Kermit Gosnell, condenado por matar bebês, morre aos 85 anos

O médico norte-americano Kermit Gosnell, condenado por crimes relacionados a abortos tardios, morreu aos 85 anos no início deste mês enquanto cumpria pena de prisão. A morte foi confirmada por autoridades prisionais e repercutiu entre ativistas e organizações ligadas ao debate sobre o aborto nos Estados Unidos.

Gosnell cumpria múltiplas sentenças desde 2013, incluindo três penas de prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional, além de uma condenação adicional de 30 anos. Ele foi considerado culpado por homicídio em primeiro grau pela morte de bebês que nasceram vivos após procedimentos realizados em sua clínica na Filadélfia. Também foi condenado por homicídio culposo no caso de Karnamaya Mongar, que morreu após receber uma dose considerada excessiva de anestesia.

O caso ganhou notoriedade após uma investigação iniciada a partir de suspeitas de atividades ilegais envolvendo prescrições médicas. Durante as apurações, autoridades encontraram condições precárias na clínica, além de indícios de práticas irregulares e atuação de funcionários sem licença médica.

A morte de Gosnell gerou manifestações de diferentes setores. Os cineastas Phelim McAleer e Ann McElhinney, responsáveis por um filme sobre o caso lançado em 2018, afirmaram que o episódio continua a gerar reflexões sobre o impacto das práticas investigadas.

Representantes de organizações pró-vida também comentaram o falecimento. Marjorie Dannenfelser, presidente da Susan B. Anthony Pro-Life America, afirmou que o caso evidenciou falhas institucionais e chamou atenção para o debate público sobre o tema. Já Carol Tobias, da National Right to Life, declarou que os crimes reforçam discussões recorrentes sobre políticas relacionadas ao aborto nos Estados Unidos.

O episódio continua sendo citado em debates sobre legislação, ética médica e políticas públicas, permanecendo como um dos casos mais conhecidos envolvendo práticas ilegais em clínicas de aborto no país, segundo informações do The Christian Post.

SP: governo Tarcísio faz parceria para promover turismo islâmico

O governo do estado de São Paulo, sob a gestão de Tarcísio de Freitas, celebrou um acordo de cooperação com a Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (FAMBRAS) com o objetivo de ampliar o fluxo de visitantes muçulmanos no estado, algo que pode ser visto como turismo islâmico.

A iniciativa integra um conjunto de medidas que também incluem negociações com a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira para atrair investimentos de países do Oriente Médio.

Entre as ações previstas estão a adaptação de hotéis e restaurantes para receber turistas muçulmanos, com a oferta de alimentação halal (permitida pela lei islâmica), ambientes sem álcool e espaços adequados para as orações diárias. Como parte do projeto em prol do turismo islâmico, foi inaugurado em São Paulo o primeiro hotel com certificação “muslim friendly” da América Latina, que atende a esses requisitos específicos.

Em nota oficial, o governo paulista destacou que o turismo religioso movimenta R$ 15 bilhões anualmente no Brasil e envolve cerca de 17,7 milhões de viajantes, e afirmou que a parceria também contempla outras tradições religiosas.

Expansão para Educação e Cultura Gera Críticas

O secretário de Turismo de São Paulo, Roberto Lucena, afirmou que a parceria com a FAMBRAS não se restringe ao setor econômico, envolvendo também as pastas de Educação e de Cultura e Economia Criativa. Segundo ele, a intenção é levar conteúdos relacionados à cultura islâmica para a rede estadual de ensino e para o sistema cultural do estado.

A possibilidade de inserção do Islã no ambiente escolar provocou reações negativas em redes sociais. O influenciador Bernardo P. Kuster foi um dos que se manifestaram, questionando a extensão do projeto de turismo islâmico que, aparentemente, vai além do interesse comercial.

“Por pretextos econômicos apenas, Tarcísio quer que se ensine o Islã nas escolas e se divulgue culturalmente essa religião?”, escreveu, citando exemplos de países europeus onde, segundo ele, o crescimento da população muçulmana teria gerado tensões sociais.

Lucena, por sua vez, defendeu a medida como um “gesto de irmandade” e um reconhecimento da diversidade religiosa já presente na sociedade paulistana. “Estamos falando de respeito e de paz. A sociedade paulistana também é composta por muçulmanos, e isso também faz todo o Estado ser conhecido por seu papel inclusivo”, declarou.

Contexto Global do Turismo e Demografia Islâmica

A iniciativa paulista está alinhada a uma estratégia do governo federal de ampliar o turismo no Brasil e atrair visitantes de mercados emergentes. O turismo de países árabes é um dos que mais crescem no mundo, com projeção de movimentar mais de US$ 384 bilhões (cerca de R$ 2 trilhões) até 2028.

Dados do Instituto Pew Research indicam que o Islã é a religião com maior tendência de crescimento global. A taxa de fertilidade entre muçulmanos é de 3,1 filhos por mulher, superior à média dos cristãos (2,7). Até 2050, a população muçulmana pode crescer 73%, atingindo 29,7% da população mundial, aproximando-se do cristianismo (31,4%). Projeções indicam que, até 2070, o Islã poderá se tornar a maior religião do mundo.

Em países como a França, os muçulmanos já representam cerca de 10% da população total. Esse cenário tem sido analisado por especialistas que apontam riscos para a identidade cultural ocidental. Em documentário da Brasil Paralelo, o analista Eliyahu Yossian comentou:

“No mundo muçulmano há uma expressão chamada Jihad Hashaket. Significa que, quando um muçulmano se encontra em um país ocidental liberal, ele continua dizendo: nossa arma é o ventre das nossas mulheres”. Outro especialista, Mordechai Kedar, afirmou que o plano de expansão do Islã não se limita à Europa e que países da América Latina também estão no horizonte.

Apesar das críticas, o secretário Roberto Lucena reiterou que o objetivo do governo é promover a inclusão e o respeito à diversidade, sem qualquer intenção de proselitismo religioso. Com: Brasil Paralelo.

Prática religiosa está ligada a sucesso estudantil, diz pesquisa

Um estudo acadêmico indica que a participação religiosa de alunos, famílias e professores pode estar associada à redução de desigualdades educacionais e à melhora no desempenho escolar. A análise reúne dados de pesquisas anteriores sobre o papel da fé no desenvolvimento humano e no ambiente educacional.

O levantamento foi conduzido por Bryant Jensen, da Universidade Brigham Young, e Irvin L. Scott, da Universidade de Harvard. O relatório, intitulado “Fé na Renovação Educacional”, foi divulgado por centros de pesquisa ligados às duas instituições e analisa como práticas religiosas podem influenciar oportunidades de aprendizagem.

Segundo o estudo, alunos do ensino fundamental e médio com maior envolvimento religioso apresentaram, em média, desempenho acadêmico superior aos que não participavam de atividades religiosas. Os dados também indicam que estudantes de famílias da classe trabalhadora foram os que mais se beneficiaram dessa participação, enquanto os efeitos foram menos consistentes entre alunos de menor renda.

Os pesquisadores destacam que desigualdades educacionais persistem nos Estados Unidos, especialmente relacionadas a fatores como renda, raça e gênero. Nesse contexto, eles sugerem que a fé pode funcionar como um recurso adicional para apoiar o desenvolvimento educacional.

De acordo com o relatório, a prática religiosa está associada a níveis mais altos de escolaridade, melhor desempenho acadêmico e maiores aspirações ao ensino superior. Esses resultados seriam influenciados por fatores como formação moral, desenvolvimento de habilidades sociais e fortalecimento de redes de apoio.

Entre os aspectos apontados, está o aprendizado de valores e comportamentos que podem impactar a vida escolar, como disciplina, responsabilidade e redução de comportamentos de risco. O estudo também destaca o desenvolvimento de competências sociais, incluindo comunicação, cooperação e engajamento comunitário, que podem contribuir para a motivação e o desempenho dos alunos.

Outro ponto abordado é o impacto das práticas religiosas no desenvolvimento de habilidades cognitivas. A leitura de textos religiosos e a participação em atividades como cultos e sermões podem estimular capacidades de interpretação, síntese e comunicação, com possíveis reflexos no aprendizado acadêmico.

O relatório também enfatiza o papel das relações sociais formadas em contextos religiosos. Esses vínculos, descritos como capital social, podem oferecer suporte emocional, acesso a recursos e oportunidades que influenciam positivamente a trajetória educacional dos estudantes.

No caso dos educadores, os autores observam que professores que enxergam sua profissão como uma vocação, muitas vezes associada a convicções espirituais, tendem a apresentar maior motivação interna.

Como recomendação, o estudo sugere a criação de parcerias entre escolas e organizações religiosas, respeitando os limites legais da educação pública. Segundo os autores, essas colaborações podem ampliar recursos disponíveis, especialmente em comunidades mais vulneráveis, e contribuir para o engajamento familiar e o desempenho escolar.

Embora reconheçam que os impactos dessas iniciativas ainda são considerados limitados, os pesquisadores avaliam que há potencial para resultados positivos quando essas parcerias são bem estruturadas, segundo informações do The Christian Post.

Contra disciplina do Vaticano, bispo quer ordenar padres casados

Um bispo católico anunciou a intenção de ordenar padres casados até 2028, em meio ao debate sobre o celibato na Igreja Católica. A proposta foi apresentada como resposta à diminuição no número de candidatos ao ministério sacerdotal.

O anúncio foi feito por Johan Bonny, líder da Diocese de Antuérpia, na Bélgica, por meio de uma carta pastoral. No documento, ele afirma que há amplo consenso entre líderes eclesiásticos sobre a necessidade de discutir mudanças. “A questão já não é se a Igreja pode ordenar homens casados, mas quando isso acontecerá”, escreveu.

Segundo Bonny, o processo deverá ocorrer de forma estruturada e discreta, com seleção criteriosa dos candidatos. Ele indicou que pretende acompanhar pessoalmente os escolhidos, garantindo formação teológica e experiência pastoral equivalentes às exigidas atualmente.

O bispo justificou a proposta com a escassez de padres em diversas dioceses. De acordo com ele, o número de homens solteiros interessados na vocação sacerdotal tem diminuído significativamente, o que tem levado lideranças a considerar alternativas.

A ordenação de homens casados, no entanto, enfrenta limitações no direito canônico da Igreja Católica Romana. Conforme a legislação vigente, homens casados não podem ser ordenados sacerdotes, salvo em casos específicos, como o diaconato permanente.

Existem exceções dentro da própria Igreja. Em ritos orientais, homens podem se casar antes da ordenação, embora não possam contrair novo matrimônio em caso de viuvez. Além disso, clérigos anglicanos casados que se convertem ao catolicismo podem continuar casados após a ordenação.

O tema já foi discutido em outros contextos. Em 2017, o Papa Francisco convocou um sínodo para tratar da falta de sacerdotes na Amazônia e demonstrou abertura à possibilidade de ordenar homens casados de reconhecida idoneidade, conhecidos como “viri probati”. A proposta, contudo, não avançou na época.

Outras lideranças também já se manifestaram sobre o assunto, segundo o The Christian Post. Em 2022, o cardeal Reinhard Marx declarou apoio à discussão sobre o casamento de padres, argumentando que a medida poderia contribuir para enfrentar desafios internos da Igreja, incluindo questões relacionadas à vida pessoal do clero.

Cidade remove cores LGBT de faixas de pedestres; Veja motivo

A cidade de Dallas iniciou, na segunda-feira, a remoção de faixas de pedestres com cores associadas à comunidade LGBT em diferentes regiões, incluindo o bairro de Oak Lawn. A medida ocorre após determinação estadual que exige a padronização das sinalizações viárias conforme normas de segurança no trânsito.

De acordo com comunicado enviado pela administração municipal ao prefeito e ao Conselho da cidade, a decisão foi tomada após notificação do Departamento de Transportes do Texas, emitida em outubro do ano passado. O órgão informou que as marcações decorativas não estavam em conformidade com o Manual do Texas sobre Dispositivos Uniformes de Controle de Tráfego.

A prefeitura chegou a solicitar uma exceção para manter as faixas coloridas, mas o pedido foi negado em 15 de janeiro. Em resposta, o município apresentou, no fim do mesmo mês, um plano de adequação que prevê a substituição das sinalizações por modelos padronizados em até 90 dias. A expectativa é concluir a remoção das cerca de 30 faixas até o final de abril.

Como alternativa, a cidade informou que estuda outras formas de representar a identidade cultural dos bairros afetados por meio de projetos de arte pública.

A decisão gerou reação de entidades ligadas à comunidade local. Em nota divulgada em 23 de março, a Fundação da Câmara de Comércio LGBTQ do Norte do Texas afirmou que a medida reflete um cenário político mais amplo no estado. Segundo a entidade, diretrizes recentes têm levado comunidades a conciliar exigências legais com iniciativas de representação pública.

As faixas removidas estavam em áreas públicas, mas foram financiadas por iniciativa privada. Em 2019, a fundação arrecadou mais de US$ 128 mil para a instalação de parte dessas sinalizações na Cedar Springs Road, com apoio de empresas, organizações e moradores. Posteriormente, os custos de manutenção também foram assumidos por entidades locais, de acordo com o The Christian Post.

A medida está alinhada a uma diretriz do governador do Texas, Greg Abbott, que orientou o estado a garantir que ruas e espaços públicos sigam padrões técnicos, sem elementos considerados fora das normas estabelecidas. A orientação inclui a revisão de intervenções semelhantes em outras cidades texanas, como Austin, San Antonio e Houston.

Sudão: guerra leva muçulmanos a se renderem a Jesus Cristo

Relatos de organizações cristãs indicam que, mesmo diante da guerra civil e da crise humanitária no Sudão, cresce a abertura de refugiados à mensagem cristã. O avanço do conflito tem provocado deslocamento em massa, escassez de recursos básicos e instabilidade generalizada, criando um cenário de sofrimento que, segundo líderes religiosos, também tem impactado o campo espiritual.

Informações divulgadas pela Mission Network News apontam que confrontos recentes entre forças governamentais e grupos rebeldes deixaram mortos e dezenas de feridos, especialmente em regiões próximas à fronteira com o Chade. O país enfrenta há cerca de três anos uma guerra civil que agravou problemas como fome, desemprego e colapso econômico.

Nesse contexto, representantes do ministério unfoldingWord afirmam que há aumento no interesse pelo Evangelho, inclusive entre muçulmanos. Jesse Griffin, integrante da organização, declarou que comunidades locais relatam maior receptividade à mensagem cristã em meio às dificuldades. Ele destacou que o sofrimento tem levado muitas pessoas a buscar respostas espirituais.

As igrejas locais têm desempenhado papel ativo nesse movimento. Em parceria com organizações internacionais, líderes sudaneses vêm sendo treinados para traduzir a Bíblia e compartilhar seu conteúdo em diferentes idiomas regionais. Segundo Griffin, pessoas de dezenas de grupos étnicos foram capacitadas e retornaram às suas comunidades para ensinar, formar novos discípulos e iniciar novas igrejas.

Nos campos de refugiados, esse trabalho tem se intensificado. Evangelistas utilizam versões das Escrituras em línguas maternas para facilitar a compreensão, o que tem contribuído para o interesse de novos ouvintes. A conclusão de traduções do Novo Testamento em idiomas como o árabe sudanês e o masalit é apontada como um fator relevante nesse processo.

Apesar do crescimento dessas atividades, líderes cristãos alertam para os riscos enfrentados por novos convertidos. Segundo os relatos, pessoas que deixam o islamismo podem sofrer ameaças, rejeição familiar e até violência. Griffin pediu orações pela proteção dessas pessoas, ressaltando que a decisão de mudar de fé pode representar risco à vida.

De acordo com a Portas Abertas, a situação dos cristãos no Sudão piorou significativamente após o golpe militar de 2021 e a intensificação da guerra a partir de 2023. O país registra aumento da violência, restrições à liberdade religiosa e retomada de políticas baseadas na lei islâmica.

O conflito também enfraqueceu o controle estatal em algumas regiões, permitindo a atuação de milícias armadas que perseguem minorias religiosas. Igrejas foram alvo de ataques, invasões e ocupações, enquanto cristãos enfrentam discriminação em diferentes áreas da vida social, incluindo Justiça, trabalho e educação.

Convertidos do islamismo estão entre os mais vulneráveis, enfrentando isolamento e pressão constante. Há ainda relatos de fechamento de igrejas, dificuldades para registro legal e prisões de líderes religiosos.

Diante desse cenário, lideranças locais defendem maior organização da comunidade cristã. Rafat Samir, presidente do Conselho Comunitário Evangélico do Sudão, afirmou que o momento exige posicionamento e busca por reconhecimento. “Este é um tempo para a igreja se levantar e garantir seu espaço”, declarou.

O Sudão figura entre os países com maior nível de perseguição a cristãos no mundo, segundo ranking atualizado da Portas Abertas, refletindo o agravamento das condições no contexto atual.

Nikolas diz ser contra projeto de misoginia apoiado por Damares

O Senado Federal do Brasil aprovou, na terça-feira, 24 de março, um projeto de lei que inclui a misoginia entre os crimes de preconceito e discriminação previstos na legislação brasileira. A proposta altera a Lei nº 7.716/1989, conhecida como Lei do Racismo, e agora segue para análise da Câmara dos Deputados.

O texto recebeu 67 votos favoráveis, sem votos contrários ou abstenções. A proposta é de autoria da senadora Ana Paula Lobato e foi relatada pela senadora Soraya Thronicke.

A medida estabelece que atos praticados por “ódio ou aversão a mulheres” passem a ser enquadrados como crimes de preconceito e discriminação. A pena prevista varia de dois a cinco anos de prisão, além de multa. O projeto também inclui a “condição de mulher” entre os critérios protegidos pela lei, ao lado de raça, cor, etnia, religião e procedência nacional.

Durante a tramitação, a proposta passou pela Comissão de Direitos Humanos e pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Em dezembro de 2025, havia sido aprovada de forma terminativa na CCJ, mas um recurso levou o texto ao plenário. A votação, inicialmente prevista para a semana anterior, foi adiada para negociação de acordo entre os parlamentares.

Ao defender a aprovação, Soraya Thronicke afirmou que a proposta responde a situações recorrentes de violência e hostilidade. — O ódio às mulheres não é abstrato: é estruturado, é crescente e ceifa vidas todos os dias — declarou. A senadora também mencionou a atuação de grupos que disseminam conteúdos ofensivos contra mulheres, especialmente no ambiente digital.

Apesar da aprovação unânime, alguns senadores apresentaram ressalvas durante o debate. Eduardo Girão, Damares Alves e Carlos Portinho expressaram preocupação com possíveis impactos sobre a liberdade de expressão e com a ampliação do alcance da Lei do Racismo, mas votaram a favor da proposta.

Um destaque apresentado por Eduardo Girão, que buscava resguardar manifestações artísticas, científicas, jornalísticas, acadêmicas e religiosas quando não houvesse intenção discriminatória, foi rejeitado em votação separada.

Após a aprovação, o deputado Nikolas Ferreira afirmou que pretende atuar contra o projeto na Câmara: “Inacreditável é a palavra… Amanhã começa o trabalho pra derrubar essa aberração que foi aprovada hoje no Senado”, escreveu em publicação nas redes sociais.

Atualmente, condutas consideradas misóginas podem ser enquadradas como crimes contra a honra, como injúria e difamação, com penas mais brandas. Com a mudança proposta, esses atos passam a integrar o regime jurídico dos crimes de preconceito e discriminação, que prevê punições mais rigorosas.

Segundo a relatora, o texto também foi ajustado para evitar conflito com o Código Penal, mantendo a aplicação das regras atuais para casos de injúria no contexto de violência doméstica, enquanto a injúria motivada por misoginia passa a ser tratada como crime mais grave.

Inacreditável é a palavra…Amanhã começa o trabalho pra derrubar essa aberração que foi aprovada hoje no Senado.

— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) March 25, 2026

Igreja realiza casamento coletivo de 52 casais em união estável

O pastor Josh Howerton, líder da Igreja Lakepointe, informou que 52 casais participaram de uma cerimônia coletiva de casamento após um apelo feito durante um culto realizado em 22 de fevereiro. A igreja possui oito campi na região de Rockwall, no Texas.

Durante a mensagem, o pastor se dirigiu a casais que conviviam sem formalizar a união e os incentivou a assumir um compromisso matrimonial. — Queremos ajudá-los a fazer isso — afirmou, ao mencionar a proposta de apoio pastoral aos interessados.

Segundo Howerton, equipes de pastores foram organizadas em cada unidade da igreja para viabilizar a realização das cerimônias. Os casais puderam se inscrever por meio de um canal disponibilizado pela instituição e, de acordo com o pastor, receberam acompanhamento e orientação ao longo do processo. — Temos pessoas que irão acompanhá-los, aconselhá-los, ajudá-los e, em seguida, vamos realizar o casamento de vocês — declarou.

Ele também destacou que a iniciativa buscava oferecer suporte, sem julgamento. — Essas pessoas não vão te julgar. Elas vão te apoiar enquanto você dá um passo à frente — afirmou, segundo o The Christian Post.

Em publicação nas redes sociais na sexta-feira, 6 de março, Howerton informou que 52 casais aderiram à proposta após participarem do culto. Ele também mencionou a presença de mais de mil pessoas na cerimônia, que ocorreu como demonstração de apoio aos participantes.

No culto realizado em 8 de março, o pastor voltou a mencionar o evento e convidou a congregação a reconhecer os casais. Segundo ele, a cerimônia coletiva foi uma das iniciativas mais marcantes já realizadas pela igreja.

Imagens divulgadas mostram os participantes reunidos no palco durante a celebração, acompanhados por familiares, membros da igreja e voluntários envolvidos na organização do evento.

Crise energética e falta de comidas provocam protestos em Cuba

Há mais de três semanas, Cuba enfrenta uma onda de protestos impulsionada pela falta crônica de eletricidade e pela escassez de alimentos e medicamentos. Na segunda-feira, 16 de março, moradores da capital, Havana, realizaram um “panelaço”, batendo panelas em sinal de descontentamento contra os apagões que, em alguns momentos, deixaram cerca de 10 milhões de pessoas sem energia elétrica.

“O barulho das panelas não para”, relatou à organização Missão Portas Abertas Brasil o pastor Gregorio, residente na ilha.

De acordo com informações divulgadas pela entidade, as interrupções no fornecimento de luz têm sido severas: enquanto em algumas áreas a população dispõe de apenas duas horas diárias de eletricidade, em regiões fora da capital os apagões podem se estender por 22 a 24 horas, afetando 60% do território cubano, conforme dados do portal Infobae.

Alimentos, Combustível e o Impacto na População

A crise energética agravou a situação econômica já deteriorada de Cuba. O preço dos alimentos disparou, com itens básicos como os ovos chegando a custar mais do que um salário mínimo mensal. A escassez de combustível também é crítica: o litro da gasolina alcançou o valor equivalente a dois salários mínimos.

A falta de combustível impactou diretamente a produção e o transporte de alimentos, deixando prateleiras de mercados vazias. “Algumas famílias vão dormir sem jantar e acordam sem café da manhã, e muitas crianças deixam de ir à escola porque a fome as vence antes de chegarem lá”, afirmou o pastor Gregorio. O pastor Luis, que auxilia comunidades vulneráveis, confirmou a gravidade do quadro, descrevendo a situação de fome generalizada.

Igrejas e Comunidades Cristãs no Epicentro da Crise

As comunidades religiosas têm sido duramente afetadas. A falta de energia elétrica tornou os templos vulneráveis a furtos, forçando muitas congregações a suspenderem cultos noturnos e a adotarem esquemas de vigilância.

Apesar das dificuldades, igrejas têm se mobilizado para ajudar os mais necessitados. “Acordamos às três da manhã, mesmo exaustos, para preparar as refeições. É claro que a situação nos afeta, mas somos chamados a servir”, testemunhou Gregorio.

O colapso energético também comprometeu o abastecimento de água, uma vez que cerca de 80% do sistema hídrico cubano depende de eletricidade. “Dias sem água ou energia tornam a vida quase impossível. Pessoas estão morrendo porque não há medicamentos nem suprimentos”, lamentou o pastor Luis. Laura, membro da equipe da Portas Abertas em Cuba, afirmou que os apagões recorrentes dificultam a comunicação e a resposta a emergências.

Cenário de Perseguição e a Resiliência das Igrejas Domésticas

Cuba ocupa a 24ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2026, elaborada pela Missão Portas Abertas. Embora a participação em cultos seja formalmente permitida, a abertura de novas igrejas é proibida, e cristãos enfrentam detenções arbitrárias, ameaças e assédio. Segundo o Banco de Dados Cristão Mundial, cerca de 85% dos cubanos se identificam como cristãos, sendo a maioria católica e aproximadamente 11% evangélicos.

Diante da repressão, um número significativo de fiéis encontra refúgio nas chamadas igrejas domésticas, comunidades que se reúnem em residências particulares, sem registro oficial, e operam sob constante risco de repressão.

A associação ASCE Cuba estima que existam entre 20 mil e 30 mil desses grupos ativos no país. Apesar da vigilância, essas pequenas comunidades continuam a se multiplicar, mantendo viva a prática religiosa na ilha. Com: Guiame.

PL pretende classificar monte de oração como patrimônio cultural

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro analisa o Projeto de Lei nº 1690/2025, de autoria do vereador Salvino Oliveira, que propõe declarar monte de oração, precisamente quatro montes da cidade, como patrimônio religioso e cultural.

A iniciativa abrange o Monte das Oliveiras e o Monte Sião, localizados em Campo Grande; o Monte das Três Torres, na Rocinha; e o Monte Cardoso Fontes, em Jacarepaguá — todos frequentados por fiéis para oração e momentos de contemplação.

De acordo com a justificativa do parlamentar, a proposta visa garantir a preservação de espaços que integram a rotina espiritual de inúmeras famílias cariocas. Ele destaca que esses locais são utilizados há décadas como pontos de busca por conforto, orientação e renovação da fé.

Dados do Censo Demográfico de 2022, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam que os evangélicos representam 25% da população da capital fluminense. No âmbito estadual, esse percentual chega a 32%, demonstrando a relevância das práticas religiosas na região.

Além do significado espiritual, o monte de oração também é visto como centro comunitário informal, promovendo a convivência e o acolhimento entre moradores de diferentes áreas.

A proposta prevê que, caso aprovada, a classificação do monte de oração como patrimônio local seja registrada oficialmente pelo poder público municipal, integrando as políticas de valorização do patrimônio cultural imaterial da cidade, que incluem manifestações religiosas presentes no cotidiano da população. Com: Exibir Gospel.