Influenciadora critica ida do 3 Palavrinhas ao STF: ‘Decepção’

O canal infantil cristão 3 Palavrinhas, representado por Reinaldo Heleno, esteve presente no encontro “Leis e Likes”, promovido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em Brasília no dia 13 de agosto. A participação no evento resultou em críticas da influenciadora cristã Ingred Silveira.

O ministério, idealizado por Samuel Mizrahy e sua esposa, Ádila Mizrahy, ligados à Lagoinha Orlando Church, chegou a divulgar sua participação nas redes sociais. No entanto, após receber críticas, a publicação foi retirada do ar. O evento contou com apoio do Redes Cordiais e reuniu ministros do STF, representantes de entidades jurídicas e da sociedade civil.

O Encontro no STF

Durante dois dias de programação, os convidados participaram de visita guiada ao Supremo, acompanharam uma sessão no Plenário e participaram de rodas de conversa com os ministros Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, atual presidente da Corte. Em sua fala, Barroso destacou a importância da aproximação entre influenciadores e magistrados.

“Cidadãos bem informados sobre o funcionamento da Suprema Corte ajudam a impedir a disseminação de mentiras e teorias conspiratórias, tão comuns nos tempos atuais”, declarou o ministro.

As Críticas

A presença do 3 Palavrinhas no evento foi alvo de reprovação por parte da influenciadora evangélica Ingred Silveira, que possui mais de 550 mil seguidores no Instagram. Em um vídeo, ela questionou a aproximação do canal com o STF:

“Quando você pensa que já viu de tudo, que nada mais vai te surpreender. 3 Palavrinhas no STF. […] Um canal cristão que ensina musiquinhas cristãs falando sobre Jesus pra crianças. O STF que já prendeu opositores, impediu a livre expressão, ainda é acusado de violar direitos humanos, agora tenta posar de defensor da democracia, fazendo um evento falando sobre a liberdade de expressão”, afirmou.

A influenciadora classificou a participação como “decepção” e argumentou que a iniciativa compromete os princípios do projeto cristão.

“A jogada tá sendo clara, usar um canal cristão infantil pra passar pano pra própria imagem. Mas só que a minha maior decepção foi essa aqui. O canal Três Palavrinhas, que diz ensinar sobre Jesus para as crianças, aceitou estar lado a lado com quem persegue cristãos, conservadores e opositores políticos, inclusive prende. Um canal que carrega o nome de Cristo, deveria ser o primeiro a dizer não pra um convite desse tipo”.

Ingred ainda citou uma passagem bíblica para justificar sua crítica:

“Em Efésios 5.11, vai dizer pra não nos associarmos às obras das trevas, mas pra gente denunciar isso. Quando um projeto cristão se presta esse papel, ele não está sendo luz pro mundo, está servindo de vitrine para um sistema que luta justamente contra os valores que diz defender. E isso não é evangelismo, é traição de princípios. Cristianismo não é sobre se aliar ao poder pra ganhar relevância, é sobre permanecer fiel à verdade, mesmo que isso custe caro”.

Em vídeo, ex-homossexual conta como mudou após seguir a Jesus

O ex-homossexual Wesllen Trintin, um cabeleireiro de 25 anos, compartilhou publicamente um relato pessoal sobre sua trajetória religiosa. Em um vídeo divulgado em suas redes sociais, ele mostrou uma foto de nove anos atrás, na qual aparecia maquiado, e afirmou que a imagem representava quem ele era no passado.

Em seu depoimento, Trintin declarou que acreditava não ser possível abandonar a homossexualidade, mas que sua perspectiva mudou após uma experiência religiosa. “Eu entendi que Ele tinha algo muito maior para mim. Eu deixei quem eu era para viver o que Deus me chamou para ser”, relatou.

O ex-homossexual descreveu o processo de transformação como desafiador, mas significativo: “Renunciar os nossos desejos nem sempre é fácil, mas seguir a Jesus vale cada lágrima, cada luta e cada escolha difícil”.

Trintin afirmou que, durante anos, associou sua identidade a seus desejos, mas que sua interpretação das escrituras religiosas o levou a uma reconceituação de si mesmo, seguindo o exemplo de outros ex-gays que ressignificaram radicalmente as suas vidas.

“A Palavra de Deus me mostrou quem realmente eu sou”, disse ele em um vídeo divulgado nas redes sociais. “E com toda certeza, hoje a minha identidade está no Filho de Deus, Jesus Cristo.”

Seu testemunho gerou tanto apoio quanto questionamentos. Ele mencionou ter recebido acusações de que teria passado por “lavagem cerebral”. Em resposta, esclareceu: “Eu não deixei de ser quem eu era por medo ou por pressão. Eu deixei porque eu encontrei algo muito maior”.

O cabeleireiro finalizou sua mensagem com um encorajamento a outros que possam estar em situação semelhante, querendo abandonar as práticas homossexuais. “O mesmo amor que me transformou pode transformar você também. Se hoje você deseja sair dessa vida, saiba que você não está sozinho”.

Profeta: entidade derrotada por Elias possuiu Alexandre de Moraes

O profeta Ricardo Dias, conhecido como Rico Dias, publicou em suas redes sociais um vídeo em que associa a atual conjuntura política do Brasil a um principado das trevas chamado Leviatã. Segundo ele, a entidade estaria atuando nos bastidores do poder e teria ligação com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

No vídeo, Ricardo Dias afirmou que os acontecimentos não podem ser analisados apenas sob a ótica política, mas também espiritual. Ele explicou que Leviatã representa “soberba, confusão e orgulho” e que tais características estariam refletidas em decisões do Judiciário.

Para contextualizar, o religioso citou a narrativa bíblica do profeta Elias contra os 450 profetas de Baal, no Monte Carmelo, episódio datado por volta de 870 a.C.. De acordo com sua interpretação, da derrota de Baal surgiram quatro principados malignos: Baal-Zebube, Astaroth, Asherah e Leviatã. “É esse último que tem se manifestado hoje”, declarou.

Em outro trecho, Ricardo Dias detalhou como, em sua visão, Leviatã influencia as instituições brasileiras:

“Vou te revelar quem está no campo espiritual por trás das ações do ministro Alexandre de Moraes. […] Existe uma trama maligna em operação no Brasil, coordenada por Leviatã, um principado das trevas que foi exposto e derrotado durante o confronto do profeta Elias com os profetas de Baal, nas montanhas de Israel. Esse principado manipulava as autoridades do Reino do Norte, juízes, reis, líderes, conselheiros. E hoje, esse mesmo principado acessou as cadeiras mais altas da República do Brasil, no Executivo, em outras instâncias do poder e, principalmente, no Judiciário Supremo”.

O profeta acrescentou que a entidade seria responsável por influenciar temas como “prisões políticas, censura, silenciamento da verdade, manipulação de narrativas, distorção de leis e repressão ideológica”.

Ainda na gravação, Dias reforçou a convocação para que seus seguidores participem de um ato espiritual coletivo:

“Por isso, eu te convido agora a invocar o Eterno e vamos declarar a queda desse Principado maligno das trevas que tem oprimido, que tem devastado a população brasileira. Leviatã foi lançado por terra e todos aqueles que por ele foram usados em nome de Yeshua”.

Ao final, Ricardo Dias pediu que seus ouvintes emitam um “clamor profético” contra a entidade e contra aqueles que, segundo ele, estariam sendo usados por ela.

Dependência de pornografia: especialista faz alerta sobre igrejas

Sam Black, diretor da Life Change Education for Covenant Eyes e autor cristão, especializado em recuperação de dependência de pornografia, afirmou que o consumo desse conteúdo está afetando significativamente as igrejas.

Em entrevista ao The Christian Post, Black declarou que o problema “mina todos os ministérios da igreja local”, incluindo trabalhos com crianças e aconselhamento de casais.

Dados apresentados por Black indicam que mais de 60% dos homens cristãos e 30% das mulheres que frequentam igrejas relatam lutar contra o vício em pornografia. Apenas 7% das igrejas, no entanto, oferecem recursos ou suporte específico para esse tipo de dependência.

Entre jovens cristãos, os índices também são elevados: 36% dos homens jovens consomem pornografia diariamente. Entre as mulheres de 18 a 35 anos, 73% relataram ter acessado esse tipo de conteúdo nos últimos seis meses, sendo que mais de 25% o fizeram na última semana.

Black destacou a gravidade da exposição atual. “A pornografia não é o que costumava ser. É muito mais acessível, mais extremo e mais violento. E está remodelando a forma como as pessoas pensam sobre sexo, relacionamentos e até mesmo o valor de outro ser humano”, afirmou. Ele citou que 52% dos adolescentes são expostos a conteúdos pornográficos violentos.

Líderes religiosos também são afetados. Estudos apontam que 21% dos pastores de jovens e 14% dos pastores admitem enfrentar essa luta.

Segundo o especialista, três fatores principais contribuem para o vício: exposição precoce na infância, consumo repetido durante a adolescência e trauma emocional não resolvido. Black relatou que foi exposto aos 10 anos e usou o conteúdo como escape para sentimentos de raiva e isolamento.

Uma pesquisa da Universidade de Oklahoma, mencionada por Black, associa o uso de pornografia à redução de práticas espirituais entre cristãos, como oração, leitura bíblica e serviço voluntário. “Ela corrói sua confiança no desígnio de Deus”, explicou, segundo o Christian Post.

Black criticou a falta de preparo das lideranças, afirmando que a maioria dos pastores não recebeu formação sobre o tema em seminários. Ele defendeu a criação de espaços seguros para confissão e oração mútua, citando Tiago 5:16. “Abordar essa questão não drena os recursos de uma igreja; fortalece o Corpo de Cristo”, concluiu.

Evangelista improvisa piscina em carro e batiza novo convertido

Centenas de pessoas participaram de um evento de evangelização nas ruas do centro de Chicago, nos Estados Unidos, no último fim de semana. A ação foi organizada pelo cantor e evangelista Sean Feucht, líder do movimento “Let Us Worship” (Deixe-nos Adorar, em tradução livre).

Os participantes realizaram batismos, orações coletivas e cantaram louvores. Um dos momentos registrados em vídeo mostra o batismo de um homem em uma caçamba de caminhonete adaptada como piscina improvisada.

De acordo com a declaração de Sean Feucht em suas redes sociais, o homem havia “entregado sua vida a Cristo” minutos antes, durante o evento.

A atividade ocorreu sob condições de chuva. Em publicação no Instagram, o evangelista descreveu a cena: “Durante uma tempestade em Chicago esta noite, ele entregou sua vida a Cristo. Ele queria ser batizado como uma demonstração pública de sua fé. Então, nós transformamos a caçamba de uma caminhonete em um batistério na rua”.

O grupo se reuniu especificamente na Daley Plaza, uma praça pública situada em frente ao edifício da prefeitura da cidade. Em declaração reproduzida no local, Feucht afirmou: “Aqui é a Prefeitura, logo atrás de nós o gabinete do prefeito, o centro da autoridade governamental da cidade de Chicago. E aqui estamos nós, exaltando o nome de Jesus”.

O missionário também mencionou dificuldades para obter autorizações formais para o evento, justificando a iniciativa pela necessidade de alcançar pessoas que “nunca foram à igreja”. “É por isso que lutamos tanto, porque acreditamos que o Evangelho é o que pode trazer uma mudança nas cidades da América”, acrescentou.

Durante o ato, foi realizado um momento de oração focado em alunos que retornam às aulas no início do ano letivo americano. Feucht declarou: “Que este seja um ano letivo de avivamento e cheio da presença de Deus”. Ele também convocou pais em toda a América a orarem por suas crianças.

Sean Feucht se identifica como evangelista, músico e ativista. Em seu site oficial, consta que ele fundou vários movimentos globais e foi um crítico vocal das restrições governamentais a cultos religiosos implementadas durante o ano de 2020. Ele viaja com sua família realizando atividades evangelísticas.

Kivitz rejeita ‘fogo consumidor’; Yago reage: ‘Espírito do anticristo’

O ex-pastor presidente da Igreja Batista de Água Branca (IBAB), Ed René Kivitz, voltou a gerar controvérsia no meio evangélico após declarações feitas durante o sermão intitulado “O Deus da minha casa”. Em sua pregação, o líder afirmou não acreditar na condenação eterna conforme descrita na Bíblia e rejeitou a imagem de Deus como “fogo consumidor”, mencionada em Deuteronômio 4 e Hebreus 12.

“Eu não creio no Deus que é fogo consumidor. Deus que condena e que manda pro inferno e queima a gente no inferno. Churrasco humano eterno. Não creio nesse Deus”, declarou. Em seguida, Kivitz usou uma analogia para reforçar seu ponto: “O que você pensaria de um pai, no dia dos pais, que pegasse o seu filho, colocasse num forno a lenha, uma criancinha, e dissesse pra ela: você vai ficar aí pra sempre, pecadora”.

O ex-pastor também comparou o relato bíblico da queda em Gênesis com exemplos do cotidiano: “‘Desobedeceu a mamãe, comeu danone, que ela falou que não era pra comer’. Você imagina isso? Não, você não imagina. Você acredita que Deus faz isso. Só trocou o danone pela maçã. ‘Comeu a maçã, vai pro inferno’. ‘O pastor perguntou se você queria aceitar Jesus como salvador. Não aceitou, vou te colocar na fornalha, porque eu sou fogo consumidor’. Não dá”.

Em sua exposição, Kivitz afirmou que há diferentes imagens de Deus nas Escrituras: “Se você quiser continuar crendo nesse Deus, Deus te abençoe. Você vai encontrar versículos na Bíblia que vão falar desse Deus. Mas você vai encontrar versículos na Bíblia que vão falar o contrário”. Para ele, uma compreensão punitiva de Deus leva a distorções religiosas: “Quem crê num Deus cruel, das duas uma. Ou é cruel e se identifica com ele, ou se torna cruel para imitá-lo. […] Não é esse o Deus e Pai de Jesus Cristo. O Deus e Pai de Jesus, ele se assenta à mesa dos pecadores”.

Antecedentes

Anos atrás, em outro sermão na IBAB, Kivitz já havia comentado sobre acusações de universalismo recebidas após uma série de mensagens em Romanos. Na ocasião, afirmou: “O pessoal está falando na internet que eu sou universalista e eu acho que eu dei brecha mesmo quando expliquei Romanos. Tem uns textos lá de Romanos que dá essa deixa. E eu me agarrei nessa deixa porque eu quero mesmo que todo mundo vá para o céu”.

O pastor acrescentou que sua esperança se baseia em textos bíblicos que falam do desejo divino de salvação universal: “A Bíblia Sagrada diz que Deus quer que todos os homens se salvem. Ah, eu também quero! Eu quero que o inferno esteja vazio. Tenho essa esperança. […] Hoje eu não sei se eu sou, mas que eu gostaria de ser, eu gostaria, porque tem uns crentes que eu acho que eles ficam na bronca porque Deus vai salvar os outros”.

Reação

As falas de Kivitz foram refutadas por Yago Martins, pastor da Igreja Batista Maanaim, que citou Hebreus 12.29 para contrapor a interpretação do ex-presidente da IBAB. “O nosso Deus é fogo consumidor. ‘Yago, eu não concordo com a sua interpretação’. Eu não estou interpretando, eu estou lendo. Deus se revela no Antigo Testamento como fogo consumidor. Deus se revela no Novo Testamento como fogo consumidor”, afirmou.

Em seguida, Martins criticou diretamente Kivitz: “Ed René Kivitz está dizendo, abre aspas: ‘Eu não creio no Deus que é fogo consumidor’. Fecha aspas. O que ele está dizendo? Ele está dizendo que não crê na Bíblia. Ed René Kivitz está, mais uma vez, deixando claro que não crê na Bíblia, que a Bíblia, pra ele, é um ferramental, é um instrumental que ele pode escolher o que é que ele gosta e então rejeitar aquilo que ele não gosta”.

O pastor prosseguiu em tom de reprovação: “Toda vez que o Ed René Kivitz sobe num púlpito com a Bíblia aberta, é o espírito do anticristo que fala pelo meio desse homem. […] Não é porque alguém fala em nome de Deus que ele é bíblico”.

Apesar das críticas, Martins reconheceu a capacidade de comunicação do ex-pastor da IBAB: “Ele se expressa muito bem, eu já falei isso várias vezes. É um comunicador inigualável. Eu conheço quase ninguém no Brasil – se tiver alguém no Brasil – que se comunique com a capacidade desse homem. Mas é uma capacidade, se foi dada por Deus, eu não sei, mas que está sendo usada pelo diabo para ensinar aquilo que é demoníaco”, concluiu.

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Xeque islâmico tem visão de Jesus, se converte e é espancado

Wambuzi Maka Uthman, de 39 anos, até então um xeque islâmico do distrito de Mayuge, no leste de Uganda, relata ter tido uma visão de Jesus Cristo durante uma oração na mesquita municipal no dia 1º de agosto.

De acordo com seu depoimento ao Morning Star News, um homem vestido de branco e cercado por anjos o chamou pelo nome e ordenou que pregasse o arrependimento ao seu povo.

Após o ocorrido, o até então xeque islâmico procurou um pastor da Igreja Elim, que o auxiliou a interpretar a experiência como um chamado de Jesus, referido no Alcorão como ‘Issa’. No dia 4 de agosto, ele começou a compartilhar sua nova fé com a esposa, os seis filhos e vizinhos.

A reação da família foi imediata. Considerando-o mentalmente instável, sua esposa e irmãos tentaram levá-lo a um centro médico em Butabika. Ao insistir que não estava louco e detalhar a visão, Uthman foi agredido violentamente por seu irmão mais velho e outros familiares, resultando em ferimentos no rosto e sangramento.

O xeque conseguiu fugir e foi socorrido por um vizinho cristão, que o levou para receber tratamento no hospital da cidade de Mayuge, onde permaneceu por uma semana.

Enquanto estava hospitalizado, sua esposa mudou-se com os seis filhos para a casa de parentes. Estes, posteriormente, demoliram a casa de Uthman, segundo o Christian Daily.

Seu irmão, Said Isabirye Muhammad, justificou a ação ao Morning Star News: “Não podemos continuar com esse infiel que está nos dizendo coisas sobre Jesus como o Filho de Deus, mas nós o conhecemos apenas como um mensageiro de Alá”.

Uthman, agora um cristão convertido, recebeu alta hospitalar em 11 de agosto e atualmente permanece em local não divulgado por motivos de segurança. A Constituição de Uganda garante liberdade religiosa, incluindo o direito de converter-se. Estima-se que os muçulmanos representem até 12% da população do país, com maior concentração nas regiões orientais.

Para os brasileiros, família e fé são os pilares mais importantes

Um estudo inédito, encomendado pela TV Globo e realizado pelo instituto Quaest, traçou um perfil abrangente dos valores da população brasileira. Intitulado “Brasil no Espelho”, o levantamento ouviu aproximadamente 10 mil pessoas em todos os estados e no Distrito Federal.

Os resultados indicam que a família e a fé são fundamentais para a autoidentificação do brasileiro. Segundo a pesquisa, 96% dos entrevistados classificam a família como o aspecto mais importante de suas vidas. O mesmo percentual declarou que Deus está no comando de sua vida e que a fé é sua principal fonte de esperança para enfrentar desafios.

Em análise ao Fantástico, Felipe Nunes, diretor da Quaest, afirmou que os dados confirmam a força de uma visão conservadora na sociedade. “O brasileiro tem uma visão marcada pelo fatalismo religioso, presente em expressões comuns como ‘graças a Deus’ e ‘vai com Deus’”, declarou Nunes, acrescentando que a média nacional é tradicional tanto em valores sociais quanto econômicos.

Suzana Pamplona, diretora de Pesquisa e Conhecimento da Globo, comentou os resultados. “Há muito mais pontos de união do que de separação entre os brasileiros. Família e fé são pilares que definem a identidade nacional”, afirmou.

O estudo também mensurou o sentimento de patriotismo. Cerca de 85% dos entrevistados disseram sentir orgulho do Brasil. Quando questionados sobre defeitos nacionais, os mais citados foram corrupção e preguiça.

Solidariedade, coragem, alegria, criatividade e otimismo foram apontados como qualidades predominantes do caráter nacional. O esforço pessoal também foi destacado como um valor central.

A centralidade da fé na cultura do país já havia sido apontada por outros levantamentos. Uma pesquisa de 2022, realizada pelo IPESPE em parceria com o Observatório Febraban, indicou que 30% da população considerava a fé o traço mais marcante do Brasil.

O estudo “Brasil no Espelho” reforça que, apesar das diversidades regionais, a identidade nacional se ancora em três eixos principais: fé, família e orgulho nacional.

Maria Marçal faz evangelismo de rua: 'Magoado pela igreja?'

Em uma iniciativa voltada ao acolhimento de fiéis, o produtor de conteúdo Thiago Solrac e a cantora Maria Marçal realizaram uma ação pública de evangelismo na última segunda-feira, o que também acabou chamando atenção das redes sociais.

A atividade consistiu na instalação de uma mesa e dois bancos em uma via pública, acompanhados de um cartaz com a inscrição: “Se você foi magoado pela igreja, sente aqui”. O objetivo, conforme relatado pelos organizadores, foi criar um espaço para diálogo e oração.

Thiago Solrac ocupou um dos bancos, utilizando fones de ouvido. Durante a ação, uma mulher aproximou-se e sentou-se à mesa. Solrac então compartilhou os fones, permitindo que ela escutasse a canção “Cura”, interpretada por Maria Marçal.

A gravação captou a reação emocional da participante durante a audição. Outras pessoas também interagiram com a dupla ao longo do evento.

Posteriormente, Maria Marçal integrou-se à ação, participando de momentos de oração e conversa com os presentes que responderam à iniciativa.

Em suas redes sociais, Thiago Solrac declarou: “Você já foi magoado (a) pela igreja? Entenda: Jesus não é o culpado, Ele é a cura”. Maria Marçal acrescentou: “Quando Ele é o nosso foco, tudo ao redor ganha direção e propósito”.

A música “Cura”, trilha sonora central da ação, foi lançada em 25 de julho de 2023 e é a faixa-título do mais recente projeto audiovisual da artista, gravado em setembro de 2024, na Bahia.

Em publicação no Instagram, Maria Marçal referiu-se à canção como uma “verdadeira oração”, relatando: “Como eu sofri calada todo esse tempo. Deus enviou essa canção na hora certa”. Ela ainda complementou: “Essa canção me ajudou em vários momentos da minha vida e creio que, a partir de hoje, irá ministrar à vida de vocês”.

Maria Marçal é uma artista consolidada no segmento gospel. Seus trabalhos anteriores acumulam visualizações na casa dos bilhões em plataformas digitais, tendo rendido prêmios e reconhecimento na indústria musical, incluindo citações pela publicação norte-americana Billboard. Seu primeiro DVD foi gravado aos 15 anos, em 13 de setembro, em Salvador, Bahia.

Batismo público reúne 46 convertidos em plena rua de Nova Iorque

Em 29 de junho de 2025, a Movement Church realizou um culto de batismo incomum na Rua 24, em Midtown Manhattan, utilizando uma piscina improvisada instalada sobre o asfalto. Durante o evento, 46 pessoas foram batizadas publicamente, enquanto fiéis entoavam louvores e participavam de pregações ao ar livre.

A igreja descreveu o ato como cumprimento da “Grande Comissão” – referência ao mandamento bíblico de evangelização – e registrou no Instagram:

“Dezenas proclamaram corajosamente sua fé em Jesus no coração de Nova Iorque. Toda glória a Deus”. Em comentários, uma participante afirmou: “Dar meu ‘sim’ ao Senhor foi a melhor decisão da minha vida”.

Outra frequentadora defendeu a estratégia: “Cristãos devem sair das igrejas e levar a Palavra às ruas. O mundo está perdido porque a Igreja deixou de ir atrás das almas”.

Contexto evangelístico:

A ação integra uma série de iniciativas públicas de grupos cristãos na cidade:

  • Em 2023, centenas ocuparam a Times Square em evento liderado pelo pastor Mike Signorelli (Igreja V1), com relatos de “curas e libertações”;

  • Ministros como Greg Locke e Jenny Weaver participaram de atividades que incluíram orações coletivas e exposição do Evangelho;

  • No Natal de 2023, painéis digitais da praça exibiram cenas do presépio com textos bíblicos.

Jenny Weaver, ex-praticante de ocultismo convertida ao cristianismo, testemunhou em ocasião anterior, relatando o quanto Deus transformou a sua vida. “Deus me tirou das drogas e do vício. Tenho esperança nEle”.

Embora autoridades não tenham registrado intercorrências, o batismo de rua gerou centenas de compartilhamentos nas redes, servindo também para atingir a vida de pessoas carentes de Deus.

O acontecimento seguiu reacendendo debates sobre expressão religiosa no espaço público. A Movement Church mantém atividades semelhantes desde 2021, com aumento progressivo dos participantes.