Polícia prende 3 homens pela morte de Natany Alves no Ceará

Os responsáveis pelo assassinato da jovem evangélica Natany Alves foram presos pela Polícia. Ela havia saído para buscar algo no veículo e foi surpreendida pelos criminosos. Ao tentar escapar, Natany foi impedida de sair pela porta do passageiro.

A ação foi registrada pelas câmeras de segurança locais. O vídeo mostra que ela foi abordada por três homens enquanto estava em seu carro, estacionado nas proximidades da igreja em Quixeramobim, no interior do Ceará.

Ao tentar escapar, Natany foi impedida de sair pela porta do passageiro. Após ser abordada, a jovem foi sequestrada e levada para um matagal, onde os suspeitos, em uma reação ao que alegaram ser uma tentativa de resistência por parte da vítima, a assassinaram com golpes de pedra.

A Polícia Civil informou que, após o sequestro, o corpo de Natany foi encontrado horas depois, em uma cidade vizinha.

De acordo com o delegado Pedro Viana, diretor do Departamento de Polícia do Interior Sul, o crime foi motivado por uma dívida: “Tudo indica que foi um crime de oportunidade por conta de dívidas. Planejaram o roubo para fazer o pagamento da dívida. Os suspeitos se conheciam, mas não tinham relação com a vítima. Eles não relatam o que seria a dívida, mas provavelmente é relacionada a droga”, explicou.

Os três homens responsáveis pelo crime foram identificados e presos na tarde de domingo em uma residência em Quixadá, cidade localizada a cerca de 43 quilômetros de Quixeramobim.

Em depoimento, os suspeitos alegaram que não tinham a intenção de matar a vítima, apenas roubar o veículo para quitar uma dívida. A decisão de matá-la, segundo os acusados, ocorreu após Natany ter agredido um deles.

Os suspeitos foram identificados como Francisco Márcio Freire, de 43 anos, Francisco Teodósio Ramos, também de 43 anos, e Jardson do Nascimento Silva, de 23 anos. Márcio Freire, que chegou a se apresentar como pastor nas redes sociais até 2019, foi apontado como o autor intelectual do crime.

A Associação de Pastores Evangélicos de Quixadá (APEQ) esclareceu que Márcio nunca foi pastor na cidade e repudiou a associação do nome dele ao ministério pastoral local.

A Polícia Civil também revelou que os três suspeitos eram usuários de drogas e viviam como andarilhos, transitando de cidade em cidade. Os criminosos foram autuados em flagrante por latrocínio, roubo seguido de morte, e permanecem à disposição da Justiça. O delegado William Lopes, da Delegacia Regional de Quixadá, informou que um dos envolvidos tinha antecedentes criminais por roubo, enquanto outro tinha histórico por violência doméstica.

Após o crime, o carro de Natany foi abandonado em Quixadá, onde imagens de câmeras de segurança mostraram os suspeitos deixando o veículo e fugindo a pé. O caso segue sendo investigado pelas autoridades.

Hillsong Church vê debandada de filiais após denúncias de abusos

No domingo, os líderes da Hillsong Church, com sede na Austrália, anunciaram que a Hillsong San Francisco, sob a liderança dos pastores Brenden e Jacqui Brown, se separará da marca Hillsong e passará a ser administrada de forma independente, adotando um novo nome.

O anúncio foi feito por Phil Dooley, pastor sênior global da Hillsong, junto a Sam Lopez, pastor principal da Hillsong Califórnia, em uma transmissão remota. Ao todo, já são 11 igrejas que se desligaram da sede na Austrália.

“Após muitas orações e cuidadosas considerações, estamos anunciando que Brenden e Jacqui Brown assumirão a liderança da nossa comunidade em São Francisco como uma igreja separada, desvinculando-se assim da Hillsong Califórnia”, afirmou Dooley à comunidade da Hillsong Califórnia.

Ele também expressou: “Acreditamos que este é o momento certo. Esta é uma temporada emocionante para os Browns e para nossa igreja em São Francisco. Queremos expressar nosso amor por Brenden e Jacqui, e reconhecer sua dedicação, sacrifício e compromisso em pastorear e liderar a comunidade da Hillsong em São Francisco.”

Este anúncio marca a perda do 11º dos 16 campi da igreja nos Estados Unidos, após uma série de escândalos que surgiram durante a pandemia. Em novembro de 2020, o ex-pastor principal da Hillsong NYC, Carl Lentz, foi demitido por “problemas de liderança” e falhas morais, incluindo infidelidade à esposa, Laura.

Abusos relacionados à sua liderança foram abordados no documentário Hillsong: A Exposição de Uma Mega Igreja, transmitido pelo Discovery Plus.

Um relatório vazado mostrou acusações de abuso na Hillsong NYC durante o período de Lentz, incluindo alegações sobre a gestão inadequada de interações sexuais consensuais e não consensuais entre líderes da igreja e membros da congregação, voluntários e até mesmo não frequentadores.

Em sua fala para a comunidade da Hillsong Califórnia, o pastor Lopez revelou que a separação da igreja de São Francisco vinha sendo discutida há cerca de dois anos. Ele destacou que os Browns estão apenas seguindo o chamado de Deus em suas vidas, com uma “nova visão”, e que a separação conta com a bênção da Hillsong. Lopez e os Browns informaram que, na próxima semana, será revelado o novo nome da igreja.

“Nas minhas conversas com algumas pessoas da nossa igreja, estou começando a perceber que isso não é muito comum… O tom que continuo recebendo é algo como, ‘Então, o que aconteceu?’ E deixe-me esclarecer, nada aconteceu”, insistiu Lopez. Ele destacou ainda: “Temos um casal incrível lá. Eles têm uma visão para isso. Deus os chamou. Deus pediu que eles dessem um passo de fé. Estamos apoiando 100% e vamos seguir em frente. Isso resume tudo.”

Lopez também relatou que, em resposta a essa separação, muitas pessoas questionam se algo extraordinário ocorreu, ao que ele responde: “Isso é exatamente o que aconteceu. Essa é a verdade completa. Estamos apenas empolgados. Parte do meu trabalho não é acumular poder ou construir um império. Meu trabalho é ver nossa equipe seguir o chamado de Deus.”

Em uma publicação no Instagram, os líderes da Hillsong San Francisco, que atuam na rede de megaigrejas evangélicas há 24 anos, anunciaram que buscarão “algo novo e cheio de propósito”. “Deus tem sido fiel em cada passo da nossa jornada, e acreditamos que Ele está nos guiando para algo novo e cheio de propósito. Embora nosso nome esteja mudando, nosso coração permanece o mesmo — amar as pessoas e conectá-las a Jesus”, escreveram os líderes.

A mensagem também expressou gratidão à comunidade da Hillsong Church, que, segundo os líderes, foi fundamental para a base da nova fase da igreja. “Somos muito gratos à nossa família Hillsong Church, cuja fé e investimento lançaram a base para esta próxima temporada. Agradecemos especialmente aos nossos pastores seniores globais Phill Dooley_ e Lucinda Dooley, aos pastores líderes da Califórnia Sam Lopez e Courtney Lopez, e ao Conselho Global por sua liderança, amor e apoio”, concluíram.

O anúncio também convidou a comunidade para o próximo domingo, quando será revelado o novo nome da igreja e a visão para o futuro: “Mal podemos esperar para entrar nesta nova temporada juntos”, finalizaram, de acordo com informações do portal The Christian Post.

‘Pastora’ diz que Jesus era ‘drag queen’ em protesto contra Trump

“The Jesus I know would be dressed in full drag.” The enlightened clergy have no problem with a state-established religion. pic.twitter.com/tMMxKCLT8G

— Sidewalk Steve (@Sidewalk_Steve) February 13, 2025

Uma “pastora” ativista de esquerda afirmou que Jesus se vestiria de drag queen para defender sua ideologia progressista. A declaração ocorreu durante uma votação sobre políticas pró-LGBT em uma cidade dos Estados Unidos.

Em 12 de fevereiro de 2025, durante uma reunião do Conselho Municipal de Worcester, Massachusetts (EUA), uma série de declarações controversas e tensas ocorreu antes da votação que designou a cidade como um “santuário para pessoas transgênero e de gênero diverso”.

A medida foi aprovada por 9 votos a 2 e visa garantir que a cidade se recuse a cooperar com políticas federais ou estaduais que possam prejudicar indivíduos transgêneros, garantindo também acesso sem discriminação a cuidados de saúde, moradia, educação e emprego.

A resolução gerou reações mistas, com cerca de 200 pessoas comparecendo para apoiar a medida.

Entre os apoiadores, esteve Julie Payne-Britton, pastora da Hadwen Park Congregational Church, uma instituição afiliada à United Church of Christ. Durante seu discurso, Payne-Britton, que se identifica como uma lésbica cisgênero e deficiente, afirmou que Jesus, se estivesse presente, estaria “vestido de drag queen“, sugerindo uma visão inclusiva e não binária de Jesus.

“O Jesus que eu conheço estaria neste microfone com uma voz trêmula e um corpo trêmulo, gritando, ‘torne esta cidade segura para meu filho’”, afirmou a pastora.

Em contraste, a reunião também foi marcada por declarações de ativistas que expressaram preocupações com as políticas do governo federal. Entre eles, um orador que se identificou como “Dee Dee Delight” e vestia-se de mulher, criticou a ordem executiva do presidente Donald Trump que limita o reconhecimento legal a apenas dois sexos, masculino e feminino.

“Se você acha que tem medo de Trump, deveria ver o quanto tenho medo de Trump”, declarou Dee Dee Delight, mencionando o temor diante das políticas que afetam a comunidade transgênero.

Outro momento tenso ocorreu quando um ativista em uma peruca aparentemente fez uma ameaça velada ao conselho municipal. Ele declarou: “Se você diz que tem medo de Trump e é por isso que não quer que a cidade seja um espaço seguro para pessoas [trans], é melhor se preparar para que as pessoas [trans] tornem este um espaço muito inseguro”. Esta declaração foi recebida com preocupação por alguns presentes na reunião.

Além disso, um ativista de pele negra alertou o conselho sobre a força da comunidade transgênero, dizendo que pessoas transgênero “fortes e queer” iriam “conquistar” o conselho rapidamente, enquanto outros manifestantes expressaram frustração com o tratamento de minorias e a comparação com ações autoritárias, como os nazistas queimando livros de ciência de gênero.

Esses eventos ocorreram no contexto das recentes políticas do governo Trump, que visam limitar o reconhecimento de identidades transgênero e proibir operações médicas trans para menores de 19 anos. O ex-presidente também prometeu, durante sua campanha de reeleição, trabalhar para impedir procedimentos de transição para jovens, declarando que buscaria uma legislação para proibir a “mutilação infantil” em todos os estados.

A votação final do conselho, que designou Worcester como cidade santuário, foi acompanhada de fortes emoções e divergências, refletindo a crescente polarização sobre questões de identidade de gênero e direitos transgêneros nos Estados Unidos, de acordo com informações do portal The Christian Post.

À beira da morte, pacientes veem Jesus, relata médica experiente

A Dra. Pamela Prince Pyle relata ter testemunhado pacientes à beira da morte que vivenciarem momentos que descreveu como vislumbres da eternidade.

Médica clínica geral certificada e presidente do Africa New Life Ministries, Pamela acumulou mais de 30 anos de experiência tratando pacientes em hospitais nos Estados Unidos e clínicas em Ruanda.

Entre os relatos observados, Pamela menciona pacientes terminais que, à beira da morte, abriram os olhos e chamaram pelo nome de Jesus ou descreveram visões do Céu. Em um dos casos, um paciente que esteve inconsciente por três dias subitamente sentou-se na cama, bateu palmas e exclamou “Jesus, Jesus!” antes de falecer. “Eu vi tantas pessoas verem o céu, verem Jesus”, afirmou em entrevista.

Agora, essas experiências são compartilhadas em seu livro Anticipating Heaven: Spiritual Comfort and Practical Wisdom for the Final Chapters of Life (Antecipando o Céu: Conforto Espiritual e Sabedoria Prática para os Capítulos Finais da Vida).

Pamela disse que a obra foi motivada por sua vivência profissional, sua fé e o interesse na experiência humana. A decisão de escrever o livro surgiu em 2018, após 29 anos de prática médica.

Em um episódio marcante, Pamela foi chamada para atender uma paciente que já havia tratado diversas vezes. A mulher, diagnosticada com uma doença pulmonar progressiva, expressou que não queria mais continuar o tratamento e perguntou como seria o processo de morrer. Durante a conversa, enquanto segurava a mão da paciente, Pamela sentiu o impacto do momento e ficou emocionada. No entanto, a paciente respondeu: “Será uma boa morte”. Para a médica, aquela frase se tornou um ponto central do livro, que trata tanto da preparação para a morte quanto da importância de viver bem.

Parte do conteúdo do livro aborda aspectos práticos, como enfrentar desafios do sistema de saúde, planejar cuidados médicos avançados e preparar-se espiritualmente para o fim da vida: “Eu queria fornecer informações sobre como lidar com o sistema de saúde, como ser ouvido, quais perguntas fazer, o que esperar ao ir para um hospital e os direitos do paciente”, explicou.

A obra também discute um tema recorrente nos cuidados paliativos: os milagres. Pamela destacou que, embora muitas pessoas orem por curas milagrosas, nem todas as orações são atendidas dessa forma. No entanto, enfatizou que há uma oração que sempre resulta em um milagre: a da salvação. “Independentemente de onde seu ente querido esteve no passado, continue a falar fé, verdade, amor e Jesus. Mesmo em um estado inconsciente, Jesus ainda pode alcançá-lo”, afirmou.

A experiência pessoal de Pamela com a fé também permeia o livro. Ela relatou que seu marido viveu uma experiência de quase morte, na qual disse ter visto o Inferno, episódio que levou à sua conversão.

“Jesus o alcançou no meio da escuridão. E a única coisa que ele sabia era: ‘Todo joelho se dobrará, toda língua confessará. Senhor, salva-me’. E Jesus o salvou naquele momento”, contou. A transformação foi tão abrupta que, inicialmente, Pamela suspeitou que ele tivesse tido um episódio de saúde mental. “Eu até o fiz fazer um teste”, disse, em tom bem-humorado. No entanto, dois anos depois, ela própria se converteu ao cristianismo.

Outro aspecto abordado no livro são as experiências de quase morte. Pamela descreveu duas formas como os pacientes enfrentam seus momentos finais. Uma delas é o que a medicina chama de “inquietação terminal”, caracterizada por medo, gritos e visões angustiantes. A outra, que ela chama de “Conscientização da Quase Morte”, é frequentemente descrita como pacífica, com pacientes relatando interações com entes queridos falecidos e uma sensação de prontidão para partir.

Pamela também comentou sobre o aumento do apoio à eutanásia e ao suicídio assistido nos Estados Unidos e em outros países. “É realmente surpreendente para mim que 72% dos americanos acreditem na eutanásia, que nem é legal aqui”, afirmou.

Atualmente, 10 estados dos EUA permitem o suicídio assistido, com mais de 60% da população apoiando essa prática. No entanto, a médica enfatizou que o processo natural da morte pode ser um momento significativo para reconciliação familiar e evangelismo: “Uma pessoa morrendo na fé pode ser uma poderosa ferramenta para compartilhar o Evangelho”, observou.

Ela reconheceu que aqueles que consideram a eutanásia frequentemente enfrentam sofrimento intenso, mas ressaltou que deseja apresentar uma alternativa. “Deus tem um plano. Nossos dias estão contados, mas quando se escolhe o que chamo de morte definida, pode ser que esse tenha sido o dia estabelecido — mas não há um processo natural para isso”, afirmou.

Para Pamela, Antecipando o Céu não trata apenas da preparação para a morte, mas de como viver. “Uma boa morte não é um evento. É um estilo de vida. É como vivemos hoje, pois não sabemos o que o amanhã reserva”, disse. Ela chama esse conceito de “viver antecipando o Céu”.

“Todos os dias, eu antecipo meu dia. Às vezes, é o grande quadro do Céu que eu antecipo. Que Deus vai colocar alguém na minha frente com quem eu possa compartilhar o Evangelho. Eu antecipo o retorno de Jesus. Eu vivo em um estado de antecipação. E por causa disso, eu me sinto muito mais alegre”, declarou.

Com seu livro, Pamela espera equipar igrejas e indivíduos para lidarem com o processo do fim da vida com confiança e fé: “Temos estudos bíblicos para acompanhar, para realmente equipar a igreja, o Corpo de Cristo, com essas informações, para que possam usá-las como ferramenta para ajudar aqueles que não estão no Corpo de Cristo a conhecer Seu nome e ter esperança”, concluiu, conforme informado pelo The Christian Post.

‘Igreja de Lúcifer’ em Fortaleza sofre rejeição de moradores

A abertura da primeira instituição satanista do Nordeste, em Fortaleza (CE), tem provocado reações entre os moradores da capital cearense. O templo conhecido como “Igreja de Lúcifer” realiza rituais de quimbanda, missas negras de alta magia e cultos ao diabo, opera há um ano no bairro Benfica, sob a liderança do sacerdote-bruxo Paulo Padilha.

Nas redes sociais, a chamada “Igreja de Lúcifer” publicou convites para que interessados se tornem membros, prometendo benefícios em amarrações amorosas. A divulgação gerou discussões, com usuários questionando as implicações espirituais e morais das práticas anunciadas.

“Amarrações amorosas? Onde isso é saudável? No mínimo as consequências são adultério, divórcio por adultério e as motivações são invejas e o amor deturpado!”, escreveu uma usuária. Outra internauta comentou: “Jesus está voltando, os sinais estão claros”.

Uso do termo “Igreja”

A polêmica se estende ao uso da palavra “Igreja” para descrever templos satanistas e de religiões de matriz africana. Em janeiro de 2025, um templo denominado “Igreja da Pombagira” foi inaugurado em Porto Alegre (RS), gerando reações semelhantes.

Críticos apontam que a designação “Igreja” se refere tradicionalmente a instituições cristãs, abrangendo igrejas evangélicas, católicas, protestantes e do cristianismo oriental. “Igreja só existe a que Jesus nos deixou”, comentou um usuário em publicação sobre o templo. Outra seguidora afirmou: “Deus está mostrando as obras de Satanás que antes vivia oculta, estamos vivendo os últimos dias aqui na terra”.

Reação de líderes cristãos

O crescimento de instituições satanistas no Brasil tem sido observado por líderes religiosos. O pastor João Antônio de Souza Filho minimizou a influência dessas organizações sobre a Igreja.

“Não vai afetar em nada a Igreja. É só mais uma presença dele aqui no nosso estado”, declarou o pastor, referindo-se à inauguração de uma estátua de Lúcifer em Gravataí (RS).

Ele citou o exemplo de São Francisco, na Califórnia (EUA), onde foi fundada a Igreja de Satanás, afirmando que, apesar da presença do ocultismo, a Igreja cristã continuou ativa na região.

“Vamos sofrer fortes opressões espirituais, mas maior é aquele que está conosco do que aquele que está no mundo”, disse o pastor. “Isso vai levar a Igreja a orar mais, a buscar mais a Deus, a jejuar e a afiar a sua espada contra as forças inimigas”.

Atriz denuncia sabotagem contra cristãos que buscam adoção

Jen Lilley, atriz e defensora apaixonada da adoção e do acolhimento familiar, compartilhou sua jornada em uma entrevista, destacando sua trajetória pessoal e seu compromisso com as crianças em situação de vulnerabilidade.

Desde a infância, Lilley foi exposta ao ambiente de acolhimento. “Meus pais eram o que eu chamo de pais adotivos não oficiais. Meu pai era juiz e minha mãe, diretora de uma instituição de caridade para mulheres e crianças”, afirmou.

Embora a família não pudesse legalmente acolher crianças, isso não impediu que eles oferecessem apoio a quem necessitasse. “Nossa casa era uma espécie de porta giratória às vezes para pessoas que talvez só precisassem de ajuda para fazer a transição em suas vidas”, completou.

Apesar da familiaridade com o acolhimento, Lilley observou que seu marido, Jason Wayne, teve uma experiência distinta e inicialmente achou a ideia de receber estranhos em casa algo “assustador”. Ela comentou que, frequentemente, um cônjuge apoia a adoção enquanto o outro se sente hesitante.

O casal iniciou sua jornada de acolhimento familiar em 2011, quando Lilley se envolveu com a organização sem fins lucrativos Childhelp, voltada para o combate ao abuso e negligência infantil. “Eles são uma das maiores e mais antigas organizações sem fins lucrativos contra abuso e negligência infantil em nosso país”, destacou a atriz. Foi durante essa experiência que Lilley e Wayne decidiram adotar uma abordagem mais ativa no acolhimento familiar.

A fé cristã de Lilley desempenhou um papel significativo em sua decisão de acolher e adotar: “Quando o amor é seu motivo, você tem que olhar para essas crianças. Você não pode desviar o olhar”, afirmou.

Ela também expressou preocupação com a situação de famílias cristãs em Vermont, que, segundo relatos, enfrentaram restrições na adoção por causa de suas crenças religiosas. Em 2024, duas famílias entraram com uma ação judicial contra o Departamento de Serviços Infantis e Familiares de Vermont após terem suas licenças suspensas.

Na época, Lilley se manifestou, afirmando que a decisão do governo era uma violação constitucional e colocava em risco o bem-estar de crianças em necessidade de lares seguros e amorosos.

Lilley também compartilhou uma conversa que teve com o gabinete do governador de Vermont, na qual abordou as questões de forma aberta e equilibrada: “Eu simplesmente acredito que há um lugar à mesa para todos e… Eu acho que, enquanto sua casa for segura — realmente segura — e estiver proporcionando amor, segurança e estabilidade para essas crianças, você deve ter um lugar à mesa”, disse ela.

A atriz ressaltou que o objetivo do acolhimento familiar não é separar as crianças de seus pais biológicos, mas, ao contrário, reunir as famílias sempre que possível, de acordo com informações da emissora CBN News.

‘Único’ é a nova música de Fernanda Brum: ‘Adoração profunda’

Assine o Canal

Fernanda Brum lançou o single Único, terceiro do seu novo álbum, que foi gravado nos Estados Unidos e tem previsão de lançamento para o primeiro semestre de 2025. A música traz uma mensagem de fé e adoração, exaltando Jesus como o único Senhor e destacando o poder transformador do louvor.

A canção é uma releitura do sucesso interpretado anteriormente por Fhop Music e Marco Telles e convida os ouvintes a refletirem sobre a grandeza de Deus, enfatizando a importância de colocá-Lo acima de todas as coisas.

Com versos profundos, a música transmite a ideia de que devemos permitir que Deus cresça em nós, superando qualquer sombra que possamos projetar. A mensagem também reforça a humildade, encorajando a rendição diante do Senhor e o reconhecimento de Sua soberania absoluta.

“Gravar a canção Único foi um momento de adoração profundo para mim, porque quando a letra diz, ‘veja o trono de outros reis dobrados ao chão, até o meu coração se deu’, eu me quebrantei e adorei. Era exatamente o que eu queria expressar a Deus naquele momento. Essa música se tornou uma ferramenta de oração para mim, e tenho certeza de que muitas pessoas irão orar com ela, dizendo que o trono que deve permanecer de pé é o do Senhor”, compartilhou Fernanda Brum sobre a gravação.

A interpretação de Fernanda Brum, acompanhada de sua banda em uma performance ao vivo, transmite toda a intensidade e emoção da canção. O vídeo da música, gravado em um salão nobre em Laranjeiras, Rio de Janeiro, fortalece ainda mais a experiência de adoração.

Com mais de 1,5 milhão de ouvintes mensais no Spotify, Fernanda Brum é uma das principais artistas da música cristã no Brasil. A cantora, que recebeu quatro indicações ao Grammy Latino, venceu duas vezes na categoria “Melhor Álbum de Música Cristã em Língua Portuguesa”. Ela acumula 18 discos de ouro, 10 de platina, 4 de platina duplo e 2 de platina triplo, além de 5 DVDs de ouro e 1 de platina.

Bíblia ESV revisa tradução de versículos e altera texto de Gênesis

A Bíblia ESV (sigla para versão padrão inglesa) está passando por sua primeira atualização de texto em quase uma década. O Comitê de Supervisão de Tradução da ESV anunciou que revisões serão feitas em 36 passagens e 42 versículos, com foco em aprimorar a precisão e a clareza.

A atualização será gradual, sendo concluída nos próximos dois anos. A primeira versão das edições atualizadas estará disponível na primavera de 2025, com o lançamento completo previsto para o outono de 2026.

O Comitê de Supervisão de Tradução da Bíblia ESV (TOC), que é responsável pela publicação da versão, garantiu a fidelidade do texto aos originais bíblicos. As mudanças incluem 68 alterações de palavras, representando aproximadamente uma modificação a cada 11 mil palavras, 57 ajustes em notas de rodapé e modificações de pontuação em 14 versículos.

A atualização de Gênesis 3:16 é uma das mais significativas, retornando à tradução usada em 2001: “Seu desejo será para seu marido, e ele a dominará”, depois de ter sido alterada na edição de 2016 para “Seu desejo será contrário ao do seu marido, mas ele dominará sobre você”.

A alteração visa alinhar a tradução com outras versões históricas, como a Revised Standard Version (RSV) e a New American Standard Bible (NASB).

Em relação a João 1:18, a frase “o único Deus” foi substituída por “Deus o único Filho”, com base nos termos gregos “theos” e “monogenēs“, e para manter a consistência com João 1:14. A revisão também oferece leituras alternativas nas notas de rodapé, como “o único Deus que” e “o único Filho”.

Outras mudanças significativas incluem:

  • Gênesis 2:14, que esclarece a localização do rio Tigre, indicando que ele corre a leste da Assíria.
  • Gênesis 6:14, com mais informações sobre o termo “madeira de gofer”.
  • Êxodo 20:11, alterando a frase para “Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra”, em vez de “fez os céus e a terra”.
  • Deuteronômio 32:17, ajustando “demônios que não eram deuses” para “demônios que não eram Deus”.

O TOC enfatizou que a Bíblia ESV não planeja atualizações frequentes, mas permanece aberta a revisões quando novas descobertas arqueológicas ou linguísticas oferecerem mais clareza. Desde a primeira publicação em 2001, mais de 315 milhões de cópias da ESV foram distribuídas, muitas delas doadas por meio de parcerias ministeriais.

O comitê afirmou que nenhuma tradução bíblica é perfeita, mas que Deus utiliza as imperfeições para Sua honra e louvor.

Ao final, o TOC expressou sua gratidão e orações para que as atualizações sejam úteis para os cristãos em todo o mundo, segundo informações do portal The Christian Post.

Nicarágua acentua perseguição a cristãos e fecha projetos sociais

O governo de Daniel Ortega, da Nicarágua, tem intensificado a repressão a organizações cristãs no país. De acordo com a Missão Portas Abertas, mais 15 instituições religiosas foram fechadas pelas autoridades sob a acusação de “não cumprirem suas obrigações”.

Entre as organizações afetadas está a Save the Children, que operava no país desde 1986, mas foi dissolvida recentemente, sendo impedida de continuar suas atividades nas áreas de educação, saúde, nutrição e defesa dos direitos das crianças.

Essa medida faz parte de uma série de ações do governo para reprimir fundações cristãs, que frequentemente denunciam violações de direitos humanos. Em 2024, o regime de Ortega fechou aproximadamente 1.700 organizações, incluindo 678 entidades cristãs. Desde 2018, mais de 5.400 ONGs foram fechadas, muitas delas com uma forte presença evangélica.

A comunidade cristã nicaraguense tem se manifestado contra o regime autoritário de Ortega há anos. Líderes religiosos criticam abertamente a repressão violenta a manifestantes e as restrições à liberdade de expressão no país.

As tensões políticas aumentaram desde as eleições gerais de 7 de novembro de 2021, quando Ortega foi reeleito para um quinto mandato em um pleito considerado polêmico. Desde então, o governo fechou mais de 256 igrejas evangélicas, de acordo com a organização de direitos humanos Nicarágua Nunca Más.

Além disso, mais de 200 líderes religiosos foram forçados a fugir do país, 20 deles perderam sua cidadania e 65 foram indiciados por acusações como conspiração.

O diretor do ministério Mountain Gateway, John Britton Hancock, mencionou que atualmente há cerca de 100 pastores presos. Em resposta à crescente repressão, muitos cristãos evangélicos têm se reunido secretamente em suas casas para cultuar a Deus sem atrair a atenção das autoridades.

A situação na Nicarágua continua a ser monitorada pela Missão Portas Abertas, que incluiu o país na 30ª posição de sua Lista Mundial da Perseguição 2025. A entidade observou que “a hostilidade contra os cristãos na Nicarágua continua a se intensificar, sendo aqueles que se manifestam contra o presidente Ortega e seu governo vistos como agentes desestabilizadores”.

Iêmen: cristão é morto por radicais contrariados por evangelismo

Em um dia tenso, Zahra, líder de um ministério de mulheres cristãs no Iêmen, recebeu uma ligação informando sobre a morte de Anis, um membro ativo da comunidade cristã.

Ambos realizavam visitas e encontros para compartilhar ensinamentos sobre Jesus: “Eu realmente gosto do meu ministério. Costumava falar com moças e mulheres enquanto Anis servia aos homens. Foi um tempo frutífero e Deus trabalhava por meio de nós. Entretanto, quando extremistas assumiram nossa cidade, Anis começou a receber diversas ameaças: ‘Seu infiel, vamos matar você’”, relatou Zahra.

Temendo pelo próprio futuro, Anis pediu a Zahra que cuidasse de sua esposa, Rania, e dos filhos caso as ameaças se concretizassem: “Quero que você cuide de minha esposa e de meus filhos. Ela não será capaz de lidar com isso sozinha”, disse. Zahra tentou tranquilizá-lo, mas o pior aconteceu. “Ele foi morto por ser cristão”, disse a líder do ministério, emocionada.

A morte de Anis marcou profundamente Zahra, que precisou de tempo para lamentar e se reerguer espiritualmente. Algumas semanas depois, decidiu cumprir a promessa que havia feito.

“Precisava estar presente com a esposa e os filhos dele. Não podia continuar me escondendo e me afogando em tristeza”, afirmou. Ao visitar Rania, encontrou uma mulher devastada pela perda repentina do marido. “Ela se tornou viúva e mãe solo de duas crianças da noite para o dia. Eu precisava contar a ela sobre Jesus. Apenas ele podia ajudá-la”, acrescentou.

Os filhos de Anis também enfrentaram trauma profundo. Zahra relatou que o mais velho questionava a fé do pai: “Se meu pai não fosse cristão, ainda estaria vivo”. Os meninos, ao verem homens armados na rua, associavam-nos à morte do pai, apontando e dizendo: “Esse homem matou Baba”.

Apesar do perigo iminente, Zahra seguiu comprometida com sua fé. “Vivemos entre lobos e sabemos disso. Eu escolhi esse caminho e sei as provacões que resultaram disso. Jesus tomou minha dor, sofrimento e culpa. Agora é minha vez de carregar a cruz”, afirmou.

Perseguição no Iêmen

O Iêmen é considerado um dos países mais hostis para cristãos. O islamismo é a religião oficial, e a legislação é baseada na sharia, o que torna a prática do cristianismo arriscada.

Além disso, o país enfrenta uma guerra civil há mais de dez anos, intensificando a instabilidade e ampliando os riscos para minorias religiosas.

A morte de Anis não foi um caso isolado. Zahra contou que as ameaças eram frequentes. Em um episódio anterior, ela e Anis caminhavam juntos quando ele recebeu mensagens afirmando: “Queremos matar você hoje, mas vimos que está acompanhado. Não queremos prejudicá-los, mas vamos atrás de você”. Embora Zahra tenha minimizado o alerta na época, a violência acabou se concretizando. Uma semana depois, Anis foi assassinado em plena luz do dia, diante dos próprios filhos.

Os nomes foram alterados por questões de segurança, de acordo com informações da Missão Portas Abertas.

A perseguição a cristãos no Iêmen continua sendo uma realidade severa, com crentes enfrentando ameaças, ataques e mortes por causa de sua fé. Diante desse cenário, organizações cristãs atuam na capacitação de líderes e no suporte às igrejas locais, permitindo que a fé seja sustentada mesmo em um ambiente de extrema hostilidade.