Simone Mendes reage a pastor: ‘Cuidado com dedos apontadores’

A cantora Simone Mendes respondeu às críticas feitas pelo pastor André Fabiano, que questionou sua permanência na música secular após sua conversão ao cristianismo.

Em declaração, a artista afirmou: “Muito cuidado com esses dedos apontadores. Esse povo religioso quer ser santo demais e esquece de cuidar da própria vidinha”.

A polêmica teve início quando o pastor publicou um vídeo criticando a decisão de Simone de continuar cantando músicas que, segundo ele, abordam temas como “adultério e prostituição”.

André Fabiano argumentou que a verdadeira conversão exige mudança e renúncia. “Ela tem um coração pra Deus, mas nem precisa mais cantar forró, sertanejo”, disse.

Simone rebateu afirmando que sua fé não depende da aprovação de terceiros: “Eu não estou preocupada com a opinião de você […] Quem vai escolher se eu subo ou se eu desço é Ele”, declarou. A cantora também destacou que Deus vê o coração de cada pessoa.

No vídeo, André Fabiano justificou sua posição dizendo que, por ter batizado Simone, sente-se no direito de opinar sobre sua trajetória. O pastor reforçou a ideia de que servir a Jesus exige abandonar certas práticas. “Você diz que é crente, mas continua cantando sobre adultério, prostituição… Se é de Jesus, servi-o”, afirmou.

O líder religioso também abordou a relação entre fé e dinheiro. “A galera quer servir a Jesus, mas não quer abrir mão do ‘faz-me rir’ [fazendo sinal de dinheiro com os dedos]. E ninguém fala nada porque é famoso”, declarou.

Ele ainda criticou a postura de outros pastores, sugerindo que muitos evitam se manifestar para não comprometer arrecadações. “Tem um monte que não tem coragem de falar porque querem a oferta. Arrependei-vos, você não precisa mais disso, serve 100% a Jesus”, concluiu.

A discussão gerou repercussão nas redes sociais, dividindo opiniões entre aqueles que defendem a permanência de Simone na música secular e os que concordam com a posição do pastor sobre a necessidade de mudanças após a conversão.

Atriz cristã lança livro infantil com foco no ensino de valores

A atriz cristã Candace Cameron Bure, conhecida por seu papel como na série Três é Demais, amplia sua atuação no entretenimento baseado na fé com o lançamento de seu novo livro infantil, The Crazy Compromise.

A obra, desenvolvida em parceria com a Generous Family, será publicada em 1º de abril e marca o quarto livro infantil ilustrado da atriz. O livro aborda a importância do compromisso, mantendo valores como gentileza, generosidade e respeito, princípios que, segundo Bure, são essenciais em um mundo cada vez mais polarizado.

Em entrevista ao The Christian Post, ela destacou seu apreço pela literatura infantil: “Eu amo livros infantis tanto. […] Eu absolutamente amo escrevê-los. Como mãe, ler com meus filhos sempre foi uma das minhas coisas favoritas. É uma maneira tão divertida de se envolver e de ter conversas sobre mensagens mais profundas”.

A narrativa de The Crazy Compromise acompanha duas amigas que entram em conflito por torcerem para times esportivos diferentes. O desentendimento cresce até que elas percebem que a amizade é mais importante do que suas diferenças.

Segundo Candace, a história foi inspirada em sua amizade com Dilini, sua melhor amiga desde os 15 anos. “Viemos de diferentes origens culturais, temos diferentes visões políticas e crenças, mas nos amamos e respeitamos. Temos muito mais em comum do que diferenças, e é isso que faz nossa amizade funcionar. Essa é a mensagem do livro”.

A atriz cristã ressaltou que a obra é especialmente relevante em um período marcado por divisões, tanto políticas quanto religiosas: “Há uma linha no final do livro que diz: ‘E você? Seus amigos discordam da maneira como você pensa ou vê? Vocês conseguem se encontrar no meio e encontrar um ponto em comum? Quando seus corações batem da mesma forma, é aí que o amor pode ser encontrado.’ E eu pensei: ‘Isso foi escrito para crianças, mas é igualmente relevante para adultos’”.

Ensino

Candace destacou ainda a importância de ensinar princípios bíblicos às novas gerações por meio da literatura: “Como pais, é nosso trabalho ensinar aos nossos filhos o que é certo e errado. A moralidade se tornou tão subjetiva no mundo de hoje. Mas, para mim, como uma mulher cristã, quero garantir que as crianças estejam sendo ensinadas da perspectiva de Deus”.

A Generous Family, parceira no projeto, enfatiza valores bíblicos em seus livros, ainda que nem todas as páginas contenham referências diretas à Bíblia: “As Escrituras estão no final do livro, mas a narrativa em si reflete esses valores — honestidade, gentileza, generosidade, amor. Essas são coisas que, há 30 anos, todos concordavam que eram boas, mas hoje, nem sempre são ensinadas”.

Além de seu trabalho como autora, Candace se mantém ativa em diversas áreas do entretenimento baseado na fé. Seu podcast, Candace Cameron Bure Podcast, continua a crescer, abordando temas como criação de filhos, fé e crescimento pessoal:

“A diferença com meu podcast é que não tenho novos convidados toda semana. Eu mergulho fundo em um tópico específico por uma temporada inteira, que dura cerca de três meses. Fizemos temporadas sobre parentalidade, a Trindade e, recentemente, uma com Priscilla Shirer sobre rendição a Deus”, disse.

A atriz cristã também desempenha um papel significativo na produção cinematográfica. Como CEO da Candy Rock Enterprises e sócia da CandyRock Entertainment, ela participa do desenvolvimento de filmes voltados para o público cristão:

“Tenho vários filmes novos saindo na Great American Family este ano, incluindo alguns filmes de Natal e uma nova série de mistério”, revelou. “Acabei de terminar de filmar um filme e há pelo menos mais três ou quatro projetos a caminho”, garantiu.

Com The Crazy Compromise, Candace espera não apenas entreter as crianças, mas também auxiliar pais na condução de conversas sobre diferenças e respeito. “Essas lições não são só para crianças, são para todos nós”, afirmou.

“Se quisermos criar crianças gentis, generosas e amorosas, temos que modelar esse comportamento nós mesmos. Às vezes, isso significa fazer concessões, escolher o amor em vez do orgulho e lembrar que relacionamentos importam mais do que vencer uma discussão”, finalizou.

Vitória: Polícia encontra sangue no carro de suspeito preso

A Polícia Civil de São Paulo revelou novos detalhes sobre a investigação do desaparecimento e morte de Vitória Regina de Sousa. Conforme divulgado, Daniel Lucas Pereira, um dos suspeitos, teria registrado em vídeo o trajeto percorrido por Vitória, do ponto de ônibus até sua residência, em três ocasiões diferentes.

A Polícia apura se essas gravações indicam uma possível premeditação do sequestro. Durante a investigação, foram encontradas manchas de sangue no carro de um dos suspeitos presos.

Além disso, um local que pode ter sido utilizado como cativeiro está sendo analisado. A vítima era frequentadora da Assembleia de Deus Ministério do Belém em Cajamar (SP).

Últimos momentos

Em mensagens enviadas a uma amiga, Vitória relatou que estava sendo seguida por dois homens no ponto de ônibus e mencionou que um deles embarcou no mesmo veículo que ela.

Após desembarcar no bairro Ponunduva, onde morava, percebeu um carro com quatro homens a acompanhando. Testemunhas confirmaram ter visto um veículo na região.

Na última mensagem enviada, Vitória expressou desespero ao notar a aproximação dos suspeitos. Segundo o relato, os homens passaram de carro e disseram: “E aí, vida?”, o que a fez temer por sua segurança. A polícia investiga a relação desses acontecimentos com o desaparecimento da jovem.

Provas e suspeitos

O Diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro), Luiz Carlos do Carmo, afirmou que a gravação do trajeto de Vitória já está documentada no celular de Daniel Lucas Pereira. Além disso, há registros de Daniel fotografando o veículo de Maicol Antonio Sales dos Santos – primeiro suspeito com prisão preventiva decretada – e enviando as imagens para a família da vítima. A polícia indica que Daniel era amigo de Vitória.

Três homens são investigados pela Polícia Civil como suspeitos de envolvimento no crime:

  • Gustavo Vinícius Moraes, ex-namorado da vítima;
  • Maicol Antonio Sales dos Santos, dono do veículo que teria seguido Vitória;
  • Daniel Lucas Pereira, amigo da vítima.

Andamento da investigação

A polícia busca esclarecer o papel de cada suspeito no crime. A ex-mulher de Daniel afirmou que Maicol chegou em casa no início da madrugada da data do desaparecimento, fazendo barulho com o carro. No entanto, a juíza negou o pedido de prisão temporária de Daniel, alegando que sua conexão com o caso já foi esclarecida.

Maicol Antonio Sales dos Santos, proprietário do Toyota Corolla apontado como um dos veículos envolvidos, teve sua prisão preventiva decretada. A decisão ocorreu após a esposa do suspeito contradizê-lo em depoimento e vizinhos relatarem movimentações suspeitas na noite do crime. O veículo de Maicol apresentava manchas de sangue.

O ex-namorado de Vitória, Gustavo Vinícius Moraes, também é investigado. A polícia afirma possuir evidências que indicam sua participação no crime.

As investigações seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias e motivação do homicídio, de acordo com informações da CNN.

Quem manda no casamento? Veja o que esse pastor tem a dizer

A conceituação da união entre homem e mulher na Bíblia ainda é tema de debate para muitos cristãos, com dúvidas sobre os textos bíblicos que falam sobre o tema. Sobre a pergunta “quem manda no casamento?”, o pastor Aílton José Alves, da Assembleia de Deus em Pernambuco, pontuou o significado prático de “uma só carne”.

Em um culto de doutrina da Assembleia de Deus em Pernambuco, o veterano pastor explicou que o tempo responde a essas dúvidas sobre autoridade:

“Viver com a esposa, ou o marido, 50 anos sem briga, sem escândalo. Você chega a um estágio na vida que – essa coisa de dizer ‘o marido é quem manda’ –, a gente chega num estágio depois de 50 anos que a gente não sabe nem quem é que manda. Porque o que ela diz, a gente diz ‘está bom’. O que a gente diz ela diz ‘está bom, meu velho’. É assim”, disse o pastor.

Esse entrosamento resulta em uma fina sintonia, garantiu Aílton José: “A gente vai, cada dia, os dois se tornam uma só carne. Parece que ela adivinha o que a gente quer […] e parece que a gente sabe o que ela quer”, comentou, pontuando que usou o termo como mera força de expressão, já que “adivinhação não existe”.

“Se é para viver a vida toda, vamos fazer um projeto bem feito. Amém? […] A construção não pode ser abalada”, concluiu o experiente pastor.

Paul Washer sobre vencer provações: a carne odeia a oração

O pregador Paul Washer enfatizou a importância da oração pessoal e criticou o que chamou de ministérios de “bugigangas insignificantes” durante sua pregação na Shepherds Conference, realizada na última sexta-feira, 07 de março.

O evento, promovido pela Grace Community Church de Sun Valley, Califórnia, reuniu pastores e líderes cristãos para discutir o ministério pastoral.

Em sua mensagem, Washer baseou-se em Marcos 1:29-38, passagem que descreve Jesus curando diversas pessoas antes de retirar-se para orar e, posteriormente, dizer a Seus discípulos que precisava pregar em outro lugar.

“Você pode ter uma teologia muito boa e não permanecer em Cristo”, afirmou. Ele destacou que todas as dificuldades enfrentadas pelos cristãos servem para levá-los a uma comunhão contínua com Cristo, que deve ser buscada não apenas por meio do estudo, mas também da oração.

“Descobri que há apenas uma coisa que minha carne odeia mais do que o estudo das Escrituras: a oração”, enfatizou.

Segundo Washer, o “ponto central” do trecho bíblico analisado é a “vida de oração” de Jesus. Ele alertou que a Grande Comissão não pode avançar sem oração, independentemente de exposições bíblicas, pregações ou planejamentos estratégicos: “Na oração secreta e permanente, não há glória diante dos homens, há apenas glória de Deus”, afirmou.

Oração e ministério

O pregador também ressaltou que, embora os servos de Deus precisem de descanso, a oração deve ser prioridade, superando até mesmo o sono.

Em sua mensagem, ele criticou certos ministérios que considera desnecessários, contrastando-os com a oração, que, segundo ele, é imprescindível. Dirigindo-se a um público majoritariamente pastoral, Washer citou a frase de Charles H. Spurgeon, renomado pregador britânico do século XIX: “Prefiro ensinar um homem a orar do que dez homens a pregar”.

Ele também mencionou que a eficácia da pregação de Spurgeon não deveria ser atribuída apenas ao seu intelecto ou memória, mas, sobretudo, à sua vida de oração. “Você não pode olhar para os sermões de Spurgeon e encontrar uma explicação natural para o fato de que tanto material foi pregado e, ainda assim, cada parágrafo parece ser ouro. Ele era um homem de oração, como seu Senhor”, declarou Washer.

Ainda sobre a importância da oração, ele citou passagens como Lucas 11, onde os discípulos pediram a Jesus que os ensinasse a orar, e destacou que os seguidores de Cristo não pediram ensinamentos sobre milagres ou pregação, mas sobre oração.

“Se eu vou pedir a um homem para me ensinar algo, será a coisa que eu achar mais espetacular na vida daquele homem. Eu honestamente acredito que a coisa mais espetacular sobre Jesus foi Sua comunhão com Deus em oração”, disse, conforme informações do The Christian Post.

Mensagem de John MacArthur

Além de Paul Washer, a Shepherds Conference contou com uma participação especial do pastor John MacArthur, líder da Grace Community Church. Aos 85 anos, MacArthur enfrenta sérios problemas de saúde e enviou uma mensagem em vídeo aos participantes.

“Percebo que estou na última volta”, declarou. “Isso assume um novo significado quando você sabe que está na ponta curta da vela.” Ele expressou gratidão a Deus por tudo o que pôde testemunhar em seu ministério e concluiu sua fala com uma bênção: “Graça e paz a vocês da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor, Jesus Cristo”.

A Shepherds Conference, realizada de 5 a 7 de março, reuniu líderes cristãos para fortalecer o ensino bíblico e encorajar pastores em seu ministério.

Atriz do cinema exalta a fé em Deus: 'Tenho de honrá-lo na obra'

A atriz Patricia Heaton tem se dedicado a uma missão de honrar a Deus, buscando inspirar os outros por meio de seu trabalho e ações no cinema, meio bastante badalado entre as celebridades.

Além de defender Israel por meio da Coalizão do 7 de Outubro, Heaton tem se esforçado para criar conteúdo positivo em Hollywood, mantendo-se ocupada com uma agenda repleta de projetos significativos e inspiradores.

Em uma entrevista para a emissora cristã CBN News, durante a estreia de seu novo filme “The Unbreakable Boy” em Nova York, Heaton compartilhou que acredita que sua fé tem sido fundamental para sua longa carreira, que inclui papéis em sucessos como “Everybody Loves Raymond” e “The Middle”.

Ela explicou: “Quando você entrega tudo a Deus, Ele devolve de uma maneira que você nunca poderia imaginar. Sinto que Deus me deu certos dons, então é minha responsabilidade honrá-Lo com o trabalho que faço”.

Sobre seu novo projeto, “The Unbreakable Boy”, um filme que aborda a jornada de uma família lidando com um filho que é tanto autista quanto sofre de doença óssea frágil, Heaton expressou sua alegria por poder contar uma história transformadora de superação.

“A história é maravilhosa e verdadeira”, disse. “É uma história sobre uma luta que muitas famílias enfrentam hoje — um filho no espectro ou até mesmo se seu filho tem diferenças de aprendizado.”

A atriz Heaton destacou ainda que, embora o filme mostre as dificuldades sem maquiar a realidade, ele transmite uma mensagem de esperança e redenção no final.

Em um momento de caos e confusão cultural, a atriz acredita que “The Unbreakable Boy” oferece uma narrativa crua e genuína, que oferece o alívio necessário para aqueles que buscam paz em meio às tempestades da vida.

Cristãos deportados dos EUA podem correr risco de vida; entenda

Organizações que defendem os direitos de cristãos perseguidos alertaram recentemente sobre o risco de vida que imigrantes cristãos deportados dos Estados Unidos podem enfrentar ao retornar aos seus países de origem.

Entre os deportados, muitos são originários de nações onde a perseguição religiosa contra cristãos é intensa, como Irã, Paquistão, Afeganistão, China e Uzbequistão.

De acordo com Jeff King, presidente da International Christian Concern (ICC), entre os 350 migrantes deportados para o Panamá no mês de fevereiro, ao menos 10 são iranianos que se converteram ao cristianismo após abandonarem o Islã.

Esses imigrantes, caso sejam enviados de volta ao Irã, enfrentam o risco iminente de perseguição severa, incluindo a pena de morte por apostasia, um crime grave segundo a lei islâmica da Sharia.

King explicou que os iranianos estão particularmente vulneráveis. “Se retornarem ao Irã, eles enfrentarão a pena de morte por apostasia, um crime grave sob a lei da Sharia”, afirmou em entrevista ao The Christian Post. Ele destacou ainda que, apesar de uma longa história cristã no Irã, os cristãos iranianos têm sido severamente perseguidos por décadas.

Intolerância brutal

A perseguição religiosa no Irã é notória e sistemática, com a legislação do país proibindo muçulmanos de mudar de fé. A conversão ao cristianismo é vista como um ato criminoso e pode levar à prisão, tortura ou até mesmo à execução.

A lei iraniana exige que todas as práticas e normas do país estejam alinhadas com os preceitos do Islã, tornando ilegal a propagação de qualquer religião que não seja o Islã. A pena de morte é frequentemente aplicada a quem insulta o Profeta Maomé ou é acusado de apostasia.

Apesar dessa grave situação, o Departamento de Segurança Interna dos EUA afirmou que os imigrantes deportados estavam nos Estados Unidos ilegalmente e que nenhum deles manifestou medo de retornar aos seus países de origem durante o processo de deportação.

No entanto, a International Christian Concern lembra que, de acordo com tratados internacionais, como a Convenção das Nações Unidas contra a Tortura, é proibido forçar o retorno de refugiados a países onde eles correm risco de perseguição.

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos também reforça que o direito internacional impede a devolução de refugiados para países onde possam ser perseguidos.

Nina Shea, diretora do Centro de Liberdade Religiosa do Hudson Institute, expressou preocupação com a situação. “Nossas práticas de asilo devem priorizar aqueles que fogem da perseguição religiosa”, afirmou ela.

Shea também defendeu que, com base no compromisso do ex-presidente Donald Trump de proteger a liberdade religiosa, esses cristãos iranianos não deveriam ser deportados.

Tony Perkins, ativista evangélico proeminente, fez um apelo semelhante, reconhecendo os esforços do governo dos EUA em proteger suas fronteiras, mas destacando a necessidade de proteger os cristãos que fugem de perseguições religiosas.

“Devemos utilizar programas eficazes de refugiados e asilo para proteger os crentes da repatriação para um perigo quase certo”, afirmou Perkins, segundo o The Christian Post.

O caso sublinha a situação crítica dos cristãos em muitos países, onde a conversão ao cristianismo é considerada um ato de rebeldia contra o Estado e a religião oficial, e onde, muitas vezes, a vida daqueles que optam por seguir outra fé é colocada em risco.

Encontro com Deus leva ladrão a devolver o que roubou

O testemunho de Joshua Prins reflete uma transformação radical impulsionada por sua experiência com Deus. Abandonado pelos pais e criado em um orfanato na Holanda, ele se envolveu no crime até que um convite para a igreja mudou sua trajetória.

Criado em um lar cristão, Joshua sofreu a separação de seus pais ainda na infância. Aos 10 anos, seu pai deixou a família, e quatro anos depois, sua mãe o expulsou de casa. Ele então foi acolhido por um orfanato, onde conviveu com jovens com passados difíceis.

“Eu não conseguia mais confiar em ninguém e, quando você está entre criminosos, você se torna um deles”, relatou em entrevista ao Hour of Power.

Segundo a Revive, Joshua passou a cometer assaltos e roubos e, com o tempo, sua rede criminosa cresceu. “Nós comercializávamos produtos ilegais, armas e cometemos roubos”, lembrou ele.

Uma experiência transformadora

Ao completar 18 anos, Joshua precisou deixar o orfanato e foi morar com seus tios, um casal cristão que o convidou para ir à igreja: “Eu pensei: ‘A igreja não é para mim, eu sabia que não funcionava’”, contou.

No entanto, decidiu acompanhá-los. Durante o culto, o evangelista Herman Boon pregou sobre arrependimento, e suas palavras impactaram Joshua profundamente: “Meu coração estava batendo forte. Ele gritou: ‘Se arrependam, consertem tudo’. Essas palavras ficaram na minha cabeça o dia todo”, relatou.

Naquela noite, ele orou pedindo direção e, pela primeira vez, sentiu uma resposta: “Se você fizer o que eu quero, eu vou te proteger”.

No dia seguinte, participou de uma conferência onde ouviu a passagem de Romanos 8:31: “Que diremos, pois, diante dessas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?”.

Mesmo após essa experiência, Joshua ainda não havia mudado de vida completamente. Mas, com o tempo, sentiu que Deus o direcionava a consertar seus erros.

Restaurando o passado

Determinado a reparar suas ações, ele decidiu devolver itens roubados: “Eu disse a ele que acredito que Deus ama a justiça. Que agora eu busco o Seu reino, e ele ficou sem palavras”, contou.

Além disso, tomou a decisão de se entregar à polícia: “Eu tive que testar se era realmente Deus se movendo em minha vida”, afirmou.

Para sua surpresa, após confessar os crimes, não recebeu nenhuma condenação: “Depois de 10 minutos, a polícia voltou e disse: ‘Você foi dispensado de tudo’”.

Nas semanas seguintes, Joshua viu sua vida mudar radicalmente. Ele decidiu usar sua paixão pelo ciclismo para trabalhar e passou a consertar bicicletas: “Onde quer que eu fosse, eu falava às pessoas sobre Jesus. Meu slogan era: ‘O consertador de bicicletas com Boas Notícias’”, testemunhou.

Compromisso com o Reino

Com o tempo, Joshua sentiu o chamado para se aprofundar no estudo da Bíblia. “Eu busco o Seu reino e a Sua justiça. Jesus é a fonte. Nosso trabalho é tornar Seu reino visível aqui na Terra”, declarou.

Por fim, deixou uma mensagem de encorajamento para aqueles que enfrentam dificuldades: “Meu conselho é: se você não sabe mais o que fazer, busque a Deus, busque a Sua vontade, a Sua justiça. Tudo o que seu coração deseja virá até você, em vez de você correr atrás disso”.

Muçulmanos espancam e raspam a cabeça de cristão: 'Chocado'

No final de fevereiro de 2025, Wasif George, um cristão de 34 anos, foi sequestrado, espancado e humilhado publicamente por um grupo de vizinhos muçulmanos em Chak 110-GB Chak Jhumra, uma aldeia na província de Punjab, no Paquistão.

O incidente ocorreu no dia 27 de fevereiro, quando Wasif estava recolhendo galhos caídos para usar como lenha em uma área próxima a um canal. Ele foi acusado falsamente de roubar madeira das propriedades de proprietários de terras muçulmanos.

De acordo com seu irmão, Patras George, sete homens muçulmanos o capturaram e o levaram até a propriedade de Junaid Javed, onde o espancaram, rasparam sua cabeça e barba, e o torturaram de outras formas.

Patras relatou ao Morning Star News que, enquanto Wasif estava recolhendo lenha, os agressores o arrastaram para uma propriedade local, onde o humilharam ainda mais. “Eles não apenas o espancaram, mas também rasparam sua cabeça e barba através de um barbeiro”, contou Patras.

Além disso, os agressores forçaram Wasif a “desfilar” pelas ruas da aldeia montado em um burro, com o rosto pintado de tinta. A situação foi presenciada por toda a comunidade, mas ninguém ousou intervir devido às ameaças dos agressores, que brandiam armas e proibiam a filmagem da cena de abuso.

Ao saber do ocorrido, Patras correu até o local, mas encontrou seu irmão em estado de choque, já sem os agressores no local.

“Não consigo descrever a dor de ver meu irmão mais novo nessa condição”, lamentou. Desde o evento, Wasif desenvolveu sintomas de depressão e pensamentos suicidas. Sua esposa e familiares agora monitoram constantemente suas ações, temendo que ele tente se suicidar devido à humilhação sofrida.

Patras ressaltou que seu irmão não roubou lenha, mas apenas recolheu galhos caídos, o que, segundo ele, não justifica a violência que Wasif sofreu.

“Se ele realmente tivesse cometido algum ato errado, os proprietários de terras poderiam tê-lo prendido e acusado de acordo com a lei”, afirmou Patras.

Omissão das autoridades

Patras também criticou o fato de os agressores, apesar de serem pessoas influentes e com antecedentes policiais, não terem sido presos. Eles usaram sua relação com as autoridades locais para se livrar das acusações e, conforme Patras, pressionam a família para uma reconciliação.

Em relação à postura da polícia, Patras destacou o viés das autoridades, que não tomaram medidas significativas para punir os responsáveis.

“Embora a polícia tenha registrado o caso, os acusados pagaram fianças e ainda estão nos pressionando”, disse Patras, criticando o fato de que, uma semana após o incidente, ainda não haviam sido ouvidos pela polícia.

A situação dos cristãos na aldeia, composta por cerca de 25 a 30 famílias, é descrita como extremamente difícil, já que são em sua maioria muito pobres e não têm meios de se defender contra os abusos dos muçulmanos mais ricos e influentes da região.

“Nenhum de nossos líderes religiosos ou políticos cristãos mostrou qualquer preocupação com nossa situação. Eles estão apenas preocupados com dinheiro e títulos, sem se importar com a nossa luta por justiça”, afirmou Patras.

A violência contra Wasif chamou a atenção de Aslam Sahotra, presidente do partido Masiha Millat do Paquistão, que se comprometeu a buscar justiça para o cristão. Ele também criticou a inação da polícia, que, segundo ele, dificulta ainda mais a busca por justiça para as pessoas vulneráveis no país.

O Paquistão figura na 8ª posição da Lista Mundial de Perseguição de 2025, elaborada pela Missão Portas Abertas, entre os países mais difíceis para os cristãos viverem.

Igrejas hispânicas enfrentam dificuldades financeiras graves

O anúncio de uma aliança estratégica para ajudar igrejas hispânicas foi realizado recentemente. A parceria entre a National Hispanic Christian Leadership Conference (NHCLC) e a America’s Christian Credit Union (ACCU) foi um dos destaques da conferência anual da National Religious Broadcasters.

O acordo torna a NHCLC a primeira e única parceira executiva da ACCU em serviços financeiros, com o objetivo de transformar a saúde financeira de milhares de igrejas hispânicas e seus pastores nos Estados Unidos.

“A comunidade cristã hispânica precisa de apoio financeiro sólido e ferramentas mais do que nunca”, afirmou o Rev. Samuel Rodriguez, presidente da NHCLC. Segundo ele, a parceria permitirá que líderes religiosos recebam treinamento e capacitação para administrar melhor suas igrejas.

“A ACCU compartilha nossos valores e missão, e juntos seremos capazes de treinar e capacitar nossos pastores e congregações”, disse.

Educação financeira

Um dos principais pilares da iniciativa é a educação financeira, área frequentemente negligenciada por muitas igrejas devido à falta de treinamento em administração e gestão de recursos.

De acordo com Angel Correa, representante da NHCLC, o programa oferecerá ferramentas práticas e ensinamentos fundamentados em princípios bíblicos sobre mordomia e finanças.

“Queremos educar nossa comunidade sobre como administrar adequadamente os recursos que Deus coloca em suas mãos”, explicou Correa ao Christian Post Español. Ele ressaltou que, apesar do chamado pastoral, muitos líderes não possuem conhecimento financeiro suficiente para gerir suas igrejas de forma sustentável.

“Este acordo nos permitirá oferecer workshops, aconselhamento e suporte em áreas-chave como orçamento, planejamento e economia”, acrescentou.

Financiamento para igrejas

Além da capacitação, a ACCU disponibilizará opções de financiamento para igrejas e ministérios afiliados à NHCLC. Isso inclui linhas de crédito para compra e reforma de prédios, expansão ministerial e planos de aposentadoria para pastores—um tema muitas vezes deixado em segundo plano dentro das congregações.

“As igrejas hispânicas precisam de acesso a financiamento para crescer e continuar impactando suas comunidades”, afirmou Joel Santiago, diretor de banco corporativo da ACCU. Segundo ele, a instituição está comprometida em oferecer soluções financeiras alinhadas com princípios bíblicos para fortalecer igrejas e seus líderes.

Santiago também destacou a importância de preparar os pastores para o futuro. “Muitos líderes dedicaram suas vidas ao ministério e chegaram à velhice sem um plano de aposentadoria. Podemos orientá-los e conectá-los a especialistas que os ajudarão a se preparar para essa fase de suas vidas”, explicou.

Expansão para a América Latina

Embora o foco inicial da parceria esteja na comunidade hispânica nos Estados Unidos, a NHCLC já manifestou o desejo de expandir o projeto para a América Latina: “O desafio é grande, mas a necessidade é ainda maior”, disse Correa.

Ele mencionou que o modelo de educação e suporte financeiro poderá ser levado a igrejas no México, América Central e outros países da região.

O Rev. Samuel Rodriguez reforçou o compromisso da NHCLC em fortalecer as igrejas e líderes hispânicos, destacando que a aliança com a ACCU é apenas o começo: “Queremos ver igrejas saudáveis, pastores fortalecidos e comunidades transformadas por meio de princípios financeiros sólidos alinhados com a Palavra de Deus.”

Com essa iniciativa, NHCLC e ACCU buscam promover uma transformação significativa na vida financeira das igrejas hispânicas, fornecendo-lhes conhecimento e recursos para que possam crescer e servir de maneira mais eficiente, de acordo com informações do The Christian Post.