Perseguição no Irã é intensa, mas cristãos driblam espionagem

Autoridades no Irã têm intensificado os esforços para identificar e desarticular redes de cristãos no país. De acordo com Mansour Borji, diretor da organização de direitos humanos Article 18, quando um cristão é preso, os serviços de inteligência ou a Guarda Revolucionária investigam computadores e dispositivos pessoais em busca de contatos.

“O serviço de inteligência ou a Guarda Revolucionária primeiro vasculham o computador de um cristão preso e outros dispositivos para descobrir com quais cristãos ele esteve em contato”, afirmou Borji.

Além da análise de equipamentos, interrogatórios sob ameaça também são utilizados para obter informações. “Às vezes, acontece de cristãos desabarem quando são interrogados. Durante os interrogatórios, suas famílias são ameaçadas, a menos que colaborem. Isso significa que precisam revelar informações sobre outros cristãos”, explicou Borji.

Infiltração em igrejas domésticas

O governo iraniano também treina agentes para se infiltrar em igrejas domésticas. Fingindo interesse pela fé cristã, esses infiltrados obtêm acesso aos grupos e identificam os participantes. A pressão constante leva os líderes a adotar medidas de segurança: novos interessados raramente são convidados diretamente para reuniões. Em vez disso, encontros iniciais ocorrem em pequenos grupos, geralmente em locais públicos.

Um cristão iraniano identificado como Mehrdad (pseudônimo) relatou que pessoas solteiras costumam ser as primeiras a se reunir com novos interessados, evitando expor famílias a riscos. “Tentamos não colocar em risco a vida de quem tem esposa e filhos”, disse. Segundo ele, diversas conversas são realizadas para avaliar a confiabilidade do indivíduo antes de um convite para a igreja doméstica.

Dependência da orientação espiritual

Apesar das estratégias de segurança, líderes cristãos relatam que a vigilância cria um dilema constante. O pastor Iman destacou a importância da oração e da direção divina nesse processo. “Aconteceu várias vezes de detectarmos alguém que queria se infiltrar em nosso grupo, mas percebemos que a pessoa estava apenas repetindo frases que havia decorado e que não tinha um interesse verdadeiro. Deus nos guiou para que reconhecêssemos essas pessoas”, declarou.

Viver sob risco permanente

A ameaça de prisão e tortura acompanha cada encontro. Mehrdad descreveu o clima de insegurança: “Não é como em outros países, onde você pode cantar alto, levantar as mãos e se sentir livre. Vivemos com medo de baterem na porta. Com medo de alguém ouvir. A regra mais importante: crie um plano de fuga para cada reunião. Toda vez que a campainha toca, as pessoas ficam alertas”.

Apesar do risco, cristãos continuam se reunindo em busca de comunhão. Para eles, esses encontros são fonte de força e esperança: “Ver outros cristãos, comparecer diante de Jesus com eles, é como estar na prisão e, de repente, sentir o sol no rosto. Isso nos dá força e esperança e nos lembra que não estamos sozinhos, mas que pertencemos ao corpo de Cristo”, concluiu Mehrdad, conforme informações da Missão Portas Abertas.

Ex-cético, homem é batizado após anos de orações da esposa

Durante um culto de batismo da Igreja Recomeçar em Joaçaba, Santa Catarina, a empreendedora Andrea Richetti viveu o que descreveu como a “realização de um sonho”. Após anos de orações, seu marido, Charles Richetti, que se declarava cético em relação à fé, foi batizado junto com ela nas águas.

De acordo com relatos fornecidos pela própria família e pelo pastor responsável, Andrea converteu-se primeiro ao evangelho de Jesus Cristo. Ela iniciou então um período de orações e jejuns pela conversão do marido, que, segundo seu testemunho, manifestava aversão a ambientes eclesiásticos.

“O Charles tinha aversão à igreja evangélica”, afirmou o pastor Paulo César Rodrigues em publicação nas redes sociais.

O pastor relatou que manteve encontros com Charles, focando na apresentação do que denominou como “o Evangelho simples”. “Nós pregamos o Evangelho simples e falamos o que Jesus falou. Então, aquele cético foi amaciando o coração”, declarou o líder religioso.

A surpresa no batismo

O batismo foi planejado como uma surpresa para Andrea. Inicialmente, apenas ela havia sido anunciada publicamente como candidata ao ritual. Em vídeo gravado durante a cerimônia, o pastor Paulo César Rodrigues, enquanto estava na piscina com Andrea, chegou a dizer:

“Ele [Charles] não veio nesse, mas talvez ele ainda venha. Talvez, em algum momento, Deus vai tocar no coração dele”.

Foi nesse momento que Charles adentrou a piscina, surpreendendo a esposa. O pastor então prosseguiu: “O Charles decidiu por Jesus. E hoje é com muita honra que eu o batizo”. O casal foi batizado simultaneamente, gerando comoção entre os presentes no local.

Em suas declarações, o pastor Paulo César enfatizou a natureza processual da conversão. “Conversão é um processo pessoal, não é da noite para o dia. Continue crendo, orando e acreditando nas pessoas”, disse, dirigindo-se a outras pessoas que, segundo ele, estariam em situação semelhante.

Andrea Richetti, em seu testemunho, atribuiu o evento à sua fé: “Ele é o Deus que faz infinitamente mais do que pedimos ou pensamos. A Ele a glória para todos sempre! Para quem tem fé, não existe sorte, existe Deus. Para quem crê, não existe impossível, só milagres”.

Um mês após o ocorrido, Andrea reafirmou sua crença na eficácia da prática religiosa: “Jejum, joelhos no chão e oração fazem milagres e eu posso testemunhar”.

‘Em Minha Própria Casa + Vaso Novo’: Isaias Saad e Fhop Music

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O cantor Isaias Saad e o ministério fhop music lançaram, pela primeira vez em parceria, o medley “Em Minha Própria Casa + Vaso Novo”, terceiro single do álbum “Altar Invisível”, gravado ao vivo. O projeto já havia apresentado as faixas “Santo”, com participação de Sued Silva, e “Anseio”, em colaboração com Morada. Somados, Saad e fhop music reúnem mais de 13 milhões de ouvintes e seguidores mensais nas plataformas digitais.

A produção musical e os arranjos ficaram sob responsabilidade de Everson Menezes. A composição contou com a colaboração de Alan Santos, Emi Sousa, Gabriel Bulian, Gabriela Duarte, Herison André, Kleiton Antunes, Simone Lima, Vitor Corrêa e Nilton Tuller.

Gabriela Laranjo, líder de louvor do fhop music, explicou o conceito do medley: “Na hora de compor essa canção, nós quisemos trazer uma perspectiva do irmão do filho pródigo, que estava na casa do pai, mas que também precisava da misericórdia e era alvo da graça do Senhor. As canções desse projeto são muito bíblicas e cremos que elas vão edificar muitos corações”.

Isaias Saad relatou que a canção se conecta a uma experiência pessoal marcada por ruptura e dor vividas há cerca de dois anos e meio: “Assim como o irmão do filho pródigo, fiquei preso à minha ferida, alimentando uma sensação de injustiça, me sentindo perdido na casa do meu próprio Pai. Nunca vou me esquecer do dia em que a Emi Sousa me ligou e disse que escreveram uma canção que tinha a ver com o que eu estava vivendo. Desliguei o telefone, dei play na música e chorei sem parar. Deus usou a Emi e essa canção como parte do processo de cura que Ele já estava escrevendo em minha história”, declarou.

O videoclipe da faixa, dirigido por Guilherme Massone, Hananiel Eduardo e Alek Lemes, foi disponibilizado no canal oficial de Isaias Saad no YouTube.

Ao refletir sobre a mensagem transmitida pelo medley, Saad concluiu: “Essa graça me encontrou, me quebrou, me transformou e tem me moldado em um vaso novo. Hoje, compreendo que o Pai não ama menos o filho que ficou, nem mais o filho que voltou. Ele ama ambos com a mesma intensidade, e esse amor é a chave que nos liberta da dor, do orgulho e da sensação de orfandade. Ele nos dá redenção pelo Seu sangue derramado, e por Sua obra em nós seremos completos”.

Músicas de Taylor Swift ‘celebram pecado explicitamente’, diz ator

O ator cristão Kirk Cameron, de 54 anos, conhecido por sua atuação na série Tudo em Família e seu papel nos primeiros filmes da saga Deixados para Trás, fez um alerta sobre a influência cultural da cantora Taylor Swift. Em mensagem divulgada no Instagram, Cameron afirmou que a artista “zomba de Deus, normaliza o pecado, glorifica a luxúria e a rebelião”.

Em sua visão, as músicas de Taylor Swift é uma forma reversa de “discipulado” para jovens: “O que acontece quando uma estrela pop bilionária lança um álbum com uma arte provocativa, letras que zombam de Deus, glorificam a rebelião e celebram o pecado explícito? Você tem o sermão mais poderoso que a juventude americana ouvirá este ano”, disse Cameron.

Segundo ele, as músicas de Swift “não são apenas música” e “isso é discipulado”. O ator também observou que muitos jovens acabam recebendo da cantora um tipo de orientação que deveria vir dos pais.

As declarações ocorreram poucos dias após Swift, de 35 anos, anunciar em suas redes sociais o noivado com o jogador da NFL Travis Kelce. Na publicação feita em 26 de agosto, ela escreveu: “Seu professor de inglês e seu professor de educação física vão se casar”, mensagem que recebeu mais de 30 milhões de curtidas.

Ex-médium aponta práticas de Nova Era

A ex-médium Jenn Nizza, que atualmente apresenta o podcast Ex-Psychic Saved, também se manifestou sobre a influência da cantora. Em vídeo publicado nas redes sociais, Nizza afirmou que Swift “está promovendo uma prática da Nova Era que você talvez não conheça” e disse que se referia à numerologia.

“Você acredita que os números lhe darão conhecimento oculto, que você recorrerá aos números em busca de insights, sabedoria e possível comunicação, até mesmo com espíritos”, declarou. Ela citou a conhecida ligação de Swift com o número 13, mencionado pela cantora em entrevistas, incluindo uma de 2020 com Jimmy Kimmel, e em conversas recentes em podcasts com Travis e Jason Kelce.

Nizza classificou a numerologia como “adivinhação cotidiana” e acrescentou: “A adivinhação cotidiana é demoníaca. Leva à opressão demoníaca. Ela está poluindo a mente das massas com práticas de adivinhação. Essa é a agenda de Satanás e seus asseclas que a estão influenciando”.

Outras críticas anteriores

Em 2024, após o lançamento do álbum The Tortured Poets Department, Swift também foi alvo de críticas de líderes cristãos. Algumas músicas foram apontadas como sacrílegas, entre elas Guilty As Sin, na qual a cantora menciona: “E se eu rolar a pedra para longe?/ Eles vão me crucificar de qualquer jeito/ E se a maneira como você me segura for, na verdade, sagrada”.

O ex-integrante do grupo Boyzone, Shane Lynch, declarou à imprensa britânica que os shows da cantora envolvem “práticas demoníacas” e “rituais satânicos”. Segundo ele, “a música se conecta às suas emoções. Ela tem uma conexão com o seu espírito e com o que você sente. É por isso que parei de ouvir esse tipo de música, porque não combina com o meu espírito”.

Reações no meio evangélico

Shane Pruitt, diretor nacional da Próxima Geração do Conselho de Missões Norte-Americanas da Convenção Batista do Sul, também se manifestou sobre o tema. Em publicação recente, ele destacou: “Definitivamente não sou o pastor ou pai que defende a postura de ‘nada de música secular’. No entanto, há uma diferença entre ser secular e ser anticristo”.

Pruitt afirmou que já ouviu as músicas de Swift, mas considera que “agora é hora de reconsiderar”. Ele questionou: “Como cristãos, cheios do Espírito, deveríamos nos entreter, cantar e expor nossos filhos a letras que não são apenas diferentes do que você acredita, mas que na verdade zombam do que você acredita?”.

Mulheres sofrem maior risco de depressão após aborto, diz estudo

Um estudo publicado em julho pelo Journal of Psychiatric Research indicou que mulheres que passaram por abortos induzidos enfrentam risco mais elevado de hospitalização por problemas de saúde mental quando comparadas às que levaram a gravidez até o fim. A pesquisa, intitulada “Aborto induzido e implicações para a saúde mental de longo prazo: um estudo de coorte de 1,2 milhão de gestações”, foi conduzida por pesquisadores do Centro de Pesquisa Hospitalar da Universidade de Montreal, da Universidade de Sherbrooke e da Universidade McGill.

Detalhes do estudo

O levantamento analisou 28.721 abortos induzidos e cerca de 1,22 milhão de nascimentos registrados em hospitais de Quebec, no Canadá, entre 2006 e 2022. As mulheres foram acompanhadas após a gravidez para verificar hospitalizações relacionadas à saúde mental e avaliar possíveis vínculos com o aborto.

Segundo os autores, “o aborto está associado a um risco aumentado de hospitalização relacionada à saúde mental a longo prazo, mas a associação enfraquece com o tempo”. O relatório destacou taxas mais altas de transtornos ligados ao uso de substâncias e tentativas de suicídio entre mulheres que fizeram aborto em comparação às demais. O risco se mostrou mais acentuado em pacientes com histórico prévio de doenças mentais ou com menos de 25 anos de idade.

Repercussão

David Reardon, diretor do Elliot Institute, organização pró-vida, afirmou em comunicado que o estudo reforça evidências já observadas: “Este é o mais recente de uma série de estudos baseados em registros que não sofrem de nenhum viés de autoseleção ou memória. Além disso, os autores controlaram totalmente o histórico de saúde mental das mulheres antes e depois dos abortos”, disse.

Ele acrescentou que “problemas anteriores de saúde mental aumentam claramente o risco de o aborto agravar uma crise psiquiátrica, mas também há riscos elevados para mulheres sem problemas anteriores”. Reardon ressaltou ainda que, embora seja difícil determinar se o aborto pode ser a única causa, é “ridículo afirmar que o aborto nunca contribui para problemas de saúde mental”.

Em 2023, a revista BMC Psychiatry publicou uma análise de 15 artigos que mostrou que, em média, 34,5% das mulheres no mundo que fizeram aborto relataram depressão. “Concluindo, observou-se que a ocorrência de depressão pós-aborto é generalizada em todo o mundo”, registrou o estudo.

De acordo com o The Christian Post, os pesquisadores recomendaram que profissionais de saúde priorizem o aconselhamento, o cuidado e o apoio emocional após o procedimento.

Menina diz que orou durante ataque a escola cristã nos EUA

Alunos que sobreviveram ao atentado na escola no sul de Minneapolis relataram os momentos de terror que viveram na manhã da última quarta-feira, 27 de agosto, quando dois alunos e o agressor, Robin Westman, de 23 anos, morreram.

O ataque ocorreu por volta das 8h30, quando Westman, armado com um rifle, uma espingarda e uma pistola, disparou contra as janelas da igreja, que também abriga uma escola.

Dois alunos — um de 8 anos e outro de 10 — morreram no local. Outras 14 crianças e 3 adultos foram hospitalizados com diferentes graus de ferimentos.

Sobreviventes

Alunos que escaparam dos disparos descreveram momentos de pânico. Clarissa Garcia, do 5º ano, disse ao portal KSTP: “Eu estava na igreja e ouvi algo muito alto. Pensei que fossem fogos de artifício na igreja, mas aí vi o tiroteio”. Levadas por professores, ela e colegas se abrigaram em uma sala no andar de baixo. “Eu estava orando para que todos pudessem ficar seguros e ninguém fizesse isso de novo”, relatou.

Outro estudante, Weston, de 10 anos, estava próximo aos vitrais atingidos pelos disparos. Ele contou que a pólvora chegou a atingir seu pescoço. “Fiquei com muito medo por ele [um amigo baleado nas costas], mas acho que agora ele está bem”, disse.

Após o local ser considerado seguro, alunos foram encaminhados a um ponto de encontro organizado pela polícia para reencontrar familiares. Suzanne Garcia, mãe de Clarissa, afirmou: “Louvado seja Deus”, ao confirmar que a filha estava ilesa. A estudante acrescentou: “Eu me senti muito segura. Como se meu anjo da guarda estivesse comigo, Deus estava comigo. E eu abracei a minha mãe o mais forte que pude”.

Reação das autoridades

Em coletiva de imprensa, o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, anunciou a criação de um centro de recursos familiares para apoiar os pais e alunos da Escola Católica Anunciação.

O diretor do FBI, Kash Patel, informou que a investigação trata o caso como terrorismo doméstico e crime de ódio contra católicos. Segundo autoridades locais, o ataque foi premeditado. Horas antes, Westman havia publicado vídeos no YouTube com um manifesto, mensagens codificadas e referências ao massacre de Sandy Hook, ocorrido em 2012 em Connecticut.

Motivação e evidências

Entre os materiais apreendidos estavam carregadores de munição com frases como “matar Donald Trump” e “Onde está o seu Deus?”. A última, segundo investigadores, foi considerada um elemento simbólico da ação em um ambiente religioso.

A página cristã Bible Verse comentou em nota: “Foi um ataque espiritual, zombando do Todo-Poderoso justamente no lugar onde crianças foram para adorar”. O caso segue sob apuração, com ênfase em possíveis conexões entre motivações religiosas, ideológicas e psicológicas do agressor.

The Send terá edição simultânea em 5 regiões do Brasil em 2026

O movimento missionário The Send anunciou que realizará, em 31 de janeiro de 2026, um encontro simultâneo em todas as regiões do Brasil. Cinco estádios foram escolhidos para sediar o evento, que tem como propósito despertar uma nova geração para o envio missionário.

Na região Norte, a programação ocorrerá no Estádio do Mangueirão, em Belém (PA). No Nordeste, o local escolhido foi a Arena de Pernambuco, em Recife (PE). Já no Centro-Oeste, o evento será sediado no Estádio Serra Dourada, em Goiânia (GO). No Sudeste, a concentração será na Arena MRV, em Belo Horizonte (MG), e no Sul, na Arena da Baixada, em Curitiba (PR).

“Todas as cinco regiões do Brasil reunidas. Este dia não é apenas sobre ajuntamento de pessoas. É sobre uma geração inteira voltando à essência do Evangelho em arrependimento”, declarou o The Send em postagem no Instagram, no dia 27 de agosto. Em seguida, acrescentou: “É sobre um clamor nacional pelo empoderamento do Espírito Santo para o cumprimento da Grande Comissão”.

As inscrições para os encontros em Goiânia e Curitiba serão abertas neste sábado, 30 de agosto, ao meio-dia, no site oficial do The Send Brasil. As vagas para Belo Horizonte, Belém e Recife já estão disponíveis na plataforma.

O The Send está em sua segunda edição no Brasil. Segundo os organizadores, o objetivo é conclamar os jovens ao compromisso com a oração, o jejum e a pregação do Evangelho. “Não se trata apenas de encher estádios – é sobre carregar o Evangelho onde ele ainda não chegou. É o momento de voltar ao Evangelho, acreditamos em uma geração que através da Palavra é transformada, que se compromete em jejum e oração para ver transformação, que vai para cumprir a missão de pregar até os confins da terra”, afirmou a missão em nota, de acordo com o portal Guia-me.

Ainda de acordo com a organização: “Hoje, uma nova geração precisa ouvir. Eles estão nas escolas, universidades, no mercado de trabalho, nas ruas e nas nações”.

Histórico do evento

A primeira edição do The Send no Brasil aconteceu em fevereiro de 2020, reunindo cerca de 160 mil pessoas em três estádios. Na ocasião, 7.050 pessoas confessaram publicamente sua fé em Jesus Cristo, enquanto 13.910 jovens decidiram ser treinados para atuar como missionários no Brasil e no exterior.

O encontro é realizado de forma colaborativa por diferentes ministérios, entre eles Dunamis, JOCUM, CfaN, Circuit Riders, Lou Engle, Lifestyle Christianity e Jesus Image. O foco é a mobilização evangelística e missionária, com ênfase na oração e no avivamento espiritual.

A primeira edição do The Send no mundo ocorreu em fevereiro de 2019, em Orlando (EUA). O Brasil esteve representado pelo movimento Dunamis, liderado pelo pastor Téo Hayashi, que marcou o encontro com a declaração: “Chegou a nossa hora, Brasil!”.

Pyongyang: da “Jerusalém do Oriente” ao símbolo de perseguição

Antes de se consolidar como capital de um dos regimes ditatoriais mais fechados do mundo, Pyongyang, na Coreia do Norte, era reconhecida como a “Jerusalém do Oriente”. O fato histórico foi resgatado pela jornalista Adriana Bernardo em um artigo publicado recentemente.

No final do século XIX, a cidade de Pyongyang era um vibrante centro cristão, com missões protestantes estabelecidas por missionários presbiterianos e metodistas dos Estados Unidos, Canadá e Austrália, autorizados pela então dinastia Joseon.

Entre 1901 e 1907, Pyongyang viveu um período de intensa atividade religiosa. O missionário Samuel Moffett fundou o Seminário Teológico Presbiteriano da cidade, e o “Avivamento de Pyongyang” de 1907 reuniu centenas de fiéis em manifestações públicas de fé. Na época, dois terços dos cristãos coreanos residiam na região norte, e a cidade se distinguia pela concentração de igrejas, escolas e instituições missionárias.

Mudança

A ocupação japonesa (1910-1945) e a Guerra da Coreia (1950-1953) alteraram drasticamente o cenário anterior. Com a ascensão do regime comunista liderado por Kim Il-Sung, iniciou-se uma repressão sistemática às práticas religiosas.

Igrejas foram fechadas, missioniros expulsos e o cristianismo passou a ser considerado uma ameaça ao Estado. A narrativa oficial foi reescrita para elevar Kim Il-Sung a objeto de culto, apagando progressivamente a história cristã da região.

Em janeiro de 2024, Kim Jong-un anunciou o abandono oficial da política de reunificação com a Coreia do Sul. O Arco da Reunificação, construído em 2001, foi demolido, e referências ao termo “reunificação” foram removidas de materiais públicos e estações de metrô.

Especialistas e organizações internacionais classificam a Coreia do Norte como um regime totalitário, baseando-se em evidências como: o domínio exclusivo do Partido dos Trabalhadores; o culto à personalidade da dinastia Kim; o controle estatal da mídia; a existência documentada de campos de trabalho forçado e punições coletivas; e a supressão sistemática da liberdade religiosa.

Apesar do contexto repressivo, vestígios de prática religiosa permanecem. A Changchung Cathedral (católica) e a Igreja Ortodoxa da Trindade Vivificante operam sob rigoroso controle estatal, com presença limitada de clero estrangeiro. Em 1992, o evangelista Billy Graham visitou Pyongyang, em uma iniciativa que reacendeu temporariamente a memória histórica da cidade.

Organizações cristãs internacionais continuam a monitorar a situação religiosa no país, lembrando que a identidade espiritual que outrora caracterizou Pyongyang como a “Jerusalém do Oriente” permanece como parte de sua história não oficial.

Jovens fazem ação evangelística em show de Simone Mendes

Um grupo de jovens da Igreja Renascer em Cristo realizou uma ação evangelística incomum durante o show da cantora Simone Mendes, no Rodeio de Cotia, no último sábado, 23 de março. A iniciativa foi posteriormente compartilhada pela bispa Sonia Hernandes em suas redes sociais.

Os jovens adentraram o evento portando uma placa com a mensagem: “Simone, me deixa subir no palco para declarar o meu amor?”. O pedido chamou a atenção da cantora, que autorizou o líder do grupo, Erick Paz, a subir ao palco.

Ao receber o microfone, Paz iniciou sua fala como se fosse fazer uma declaração romântica, mas rapidamente revelou tratar-se de uma manifestação de fé. “Essa pessoa me aceitou, continua me amando todos os dias, mesmo eu não merecendo. Ela fez uma declaração de amor por mim há 2 mil anos, o nome dela é Jesus Cristo”, declarou.

Em seu discurso, o líder citou passagens bíblicas e afirmou que somente Cristo poderia transformar a vida das pessoas. “Talvez o nosso país esteja passando por dificuldades, a sua família esteja passando por dias difíceis, mas eu quero te dizer que quem pode transformar isso não é um grande político, não é alguém muito rico, o único que pode transformar nossas vidas se chama Jesus Cristo”, prosseguiu.

O público presente reagiu com celulares acesos quando Paz perguntou quem gostaria de receber uma oração. Em seguida, ele conduziu uma prece coletiva com os presentes, afirmando: “Nesta noite, o Senhor vai entrar na tua casa e vai transformar a vida de cada um de vocês”.

Em suas redes sociais, a bispa Sonia Hernandes agradeceu à cantora Simone Mendes pela oportunidade. “Obrigada, Simone! Que Deus continue te abençoando. É disso que o mundo precisa! Essa ousadia está no nosso DNA. O Céu está em festa”, escreveu a líder religiosa.

Igrejas oferecem abrigo e alimentação para cristãos em Gaza

Aproximadamente 600 cristãos permanecem abrigados em duas igrejas na cidade de Gaza, Palestina, apesar dos preparativos do governo israelense para esvaziar a região norte do território e do deslocamento de grande parte da população para o sul.

A informação foi confirmada pela organização Portas Abertas, entidade que oferece apoio financeiro para que essas famílias possam adquirir alimentos e produtos básicos.

De acordo com relatos de cristãos locais, a situação é crítica. “É difícil conseguir comida e muito perigoso sair das igrejas por causa dos bombardeios”, afirmou um palestino cristão que preferiu não ser identificado.

Líderes comunitários relatam que os ataques aéreos israelenses têm ocorrido cada vez mais próximos dos templos religiosos, e quarteirões vizinhos já receberam ordens de evacuação das Forças de Defesa de Israel.

Até o momento, pelo menos 33 cristãos morreram nos conflitos desde que começaram os recentes enfrentamentos. As restrições de movimento foram intensificadas, limitando ainda mais as opções de deslocamento da população. Embora muitas famílias tenham conseguido deixar suas casas em busca de segurança, centenas optaram por permanecer ou não têm para onde ir.

Parceiros locais da Portas Abertas no terreno relatam que a ajuda financeira permite a compra de alimentos em mercados próximos, mas alertam para a incerteza sobre o futuro. “Eles estão com medo porque não sabem o que acontecerá quando a cidade for esvaziada ou se a igreja continuará a ser capaz de prover alimentação”, declarou um colaborador da organização.

A Portas Abertas, que atua em mais de 60 países prestando apoio a cristãos perseguidos, enfatizou que não se posiciona contra nenhuma nacionalidade, governo ou religião. “Somos pró-Jesus Cristo, a favor da paz e defendemos a Igreja Perseguida em todos os lugares”, explicou representante da organização.

A Palestina ocupa atualmente a 62ª posição na Lista de Países em Observação da Portas Abertas, que monitora regiões onde cristãos enfrentam perseguição severa e sistemática.

Organização cristã envia 48 toneladas de alimentos para civis em Gaza

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