Defesa de Bolsonaro volta a solicitar prisão domiciliar ao STF

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou, nesta terça-feira, 17 de março, novo pedido ao ministro Alexandre de Moraes para que o cumprimento da pena ocorra em regime de prisão domiciliar.

O caso está sob análise do Supremo Tribunal Federal, onde Moraes atua como relator. Segundo a defesa, o pedido tem como base o estado de saúde do ex-presidente, que cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por supostos crimes relacionados à democracia. O voto do relator foi contestado na íntegra pelo ministro Luiz Fux durante o julgamento.

A solicitação foi feita poucos dias após Bolsonaro ter sido internado em um hospital particular em Brasília. Ele esteve na Unidade de Terapia Intensiva para tratamento de broncopneumonia bacteriana bilateral, com provável origem aspirativa.

Internação

O ex-presidente passou mal no dia 13 de março, enquanto estava detido no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha.

Após apresentar febre alta e queda na saturação de oxigênio, ele foi encaminhado ao hospital, onde permaneceu internado na UTI. Bolsonaro recebeu alta da unidade intensiva na segunda-feira, 16 de março.

De acordo com boletim médico recente, houve melhora no quadro clínico, incluindo recuperação da função renal e redução parcial de indicadores inflamatórios.

Argumentos da defesa

Os advogados afirmam que, conforme avaliação da equipe médica, há risco de novos episódios de broncoaspiração.

Segundo a defesa, essa condição exige acompanhamento constante e monitoramento clínico frequente.

“A permanência em ambiente de custódia expõe o quadro clínico a um risco progressivo, na medida em que a ausência de vigilância contínua e de intervenção imediata favorecem a repetição de eventos semelhantes, com potencial de maior gravidade”, argumentaram.

Decisões anteriores

O ministro Alexandre de Moraes já negou pedidos anteriores de prisão domiciliar apresentados pela defesa. Segundo o magistrado, o local de custódia do ex-presidente passou por adaptações para garantir assistência médica adequada.

O pedido mais recente ainda será analisado pelo relator no Supremo Tribunal Federal.

Igreja suspende pastora ao descobrir relação com Jeffrey Epstein

A Igreja Metodista Unida anunciou a suspensão temporária da reverenda Stephanie Remington após a revelação de seu vínculo profissional com Jeffrey Epstein.

A medida foi adotada para permitir a apuração interna das circunstâncias relacionadas ao caso. Segundo a igreja, a suspensão terá duração de 90 dias e inclui a retirada temporária das responsabilidades clericais da pastora.

Durante esse período, o escritório episcopal conduzirá uma investigação sobre a conduta e as informações apresentadas pela religiosa.

A denominação afirmou que mantém compromisso com padrões elevados de liderança espiritual e moral e que situações dessa natureza são analisadas com rigor.

A igreja também declarou solidariedade às vítimas dos crimes atribuídos a Epstein.

Atuação profissional com Epstein

Stephanie Remington trabalhou para Jeffrey Epstein em dois períodos diferentes.

Entre agosto e dezembro de 2018, ela atuou como assistente administrativa. Posteriormente, entre janeiro e maio de 2019, assumiu a função de gerente temporária de propriedades em uma ilha privada pertencente ao financista.

Na época do primeiro vínculo profissional, Epstein já havia sido condenado por crimes sexuais. Em julho de 2019, ele foi novamente preso sob acusações relacionadas ao tráfico de menores.

A igreja afirmou que a suspensão da pastora não está ligada a acusações criminais, mas a possíveis inconsistências entre os relatos apresentados e as informações obtidas pela instituição.

Histórico ministerial

Remington atuou por mais de 15 anos em diferentes congregações da Igreja Metodista Unida.

Em 2016, ela solicitou licença ministerial após seu divórcio. Seu ex-marido também é pastor na mesma denominação.

Após esse período, apresentou documentos à Conferência de Missouri indicando que exercia ministério em extensão no Lewis Center for Church Leadership.

Essa atuação foi inicialmente aprovada pela conferência, conforme informou a revista Charisma News.

Mudança para as Ilhas Virgens

Posteriormente, Remington mudou-se para as Ilhas Virgens Americanas. Entre 2017 e 2018, trabalhou remotamente como contratada de meio período para o seminário. Após deixar essa função, continuou declarando que exercia atividades ministeriais.

Segundo a conferência, ela não informou oficialmente o encerramento dessa função nem o emprego posterior com Epstein.

Em comunicado, a conferência afirmou: “A Conferência de Missouri não teve conhecimento da associação da indivídua com o Sr. Epstein… Nenhuma informação indicando esta associação foi divulgada em quaisquer desses relatórios.”

Declaração da pastora

Remington afirmou ter mencionado o trabalho realizado nas Ilhas Virgens em um relatório e em uma conversa por videoconferência com seu superintendente distrital.

Ela disse não ter certeza se a referência a Epstein foi plenamente compreendida durante a conversa.

A conferência, por sua vez, declarou que não recebeu informações formais sobre essa associação.

A pastora também reconheceu períodos em que deixou de enviar relatórios e afirmou não ter recebido acompanhamento institucional após seu divórcio.

Atividades na ilha

Documentos indicam que o nome de Remington aparece diversas vezes em registros associados a Epstein.

Segundo relatos, suas funções incluíam organização de viagens de convidados e administração das operações diárias da propriedade.

Embora tenha assinado um acordo de confidencialidade, Remington declarou que não presenciou episódios de abuso durante o período em que trabalhou na ilha.

Ela afirmou ter conhecido Epstein apenas nos últimos meses de vida do financista, após ele já ter cumprido pena por acusações anteriores.

Em um texto publicado em blog pessoal em 2019, sob pseudônimo, a pastora refletiu sobre a decisão de aceitar o emprego, mencionando dilemas éticos relacionados ao trabalho com uma figura pública controversa.

Segundo ela, a decisão foi influenciada por suas convicções religiosas e pelo entendimento de que sua vocação incluía demonstrar esperança e cuidado a pessoas marginalizadas pela sociedade.

Cuba ordena prisão de pastor que publicou vídeo no YouTube

Um pastor evangélico foi detido na região de Matanzas após gravar e publicar um vídeo com ensinamentos bíblicos em seu canal no YouTube. O caso envolve Rolando Pérez Lora, que afirma ser alvo de perseguição por causa de seu ministério.

A prisão ocorreu no domingo, em um parque na área de Peñas Altas, local utilizado por moradores para acesso à internet.

Segundo informações da Christian Solidarity Worldwide, o pastor foi abordado por policiais logo após publicar o vídeo em seu canal “Pregonero de Cristo”.

Pérez Lora afirmou que realiza gravações semanais ao ar livre, com conteúdo bíblico, que posteriormente são publicados online.

Durante as filmagens, pessoas que estavam no local costumam se aproximar para ouvir a mensagem. Algumas também solicitam oração, realizada por sua esposa, Gelayne Rodríguez Ávila.

Registro do momento da prisão

Rodríguez Ávila registrou a abordagem policial em vídeo e compartilhou as imagens nas redes sociais.

“Estávamos gravando um vídeo no parque e levaram o pastor Rolando porque ele publicou um vídeo lendo a Bíblia em seu canal do YouTube”, afirmou.

As imagens mostram o pastor sendo conduzido por policiais até uma viatura. Durante a abordagem, ele declarou:

“Vocês estão me maltratando sem motivo; eu não fiz nada de errado; esse homem está me maltratando”.

O vídeo da detenção se espalhou rapidamente nas redes sociais, com milhares de visualizações em poucas horas.

Usuários passaram a compartilhar o conteúdo e solicitar informações sobre a situação do pastor.

Alegações de perseguição

Após a prisão, Pérez Lora foi levado a uma delegacia local em Matanzas, onde permaneceu detido por cerca de três horas antes de ser liberado.

Posteriormente, ele afirmou que sofre perseguição por parte das autoridades desde que iniciou seu ministério pastoral, em 2011.

Antes de se estabelecer em Matanzas, o pastor atuava em uma igreja ligada à Liga Evangélica na província de Las Tunas.

Segundo ele, agentes de segurança realizavam convocações frequentes para interrogatórios e monitoravam atividades religiosas da congregação.

Contexto de tensão no país

A detenção ocorreu em meio a um período de instabilidade em Cuba, marcado por protestos e dificuldades econômicas. Relatos indicam manifestações em diferentes regiões após sucessivas noites de cortes de energia e escassez de itens básicos.

Em um dos episódios, manifestantes na cidade de Morón teriam atacado uma sede do Partido Comunista Cubano, segundo informado pelo The Christian Post.

Regulação religiosa

A prática religiosa em Cuba ocorre sob um sistema regulatório controlado pelo Estado. A legislação exige que igrejas e organizações religiosas sejam registradas para operar legalmente.

Grupos não registrados podem enfrentar restrições, vigilância e limitações em atividades públicas.

Segundo a Portas Abertas, autoridades cubanas frequentemente tratam atividades religiosas independentes como potenciais ameaças políticas.

Líderes religiosos e fiéis que se posicionam publicamente podem ser alvo de interrogatórios, detenções e outras medidas restritivas.

O cenário indica a continuidade de tensões envolvendo liberdade religiosa e atuação de grupos cristãos no país.

Redescoberta dos devocionais pela Geração Z impulsiona livros

O hábito da leitura devocional tem sido redescoberto por jovens, especialmente entre integrantes da chamada Geração Z. A prática tem impulsionado o mercado editorial cristão, que passou a investir em conteúdos mais curtos, diretos e conectados à realidade atual.

Editoras e livrarias têm ampliado seus catálogos com obras que abordam temas como ansiedade, propósito e relacionamento com Deus.

Para muitos jovens, o devocional se tornou uma ferramenta prática para organizar o dia e fortalecer a espiritualidade. A leitura diária oferece momentos de pausa, reflexão e conexão com valores espirituais.

A Editora Mundo Cristão confirma o aumento na procura por materiais com linguagem acessível e foco no cotidiano. Esses conteúdos têm sido valorizados por sua objetividade e aplicação prática.

Espiritualidade

O crescimento da leitura devocional está ligado a uma tendência mais ampla de retorno à espiritualidade pessoal. Estudos indicam maior interesse dos jovens por práticas que promovem equilíbrio emocional e sentido de vida.

Segundo a Sociedade Bíblica Americana, no relatório State of the Bible 2025, houve aumento no engajamento bíblico entre jovens adultos.

A pesquisa aponta que momentos devocionais têm sido utilizados como apoio diante da ansiedade e da rotina intensa.

Mercado editorial

A presença da Geração Z também tem se destacado em eventos literários, como a Bienal do Livro do Rio.

Segundo Renato Fleischner, há uma busca crescente por conteúdos que conectem fé e realidade.

“Encontramos leitores vorazes em busca de conteúdo que costure a fé cristã com a realidade do jovem”, afirmou.

Tendências de leitura

Entre os materiais mais procurados estão obras como Bíblia Minha História e O Poder da Garota que Ora, além de séries como Corajosas. Esses conteúdos refletem uma demanda por mensagens práticas e inspiradoras.

O mercado editorial também prevê novos lançamentos para atender esse público em crescimento.

A estudante Marina Souza relata que iniciou o hábito durante a pandemia: “Hoje é o momento em que paro, respiro e falo com Deus. Me ajuda a começar o dia com mais leveza e propósito”, afirmou.

Relatos como esse têm se tornado comuns entre jovens que buscam equilíbrio emocional por meio da fé.

Influência das redes sociais

Outro fator relevante é a atuação de influenciadores cristãos nas redes sociais. Eles compartilham recomendações de leitura e experiências pessoais com devocionais.

Esse movimento tem criado comunidades digitais de fé, conectando leitores e autores. Segundo Fleischner, os devocionais ajudam a manter constância espiritual mesmo em rotinas aceleradas.

O pastor Fernando Lorca interpreta o fenômeno como uma resposta ao excesso do ambiente digital.

Segundo ele, muitos jovens buscam algo que ofereça propósito e conexão espiritual.

“Após crescerem imersos em telas, muitos perceberam que isso não os satisfaz espiritualmente”, destacou, de acordo com informações da revista Comunhão.

Base bíblica

Lorca ressalta que o conteúdo dos devocionais deve ter base bíblica sólida. Ele recomenda que os jovens avaliem autores e objetivos das obras escolhidas.

O pastor também cita ensinamentos bíblicos sobre ansiedade e foco espiritual como fundamentos importantes.

Segundo ele, a prática diária pode contribuir para a saúde emocional e espiritual.

Prática adaptada ao presente

Mais do que uma tendência editorial, os devocionais se consolidam como uma prática espiritual adaptada ao estilo de vida contemporâneo. A preferência por conteúdos breves reflete a dinâmica do mundo digital.

A leitura diária se tornou um ponto de equilíbrio entre rotina, fé e propósito. Nesse cenário, o devocional se apresenta como uma ferramenta acessível para fortalecer a espiritualidade na vida moderna.

Nigéria: extremistas fulani matam cristão e sequestram outros 5

Um ataque violento registrado no oeste da Nigéria resultou na morte de um cristão e no sequestro de outras cinco pessoas. O caso ocorreu na última quarta-feira, 11 de março, em uma comunidade rural do estado de Kwara.

As informações foram divulgadas por líderes da igreja local, que apontam a atuação de suspeitos ligados a grupos extremistas de origem fulani.

A vítima fatal foi identificada como John Omoniyi Ajise, morto durante a invasão à aldeia de Oyatedo, na área de Irepodun. Durante o ataque, a esposa da vítima e outras quatro pessoas foram sequestradas.

O caso foi confirmado em comunicado conjunto do reverendo Samuel Adewumi e do reverendo Joseph Agboluaje, representantes da ECWA (Igreja Evangélica Vencedora de Todas as Nações) no estado.

Escalada de violência

Segundo os líderes religiosos, o ataque faz parte de uma série de episódios recentes de violência contra cristãos na região.

“Muitos pastores agora estão sem congregações, enquanto membros e moradores foram obrigados a fugir de suas casas”, afirmaram.

Eles também relataram impactos econômicos e sociais nas comunidades afetadas.

“As atividades econômicas foram severamente afetadas e muitas famílias foram empurradas para dificuldades.”

Preocupação crescente

Os líderes da igreja citaram ainda o sequestro de dois cristãos em outra localidade, a aldeia de Ahun, identificados apenas como Dada e Ishola.

A declaração foi emitida após uma reunião de conselhos distritais da ECWA em várias cidades do estado de Kwara.

Resposta das autoridades

A polícia estadual reconheceu a ocorrência de ataques e afirmou que medidas estão sendo tomadas para conter a violência.

A porta-voz Adetoun Ejire-Adeyemi declarou que operações estão em andamento e que suspeitos já foram presos.

“O comando não está parado. Fizemos algumas prisões recentemente, e esses suspeitos serão levados a julgamento após a investigação”, afirmou.

Perseguição religiosa

Relatórios internacionais apontam a Nigéria como um dos países mais perigosos para cristãos. Segundo a Portas Abertas, na Lista Mundial da Perseguição 2026, a maioria dos cristãos mortos por causa da fé no período analisado estava no país.

Dos 4.849 casos registrados globalmente, 3.490 ocorreram na Nigéria.

Grupos armados

Os fulanis, grupo étnico presente em várias regiões da África, incluem diferentes comunidades, mas parte deles tem sido associada a ataques violentos.

Um relatório do APPG for International Freedom of Religion or Belief apontou que alguns grupos adotam estratégias semelhantes às de organizações como Boko Haram e ISWAP.

Segundo o documento, há indícios de ataques direcionados contra cristãos e símbolos religiosos.

Expansão da violência

Além das milícias fulani, outros grupos jihadistas continuam ativos no país, especialmente em regiões com menor presença do Estado.

O relatório também menciona o surgimento de novos grupos armados, como o Lakurawa, ligado à rede JNIM. A violência, que antes se concentrava no norte, tem avançado para outras regiões, ampliando o cenário de insegurança e tensão religiosa no país, de acordo com o Christian Daily.

Evento da Universal na Sexta-Feira Santa ocorrerá em 9 estádios

A Igreja Universal do Reino de Deus realizará, na Sexta-Feira Santa, dia 3 de abril, mais uma edição do evento “Família ao Pé da Cruz”. A iniciativa acontecerá simultaneamente em diferentes regiões do país, reunindo milhares de pessoas com foco no fortalecimento da família.

O evento será realizado em nove grandes espaços, incluindo estádios de futebol, com participação gratuita.

Proposta do encontro

A ação é organizada pelo bispo Renato Cardoso, que destacou o propósito do encontro como um momento de transformação para os lares.

Segundo ele, a proposta é incentivar valores como amor, perdão e compromisso dentro das famílias.

“Quando uma família decide colocar amor, perdão e compromisso acima de tudo, ela começa a se reconstruir de verdade. […] É um dia para colocar os nossos sonhos e relacionamentos aos pés da Cruz, onde tudo o que é quebrado pode começar a ser restaurado”, afirmou.

Expectativa de público

De acordo com a organização, a edição anterior do evento alcançou cerca de 55 milhões de pessoas, considerando participantes presenciais e público que acompanhou pelas transmissões.

Para este ano, a expectativa é de que mais de 400 mil pessoas participem presencialmente nas diferentes localidades.

Locais e horários

O evento será realizado em diversas regiões do Brasil, com horários variados ao longo do dia, de acordo com informações do Pleno News.

Na Bahia, acontecerá na Arena Fonte Nova, às 10h. No Distrito Federal, será no Estádio Mané Garrincha, também às 10h.

No Mato Grosso, o encontro ocorrerá no Parque de Exposições da Acrimat, às 9h. Em Minas Gerais, será no Estádio Independência, com horários às 9h30 e às 17h.

No Pará, o evento será no Estádio Mangueirão, às 10h. No Piauí, acontecerá no Estádio Albertão, com programações às 10h e às 16h.

No Rio Grande do Sul, o encontro será realizado na Arena do Grêmio, às 10h e às 15h. Já no Tocantins, ocorrerá no Colégio Militar Senador Antônio Luiz Maya, às 10h.

“Leis serão mudadas por você”: André Mendonça relata profecia

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça compartilhou, durante discurso público em uma igreja evangélica, um relato sobre um episódio ocorrido há aproximadamente 28 anos que, segundo sua interpretação, teria antecipado sua chegada a uma das mais altas posições do sistema judiciário brasileiro.

O magistrado descreveu a experiência vivida quando ainda residia em Londrina (PR) e não cogitava ocupar cargos de projeção nacional. Segundo seu relato, o episódio aconteceu durante um culto em uma igreja da qual ele não era membro, enquanto acompanhava a pregação de uma galeria no andar superior do templo.

“Há 28 anos, mais ou menos, eu assisti um culto numa galeria ali em cima, numa igreja talvez três vezes maior que essa. O pregador não podia me ver, nem me conhecia, porque não era a igreja que eu frequentava”, afirmou Mendonça.

Dúvida interna e interpelação

O ministro contou que, durante a mensagem, questionava interiormente as palavras do pregador, dúvida que, segundo ele, apenas ele e Deus conheciam naquele momento.

“Em certo momento da palavra, duvidando no meu coração daquilo que o pregador dizia – não que ele estivesse dizendo algo para mim – mas duvidando da forma como ele pregava, e só eu e Deus sabíamos que eu estava com aquilo no coração em relação a ele”.

De acordo com o relato, o pregador interrompeu a exposição e fez uma declaração que atingiu Mendonça diretamente. “Eu com a Bíblia aberta enquanto ele pregava, em que ele pudesse me ver. Ele disse: ‘E você aí que está duvidando do que eu estou falando?’ Eu fechei a Bíblia, com medo. Ele continuou: ‘É com você mesmo que eu vou falar’”.

Anúncio sobre o futuro

Mendonça relatou que o pregador fez então uma afirmação que considerava improvável para sua realidade na época. “Um dia você vai ocupar uma posição neste país em que leis serão mudadas por sua causa”.

O ministro destacou que naquele período vivia em Londrina, não conhecia Brasília e seu filho ainda não havia nascido. Ele também ressaltou que o pregador não teria motivo para agradá-lo, justamente por estar em posição de dúvida quanto à mensagem.

Anos depois, Mendonça ocupou o cargo de ministro da Justiça e, em 2021, foi indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal. Durante o processo de indicação, o ex-presidente afirmou que pretendia nomear um ministro “terrivelmente evangélico”, expressão que passou a ser associada a André Mendonça, pastor-adjunto da Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo, e que profere publicamente sua fé.

Professor cristão tem direito de não ensinar união gay a crianças

Um professor da rede pública em Nashville obteve o direito de seguir suas convicções religiosas após um impasse com a escola onde leciona. O caso envolve Eric Rivera, que atua como professor da primeira série.

Rivera havia sido afastado de suas funções na KIPP Antioch College Prep Elementary School após solicitar uma acomodação religiosa.

Acomodação religiosa

O professor pediu para não participar da leitura de livros que abordavam o casamento entre pessoas do mesmo sexo para alunos pequenos. Segundo o relato, ele solicitou que outro professor assumisse essa atividade específica.

Após o pedido, Rivera foi realocado e enfrentou a possibilidade de demissão.

O caso passou a ser acompanhado pelo First Liberty Institute, que defendeu o direito do professor à liberdade religiosa.

De acordo com a entidade, a escola não poderia exigir que o professor agisse contra suas convicções para manter o emprego.

O advogado Cliff Martin afirmou que a exigência configuraria discriminação religiosa: “Nosso cliente se preocupa profundamente com seus alunos e simplesmente tem uma objeção religiosa a ensinar certas lições e pediu uma simples acomodação religiosa”, declarou, segundo a emissora CBN News.

O First Liberty Institute enviou uma notificação formal à escola citando o Civil Rights Act de 1964.

A legislação proíbe discriminação por motivos religiosos no ambiente de trabalho e determina que empregadores devem acomodar práticas religiosas, desde que isso não cause prejuízo indevido às atividades da instituição.

Resultado do caso

Segundo a organização jurídica, a escola recuou após a notificação e concordou em revisar as medidas adotadas contra o professor.

A instituição teria aceitado remover registros negativos relacionados ao caso no histórico profissional de Rivera.

Além disso, a escola se comprometeu a permitir que professores solicitem substituição em atividades que entrem em conflito com suas convicções religiosas.

Declaração da defesa

Cliff Martin afirmou que a decisão representa o reconhecimento do direito à liberdade religiosa no ambiente de trabalho.

“Estamos satisfeitos que a escola tomou a decisão correta ao acomodar o Sr. Rivera por suas visões religiosas profundamente enraizadas”, disse.

Ele também destacou o compromisso do professor com a educação: “Nosso cliente é profundamente devotado ao ensino e é grato por seu histórico ter sido limpo e por acomodações razoáveis serem fornecidas daqui para frente”.

Menina relata visão impactante de anjos e testemunho emociona

Uma criança identificada como Ellie compartilhou um relato da visão de anjos em sua casa, durante conversa com o pastor Landon Schott, líder da Mercy Culture Church, em Fort Worth, no Texas. O testemunho foi registrado em vídeo e publicado nas redes sociais da igreja, onde já ultrapassou 20 mil visualizações.

Segundo o relato da menina, a experiência teve início quando ela percebeu uma luz intensa atravessando o ambiente de sua residência. “Eu vi uma luz brilhante entrando pela casa, e vi asas de anjo. Eu vi asas de anjo passando pela parede”, descreveu. Ellie afirmou que, na sequência, sentiu necessidade de acordar uma de suas irmãs e reunir a família na sala para orar.

Descrição dos seres

Durante a conversa com o pastor, a criança detalhou características dos seres que afirmou ter visualizado. “Eu vi dois anjos que tinham olhos por todas as asas”, relatou. Segundo Ellie, um dos seres não aparentava traços humanos. “Eu olhei para o lado e pensei: ‘Não estou com medo, mas esse não parece humano’. Ele tinha olhos por todo o corpo — nos braços, nos pés, no rosto, por toda parte”.

A menina também mencionou ter sentido que deveria tocar um sino em sua casa. Ao fazê-lo, disse ter ouvido outros sinos ecoando simultaneamente no ambiente. “Nós tocamos o sino bem alto. E enquanto tocávamos, eu ouvi outros sinos tocando na sala”.

Vaso com óleo e unção da casa

Em outro momento do testemunho, Ellie afirmou ter visto um anjo particularmente brilhante segurando um recipiente. “Havia um anjo muito brilhante. Era o mais santo. Ele tinha um jarro com um óleo dourado. Era um vaso de barro com duas alças nas laterais”.

Segundo a criança, o conteúdo do vaso teria sido derramado sobre ela. “Levantei minha mão, e o óleo começou a escorrer sobre mim e inundou o chão. Era óleo dourado e inundou o chão”. Ellie também disse que os anjos orientaram a família a ungir a casa. Em determinado momento, uma de suas irmãs, ao tocar a parede, teria caído no chão, fenômeno que ela descreveu como “cair no Espírito”.

Intensidade da experiência

Questionada pelo pastor sobre o que sentiu durante o episódio, a menina afirmou não ter sentido medo, mas percebeu algo espiritualmente intenso. “Não sei bem como explicar. Parecia a presença do Senhor… mas muito mais poderosa”. Quando indagada se a sensação era semelhante à experiência de adoração na igreja, ela respondeu negativamente. “Não. Era muito mais poderoso. Muito mais poderoso até do que estar na igreja na presença de Deus”.

Ao refletir sobre o impacto do ocorrido, Ellie disse acreditar que o episódio transformou sua fé. “Acho que provavelmente mudou completamente a minha vida”.

Oração pela igreja

Ao final da conversa, o pastor pediu que a menina orasse pela congregação. Em sua oração, ela intercedeu para que outras pessoas tivessem experiências espirituais semelhantes. “Senhor, eu oro para que crianças tenham encontros com anjos como eu tive, e até melhores… e que sintam a Tua presença. E também os adultos. Que isso alcance crianças, adolescentes e adultos, e que todos sintam a Tua presença”.

Repercussão

O vídeo com o testemunho gerou centenas de comentários de internautas. Uma pessoa escreveu: “Ver crianças e jovens com uma unção tão grande simplesmente derrete meu coração. Não existe Espírito Santo júnior”. Outra comentou: “Isso me faz tão grata pela forma como cresci. Meus pais acolhiam o Espírito Santo em nossa casa quando eu era menina”.

Uma mulher testemunhou: “Meus filhos têm me contado sobre seus encontros com Deus, e tem sido algo tão preciso – até nos mínimos detalhes, assim como esse. Isso é tão encorajador!”. Outro comentário destacou: “Uau, uau, uau, essa pequena é um amor!!! Nem todo mundo tem experiências assim, nem consegue descrevê-las com tanta maturidade”.

Irã: igreja no país vê guerra como ‘possibilidade de futuro’

Em meio à guerra de Israel e Estados Unidos contra o Irã, a igreja brasileira se viu em meio a debates éticos a respeito da celebração da iminência da queda de um regime opressor. A especialista em comunicação Sarah Nour, que é uma cristã iraniana, compartilhou a percepção dos seguidores de Jesus no território ainda governado pelos aiatolás.

Sarah Nour é um pseudônimo adotado por questões de segurança, e o contato com o GospelMais foi intermediado pela Missão Portas Abertas, que a descreveu como uma “defensora dedicada à Igreja Perseguida”. Servindo aos cristãos de língua persa, na prática sua atuação é a de uma mensageira que empresa a voz àqueles que são silenciados pelo contexto em que vivem.

“Sarah viaja frequentemente pela região, encontrando-se com líderes da igreja, refugiados, sobreviventes e irmãos e irmãs que compartilham suas histórias impactantes e experiências inspiradoras com Jesus”, diz a Portas Abertas.

Diante do cenário de polêmicas sobre a iminente queda do regime iraniano, a cantora Ana Paula Valadão expressou sua satisfação em ver a precisão dos ataques militares que, no futuro, poderão ser entendidos como parte do capítulo que marcou o fim da opressão teocrática no país. Em resposta, representantes dos chamados “cristãos de esquerda” no Brasil, como o bispo Hermes C. Fernandes e o ex-pastor e sociólogo Valdinei Ferreira, teceram críticas agudas à artista.

Sarah Nour, entretanto, compartilha uma leitura mais fria a respeito dos pormenores éticos e mais pragmática quanto aos eventuais resultados da atual guerra em andamento.

Confira a entrevista na íntegra:

Como a igreja no Irã vê os bombardeios realizados por Israel em junho do ano passado e a nova ação conjunta com os EUA que resultou na morte de Ali Khamenei?

Sarah Nour: “Citarei a resposta do nosso especialista em Desenvolvimento Organizacional sobre o Irã: ‘Como iraniano e cristão, falo com o coração pesado. Não celebro a guerra, nem levo na brincadeira o sofrimento que ela traz para as famílias comuns — no Irã e agora, em toda a região. Toda vida é preciosa perante Deus. Contudo, como iraniano, também não posso ignorar o profundo anseio por liberdade que habita o coração do nosso povo há gerações. Se este momento doloroso se tornar um ponto de virada rumo à justiça e à verdadeira liberdade, então minha oração é que ele leve não a uma destruição ainda maior, mas à restauração da dignidade, da esperança e da paz’.

Como seguidores de Cristo, oramos pela proteção dos inocentes, pela moderação entre os líderes e por um futuro onde o Irã possa conhecer a liberdade sem medo. Que Deus traga luz das trevas e paz da turbulência.

No Brasil, assim como no resto do Ocidente, parte da Igreja se opõe às ações militares contra o regime iraniano, apesar de reconhecer que se trata de um governo opressor. O que você diria aos cristãos sobre a situação no país?

SN: “A Igreja no Irã, seus irmãos, têm permanecido resilientes, em oração e profundamente enraizados na esperança. Este momento não se trata de vingança ou triunfo, mas da possibilidade de um futuro diferente para eles. Um futuro onde a liberdade de consciência, a dignidade e a justiça sejam estendidas a todos os iranianos, independentemente de fé ou origem. Pedimos que orem para que este seja um ponto de virada que abra caminho para a paz, a reconciliação e a verdadeira liberdade para o Irã. Orem conosco para que o futuro reserve liberdade religiosa, a libertação dos cristãos detidos e de outras minorias religiosas que foram presas por acusações relacionadas à fé, e que nossa família possa compartilhar sua fé sem medo nem opressão”.

Há relatos de dezenas de mesquitas fechadas no Irã devido à falta de fiéis, bem como relatos de muitas conversões ao Evangelho, mesmo com legislação adversa. Esses relatos representam a realidade?

SN: “É verdade que nos últimos anos (década) a igreja no Irã continuou a crescer, com muitos se convertendo a Cristo. Nossa estimativa é que haja cerca de 800.000 convertidos ao cristianismo no Irã hoje.

O fechamento de mesquitas não está particularmente relacionado ao crescimento da igreja, mas devido à opressão, há uma rejeição evidente na sociedade à ideia de religião como um todo. Muitos estão profundamente decepcionados com o Islã, que deixou o país sob pesadas sanções por anos, uma grave crise econômica, uma repressão agressiva a protestos pacíficos e agora uma guerra… De alguma forma, as pessoas no Irã perderam a confiança na religião por causa da representação que viram das autoridades. Esta pode ser uma razão muito válida para muitas mesquitas estarem vazias, as pessoas estarem fartas e não praticarem mais suas crenças, incluindo orar nas mesquitas”.

Como os cristãos iranianos se reúnem para adorar?

SN: “Como mencionei anteriormente, a conversão ao cristianismo no Irã é frequentemente interpretada como um ‘crime’ pelas autoridades e, portanto, os cristãos de língua persa não têm permissão para entrar em igrejas armênias e assírias (que ainda podem funcionar como locais de culto). Isso levou os convertidos ao cristianismo a esconderem sua fé, muitas vezes se reunindo em igrejas domésticas secretas.

Os locais de encontro mudam com frequência, o uso de palavras-código é comum devido ao monitoramento e, quando se reúnem, os cânticos de louvor são sussurrados, mas eles estudam a palavra de Deus juntos e se concentram no discipulado e no crescimento espiritual. Muitas igrejas domésticas dependem de líderes fora do Irã devido à falta de líderes e/ou recursos dentro do país. No entanto, a fé ousada e o testemunho desses mesmos cristãos que se reúnem em segredo levaram muitos a Cristo. Deus está agindo neste país, transformando vidas e dando esperança a uma sociedade que precisa desesperadamente dela”.

Quais são os maiores desafios enfrentados pela Igreja no Irã?

SN: “Para os convertidos no Irã, seguir Jesus traz desafios significativos. Muitos enfrentam a rejeição de suas famílias, a pressão de suas comunidades e o risco de prisão, interrogatório e encarceramento pelas autoridades. Quando as igrejas domésticas são expostas, a comunidade se dispersa e as pessoas rompem os laços entre si para evitar maiores problemas. A repressão às igrejas domésticas cristãs aumentou, e muitos cristãos foram detidos, interrogados brutalmente e condenados a longas penas de prisão simplesmente por se reunirem, orarem ou serem batizados.

Uma cena comum entre muitos cristãos que conheci é a seguinte: durante uma reunião de uma igreja doméstica, ouvem-se batidas na porta. Geralmente são homens vestidos com trajes de serviços secretos, que entram na casa, prendem alguns, confiscam celulares e laptops, levando muitos, senão todos os presentes, para salas de interrogatório. São presos sob acusações como ‘ameaça à segurança nacional’, ‘conspiração’ e ‘propaganda contra a religião’.

No caso da República Islâmica do Irã… Essas acusações se referem a atividades cristãs como orar, realizar batismos, participar da comunhão e celebrar o Natal… No entanto, todas essas ‘táticas’ para assustar e impedir a igreja não prejudicaram o ministério em geral dentro do país”.

O Irã ocupa a décima posição na Lista Mundial de Perseguição elaborada anualmente pela Missão Portas Abertas, elencando os 50 países mais hostis aos cristãos e à pregação do Evangelho.