Estudo de Harvard: prática religiosa pode aumentar a longevidade

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Pesquisadores da Universidade de Harvard realizaram um estudo de longo prazo com mais de 70 mil pessoas, acompanhadas por 16 anos, sobre os efeitos da religiosidade na saúde e na longevidade.

O estudo foi publicado no Journal of American Medical Association (JAMA) e apresentado

Os resultados indicam que frequentar grupos religiosos pelo menos uma vez por semana pode reduzir a mortalidade geral em até 50%. Esse dado foi ajustado levando em consideração fatores como sexo e idade, o que garante a precisão da pesquisa.

Além de contribuir para a longevidade, a religiosidade está associada a menores índices de depressão, uma recuperação mais rápida de transtornos emocionais, redução no uso de substâncias ilícitas e uma diminuição nos casos de suicídio. Outro benefício identificado foi a melhoria na qualidade de vida e bem-estar geral dos participantes, destacando a importância da espiritualidade na promoção da saúde.

O professor Alexander Moreira Almeida, da Universidade Federal de Juiz de Fora, comentou que a conexão com o sagrado é uma característica presente em todas as culturas humanas.

Segundo ele, a ciência deve investigar este tema de forma imparcial, sem preconceitos. Almeida ressaltou que muitos estudos já confirmaram a relação entre religião e saúde, mas destacou que ainda há muito a ser explorado.

“Não podemos negar esse impacto, nem assumir que já temos todas as respostas”, afirmou o especialista durante o programa CNN Sinais Vitais, no sábado, 15 de março de 2025, defendendo a continuidade de pesquisas rigorosas sobre o assunto.

Dallas Jenkins sobre ‘The Chosen’: o trabalho é agradar a Deus

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Dallas Jenkins, diretor e criador da série The Chosen, compartilhou detalhes sobre a aguardada 5ª temporada, intitulada Última Ceia. Ele esteve no Brasil para a pré-estreia da nova temporada, que ocorreu em São Paulo, reunindo diversas personalidades do universo gospel.

Em entrevista, Jenkins revelou que a 5ª temporada será a mais emocional e desafiadora até agora, focando nos momentos finais da vida de Jesus e de seus discípulos:

A Última Ceia é um momento crucial na história cristã, e estamos nos esforçando para retratá-la com a máxima fidelidade e emoção”, afirmou o diretor.

Jenkins também abordou os desafios de adaptar uma história tão conhecida e amada por milhões de pessoas em todo o mundo: “A ideia é trazer contexto para essa história, tanto cultural, pela visão do povo judeu, quanto histórico, além de algumas liberdades artísticas necessárias para transformá-la em uma narrativa completa, com várias passagens que compõem a história”, explicou.

O diretor enfatizou ainda que não se preocupa com a forma como a série será recebida pelo público:

“Não me preocupo muito com a forma como a série vai atingir as pessoas. Esse não é o meu trabalho, é o trabalho de Deus. Minha ideia é como se eu estivesse trazendo os pães e os peixes que serão multiplicados por Ele nesse milagre. Então, toda a parte de fazer com que a série se expanda e atinja as pessoas é um trabalho de Deus”, afirmou Dallas Jenkins, conforme informações da revista Comunhão.

Otaviano Costa se emociona ao ouvir Bruna Karla cantar

Durante o programa Melhor da Noite, Otaviano Costa se emocionou ao ouvir a cantora Bruna Karla interpretar a canção A Casa é Sua. A música, que possui uma mensagem contundente, foi especialmente significativa para o apresentador, que compartilhou um relato íntimo de sua luta contra um aneurisma da aorta.

Emocionado, Otaviano revelou que, no ano anterior, esteve perto da morte devido ao aneurisma, e, naquele momento difícil, recorreu à fé em busca de força.

Ano passado, eu quase morri por conta do meu aneurisma da aorta. Naquele momento de transformação da minha vida, dediquei muito à minha fé, buscando em Deus a força para enfrentar o que estava por vir”, afirmou, na última quarta-feira, 19 de março.

O apresentador contou que a música A Casa é Sua foi uma presença constante em sua vida antes da cirurgia. “Eu nem sabia da existência deles [Casa Worship], até que alguém me disse: ‘Ouve essa música’. Na época, eu não sabia se era gospel, se era católica”, disse.

Ele também refletiu sobre o poder da música em sua recuperação, afirmando que o louvor o ajudou a superar os momentos de insegurança. “Esse é o poder da música: nos curar, nos emocionar, nos transformar”, celebrou.

Bruna Karla, por sua vez, reconheceu o valor do testemunho de Otaviano, destacando o impacto de sua experiência em compartilhar fé e força com os outros: “Você está vivo com esse propósito lindo de levar alegria aos corações, abrindo o seu programa para falar de Deus, para que outras pessoas que estejam passando pelo que você passou—por uma enfermidade ou um problema sério—possam dizer: ‘Essa casa é sua, fica comigo, me ajuda’”, declarou a cantora.

A cirurgia de Otaviano, realizada em julho de 2023, foi uma operação de alto risco. Durante o procedimento, que durou oito horas, os médicos interromperam a circulação sanguínea para poder tratar o aneurisma da aorta em estágio avançado.

“Tiveram que parar meu coração para mexer na aorta. Acordei só no dia seguinte, na UTI, entubado e com os pés e mãos amarrados. (…) Só conseguia pensar: ‘Eu estou vivo’”, relembrou, com gratidão pela segunda chance de vida.

Andressa Urach nega ter 'pomba-gira': 'Tenho o Espírito de Deus'

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Um corte de uma entrevista da ex-modelo Andressa Urach ao programa Superpop, da RedeTV!, mostra ela afirmando ter “o Espírito de Deus” mesmo sendo alguém, nas suas próprias palavras, “desprezível”.

O plano de abrir uma “igreja” no futuro que se mantenha com seus recursos para, supostamente, não coletar dízimos e ofertas, já havia sido anunciado em 2024 pela ex-modelo. Na esteira dessa ideia, Andressa Urach vem tecendo críticas a quem chama de “religiosos”.

“Quero futuramente abrir a minha igreja, ser pastora daqui a alguns anos, sem roubar dinheiro de ninguém, que isso fique claro. Porque o que eu recebi de graça eu vou dar de graça”, afirmou, em seguida fazendo piada com sua atual profissão.

Valendo-se do sarcasmo, disse que sua futura “igreja” não aceitará evangélicos: “É só para pecadores. Eu não quero religioso. Vocês já estão salvos, vocês já são separados, já são eleitos. Então, vocês não. Eu vim para salvar os pecadores”.

Ciente de sua própria imagem, Andressa Urach usou uma frase de 1 Coríntios 1 de maneira conveniente e isolada de contexto para justificar sua afronta: “Eu entendi que Deus me trouxe a esse mundo como se fosse uma última igreja, para salvar exatamente quem a religiosidade condena, que são as pessoas que para o mundo são desprezíveis. E Deus me escolheu sendo assim, desprezível. Ele escolheu as coisas loucas desse mundo”.

Por fim, negou sofrer qualquer possessão demoníaca: “Amo Jesus, sou completamente apaixonada. Quem fala que eu tenho uma ‘pomba-gira’ – respeito as religiões, mas eu não tenho –, eu tenho o Espírito de Deus em mim, o Espírito Santo, mesmo religioso falando coisas horríveis a meu respeito”.

Aldeia se entrega a Jesus após ouvir a Bíblia no próprio idioma

Missionários da Sociedade Bíblica compartilharam um testemunho sobre a transformação de uma aldeia na África após o contato com a Bíblia em sua língua materna. A comunidade, localizada em Togo, na África Ocidental, abandonou práticas de feitiçaria e passou a adotar a fé cristã.

De acordo com um missionário, “nos últimos dois anos, 78 pessoas se uniram para traduzir a Bíblia para o idioma Kabiye. Elas doaram milhares de libras para completar a tradução e garantir que toda a Escritura estivesse acessível aos falantes de Kabiye.”

A missão foi realizada em uma aldeia na região de Togo, onde a equipe conheceu o pastor Sylvain Panaesse, que tem liderado a Igreja Pentecostal Bafei há quatro anos. “Quando fui chamado para ser pastor, eu poderia ter ido para uma igreja em Lomé, a capital, mas senti que Deus me chamava para a área da floresta”, afirmou Sylvain.

Ao chegar à aldeia, o pastor encontrou apenas três membros na igreja, todos fazendeiros analfabetos, e ele próprio também não sabia ler em Kabiye. “Eles não tinham certeza sobre eu me tornar o pastor deles”, explicou. Determinado, Sylvain aprendeu a ler o Novo Testamento em Kabiye e começou a evangelizar a comunidade.

“O que fiz foi ir de casa em casa, convidando as pessoas para receber roupas e alimentos doados por igrejas da cidade”, contou. Os moradores puderam pegar os itens após o culto de domingo, no qual ouviam louvores e passagens bíblicas em Kabiye.

Um dos momentos mais impactantes ocorreu quando os fazendeiros ouviram pela primeira vez a parábola do semeador, e, ao escutá-la em sua língua materna, exclamaram: “Isso também está na nossa língua!”

O impacto foi significativo. “Quando o povo ouve a Bíblia em francês, eles dizem: ‘Esse não é o meu Deus. Ele é um estrangeiro’. Mas, quando eles ouvem o Novo Testamento em Kabiye, eles dizem: ‘Ah, Jesus é Kabiye!’”, compartilhou o pastor.

Crescimento da Igreja

Atualmente, a igreja de Sylvain conta com 130 membros, incluindo entre 60 e 80 crianças. O povo Kabiye, que historicamente segue práticas animistas, tem experimentado grandes mudanças.

“Antes, eles bebiam muito álcool e, quando enfrentavam problemas, recorriam aos feiticeiros. Agora, estão deixando de beber e, quando têm dificuldades, nos reunimos para orar”, disse o pastor.

Sylvain acredita que a tradução do Novo Testamento para Kabiye foi a chave para o crescimento da igreja. “Agora, precisamos da Bíblia inteira em Kabiye”, afirmou.

Recentemente, os apoiadores da Sociedade Bíblica tornaram possível a tradução completa da Bíblia Kabiye, incluindo o Antigo Testamento, que foi finalizado e será publicado em breve. Essa tradução é vista como um marco para a comunidade, que agora tem acesso total à Escritura em sua língua nativa.

Justiça de SP autoriza aborto em casos de retirada de preservativo

O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que o Centro de Referência da Saúde da Mulher realize interrupção da gravidez, ou seja, aborto, nos casos de gestação resultante da retirada de preservativo sem consentimento durante o ato sexual.

Na decisão, a juíza Luiza Barros Verotti apontou que há indícios de que o hospital estadual, situado na capital paulista, tem recusado a realização do aborto nessas situações.

A prática de retirar o preservativo sem o consentimento da mulher durante o ato sexual, conhecida como “stealthing”, foi considerada crime pelo Código Penal desde 2009. Para a magistrada, essa ação é equiparada ao estupro, o que, em sua visão, justifica a possibilidade de aborto nesses casos.

“A analogia é compreendida pela aplicação da norma legal a um caso semelhante não previsto explicitamente em lei, podendo ser utilizada nesta situação”, explicou a juíza.

A medida, segundo o G1, gerou controvérsia após uma ação popular movida pela Bancada Feminista do PSOL, por meio de seus representantes na Câmara Municipal e na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

Em nota à Globo News, a Secretaria Estadual da Saúde informou que “não foi notificada da decisão e, assim que isso ocorrer, cumprirá integralmente os termos da liminar”.

Críticas

A senadora Damares Alves, conhecida por sua atuação em defesa da vida, lembrou que a maioria da população brasileira é contrária à legalização do aborto. “A sociedade brasileira em peso, a esmagadora maioria, não quer a legalização do aborto. Quem quer é um grupo pequeno, que tem se mobilizado com advogados e juristas”, afirmou em uma postagem recente nas redes sociais.

Ela ainda destacou que as mulheres que atende no dia a dia não buscam a legalização do aborto, mas sim acesso a serviços de saúde, educação e planejamento familiar. “Aborto não é método contraceptivo. A camisinha, o anticoncepcional é, o aborto não”, completou.

Uma pesquisa realizada pelo PoderData, entre os dias 25 e 27 de janeiro de 2025, revelou que 66% dos brasileiros são contrários à legalização do aborto no país. Este é o maior percentual de oposição registrado desde que a pergunta começou a ser feita, em janeiro de 2021, com um aumento de 5 pontos percentuais em relação ao ano anterior.

Atualmente, 21% dos brasileiros se posicionam a favor da liberação do aborto, o que representa uma queda de 3 pontos percentuais no último ano. Além disso, 13% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder.

No Brasil, o aborto é permitido apenas em casos específicos: quando a gravidez é resultante de estupro, quando há risco à vida da mulher e em casos de anencefalia fetal. A legislação brasileira não define um limite máximo de dias ou semanas de gestação para a interrupção. Em outros casos, a prática é ilegal.

Juiz que incriminava falsamente cristãos pede renúncia

Na semana passada, um juiz do Tribunal Superior de Lahore (LHC), no Paquistão, renunciou após a mídia divulgar informações sobre seus supostos vínculos com uma gangue criminosa acusada de falsamente incriminar cristãos e outros indivíduos por blasfêmia, segundo fontes.

Na quinta-feira, 6 de março, o Juiz Chaudhry Abdul Aziz apresentou sua renúncia ao presidente Asif Ali Zardari, alegando “razões pessoais” e pedindo sua aceitação imediata. Aziz havia assumido o cargo de juiz no LHC em novembro de 2016.

A renúncia gerou alívio entre advogados, incluindo cristãos que defendem acusados de blasfêmia. Em entrevista ao Christian Daily International-Morning Star News, eles relataram a pressão que enfrentaram durante os casos sob a jurisdição de Aziz.

Um advogado muçulmano, que preferiu não se identificar, afirmou que, dias antes de sua renúncia, o juiz emitiu uma ordem de suspensão para evitar ações adversas relacionadas a um relatório da Comissão Nacional de Direitos Humanos (NCHR), que destacava a falta de processos adequados em casos de blasfêmia.

Sajid Iqbal Lashari, membro do Fórum Tahaffuz-i-Khatam-i-Nabuwwat (Movimento para Proteção da Finalidade da Profecia), havia contestado o relatório da NCHR no tribunal de Aziz, que apontava graves falhas processuais em vários casos de blasfêmia.

O relatório da NCHR recomendou a criação de uma Equipe de Investigação Conjunta (JIT), composta por órgãos como Polícia, Inteligência e a FIA, para lidar com casos de blasfêmia. A proposta incluía ainda medidas disciplinares rigorosas contra agentes da FIA que estivessem envolvidos em irregularidades, destacando a falta de ação contra denunciantes e entidades privadas.

“Creio que Aziz foi forçado a renunciar devido à pressão internacional sobre o governo paquistanês para que tomasse medidas contra as violações dos direitos humanos, especialmente os casos falsos de blasfêmia, que aumentaram nos últimos anos”, afirmou o advogado muçulmano ao Christian Daily International-Morning Star News.

A alegada ligação entre Aziz e a “gangue de negócios da blasfêmia” foi revelada em um relatório investigativo do site Fact Focus, que foi proibido no Paquistão. De acordo com a investigação, Aziz tinha um histórico de ativismo relacionado à blasfêmia em parceria com o advogado Rao Abdul Rahim, identificado como mentor de um grupo envolvido em acusações falsas de blasfêmia.

Entre os casos destacados, o de Rimsha Masih, uma jovem cristã de 11 anos acusada injustamente de blasfêmia em 2012, foi mencionado. Embora um inquérito judicial tenha mostrado que as acusações eram infundadas, Aziz foi nomeado juiz do Tribunal Superior de Lahore em 2016.

O relatório também revelou que Aziz lidou com diversos casos de blasfêmia, incluindo o de Ahmed Satti, um muçulmano suspeito, cujo pedido de fiança foi atrasado por Aziz. Eventualmente, a Suprema Corte concedeu a fiança, afirmando que não havia evidências suficientes para sustentar as acusações contra Satti.

Além disso, o juiz Aziz foi criticado por ignorar decisões da Suprema Corte e do Tribunal Superior de Islamabad em casos relacionados a blasfêmia. Em vez de contestar essas decisões, ele teria agido para reiniciar investigações em alguns casos, sem justificativa clara.

O relatório também destacou ações de Aziz que geraram um ambiente hostil no tribunal. Em um caso de blasfêmia envolvendo dois muçulmanos, Muhammad Riaz e Ejaz Ahmed, Aziz teria impedido a absolvição dos réus e pressionado a polícia a reabrir investigações.

Advogados cristãos como Aneeqa Maria e Lazar Allah Rakha relataram episódios de hostilidade em tribunal, onde Aziz teria adotado atitudes que dificultaram a defesa dos acusados de blasfêmia, criando um ambiente de pressão para advogados e policiais.

A situação em torno do juiz Aziz reflete um contexto mais amplo de desafios enfrentados por cristãos no Paquistão, que continua sendo um dos países mais difíceis para os cristãos viverem, ocupando a oitava posição na Lista Mundial de Observação da Portas Abertas de 2025. Com informações: Christian Daily.

'O conteúdo da Bíblia não é arcaico, mas eterno', diz tradutor

O pastor e teólogo Israel Belo de Azevedo, conhecido por seu relevante trabalho como tradutor bíblico, destacou a necessidade que a humanidade tem de compreender a Palavra de Deus, destacando que as Escrituras permanecem atualizadas, diferentemente do que sugeriu recentemente Ed René Kivitz.

O pastor da Igreja Batista Itacuruçá, na Tijuca, Rio De Janeiro, falou sobre a dificuldade que as pessoas têm de ler a Bíblia e apontou que um dos motivos pelo qual isso acontece é a dificuldade de entendê-la.

“Cada parte do Livro, escrito originalmente em hebraico, aramaico e grego, era e é para ser lida ou ouvida e, sobretudo, entendida sem dificuldade”, afirmou ele em seu novo lançamento “A BÍBLIA PRAZER DA PALAVRA: versão ao alcance de todos”.

Em um vídeo publicado no Instagram da igreja, o pastor declarou: “Nós precisamos ler a Bíblia. A metade da população brasileira não lê nada. É algo para a gente refletir. Então, faz sentido falar em ler a Bíblia. Eu não preciso dizer por que devemos ler as Escrituras, mas eu diria apenas um pensamento: que a Bíblia é um livro sempre atualizado, não há risco dela ficar arcaica”.

E continuou: “O que fica arcaica é a linguagem da Bíblia e é um assunto que nós temos que enfrentar com coragem. A linguagem das nossas versões fica arcaica. Porque as palavras vão mudando de significado, mas o conteúdo da Bíblia não é arcaico, ele permanece eterno e relevante”.

Segundo Israel, após uma mulher convertida há 54 anos lhe dizer que nunca havia lido a Bíblia toda, sua igreja passou a manter um Plano de leitura anual da Palavra.

No vídeo, ele encorajou aqueles que nunca leram a Bíblia toda dizendo: “Você precisa mudar essa história. Você não pode continuar assim”.

Na pré-estreia de “The Chosen: A Última Ceia”, no Rio de Janeiro, Israel refletiu sobre a importância da mensagem da cruz na atualidade:

“Ainda é a mensagem central, o nosso maior desafio como expositor e pregador dessa Palavra é apresentá-la de modo que faça sentido. A cruz virou um amuleto que as pessoas carregam para cá e para lá, então fica muito confuso o que é a mensagem da cruz. Mas, a mensagem da cruz é que nós somos pecadores, mas na cruz nós fomos perdoados”, disse ele ao Guiame.

Sobre ‘The Chosen’, o tradutor declarou: “É uma obra de arte, não é um documentário, é uma ficção, mas uma ficção baseada no texto bíblico, com algumas licenças, necessárias e indispensáveis até”.

Segundo o tradutor, às vezes, as pessoas têm dificuldades quando o diretor de um filme usa uma linguagem “despojada”, por isso, ele explicou:

“A minha filosofia de vida é a seguinte: o Deus Eterno não inspirou os autores da Bíblia para que as pessoas fossem à Bíblia, mas inspirou para que a Bíblia fosse até as pessoas. Por quê? Se você pega um texto bíblico que você não entende, você pula, você não lê”.

Em seguida, ele relembrou um testemunho que marcou a importância do alcance que as produções cristãs estão tendo atualmente.

“Há alguns meses, recebi um WhatsApp de uma pessoa em Alagoas dizendo que recebeu algumas pessoas em sua casa para assistir ‘The Chosen’, fazer um lanche e conversar sobre o episódio e eu achei incrível, porque a série está indo onde a igreja não está”, concluiu o tradutor.

O lançamento dos dois primeiros episódios da série nos cinemas brasileiros ocorrerá a partir de 10 de abril – os ingressos já estão sendo vendidos no site thechosenultimaceia.com.br. Posteriormente, a temporada estreará em streaming e também no Amazon Prime Video.

The Chosen: A Última Ceia

“A mesa está posta. O povo de Israel dá boas-vindas a Jesus como rei, enquanto seus discípulos aguardam sua coroação. Mas, em vez de confrontar Roma, ele vira a mesa sobre a celebração religiosa judaica. Com seu poder ameaçado, os líderes religiosos e políticos do país farão de tudo para garantir que esta seja a última ceia de Jesus”, diz a sinopse.

“The Chosen” é um drama histórico inovador baseado na vida de Jesus Cristo (interpretado por Jonathan Roumie), visto através dos olhos daqueles que o conheceram.

Ambientada no cenário da opressão romana no Israel do primeiro século, a série de sete temporadas compartilha uma visão autêntica e íntima da vida e dos ensinamentos revolucionários de Jesus.

O que começou como um projeto financiado por crowdfunding cresceu para mais de 280 milhões de espectadores e mais de 17 milhões de seguidores nas redes sociais.

Cristão espancado em prisão do Irã por pedir atendimento médico

O caso de Amir-Ali Minaei, cristão iraniano preso e espancado durante sua detenção, foi denunciado pelo grupo de direitos humanos Artigo 18, que descreveu o incidente como um agravamento da condição de saúde do detido, que já sofria de problemas cardíacos após ser submetido a intensos interrogatórios.

Minaei, preso em dezembro de 2023 e mantido por mais de dois meses na Ala 209 da Prisão de Evin, controlada pelo Ministério da Inteligência, teve sua condição diagnosticada após sua libertação sob fiança, mas ainda não foi encaminhado a tratamento médico adequado.

Segundo o Artigo 18, a condição cardíaca de Minaei foi atribuída ao estresse causado por sua detenção inicial e à constante ameaça de prisão.

Em março de 2024, após uma série de interrogatórios, ele foi condenado à privação de direitos sociais, como a proibição de se associar a qualquer organização. O juiz Iman Afshari, do Tribunal Revolucionário do Irã, foi o responsável pela sentença.

Minaei solicitou liberdade condicional em janeiro, mas seu pedido foi bloqueado por agentes do Ministério da Inteligência, que alegaram falta de “cooperação” da parte dele.

Mansour Borji, diretor do Artigo 18, denunciou que muitas vezes os detidos são forçados a aceitar condições extrajudiciais, como colaboração com as autoridades, para obter benefícios como liberdade condicional ou perdão. Ele também afirmou que essas práticas violam os direitos dos prisioneiros, expondo-os a vigilância constante e pressão psicológica.

Com a aproximação do Ano Novo Persa, o Artigo 18 expressou crescente preocupação com a saúde de Minaei, solicitando sua libertação imediata e incondicional, além de exigir a responsabilização do agente penitenciário responsável pelo espancamento de Amir-Ali. O grupo também pediu o reconhecimento das igrejas domésticas no Irã, como o único local de culto acessível aos cristãos iranianos.

O Irã, de acordo com Lista Mundial de Perseguição 2025 da Missão Portas Abertas, ocupa a nona posição entre os países onde é mais difícil ser cristão. O relatório apontou um aumento significativo na perseguição a cristãos no país, com um número crescente de detenções e penas de prisão impostas a cristãos.

O Artigo 18 também revelou que, em 2024, tribunais islâmicos impuseram seis vezes mais penas de prisão a cristãos do que no ano anterior, com 96 cristãos condenados a 263 anos de prisão por praticarem sua fé.

A repressão religiosa no Irã inclui também multas pesadas, com o governo iraniano utilizando medidas financeiras severas contra grupos religiosos dissidentes, argumentando tratar-se de uma questão de “segurança nacional”.

De acordo com o The Christian Post, essas medidas são justificadas pelas autoridades iranianas como resposta à suposta ameaça que a expansão do cristianismo representa para a segurança do país.

Há uma 'onda de salvação alcançando as universidades do Brasil'

Na última quinta-feira (13), uma grande multidão de estudantes se reuniu na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte, para clamar a Deus em um evento de oração e louvor. O encontro fez parte da missão “Aviva Universitário”, que visa promover um despertar espiritual nas universidades brasileiras.

A praça da universidade foi o palco de um momento de intensa adoração, onde os jovens se dedicaram ao louvor, à oração e à pregação do Evangelho. O evento teve como objetivo convocar os estudantes a intercederem por um avivamento espiritual nas instituições de ensino superior de todo o Brasil.

Durante a reunião, Lucas Teodoro, líder da missão, declarou com entusiasmo: “Em nome de Jesus, eu creio que uma grande onda de salvação alcançará as universidades do Brasil. Vamos declarar que aqui não é lugar de perdição, mas de salvação”. Ele ainda afirmou: “Chegou o tempo do avivamento sobre as universidades”.

Lucas também compartilhou os milagres e decisões por Cristo que aconteceram durante o encontro na UFMG. “Vimos várias decisões por Cristo, batismo com o Espírito Santo, curas e milagres dentro de uma das maiores universidades federais do Brasil”, relatou.

Além disso, ele refletiu sobre a importância da juventude cristã se posicionar nas universidades, citando avivamentos históricos, como o ocorrido em Oxford no século XVII.

O líder da missão destacou que, nos últimos anos, houve uma abertura para que o cenário universitário fosse dominado por ideologias contrárias à fé. Contudo, ele acredita que agora é o tempo de clamar por um avivamento nas universidades. “Eu creio que chegou o tempo de clamarmos por um avivamento pelas universidades do Brasil!”, declarou.

O evento gerou repercussão nas redes sociais, especialmente no Instagram, onde muitos usuários expressaram suas emoções e fé. “Sou professora em uma universidade federal e acredito que o avivamento virá de dentro da academia, para confundir mesmo.

Lá ainda existem os remanescentes”, comentou uma mulher. Outra internauta afirmou: “Eu achava que a UFMG tinha se acabado na doutrina de ‘Deus está morto’! Glória a Deus, que venha avivamento e mudança de mente!”.

O movimento “Aviva Universitário” também realizou um evento em Goiânia (GO) na quarta-feira (19), na Praça Universitária, localizada entre várias faculdades. O encontro resultou em várias decisões por Cristo e curas. O movimento tem se espalhado por diversas universidades em todo o país, e o próximo evento está marcado para o dia 1° de abril na Universidade de Brasília (UnB).