Grave: vereadores criticam pregação feita em igreja e pastor reage

Uma declaração do pastor Edilson de Lira Vasconcelos Filho, líder da igreja Verbo da Vida em Petrolina (PE), durante um culto, provocou discussão na Câmara Municipal e culminou na aprovação de uma moção de solidariedade ao religioso. O episódio envolveu críticas de vereadores e uma defesa enfática do pastor sobre sua atuação ministerial e social.

Durante a pregação, Edilson anunciou um novo projeto evangelístico da igreja na Ilha do Massangano, uma região do município. Ao convocar líderes para a iniciativa, ele declarou: “Sabe, o Senhor falou conosco em oração e ontem nós conversamos e a Igreja Verbo da Vida ela também está indo para a Ilha do Massangano”.

Em seguida, citou o texto bíblico de Romanos 5:20 — “Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça” — e fez uma analogia: “A Ilha do Massangano é a nossa Ilha do Marajó, se é que você me entende. É um lugar onde hoje abunda o pecado, mas vai superabundar a graça”.

A fala foi levada à tribuna da Câmara Municipal pelo vereador Gilmar Santos, que a classificou como um “ataque à dignidade de um povo”. A vereadora Maria Helena (UNIÃO) também se manifestou, questionando as motivações do trabalho social desenvolvido pela igreja na região.

“Se os senhores quiserem aparecer, não é fazendo social para se tornarem visíveis. Mas necessariamente se interessa a necessidade de aparecer no cenário de Petrolina da região, como sendo os todo-poderosos, como aqueles e aquelas que vão resolver problemas da comunidade”, afirmou a parlamentar, ressaltando que os desafios locais não seriam resolvidos exclusivamente por ações pontuais.

Em tom preconceituoso, ela ainda observou que a Casa é composta majoritariamente por membros da Igreja Católica e alertou: “Vamos ter cuidado, porque, senão, evangélicos aqui vão querer dar o tom de como esse poder tem que trabalhar”.

Moção de Solidariedade e Defesa do Pastor

No dia 26 de fevereiro, a Câmara Municipal aprovou, por 14 votos a favor, 1 contra e 2 abstenções, uma moção de solidariedade ao pastor Edilson. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele comemorou a decisão e afirmou que a Casa “corrigiu uma injustiça”.

Segundo Edilson, um requerimento anterior havia distorcido sua fala no culto, acusando-o de ofender a comunidade da Ilha do Massangano.

O pastor, que também é médico e preside a ONG Movimento — organização que atua na transformação social de pessoas em situação de vulnerabilidade no Vale do São Francisco —, negou qualquer intenção de protagonismo.

“A Câmara colocou meu nome em pauta, aprovando uma moção infame que dizia que eu ofendi a comunidade da Ilha do Massangano, o que nunca aconteceu. Eu amo, respeito e quero ajudar a melhorar aquela comunidade querida”, declarou.

Ele comparou sua situação ao episódio bíblico de Atos 16:37, no qual os apóstolos Paulo e Silas, após serem injustamente presos, exigiram reparação pública. “Não foi por ego ou por vaidade. Ele defendeu seus direitos legítimos, para que não ficasse precedente de abuso contra outros cidadãos cristãos, e para que a verdade fosse estabelecida de forma pública”, explicou Edilson, aplicando o princípio à sua própria defesa.

Liberdade Religiosa e Atuação Pública

O pastor aproveitou a oportunidade para afirmar o direito de evangélicos se posicionarem na sociedade. “Já acabou, faz muito tempo, o período na história do Brasil em que os evangélicos eram vistos como pessoas sem voz, sem cultura ou sem lugar na sociedade e na política. Nós respeitamos opiniões diversas, religiões diversas, mas nós somos cidadãos de pleno direito”, declarou.

Edilson também convocou autoridades e lideranças locais a se unirem em prol da transformação social da Ilha do Massangano. “Petrolina merece isso, unidade em prol do bem comum, ações concretas e não divisão”, afirmou.

Ao final, dirigiu-se a qualquer político que pretenda fiscalizar pregações dentro das igrejas: “Nós não nos intimidamos! Vamos pregar a Bíblia em sua totalidade e em todos os lugares”. Ele agradeceu a Deus, aos que oraram e aos que se posicionaram publicamente pela verdade, reiterando seu compromisso com o chamado ministerial e o serviço ao próximo.

Muitos choravam: iranianos e judeus unidos pela queda do regime

Em uma demonstração de solidariedade histórica, iranianos exilados e judeus saíram às ruas em diversas cidades do mundo para celebrar a morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, eliminado em ataques conjuntos de Israel e Estados Unidos no último sábado (28). As imagens de pessoas dançando e empunhando bandeiras de Israel, Irã e EUA emocionaram e viralizaram nas redes sociais.

Em Londres, os bairros de Golders Green e Finchley, onde se concentram comunidades judaicas e iranianas, foram palco de uma festa espontânea que reuniu cerca de mil pessoas. Vídeos mostram a multidão cantando “Am Yisrael Chai” (O povo de Israel vive) em hebraico e persa, enquanto acendiam fogos de artifício e agitavam bandeiras israelenses ao lado do tradicional Leão e Sol, símbolo da monarquia persa anterior a 1979 .

“Tínhamos acabado de jantar em Londres quando soubemos que Khamenei havia sido confirmado morto”, contou Meir Porat, um judeu de 55 anos, ao The Times of Israel. “Em poucos minutos, se espalhou a notícia de que celebrações espontâneas estavam acontecendo no norte de Londres. Eu sabia que esse não era um momento para observar de longe” .

Porat destacou que a comunidade judaica retribuiu o apoio recebido dos iranianos desde os ataques de 7 de outubro de 2023. “Muitos iranianos no exílio têm se posicionado publicamente conosco em manifestações por toda Londres. A noite passada pareceu o momento de ficar lado a lado com eles naquele que pode ser um momento decisivo para o país”, declarou .

Rafael Singer, outro participante, descreveu a emoção do encontro: “Estranhos vinham até nós simplesmente para dizer: ‘Obrigado por estarem aqui’ e ‘Agradecemos seu apoio’. Muitos choravam, uma mistura de tristeza, alívio e esperança” . Um casal iraniano pediu que ele tirasse uma foto e, ao descobrir que era judeu, o homem o abraçou calorosamente.

Ghorbani, um iraniano presente, ressaltou a aliança histórica: “Temos uma longa história com o povo judeu. Especialmente neste momento, quando os governos israelense e americano estão alinhados com o povo iraniano para se livrar desse regime. A maioria das pessoas no Irã está comemorando a morte de Khamenei” .

EUA e Itália também registram festas conjuntas

Em Los Angeles, onde vive a maior comunidade de judeus persas da diáspora, a celebração tomou conta das ruas de Westwood. A CNN flagrou dezenas de pessoas dançando, chorando e agitando bandeiras americanas ao lado das bandeiras iranianas pré-revolução.

“Quando foi a última vez que você viu pessoas em Israel e no Irã dançando nas ruas de tanta excitação?”, questionou Mike Kazerouni, um americano de ascendência iraniana, à emissora .

Em Nova York, a Times Square foi tomada por uma multidão que cantava músicas típicas e exibia cartazes de agradecimento ao presidente Donald Trump e ao primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. O protesto, organizado pelo grupo “Lion and Sun NY”, pediu o retorno do príncipe herdeiro Reza Pahlavi e a instauração de uma monarquia constitucional nos moldes escandinavos .

Na Itália, a cidade de Milão também foi palco de uma celebração conjunta, com direito a champanhe aberto enquanto as pessoas pulavam e gritavam de alegria, num raro momento de união entre dois povos que o regime iraniano sempre tentou colocar em lados opostos.

Pesquisas indicam estagnação de Lula e resistência evangélica

Levantamentos divulgados na última semana acenderam um alerta no Palácio do Planalto ao revelarem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta um quadro de estagnação nas intenções de voto, enquanto seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), registra crescimento consistente.

Os números chegam em um momento de proximidade das eleições de outubro e escancaram um velho conhecido dos petistas: a alta rejeição ao presidente entre o eleitorado evangélico, que segue resistente às políticas do governo e mais inclinado a apoiar candidaturas de direita ou centro .

Segundo dados da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, Flávio Bolsonaro consolidou-se como o nome mais viável da oposição para enfrentar Lula, impulsionado pela transferência de votos do ex-presidente Jair Bolsonaro e pela insatisfação de parcelas do eleitorado com a gestão petista.

O levantamento do Paraná Pesquisas, divulgado na sexta-feira (27), mostrou o filho do ex-presidente empatado tecnicamente com Lula no primeiro turno e numericamente à frente no segundo cenário . O crescimento é atribuído tanto à “força do sobrenome” quanto à rejeição ao governo, que avaliações recentes do Datafolha mostram em 37%, com aprovação estagnada em 32% .

O Peso do Eleitorado Evangélico

O principal fator de preocupação para a campanha petista, no entanto, reside no comportamento do eleitorado evangélico, que representa 26,9% da população brasileira, segundo o IBGE, e possui capacidade de mobilização superior ao seu peso demográfico.

Dados do instituto Ideia, coletados após o desfile da Acadêmicos de Niterói que homenageou Lula, revelam que 61,1% dos evangélicos se sentiram ofendidos ou enxergaram preconceito na ala “Família em Conserva”, que satirizava a família tradicional e grupos conservadores . Quase metade do segmento (48,3%) avalia que o episódio aumentará a polarização religiosa e política .

A percepção negativa reforça um quadro já desfavorável: segundo a última pesquisa Genial/Quaest, 61% dos evangélicos desaprovam o governo Lula, enquanto apenas 34% o aprovam . Levantamento do Datafolha divulgado em fevereiro mostrou uma queda de cinco pontos percentuais na aprovação do presidente entre esse público, que passou de 26% para 21% .

Iniciativos Frustradas e Impacto do Carnaval

Nos últimos meses, o governo ensaiou uma aproximação com líderes religiosos para tentar reduzir a resistência histórica. A estratégia incluiu recepções a bispos da Assembleia de Deus, a sanção do Dia Nacional do Gospel no Planalto e a indicação do advogado evangélico Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).

No entanto, o desfile de Carnaval, que contou com a presença de Lula no sambódromo, atropelou os avanços e expôs a “inabilidade” do governo em lidar com pautas sensíveis ao eleitorado conservador, nas palavras do deputado Otoni de Paula (MDB-RJ) .

Analistas ouvidos pelo Valor Econômico avaliam que o mal-estar pode se prolongar e prejudicar articulações eleitorais. Marco Antonio Carvalho Teixeira, da FGV, sugere que o presidente deveria admitir publicamente o erro para estancar a crise, enquanto o antropólogo Juliano Spyer considera que “não fazer nada” talvez seja pior do que assumir a falha.

O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, classificou a repercussão como “oportunismo eleitoral” impulsionado por adversários nas redes sociais, mas integrantes da cúpula do PT reconhecem que o episódio agravou o desgaste com o segmento religioso em um ano decisivo .

Cenário Eleitoral e Estratégias

A avaliação interna é que o governo precisa reagir para reverter a perda de competitividade. Dados do Paraná Pesquisas indicam que 52,2% dos eleitores consideram que Lula não merece a reeleição.

O líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai (PT-SC), defende que a estratégia será deslocar o debate simbólico para o campo das políticas públicas, comparando a gestão petista com a anterior e enfatizando resultados concretos que beneficiam famílias evangélicas .

Do lado da oposição, Flávio Bolsonaro aposta na consolidação da direita e na rejeição ao governo para avançar. Em ato na Avenida Paulista no último domingo (1º), o senador afirmou que sua candidatura representa um “projeto de país” e uma alternativa à “incompetência do atual governo”.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, com forte penetração entre mulheres e evangélicos, deve reforçar a campanha nos próximos meses, segundo integrantes do PL .

Com as eleições marcadas para outubro, o cenário aponta para uma disputa polarizada e acirrada, na qual a capacidade de cada campo de consolidar seu eleitorado e conquistar segmentos estratégicos, como o evangélico, será determinante para o resultado final. Com: Oeste.

Atentado no Texas: suspeito usava emblema do Irã e menção a Alá

Três pessoas morreram e outras 14 ficaram feridas em um tiroteio na madrugada de domingo (1º) em um movimentado distrito de bares em Austin, Texas. O atirador, identificado como Ndiaga Diagne, de 53 anos, foi morto pela polícia no local. As autoridades investigam se o ataque tem relação com os recentes bombardeios dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.

De acordo com a chefe de polícia de Austin, Lisa Davis, Diagne passou várias vezes com seu SUV em frente ao bar Buford’s Backyard Beer Garden, na Sixth Street, antes de disparar com uma pistola contra pessoas que estavam no pátio e na calçada.

Ele então estacionou o veículo, desceu com um rifle e continuou atirando em pedestres. Policiais que estavam nas proximidades confrontaram o suspeito menos de um minuto após o primeiro chamado e o abateram.

O FBI confirmou que investiga o caso como um possível ato de terrorismo. Agentes encontraram “indicadores” no suspeito e em seu veículo que apontam para essa direção. Segundo fontes policiais, Diagne vestia um moletom com a frase “Property of Allah” (Propriedade de Alá) e, por baixo, uma camiseta com o desenho da bandeira do Irã. Uma cópia do Alcorão também foi encontrada dentro do SUV .

“É muito cedo para determinar a motivação exata, mas havia indicadores no suspeito e em seu veículo que sugerem uma possível conexão com o terrorismo”, afirmou Alex Doran, agente interino encarregado do escritório do FBI em San Antonio, em entrevista coletiva .

Diagne era natural do Senegal e entrou nos Estados Unidos em 2000 com visto de turista. Ele se tornou residente permanente em 2006, após casar-se com uma cidadã americana, e naturalizou-se em 2013. Autoridades informaram que ele tinha histórico de problemas de saúde mental e uma prisão anterior por contravenção no Texas, em 2022 .

Agentes federais cumpriram mandados de busca na residência do suspeito em Pflugerville, subúrbio de Austin, e apreenderam computadores e telefones para investigar se ele tinha acesso a material de propaganda ou deixou escritos que indicassem suas intenções .

O ataque ocorreu em um momento de tensão elevada nos Estados Unidos após o lançamento de ataques maciços contra o Irã por Israel e EUA no sábado. O governador do Texas, Greg Abbott, condenou a violência e ordenou que o Departamento Militar do Texas ative patrulhas para proteger comunidades e infraestrutura crítica, alertando que o estado não tolerará qualquer ameaça “usando o atual conflito no Oriente Médio” .

Três dos feridos permanecem em estado crítico. O presidente da Universidade do Texas em Austin, Jim Davis, afirmou que alguns dos atingidos são “membros da nossa família Longhorn”. O prefeito Kirk Watson elogiou a resposta rápida das forças de segurança: “Eles definitivamente salvaram vidas” .

Segundo tiroteio em Cincinnati deixa nove feridos

Na mesma madrugada, um outro tiroteio em massa ocorreu em uma casa noturna em Cincinnati, Ohio. Nove pessoas ficaram feridas durante uma festa de aniversário no Riverfront Live, por volta da 1h da manhã. As autoridades locais informaram que todos os feridos apresentavam ferimentos não letais, e nenhum suspeito foi preso até o momento. A polícia investiga o caso. Com: CBN News.

Testemunho de rapper: “Fui liberto do vício de 12 anos em crack”

O rapper Craig James passou 12 anos mergulhado no vício em crack e metanfetamina, acumulando passagens pela polícia e cicatrizes emocionais profundas. Hoje, conhecido artisticamente como “5ive”, ele usa o rap para contar sua história de transformação após um encontro com Jesus Cristo.

Aos três anos, Craig foi abandonado pelo pai, que também sucumbiu ao mundo das drogas. Criado pela mãe e pela avó em um ambiente religioso, ele frequentava a igreja, mas sentia-se atraído pela vida nas ruas.

“Para um jovem crescer sem um pai, é muito difícil, porque você não sabe realmente como ser um homem”, disse o rapper à CBN News. Aos 10 anos, experimentou maconha pela primeira vez. Aos 16, já usava crack.

A Descida ao Vício

O atleta promissor do ensino médio viu sua disciplina se desfazer à medida que as drogas tomavam conta de sua vida. Ele abandonou a faculdade e perdeu a motivação para os esportes. “Me apaixonar pelas drogas me levou à preguiça, à falta de vontade de me exercitar e a ir aos treinos de ressaca”, relembrou.

Mais tarde, Craig passou a usar metanfetamina como fuga da solidão e da depressão. Durante esse período, relatou experiências aterrorizantes com opressões espirituais. “Metanfetamina é maligna por si só. Eu ouvia um monte de vozes me dizendo para me matar ou que elas viriam me matar”, contou.

O Ponto de Virada

Em meio ao desespero, ele ligou para uma tia pastora. “Uma coisa que eu sabia sobre minha tia Pat é que ela tinha algo dentro dela que aqueles demônios não queriam nem ouvir falar”, afirmou. Ela orou por ele e declarou que Deus tinha um propósito para sua vida.

O momento decisivo veio quando Craig percebeu que seu irmão mais novo estava seguindo o mesmo caminho. “Foi naquele momento que me arrependi e pedi a Deus que me perdoasse pelo que tinha feito, não só por ter levado meu irmão para o mau caminho, mas pelo que tinha feito à minha vida”, testemunhou.

No dia 7 de novembro de 2010, ele foi à igreja e entregou sua vida a Jesus. “Fui liberto de um vício de 12 anos em metanfetamina e crack. Jesus fez isso por mim instantaneamente. Senti o peso e o fardo saírem de mim”, declarou.

Restauração e Ministério

A transformação foi tão impactante que sua então namorada, Tiffany, também se converteu no mesmo dia. O rapper conseguiu perdoar o pai e encontrou no amor de Deus a aceitação que sempre buscou.

“O fato de eu ter conseguido dizer ao meu pai: ‘Eu te perdoo. Não foi sua culpa’. Aquela sensação de querer ser aceito passou”, afirmou.

Hoje casado, ele viaja pelos Estados Unidos usando o rap cristão para alcançar pessoas presas na dependência química. “Nada do que você faz ou tenta preenche esse vazio. Mas eu conheço Alguém que disse que nunca te deixará nem te abandonará. O nome Dele é Jesus”, concluiu, segundo a CBN News.

Nikolas diz que destino de Moraes é a prisão e não o impeachment

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) elevou o tom das críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) durante manifestação realizada na Avenida Paulista neste domingo (1º). Em discurso direcionado ao ministro Alexandre de Moraes, o parlamentar afirmou que o magistrado deveria responder criminalmente por suas decisões, e não apenas enfrentar um processo de impeachment .

“O destino final do Alexandre de Moraes não é o impeachment não, o destino final do Alexandre de Moraes é cadeia”, declarou o congressista, sob aplausos dos manifestantes. Em seguida, dirigiu-se diretamente ao ministro: “Moraes, escuta isso que eu tenho para dizer agora: o Brasil não tem medo de você, nós não temos medo de você” .

O deputado também fez uso de termos pejorativos para se referir ao magistrado. “Ô, seu pateta. Eu sou crente, eu não posso xingar. Ô, seu panaca”, afirmou, em referência à sua fé evangélica. Nikolas sustentou que as prisões de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não enfraqueceriam o movimento político. “Achou que ia colocar o Bolsonaro na cadeia e ia nos parar? Governos levantam, governos caem, mas o povo brasileiro permanece de pé” .

O parlamentar ainda estendeu as críticas a outros integrantes da Corte, mencionando nominalmente o ministro Dias Toffoli.

“Eles estão achando que vai derrubar um e vai parar. Se a gente derrubar um, cai outro, cai Moraes, cai todo mundo”, ameaçou . Em sua fala, associou os dois magistrados às investigações envolvendo o Banco Master, instituição alvo de apuração por suspeitas de fraudes financeiras .

Esta foi a segunda manifestação da qual Nikolas participou no domingo. Pela manhã, ele esteve em Belo Horizonte, onde também discursou para apoiadores.

Em ambas as ocasiões, as mobilizações fizeram parte do movimento “Acorda Brasil”, que reuniu manifestações em mais de 20 cidades do país . Segundo estimativa do Monitor do Debate Político da USP/Cebrap e da ONG More in Common, o ato na Paulista chegou a reunir 20,4 mil pessoas no horário de pico .

As pautas dos protestos incluíram a defesa da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, a derrubada de vetos ao projeto de lei da Dosimetria — que reduziria penas de condenados por tentativa de golpe de Estado — e o impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e dos ministros Toffoli, Moraes e Gilmar Mendes .

Repercussão

A manifestação gerou reações de integrantes do governo. A ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) classificou o ato como uma tentativa de “emular besteiras” e afirmou que os bolsonaristas “perderam a eleição e tentaram um golpe” .

O ministro Guilherme Boulos (Secretaria-Geral) ironizou a fala de Flávio Bolsonaro sobre “subir a rampa” em 2027 ao lado do pai, sugerindo que o local seria “a rampa da Papuda”, em referência ao complexo penitenciário onde Jair Bolsonaro cumpre pena .

O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), afirmou que as manifestações representam uma “flopada histórica e vergonhosa” e que “o povo cansou de discursos vazios, de ódio e de manipulações” . Parlamentares governistas minimizaram o público presente, comparando-o a manifestações anteriores da oposição .

Ao final de seu discurso na Paulista, Nikolas pediu um minuto de silêncio em memória das vítimas das chuvas que atingiram Minas Gerais nos últimos dias, deixando mais de 60 mortos. Com: Veja.

Casal Belfort para casais: “Temperamento sem Cristo é pecado”

O casal Vitor e Joana Belfort, conhecidos por seu ministério voltado à família, participaram do podcast “1 Casamento a 3” e abordaram um tema recorrente entre cristãos: a tendência de usar os tipos de temperamento — sanguíneo, colérico, melancólico e fleumático — como justificativa para problemas conjugais e comportamentos pecaminosos.

Joana iniciou a reflexão destacando que essa prática é comum nas igrejas. “A gente vê dentro das nossas igrejas, casais dando desculpas de terem problemas nos seus relacionamentos por causa do temperamento”, observou.

Ela exemplificou com falas frequentes: “Ah, eu sou assim mesmo. Meu temperamento é sanguíneo, então eu falo o que eu penso. Eu trato mal meu marido porque eu não aguento. Ah, eu estou pecando porque o meu temperamento é assim”.

Vitor, ex-lutador profissional, reforçou que a vida cristã exige transformação interior e renúncia à natureza carnal. “Como é que você pode falar que é cristão, se você não morreu para a sua velha natureza?”, questionou, lembrando que o novo nascimento em Cristo implica deixar para trás velhos padrões de comportamento.

Luta contra a carne e submissão a Cristo

Joana aprofundou a discussão ao afirmar que Jesus não veio simplesmente para ajustar temperamentos, mas para transformar vidas. “As pessoas que focam em temperamentos e comportamentos esquecem que na verdade Jesus não vai mudar o seu temperamento. Ele vai querer que você mate a sua natureza pecaminosa”, declarou.

Ela estabeleceu um contraste entre a vida sem Cristo e a vida guiada pelo Espírito. “Um temperamento sem Cristo é para justificar um pecado. Quando você tem Cristo, o Espírito governa e santifica o seu temperamento. A Joana era assim antes de Cristo e Joana passa a ser uma nova criatura com Cristo. Porque a nossa carne morreu e a gente ressuscitou com Ele. Então é a luta da carne contra o espírito o tempo inteiro”.

Arrependimento e transformação no casamento

O ex-lutador encorajou casais que usam desculpas temperamentais para pecar a buscar arrependimento genuíno e a produzir frutos do Espírito. “Quando você peca contra seu marido, contra sua esposa, você tem que meter o joelho no chão, pedir perdão e falar: ‘Meu amor, me ajuda’”, orientou.

Vitor concluiu com uma perspectiva sobre o papel transformador do casamento na vida cristã. “Deus usa o casamento para moldar o nosso caráter. Então, o meu casamento deve refletir o cristianismo.

Quando a gente se casa e começa a ver as diferenças, começamos a orar para Deus mudar o marido ou a esposa. E quando oramos genuinamente, a gente começa a entender que Deus está usando aquele momento e o seu marido para te transformar”, ensinou.

Suspeito em fuga invade Igreja com carro e acaba se convertendo

Um veículo conduzido por um homem em fuga colidiu contra o templo da Comunidade Cristã Getsêmani, igreja localizada em Santo André, no ABC Paulista, na noite da última quarta-feira (25).

O acidente ocorreu minutos após o encerramento do culto, deixando três pessoas feridas e causando danos materiais ao espaço religioso. Apesar do susto, o episódio teve um desfecho inesperado.

Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram os estragos provocados pela batida. De acordo com o pastor Jonathan, líder da congregação, equipamentos de som — que haviam sido emprestados por uma junta missionária — e o púlpito foram destruídos. A estrutura do templo também foi afetada, e a motocicleta de um dos membros da igreja ficou danificada.

Os feridos são Levi, de 11 anos, e Emanuelle, de 13, filhos do pastor, além de uma jovem identificada como Maria. Todos foram atendidos por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e submetidos a exames, que não apontaram lesões graves.

Em meio à situação, o pastor Jonathan optou por uma abordagem incomum. Em vez de confrontar o condutor, dirigiu-se a ele para compartilhar a mensagem do evangelho de Cristo Jesus. O suspeito, emocionado, acabou se convertendo no local, segundo o pastor.

“Diante do ocorrido, decidimos cumprir nosso chamado”, declarou o líder religioso em publicação nas redes. O gesto foi repercutido por figuras como o pastor André Fernandes, da Igreja Celeiro, e gerou comoção entre internautas.

Uma campanha de arrecadação foi iniciada para reparar os prejuízos materiais. Segundo o pastor Jonathan, as doações têm chegado espontaneamente. “As pessoas têm contribuído e Deus tem movido os corações”, afirmou.

Regime iraniano: Franklin Graham agradece a Trump pelo “fim”

O evangelista Franklin Graham, presidente da organização humanitária Samaritan’s Purse e filho do célebre pregador Billy Graham, manifestou apoio público à ofensiva militar conjunta de Estados Unidos e Israel contra o regime iraniano.

Em publicação na rede social X (antigo Twitter), Graham agradeceu ao presidente Donald Trump e classificou a ação como uma oportunidade de libertação para o povo iraniano, além de um enfrentamento necessário contra o que chamou de “império do mal”.

“Obrigado, presidente @realDonaldTrump, por dar ao povo iraniano uma chance de ser livre. Ore por ele e por todos os nossos militares que estão arriscando suas vidas para proteger a América e trazer liberdade ao povo iraniano. Este regime vem matando americanos há anos, e não tivemos um presidente com coragem para enfrentá-los. Obrigado, Sr. Presidente, por se levantar para acabar com este império do mal”, escreveu Graham.

Apoio à ação militar e visão teológica

A declaração de Graham reflete uma perspectiva teológica comum entre setores evangélicos, que enxergam desdobramentos políticos como formas de execução da justiça divina contra regimes opressores.

A referência implícita a figuras bíblicas como Ciro, o Grande — que libertou os judeus do cativeiro babilônico — ressoa entre fiéis que veem na ação militar não apenas um movimento geopolítico, mas um cumprimento de desígnios divinos.

Graham também contrastou a postura de Trump com a de administrações anteriores, afirmando que o presidente atual teve “coragem” para enfrentar um regime que, segundo ele, assassina americanos há anos.

Regime iraniano como “império do mal”

Ao classificar o Irã como um “império do mal”, Graham resgata uma concepção utilizada durante a Guerra Fria, mas agora aplicada à teocracia xiita. Para a comunidade judaico-cristã, essa caracterização é particularmente significativa por dois motivos: a ameaça existencial que o Irã representa a Israel — com o financiamento a grupos como Hamas e Hezbollah e o desenvolvimento de programa nuclear — e a perseguição sistemática a cristãos dentro do país.

Dados da organização Portas Abertas colocam o Irã como o 10º pior perseguidor de cristãos no mundo. A conversão do islamismo é ilegal e punida com a morte, e os cristãos são forçados a se reunir secretamente em igrejas domésticas, sob constante ameaça de prisão e execução.

Liberdade para o povo iraniano e direitos civis

Graham também orou para que os militares “tragam liberdade ao povo iraniano”. O regime do aiatolá Ali Khamenei — cuja morte foi confirmada durante os ataques — é marcado por décadas de repressão violenta, execuções em massa e violações sistemáticas de direitos humanos.

Protestos recentes, como os de janeiro de 2026, foram brutalmente reprimidos, com estimativas de até 30 mil mortos em apenas dois dias, segundo investigação do canal Iran International. Em 2025, a Anistia Internacional registrou mais de mil execuções no país, o maior número em 15 anos.

Horas antes dos ataques, mais de 200 líderes cristãos iranianos divulgaram uma declaração pública de apoio ao príncipe herdeiro Reza Pahlavi, filho do último xá, pedindo uma transição baseada na sabedoria e na razão, e comparando o momento à era de Ciro, o Grande — figura que, na Bíblia, libertou os judeus do cativeiro.

Implicações e desafios futuros

Para a comunidade judaico-cristã global, a queda do regime iraniano representa não apenas a eliminação de uma ameaça geopolítica, mas também a possibilidade de liberdade religiosa para os cristãos perseguidos e de proteção para Israel contra o antissemitismo patrocinado pelo Estado iraniano.

No entanto, analistas alertam que a estrutura de poder montada por Khamenei — a Bayt, ou Escritório do Líder Supremo — pode sobreviver ao líder, funcionando como um “Estado dentro do Estado”.

Especialistas como Kasra Aarabi, do United Against Nuclear Iran (UANI), defendem que o desmantelamento do regime exige uma estratégia mais ampla, que atinja não apenas o líder, mas todo o aparato institucional criado ao longo de décadas.

Enquanto isso, o príncipe Reza Pahlavi pediu calma e preparação ao povo iraniano: “Nestas horas críticas, devemos permanecer focados em nosso objetivo final: retomar o controle do Irã”. A comunidade internacional observa com atenção se os bombardeios abrirão caminho para uma transição democrática ou se aprofundarão o caos e o sofrimento da população civil.

Flávio Bolsonaro repudia posição de Lula sobre ataques ao Irã

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) manifestou-se neste sábado (28) contra a nota oficial emitida pelo Itamaraty, que condenou os ataques militares realizados por Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã.

O parlamentar, que é pré-candidato à Presidência, classificou o posicionamento do governo brasileiro como inadequado e alinhado a um regime que, em sua avaliação, promove instabilidade e terrorismo.

Em comunicado divulgado nas redes sociais, Flávio afirmou que a postura diplomática do Brasil ignora a natureza do regime iraniano. “Ao adotar uma postura de apoio político a Teerã neste momento, o Brasil se coloca do lado errado de um conflito grave e ignora a natureza objetiva do regime que está defendendo”, declarou.

O senador também expressou solidariedade aos Emirados Árabes Unidos e ao Reino do Bahrein, nações que, segundo ele, foram alvo de ataques iranianos e são parceiras comerciais do Brasil.

Flávio defendeu que a política externa brasileira deve ser pautada pela prudência e clareza, evitando legitimar regimes que, em suas palavras, “promovem terror, desestabilização e sofrimento”.

Íntegra da Manifestação de Flávio Bolsonaro

“O posicionamento do governo Lula diante das ações do regime iraniano é inaceitável. Ao adotar uma postura de apoio político a Teerã neste momento, o Brasil se coloca do lado errado de um conflito grave e ignora a natureza objetiva do regime que está defendendo.

O Irã não é um ator neutro no cenário internacional. Trata-se de um governo que financia e apoia organizações terroristas, que grita publicamente ‘morte à América’, que defende abertamente ‘varrer Israel do mapa’ e que mantém um programa nuclear notoriamente para fins militares. Internamente, reprime sua população com violência sistemática, em especial contra mulheres, e milhares de mortos. Esses são fatos públicos e reiterados ao longo dos anos, repudiados por quase todos os países da região.

O Brasil não precisa se intrometer em conflitos regionais, nem assumir papel protagonista em disputas que não nos pertencem. O que não pode é escolher o alinhamento moralmente errado, legitimando um regime que promove instabilidade e ameaça países parceiros do nosso próprio interesse estratégico.

Registro minha solidariedade aos Emirados Árabes Unidos, ao Reino do Bahrein, países parceiros do Brasil, e a quaisquer outros que tenham sido covardemente atacados pela ditadura do Irã. São nações com as quais o Brasil mantém relações comerciais relevantes e diálogo institucional crescente.

Política externa responsável exige prudência e clareza. Neutralidade não é sinônimo de complacência, e contenção não pode significar apoio indireto a regimes que promovem terror, desestabilização e sofrimento.”

Posicionamento do Governo Brasileiro

Mais cedo, o Ministério das Relações Exteriores divulgou nota oficial expressando “grave preocupação” com os ataques e condenando as ações militares. O Itamaraty defendeu que os bombardeios ocorreram em meio a negociações em curso e reiterou o diálogo como único caminho viável para a paz. O comunicado também apelou ao respeito ao Direito Internacional e à contenção das partes para evitar a escalada do conflito.

As embaixadas brasileiras na região acompanham os desdobramentos e mantêm contato com cidadãos brasileiros residentes nos países afetados, prestando orientações de segurança. Com: Gazeta Brasil.