Lista Mundial de Perseguição 2026: cristãos sob hostilidade

A Missão Portas Abertas divulgou a Lista Mundial de Perseguição 2026 (LMP 2026) na terça-feira, 13 de janeiro, e afirmou que houve aumento da perseguição extrema a cristãos em diferentes regiões. A organização informou que pressão e violência religiosa atingiram mais de 388 milhões de cristãos no mundo, com base em pesquisa realizada entre terça-feira, 01 de outubro de 2024, e terça-feira, 30 de setembro de 2025.

A Portas Abertas afirmou que a perseguição extrema passou a atingir 15 países, dois a mais do que na edição anterior. A entidade registrou a entrada da Síria no grupo de hostilidade extrema, ao passar da 18ª para a 6ª posição, e manteve o Mali no bloco mais crítico, em 15º lugar, mesmo com queda de uma posição em relação à lista de 2025.

A organização também informou que o Nepal voltou ao ranking na 46ª posição, após ter ficado fora desde a LMP 2022. A Portas Abertas associou o retorno ao aumento do índice de violência no país, com mais prisões, abusos físicos e psicológicos e mais ataques a igrejas.

Entre os 50 países listados, a Portas Abertas afirmou que 34 tiveram aumento de perseguição. A entidade destacou a Síria como principal mudança e atribuiu o salto no ranking ao crescimento da violência, incluindo ataques a igrejas, fechamento de escolas cristãs e mortes de cristãos. A Portas Abertas associou esse cenário à queda do regime de Bashar al-Assad em dezembro de 2024, com a atuação de milícias locais e grupos armados e maior vulnerabilidade de cristãos a intimidação, extorsão e ataques.

O secretário-geral da Portas Abertas Brasil, Marco Cruz, afirmou que “o ataque de junho em Damasco, que matou 22 cristãos, destruiu qualquer ilusão de segurança.”. Ele acrescentou: “Essa realidade exige atenção urgente: quando a proteção estatal colapsa e a ideologia extremista ocupa o vazio, minorias religiosas pagam o preço. O mundo não pode virar as costas novamente”.

A Portas Abertas afirmou que, após anos de relativa calma, a Síria voltou a figurar entre os 10 países mais violentos, citando um aumento acentuado de ataques contra cristãos após dezembro de 2024. A organização disse que pesquisadores observaram que o ataque em Damasco levou muitos cristãos a deixarem de frequentar a igreja por medo de novos episódios.

A entidade também informou que a população cristã na Síria segue em declínio e estimou cerca de 300 mil cristãos no país, abaixo dos 1,1 milhão registrados em 2015. A Portas Abertas afirmou que a obtenção de números precisos é difícil no Oriente Médio, mas citou um êxodo contínuo em países da região, como Iraque e Territórios Palestinos.

Na África Subsaariana, a Portas Abertas afirmou que 14 países aparecem na LMP 2026 e descreveu a região como um foco central de violência. A entidade registrou que Sudão, Nigéria e Mali obtiveram a pontuação máxima possível no indicador de violência, e disse que a pontuação combinada de violência dos países subsaarianos listados subiu de 49% do máximo possível, dez anos atrás, para 88% em 2026.

A Portas Abertas afirmou que a Nigéria concentrou a maior parte das mortes de cristãos registradas no período analisado. A entidade contabilizou 4.849 cristãos mortos no mundo “por causa da fé” e informou que 3.490 eram nigerianos, o que representaria 72% do total e um aumento em relação aos 3.100 do ano anterior. A organização também mencionou ataques contra comunidades cristãs e o sequestro em massa de 303 crianças em idade escolar, com repercussão internacional.

Nos indicadores globais de violência, a Portas Abertas registrou aumento em diferentes categorias entre a LMP 2025 e a LMP 2026. A entidade informou que abusos físicos ou mentais subiram de 54.780 para 67.843 casos, estupro ou assédio sexual aumentou de 3.123 para 4.055, casamentos forçados passaram de 821 para 1.147, condenações subiram de 1.140 para 1.298, e o número de cristãos forçados a fugir ou se esconder dentro do próprio país chegou a 201.427.

A organização registrou queda em sequestros para 3.302 e em cristãos obrigados a deixar o país para 22.702, e apontou redução de ataques a igrejas e propriedades de 7.679 para 3.632, mantendo a avaliação de que a perseguição segue intensa em partes da África e da Ásia.

Na seção de avanços, a Portas Abertas registrou um período de relativa calmaria em Bangladesh, que aparece na 33ª posição, após a destituição da presidente Sheikh Hasina em agosto de 2024. A entidade citou declarações do líder do governo interino, Muhammad Yunus, sobre a importância das liberdades religiosas, e apontou que as próximas eleições podem testar esse compromisso.

Na Malásia, país citado na 51ª posição, a Portas Abertas informou que um tribunal determinou a reabertura da investigação sobre o desaparecimento do pastor Raymond Koh, ocorrido em 2017. A entidade afirmou que a Justiça considerou que policiais malaios forjaram o sequestro e determinou indenização equivalente a US$ 7,4 milhões, descrevendo o caso como raro por responsabilizar o Estado.

Na América Latina, a Portas Abertas afirmou haver maior monitoramento internacional em países como Nicarágua e Cuba e um reconhecimento crescente dos riscos a líderes religiosos no México e na Colômbia por causa do crime organizado. No ranking, a organização registrou México (30), Nicarágua (32) e Colômbia (47) com queda de uma ou duas posições, e informou que Cuba passou do 26º lugar em 2025 para o 24º em 2026.

Lista Mundial de Perseguição 2026: 388 milhões de cristãos sob hostilidade no mundo
Infográfico produzido pela Portas Abertas sobre a Lista Mundial de Perseguição 2026horil

Scott Adams deixou conversão por escrito antes de morrer

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O cartunista americano Scott Adams, criador da tira Dilbert, morreu aos 68 anos na terça-feira, 13 de janeiro, após tratar um câncer de próstata. Ele registrou, em uma carta de despedida, que havia se convertido ao Evangelho.

A ex-mulher do artista, Shally Miles, informou a morte durante a live Real Coffee With Scott Adams, que ele costumava transmitir no YouTube. Na transmissão, ela leu uma mensagem final que Adams deixou por escrito aos fãs.

“Se você está lendo isso, as coisas não terminaram bem para mim. Tenho algumas coisas para dizer antes de ir. Meu corpo cedeu antes do meu cérebro.”, escreveu ele.

Ao mencionar amigos cristãos que falaram com ele sobre a fé ao longo da vida, Adams afirmou que, apesar do ceticismo, entendeu que a questão da vida após a morte estava em jogo. “Eu aceito Jesus como meu Senhor e Salvador”, declarou na carta, datada de quinta-feira, 01 de janeiro de 2026.

No texto, ele também descreveu como buscou significado em diferentes fases da vida. “Na primeira parte dela, me dediquei a ser um bom marido e pai como forma de encontrar sentido. Funcionou, mas casamentos podem não durar para sempre, e o meu acabou.”, escreveu. Ele acrescentou: “Depois precisei de um novo significado, e me doei para o mundo. Daquele dia em diante, pensei em como eu poderia acrescentar à vida das pessoas.”.

Adams criou Dilbert em 1989, quando trabalhava na empresa telefônica Pacific Bell. A série de quadrinhos ficou conhecida por satirizar o ambiente corporativo ao retratar a rotina de um engenheiro em uma empresa de tecnologia, com humor voltado ao cotidiano de escritório.

Maior igreja pentecostal da Austrália coloca pastor em disciplina

Brad Hagan, pastor presidente da Thrive Church, e sua esposa, Amy Hagan,  informaram que foram suspensos por seis meses pela Associação das Igrejas Cristãs Australianas (Australian Christian Churches, ACC) após uma investigação sobre denúncias envolvendo a liderança do casal.

Eles comunicaram a suspensão em uma carta à congregação e afirmaram que o afastamento foi solicitado pela diretoria estadual da ACC: “Ser convidado a nos afastarmos é muito doloroso. Formalmente, isso é considerado uma suspensão e não tem sido fácil para nós”, escreveram.

O casal disse que decidiu aceitar a medida e acrescentou: “Optamos por nos submeter à Diretoria Estadual, confiando que Deus usará este tempo para cura, reflexão e crescimento após o que tem sido um período muito desafiador e emocional”.

Na mesma carta, Brad e Amy Hagan declararam que a ACC, que eles descreveram como o “órgão de credenciamento”, recebeu diversas reclamações sobre a liderança deles no segundo semestre de 2025. Eles afirmaram que a apuração concluiu que, “involuntariamente”, houve dano emocional a membros durante o período em que estiveram à frente da Thrive Church, situada em Nova Gales do Sul.

“Embora eles [a ACC] não tenham encontrado evidências que corroborassem a extensão das acusações nas cartas, determinaram que, involuntariamente, danos emocionais foram causados a pessoas durante nosso período como líderes da Thrive Church”, escreveram.

O casal afirmou que lamenta o relato de sofrimento entre membros da igreja e disse que não houve intenção de causar dor: “Lamentamos profundamente saber que algumas pessoas sofreram durante nosso período como líderes da Thrive. Se esse for o seu caso ou o de alguém que você conhece, queremos expressar nossas sinceras condolência”, declararam. “Nunca foi nossa intenção ou desejo causar dor a ninguém. Levamos essas situações muito a sério e faremos o possível para lidar com elas”.

Brad e Amy Hagan disseram que têm duas filhas e que se mudaram para a Costa Central da Austrália em 2013 para liderar a igreja. Eles afirmaram que a suspensão ocorre enquanto já avaliavam, com a diretoria e presbíteros, a possibilidade de tirar um período de descanso no início de 2026. “Compartilhamos com nossos líderes no final do ano passado que faríamos uma pausa no início de 2026 e, desde então, a ACC também nos pediu para nos afastarmos do ministério e da Igreja Thrive por seis meses”, escreveram.

O casal disse que a ACC informou que a suspensão “não tem a intenção de ser punitiva, mas sim protetora, restauradora e formativa”, e que o período deve abrir espaço para cura, crescimento e reflexão. Eles também afirmaram que a diretoria da igreja deve apresentar mais detalhes durante o culto das 10h de domingo, 18 de janeiro.

Brad e Amy Hagan encerraram a carta afirmando que pretendem atualizar a congregação ao longo do ano e disseram que seguem convictos do chamado ministerial: “Esperamos compartilhar mais detalhes sobre nossa jornada com vocês ainda este ano, à medida que discernirmos nossos próximos passos. Continuamos a sentir fortemente o chamado de Deus em nossas vidas e ministério, e confiamos que Ele nos guiará nesta próxima fase”.

De acordo com o The Christian Post, ACC é o nome adotado pelas Assembleias de Deus na Austrália a partir de 2007, segundo a própria denominação, que tem quase 90 anos e reúne 1.100 igrejas e aproximadamente 400 mil membros.

Jornalista critica silêncio de parlamentares sobre Bolsonaro

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A jornalista Ana Paula Henkel fez duras críticas aos parlamentares da direita que até o momento se encontram em silêncio diante da atual condição do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para a comentarista da Revista Oeste, o recesso parlamentar contribui para a omissão dos direitistas perante o estado de saúde delicado de Bolsonaro.

O padre José Eduardo de Oliveira e Silva, por outro lado, manifestou publicamente sua preocupação com a saúde do ex-presidente. Ele também reprovou os comentários feitos recentemente pela jornalista Daniela Lima, do UOL, em relação ao acidente sofrido por Bolsonaro na terça-feira do dia 6 de janeiro.

Na ocasião, Bolsonaro sofreu uma queda dentro de sua cela na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, batendo a cabeça em um móvel.

Em vídeo e em publicação no Instagram, o religioso classificou a atitude da profissional como “monstruosa”. “Ontem, me mandaram esse vídeo horroroso de uma jornalista debochando de um político idoso que caiu da cama, sofrendo muitas comorbidades, simplesmente por causa da oposição política. Queridos, isso é monstruoso”, declarou o padre.

Em sua publicação na rede social, ele aprofundou a crítica: “Um idoso caiu. A jornalista debocha. E toda a explicação é desnecessária. Sim, porque o gesto não é uma mera escorregada ou uma simples quebra de polidez, é a revelação da monstruosidade de uma alma totalmente corrompida e incapaz de outra compaixão que a não por si própria e pelos do seu lado”.

Contexto do Comentário

A declaração do padre refere-se à cobertura ao vivo do caso no programa “UOL News”. Ao apresentar a notícia, a jornalista Daniela Lima dirigiu-se à colega Carla Araújo com a pergunta: “quem caiu da cama?”. Como a interlocutora demonstrou não ter entendido, Lima especificou: “quem caiu da cama e teve um traumatismo craniano leve?”, deixando clara a referência ao ex-presidente.

O ex-presidente Jair Bolsonaro, de 68 anos, sofreu a queda durante a madrugada de terça-feira. Após atendimento inicial no local, a Polícia Federal emitiu um laudo indicando que não havia necessidade de remoção hospitalar imediata. Um pedido posterior da defesa para realização de exames em hospital foi negado pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.

Malafaia explica motivos de não ir visitar o ex-presidente Bolsonaro

O pastor Silas Malafaia afirmou, em mensagem publicada no X, que não visitou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, por estar impedido de manter contato com ele por decisão judicial.

O líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec) disse que a restrição foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e citou medidas cautelares que, segundo ele, incluem a apreensão do passaporte e de cadernos teológicos.

Silas Malafaia direcionou a postagem a críticos e escreveu: “Aos fofoqueiros gospel de plantão! Não posso visitar Bolsonaro porque estou com cautelares absurdas do ditador Alexandre de Moraes, que me colocou em um inquérito de pura perseguição política junto de Bolsonaro. Apreendeu meu passaporte e cadernos teológicos e me proibiu falar com Bolsonaro, Eduardo e Paulo Figueiredo. Antes de falar asneira, procure conhecer a verdade!”.

Recursos

Na esfera judicial, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu, na segunda-feira, 12 de janeiro, que o STF volte a analisar a condenação imposta pela Primeira Turma. Os advogados recorreram contra a decisão que barrou a apresentação de embargos infringentes, tipo de recurso usado para pedir reavaliação do julgamento.

Em dezembro, Alexandre de Moraes já havia rejeitado embargos apresentados pela defesa para tentar reverter a condenação de 27 anos e 3 meses de prisão na ação penal por tentativa de golpe de Estado. A Agência Estado informou que o entendimento do STF é de que o recurso só seria cabível quando há ao menos dois votos pela absolvição, condição que, no caso, não teria sido atendida porque apenas o ministro Luiz Fux divergiu.

Agora, ao apresentar um agravo regimental, a defesa busca reabrir essa via recursal. Os advogados pediram que Alexandre de Moraes reconsidere a decisão ou leve o tema ao Plenário do STF, para que a Corte decida se os embargos infringentes podem ser admitidos em julgamentos de Turma com apenas um voto divergente.

A defesa sustentou que, diferentemente de julgamentos no Plenário, decisões tomadas pelas Turmas não exigiriam um número mínimo de votos divergentes para a apresentação desse recurso. Os advogados também afirmaram que impedir os embargos nesses casos reduziria a função do instrumento e restringiria o direito de defesa.

Se o recurso for acolhido, a defesa pediu que prevaleça o voto divergente de Luiz Fux, o que, segundo os advogados, poderia levar à nulidade da ação penal ou à absolvição de Jair Bolsonaro.

EUA estão enrascados, diz Graham ao convocar fiéis à oração

O pastor Franklin Graham convocou americanos a participarem de um “momento de oração e arrependimento” na quarta-feira, 14 de janeiro, ao meio-dia no horário do leste dos Estados Unidos. Ele afirmou, em uma publicação feita na segunda-feira, 12 de janeiro, que “nossa nação está em apuros” em meio a um ambiente político que descreveu como instável.

Franklin Graham, diretor da Samaritan’s Purse e da Associação Evangelística Billy Graham, perguntou aos seguidores: “Se você acha que nossa nação está em apuros agora, espere para ver?”. Ele citou “ódio, raiva, crime, drogas e pura desesperança” e disse que a resposta seria um chamado coletivo à fé.

Ele afirmou que “como nação, nossos pecados são imensos” e declarou: “Temos nos afastado cada vez mais de Deus e de Seus mandamentos, abraçando o secularismo ímpio. Precisamos pedir Seu perdão e buscar Sua face”.

Ao mencionar protestos após a morte de Renee Good, Franklin Graham pediu que as pessoas “orassem por nossos líderes” e que pedissem a Deus “que trouxesse calma às nossas ruas”.

De acordo com o The Christian Post, ele acrescentou: “Há muitos que gostariam de causar tumulto — há até aqueles que gostariam de destruir este grande país. Orem para que esses esforços sejam frustrados e seus planos sejam desfeitos. Peçam a Deus que use Sua igreja como instrumento de paz neste momento de grande incerteza”.

Ao encerrar o apelo, Franklin Graham reiterou o horário do ato e declarou: “Milhões de pessoas que se lembrarem dos seus pecados e pedirem perdão, arrependerem-se e buscarem a Sua face farão a diferença”.

O chamado nacional para oração ocorreu poucos dias depois de Franklin Graham publicar, no Facebook, críticas aos protestos contra operações de fiscalização de imigração. Ele escreveu que as manifestações seriam “sustentadas pela esquerda socialista radical, cujo objetivo é tornar os Estados Unidos como a Venezuela, destruindo, em última instância, a América que conhecemos”.

Na mesma publicação, ele citou frases atribuídas a manifestantes, como: “Salvem uma vida, matem o ICE!” e pedidos de enforcamento para a secretária Kristi Noem. Ele também escreveu: “Mentir, roubar, trapacear — nada é proibido para se chegar ao poder”, e acrescentou: “Infelizmente, muitas pessoas que participam desses protestos não têm ideia de que estão sendo usadas como peões”.

Vendedor de café impacta milhares com oração antes do trabalho

Um vendedor de café chamou a atenção e comoveu milhares de pessoas ao ser filmado realizando uma oração pública antes de iniciar seu dia de trabalho em uma rua de Recife, Pernambuco. O momento foi registrado e compartilhado nas redes sociais pelo cristão Thawan Cavalcanti.

No vídeo, é possível ver Cavalcanti e outros potenciais clientes aguardando o fim da oração do vendedor de café para realizar suas compras. “O irmão orando e a gente esperando para comprar café com ele”, relatou Cavalcanti em sua publicação no Instagram.

Ele destacou a atitude do ambulante: “Chegou um homem para comprar e ele não deu atenção, ele primeiro está orando. Primeiro é a oração dele. A gente devia ser assim”.

Após terminar de orar, o homem levantou as mãos em direção ao céu em gesto de agradecimento. Ao atender os clientes, o vendedor de café explicou sua prioridade: “Primeira coisa é agradecer a Deus porque acordei com saúde e estou aqui trabalhando”. Refletindo sobre a sua fé, acrescentou: “[O Senhor] me livra dos laços do passarinheiro, das pestes perniciosas. Tem coisa que a gente não vê, mas Ele nos livra”.

Reações e Identificação

A publicação rapidamente reuniu comentários de pessoas que conhecem o vendedor. Eduardo Martins identificou-se como seu filho, escrevendo: “Esse é meu pai, homem de Deus”. Outros usuários corroboraram a reputação do homem. “Esse irmão é meu vizinho. É um homem de Deus, ele e sua família”, disse um. Uma mulher comentou: “Conheço esse irmão, ele é um guerreiro mesmo”.

Segundo relatos de internautas, o ambulante tem o hábito de orar todas as manhãs no local onde trabalha, na região do Ceasa, em Recife. “Todos os dias eu via ele orando”, afirmou um deles. A simplicidade e a demonstração pública de fé do vendedor foram amplamente elogiadas, gerando reflexões sobre prioridades e espiritualidade no cotidiano.

Casal influencer condenado por fraude em esquema de pirâmide

Um júri federal no Texas condenou LaShonda Moore e Marlon Moore, identificados pelas autoridades como responsáveis pelo esquema “Blessings in No Time”, por operar uma estrutura de pirâmide durante a pandemia de COVID-19. O casal foi acusado de atrair participantes com promessa de retornos elevados e, direcionando a fraude principalmente à comunidade afro-americana.

O jornal The Dallas Morning News informou que LaShonda e Marlon Moore foram condenados por conspiração para cometer fraude eletrônica, cinco acusações de fraude eletrônica e três acusações de lavagem de dinheiro. A reportagem acrescentou que cada acusação de conspiração e fraude eletrônica pode resultar em pena de até 20 anos, e cada acusação de lavagem de dinheiro, em até 10 anos.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos afirmou que o esquema operou em âmbito nacional de junho de 2020 a junho de 2021. A estrutura era divulgada em transmissões semanais online e pedia que participantes depositassem US$ 1.400, com a promessa de um retorno de 800% em poucas semanas, segundo a acusação.

O Departamento de Justiça descreveu o BINT como um esquema de “encaminhamento em cadeia” apresentado como grupo de ajuda mútua durante a crise econômica da pandemia. A pasta afirmou que o sistema tinha quatro níveis, chamados Fogo, Vento, Terra e Água, e que novos participantes eram direcionados a pagar pessoas posicionadas no topo. O modelo dependia de recrutamento contínuo para manter os pagamentos, conforme a acusação.

Investigadores federais afirmaram que mais de 10 mil pessoas foram afetadas, com perdas coletivas acima de US$ 25 milhões. Promotores declararam que o casal se colocou em posições que lhes permitiam receber os pagamentos finais e desviou recursos para gastos pessoais, de acordo com a acusação.

Documentos do caso também registraram que promessas de reembolso não foram cumpridas. Uma das reclamantes afirmou: “Este foi meu primeiro contato com círculos de doação e me envergonho de ter acreditado neles.”. Ela declarou que convidou familiares e relatou perdas de US$ 32 mil no grupo.

A investigação envolveu a unidade de Investigação Criminal do IRS, o Serviço de Inspeção Postal dos Estados Unidos e o Serviço Secreto dos Estados Unidos. Autoridades afirmaram que o casal “explorou a confiança cultural e os laços comunitários” para recrutar participantes, com foco na comunidade afro-americana.

O procurador-geral adjunto A. Tysen Duva declarou, em comunicado, que o casal “orquestrou um lucrativo esquema de pirâmide com o único objetivo de se enriquecer.”. O procurador federal Jay R. Combs, do Distrito Leste do Texas, afirmou que houve “quebra de confiança” e declarou que o departamento pretende seguir processando fraudes com dano substancial ao público.

O caso também foi alvo de um processo civil no Texas em 2023, quando um tribunal emitiu uma sentença final e uma liminar permanente contra o casal. LaShonda e Marlon Moore participaram do reality show Family or Fiancé, do canal Oprah Winfrey Network, e o esquema também foi abordado pela série investigativa American Greed. A data da sentença criminal ainda não foi definida, de acordo com o The Christian Post.

Cristofobia: cristianismo é a religião mais perseguida do mundo

O termo “cristofobia” refere-se a atos de ódio, discriminação e violência direcionados a indivíduos ou comunidades em razão de sua fé cristã. Conforme análise apresentada no livro A cristofobia no século XXI, do autor Daniel Chagas Torres, aproximadamente três em cada quatro incidentes de intolerância religiosa no mundo têm como alvo cristãos.

O fenômeno é descrito na obra como “a escolha de consciência mais mortal da atualidade”.

 Alcance Global

A perseguição se manifesta de distintas formas, desde a violência física letal em Estados autoritários ou regiões conflagradas até formas sutis de marginalização e exclusão em sociedades ocidentais. Em seu aspecto mais extremo, inclui execuções, torturas, destruição de templos e prisões arbitrárias.

Dados compilados a partir de organizações como Portas Abertas e Pew Research Center indicam que cerca de 380 milhões de cristãos vivem atualmente sob altos níveis de perseguição e discriminação.

Este número representa um em cada sete cristãos no mundo. Apenas em 2024, o relatório anual da Portas Abertas registrou 4.476 mortes de cristãos por motivos religiosos, uma média de 12 por dia, com a África Subsaariana como a região mais crítica.

World Watch List de 2025 classifica a Coreia do Norte, Somália, Líbia, Eritreia e Sudão como os cinco países onde a cristofobia é mais severa. Atualmente, 60 países são classificados com níveis de perseguição “extrema” ou “muito alta”, um aumento em relação a anos anteriores.

Cristofobia no Ocidente e Viés Midíatico

Em nações ocidentais, a hostilidade frequentemente assume contornos culturais e institucionais, caracterizados pela tentativa de remover símbolos cristãos do espaço público e pela marginalização de visões de mundo baseadas na fé. O autor descreve este fenômeno como uma “descristianização planejada”, impulsionada por um que ele define como “fanatismo laicista”.

A análise também critica uma assimetria na cobertura jornalística internacional. Conforme citado no livro, ataques contra comunidades muçulmanas geralmente recebem ampla divulgação e são enquadrados como perseguição religiosa, enquanto ataques contra cristãos são frequentemente relatados como “conflitos étnicos” ou “disputas políticas”, minimizando ou omitindo o componente religioso. Este viés, segundo o autor, contribui para a invisibilidade do fenômeno da cristofobia.

Fontes da Perseguição e Resposta

As principais fontes da perseguição são identificadas como: (1) Estados totalitários que veem o cristianismo como uma ameaça política; (2) Hostilidade social proveniente de comunidades locais; e (3) A ação de grupos extremistas e terroristas que incorporam o extermínio de cristãos em sua ideologia.

Organizações como a Portas Abertas (de origem evangélica) e a fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre monitoram e documentam a perseguição global, fornecendo assistência material e espiritual às comunidades afetadas.

A obra conclui com um apelo à conscientização e à ação conjunta, argumentando que a defesa da liberdade religiosa para os cristãos é um desafio civilizacional que diz respeito a todos os defensores dos direitos humanos, independentemente de filiação confessional. Com: Gazeta do Povo.

Dois mil cristãos mortos e 3 mil sofreram violência nos últimos anos

A Global Christian Relief, organização sem fins lucrativos sediada nos Estados Unidos e voltada ao monitoramento da perseguição a cristãos, informou na semana passada ter documentado quase 3.000 casos verificados de sequestros ou agressões e cerca de 2.000 assassinatos ligados à violência religiosa no mundo nos últimos dois anos.

A entidade afirmou que a Lista Vermelha Global de Ajuda aos Cristãos de 2026, divulgada em 08 de janeiro, registrou 1.972 mortes verificadas entre 01 de novembro de 2023 e 31 de outubro de 2025, com dados reunidos a partir do Banco de Dados de Incidentes Violentos mantido pelo Instituto Internacional para a Liberdade Religiosa (IIRF).

A Global Christian Relief apontou a África como epicentro da violência sistêmica contra cristãos e afirmou que três dos cinco países mais letais ficam no continente, em um cenário marcado por presença de grupos afiliados ao Estado Islâmico, proteção estatal fraca e baixa responsabilização de autores.

O relatório indica que a Nigéria liderou em mortes documentadas (590), seguida por República Democrática do Congo (447) e Etiópia (177), com Rússia (167) e Moçambique (94) na sequência; em Moçambique, a entidade registrou 13.298 casos confirmados de deslocamento forçado por motivo de fé.

A Global Christian Relief também destacou formas não letais de perseguição, como intimidação e restrições a igrejas, e informou que Ruanda concentrou 7.700 incidentes desse tipo, seguido por Moçambique, Myanmar e Nicarágua, enquanto a Ucrânia apareceu em quinto lugar por destruição de templos no contexto da guerra.

De acordo com o The Christian Post, a organização apontou a China como o país com mais prisões confirmadas de cristãos (709) e informou que México liderou em sequestros e agressões verificadas (376), com episódios associados principalmente a dinâmicas de corrupção e violência criminal. Brian Orme, presidente e CEO da Global Christian Relief, afirmou que “a perseguição hoje em dia nem sempre se manifesta de forma óbvia ou dramática” e que ela pode ocorrer “silenciosamente” por pressões, leis e sistemas que restringem o culto e a vida religiosa.