Nicarágua: ditadura intensifica perseguição religiosa contra cristãos

O governo da Nicarágua, liderado por Daniel Ortega e sua esposa, a copresidente Rosario Murillo, determinou a proibição da ordenação de novos padres e diáconos católicos em quatro dioceses do país, medida que líderes religiosos classificam como mais um passo no agravamento da perseguição às comunidades cristãs nicaraguenses .

A restrição atinge diretamente as dioceses de Jinotega, Siuna, Matagalpa e Estelí, territórios que atualmente se encontram sob forte pressão governamental e não contam com a presença de seus bispos residentes, todos forçados ao exílio.

Segundo informações da agência ACI Prensa, a polícia local está impedindo que bispos de outras regiões ingressem nessas dioceses para realizar os ritos de ordenação, configurando uma interferência direta na estrutura ministerial da Igreja Católica .

A pesquisadora Martha Patricia Molina, autora do relatório “Nicarágua: Uma Igreja Perseguida”, alertou para o impacto “alarmante” da medida. Em Matagalpa, estima-se que a diocese opere atualmente com apenas 30% de seu clero ativo, sendo que sete em cada dez sacerdotes foram forçados ao exílio. Nas dioceses de Estelí e Jinotega, a redução da capacidade pastoral chega a 50%, deixando comunidades inteiras sem a celebração regular da Eucaristia .

“Dúzias de jovens que concluíram com êxito seus estudos em filosofia, teologia e formação pastoral encontram-se em um limbo jurídico e espiritual. Possuem aptidão e vocação, mas não podem receber o sacramento”, declarou Molina, alertando para o risco real de fechamento gradual de paróquias diante da ausência de substituições para os sacerdotes exilados, expulsos ou falecidos .

Ofensiva contra evangélicos e organizações cristãs

A perseguição religiosa na Nicarágua não se restringe à Igreja Católica. Nos últimos anos, o Ministério do Interior revogou o status legal de mais de 1.500 organizações sem fins lucrativos, a maioria delas igrejas e missões evangélicas, confiscando seus bens e propriedades sob alegações de irregularidades administrativas.

Segundo o Coletivo de Direitos Humanos Nicaragua Nunca Más, ao menos 21 pastores evangélicos encontram-se na lista de religiosos exilados em decorrência da perseguição .

Líderes de denominações históricas e ministérios independentes têm sido alvo de vigilância, ameaças e fechamento forçado de emissoras de rádio e televisão cristãs. Muitos pastores evangélicos fugiram do país após serem acusados de “traição à pátria” por prestarem auxílio humanitário durante protestos civis ou por se recusarem a alinhar seus sermões à narrativa política oficial .

Dimensão da perseguição

Dados compilados por organizações de direitos humanos revelam a magnitude da repressão. Entre 2018 e o final de 2025, 43 propriedades foram confiscadas da Igreja Católica, e o regime perpetrou 1.030 ataques contra católicos, além de proibir 18.808 procissões. A Conferência Episcopal da Nicarágua informou que 304 sacerdotes e freiras já não exercem seu ministério pastoral no país, sendo 172 homens e 132 mulheres.

Quatro bispos foram exilados: Silvio Báez, bispo auxiliar de Manágua; Isidoro Mora, bispo de Siuna; Rolando Álvarez, bispo de Matagalpa e administrador apostólico de Estelí; e Carlos Enrique Herrera, bispo de Jinotega e presidente da Conferência Episcopal Nicaragüense. Outros cinco bispos nicaraguenses permanecem no país sob severas restrições .

A organização Portas Abertas, em sua Lista Mundial da Perseguição 2026, classificou a Nicarágua na 32ª posição entre os países onde cristãos mais sofrem perseguição. O relatório destaca que “os crentes que levantam suas vozes contra o governo por questões como violações de direitos humanos enfrentam vigilância, intimidação e prisão. Alguns enfrentam até exílio e perda de cidadania”.

Resistência espiritual

Apesar do cenário adverso, lideranças religiosas destacam a resiliência das comunidades de fé. Um padre exilado ouvido pela ACI Prensa afirmou que “as vocações continuam florescendo na Nicarágua e o Senhor continua levantando jovens corajosos que o escutam e iniciam o processo de discernimento vocacional” .

A mesma fonte enfatizou que, mesmo com as proibições governamentais, a Igreja tem encontrado formas de realizar ordenações sem que o regime perceba, demonstrando “a capacidade da Igreja de se reinventar diante da adversidade”.

“A Igreja na Nicarágua está crucificada, mas não imobilizada”, declarou o sacerdote, acrescentando que “os obstáculos não são um problema para a Igreja, mas uma cruz que ela abraça com coragem” .

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) manifestou preocupação com a “persistente repressão” na Nicarágua e instou o Estado a cessar a perseguição religiosa e libertar os presos políticos, estimados em pelo menos 141 opositores detidos arbitrariamente. Com: Christian Daily.

Emoção: detento é evangelizado, se rende a Cristo e é batizado

Um detento participante de uma ação evangelística promovida pelo ministério God Behind Bars em uma unidade prisional dos Estados Unidos decidiu entregar sua vida ao Senhor Jesus e foi batizado em uma banheira improvisada dentro da prisão. O momento foi registrado e compartilhado nas redes sociais da organização.

Segundo o relato do ministério, o detento aproximou-se dos voluntários visivelmente emocionado e contou ter vivido uma experiência que atribuiu a Deus. “Ele disse que Deus literalmente o tocou hoje. O Senhor o chamou hoje. Ele não conseguia parar de chorar”, publicou a God Behind Bars em seu perfil no Instagram.

A organização descreveu que o detento, após passar um longo período “fugindo” — expressão utilizada no meio religioso para descrever resistência à fé —, decidiu render-se. “Ele realmente sentiu um toque de Jesus, se ajoelhou e entregou sua vida a Cristo. Então, correu para ser batizado”, acrescentou o texto.

Durante o batismo, realizado em uma banheira adaptada, o homem tentou expressar o que sentia. “Esse é o meu dia. Deus me tocou hoje. Eu não tenho palavras”, declarou, emocionado. O momento foi acompanhado por outros detentos e voluntários, que celebraram a decisão.

Atuação do ministério

Fundado em 2009, o God Behind Bars atua em parceria com igrejas norte-americanas para levar assistência religiosa e social a presidiários e seus familiares. A organização informa que, até o momento, mais de 1 milhão de detentos foram alcançados por suas atividades.

Dados do ministério indicam que cerca de 92% dos presos retornarão à sociedade em algum momento, e que aproximadamente 75% deles voltam a ser encarcerados em até três anos. Diante desse cenário, a entidade adota uma abordagem que classifica como “três etapas”, voltada às necessidades físicas, espirituais e relacionais dos reclusos e de suas famílias.

“Ao convidar Deus para a prisão e mostrar Seu amor de maneiras tangíveis, God Behind Bars está restaurando vidas, construindo fé, lutando contra vícios, reconectando famílias e dando a milhares de presos esperança para o futuro”, afirma a organização em seus materiais de divulgação.

A entidade declarou ainda que seu objetivo é garantir que todos os detentos nos Estados Unidos tenham “acesso direto e pessoal ao Evangelho”, visando ajudá-los a desenvolver a fé, curar traumas e romper ciclos de reincidência criminal.

Erika Hilton tem pedido de cassação protocolado na Câmara

O Partido Missão, legenda ligada ao Movimento Brasil Livre (MBL), ingressou na última sexta-feira (13) com uma representação no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados solicitando a cassação do mandato de Erika Hilton (PSOL-SP), parlamentar transexual que recentemente assumiu a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Casa.

O requerimento foi assinado pelo presidente nacional da sigla, Renan Santos, e será defendido no colegiado pelo deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP), primeiro parlamentar eleito pela legenda. O partido fundamenta o pedido em publicações feitas por Hilton em suas redes sociais após sua eleição para o comando da comissão .

Conteúdo das postagens

No centro da representação estão declarações publicadas por Hilton na sequência da votação que lhe elegeu para a presidência do colegiado. No texto, Hilton afirmou: “Não estou nem um pouco preocupada se o esgoto da sociedade não gostou. A opinião de transfóbicos e imbeCIS é a última coisa que me importa” .

A expressão “imbeCIS” foi utilizada como um trocadilho reunindo os termos “imbecil” e “CIS”, este último referente a pessoas cisgênero — aquelas que se apresentam conforme o sexo natural, macho ou fêmea. Em outro trecho, Hilton escreveu: “Podem espernear. Podem latir” .

Para o Partido Missão, as manifestações configuram motivo para perda do mandato. “É inaceitável que a presidente da Comissão da Mulher, em seu primeiro ato público, escolha não apenas segregar, mas também insultar de forma tão vil justamente o grupo que deveria representar”, sustenta o documento .

O pedido foi encaminhado ao Conselho de Ética, que analisará a representação e poderá aplicar sanções que variam de advertência até a recomendação de perda do mandato, que precisa ser referendada pelo plenário da Câmara.

Repercussão e outras iniciativas

Além da legenda ligada ao MBL, o Partido Novo também anunciou que apresentará pedido contra o transexual. A sigla argumenta que as declarações configuram “misoginia” e atingem mulheres cisgênero de forma genérica .

A controvérsia em torno da eleição de Erika Hilton para a Comissão da Mulher gerou intenso debate político. Parlamentares de oposição questionaram a escolha, enquanto apoiadores da deputada defenderam sua legitimidade para ocupar o cargo. A votação que a elegeu registrou 11 votos favoráveis e 10 em branco .

A decisão do Conselho de Ética sobre o pedido não tem prazo definido e dependerá da tramitação regimental na Casa.

Netanyahu e a guerra no Irã: “Chegaremos ao retorno do Messias”

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou na última sexta-feira (13) que a ofensiva militar em curso contra o Irã pode abrir caminho para o que descreveu como o “retorno do Messias”. A declaração foi feita durante pronunciamento público sobre os desdobramentos do conflito na região, no qual também estendeu ameaças diretas à nova liderança iraniana.

“Chegaremos ao retorno do Messias, mas isso não acontecerá na próxima quinta-feira”, declarou Netanyahu ao projetar o futuro de Israel e do Oriente Médio. Segundo o premiê, um dos passos necessários para esse cenário seria a reconstrução do antigo templo judaico em Jerusalém, o que, conforme admitiu, exigiria mudanças significativas no local onde atualmente se encontram o Domo da Rocha e a Mesquita de Al-Aqsa — terceiro local mais sagrado do islamismo.

Ameaças à liderança iraniana

Em sua primeira entrevista coletiva desde o início da guerra, realizada na quinta-feira (12), Netanyahu foi questionado sobre possíveis ações contra o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, e o chefe do Hezbollah, Naim Qassem. O premiê respondeu com uma declaração contundente: “Eu não faria um seguro de vida para nenhum dos líderes das organizações terroristas”, afirmou, segundo agências internacionais .

Netanyahu referiu-se a Mojtaba Khamenei como um “fantoche da Guarda Revolucionária” e disse que o clérigo “não pode mostrar o rosto em público” . O novo líder iraniano assumiu o posto após a morte de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, em ataques conjuntos de Israel e Estados Unidos no dia 28 de fevereiro, que marcaram o início da ofensiva denominada por Washington como “Operação Fúria Épica” .

Objetivos da campanha militar

O premiê israelense delineou três objetivos centrais para a operação militar: impedir o Irã de obter capacidade nuclear, destruir seu programa de mísseis balísticos e “criar as condições para que o povo iraniano possa derrubar este regime cruel” . “Estamos desferindo golpes esmagadores na Guarda Revolucionária e no Basij, tanto nas ruas quanto nos postos de controle — e ainda estamos ativos”, declarou .

Netanyahu dirigiu-se diretamente à população iraniana: “O momento em que vocês poderão embarcar em um novo caminho de liberdade — esse momento está se aproximando. Estamos ao seu lado, estamos ajudando vocês. Mas, no final das contas, depende de vocês! Está em suas mãos” . Quando questionado novamente sobre a promoção de uma mudança de regime, o premiê recorreu ao provérbio: “Você pode levar alguém até a água, mas não pode obrigá-lo a beber” .

Repercussão regional

As declarações de Netanyahu ocorrem em meio à intensificação dos confrontos. No sábado (14), um ataque com mísseis atingiu a embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, danificando sua infraestrutura, embora sem causar vítimas .

A Guarda Revolucionária do Irã emitiu no domingo (15) uma ameaça direta a Netanyahu, afirmando que continuará a persegui-lo “com toda a força enquanto ele permanecer vivo” e acusando o líder israelense de ser “assassino de crianças” .

A crise elevou a tensão nos mercados globais após o Irã fechar o Estreito de Ormuz, por onde transitam cerca de 20% do petróleo mundial, elevando o preço do barril de Brent para mais de US$ 100. Netanyahu também destacou sua aliança com o presidente americano Donald Trump, com quem afirma conversar “quase todos os dias” para coordenar a estratégia conjunta. Com: Exibir Gospel.

Culto em universidade reúne mais de mil e 80 se rendem a Cristo

Cerca de mil estudantes participaram de um encontro de avivamento realizado durante várias noites em uma tenda no estado do Texas. O evento foi organizado pela Universidade Mary Hardin-Baylor e reuniu estudantes para momentos de adoração, oração e pregação.

Durante o encontro, dezenas de participantes relataram decisões relacionadas à fé cristã e ao chamado para o ministério.

Evento organizado por estudantes

A universidade, localizada em Belton e afiliada à Convenção Batista Geral do Texas, promoveu seu 27º encontro anual de avivamento em uma tenda.

O evento foi conduzido por estudantes e contou com música de adoração, mensagens bíblicas e momentos de oração coletiva.

Segundo o diretor de assuntos estudantis da instituição, Michael Burns, o planejamento começou ainda no ano anterior.

De acordo com ele, quatro líderes estudantis iniciaram a organização junto à divisão de Vida Estudantil da universidade. Posteriormente, um comitê formado por cerca de 20 estudantes passou a se reunir semanalmente para preparar o encontro.

“O movimento de avivamento religioso sempre fez parte da Universidade Mary Hardin-Baylor e da comunidade batista local, e assumiu diferentes formas ao longo da história”, afirmou Burns.

Tradição de avivamentos

Burns também recordou um episódio ocorrido em 1909 na comunidade acadêmica da instituição.

Na ocasião, um culto realizado na capela da universidade teria desencadeado um movimento espiritual significativo entre os estudantes.

Segundo o relato, no dia 20 de abril daquele ano, a direção da instituição decidiu cancelar as aulas após o culto. Ao final do dia, 104 alunas da então Baylor Female College haviam declarado conversão ao cristianismo.

“Um período de renovação parece ser uma parte significativa da nossa história como cristãos, então fazemos isso como parte dessa história”, explicou Burns.

Desde 1999, a universidade passou a realizar o encontro anual de avivamento em formato de vários dias sob uma grande tenda.

Segundo Burns, o modelo atual busca ampliar o tempo de culto, oração e acompanhamento espiritual.

“Este modelo enfatizou o culto prolongado, a oração, os pequenos grupos, o acompanhamento e a liderança estudantil — criando espaço para vários dias de envolvimento espiritual concentrado”.

Conversões

Entre os cerca de mil estudantes presentes no evento da semana passada, aproximadamente 80 afirmaram ter tomado decisões relacionadas à fé.

Segundo a organização, essas decisões incluíram declarações de fé em Cristo, renovação espiritual ou resposta a um chamado para o ministério.

“Minha esperança é que o poder do Evangelho tenha realmente transformado cada aluno”, declarou Burns.

“Todos nós reconhecemos que o mundo ao nosso redor está constantemente nos moldando, mas há uma beleza muito maior em entregar esse processo a Deus.”

Mensagens bíblicas

O principal palestrante do encontro deste ano foi Shane Pruitt. Ele atua como diretor nacional do programa Next Gen da Junta de Missões da América do Norte, ligada à Convenção Batista do Sul.

Pruitt afirmou que esta foi a segunda vez que participou como pregador no encontro anual de avivamento.

“Esta é uma escola e um evento excelentes”, disse. “Então, pregar e adorar com estudantes universitários, além de passar uma semana com minha filha e vê-la servir ao Senhor, é uma situação em que todos saem ganhando”.

As mensagens do evento tiveram como base a passagem bíblica de Livro de Isaías 64:8.

“Contudo, Senhor, tu és o nosso Pai. Nós somos o barro, tu és o oleiro; todos nós somos obra das tuas mãos”.

Participação ao longo das noites

Segundo Pruitt, a participação dos estudantes aumentou gradualmente durante os dias do encontro.

“Foi incrível”, afirmou, de acordo com informações do The Christian Post.

“Vimos alunos professarem sua fé em Jesus para a salvação, muitos outros se entregarem a um chamado para o ministério, liderança e missões em suas vidas, e outros se arrependerem, confessarem seus pecados e experimentarem a vitória e a liberdade em Cristo.”

Ele relatou que, na última noite, o número de participantes superou a capacidade inicial da tenda.

“A cada noite a multidão de estudantes universitários aumentava. Na última noite, havia cadeiras extras, e os estudantes não conseguiam caber debaixo da grande tenda”.

Pruitt concluiu afirmando que espera que os participantes tenham compreendido a mensagem central do encontro: “Todos nós somos chamados a ser moldados pelo Senhor. Nós não O moldamos para os nossos próprios interesses, Ele nos molda para a Sua missão”.

Pastor Tupirani causa polêmica ao defender o direito ao aborto

Fui uma das pessoas que mais divulgou a obra do Pr Tupirani aqui no X e reconheço que ele teve momentos de lucidez e coragem que nenhum líder religioso teve nesse século.

Mas a verdade deve ser dita: ele tem se posicionado como um literal anti cristo, com o agravante de ter um… https://t.co/vDku7ps95C

— Felipe Leme (@LEME12) March 15, 2026

Viralizou nas redes sociais um vídeo do pastor Tupirani da Hora Lores, líder da Igreja Pentecostal Geração Jesus Cristo, onde ele aparece em um podcast falando sobre o direito ao aborto. Na gravação, o religioso usa argumentos  de cunho social para sugerir que a morte deliberada de bebês no útero materno pode ser justificável.

A fala de Tupirani foi criticada nas redes sociais, onde muitos lembraram do histórico de declarações polêmicas do pastor. “A verdade deve ser dita: ele tem se posicionado como um literal anticristo, com o agravante de ter um grande conhecimento bíblico, o que caracteriza puro charlatanismo de quem se intitula como ‘o último Elias’”, comentou um internauta no “X”.

Em sua fala, o líder religioso disse que os evangélicos não deveriam criar uma lei para “proibir a pessoa de pecar”, uma vez que a responsabilidade moral no caso do aborto recai sobre a pessoa que comete o ato, a qual irá “prestar contas a Deus”.

Internautas discordaram da fala do religioso: “Não adianta pregar na porta da igreja ‘Bíblia sim, constituição não’ e sair por ai falando que feto não é vida e que tá de boa matar criança porque elas vão pro céu, relativizando a ponto de comparar com uso de drogas sob o argumento de livre arbítrio”, continuou o internauta.

“No fim do dia, neopentecostal uma hora ou outra coloca as garras de fora. Daqui adiante não endosso as palavras desse homem, nem como meme”, completou.

Quatro anos atrás, Tupirani chegou a ser condenado e preso por causa de declarações consideradas discriminatórias contra judeus e pessoas de outras religiões.

‘Salvo Pela Graça’: novo álbum de Davi Sacer é lançado

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O cantor e compositor Davi Sacer lançou o álbum “Salvo Pela Graça”, seu primeiro projeto distribuído pela Universal Music Christian Group.

O lançamento inclui também o vídeo da faixa-título, gravado ao vivo na Igreja Batista Atitude, no Rio de Janeiro, com direção de Filipe Dias.

Mensagem central da fé cristã

Segundo o cantor, o novo trabalho busca destacar a mensagem da graça como elemento central da fé cristã.

“Uma declaração de graça que busca marcar uma geração. ‘Salvo Pela Graça’ é um projeto que reafirma a essência da fé cristã com intensidade e profundidade. A faixa-título traduz a convicção de quem experimentou o amor redentor de Deus e vive marcado por essa verdade”, afirmou.

O álbum reúne 11 faixas e apresenta composições com características congregacionais, voltadas ao ambiente de adoração nas igrejas.

De acordo com a divulgação do projeto, as músicas foram desenvolvidas com foco em conduzir o público a momentos de adoração e reflexão espiritual.

A primeira faixa do novo projeto foi lançada em novembro de 2025. Na ocasião, o cantor apresentou a música Maior Valor, acompanhada de um vídeo oficial divulgado nas plataformas digitais.

O lançamento marcou o início da divulgação do álbum que agora chega ao público completo.

Trajetória na música gospel

Com mais de duas décadas de carreira, Davi Sacer é considerado um dos nomes mais conhecidos da música gospel brasileira.

O artista soma 21 anos de trajetória musical, sendo 11 anos dedicados à carreira solo.

Ao longo desse período, ele ultrapassou a marca de cinco milhões de discos vendidos e acumulou mais de um bilhão de reproduções em plataformas de streaming.

Produção musical

Antes da carreira solo, Sacer integrou grupos importantes do cenário gospel, como Toque no Altar e Trazendo a Arca.

Durante sua trajetória, o cantor participou da gravação de 12 CDs com músicas inéditas e quatro DVDs.

Os números nas redes sociais e serviços de streaming também refletem a popularidade do artista. No Instagram, o cantor reúne mais de 1,2 milhão de seguidores.

Seu canal no YouTube ultrapassa 232 milhões de visualizações e possui cerca de 494 mil inscritos. Já na plataforma Spotify, o artista registra aproximadamente dois milhões de ouvintes mensais.

Círculo de Oração se torna patrimônio cultural no Paraná

O Círculo de Oração foi reconhecido como patrimônio cultural de natureza imaterial do estado do Paraná. A homenagem ocorre no contexto dos 84 anos de existência do movimento de intercessão formado por mulheres evangélicas.

A medida foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Paraná em 3 de março, por meio do projeto de lei 492/2025.

Reconhecimento oficial

A proposta foi apresentada pela deputada Mara Lima (Republicanos), em junho do ano anterior.

Após a aprovação pelos parlamentares, a lei foi sancionada pelo governador Ratinho Júnior, do Partido Social Democrático, em 5 de março.

Durante evento realizado no plenário da Assembleia, a deputada destacou a relevância do movimento de oração no estado.

“São mais de 1 milhão de mulheres que oram, intercedem pelo nosso estado e que muitas vezes não são reconhecidas. Oram pelos nossos filhos, pela nossa família, por aqueles que não têm quem os ajude. Elas são as primeiras a prestar apoio quando se trata de um momento difícil, de uma catástrofe ou de uma pandemia. Estão lá como voluntárias. Seu esforço é merecedor de reconhecimento”, afirmou.

Origem do movimento

O Círculo de Oração surgiu em 6 de março de 1942, na Igreja Assembleia de Deus em Recife (PE).

A iniciativa partiu da irmã Albertina Bezerra Barreto, que reuniu mulheres da igreja para orar pela cura de sua filha, Zuleide, que havia sido considerada sem chances de recuperação pelos médicos.

Segundo relatos, a menina acabou sendo curada após o período de intercessão.

A escolha do nome “Círculo de Oração” também tem origem em um episódio lembrado pela própria fundadora.

“Quando estávamos orando, me lembrei da mensagem e disse: Vamos circular os céus com as nossas orações”, relatou.

Expansão no Brasil

De acordo com a justificativa apresentada no projeto de lei, o gesto inicial deu origem a um movimento religioso que se expandiu por diferentes regiões do país.

“Esse gesto de fé originou um movimento que atravessou gerações e se espalhou por todo o país, tornando-se uma das mais relevantes expressões da espiritualidade evangélica”, afirmou Mara Lima no texto da proposta.

Atualmente, grupos de Círculo de Oração estão presentes em diversas denominações evangélicas e também em comunidades fora do Brasil. O movimento alcançou países como Argentina, Estados Unidos e Japão.

Testemunhos e repercussão

Durante o evento na Assembleia Legislativa, a coordenadora-geral da União das Esposas de Ministros das Assembleias de Deus do Paraná, Rozeli Santos Fontoura, comentou o papel da oração na prática cristã.

“A oração é a chave e nós temos essa chave. Há a chave da casa: é só chegar nela e abrir, não é? Nós temos a chave do Céu. Quando precisamos de alguma coisa, se tivermos fé, orarmos e pedirmos a Deus, recebemos”, declarou.

A teóloga e escritora Céfora Carvalho também comentou o reconhecimento do movimento.

“Esse é um lindo reconhecimento desse movimento de intercessão liderado por mulheres assembleianas há mais de oito décadas. Hoje, toda igreja Assembleia de Deus tem o seu Círculo de Oração”, afirmou em publicação nas redes sociais.

Ela também lembrou que, ao longo dos anos, participantes do movimento já foram alvo de críticas e apelidos.

“Essas mulheres já foram vítimas de chacota. O apelido ‘irmãs do coque’, que hoje é usado de forma carinhosa, veio primeiro como forma de zombaria pelo estilo dessas mulheres, pela forma como elas vivem sua fé. Então, é muito bonito ver esse reconhecimento externo”, comentou, de acordo com o portal Guia-me.

Aumento de casos de divórcio após os 50 anos gera desafio

O aumento de separações entre pessoas com mais de 50 anos tem chamado a atenção de especialistas e líderes religiosos. O fenômeno, conhecido como “divórcio cinza”, envolve casais que passaram décadas casados e decidem encerrar o relacionamento em fases mais avançadas da vida.

Dados recentes indicam que esse tipo de ruptura deixou de ser incomum e passou a integrar uma tendência crescente no Brasil.

Divórcio acima de 50 anos

Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostra que o número de divórcios envolvendo pessoas com mais de 50 anos mais que triplicou em pouco mais de uma década.

Segundo registros civis analisados pelo instituto, em 2022 cerca de 31% das mulheres divorciadas tinham mais de 50 anos. Entre os homens, o percentual chegou a 23,3%.

Os números representam uma mudança significativa em comparação com décadas anteriores, quando essa faixa etária correspondia a uma parcela muito menor das separações formais.

Ciclos da vida conjugal

Para o pastor e terapeuta familiar Gilson Bifano, o crescimento do chamado divórcio cinza está relacionado às transformações naturais que ocorrem ao longo do casamento.

Segundo ele, muitos casais enfrentam o chamado ciclo do “ninho vazio”, momento em que os filhos já se tornaram independentes e deixam a casa dos pais.

“O casamento é constituído de ciclos, os chamados ciclos do casamento. O penúltimo deles é o ciclo do ninho vazio. São casais que já criaram os filhos e esses já saíram de casa”, explicou.

Bifano afirma que, em muitos casos, a relação conjugal acaba sendo colocada em segundo plano durante anos.

“Muitos casais que se divorciam viveram toda a vida em função dos filhos e, quando esses saem de casa, já não se reconhecem mais. Não investiram em si mesmos, no casamento, mas nos filhos”.

Aposentadoria e convivência diária

Outro fator apontado pelo terapeuta é a mudança na rotina causada pela aposentadoria.

Segundo ele, muitos casais passam décadas com rotinas profissionais que reduzem o tempo de convivência. Quando essa dinâmica muda, conflitos e diferenças podem se tornar mais evidentes.

“Vejo também um outro motivo: a aposentadoria. O casamento se manteve porque ambos passam a maior parte do tempo separados. Agora com a aposentadoria, percebem as incompatibilidades e não sabem administrar essas diferenças.”

Impacto sobre as novas gerações

De acordo com Bifano, o aumento de separações tardias também pode influenciar a percepção dos jovens sobre o casamento.

“Quando um jovem vê que seus pais se divorciam na fase tardia da vida, há naturalmente um ceticismo.”

Segundo ele, essa experiência pode reforçar a ideia de que relacionamentos duradouros são difíceis de manter.

“Pode gerar uma visão cética de que o amor ‘para sempre’ é uma ilusão e que o casamento é um empreendimento arriscado.”

Preparação dos casais

Para enfrentar o aumento das separações, o pastor defende que os casais recebam orientação ao longo de toda a vida conjugal.

“Precisamos capacitar os casais a viverem bem em todos os ciclos da vida conjugal”.

Ele afirma que o fortalecimento do casamento depende de diferentes aspectos do relacionamento: “O divórcio é uma epidemia, e os casais precisam tornar seus casamentos mais imunes. Isso acontece quando se fortalecem áreas como comunicação, intimidade, planejamento e espiritualidade.”

Bifano também ressalta o papel das igrejas no acompanhamento pastoral dos casais: Segundo ele, o cuidado não deve se limitar apenas aos recém-casados, mas incluir casais em todas as fases da vida.

“Casais precisam ser ajudados na construção da indissolubilidade do casamento, dos seus propósitos e da fidelidade conjugal. Os relacionamentos passam por altos e baixos, e os conflitos precisam ser enfrentados e resolvidos”, concluiu, segundo informações da revista Comunhão.

Patrões muçulmanos torturam cristão até a morte no Paquistão

Um jovem cristão de 21 anos morreu após sofrer tortura no Paquistão, em um caso que gerou indignação entre membros da comunidade cristã local. O crime ocorreu na quarta-feira (4) em uma fazenda situada no distrito de Sargodha, na província de Punjab.

A vítima foi identificada como Marcus Masih, que trabalhava na propriedade rural havia cerca de cinco anos. Segundo relatos da família, seus empregadores teriam tentado encobrir o crime simulando um suicídio por enforcamento.

Suspeitas após autópsia

De acordo com familiares, os empregadores informaram inicialmente que Marcus teria tirado a própria vida. Os proprietários da fazenda foram identificados como Muhammad Mohsin Kharal e Muhammad Basharat Kharal.

No entanto, a autópsia levantou suspeitas sobre essa versão. O exame indicou marcas de agressão severa, incluindo hematomas profundos e queimaduras, sinais que sugerem que o jovem teria sido torturado antes da morte.

O irmão da vítima, Dilshad Masih, afirmou que a família foi informada da morte de forma repentina e inicialmente acreditou na explicação apresentada pelos empregadores.

Pressão sobre a família

Segundo Dilshad, durante o processo de liberação do corpo houve pressão por parte de advogados ligados aos empregadores. Ele afirmou que a família foi orientada a assinar documentos em branco sob a justificativa de agilizar os procedimentos legais.

Somente após o corpo ser devolvido à família, os parentes perceberam evidências claras de violência.

Dilshad afirmou que Marcus nunca havia relatado maus-tratos no trabalho. Ainda assim, ele disse que os proprietários da fazenda possuíam reputação controversa na região.

O irmão contou que havia sugerido que Marcus deixasse o emprego e trabalhasse com ele, mas o jovem decidiu permanecer na fazenda.

Protesto por justiça

A morte provocou protestos entre cristãos da região. Dezenas de manifestantes bloquearam uma rodovia local, levando o corpo da vítima para o local como forma de exigir ação das autoridades.

O objetivo do protesto era pressionar a polícia a registrar oficialmente o caso e iniciar uma investigação criminal.

Após a manifestação, autoridades registraram um boletim de ocorrência e prometeram investigar o caso. Mesmo assim, a família afirmou temer que a influência social dos acusados possa interferir no andamento do processo.

Até o momento, não havia confirmação de prisões relacionadas ao caso.

Vulnerabilidade de minorias religiosas

Organizações de direitos humanos afirmam que o caso reflete os riscos enfrentados por minorias religiosas em regiões rurais do Paquistão.

Muitos cristãos vivem em condições de pobreza e trabalham em empregos informais sob controle de proprietários influentes. Essa situação pode dificultar denúncias de abusos ou violência.

Especialistas também destacaram que os ferimentos encontrados no corpo de Marcus indicam tortura intensa, além de uma possível tentativa de encobrir o crime simulando suicídio.

Relatórios sobre perseguição religiosa

O Paquistão frequentemente aparece em relatórios internacionais sobre perseguição religiosa. Um dos documentos mais citados é a Lista Mundial da Perseguição 2026, elaborado pela organização Portas Abertas.

Segundo esses relatórios, cristãos no país enfrentam diversos desafios, incluindo discriminação, violência coletiva, conversões forçadas e exploração laboral.

Muitos desses casos, segundo especialistas, acabam sem punição devido a dificuldades na aplicação da lei e à pressão social em determinadas regiões.

A família de Marcus Masih afirma que busca assistência jurídica e pede uma investigação transparente para que a morte do jovem seja plenamente esclarecida, segundo o Morning Star News.