Lula 'erra feio com os evangélicos' ao atacar Israel, diz Cezinha

A fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a respeito de Israel, comparando a resposta israelense ao grupo terrorista Hamas, na Faixa de Gaza, ao holocausto nazista praticado por Adolf Hitler, impactou negativamente a relação do governo brasileiro não apenas com os judeus, mas também com os evangélicos, segundo Cezinha de Madureira (PSD-SP).

Essa foi a avaliação do deputado federal e pastor que integra a Assembleia de Deus Madureira, segundo informações do jornal Folha de S. Paulo. De acordo com o parlamentar, considerado um dos principais articuladores da bancada evangélica junto ao governo, Lula abordou uma questão delicada de forma extremamente errada.

“O presidente não precisava ter dito isso, ter entrado nessa dividida. Ele está errando feio com os evangélicos. É muito triste”, avaliou o deputado, explicando que a fala do líder petista vai na contramão dos esforços que ministros do seu próprio governo vêm tentando fazer, no sentido de se aproximar dos evangélicos.

Uma vez que Israel é o país que representa o povo escolhido por Deus na Terra, lugar onde Jesus Cristo nasceu e lugar onde foram registrados inúmeros eventos bíblicos, a nação judaica partilha com os cristãos a mesma origem de fé, sendo por isso respeitada pelos evangélicos.

“Essas declarações indevidas atrapalham a construção de um Brasil melhor, de paz. Atrapalham um ministro como o [Fernando] Haddad, que tem conversado muito conosco, ou ministro como o [Alexandre] Padilha”, ressalta Cezinha de Madureira.

“Persona non grata”

O também pastor da Assembleia de Deus e deputado federal, Marco Feliciano, lembrou do quanto a fala de Lula indignou o governo de Israel, que nesta segunda-feira declarou o presidente brasileiro “persona non grata” no país.

“Temos sido vítimas das declarações intempestivas do nosso presidente Lula da Silva, que se ombreia entre os piores ditadores mundiais que apoiam o grupo terrorista Hamas”, escreveu Feliciano em um artigo para o Pleno News.

“Então, pela primeira vez na história temos um presidente taxado de ‘persona non grata’ por um tradicional país amigo, Israel. Isso é uma verdadeira vergonha nacional!”, conclui o deputado.

Daniela Mercury ironiza Baby do Brasil: Sem apocalipse; muito axé

A cantora Baby do Brasil, que no último Carnaval chamou atenção ao fazer um alerta sobre o “apocalipse” e o “arrebatamento” da Igreja na segunda volta de Jesus Cristo à Terra, voltou a ser alvo de ironia, mas dessa vez por Daniela Mercury.

Ao comentar um show realizado no domingo (18) em São Paulo, no bloco Pipoca da Rainha, Mercury fez referência ao episódio de Baby do Brasil durante uma apresentação de Ivete Sangalo:

“Chuva para abençoar, para limpar, para o ano começar. Eparreis, Insã! Sem apocalipse, mas com muito axé”, escreveu a cantora em uma publicação feita em seu perfil no Instagram.

A ironia também foi feita durante o show, quando Daniela Mercury chegou à mencionar o nome da sua conterrânea. “Vamos macetar o apocalipse. Baby Consuelo, aqui não tem fim de mundo certo. Aqui é axé!”, declarou.

O caso

Conforme o GospelMais, Baby do Brasil provocou a reação da mídia secular e colegas do mundo artístico, após usar seu espaço durante um show de Ivete Sangalo, em Salvador, no último dia 12, para “prever” o arrebatamento.

“Todos atentos porque nós entramos em apocalipse. O arrebatamento tem tudo para acontecer entre 5 e 10 anos”, disse ela na ocasião, sendo rebatida por Ivete, que respondeu: “Eu não vou deixar acontecer, porque não tem apocalipse certo quando a gente maceta ele”.

A fala de Baby Consuelo dividiu opiniões, com alguns pastores alertando para o fato de que a Bíblia não diz o dia exato da segunda vinda de Jesus. Outros, como o pastor pentecostal Junior Trovão, aproveitaram a polêmica para enviar um recado à Ivete.

Trovão lembrou de um incidente, quando o trio elétrico em que Ivete se apresentava quase tombou na avenida, o que poderia ter causado uma tragédia. O episódio ocorreu após a fala de Baby do Brasil.

“Eu vou mandar uma mensagem para ela… o diabo que ela serve, quando aquele trio elétrico estava tombando, se fosse pelo diabo, empurraria aquele trio todinho. Não mataria só ela, esmagaria todas as pessoas que estivessem lá embaixo. Mas Deus tem tanto amor pela alma da Ivete está dizendo ‘se arrependa, porque aí você vai evitar que eu lance a tua alma no inferno’”, disparou o pastor. Assista:

Jogo de aposta é pecado? Pastores fazem alerta aos cristãos

Participar de jogo de aposta é pecado? Esse é um tema que, apesar de pacificado no entendimento da maioria dos líderes cristãos, vez e outra reaparece em debates, provocando a dúvida de alguns. Foi por isso que alguns pastores decidiram abordá-lo novamente.

Os pastores se manifestaram na esteira de uma pesquisa realizada pelo Lifeway Research, feita de 29 de agosto a setembro do ano passado, cujo objetivo foi verificar se jogo de aposta é ou não errado para os cristãos. Para isso foram entrevistados 1.004 líderes nos Estados Unidos.

O levantamento mostrou que 55% dos pastores entendem que apostar é errado ou moralmente inconveniente, enquanto apenas 13% apoiam abertamente a legalidade da prática.

Brecha perigosa

Miles Mullin, vice-presidente e chefe de gabinete da Comissão de Ética e Liberdade Religiosa da Convenção Batista do Sul, explicou que o erro, na realidade, não está no jogo de aposta, em si, mas nas consequências que a prática pode provocar, como o vício.

Além disso, ele argumenta que a intenção de quem procura apostar também é um indicativo de brecha para o pecado, já que o objetivo é obter dinheiro fácil. “Embora a Bíblia não diga explicitamente, ‘não jogarás’, os princípios bíblicos relativos ao trabalho e à riqueza indicam que o jogo é imprudente”, disse ele.

“A Bíblia ensina que o pecado tem um efeito cascata que prejudica não apenas o participante, mas também aqueles que o rodeiam. Isto parece particularmente verdadeiro para comportamentos de dependência, e o jogo não é diferente”, ressalta Miles.

No Brasil, o pastor Roberto de Lucena adota a mesma posição de Mullin. Ao comentar um Projeto de Lei que visa legalizar apostas online no Brasil, o então deputado federal comentou:

“A Bíblia diz, em 1Coríntios 6, ‘não me deixarei dominar por coisa alguma’. Portanto fica claro que, o cristão que se deixa dominar pela ilusão de dinheiro fácil dos jogos já está cometendo um grave erro”.

Renato Vargens, pastor e escritor brasileiro, apoia a mesma interpretação, no sentido de que a proposta do jogo de aposta, incluindo àqueles vistos como uma “fezinha” na loteria, já caracteriza um pecado, pois contraria o princípio bíblico do ganho pelo suor do rosto. Confira:

É pecado um cristão jogar na loteria? Pastor explica o tema e dá a sua resposta

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Após fala de Lula contra Israel, pastor Mendonça, do STF, reage

A declaração feita no domingo 18 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a respeito do Estado de Israel, comparando a resposta do Estado judeu ao grupo terrorista Hamas, ao holocausto praticado por Adolf Hitler, fez com que até mesmo o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, se manifestasse publicamente.

Tido como discreto e reservado quanto aos posicionamentos públicos sobre temas que fogem da competência do Supremo, dessa vez Mendonça resolveu quebrar o silêncio para se posicionar, fazendo questão de deixar tudo muito claro.

Inicialmente, instantes após a fala de Lula, o ministro publicou uma mensagem com a passagem de Isaías 5.20, sugerindo o texto público para reflexão “em tempos tão difíceis”.

“Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem mal; dos que dizem que as trevas são luz e a luz trevas; dos que fazem do amargo doce e do doce amargo!”, diz o versículo publicado pelo magistrado.

Posteriormente, durante uma pregação na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo, André Mendonça, que além de jurista e ministro do STF também é pastor evangélico, foi mais incisivo em seu comentário:

“O Brasil tomou sua posição. Em resposta, eu tomei a minha posição: eu defendo a devolução de todos os sequestrados [pelo Hamas]. Acho que o erro maior é apoiar um grupo terrorista que mata crianças, jovens e idosos gratuitamente”, afirmou.

Entenda

Mais cedo, também no domingo, durante um discurso em Adis Abeba, na Etiópia, Lula chamou atenção do mundo e provocou uma crise diplomática com Israel, ao comparar a resposta militar do Estado judaico contra o Hamas, na Faixa de Gaza, ao holocausto praticado pelos nazistas.

“O que está acontecendo com o povo palestino na Faixa de Gaza não existiu em nenhum outro momento da história. Na verdade, existiu. Quando Hitler decidiu matar os judeus”, afirmou o petista.

A fala de Lula desencadeou uma série de reações por parte do governo israelense, gerando também uma onda de críticas entre autoridades políticas e de grupos judaicos. Saiba mais clicando aqui.

— Metrópoles (@Metropoles) February 18, 2024

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Lula provoca crise diplomática com Israel: 'Envergonha o Brasil'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva causou indignação neste domingo, dia 18, durante um discurso em Adis Abeba, na Etiópia. Na ocasião, o líder da esquerda brasileira comparou a resposta de Israel aos ataques do grupo terrorista Hamas, ao holocausto judeu praticado pelo regime nazista de Adolf Hitler, ocorrido durante a Segunda Guerra Mundial.

“O que está acontecendo com o povo palestino na Faixa de Gaza não existiu em nenhum outro momento da história. Na verdade, existiu. Quando Hitler decidiu matar os judeus”, afirmou o presidente do Brasil.

A fala de Lula foi rebatida instantes depois pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, através do “X”, onde anunciou a convocação do embaixador brasileiro em seu país, afirmando que o presidente do Brasil “ultrapassou a linha vermelha”.

Mais tarde, Netanyahu fez um pronunciamento formal, em coletiva de imprensa, dizendo que “hoje o presidente do Brasil, ao comparar a guerra de Israel em Gaza contra o Hamas, uma organização terrorista genocida, com o Holocausto, o presidente Silva desonrou a memória dos 6 milhões de judeus assassinados pelos nazistas”.

“Ele demonizou o Estado judeu como o antissemita mais virulento. Ele deveria ter vergonha de si mesmo”, disparou o primeiro-ministro de Israel, visivelmente indignado com a declaração do petista.

Hamas elogia Lula

A fala do presidente brasileiro repercutiu mundialmente, chamando atenção até mesmo do grupo Hamas, que não por acaso emitiu uma nota de agradecimento a Lula, concordando com a fala do líder esquerdista do Brasil.

“Nós, do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), apreciamos a declaração do Presidente brasileiro Lula da Silva, que descreveu aquilo a que o nosso povo palestino está a ser submetido na Faixa de Gaza como um Holocausto, e que o que os sionistas estão a fazer hoje em Gaza é o mesmo como o que Hitler nazista fez aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial”, diz um trecho da nota postada no Telegram.

A nota de agradecimento do grupo também passou a ser vista por críticos do governo como uma prova cabal de que a diplomacia brasileira erra ao tecer críticas contra a resposta de Israel na Faixa de Gaza.

Para o líder da Oposição no Senado, por exemplo, senador Rogério Marinho (PL-RN), Lula apresentou “rasgos de senilidade, maldade deliberada, ignorância histórica e equívoco do ponto de vista da ética, moral e perspectiva geopolítica”, escreveu ele no “X”.

“Envergonha o Brasil”

O pastor e escritor Renato Vargens também fez uma publicação lamentando as declarações de Lula. “O presidente do Brasil nos envergonha”, disse ele, usando caracteres distorcidos para se referir ao Hamas e ao nazismo.

“Esse senhor que nos desgoverna teve o acinte de comparar a guerra de Israel contra o ham4s com o nazism0”, ressaltou, lembrando o passado político do petista, que resultou em acusações de corrupção e até em prisão.

“Minha solidariedade a nação de Israel, como também minha mais profunda indignação às palavras desde descondenado que envergonha o povo brasileiro com palavras antissemitas”, completou o pastor.

Contexto

Durante a Segunda Guerra Mundial, o regime nazista massacrou, segundo registros históricos, pelo menos 6 milhões de judeus, apenas pelo fato de serem judeus. Isto é, não por causa de um contexto de guerra entre judeus e alemães, mas devido à ideologia de Adolf Hitler.

Muitos judeus, naquele momento, foram assassinados sob tortura, incluindo mulheres, crianças e idosos presos em campos de concentração, submetidos às condições mais degradantes, como a morte por câmaras de gás.

Já em 7 de outubro de 2023, o grupo terrorista Hamas invadiu Israel, assassinando brutalmente cerca de 1.400 pessoas, sendo a absoluta maioria civis, também incluindo mulheres, idosos e crianças, algumas com apenas meses de vida. Estupro, esquartejamento e sequestro foram registrados.

Em resposta, Israel iniciou ataques contra o Hamas na Faixa de Gaza, ocupando a maior parte da região desde então, em busca dos reféns ainda em poder do grupo e com a promessa de eliminar de uma vez por todas os terroristas do local.

O Estado judaico defende a sua reação, afirmando que se trata de uma defesa legítima, e que seus ataques não são contra o povo palestino, mas sim contra os terroristas do Hamas, que segundo as Forças de Defesa de Israel utilizam civis como escudos humanos, a fim de poder colocar sobre os israelenses a culpa pelas mortes dos inocentes.

Valadão não estará em ato com Bolsonaro dia 25 na Paulista

A manifestação com Bolsonaro dia 25 na Paulista está causando burburinhos no mundo político e também no religioso. Após convocação do pastor Silas Malafaia, apontado como idealizador e financiador do ato, outros pastores, como André Valadão, vêm se manifestando a respeito do assunto.

Malafaia negou que tivesse enviado convites para que lideranças evangélicas participem da manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, dizendo apenas que vez uma convocação generalizada para o mundo evangélico.

“Quem quiser vai. O convite é geral”, afirmou o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo. “Você já viu aquele ditado que quem convida tem que dar festa? Então, quem convida dá festa. Então, para evitar problema que vai ser uma lenha com o negócio de subir em trio, então, nós não estamos convidando ninguém.”

André Valadão

Segundo informações do UOL, o pastor André Valadão, que virou alvo de ataques por parte da esquerda política nacional devido aos seus posicionamentos em favor do governo anterior, teria dito por meio da sua assessoria que não estará presente no ato com Bolsonaro dia 25 na Paulista.

“A eleição já passou e já teve seu candidato eleito. Vida que segue. Não sou apegado a absolutamente nenhuma pessoa”, afirmou Valadão, afirmando que nem mesmo segue Bolsonaro nas redes sociais.

O apóstolo Estevam Hernandes, por outro lado, líder da Igreja Renascer em Cristo, manifestou apoio ao ato com Bolsonaro dia 25 na Paulista, dizendo que não estará no Brasil nessa data, mas que enviará um representante em seu nome.

“Não estamos fazendo convite [à igreja Renascer]. Teremos sim representantes, mas os deixamos livres, quem puder ou quiser participar”, disse o apóstolo.

Jejum e clamor

Silas Malafaia, de fato, não fez convocação explícita de líderes evangélicos, mas endossou seu pedido de comparecimento ao público em geral, em uma gravação onde também pediu um jejum nacional em favor do país, no próximo dia 22.

“A Igreja tem um poder que ninguém tem”, diz ele na gravação. “O que a Igreja liga na Terra é ligado no céu. Vamos declarar que o Brasil é do Senhor Jesus, e vamos orar para que a bênção de Deus esteja sobre a nossa nação”. Assista:

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'Sou filha do Rei', diz jovem que venceu a depressão após câncer

O diagnóstico de câncer não é fácil para ninguém, incluindo para quem convive com os portadores da doença. No caso de Zoey Randall, que viu o pai ser diagnosticado com a enfermidade quando ela tinha apenas 4 anos, isso acabou lhe produzindo um impacto emocional forte o suficiente para lhe causar depressão.

“Eu não tinha maturidade na época”, disse ela ao contar seu testemunho em uma igreja dos Estados Unidos. A jovem explicou que na ocasião do diagnóstico em seu pai, não entendia o motivo e, por isso, passou a se sentir culpada pelo que estava acontecendo.

Mesmo crescendo em um lar cristão, a pequena Zoey atravessava uma turbulência emocional. “No 7º ano comecei a me cortar porque estava muito deprimida e perdida. Eu não sabia quem eu era e simplesmente não tinha uma comunidade forte para me ajudar”, contou.

Superação

Um pouco mais madura, a adolescente contou que participou de um acampamento para jovens, onde teve uma experiência sobrenatural com Deus, através de uma visão.

“Deus empurrou meu pai em uma cadeira de rodas e Jesus estava atrás dele. Meu pai se levanta da cadeira, vem até mim, fica ao meu lado e arranca a camisa. Em seu peito, tinha uma palavra escrita com tinta azul: ‘Forte’. Eu não tinha ideia do que isso significava”, disse ela.

Mais tarde, refletindo sobre a visão, a jovem entendeu que a mensagem era para ela mesma. A depressão, confusão mental e falta de motivação para a vida começaram a dar lugar para um sentimento de força.

“Então, papai Jesus veio até mim e sussurrou: ‘Você vale a pena e é suficiente’”, lembra a jovem. A superação da depressão, de fato, ocorreu quando Zoey conseguiu contar seu testemunho pela primeira vez.

“Eu contei toda a minha história e me senti livre”, disse ela, lembrando que após isso, em sua casa, percebeu durante o banho que as marcas dos cortes que havia feito em suas pernas, haviam desaparecido.

“A partir desse momento, eu não tive dúvidas de que Deus é real. Que existe um Deus e que Ele vive dentro de mim. Ele tirou as mentiras de que não sou suficiente e que não valho a pena. Foi um processo difícil, mas hoje sou filha do Rei”, conclui, segundo o God TV. 

Malafaia nega que Vitória em Cristo irá custear ato com Bolsonaro

O pastor e empresário Silas Malafaia publicou uma nota, instantes atrás, para negar que a Associação Vitória em Cristo, entidade ligada à igreja da qual é o presidente, irá custear a manifestação marcada para o próximo dia 25, na Avenida Paulista, em São Paulo, com a presença do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro.

“Até agora nada foi pago do evento”, diz a nota. “Nem a Assembleia de Deus Vitória em Cristo ou a Associação Vitória em Cristo vão pagar coisa nenhuma”, acrescenta o documento, reforçando que não será pago “um centavo” com recursos dessas entidades.

“A responsabilidade é minha e pessoal. Com o maior prazer farei isso em favor do Brasil”, conclui a nota.

Recuo ou engano?

A nota publicada por Silas Malafaia, na realidade, contraria uma declaração feita pelo próprio pastor durante uma coletiva realizada na quinta-feira 15. Na ocasião, ao lado de Fabio Wajngarten, advogado e assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, o líder religioso declarou o seguinte:

“A entidade [por] que somos responsáveis, no nosso estatuto, prevê que ela pode fazer manifestações públicas. Então, os recursos são exclusivos da Associação Vitória em Cristo. Não tem recursos de políticos, não tem recurso de caixa dois, de onde quer que seja. Estamos amparados legalmente para fazer esse tipo de manifestação.”

Ao que parece, portanto, o líder evangélico voltou atrás na sua fala ou havia se enganado, confundindo a sua relação ministerial com o ato político. O fato é que a negativa, agora, de envolvimento financeiro da Associação Vitória em Cristo com a manifestação do dia 25, surge após o religioso ter sido criticado por causa disso.

Críticos de Malafaia como o “pastor da Xuxa” Hermes Fernandez, insinuaram que o assembleiano iria utilizar recursos advindos de dízimos e ofertas para um evento de natureza política. “O quanto isso macula a imagem já prejudicada da igreja evangélica no país?”, questionou.

ATENÇÃO! pic.twitter.com/Nfj5gdxcii

— Silas Malafaia (@PastorMalafaia) February 16, 2024

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Pastor reage à jornalista que insinua regulação das igrejas

No último dia 2, durante a exibição do programa Em Pauta, apresentado por Marcelo Cosme no canal GloboNews, a jornalista Eliane Cantanhêde fez um comentário sobre o número de igrejas no Brasil, o qual provocou a reação de alguns líderes evangélicos, como o pastor e escritor Renato Vargens.

Isso, porque, em tom preconceituoso, Cantanhêde deu a entender que o Estado deve regulamentar a abertura de igrejas no Brasil, neste caso, indo além das exigências simplificadas atualmente.

“É fácil alguém chegar lá, cria uma empresa que se chama igreja, põe um nome, cria uma conta bancária, não paga IPTU, não paga os impostos e ludibria a boa-fé”, disse a jornalista, se referindo aos evangélicos como “pessoas mais humildes” que possuem “menos informação”.

A jornalista continuou, insinuando que o governo deve regular o que seria ou não um produto da fé. No Brasil, vale ressaltar, a liberdade de crença, um direito constitucional, envolve a garantia de que qualquer pessoa pode acreditar no que bem entender, chamando isso ou não de crença/religião, desde que não exista conflito com a legislação vigente.

Cantanhêde, no entanto, sugere que o governo determine o que seria ou não “religioso”, “pessoal” ou “rentável”. Ou seja, se o Estado entender que determinada denominação não existe por causa da fé, mas sim por interesses econômicos, ela deve ser impedida de existir como instituição religiosa.

“É bonito as pessoas acreditarem, terem fé, acreditar nos dogmas, mas falta um pouquinho do Estado dar mais atenção a essa questão, porque chega num limite em que não é mais religioso, nem mais pessoal, é rentável e isso é triste. Deixar os cidadãos menos informados, que são mais vulneráveis, nas mãos de gente capaz de qualquer coisa”, completou a jornalista.

Pastor reage

Para o pastor Renato Vargens, a fala de Eliane Cantanhêde reflete uma postura de “ódio” de parte das mídias e jornalistas do Brasil aos evangélicos. O líder religioso acredita que, implicitamente, a jornalista sugeriu três coisas, sendo elas:

1. O fim do Estado Laico

2. O surgimento de um Estado que regularize a fé e a religião.

3. O surgimento de um Estado ateu.

“É inegável o fato de que cresce paulatinamente um ódio (que já não é mais velado) contra a fé evangélica. A mídia e seus jornalistas deixaram claro sua repulsa pela igreja, e agora, mais do que nunca resolveram ‘sair do armário’ mostrando publicamente que querem cercear a liberdade religiosa”, comentou Vargens.

Classificando como um verdadeiro “absurdo” a fala da jornalista da Globo, o pastor lembrou que sugestões dessa natureza partem de quem não reconhece a perseguição aos cristãos em países totalitários. Confira:

'Racismo religioso': Yago Martins anuncia vitória contra processo

Expressar posições teológicas atualmente, no Brasil, com declarações que contrariam a visão doutrinária de outras religiões, tem sido motivo de perseguição contra algumas lideranças evangélicas, como o pastor Yago Martins, que foi alvo de um processo judicial por suposto “racismo religioso”.

Tudo aconteceu no ano passado, quando o criador do canal Dois Dedos de Teologia, no YouTube, endossou o mesmo entendimento já exposto pelo Pastor Jack, da Igreja Vintage, situada em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Naquela ocasião, durante uma pregação, Jack afirmou que “religiões afros são satânicas. Budismo: demoníaco. Islamismo: demoníaco. Entenda você que está aqui: os demônios sempre farão promessas para você. Os demônios fazem promessas”.

Antes disso, porém, ainda no mesmo ano, o também pastor Aijalon Heleno Berto Florêncio, do ministério Dunamis de Pernambuco, já havia sido condenado à prisão por suposto “racismo religioso” ao fazer declarações semelhantes, ligando símbolos das religiões de matriz africana ao culto a demônios.

Yago Martins, por sua vez, publicou em outubro passado, portanto, após os casos citados acima, que “qualquer religião que não seja a cristã é falsa”, e que “todo sacrifício feito a outros deuses é feito a demônios.”

“No islamismo, adoram demônios. No candomblé, adoram demônios. Na umbanda, adoram demônios. Se todo pastor for ser preso por pregar o que diz a Bíblia, que nos prendam todos”, endossou o pastor Yago.

Vitória judicial

Por causa da postagem feita por Yago, o líder evangélico acabou sendo processado por suposto “racismo religioso”. Felizmente, porém, o pastor usou as redes sociais para comunicar que obteve vitória judicial. Ao menos neste caso, portanto, a liberdade religiosa foi devidamente preservada.

“Fui denunciado ao Ministério Público por esta postagem, e por isto recebi um ofício da Procuradoria da República com acusação de racismo religioso (1 a 3 anos de prisão). Agora o caso foi arquivado. Oneraram o Estado para tentar constranger pastor na internet, e em vão”, informou Yago.

Fui denunciado ao Ministério Público por esta postagem, e por isto recebi um ofício da Procuradoria da República com acusação de racismo religioso (1 a 3 anos de prisão). Agora o caso foi arquivado. Oneraram o Estado para tentar constranger pastor na internet, e em vão. 😀👍 https://t.co/5ha8afKYPW

— Yago Martins (Dois Dedos de Teologia) (@doisdedosdeteo) February 15, 2024

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