Ásia Central: menina sofre bullying na escola por ser cristã

Uma estudante de 12 anos, identificada como Mina, tem enfrentado episódios de bullying em uma escola na Ásia Central, segundo relato da família. Ela é filha de Adilya, cristã que participa com os familiares de atividades religiosas em comunidades de maioria muçulmana.

De acordo com a mãe, a participação da família em atividades cristãs tem sido apontada como motivo das agressões no ambiente escolar. A estudante teria recebido notas consideradas injustas, além de ofensas verbais, episódios de humilhação pública e ausência de reconhecimento por conquistas acadêmicas e musicais.

A família informou que os ataques continuaram durante o período de férias, por meio de mensagens enviadas em grupos e conversas privadas. Segundo o relato, algumas mensagens mencionavam diretamente a fé cristã da estudante. Os episódios também teriam ocorrido na escola de música frequentada por ela.

Após tomar conhecimento das mensagens, Adilya entrou em contato com os responsáveis pelos alunos envolvidos. Segundo ela, a maioria não respondeu, enquanto alguns minimizaram a situação. Uma das respostas recebidas foi: “Está tudo bem, sua filha vai superar. Que ela fique feliz por não ter sido espancada”.

Apenas uma colega da estudante enviou pedido de desculpas no dia seguinte, enquanto os demais envolvidos não reconheceram o ocorrido, segundo a família.

O caso foi citado em iniciativas de apoio a cristãos na Ásia Central, com ações voltadas ao encorajamento de famílias e crianças em contextos de pressão religiosa.

Orgão da Igreja Metodista apoia 'mudança de sexo' para crianças

Um braço da Igreja Metodista Unida declarou apoio a uma legislação federal que visa remover restrições a procedimentos de mudança de sexo para menores que se identificam como transgêneros.

Em um artigo publicado na segunda‑feira, o bispo Julius C. Trimble, secretário‑geral do Conselho Geral de Igreja e Sociedade da denominação, manifestou‑se contra o que chamou de discriminação direcionada a pessoas trans.

“Jovens trans frequentemente enfrentam uma combinação de assédio sexual, bullying, violência escolar e afastamento dos familiares. Eles também são desproporcionalmente colocados em programas de acolhimento institucional e de assistência social em comparação com seus pares”, escreveu Trimble.

Ele acrescentou que “pessoas trans adultas regularmente enfrentam violência sexual, violência policial, ridicularização pública, uso de pronomes errados ou outras formas de violência e assédio em seu cotidiano”.

Trimble criticou legisladores que “promulgaram leis antitrans” que “restringem o acesso a cuidados de afirmação de gênero, esportes, banheiros e instalações, ou o uso de pronomes de acordo com a identidade de gênero nas escolas”. Ele afirmou: “Como metodistas unidos, somos chamados a apoiar as pessoas trans, rejeitando leis que permitem que políticos ditem suas decisões sobre cuidados de saúde”.

O bispo defendeu o apoio a uma proposta federal recentemente apresentada, chamada de Declaração de Direitos Transgêneros (Transgender Bill of Rights), que segundo ele busca “proteger e codificar os direitos de pessoas trans e não binárias perante a lei e garantir seu acesso a cuidados médicos, abrigo, segurança e estabilidade econômica”.

Entre suas disposições, o projeto pede que o governo federal reafirme “o direito à autonomia corporal e aos cuidados de saúde para pessoas trans e não binárias, eliminando restrições governamentais desnecessárias à oferta e ao acesso a cuidados médicos e aconselhamento de afirmação de gênero para adultos e adolescentes trans e não binários”.

A proposta sobre a falsa “mudança de sexo”, tendo em vista que é impossível mudar os cromossomos masculino e feminino, bem como alterar a anatomia humana de forma plenamente funcional, surge em um momento em que mais da metade dos estados americanos já aprovou proibições a cirurgias de redesignação sexual ou tratamentos hormonais para menores diagnosticados com disforia de gênero.

Jeffrey Corey, diretor sênior de comunicações do Conselho Geral de Igreja e Sociedade, disse ao The Christian Post que o artigo reflete “a posição da Igreja Metodista Unida”.

Mark Tooley, presidente do Instituto sobre Religião e Democracia, de orientação teologicamente conservadora, esteve entre os críticos da declaração a respeito da mudança de sexo.

Ele disse ao CP que o texto “afirma a dignidade das pessoas trans sem citar o ensinamento cristão de que homem e mulher são dons de Deus, e também sem mencionar os desafios enfrentados por pessoas, muitas vezes cristãs, que são coagidas a afirmar a ideologia trans”.

Tooley acrescentou: “Felizmente, a declaração não terá influência pública. Muito poucos metodistas unidos seguem seus conselhos ou sequer acompanham seu trabalho. Em nossa era pós‑denominacional, um escritório de lobby denominacional é verdadeiramente antiquado”.

O debate em torno da ideologia trans e da legalidade de intervenções médicas para menores tem se intensificado tanto nos Estados Unidos quanto no exterior. Em 2022, o The New York Times publicou uma grande reportagem destacando preocupações de profissionais de saúde e de pessoas que fizeram a detransição sobre os potenciais danos de longo prazo dos bloqueadores da puberdade e dos hormônios cruzados para crianças.

Em dezembro de 2024, o Departamento de Saúde e Assistência Social do Reino Unido anunciou que proibiria indefinidamente o uso de bloqueadores da puberdade em crianças com disforia de gênero, exceto em ensaios clínicos.

O departamento citou a orientação especializada independente da Comissão de Medicamentos Humanos, que determinou que “atualmente existe um risco de segurança inaceitável na manutenção da prescrição de bloqueadores da puberdade para crianças”. A proibição, que havia sido temporária em maio de 2024 após a Revisão Cass, tornou‑se permanente e será revista em 2027.

Em maio do ano passado, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA divulgou um relatório de mais de 400 páginas que caracterizava os “cuidados de afirmação de gênero” para crianças trans como intervenções médicas “invasivas” e “geralmente irreversíveis”.

Quando questionado sobre preocupações relativas a procedimentos de transição de gênero para menores, Corey disse ao CP que “o Conselho Geral de Igreja e Sociedade não participa de debates sobre especificidades médicas ou de saúde relacionadas a pessoas trans” e acrescentou que a agência acredita que tais decisões devem caber aos indivíduos e seus médicos. Com: Christian Post.

Pastor morre após sofrer atentado à faca na Nicarágua

O pastor Carlos Alberto Pérez Rodríguez foi morto na noite de terça-feira, 18 de março, no município de Jinotepe, na Nicarágua. Segundo informações preliminares, ele foi atacado com múltiplos golpes de faca enquanto retornava para casa após visitar membros de sua igreja.

De acordo com relatos locais, o pastor foi surpreendido por um agressor ainda não identificado. Moradores acionaram socorro, e ele foi atendido por uma unidade da Cruz Blanca e encaminhado a um hospital regional, mas não resistiu aos ferimentos.

A Polícia Nacional da Nicarágua informou que investiga o caso e trabalha inicialmente com a hipótese de tentativa de assalto, sem descartar outras motivações. A organização Portas Abertas acompanha o caso e avalia se há relação entre o ataque e a atuação religiosa do pastor.

O crime ocorre em meio a registros recentes de violência envolvendo líderes religiosos no país. Igrejas e organizações civis têm manifestado preocupação com a segurança de pastores, missionários e fiéis diante do aumento da criminalidade.

Carlos Alberto Pérez Rodríguez era reconhecido por sua atuação comunitária e visitas frequentes a famílias da igreja, com foco em cuidado pastoral e apoio espiritual.

A morte do pastor gerou comoção entre membros da igreja local. Segundo a Portas Abertas, parceiros no país solicitaram orações por consolo à família e pela segurança de cristãos na Nicarágua.

Câmara de SP aprova criação da “Frente Parlamentar Antiwoke”

Uma proposta para instituir uma Frente Parlamentar Antiwoke foi aprovada na quarta-feira (25) pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal de São Paulo. Apresentada pelos vereadores Lucas Pavanato (PL), Sonaira Fernandes (PL), Adrilles Jorges (União) e Rubinho Nunes (União), a iniciativa visa conter o que os autores chamam de “avanço de pautas ideológicas associadas ao movimento conhecido como woke”.

Em sua justificativa, Pavanato declarou que a frente parlamentar pretende “impedir os avanços dessa ideologia nefasta” e assegurar a liberdade de expressão. Segundo ele, o caráter suprapartidário do grupo garantirá representatividade e a elaboração de propostas equilibradas, que respeitem a pluralidade da sociedade paulistana.

O vereador acrescentou que “há muito tempo, o pessoal vem trazendo ideologias estrangeiras, inclusive que tentam distorcer o papel da mulher e outras questões”, e que a nova frente poderá “trazer a discussão para dentro da Casa”, oferecendo um contraponto a essas pautas.

O termo “woke” tem origem no inglês e é usado para designar pautas progressistas, especialmente aquelas relacionadas a raça, gênero e sexualidade. Nos Estados Unidos, o conceito é frequentemente associado ao Partido Democrata. No Brasil, a expressão se alinha ao que setores conservadores chamam de “pautas identitárias”.

A aprovação na CCJ contou com seis votos favoráveis e três contrários. As vereadoras Silvia Ferraro (PSOL), Thammy Miranda (PSD) e Luna Zarattini (PT) se posicionaram contra a medida.

Caso a frente seja oficialmente criada, suas atribuições incluirão a promoção de valores cristãos, o monitoramento de iniciativas consideradas alinhadas ao movimento woke e a proposição de ações legislativas na esfera municipal. A adesão será aberta a todos os parlamentares e as reuniões terão caráter público. Com: Infomoney.

Chuvas danificam unidade da Sociedade Bíblica do Brasil

As chuvas intensas que castigaram Belo Horizonte nos últimos dias causaram estragos na sede da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) na capital mineira – Belo Horizonte. O atendimento ao público foi interrompido e parte dos materiais destinados a ações sociais acabou perdida.

De acordo com a organização, exemplares das Escrituras e itens separados para doação foram danificados pela enxurrada. O prejuízo compromete diretamente iniciativas voltadas a comunidades em situação de vulnerabilidade.

A SBB reforça que todos os recursos empregados na unidade são direcionados à sua missão institucional, que abrange tanto o trabalho social quanto a difusão da mensagem cristã. Com o ocorrido, algumas dessas atividades correm o risco de ser afetadas.

Mesmo diante das perdas materiais, a entidade mantém a disposição de prosseguir com sua atuação. A equipe afirma que segue firme na confiança e no propósito de levar a Palavra de Deus àqueles que mais necessitam.

Neste momento, a instituição faz um apelo à solidariedade da população. Além de pedir orações, a SBB solicita contribuições financeiras para auxiliar na reconstrução da unidade e na manutenção dos projetos sociais.

Histórico e relevância mundial

A Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) é uma organização beneficente, sem fins lucrativos e filantrópica, fundada em 10 de junho de 1948, no Rio de Janeiro, com o lema “Dar a Bíblia à Pátria” .

Atualmente com sede em Barueri (SP), a instituição faz parte das Sociedades Bíblicas Unidas (SBU), uma aliança mundial que reúne 156 sociedades bíblicas em mais de 200 países.

Sua missão é “semear a Palavra que transforma vidas”, dedicando-se à tradução, produção e distribuição das Escrituras Sagradas em linguagem acessível e a preços que todos possam pagar, além de promover o desenvolvimento integral do ser humano por meio de programas bíblicos de impacto social .

Ao longo de sua trajetória, a SBB desenvolve inúmeras iniciativas que atendem comunidades em situação de vulnerabilidade, incluindo populações ribeirinhas (desde 1962, com o barco Luz na Amazônia), pessoas privadas de liberdade, estudantes, enfermos, indígenas e pessoas com deficiência visual.

A instituição também mantém a Gráfica da Bíblia, que já produziu mais de 200 milhões de exemplares, e conta com títulos de utilidade pública federal, estadual e municipal, além do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social. Seu trabalho é sustentado por doações da “Causa da Bíblia” e pela comercialização de suas publicações, que incluem diversas traduções reconhecidas, como a Nova Almeida Atualizada (NAA) e a Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH).

Cardeal: Igreja Católica vai morrer se não ordenar mulheres

O arcebispo de Luxemburgo, Jean-Claude Hollerich, afirmou que a Igreja Católica enfrenta desafios relacionados à participação feminina no ministério ordenado. Em declaração feita durante um simpósio realizado em Bonn, na Alemanha, ele disse que a continuidade da instituição pode ser afetada caso não haja mudanças nesse aspecto.

Segundo o jornal The Catholic Herald, Hollerich declarou: “Não consigo imaginar como uma igreja pode continuar a existir a longo prazo se metade do povo de Deus sofre por não ter acesso ao ministério ordenado”. Ele acrescentou: “Quando converso com mulheres nas paróquias, 90% compartilham da mesma opinião”.

O Código de Direito Canônico estabelece que “somente um homem batizado recebe validamente a sagrada ordenação”. Nos últimos anos, o tema da participação das mulheres na Igreja tem sido objeto de debates internos.

No início de março, a Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos divulgou o relatório final do Grupo de Estudos 5, dedicado à “Participação das mulheres na vida e na liderança da Igreja”. O documento não apoiou a ordenação feminina, mas indicou a possibilidade de ampliação de funções não ordenadas.

O relatório afirma: “A questão do acesso das mulheres ao diaconato ainda não parecia suficientemente madura, considerando todos os aspectos”. Em seguida, acrescenta que permanece aberta a continuidade dos estudos sobre o papel feminino na liderança e outras formas de participação.

O documento também reconhece a atuação significativa das mulheres na vida da Igreja e afirma que essas contribuições são frequentemente subestimadas. Segundo o texto: “Ao lado do caminho sacramental, e distinto dele, existe também um caminho carismático que pode ser frutiferamente trilhado para abrir novos espaços de participação para os fiéis leigos, particularmente para as mulheres”.

Apesar de defender o debate, Jean-Claude Hollerich afirmou que sua posição não é unânime e manifestou apoio a iniciativas que ampliem a participação feminina dentro das estruturas atuais. Ele declarou: “Meu maior desejo seria que toda a Igreja se alegrasse com isso”.

As declarações ocorrem em um contexto mais amplo de discussões sobre mudanças disciplinares na Igreja. Na semana anterior, o bispo de Antuérpia, Johan Bonny, anunciou planos para ordenar homens casados ao sacerdócio até 2028.

Em carta pastoral, Bonny afirmou: “A questão já não é se a Igreja pode ordenar homens casados como sacerdotes, mas quando o fará e quem o fará”. De acordo com o The Christian Post, ele acrescentou: “Qualquer atraso é interpretado como uma desculpa”.

Pastor preso por se opor ao governo da Coreia do Sul é liberto

A detenção do pastor Hyun-bo Son, líder da Igreja Segero na Coreia do Sul, tornou-se um marco inédito em setembro: pela primeira vez em 78 anos, um líder religioso foi preso no país por se opor publicamente ao governo.

Embora tenha sido libertado sob fiança após quase cinco meses de cárcere, o episódio acendeu um alerta entre defensores das liberdades fundamentais sobre um possível retrocesso no direito à manifestação de fé.

Em seu retorno ao púlpito, recebido pela CBN News no terceiro domingo após a soltura, Son retomou a rotina pastoral com uma cena incomum: um culto marcado por músicas vibrantes seguido de uma sessão de perguntas e respostas com crianças e adolescentes.

Diante dos jovens, ele revisitou o tema da separação entre Igreja e Estado, ouvindo de um menino a afirmação de que o governo não deve interferir nas questões religiosas — exatamente o ponto que o levou à prisão.

O estopim: entrevista e embate com políticas educacionais

A condenação do pastor ocorreu sob a acusação de violação da lei eleitoral. O motivo foi ter entrevistado um candidato a superintendente escolar alinhado a princípios bíblicos, em contraste com o nome apoiado pelo governo, que defendia a inclusão de pautas LGBT no currículo escolar. Para Son, o episódio reflete uma mudança mais ampla desde que um governo de esquerda assumiu o poder: “A liberdade religiosa está sendo suprimida”, afirmou.

Ele destacou uma emenda ao código civil proposta em janeiro que, segundo ele, autorizaria o Estado a dissolver igrejas e revogar suas autorizações com base em discursos ou crenças religiosas consideradas políticas. A medida também permitiria investigações sem mandado e a transferência de bens eclesiásticos ao governo.

Reação política e perseguição religiosa

O caso gerou reações contundentes. Lee Jong-Wook, congressista de Busan, classificou a situação como “perseguição religiosa” e defendeu que o Estado não tem legitimidade para cercear o que as igrejas podem ou não dizer. Em resposta ao episódio, líderes religiosos se reuniram em uma assembleia para denunciar o que veem como uma escalada na supressão da liberdade de expressão e de fé por parte do governo.

Pastor Son, por sua vez, encorajou outros líderes a não temerem a prisão em defesa do Reino de Deus. Ele declarou estar disposto a pagar o preço necessário — inclusive a voltar ao cárcere — e relatou que, durante o período detido, evangelizou 85 presos e escreveu um livro em apenas três dias. “Todos os domingos, aquilo não parecia um presídio, mas um santuário”, disse, ao lembrar que recebeu carta de um detento sentindo falta de sua presença.

Pressão internacional e apoio dos EUA

O caso também alcançou repercussão diplomática. Dias antes da sentença, os filhos do pastor foram convidados a Washington. Em uma visita à Casa Branca, apresentaram a situação a equipes do Departamento de Estado. Dois dias depois, o primeiro-ministro sul-coreano se reuniu com o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance — a primeira visita do tipo em 41 anos —, e o caso foi mencionado no encontro.

Como desdobramento, representantes do Consulado dos EUA na Coreia do Sul acompanharam a audiência, o que, segundo a família, pode ter influenciado a decisão judicial. “Uma semana antes do julgamento, fui convidado à Casa Branca e pude apresentar o caso do meu pai”, contou Chance Son, filho do pastor.

Sacrifício e luta pela liberdade

Questionado sobre por que evitou olhar para a família durante as audiências, o pastor respondeu que o olhar poderia desanimá-lo, e que o momento exigia sacrifício e luta.

Ele concluiu com um apelo à unidade dos cristãos: “A República da Coreia é uma nação livre graças aos sacrifícios de nossos antepassados, dos americanos que lutaram na Guerra da Coreia e dos missionários. Mas, com um novo governo de inclinação à esquerda, há preocupações de que nossos filhos sejam influenciados por ideologias contrárias aos valores bíblicos. Oro para que os cristãos na Coreia, nos Estados Unidos e no mundo permaneçam unidos e continuem lançando luz sobre essas questões.”

Finlândia: deputada cristã é condenada por discurso de ódio

A parlamentar finlandesa Päivi Räsänen foi considerada culpada de incitação contra um grupo minoritário pelo Supremo Tribunal da Finlândia em decisão proferida na quinta-feira, 26 de março. O caso envolve a publicação de um panfleto, há mais de 20 anos, que classificava a homossexualidade como um distúrbio do desenvolvimento psicossexual.

Segundo a ADF International, a decisão foi tomada por maioria de 3 a 2 e considerou que a parlamentar “tornou e manteve disponível ao público um texto que insulta um grupo”. Päivi Räsänen liderou o Partido Democrata Cristão da Finlândia entre 2004 e 2015 e foi ministra do Interior de 2011 a 2015.

A investigação teve início após uma publicação feita por Päivi Räsänen em 2019 na plataforma Twitter, na qual citou um trecho bíblico de Romanos 1:24-27 para criticar a participação da Igreja Evangélica Luterana da Finlândia em eventos relacionados ao orgulho LGBT. Na ocasião, ela questionou como a instituição poderia considerar “vergonha e pecado” como “motivo de orgulho”.

Durante a apuração, autoridades também analisaram um panfleto publicado em 2004 em conjunto com Juhana Pohjola, intitulado “Homem e Mulher Ele os Criou: Relacionamentos homossexuais desafiam o conceito cristão de humanidade”. O tribunal entendeu que o conteúdo apresentava opiniões que poderiam “insultar os homossexuais como grupo com base em sua orientação sexual”.

Na decisão, o tribunal observou: “Deve-se levar em consideração que o texto que serviu de base para a condenação não continha incitação à violência ou fomento ao ódio comparável a ameaças. Portanto, a conduta não é particularmente grave em termos da natureza do delito”.

A condenação foi aplicada com base no Capítulo 11 do Código Penal finlandês, que trata da incitação contra grupos minoritários. A parlamentar foi multada em 1.800 euros e o tribunal determinou a proibição da distribuição do panfleto em formato físico e digital.

Antes da decisão final, Päivi Räsänen e Juhana Pohjola haviam sido absolvidos por unanimidade em duas instâncias, incluindo o Tribunal Distrital de Helsinque e o Tribunal de Apelações de Helsinque. Um novo julgamento ocorreu em outubro do ano anterior.

O Supremo Tribunal da Finlândia também absolveu a parlamentar da acusação relacionada à publicação de 2019, ao entender que ela “justificou sua opinião citando um texto bíblico”.

Após a decisão, Päivi Räsänen afirmou: “Estou chocada e profundamente decepcionada”. Ela acrescentou: “Mantenho-me fiel aos ensinamentos da minha fé cristã e continuarei a defender o meu direito e o de todas as pessoas de partilhar as suas convicções na esfera pública”.

A parlamentar declarou ainda: “Estou consultando advogados sobre uma possível apelação ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. Não se trata apenas da minha liberdade de expressão, mas da de todas as pessoas na Finlândia. Uma decisão favorável ajudaria a evitar que outras pessoas inocentes passassem pelo mesmo sofrimento simplesmente por compartilharem suas crenças”.

Segundo o The Christian Post, o diretor executivo da ADF International, Paul Coleman, reprovou a condenação: “Essa decisão terá um efeito inibidor severo sobre o direito de todos à liberdade de expressão”. Ele também classificou a decisão como “um exemplo ultrajante de censura estatal”.

Israel mata comandante da Guarda Revolucionária do Irã

O comandante da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, Alireza Tangsiri, morreu em um ataque na cidade de Bandar Abbas nesta quinta-feira, 26 de março. A informação foi atribuída a um oficial israelense ouvido pelo jornal The Times of Israel.

Segundo a fonte, Tangsiri ocupava uma posição estratégica na estrutura militar iraniana e atuava diretamente no controle do Estreito de Ormuz. A região é considerada uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo e outras cargas.

O Estreito de Ormuz possui cerca de 50 quilômetros em seu ponto mais estreito e conecta áreas estratégicas entre a Ásia e a Europa. Aproximadamente 20% da produção mundial de petróleo passa pelo local, além de cargas como gás, alimentos e insumos industriais.

Durante o conflito, o Irã passou a exercer controle sobre o tráfego na região e a restringir a circulação de embarcações não autorizadas. Veículos de imprensa iranianos relataram que o país também iniciou a cobrança de taxas para navios comerciais, com valores que podem chegar a US$ 2 milhões por viagem.

Em março, Alireza Tangsiri declarou: “Se os inimigos cometerem um erro, nós os enviaremos para as profundezas do inferno”.

A morte do comandante ocorre em meio a uma série de operações que atingiram integrantes do alto escalão iraniano nos primeiros dias das mobilizações militares. Entre os nomes citados estão o líder supremo Ali Khamenei, o chefe do Conselho Supremo de Segurança Ali Larijani e o ministro da Inteligência Esmail Khatib, apontados como alvos de ações recentes.

COI determina que só mulheres competirão em esportes femininos

Só mulheres poderão concorrer. Mulheres. Mulher biológica é redundância.

— Adriano Soares da Costa (@asc_adriano) March 26, 2026

O Comitê Olímpico Internacional anunciou que, a partir de 2028, os esportes femininos dos Jogos Olímpicos serão restritas a mulheres segundo novos critérios definidos pela entidade. A medida será aplicada nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.

De acordo com o COI, a elegibilidade para participação nas categorias femininas será determinada por um teste de sexo realizado uma única vez ao longo da vida. O exame tem como objetivo verificar a presença do gene SRY, associado ao desenvolvimento de características masculinas.

A presidente do COI, Kirsty Coventry, afirmou que a diretriz foi baseada em critérios científicos e elaborada com apoio de especialistas médicos. Ela declarou: “Nos Jogos Olímpicos, até as menores margens podem significar a diferença entre a vitória e a derrota”.

Em seguida, acrescentou: “Portanto, é absolutamente claro que não seria justo que homens biológicos competissem na categoria feminina. Além disso, em alguns esportes, simplesmente não seria seguro”.

Segundo o COI, o exame poderá ser realizado por meio de saliva, cotonete bucal ou amostra de sangue. A entidade afirmou: “O COI considera que o exame do gene SRY por meio de saliva, cotonete bucal ou amostra de sangue é pouco invasivo em comparação com outros métodos possíveis”.

O comitê informou ainda: “Atletas que apresentarem resultado negativo para o gene SRY atendem permanentemente aos critérios de elegibilidade desta política para competir na categoria feminina. A menos que haja motivo para acreditar que um resultado negativo seja um erro, este será um teste realizado apenas uma vez na vida”.

Atletas que não atenderem ao critério poderão competir em outras categorias. O COI declarou: “Atletas que não passarem no teste continuarão sendo incluídas em todas as outras classificações para as quais se qualificam”. A entidade acrescentou que essas atletas poderão disputar categorias masculinas, mistas ou abertas, conforme as regras de cada modalidade.

A nova diretriz também abrange atletas com diferenças no desenvolvimento sexual (DSD), condição caracterizada por variações em hormônios, genes ou órgãos reprodutivos. O COI não detalhou mudanças adicionais específicas para esses casos além da aplicação do critério genético.

Antes da definição atual, o COI delegava às federações de cada esporte a responsabilidade de estabelecer regras de elegibilidade. Modalidades como atletismo, natação, ciclismo e remo já haviam adotado restrições, enquanto outras permitiam a participação mediante controle de níveis de testosterona.

O anúncio gerou reações também no meio evangélico. A vereadora Sonaira Fernandes (PL-SP) afirmou em publicação no X: “Vitória das mulheres! #EleNão”.

Entre os casos frequentemente citados em debates sobre o tema está o da atleta Caster Semenya, bicampeã olímpica dos 800 metros, que possui cromossomos XY. Em regras anteriores, atletas com DSD que não passaram pela puberdade masculina podiam competir em categorias femininas mediante limites hormonais estabelecidos, segundo a BBC.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou a exclusão de atletas transgêneros das competições femininas em todas as modalidades! O COI diz que a decisão é necessária para garantir a segurança e o bem-estar das mulheres biológicas.

Vitória das mulheres! #EleNão

— Sonaira Fernandes (@Sonaira_sp) March 26, 2026