Professor demitido por rejeitar ideologia de gênero é indenizado

O professor cristão Jordan Cernek, de Wisconsin, chegou a um acordo com o Argyle School District após enfrentar demissão por se opor ao uso de nomes e pronomes preferidos por alunos trans, uma exigência do distrito.

O acordo, anunciado na segunda-feira pelo Wisconsin Institute for Law and Liberty (WILL), inclui um pagamento de US$ 20 mil (R$ 114,3 mil na cotação atual) a Cernek e encerra o litígio contra o distrito escolar.

A demissão ocorreu em maio de 2023, após Cernek expressar objeções religiosas à exigência de que funcionários se referissem a alunos trans pelos nomes e pronomes com os quais se identificavam.

O WILL entrou com uma ação judicial em julho de 2024, alegando que a demissão violava a Primeira Emenda da Constituição dos EUA, o Título VII da Lei dos Direitos Civis de 1964, e o Artigo I, Seção 18 da Constituição de Wisconsin.

De acordo com o anúncio do WILL, Cernek havia alertado o distrito sobre suas objeções religiosas antes de sua demissão. O distrito, no entanto, insistiu que ele usasse os nomes e pronomes preferidos pelos alunos, alegando que a recusa poderia resultar em ação disciplinar, incluindo a demissão.

O contrato de Cernek não foi renovado seis meses após o aviso. Em sua declaração, Cernek afirmou que o distrito tentou forçá-lo a “trair suas convicções religiosas e seu compromisso com Deus”.

Em resposta ao acordo, Cernek expressou gratidão pela resolução do caso e enfatizou a importância de os professores defenderem suas crenças.

Nathalie Burmeister, conselheira associada do WILL, ressaltou que a liberdade religiosa é uma “liberdade fundamental” que fundamenta a nação e o estado de Wisconsin. Ela considerou a vitória de Cernek um avanço para a liberdade religiosa nos EUA.

O caso de Cernek reflete uma tendência crescente, com outros professores enfrentando repercussões profissionais por se recusarem a usar os nomes e pronomes preferidos de alunos transidentificados por razões religiosas.

Em resposta a essas questões, vários estados, incluindo Wyoming e Idaho, promulgaram leis protegendo professores que se opõem a essa prática com base em suas crenças religiosas, segundo informações do The Christian Post.

“A dor deixou meu corpo”, diz mulher curada após oração

Após ser curada de uma grave disfunção no sistema imunológico, uma mulher nos Estados Unidos resolveu compartilhar o seu testemunho como um incentivo para que outras pessoas possam reconhecer a Jesus Cristo como único e suficiente salvador.

Christina Perera conheceu Jesus ainda criança, aos 7 anos, e, desde então, manteve um relacionamento contínuo com o Senhor. Contudo, em março de 2007, ela passou a enfrentar uma difícil luta contra um problema de saúde.

Recém-casada, Christina acordou com uma dor intensa e desconhecida. “Meu corpo estava dolorido, minhas articulações e meus nervos gritavam. Eu estava exausta. Lembro de lutar para manter meus olhos abertos. Não sabia o que estava acontecendo comigo”, relatou Christina à CBN News.

Inicialmente, o marido de Christina, Shae, acreditava que se tratava de algo simples. Eles buscaram a ajuda de diversos médicos, a fim de lhe ver curada, e realizaram uma série de exames, mas nada foi diagnosticado.

Com o tempo, os médicos passaram a cogitar a possibilidade de leucemia, mas não tinham certeza. Apesar de iniciar um tratamento com medicamentos fortes, a dor e a fadiga se intensificaram, levando Christina a ficar acamada.

Durante esse período, ela precisou pedir licença do trabalho, enquanto Shae, além de cuidar da casa, precisou arranjar um novo emprego para sustentar a família.

“Às vezes, pensei que talvez ela tivesse que viver com isso para sempre. Isso me deixou sem esperança”, disse Shae. Christina, por sua vez, compartilhou: “Eu sentia que seria melhor se eu não estivesse aqui. Isso nos custou muito dinheiro e tempo. Eu constantemente dizia a ele: ‘Sinto muito’”.

Ela continuou: “Minhas orações eram desesperadas. Eu dizia: ‘Senhor, eu não entendo. Não consigo compreender, mas vou escolher confiar em Você’. E eu sabia que o que era impossível para o homem era possível para Deus.”

Em 2010, após anos de exames e tentativas frustradas de diagnóstico, os médicos finalmente identificaram a doença de Christina. Ela e Shae, junto com muitos outros, oraram por força e cura.

Dois anos depois, Christina precisou pedir demissão de seu trabalho e foi convidada a participar da Conferência Voz dos Apóstolos. Durante o evento, ela teve uma experiência transformadora com Deus e foi curada após um pastor profetizar sobre sua vida.

“A dor deixou meu corpo, todo o medo, toda a ansiedade, todo o tormento, tudo isso foi embora. E essa foi a noite em que dormi pela primeira vez sem nenhum medicamento”, testemunhou Christina.

Ela interrompeu todos os tratamentos e, desde então, os sintomas nunca mais retornaram. Um ano depois, o casal experimentou outro milagre. Após ser informada de que jamais poderia ter filhos, Christina engravidou e deu à luz uma filha, Isabella.

Atualmente, Christina é fundadora do “Christina Perera Ministries”, uma organização dedicada a capacitar o Corpo de Cristo por meio de eventos que buscam alcançar os perdidos e ministrar aos feridos.

Mulher narra como sua inocência foi corrompida na adolescência

Em 12 de março de 2025, o pastor Robert Morris, fundador da Gateway Church, foi indiciado por um grande júri multicondado em Oklahoma, após alegações de abuso sexual infantil feitas por Cindy Clemishire, que agora fez um depoimento sobre o caso.

Atualmente com 55 anos, Cindy afirmou que Morris destruiu sua inocência protegida na infância, alegando que o abuso ocorreu entre 1982 e 1987, quando ela tinha entre 12 e 17 anos. A acusação, que foi formalizada em junho de 2024, alega que Morris abusou sexualmente dela enquanto era evangelista itinerante, casado e com filhos na época.

Cindy, avó de três netos, testemunhou em apoio ao Projeto de Lei 748, também conhecido como “Lei de Trey”, perante o Comitê de Jurisprudência Civil e Judiciária da Câmara do Texas.

O Projeto de Lei 748 visa proibir o uso de acordos de confidencialidade em litígios civis envolvendo vítimas de abuso sexual infantil e tráfico. Ela estava acompanhada de outros defensores de sobreviventes.

O Projeto de Lei 748, que foi aprovado por unanimidade pelo comitê, ainda precisa ser aprovado pela Câmara dos Representantes do Texas e pelo Senado do estado antes de ser sancionado pelo governador para se tornar lei.

A legislação leva o nome de Trey Carlock, um homem que cometeu suicídio em 2019 após assinar um acordo de confidencialidade para resolver uma alegação de abuso sexual infantil em um acampamento cristão, Kanakuk Kamps, em Branson, Missouri.

Carlock foi vítima de Pete Newman, um abusador em série condenado por molestar pelo menos 57 meninos enquanto trabalhava como conselheiro no acampamento. Newman recebeu duas sentenças de prisão perpétua e sua liberdade condicional foi negada em outubro de 2024.

Durante o depoimento, Elizabeth Phillips, irmã mais velha de Trey Carlock, compartilhou a experiência de sua família e destacou o impacto destrutivo do acordo de confidencialidade que Trey assinou: “Meu irmão se referiu ao acordo como dinheiro de sangue, como se tivesse traído sua própria alma para manter os segredos de Kanakuk, e isso o matou”, disse Elizabeth.

Ela apelou ao Comitê para que a “Lei de Trey” fosse tratada como uma questão urgente de segurança pública e que fosse aprovada pela legislatura do Texas nesta sessão.

Este movimento legislativo visa proteger as vítimas de abuso sexual infantil e impedir que acordos de confidencialidade sejam usados para silenciar ou disfarçar o abuso dentro de contextos civis, segundo informações do portal The Christian Post.

Pastores debatem desafio de serem fiéis à Bíblia e acolher LGBTs

O debate sobre a abordagem da Igreja em relação à homossexualidade tem gerado intensos questionamentos, tanto entre aqueles fora da comunidade de fé quanto entre pastores e líderes religiosos.

De um lado, a oposição bíblica à prática homossexual é frequentemente contestada por quem não é evangélico. De outro lado, muitos pastores defendem uma postura equilibrada que busque tanto a obediência à Palavra quanto a acolhida do público LGBT nas igrejas, reconhecendo o desafio que essa abordagem representa para as comunidades de fé.

O pastor e teólogo Lourenço Stelio Rega aponta que, independentemente da condição da pessoa, existem dois passos essenciais no processo de recepção das igrejas.

O primeiro é o acolhimento, e o segundo, a condução à transformação de vida por meio da conversão e do discipulado, com o objetivo de viver conforme os valores bíblicos em todas as áreas da vida: “O chamado de Jesus é para o dia a dia, para cada momento e para todas as áreas da vida” (Lc 9.23), observa ele.

Rega explica que a igreja precisa compreender que a cultura de gênero é uma construção social que reforça o desejo de cada indivíduo. Em um contexto pós-moderno (ou hipermoderno), cada pessoa é vista como responsável pela definição de sua própria vida: “Portanto, essa não é uma abordagem simples, pois existe uma cosmovisão que contrasta completamente com os princípios bíblicos”, afirma o pastor.

Para ele, a missão da igreja é levar as pessoas ao Evangelho e ajudar a desenvolver nelas um senso de discipulado à luz da Palavra de Deus, com o objetivo de restaurar sua conformidade à imagem de Deus (imago Dei), perdida com a rebelião no Éden.

Além disso, Rega defende que, para atuar nos ministérios da igreja, é necessária uma transformação de vida, que se aplica a todos os indivíduos, independentemente de sua orientação sexual.

Ele enfatiza que a salvação não depende das obras, mas da fé, como ensinado no Novo Testamento: “Ao se converter ao Evangelho, a pessoa assume o compromisso de demonstrar uma transformação em sua vida, como aconteceu com Zaqueu, que, ao se entregar a Jesus, imediatamente evidenciou a mudança em sua vida.”

Rega também destaca a importância do suporte multidisciplinar para aqueles que decidem renunciar a uma orientação sexual e viver de acordo com sua identidade anterior. Segundo ele, essa pessoa pode enfrentar dificuldades para “desdecidir”, pois o Conselho Federal de Psicologia proíbe profissionais da área de oferecerem ajuda nesse processo. Ele descreve isso como uma “lei da mordaça compulsória”, impedindo o apoio necessário para que a pessoa entenda a diferença entre desejo e escolha.

Por outro lado, o pastor Gilson Bifano argumenta que a igreja precisa reconhecer a diferença entre ser homossexual e ter a tendência homossexual. Para ele, viver a prática homossexual é diferente de ser tentado a praticá-la.

Ele acredita que, com a ajuda do Espírito Santo, é possível vencer o desejo carnal a cada dia e viver conforme a vontade de Deus. Bifano observa que a linha entre a condenação bíblica e o dever da igreja de acolher os pecadores é tênue, e a comunidade de fé deve abraçar todos, não apenas os homossexuais, mas também aqueles que praticam outros pecados, como fofocas, vícios em pornografia, mentiras e fraudes.

À revista Comunhão, o pastor frisou que a igreja deve acolher o pecador, mas também deixar claro que as Escrituras condenam os pecados. O acolhimento deve ser seguido de discipulado, com o objetivo de ajudar cada indivíduo a viver de acordo com os ensinamentos bíblicos: “O apóstolo Paulo deu o exemplo nesse sentido com vários ensinamentos” (Rm 1.21-27; 1 Ts 4.1-5).

Ex-trans diz ser inaceitável que ‘crianças passem por isso’

Sophie Griebel, uma ex-trans que viveu como homem por vários anos, se tornou uma defensora da conscientização sobre a destransição. Atualmente atuando como coach de saúde mental, ela compartilha sua experiência pessoal para aumentar a compreensão sobre a desistência da mudança de sexo.

A destransição é o procedimento em que indivíduos que passaram por processos de transição de gênero decidem reverter essa mudança, retornando ao sexo biológico.

Em uma entrevista ao Instituto de Antropologia Médica e Bioética (IMABE), Sophie expôs suas reflexões sobre a crescente busca por tratamentos de transição, especialmente entre jovens.

Ela revelou que sua própria transição foi motivada pela tentativa de escapar de traumas passados, incluindo abusos emocionais e sexuais sofridos na infância. “O fato de eu ter sofrido muita violência, abuso e estupro dentro da minha família desempenhou um papel importante nisso”, comentou Sophie.

Ela também relatou que, durante sua juventude, enfrentou dilemas em relação à sua sexualidade, com pensamentos suicidas e distúrbios psicológicos. No entanto, foi ao descobrir que seu irmão também havia sido vítima de abuso sexual que Sophie teve um ponto de virada:

“Percebi que não era por causa do meu gênero que coisas traumáticas tinham acontecido comigo”, afirmou, destacando que sua jornada de destransição envolveu o tratamento de questões emocionais e psicológicas profundas, ao invés de focar apenas na mudança física.

Sophie também se preocupa com a crescente decepção entre jovens que passam pela transição de gênero. Ela destacou que, em sua experiência, o ambiente em que a pessoa está pode influenciar a percepção da transição: “Talvez ajude simplesmente deixar seu ambiente familiar, se possível, porque você se sente mais livre sem o olhar crítico dos outros”, disse.

A coach defende que muitos jovens que buscam a transição de gênero estão lidando com questões emocionais não resolvidas, como rejeição familiar ou dificuldades de identidade. Sophie critica a abordagem de tratar a transição como uma solução rápida para essas questões, alertando que a mudança de sexo pode não resolver o problema subjacente. Ela questiona a tendência da sociedade de promover a transição de gênero sem explorar adequadamente as causas psicológicas que motivam essas decisões.

Em relação à importância do apoio familiar, Sophie sugere que os pais devem ser cautelosos ao lidar com as declarações de seus filhos sobre a transição de gênero. “Eu sempre aconselho os pais a não se dirigirem à criança pelo nome desejado. Não é uma solução procurar a próxima consulta possível com um endocrinologista se as causas reais não foram tratadas”, afirmou.

Por fim, Sophie aponta que a sociedade e os profissionais de saúde devem focar na identificação e no tratamento das causas profundas do desconforto com o próprio gênero, em vez de recorrer a soluções rápidas, como a “mudança de sexo”.

Ela também critica a abordagem adotada por alguns países, como a Alemanha, que permite mudanças de nome e gênero em cartórios a partir dos 14 anos, destacando que isso pode ser irresponsável e prejudicial para jovens que ainda não têm a capacidade de compreender totalmente as implicações de tais decisões, de acordo com informações do CNE.

Trump é cobrado a negociar libertação de cristãos no Azerbaijão

Uma coalizão de líderes cristãos fez um apelo público ao presidente Donald Trump, solicitando sua intervenção para garantir a libertação de 23 armênios cristãos e um cristão azeri convertido, que, segundo os defensores, estão sendo mantidos reféns pelo governo do Azerbaijão.

A carta, liderada pelo grupo de advocacia Save Armenia, foi assinada por figuras notáveis, como o ex-embaixador dos EUA para a Liberdade Religiosa Internacional, Sam Brownback, o missionário cristão Sean Feucht, e a ativista Alveda King.

Os líderes expressaram gratidão a Trump por seu apoio à Armênia e aos cristãos perseguidos durante sua campanha presidencial de 2024, destacando o respeito e a influência que ele exerce sobre outros líderes mundiais.

A carta também critica o governo dos EUA sob a administração Biden por não ter tomado medidas eficazes para impedir as supostas práticas de limpeza étnica e perseguição religiosa no Azerbaijão, especialmente após o conflito de Nagorno-Karabakh, que envolveu disputas territoriais entre o Azerbaijão e a Armênia.

A situação no Azerbaijão tem atraído atenção internacional devido à alegada tortura e detenção de prisioneiros cristãos, além das restrições ao trabalho da Cruz Vermelha no país.

O Azerbaijão também foi destacado em relatórios como um dos piores violadores da liberdade religiosa, especialmente após o êxodo de cristãos armênios da região de Nagorno-Karabakh, de acordo com informações do portal The Christian Post.

Ataque de pânico levou filha de Charlie Sheen à conversão

Lola Sheen, filha dos atores Charlie Sheen e Denise Richards, compartilhou recentemente como a fé cristã a ajudou a superar um intenso ataque de pânico durante uma viagem a Nova York.

A jovem de 19 anos, que vem demonstrando sua recém-descoberta fé nas redes sociais, detalhou a experiência em um episódio de seu podcast, HeavenlyBonded, intitulado “A força de Deus em nossa fraqueza”, lançado na segunda-feira.

Lola descreveu como a ansiedade a dominou durante uma maratona de entrevistas na cidade, mencionando que, ao chegar em Nova York em 25 de fevereiro, sentiu-se fisicamente esgotada e sem tempo para orar ou se conectar com sua fé.

Ela relatou que a pressão das entrevistas e a constante sensação de ser observada a levaram a questionamentos internos e sentimentos de indignidade. O pico de sua ansiedade aconteceu quando, no terceiro dia, ela ficou tão perturbada que temeu ter um ataque de pânico ao sair do quarto de hotel para um jantar com amigos.

Durante o encontro, seus sintomas pioraram, e ela começou a se sentir “tonta” e desconectada da realidade. “Eu literalmente estava me sentindo tão fora do corpo, tão desconectada de onde eu estava. Eu literalmente estava tipo, ‘oh meu Deus, eu morri.’”

Foi então que Lola procurou o apoio de amigas e de sua fé, chamando suas “irmãs em Cristo”. Elas oraram por ela, e, ao recitar passagens bíblicas, Lola começou a sentir a presença e a paz de Deus, o que lhe proporcionou alívio imediato.

Ela descreveu a experiência como uma manifestação do poder divino, dizendo que “a paz de Deus literalmente tomou conta da minha mente” e que “cada sentimento que eu sentia se foi instantaneamente”.

Refletindo sobre o ocorrido, Lola ressaltou a importância de confiar em Jesus, afirmando que a única razão pela qual ela conseguiu superar o ataque foi devido à intervenção divina.

De acordo com o The Christian Post, a jovem ainda observou que a experiência a ajudou a perceber o quanto sua força vem de Deus, e que, sem ela, não teria testemunhado o poder de Cristo de maneira tão intensa.

Evangelista ganha moto e planeja alcançar ainda mais pessoas

Rodgers, um evangelista dedicado da região costeira do Condado de Mombasa, no Quênia, enfrenta desafios significativos em sua missão de compartilhar o Evangelho nas vilas remotas da área.

Ao longo de anos, ele percorreu longas distâncias a pé, enfrentando um terreno acidentado e o calor intenso de Mombasa. Carregando apenas sua Bíblia e uma fé inabalável, Rodgers se dedicou a alcançar as comunidades isoladas, muitas vezes chegando exausto, com pouca energia para pregar.

A falta de transporte e recursos limitava consideravelmente seu alcance. O evangelista relatou: “Eu acordava cedo e andava por horas só para compartilhar a palavra com algumas famílias. Quando eu chegava lá, já estava esgotado. Às vezes, eu tinha que voltar porque a noite chegava cedo demais”.

O impacto físico e emocional do trabalho foi profundo, mas Rodgers permaneceu firme em sua vocação. Seu ministério o levou a vilas remotas, mercados movimentados e locais difíceis de alcançar, onde a distribuição de Bíblias era limitada, o que tornava sua missão ainda mais desafiadora.

O cenário começou a mudar quando a organização International Christian Concern (ICC) se envolveu e ofereceu apoio ao ministério de Rodgers. A ICC forneceu uma motocicleta nova e um estoque de Bíblias, o que teve um impacto imediato.

Rodgers declarou: “Tudo mudou em um instante. Agora, posso viajar rapidamente e alcançar muito mais pessoas em um único dia. Não preciso mais me preocupar com exaustão ou restrições de tempo”.

Com o novo meio de transporte, Rodgers conseguiu expandir seu alcance, viajando para outras vilas do Quênia e levando o Evangelho a pessoas que antes não tinham ouvido a mensagem cristã. As Bíblias distribuídas por ele se tornaram fontes de esperança e transformação para muitos.

Hoje, Rodgers continua seu trabalho incansável, utilizando o apoio recebido para fortalecer e equipar os crentes na região. Seu ministério está crescendo, e ele expressa gratidão pela mudança que a motocicleta e as Bíblias trouxeram para sua missão.

“O que parecia impossível antes agora é uma realidade. Deus usou esta motocicleta e estas Bíblias para abrir portas que eu nunca imaginei. Sou profundamente grato”, disse ele.

Geração Z redescobre a fé através da leitura da Bíblia

As vendas de Bíblias experimentaram um crescimento notável nos últimos anos, com um aumento de 87% nas vendas no Reino Unido, saltando de £ 2,69 milhões em 2019 para £ 5,02 milhões em 2024.

Esses dados foram fornecidos pelo SPCK Group e Nielsen Book Data. Esse crescimento tem sido atribuído ao crescente interesse da Geração Z pela espiritualidade, o que, segundo editores e pesquisadores, reflete uma mudança cultural em relação às questões de fé e religião.

Sam Richardson, diretor-executivo da SPCK, comentou sobre essa transformação, afirmando: “Estamos vivendo uma mudança cultural significativa em relação a questões de fé e religião. O ateísmo, que antes era visto como a perspectiva predominante entre os adultos racionais, já não exerce o mesmo impacto ou apelo”.

Ele destacou que os jovens de hoje, especialmente da Geração Z, têm mostrado menor propensão a se identificarem como ateus em comparação com as gerações anteriores.

Em um estudo recente, 62% dos jovens de 18 a 24 anos se declararam “muito” ou “razoavelmente” espirituais, uma porcentagem muito superior aos 35% de pessoas com mais de 65 anos. Além disso, apenas 13% da Geração Z se identifica como ateia, um número bem abaixo dos 20% da geração Y e dos 25% da Geração X.

Especialistas acreditam que fatores externos, como a pandemia da Covid-19 e a crescente crise de saúde mental, desempenharam um papel fundamental nesse “renascimento” da fé. Richardson mencionou que muitos jovens têm buscado a espiritualidade como uma forma de encontrar orientação e segurança durante tempos difíceis.

Mark Woods, da Sociedade Bíblica, observou um aumento na demanda por Bíblias, impulsionada tanto por compras pessoais quanto por instituições como igrejas e escolas que distribuem Bíblias aos jovens. “De qualquer forma, é evidente um aumento na demanda”, afirmou, acrescentando que há uma percepção crescente de que a Bíblia tem algo relevante a oferecer aos jovens, gerando um desejo de torná-la mais acessível a esse público.

Um exemplo disso é a Bíblia Boas Novas: Edição Jovem, cuja popularidade tem aumentado significativamente, com as vendas quase dobrando desde 2021. Esta edição foi criada com o objetivo de atrair leitores mais jovens, incorporando notas explicativas, infográficos e espaços para reflexões pessoais.

Além disso, traduções mais modernas, como a Nova Versão Internacional e a Bíblia Boa Nova, agora superam as vendas da tradicional Bíblia King James, refletindo a preferência dos jovens por versões mais acessíveis e compreensíveis, segundo informações do Christian Today.

MP arquiva denúncia de deputada do PSOL contra Baby do Brasil

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) decidiu arquivar a representação da deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e não investigar a cantora e pastora Baby do Brasil por declarações feitas durante um culto evangélico, realizado no dia 10 de fevereiro, na casa noturna D-Edge, em São Paulo.

Durante o evento, Baby pediu que vítimas de abuso sexual perdoassem seus agressores, o que gerou controvérsia e repercussão nas redes sociais.

Segundo a decisão dos promotores Marcelo Otávio Camargo Ramos e Clarissa Chagas Donda, a cantora exerceu sua “liberdade religiosa e liberdade de expressão”. O Ministério Público considerou que as falas de Baby não configuraram qualquer ilícito, e que, portanto, não há necessidade de medidas judiciais ou extrajudiciais.

A Promotoria também ressaltou que a questão da “adequação, pertinência ou oportunidade” das declarações não deve ser julgada pelo poder público, uma vez que faz parte da liberdade de expressão, e cabe ao público avaliar as palavras proferidas.

Durante o culto, Baby do Brasil disse: “Perdoa tudo o que você tiver no seu coração aqui hoje nesse lugar. Se teve abuso sexual. Perdoa! Se foi da família? Perdoa!”.

As palavras geraram reações diversas, incluindo uma nota pública do dono da boate, Renato Ratier, que repudiou as falas da cantora, afirmando que o evento tinha como objetivo promover “amor, respeito e transformação” e expressando solidariedade às vítimas de violência sexual, segundo informações do Exibir Gospel.

Em resposta à repercussão negativa, Baby do Brasil gravou um vídeo se defendendo, alegando que suas palavras foram tiradas de contexto. Ela afirmou que seu discurso não isenta abusadores de punição e que é contra qualquer tipo de abuso.

A cantora enfatizou que o perdão a que se referia não implicava impunidade e que não impedia a busca por justiça. Ela também postou um vídeo lendo um trecho da Bíblia sobre perdão, destacando que falava sobre uma visão espiritual da questão e que o perdão é uma forma de libertação de “gatilhos emocionais e traumas”.