Pastor processado por pregar João 3.16 aguarda a decisão do juiz

O pastor aposentado que está sendo processado por pregar em frente a um hospital na Irlanda do Norte está aguardando a decisão da Justiça. O caso envolve Clive Johnston, que participou de uma audiência na quarta-feira, após adiamento ocorrido em dezembro. O juiz informou que a sentença será anunciada até o dia 7 de maio.

O processo está relacionado a um sermão ao ar livre baseado em Evangelho de João 3.16, realizado nas proximidades do Causeway Hospital, na cidade de Coleraine, no ano de 2024. A pregação ocorreu dentro de uma área classificada como “zona de acesso seguro”, estabelecida ao redor da unidade de saúde.

As autoridades acusam Johnston de tentar influenciar pessoas que buscavam serviços de aborto no local. O sermão, no entanto, foi realizado em um domingo, quando a clínica estava fechada. Durante a pregação, ele não mencionou o tema do aborto nem utilizou cartazes ou faixas.

Imagens registradas mostram uma conversa entre o pastor e policiais. Os agentes orientaram que a mensagem religiosa fosse compartilhada em um espaço considerado apropriado, como a capelania do hospital, e não dentro da área restrita.

O caso conta com o apoio do Christian Institute, que acompanha a defesa do pastor. Após a audiência no Tribunal de Magistrados de Coleraine, Johnston comentou a decisão de adiamento. “Fico feliz que o juiz tenha decidido se afastar e refletir sobre este caso antes de proferir sua sentença, porque há muito em jogo”, declarou.

Ele também descreveu as circunstâncias da pregação: “Realizamos um pequeno culto ao ar livre em um domingo, perto de um hospital. Não fizemos qualquer menção à questão do aborto. Mesmo assim, os promotores dizem que a lei das zonas de segurança é tão abrangente que realizar nosso culto de domingo foi um crime”, afirmou.

Ao comentar a situação, Johnston mencionou o apoio recebido: “É uma situação difícil, mas somos amparados pelas orações do povo de Deus e nos aproximamos de Cristo em busca de ajuda e força. Cristo é a coisa mais preciosa do mundo para nós, e é por isso que fazemos questão de falar d’Ele nas ruas e estradas desta terra que amamos”, disse, de acordo com o The Christian Post.

O caso também foi citado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, que classificou a situação como “preocupante” e informou que acompanha os desdobramentos. Em declaração à imprensa, um porta-voz afirmou que “os Estados Unidos ainda estão monitorando muitos casos de zonas de segurança no Reino Unido, bem como outros atos de censura em toda a Europa”.

Ao mencionar outro episódio, envolvendo Isabel Vaughan-Spruce, o porta-voz acrescentou: “A perseguição do Reino Unido à oração silenciosa representa não apenas uma violação flagrante do direito fundamental à liberdade de expressão e à liberdade religiosa, mas também um afastamento preocupante dos valores compartilhados que deveriam fundamentar as relações entre os EUA e o Reino Unido”.

Mendonça lamenta rejeição a Messias; Jornal vê ação de Moraes

O ministro André Mendonça lamentou a decisão do Senado em rejeitar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal em publicação nas redes sociais. Em resposta, um jornalista destacou que a conduta do indicado de Lula (PT) tem um histórico progressista.

“Respeito a decisão do Senado, mas não posso deixar de externar minha opinião. O Brasil perde a oportunidade de ter um grande ministro do Supremo. Messias é um homem de caráter, íntegro e que preenche os requisitos constitucionais para ser ministro do STF”, escreveu Mendonça no X.

Segundo o ministro, sua solidariedade foi expressa em público por uma questão de amizade: “Amigo verdadeiro não está presente nas festas; está presente nos momentos difíceis. Messias, saia dessa batalha de cabeça erguida. Você combateu o bom combate!

Deus o abençoe! Deus abençoe nosso Brasil!”, concluiu.

Em resposta, o jornalista Eli Vieira relembrou algumas das ações polêmicas de Jorge Messias enquanto advogado-geral da União: “Ele aprovou matar bebês de 22 semanas de gestação com uma agulha injetando solução salina no coração. Ele criou um Ministério da Verdade na AGU e perseguiu jornalistas, incluindo meu colega americano Michael Shellenberger”, protestou.

Em seguida, Vieira cobrou agilidade nas investigações que Mendonça tem conduzido: “Vá condenar seus colegas de STF pelas conexões com o Master”.

Trama

A jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, informou que a rejeição do Senado a Jorge Messias foi articulada pelo ministro Alexandre de Moraes, como forma de rivalizar com o ministro André Mendonça:

A jornalista disse ter apurado junto a seis fontes ligadas ao STF, Congresso e outros atores políticos e jurídicos que “o ministro Alexandre de Moraes se engajou para fortalecer a articulação do senador Davi Alcolumbre contra Jorge Messias”.

A estratégia teria incluído o envio de emissários para influenciar senadores com processos no Supremo ou vínculos com aliados do ministro, reforçando a campanha por votos “não” e contribuindo para a derrota que também representou revés para André Mendonça.

Ele aprovou matar bebês de 22 semanas de gestação com uma agulha injetando solução salina no coração. Ele criou um Ministério da Verdade na AGU e perseguiu jornalistas, incluindo meu colega americano @shellenberger. Vá condenar seus colegas de STF pelas conexões com o Master.

— Eli Vieira (@elivieira) April 30, 2026

Luiza Possi testemunha conversão ao Evangelho no ‘Mais Você’

A cantora Luiza Possi participou do programa Mais Você, da TV Globo, e relatou detalhes de sua conversão ao cristianismo. Ela afirmou que a decisão ocorreu em julho de 2024 e destacou que as principais mudanças aconteceram no âmbito interno.

A artista informou que não cresceu em um lar cristão e iniciou sua caminhada espiritual ao lado do marido, Cris Gomes. Segundo ela, a busca por Deus sempre esteve presente em sua vida e em sua casa, até que vivenciou um encontro que descreveu como marcante.

“Eu e meu marido, numa busca; a gente sempre buscou muito por Deus na nossa vida, na nossa casa, até que a gente chegou nesse ser maravilhoso e apaixonante que é Jesus. E com toda a intensidade do mundo”, declarou no programa exibido na terça-feira, 28 de abril.

Durante a entrevista, Luiza afirmou que a experiência não alterou sua essência, mas trouxe mudanças internas. “O que mais mudou, Ana, de verdade, são mudanças muito mais internas do que externas”, disse. Ela acrescentou que a percepção de terceiros nem sempre corresponde à realidade. “É tão bom poder falar isso, porque as pessoas tendem a achar que você vira um alien. Não, gente, é a mesma pessoa. A mesma pessoa, mas, graças a Deus, posso dizer isso, muito melhor”, afirmou.

A cantora também abordou a ideia de que a fé não é apenas uma escolha individual. “Não é a gente que escolhe, a gente é escolhido. E tem gente que quer muito conhecer e talvez não tenha sido alcançada ainda. E eu sinto, sei, posso afirmar que fui alcançada por Jesus e que hoje Ele é o centro da minha casa, da minha família, dos meus filhos”, declarou, ao comentar a influência da fé na criação dos filhos.

Ao explicar o que entende por conversão, Luiza destacou o conceito de “consciência do perdão”. “O que é se converter? É você ter a consciência de que pode se arrepender de coisas que fez, no sentido de não se culpar, mas pedir perdão por isso. Que há um Redentor, um Salvador, e que você não está sozinha nunca mais na vida, que tenha alguém por você”, afirmou.

Ela também mencionou sentimentos de solidão e insegurança como experiências comuns. “Eu sinto que o grande problema de todos nós é, em algum momento, se sentir abandonado, se sentir sozinho, sem força, sem ter como continuar, pensando em desistir às vezes da vida, do trabalho, de uma relação. E, quando você tem esse encontro com Jesus, você sabe que você tem alguém ali por você”, disse. A cantora acrescentou que, mesmo diante de dificuldades, sua fé contribui para uma sensação de amparo.

Sobre o batismo, Luiza afirmou que o momento representou uma mudança significativa. “O batismo muda a vida. Você entende as coisas de outra maneira. Foi muito especial, é uma entrega de coração, de alma e de espírito. Você entende que as coisas não são sobre o seu próprio entendimento, mas são coisas que você aprende através do Espírito”, declarou. Ela relatou ainda que passou a lidar de forma diferente com situações adversas, incluindo maior disposição para perdoar.

Ao final, a cantora afirmou que, apesar das conquistas na carreira, passou a enxergar sua identidade de outra forma. “É o momento em que Jesus me chamou, e eu senti isso muito forte: que era para eu louvar, para estar aqui como uma adoradora hoje e louvar de coração”, concluiu.

Indianos que dizem ser da tribo de Manassés chegam a Israel

Na última quinta-feira (23), um contingente de mais de 250 indianos pertencentes à comunidade Bnei Menashe desembarcou em Israel, dando continuidade a um programa governamental israelense de aliá — termo hebraico que designa a imigração judaica para o país. Conforme a Lei do Retorno de 1950, todo judeu no mundo tem o direito de se estabelecer em Israel.

Esses imigrantes indianos formam o primeiro grupo dos Bnei Menashe a chegar após a decisão do governo israelense de financiar a vinda da comunidade, que vive nos estados de Mizoram e Manipur, no nordeste da Índia. No ano passado, as autoridades aprovaram a aliá dos 6 mil membros restantes do grupo até 2030, operação batizada de “Asas do Amanhecer”.

Os Bnei Menashe afirmam ser descendentes da tribo de Manassés e migram para Israel desde a década de 1990.

Recepção calorosa no aeroporto

No Aeroporto Ben Gurion, os 250 indianos foram recebidos com comemorações por amigos e parentes israelenses que ficaram anos sem vê-los. “Esse homem é como um irmão para mim, não o vejo há nove anos. Éramos vizinhos e estávamos entre os poucos judeus da nossa vila”, declarou Dagan Zolat, que se mudou para Israel em 2006, ao abraçar um dos recém-chegados, em entrevista à AFP.

O ministro da Imigração, Ofir Sofer, esteve presente no aeroporto para recepcionar o grupo de indianos e classificou o momento como histórico. “Este é o começo de uma operação que permitirá que toda a comunidade imigre, 1.200 por ano”, afirmou Sofer à AFP.

Inicialmente, os 250 indianos serão alojados em um centro na cidade de Nof Hagalil, onde já há uma grande comunidade Bnei Menashe estabelecida. De acordo com o Ministério da Aliá e Integração, outros dois voos estão previstos para as próximas duas semanas.

A organização Shavei Israel, que rastreia descendentes das chamadas Tribos Perdidas e auxiliou no processo de imigração da comunidade indiana, informou que cerca de 4 mil Bnei Menashe já imigraram para Israel desde 1990, e aproximadamente 7 mil ainda vivem na Índia.

Segundo a tradição oral dos Bnei Menashe, a comunidade passou por um longo êxodo de séculos pela Pérsia, Afeganistão, Tibete e China, mantendo práticas religiosas judaicas como a circuncisão.

Incentivo à aliá em meio ao antissemitismo global

No ano passado, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, fez um apelo aos judeus ao redor do mundo para que façam aliá diante do aumento do antissemitismo internacional.

“Por que criar seus filhos nesse ambiente? Venham com suas famílias para a terra de nossos antepassados, para o Estado de Israel, onde os judeus ensinaram ao mundo inteiro o que significa autodefesa judaica. Chegou a hora”, incentivou ele, durante um evento em Israel. Com: The Times of Israel.

Presos pela fé, pastores levam Bíblias para indígenas no México

Apesar da violência e da rejeição ao cristianismo, pastores que atuam no México seguem levando esperança a comunidades isoladas por meio da distribuição de Bíblias em áudio. Mesmo tendo sido detidos por causa da fé, eles persistem no serviço a Deus e relatam o impacto transformador das Escrituras na região.

Há aproximadamente 30 anos, o pastor Mariano aceitou Jesus e deu início ao seu ministério em uma comunidade de Zinacantán, no estado de Chiapas, sul do México, enfrentando forte oposição.

Naquela época, ele era o único cristão em sua família. Mesmo assim, decidiu compartilhar o Evangelho com os vizinhos. “Quando começamos, eu estava sozinho”, afirmou ele ao Global Christian Relief.

José, outro pastor que atuava na mesma localidade, também falou sobre a resistência da população ao cristianismo: “Eles não queriam a Palavra de Deus na comunidade. Mesmo que um estrangeiro chegue, eles não o deixam entrar”.

Diante das adversidades, José começou um ministério doméstico em parceria com outros pastores no país. O primeiro culto ocorreu sem incidentes, mas, no domingo seguinte, “a perseguição começou”. Segundo José, oito moradores invadiram o local e levaram ele, Mariano e um terceiro pastor, chamado Antônio, para a prisão.

Atualmente, apesar dos riscos, José permanece na comunidade e continua à frente da igreja que fundou. “Hoje há liberdade”, disse.

Tempos depois, Mariano também fundou uma nova igreja em uma comunidade semelhante. Hoje, sua família inteira segue a Cristo. “Graças a Deus, minha esposa e meus filhos são crentes”, testemunhou.

Bíblias em áudio

Para apoiar o trabalho desses líderes religiosos, a organização Global Christian Relief passou a fornecer Bíblias em áudio para distribuição nas comunidades. Os aparelhos, movidos a energia solar, vêm com cartões de memória que contêm as Escrituras e permitem que pessoas não alfabetizadas tenham acesso à mensagem bíblica.

Além disso, os dispositivos têm sido essenciais para alcançar aqueles que não dominam o espanhol. Em regiões onde predominam línguas indígenas como o tzotzil e o tzeltal, os equipamentos possibilitam que os moradores ouçam a Bíblia em seu próprio idioma — muitas vezes pela primeira vez.

Para José, ouvir as Escrituras na língua materna foi marcante: “Fiquei muito feliz em ouvir a Palavra de Deus em tzotzil”. Ele relatou que entregou os aparelhos a pessoas que “não sabem ler nem falar espanhol”, mas que têm interesse em ouvir a Palavra de Deus.

Mariano demonstrou expectativa quanto aos frutos do Evangelho e destacou o impacto da iniciativa, especialmente entre mulheres analfabetas. “Graças a Deus que me enviaram Bíblias em áudio”, afirmou.

Outro pastor testemunhou que presenteou um homem cego com uma Bíblia em áudio, “para que ele pudesse ouvir a Palavra de Deus”.

Perseguição no México: cartéis e intolerância indígena

Conforme a missão Portas Abertas, a perseguição aos cristãos no México está ligada principalmente à atuação de grupos criminosos e à intolerância em comunidades indígenas.

Em regiões dominadas por cartéis, líderes religiosos e fiéis ficam expostos a ameaças, sequestros e violência, sem proteção efetiva do Estado. Já em áreas indígenas, convertidos ao cristianismo podem sofrer discriminação, multas, expulsão e até prisão por abandonarem as tradições locais.

O México ficou novamente em 30º lugar na Lista Mundial de Vigilância 2026 da Portas Abertas, ranking que avalia a perseguição enfrentada por cristãos em todo o mundo. Com: Guiame.

Igreja Universal celebra casamento coletivo para 17 mil casais

A Igreja Universal do Reino de Deus realiza nesta quinta-feira, 30 de abril, a 16ª edição da Celebração dos Casamentos promovida pela Terapia do Amor. O evento ocorre simultaneamente em unidades da instituição no Brasil e no exterior, reunindo milhares de casais em cerimônias coletivas de oficialização da união.

Segundo a organização, cerca de 17 mil casais participam da edição deste ano. A iniciativa é considerada uma das maiores cerimônias matrimoniais coletivas do país e segue em expansão internacional.

Em 2026, o evento será realizado pela primeira vez em pelo menos 10 países. A proposta, de acordo com a instituição, é permitir que casais formalizem o relacionamento com base em princípios espirituais, independentemente da localização.

Durante a cerimônia, os participantes oficializam a união diante do altar. O ato representa, segundo a organização, o compromisso civil e a aliança espiritual assumida pelos casais.

A programação está distribuída ao longo do dia. A liberação dos espaços para fotos ocorre às 14h, seguida pela assinatura das atas às 15h. A entrada dos noivos está prevista para as 18h.

Às 19h, será realizada uma palestra com Renato Cardoso e Cristiane Cardoso, voltada ao fortalecimento da vida conjugal e à importância do compromisso no casamento.

Segundo informações da revista Comunhão, a assinatura das atas ocorre no Memorial, espaço anexo ao Templo de Salomão. Segundo a instituição, o local faz referência ao cenáculo descrito na Bíblia, associado ao episódio de Pentecostes, quando discípulos firmaram compromisso espiritual.

Cristã lidera tradução da Bíblia para língua de sinais em Cuba

Em Cuba, uma iniciativa inédita está derrubando barreiras de comunicação e levando as Escrituras Sagradas à comunidade surda em sua própria língua. Quem está à frente do projeto é Yaily Valdés, formada em Direito e com experiência em comunicação.

Ela admite que nunca havia tido contato com pessoas surdas antes de se envolver na tradução da Bíblia para a Língua de Sinais Cubana, mas descreve essa jornada como um chamado divino que transformou sua vida.

“Eu não conhecia nenhuma pessoa surda. Não tinha nenhuma ligação com esse universo. E hoje, não consigo imaginar um único dia sem eles”, declarou Yaily ao Notícias Adventistas. Sua entrada no projeto ocorreu de forma inesperada: ela ofereceu suporte jurídico à Sociedade Bíblica Cubana e, em seguida, foi convidada a integrar a equipe de tradução, mesmo com formação em outra área.

“No início, me senti deslocada. Venho da área de comunicação, da mídia, mas Deus me trouxe para cá”, relatou. O que começou como uma experiência nova transformou-se em missão de vida. Ao aprender a língua de sinais cubana, Yaily mergulhou no serviço a um grupo que, segundo ela, “por muitos anos, foi marginalizado e frequentemente invisível”.

Tradução em vídeo para superar desafios de compreensão

Atualmente, Yaily atua como assistente e coordenadora geral do projeto de tradução da Bíblia para a língua de sinais cubana, uma iniciativa que já dura mais de 14 anos. A produção é feita em formato de vídeo: cada trecho é estudado detalhadamente e depois interpretado em sinais, com o objetivo de transmitir o significado completo, não apenas as palavras isoladas.

“Estudamos o texto e depois o expressamos em sinais. Não se trata apenas de traduzir palavras, mas de transmitir o significado”, explicou. O processo enfrenta desafios extras, especialmente porque muitos surdos em Cuba têm acesso limitado ao espanhol. Conceitos bíblicos complexos exigem explicações pormenorizadas para garantir a plena compreensão.

“Para uma pessoa ouvinte, se digo ‘Jesus veio’, ela entende tudo: seu nascimento, sua vida, sua morte. Mas, para uma pessoa surda, preciso explicar cada parte dessa história”, exemplificou Valdés.

A equipe de tradução é composta por dois ouvintes e quatro surdos, garantindo que a mensagem seja fiel às Escrituras e culturalmente relevante. Um marco importante já foi alcançado: a conclusão do Evangelho de Lucas, que resultou em mais de 100 vídeos disponíveis em igrejas e plataformas digitais.

Missão de salvação e capacitação para uma igreja inclusiva

Para Yaily, o projeto vai muito além da tradução. O foco é a salvação da comunidade surda cubana, estimada em mais de 57 mil pessoas, das quais apenas uma pequena parcela conhece o Evangelho. “Eles precisam conhecer Jesus”, ressaltou. Ela também destaca a necessidade de preparar as igrejas locais para acolher esses indivíduos.

“Qual é o sentido de convidá-los se ninguém pode interpretar?”, questionou. Por isso, ela dedica esforços à capacitação de líderes e membros de igrejas, conscientizando sobre a importância e as oportunidades evangelísticas voltadas para os surdos.

“Não estamos apenas conscientizando, estamos desenvolvendo sensibilidade. Infelizmente, ainda há um ministério muito limitado para surdos dentro da igreja”, afirmou.

A tradução da Bíblia para surdos transformou a vida de Yaily e de sua família, e despertou nela o sonho de ver pessoas surdas sendo batizadas. Ela apontou regiões como Guantánamo e Holguín como áreas com comunidades surdas ainda não alcançadas, mas expressa confiança na capacidade da igreja de chegar até elas.

“Eu nasci para isso. Deus nos coloca onde nos capacita. Isso vai além da emoção. É compromisso”, concluiu Yaily Valdés, reforçando seu empenho nesta missão evangelística. Com: Folha Gospel.

Sarah Sheeva diz que até Mozart pode afastar cristãos de Deus

A pastora Sarah Sheeva, de 53 anos, publicou na terça-feira (28) um vídeo em suas redes sociais no qual faz duras críticas à música não religiosa. Segundo ela, cristãos deveriam evitar não apenas canções com letras explícitas, mas também composições instrumentais e até mesmo peças da música clássica, como as de Mozart e Beethoven.

Ex-integrante do grupo SNZ, Sarah Sheeva afirmou que o perigo não está restrito ao conteúdo das letras, mas principalmente ao efeito espiritual das ondas sonoras. “O maior problema de um cristão ouvir música do mundo não é a letra. É algo invisível, que você não percebe. As ondas sonoras entram dentro do teu espírito e da tua alma”, declarou.

Na publicação, a filha da cantora Baby do Brasil defendeu que as músicas seculares têm origem maligna. Segundo ela, o diabo ainda exerce influência sobre a música e utiliza sons para afastar os fiéis de Deus. “A música dele sobe do inferno para perturbar as pessoas e causar-lhes vontades erradas”, afirmou.

A pastora Sarah Sheeva também associou esse tipo de conteúdo musical a problemas emocionais e comportamentais. Para ela, determinadas canções podem estimular tristeza, depressão e até desejos relacionados ao uso de drogas.

“Ele se disfarça através de uma letra bonita, romântica e poética — mas o que entra no teu espírito e na tua alma te traz depressão, tristeza, sofrimento”, disse.

Ao citar nomes consagrados da música erudita, como Mozart e Beethoven, Sarah Sheeva alertou que até mesmo composições clássicas devem ser tratadas com cautela pelos cristãos. “Não subestime o som”, concluiu.

Média de fiéis nos cultos registra maior alta desde a pandemia

A frequência média semanal de cultos atingiu o nível mais alto desde o período anterior às restrições da pandemia de COVID-19, segundo levantamento do Instituto Hartford de Pesquisa Religiosa.

Os dados referentes aos Estados Unidos foram divulgados pelo projeto EPIC (Exploring the Pandemic Impact on Congregations), que apresentou, na última sexta-feira, os resultados mais recentes sobre a participação em cultos religiosos no país.

O estudo se baseou em uma pesquisa com 7.453 congregações de diferentes tradições religiosas, realizada entre setembro e dezembro de 2025, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%, de acordo com o The Christian Post.

De acordo com os pesquisadores, a média de participantes presenciais em 2025 foi de 70 pessoas por culto, acima das 65 registradas antes dos lockdowns de 2020. O número também supera de forma significativa a média de 45 participantes observada durante o período mais crítico da pandemia. O relatório aponta que a frequência vem apresentando crescimento gradual desde aquele período.

Apesar do aumento, os responsáveis pelo estudo destacaram que os dados devem ser analisados com cautela. “A mediana atual de 70 permanece muito abaixo da mediana de 2000, quando a congregação típica atraía 137 frequentadores”, informou o relatório. “Portanto, esse ganho recente deve ser visto dentro da trajetória histórica de declínio, que é muito mais longa”.

O levantamento também identificou variações entre diferentes tradições religiosas. Congregações católicas e ortodoxas apresentaram média de 200 participantes, enquanto igrejas protestantes evangélicas registraram média de 75. Entre protestantes tradicionais, a média foi de 50 pessoas, e outras tradições religiosas apresentaram média de 22 participantes.

A co-investigadora do projeto, Allison Norton, comentou os resultados em comunicado divulgado na semana passada: “O que estamos vendo não é um renascimento, mas sim uma recalibração. As congregações passaram por um período extraordinário de ruptura e, embora tenha levado algum tempo, muitas saíram dele com maior clareza sobre quem são e qual é o seu chamado. Isso está se refletindo nos dados de maneiras verdadeiramente encorajadoras”.

Relatórios recentes indicam que a queda na prática religiosa no país pode estar desacelerando, mesmo com o crescimento do número de pessoas sem religião. Em janeiro, a Lifeway Research divulgou uma análise baseada no estudo “Religious Landscape Study”, do Pew Research Center.

Segundo a análise, adultos mais jovens apresentaram leve aumento na prática religiosa em comparação com grupos etários um pouco mais velhos, embora ainda abaixo dos níveis observados entre pessoas mais velhas. O redator sênior Aaron Earls comentou os dados: “Os adultos mais jovens têm uma probabilidade ligeiramente maior de incluir novos convertidos ao cristianismo e uma probabilidade menor de incluir aqueles que abandonaram a fé”, afirmou.

“Mais uma vez, as conclusões não oferecem um panorama simples da religião nos Estados Unidos ou entre os jovens adultos. Há motivos para otimismo e para preocupação”, concluiu.

Magno Malta sofre mal-súbito e é internado às pressas em Brasília

O senador Magno Malta (PL-ES) foi encaminhado ao Hospital DF Star, em Brasília, na manhã desta quinta-feira, 30 de abril, após apresentar um mal-estar súbito. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) informou que recebeu detalhes da assessoria de Malta, e que se tratou de um episódio de fácil tratamento.

Os assessores, usando as redes sociais, informaram que Malta sofreu uma baixa de pressão e foi levado para avaliação médica. Mesmo durante o atendimento, Malta gravou um vídeo para relatar o ocorrido.

Segundo ele, o episódio aconteceu enquanto concedia uma entrevista: “Eu fiquei tonto e apaguei. Estou aqui no hospital agora, devia estar no Plenário, mas acabei de fazer a tomografia, acabei de [passar por] um exame muito importante. Graças a Deus estou bem, queria estar no Plenário, me pronunciar, hoje é um dia muito importante, tem a ver com justiça, tem a ver com a liberdade do nosso povo”, afirmou.

O senador também comentou sua interpretação sobre o episódio. “[É] uma luta espiritual que nós estamos vivendo e foi exatamente esse ataque que eu tive outras vezes aí dentro do próprio Senado, nessa luta espiritual. Há muitos ataques, há muita coisa feita contra aqueles que estão lutando, mas eu quero dizer para vocês que orem por mim, continuem orando por mim”, declarou.

A assessoria informou que o parlamentar permanece em observação, com quadro clínico estável e sem sinais de complicações. A equipe acrescentou que ele cumpriu uma agenda intensa nos últimos dias no Congresso.

Nos dias anteriores, Malta participou de discussões relacionadas à sabatina de Jorge Messias, indicado por Lula (PT) ao Supremo Tribunal Federal. A indicação foi rejeitada pelo Parlamento na quarta-feira, 29 de abril, por 42 votos contrários e 34 favoráveis. O senador também atuou nas articulações sobre a análise do veto presidencial ao chamado PL da Dosimetria, prevista para esta quinta-feira.