

“Por exemplo: a primeira oportunidade que eu tive, e que eu iria ser assediado, por que eu não fui? O autor que me convidou para um jantar, o autor de uma novela, que eu fiz teste e passei, me convidou para um jantar. Resumindo bastante, eu fui nesse jantar e ele olhou uma aliança e falou ‘você é casado, eu não sabia’. Eu falei ‘não’. Eu não era casado na época. ‘Não sou casado não. Isso aqui é uma aliança de um compromisso na igreja. É um compromisso com Jesus. É como se eu fosse casado com Jesus’, falei para ele”, contou Carlos Machado.

O ator teve a oportunidade de confirmar que Deus o havia livrado, disse ele: “Depois de muitos meses eu acabei ficando amigo dele. Ele me contou que naquele dia ele ia me assediar, mas diante daquilo que eu falei não tinha como ele fazer algo assim. Você entende? Posicionamento pode te trazer livramento”, finalizou.

Vídeo de acidente mostra pastor preso em ferragens; Saiba mais

MARAGOGI (AL) — Três pessoas ficaram feridas após um grave acidente de trânsito registrado na manhã desta terça-feira, 08 de abril, na rodovia AL-101 Norte, no município de Maragogi, litoral norte de Alagoas.

Segundo informações da Polícia Militar, o veículo Mitsubishi Triton Sport, de cor prata, foi atingido por um Fiat Toro, de cor vermelha. Após a colisão, o Triton saiu da pista e colidiu contra um poste.

Duas das vítimas ficaram presas às ferragens, exigindo a atuação do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas. Os agentes utilizaram equipamentos de corte de ferragens para remover o teto e uma das portas do veículo prata, permitindo o resgate dos ocupantes.

Entre os feridos está o pastor Ednilson Barbosa, líder da Assembleia de Deus em Maragogi. As outras duas vítimas são mulheres que também estavam no veículo no momento do acidente. Segundo informações repassadas por familiares, os três foram socorridos e, após atendimento médico, já receberam alta.

Em publicação nas redes sociais, um irmão do pastor afirmou: “Sou irmão do Pastor Ednilson Barbosa, graças a Deus todos os ocupantes do veículo estão bem, os cuidados do Senhor alcançam aqueles que ele tem um plano aqui na terra. Toda honra e toda glória ao Senhor pelo seu grande amor.”

Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre a identidade do condutor do Fiat Toro nem as causas do acidente. A Polícia Militar e os órgãos competentes seguem acompanhando o caso.

Comentário feito no Instagram

Vídeo mostra Luciano Camargo cantando na Assembleia de Deus

O cantor Luciano Camargo, conhecido nacionalmente por sua trajetória na música sertaneja, ministrou o louvor durante um culto na Assembleia de Deus Paz no Vale, localizada na periferia de Guarulhos (SP).

A celebração foi marcada por momentos de devoção e pela apresentação da canção Vai Passar, conduzida pelo artista, que tem se dedicado cada vez mais à música gospel.

Durante sua participação no culto, Luciano compartilhou com os presentes e com seus seguidores nas redes sociais o sentimento que teve ao viver a experiência.

Tive a alegria de participar de um culto maravilhoso e quero agradecer a todos, de coração. Louvamos com muita fé e devoção! Que possamos continuar juntos nessa caminhada de amor e esperança”, escreveu o cantor em seu perfil no Instagram.

Luciano afirmou que cantar em igrejas era um desejo antigo, mas que hoje entende como parte de um plano divino. “Uma vez em uma entrevista, eu falei sobre a minha vontade de louvar em uma igreja. E não é que estava na agenda do Senhor?”, declarou. Ele também testemunhou sobre a transformação pessoal que vivenciou desde sua conversão: “Jesus faz muito mais do que a gente pede, muito mais do que a gente sonha”.

A atuação do cantor emocionou os presentes. Nos comentários da publicação, diversos seguidores relataram experiências espirituais relacionadas ao momento. “Depois que ouvi você cantando esse louvor pessoalmente, Deus tocou minha vida de uma forma tão grande que não tem como explicar os milagres que têm acontecido”, escreveu uma mulher. Outro internauta afirmou: “É nítido o que Jesus fez na sua vida, meu irmão”.

Testemunho e caminhada de fé

Em entrevista à revista Quem, Luciano Camargo relatou como sua fé influenciou diretamente sua carreira artística. Segundo ele, a decisão de cantar louvores públicos surgiu logo após sua conversão, ocorrida em 11 de junho de 2020.

Desde que me converti, senti vontade de cantar louvores na igreja. Neste ano, tive a oportunidade de liderar o louvor em um culto. Sou muito grato aos pastores da minha igreja, pois foram quatro anos até eu poder subir ao púlpito e conduzir o louvor com os irmãos. Ali, sou apenas o irmão que canta, mas, antes de tudo, sou um irmão em Cristo”, afirmou.

Luciano explicou ainda que entende seu chamado artístico como uma vocação espiritual. “Descobri que é mais que uma vontade minha, é uma missão dada por Deus. Eu quero levar a Palavra dele através da minha voz”.

Gospel e ações sociais

Após quatro anos de crescimento espiritual e aprofundamento no conhecimento bíblico, o cantor deu início a um novo projeto musical voltado exclusivamente à música cristã.

Em setembro de 2024, ele apresentou oficialmente seu projeto gospel em um culto na Igreja Batista Atitude, localizada na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Na ocasião, Luciano também participou de iniciativas evangelísticas e sociais promovidas pela igreja. Segundo ele, esse novo momento representa uma continuidade de sua caminhada cristã.

“Eu imergi na Palavra, conhecendo e entendendo essa Palavra. Me entregando cada vez mais a Cristo. E nesse ano, a gente resolveu que podemos profissionalizar também isso”, explicou.

A transição para o gospel representa, segundo suas palavras, a concretização de um chamado espiritual iniciado em 2020 e amadurecido ao longo dos anos. Desde então, Luciano Camargo tem dividido seu tempo entre compromissos musicais, ações sociais e ministério cristão, reafirmando sua disposição de servir por meio da música.

CCB: membro queima livro de Ricardo Pavanelli; Entenda o caso

Um membro da Congregação Cristã no Brasil (CCB) gravou um vídeo em que queima páginas do livro Meu Porto Seguro, um devocional escrito pelo ex-ancião da denominação, Ricardo Pavanelli.

O vídeo se tornou viral nas redes sociais, com muitas críticas e questionamentos sobre a postura do membro da CCB. Pavanelli, que publicou este ano seu primeiro livro, renunciou ao cargo de ancião da denominação e se tornou membro da Igreja Presbiteriana de Pinheiros.

“Hoje vemos a ação gloriosa, que Deus deu sabedoria para o Brás, para tirar esse irmão do ministério. ‘Ah, eu saí mas não estou falando mal de ninguém’. Nem precisava. Só pelas asneiras que você está falando”, diz o membro da CCB, identificado como Samuel José de Melo, criticando as declarações de Pavanelli após ter deixado a denominação.

Irritado, Melo queima o devocional em um fogão a lenha: “Aqui ficou o livro, que eu comprei. Está todo mundo falando ‘nossa, comprou o livro e não vai servir para nada’. Ah, vai. Claro que vai! O livro do irmão serve, serve para muita coisa. Está vendo?”, diz, sarcástico.

“Não é em vão o livro dele. Que beleza! É só para isso que serve esse livro, para mais nada. Queimar, queimar e queimar. Acabou”, finalizou.

O vídeo repercutiu nas redes sociais, e um teólogo presbiteriano comentou o episódio: “Isso demonstra ódio institucionalizado”, comentou Caio Modesto, pontuando que o “fanatismo denominacional” é uma característica preocupante.

“Essa atitude hostil demonstra um problema profundo: a idolatria da placa de igreja. A devoção não está mais centrada em Cristo, mas em uma instituição. O próprio devocional queimado tem edificado membros da própria CCB – um claro sinal de que Deus age fora das fronteiras denominacionais”, acrescentou Modesto.

Ex-ancião da CCB, Ricardo Pavanelli, é recebido como membro da Presbiteriana

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Retratação

Diante da repercussão amplamente negativa, Melo gravou uma retratação, negando que tivesse queimado páginas do livro de Pavanelli: “Recentemente foi feito um vídeo em um grupo fechado. Aliás, que eu defendo como sempre defendi (está nas minhas redes sociais) o irmão Ricardo Pavanelli, mas alguém postou e infelizmente teve uma repercussão muito grande. Está aqui o livro, inteiro. Olha, inteirinho. O livro não foi rasgado”, disse.

“Alguém postou de mau gosto, mas os vídeos que eu fiz defendendo, não, falando a verdade sobre o irmão Ricardo Pavanelli, infelizmente, ninguém comentou, ninguém repostou. Livro intacto, que eu comprei”, concluiu Melo.

Veja medidas tomadas por pastores diante de rumores de guerra

Com a guerra na Ucrânia entrando em seu terceiro ano, líderes da União Europeia alertaram que o continente deve se preparar para possíveis confrontos militares. Em março, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou: “Se a Europa quer evitar a guerra, a Europa deve se preparar para a guerra.”

O atual secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, ex-primeiro-ministro dos Países Baixos, reforçou a mensagem, pedindo que os europeus adotem uma “mentalidade de guerra”. Rutte advertiu que muitos países ainda não estão adequadamente preparados para uma ameaça direta da Rússia ou de outra potência.

Em resposta a esses alertas, o governo holandês recomendou aos cidadãos a montagem de um kit de emergência para 72 horas, incluindo suprimentos básicos e dinheiro em espécie, em caso de falhas nos sistemas digitais devido a ataques cibernéticos. Outras nações da UE seguiram com orientações semelhantes.

Diante deste cenário, líderes cristãos em diversos países da Europa têm se mobilizado para oferecer orientação pastoral, suporte prático e resiliência espiritual às suas comunidades.

Resposta teológica: “Haverá guerras e rumores de guerras”

Inspirado em Mateus 24:6, o CNE (Conselho Nacional de Evangelização) convocou líderes cristãos de toda a Europa a refletirem sobre o papel da igreja em tempos de incerteza. O Conselho de Igrejas Europeias (CEC), por sua vez, lançou a iniciativa Pathways to Peace, voltada à construção da paz na Ucrânia e à proteção de locais religiosos danificados.

Em um vídeo recente, o CEC questionou: “O que significa ser uma igreja em tempos de guerra?”, destacando ações concretas desenvolvidas na Ucrânia como parte do projeto.

Alemanha: “O medo é uma infecção do nosso tempo”

Na Alemanha, Frank Heinrich, ex-presidente da Aliança Evangélica e ex-deputado no Bundestag, reconhece o clima de insegurança. Ele afirmou: “O medo é uma infecção do nosso tempo. E o medo é algo que funciona muito bem”.

Heinrich lembrou a pandemia da Covid-19 como um momento em que o medo ultrapassou barreiras políticas, afetando também a vida das igrejas. Ele defende que, em tempos de crise, a igreja deve reforçar os valores do Evangelho, ajudando os mais vulneráveis e mantendo o foco no serviço ao próximo.

“Ajudar os mais fracos não é julgá-los, mas mostrar a vida de Jesus em nossas ações”, declarou o ex-pastor do Exército de Salvação. Para ele, essa é a essência da igreja.

Itália: “Queremos paz, mas não estamos envolvidos em mantê-la”

Na Itália, o teólogo e pastor Leonardo De Chirico, da igreja Breccia di Roma, observou que, embora o debate público aborde a possibilidade de guerra, não há sensação de ameaça imediata no país.

Ele afirmou: “Não estamos preparados para lidar com esse medo, pois não faz parte do nosso horizonte. Três gerações não passaram por uma guerra.”

De Chirico também apontou a resistência italiana ao aumento dos gastos militares, reflexo da derrota do país na Segunda Guerra Mundial. Ele afirmou que, em caso de conflito, os cristãos devem promover esperança e lembrar que a verdadeira segurança está além desta vida: “Sabemos que esta vida é passageira. A certeza que temos em Cristo é algo que tomamos como garantido”.

Suécia: preparação prática e espiritual

Na Suécia, o pastor Jonas Ahlforn von Beetzen, da Igreja da Suécia em Örebro, atua como instrutor da Agência de Defesa Sueca e é autor do livro “O livro de preparação do pastor preparador”. A obra, vendida em mais de 2 mil cópias, trata de sobrevivência prática e apoio espiritual em tempos de crise.

Desde 2013, após um ataque de simulação russo, von Beetzen ministra cursos sobre preparação para desastres. Com a guerra na Ucrânia em 2022, ele intensificou os treinamentos voltados a líderes cristãos.

“A igreja deve ser uma exceção à mentalidade individualista, promovendo a colaboração e a esperança”, disse. Ele alertou que, diante de uma crise, a resposta da igreja deve evitar a politização e buscar unidade: “A humanidade, em diferentes momentos, sempre esteve em guerra e continuará assim até o retorno de Cristo”.

Letônia: vigilância e apoio comunitário

Na Letônia, o pastor Martins Martinsons, da igreja Reformātu Pārdaugavas Draudze, em Riga, reconhece a possibilidade de conflito, embora a preocupação direta com a guerra ainda seja limitada entre os membros da congregação.

“Estamos prontos para reunir a congregação caso algo ruim aconteça”, afirmou. Segundo ele, as decisões pastorais são tomadas em conjunto, com ênfase na sustentação espiritual e ajuda material aos necessitados.

Martinsons relatou que sua igreja contribuiu ativamente com apoio à Ucrânia, incluindo envio de medicamentos, doações financeiras e capacetes para capelães na linha de frente.

De acordo com o CNE, ele enfatizou a importância de evitar a politização da crise: “Há espaço para desafiar aqueles que permanecem neutros. Precisamos ser graciosos. E todos somos irmãos e irmãs em Cristo”.