Hernandes Dias Lopes dá dicas para identificar risco de suicídio

Os cristãos são chamados a entregar suas vidas para Deus, e a decisão de quando devem morrer pertence somente a Deus. “Não matarás”, mandamento em Ex 20.13, proíbe o homicídio, o suicídio e os pecados vinculados à violência. Esse mandamento atesta que a vida humana é sagrada.

Nas Escrituras, há seis relatos de suicídios: Abimeleque (Jz 9: 54), Saul (1 Sm 31: 4), o escudeiro de Saul (1 Sm 31.4-6), Aitofel (2 Sm 17.23), Zinri (1 Rs 16.18) e Judas (Mt  27.5).

Mas o que determina se um cristão ganha ou não acesso ao céu? O reverendo Hernandes Dias Lopes, autor do livro Não desista de você: Viva Uma Vida que Faça Sentido, concedeu entrevista para falar sobre mitos e verdades acerca desse tema.

Pastor da Primeira Igreja Presbiteriana em Vitória e auxiliar na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, Hernandes defendeu uma perspectiva bíblica sobre o assunto, oferecendo uma abordagem de prevenção, já que a maioria das pessoas que atentam contra a própria vida dão sinais antes.

Confira a entrevista concedida à revista Comunhão na íntegra:

Suicídio ainda é tabu?


Sim, pois ele ainda não é tratado como deveria ser, ou seja, com transparência, e é exatamente por isso que se constitui em um risco tão grande para a sociedade. É claro que já estamos avançando, pois em alguns países o tema vem sendo tratado de forma preventiva, mas no Brasil ainda temos uma estatística maquiada, constrangimentos para tratar do assunto na mídia. O próprio Governo precisa encarar isso como um problema social e enfrentá-lo sem máscaras. Estou certo que de ainda temos um longo caminho pela frente; quanto mais se falar sobre o assunto, melhor.

Quem tenta o suicídio sempre tem algum distúrbio mental?

Duas escolas tratam dessa matéria: a sociológica e a psiquiátrica. A escola sociológica acredita que não. E eu também penso assim! Nós não podemos afirmar, por exemplo, que Getúlio Vargas tinha distúrbio mental. É possível que a pessoa tenha plena saúde mental, mas em determinado momento da vida sofra determinadas pressões ou seja acometida por doenças de outra ordem para que venha a cometer suicídio.

As causas para esse atentado contra a vida são várias, tais como: a depressão e o isolamento, a bipolaridade, a perda de um relacionamento significativo, sentimentos passionais, violência doméstica, drogas, motivações de cunho religioso, entre outras. Por essa razão, não podemos concluir que todas as pessoas que cometem suicídio têm distúrbios mentais.

Quem pretende se matar dá sinais?

É provado estatisticamente que mais de 80% das pessoas que cometem suicídios deram claros sinais de que iriam fazê-lo. Isso quebra o mito de que “quem fala em suicídio não se mata”. A verdade é o contrário! Os sinais precisam ser encarados como gritos de socorro. Nós precisamos estar atentos às pessoas que deixam pistas em suas falas – por exemplo, “Não aguento mais”, “Minha vida está sem sentido”, “Eu queria morrer” – ou ainda em seus comportamentos, como tomar uma dose exagerada de remédios, provocar cortes nos pulsos ou outros ferimentos. Tem algumas pessoas que ficam flertando com a janela ou demonstram desinteresse pela vida. Tudo isso são sinais que podem ser facilmente monitorados.

A depressão continua sendo a principal motivação para o suicídio?

Ainda hoje a depressão é tratada como a principal causa do suicídio, mas o que considero mais relevante explicar é que esse assunto, especialmente no meio evangélico, é muito mal interpretado, pois há dois extremos. O primeiro, vindo por um escritor e pregador conhecido como T. L Osborn, diz que depressão é “demônio”. Então, imagine, uma pessoa depressiva também tendo que carregar o peso de que está possessa ou sendo instigada por Satanás. O outro extremo vem de uma linha mais conservadora, de um escritor chamado Jay Adams, que acredita que depressão não é doença, mas que a pessoa está em pecado. Quem subscreve essas ideias acha que a cura é só pela Palavra, por não aceitar que a depressão seja uma doença, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS) entende. Mas ela é uma doença e precisa ser tratada como tal, com medicamentos, terapia e fé. É bem verdade que uma das causas da depressão pode estar relacionada a problemas demoníacos e a pecados escondidos, como Davi retrata nos Salmos 32 e 51. Mas um crente cheio do Espírito Santo também pode ficar deprimido, assim como pode ter um problema renal, câncer, gastrite e outras doenças.

Após a suspeita ou confirmação de uma pessoa com pensamentos suicidas, como a família e os amigos devem proceder?

Primeiramente é preciso investigar as causas. É uma depressão?  Crise financeira? Uma dependência química? Ou seria o rompimento de um namoro, noivado ou casamento repentinamente? São várias as motivações, mas no momento em que a causa é identificada é preciso que se tomem ações imediatas para o acompanhamento da pessoa, como indicação ao psiquiatra, terapia, uso de medicamentos. A medicina é uma bênção de Deus. Mas só isso não basta! A pessoa também precisa cuidar da sua alma, buscando ter fé e esperança. A depressão, fundamentalmente, tem cura, porque Deus restaura a alma (Sl 42:27). Vale lembrar que a depressão é cíclica, ou seja, tem começo, meio e fim.

A crise financeira e o desemprego estão associados ao aumento de casos de suicídios em 2016. Como a Igreja pode dar suporte às pessoas que estão sofrendo os impactos dessa turbulência?

Via de regra, as pessoas mais carentes não se suicidam por causa de ausência do dinheiro, pois elas já estão acostumadas a lidar com a crise e com as dificuldades do dia a dia. Quem mais sofre são os ricos, pessoas que têm alto poder aquisitivo e que, de repente, perdem tudo. Muitos que viveram no luxo acham que não sabem viver sem ele e acabam cometendo o suicídio. A questão do desemprego acelera o processo, pois a pessoa passa a lidar com o sentimento de angústia e de vergonha por não conseguir sustentar a família. A Igreja tem papel importante nesse processo, com a pregação da Palavra, reforçando que a provisão vem de Deus e que Ele é o mesmo em tempo de crise. Além disso, também pode ajudar no atendimento às necessidades mais urgentes. No meio cristão, todos temos que nos ajudar.

A Bíblia nos ensina que nada pode separar um cristão do amor de Deus e que podemos ter a garantia da vida eterna a partir do momento em que verdadeiramente crermos em Cristo. O suicídio pode separar um cristão do amor de Deus?

Se eu falasse que sim, estaria contradizendo o texto. Nada é nada! O grande ponto dessa pergunta, que é a dúvida de muitos, é: se eu me suicido, posso ser salvo? O suicídio não é uma coisa simples. Ele é um atentado contra a autoridade de Deus. Só o Senhor é o autor da vida e só Ele tem o poder de tirar a vida. Quando alguém comete suicídio, está usurpando o direito que só pertence ao Pai. A Bíblia diz que ninguém vive para si mesmo e morre para si mesmo. Nós pertencemos a uma família, a uma igreja. Por isso, quando ceifo a minha própria vida, estou cometendo um ato totalmente egoísta. No entanto, afirmar que todo suicida vai para o inferno não tem base na Bíblia, porque a tese de que todo suicida é um Judas Iscariotes não é verdadeira. Judas não foi para o céu porque não era convertido. Olhe a vida de cada um desses homens citados na Bíblia que agiram como ele. Eles viviam no pecado, e o suicídio não foi a causa de sua condenação, mas a consequência. Dessa forma, afirmo que é possível um crente sofrer algum distúrbio mental ou uma depressão severa e chegar ao ponto de tirar a sua própria vida. Mas algumas denominações acreditam piamente que a salvação não se perde. Uma vez salvo, salvo para sempre. Nós não temos competência de nos assentar na cadeira do Juiz e lavrar a sentença de condenação dessa pessoa. Só Deus a conhece, e o julgamento cabe a Ele.

Como o senhor vê iniciativas como o “Setembro Amarelo”, o Centro de Valorização da Vida?

No meu livro “Suicídio: Causas, Mitos e Prevenção”, trato dessa questão e acho louvável iniciativas como essas. É preciso que a igreja use o púlpito e a Escola Bíblica para conscientizar e aconselhar. E que outras instituições promovam debates, para desmistificar e ajudar quem precisa. Se a grande mídia não aborda o tema com responsabilidade e camufla os fatos, como poderemos agir previamente e tratar desse grave problema? Esconder os números não é saudável nem eficaz. E ignorar os sinais de quem grita por socorro é um erro fatal.

Considerações finais

Se você está sofrendo com algum drama pessoal neste momento ou está desencantado com a vida, saiba que há esperança no amor de Deus e na família. Existem recursos legítimos para você sair desta fase ruim e que devem ser usados como bênção da providência de Deus. Valorize relacionamentos saudáveis, busque ajuda, rompa o silêncio, retire essa casca grossa que encobre suas feridas e aceite ser tratado com a graça de Deus.

Assembleia de Deus lança maior iniciativa missionária em décadas

A Assembleia de Deus Missões Mundiais (AGWM) anunciou, durante o Conselho Geral das Assembleias de Deus de 2025, realizado entre 4 e 8 de agosto em Orlando, Flórida, o que líderes classificam como a maior iniciativa missionária em mais de 70 anos. O plano busca ampliar o alcance entre povos não engajados e não alcançados em todo o mundo, definido pela liderança como uma resposta à “fome urgente e mundial por Deus”.

O Diretor Executivo da AGWM, John Easter, afirmou em comunicado de 5 de setembro que a visão representa a mobilização mais significativa desde a fundação da entidade. “Esta iniciativa representa o que acreditamos que inaugurará a maior colheita espiritual que nossa geração já viu”, declarou.

De acordo com dados divulgados pela organização, 42% da população mundial, estimada em 8,2 bilhões de pessoas, permanece não alcançada pelo evangelho, incluindo 500 milhões na Europa. Desses, 202 milhões pertencem a 2.085 grupos de povos não engajados, sem presença de igrejas, missionários ou crentes conhecidos. “Eles não rejeitaram o evangelho; simplesmente não têm acesso a ele”, destacou a AGWM.

Easter relatou que a estatística de 42% tem se mantido por duas décadas e que sentiu o peso desse desafio ao assumir a liderança em 2023. A convicção se fortaleceu em outubro de 2024, durante um encontro em Nairóbi, Quênia, com centenas de superintendentes e diretores de missões. “Eu disse a todos: ‘Quarenta e dois por cento. Ouvimos isso há 20 anos. Quando vamos pegar os 42% e dar um passo à frente, nos comprometer e chegar a 41%? E se pegássemos os 42% e tornássemos 40%, 39%, 38%?’”, relatou.

O Superintendente Geral das Assembleias de Deus, Doug Clay, também vice-presidente da Associação Mundial das Assembleias de Deus, participou de uma oração de Páscoa em Nairóbi e disse ter recebido um chamado para a urgência na evangelização: “Não é apenas uma questão do AGWM. Não é apenas uma questão das Assembleias de Deus Mundiais. É uma questão das Assembleias de Deus EUA — uma Igreja engajada na Bíblia, capacitada pelo Espírito e com participação em missões, que vai criar filhos e filhas para irem a esses lugares onde não há uma apresentação adequada de Jesus”, afirmou Clay.

Easter acrescentou que, ao compartilhar a visão com as equipes de liderança, houve consenso de que reduzir o número de povos não alcançados exigiria mudanças de foco e de recursos. O comunicado oficial informou ainda que a AGWM pretende ampliar sua força missionária de 2.569 para 4.000 até 2033, direcionando esforços “para as populações com maior necessidade espiritual, fechando a lacuna de acesso ao evangelho e estabelecendo a igreja entre os mais desolados espiritualmente”.

Gabriela Rocha fará a gravação de seu novo álbum nos EUA

A cantora Gabriela Rocha, considerada um dos maiores nomes da música gospel no Brasil, confirmou que gravará seu próximo álbum em Orlando, Flórida (EUA). O projeto, que contará com participações de artistas internacionais, representa um passo significativo na expansão de sua carreira para o público global.

A gravação marca também a retomada completa de sua trajetória artística após a pausa feita em junho de 2024, quando decidiu parar para se dedicar à maternidade após o nascimento de seu filho.

Gabriela é atualmente a artista gospel mais seguida do YouTube, somando mais de 10 milhões de inscritos e cerca de 6 bilhões de visualizações na plataforma. Entre seus vídeos mais vistos, está a performance de Me Atraiu, que ultrapassa 500 milhões de streams e reforça seu impacto no cenário cristão.

A trajetória da cantora ganhou destaque nacional em 2007, quando conquistou o primeiro lugar no quadro “Jovens Talentos”, do Programa Raul Gil. No ano seguinte, lançou seu primeiro álbum com Elias Santos e, em 2010, viu sua versão de Aleluia viralizar no YouTube, consolidando seu espaço na música gospel. Ainda em 2010, participou do DVD de Thalles Roberto com a canção Nada Além de Ti.

Em 2012, após assinar contrato com a Sony Music, Gabriela lançou sucessos como Jesus (2012), Pra Onde Iremos? (2014), Até Transbordar – Ao Vivo (2016) e Céu (2018), com músicas que se tornaram conhecidas no meio cristão, entre elas Lugar Secreto, Creio Que Tu És a Cura e Nossa Canção.

Desde 2020, tem investido em projetos de alcance internacional, fortalecendo sua presença digital e alcançando milhões de ouvintes em diferentes países, de acordo com informações da revista Comunhão.

Cristãos ‘pagam com a vida a fidelidade ao Evangelho’, diz papa

No último domingo, 14 de setembro, o papa Leão XIV conduziu, na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, em Roma, uma celebração dedicada à memória dos mártires e testemunhas da fé do século 21. O encontro reuniu representantes de igrejas ortodoxas, antigas igrejas orientais, comunhões cristãs e organizações ecumênicas.

Durante a cerimônia, o pontífice destacou que a perseguição contra cristãos continua em diferentes regiões do mundo, mesmo após o fim das grandes ditaduras do século 20: “Infelizmente, apesar do fim das grandes ditaduras do século 20, ainda hoje não acabou a perseguição aos cristãos; pelo contrário, em algumas partes do mundo, aumentou”, afirmou.

Leão XIV acrescentou que “muitos irmãos, ainda hoje, por causa do seu testemunho de fé em situações difíceis e contextos hostis, carregam a mesma cruz do Senhor: como Ele, são perseguidos, condenados e mortos”.

O papa citou exemplos de religiosos e leigos que perderam a vida em razão da fé. Entre eles, o padre Ragheed Ganni, sacerdote caldeu assassinado no Iraque em 2007; o irmão anglicano Francis Tofi, morto nas Ilhas Salomão em 2003; e a missionária americana Dorothy Stang, assassinada no Pará em 2005.

Leão XIV também mencionou a criação da Comissão para os Novos Mártires, instituída em 2023 pelo papa Francisco e ligada ao Dicastério para as Causas dos Santos. Segundo dados apresentados, mais de 1,6 mil cristãos mortos no século 21 já foram reconhecidos pelo Vaticano como mártires.

Encerrando seu discurso, o pontífice lembrou o caso de Abish Masih, uma criança paquistanesa morta em um atentado contra a Igreja Católica. “Que o sonho desta criança nos incentive a testemunhar com coragem a nossa fé, para sermos juntos fermento de uma humanidade pacífica e fraterna”, concluiu.

‘Não existe Evangelho’: Ed René Kivitz explica por quê mudou

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Ed René Kivitz, que deixou a presidência da IBAB recentemente, afirmou que não existe uma doutrina sobre o Evangelho que se imponha sobre as diferentes tradições, mas inúmeras interpretações distintas entre si. A afirmação foi feita durante entrevista a um podcast.

Kivitz, marcado por sua defesa polêmica da “atualização da Bíblia”, participou do podcast Sem Filtro e foi questionado pelo apresentador Rodolfo Mariz sobre seu posicionamento progressista: “O Evangelho mudou? Qual é o fenômeno que fez o senhor pensar diferente em relação aos textos bíblicos? Porque o texto é o mesmo”, abordou Mariz.

Diante do questionamento contundente, Kivitz reagiu com uma resposta franca: “Não existe Evangelho. Não existe Evangelho. Quando você diz o Evangelho não mudou, isso aí que você tá dizendo que não mudou, não existe”.

Segundo Kivitz, o que existe são “centenas de leituras do Evangelho”: “Vamos imaginar o seguinte: de que Evangelho nós estamos falando? Quando eu tinha 17 anos e eu fui pro seminário, pra Faculdade Teológica Batista de São Paulo, eu fui colocado num contexto, tendo sido criado numa Igreja Batista, do universo batista, da Convenção Batista Brasileira. Certo? Quando eu cheguei no seminário, eu descobri que existia uma tal de Convenção Batista Nacional. ‘Não é a mesma coisa?’ Não, não é a mesma coisa. Por quê? ‘Porque esses caras aqui da Convenção Batista Nacional têm uma experiência com o Espírito Santo, que é uma heresia’. Como assim? Tem batista independente, batista regular, batista não sei o que lá”, declarou.

De maneira indireta, o ex-presidente da IBAB admitiu que mudou em relação a seu começo de ministério: “Então o que aconteceu? Simples, eu estudei. Eu descobri que, se os batistas são esse espaço aqui, a tradição de dois mil anos de fé cristã tem os presbiterianos, os metodistas, os católicos carismáticos. Os batistas da África são diferentes dos batistas da Europa, os batistas da Europa são diferentes dos batistas dos Estados Unidos, e assim vai”.

“E mais do que isso, eu descobri que a gente evangélico de tradição reformada, a gente acha que o cristianismo ou o Evangelho começou com Martinho Lutero e com João Calvino, começou em 1517 na Reforma Protestante. Tem 1500 anos antes de teologia que foi desenvolvida, elaborada, discutida. Eu descobri que tem o catolicismo romano, tem o catolicismo romano antes da Reforma, o catolicismo romano depois da Reforma, tem a igreja ortodoxa do Oriente que rompeu com o catolicismo romano no ano 1000. Nós protestantes rompemos em 1500, os caras já romperam no ano 1000”, acrescentou.

Para justificar sua explícita simpatia ao universalismo, Kivitz deu a entender que adotou a visão inspirado no cristianismo ortodoxo, que é predominante no mundo oriental: “Fui estudar sobre salvação, doutrina da salvação, soteriologia do cristianismo ortodoxo. Qual foi o resultado? Não achei céu e inferno. Como assim um Evangelho que não tem céu e inferno? Para eles essa discussão é periférica, porque para eles a Salvação não é um lugar para onde você vai depois que você morre, é o tipo de gente que o Espírito Santo forma em você”, finalizou.

Pastor é morto a tiros; crime deixou congregação em choque

O pastor Felipe Ascencio foi morto a tiros em sua residência na tarde de domingo, segundo confirmou o Gabinete do Xerife do Condado de San Diego. O suspeito do crime foi detido, mas as autoridades não divulgaram a identidade nem o possível motivo. O caso permanece sob investigação.

Ascencio era líder do Templo Monte Horeb, onde atuava não apenas como pregador, mas também como conselheiro e mentor. Fiéis descreveram sua morte como uma perda repentina e difícil de aceitar. “Por um momento, foi algo em que não conseguíamos acreditar”, disse Miguel Hernandez, membro da igreja. “Tivemos culto e ainda pensávamos que ele entraria e cumprimentaria todo mundo”.

Amigos e frequentadores destacaram o impacto pessoal do pastor. Francisco Tomas, amigo próximo, relatou que foi acolhido por Ascencio em sua casa em um período difícil de sua vida. Já Jesus Flores, que cresceu frequentando o templo, afirmou que recebeu apoio emocional do pastor em momentos delicados.

Ascencio deixa esposa e dois filhos. Segundo amigos, era reconhecido como um chefe de família dedicado, cuja influência ultrapassava os muros da igreja. “Ele deixou um exemplo que todos devemos seguir: amar uns aos outros”, disse Tomas. “Ele era um bom amigo, um bom marido, um pai amoroso — o melhor pastor que alguém pode ter”.

Diante da tragédia, membros da comunidade iniciaram ações de apoio à família. Uma campanha foi lançada no GoFundMe com o objetivo de arrecadar recursos para auxiliar a viúva, Abigail Ascencio, e os dois filhos com despesas decorrentes do crime. No texto da campanha, o organizador escreveu: “Olá, comunidade Ramona! Neste momento tão difícil para minha família, venho com pesar me comunicar em nome da minha irmã, Abigail. Ela sofreu a perda dolorosa de seu amado marido, Felipe — um dedicado pai de dois filhos e pastor da Igreja Mount Horeb aqui em Ramona”.

De acordo com o The Christian Post, a nota prossegue: “Pedimos humildemente o seu apoio para ajudar a cobrir os custos relacionados ao crime, pois esta perda repentina representou um grande fardo para a família. Qualquer contribuição, independentemente do valor, significará muito e trará conforto neste momento doloroso”. E conclui: “Do fundo do coração, agradecemos a gentileza, as orações e a generosidade de vocês. Que Deus os abençoe”.

Médico que festejou morte de Charlie é banido dos EUA

O governo dos Estados Unidos cancelou de forma definitiva o visto do médico Ricardo Barbosa, neurocirurgião de Recife. A medida ocorreu após Barbosa publicar em suas redes sociais uma comemoração ao assassinato do ativista conservador Charlie Kirk, morto em 10 de setembro.

O vice-secretário de Estado, Christopher Landau, declarou em nota: “É o mais assustador conteúdo online que já vi de um médico”. Segundo ele, a determinação inclui que Barbosa não terá qualquer tipo de acesso futuro ao território norte-americano.

No Brasil, a reação foi imediata. O Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) instaurou uma sindicância com base no Código de Processo Ético-Profissional, procedimento que pode levar à cassação do registro do médico.

O conselheiro federal de medicina por São Paulo, Francisco Cardoso, médico infectologista e militante pró-vida, comentou o caso em publicação no X (antigo Twitter): “Como membro do CFM não comentarei para não suprimir instância, mas informo que o CRM-PE já instaurou procedimento apuratório”.

Desde ontem recebi centenas de manifestações sobre a postagem de um médico pernambucano que comemorou o assassinato de @charliekirk11. Como membro do CFM não comentarei para não suprimir instância, mas informo que o CRM-PE já instaurou procedimento apuratório.

— Francisco Cardoso (@dr_francisco79) September 12, 2025

Demissão

A clínica onde atuava, a Recife Day Clinic, anunciou seu desligamento imediato, destacando que as manifestações tinham caráter pessoal e não representavam a instituição. A Unimed local divulgou nota de repúdio à postura do médico, mas não informou se pretende descredenciá-lo. Nas redes sociais, usuários têm pressionado a cooperativa a adotar essa medida.

O episódio em Pernambuco ocorre em meio a outras manifestações semelhantes registradas em diferentes partes do país. Em São Paulo, o Theatro Municipal cobrou de uma empresa terceirizada a demissão do músico Pedro Guida, que usou suas redes sociais para chamar Charlie Kirk de “neonazista” após o assassinato.

Em Porto Alegre, a PUC-RS decidiu cancelar um evento do escritor Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, após ele publicar no Instagram um vídeo zombando da morte de Kirk. A postagem foi posteriormente removida pela própria plataforma em razão do teor ofensivo.

No Ceará, a Polícia Militar abriu procedimento disciplinar contra um policial que, em publicação online, sugeriu um atentado contra o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), de acordo com informações da revista Oeste.

‘Voz de Charlie não foi silenciada, foi multiplicada’, diz comentarista

🇺🇸 EUA: O Grande Reavivamento

A morte de Charlie está gerando o que humanamente seria inimaginável…

Os jovens estão correndo para as igrejas, há um número enorme de jovens aceitando Jesus. Vejam a quantidade de jovens estudantes se dirigindo, para aceitar Jesus, na igreja de… pic.twitter.com/RVB8SNO3ME

— 🇧🇷Claudia Aker🇧🇷🇺🇸2️⃣2️⃣ (@ClauAker) September 13, 2025

Um movimento enorme de pessoas procurando igrejas para ouvir a mensagem do Evangelho e atender ao apelo para se renderem a Jesus Cristo foi registrado no último final de semana.

Pouco antes de ser morto, Charlie Kirk anunciou o Evangelho, durante o evento na Universidade Utah Valley, na quarta-feira, 10 de setembro, falando sobre as evidências que Cristo existe e veio ao mundo salvar os pecadores, citando a passagem bíblica de 2 Coríntios 5.15: “Então tudo isso é uma evidência incrível, não apenas intrabíblica, mas extrabíblica de que Jesus Cristo foi uma pessoa real, viveu uma vida perfeita, foi crucificado, morreu e ressuscitou no terceiro dia e é Senhor e Deus sobre todos”, disse Kirk.

A repercussão de suas falas sobre o Evangelho gerou um movimento com indícios de avivamentos regionais. Vídeos nas redes sociais mostram jovens na Itália, nas ruas, cantando Goodbye Yesterday, que diz na letra “eu decidi seguir Jesus”. Nos Estados Unidos, alunos da Universidade Wesleyana de Indiana foram filmados correndo em direção ao púlpito para entregarem suas vidas a Jesus.

No Programa 4×4, a comentarista de política Ana Paula Henkel, que é católica, relatou que a missa em sua paróquia na Califórnia estava lotada como ela nunca havia visto em anos: “Aqueles que estão achando que a voz do Charlie foi silenciada, não. Ela foi multiplicada. E por milhões. O Turning Point USA, para vocês terem uma ideia, de nove mil filiais [Turning Point] nas escolas e universidades, hoje – domingo – já são quase 30 mil pedidos”, declarou, referindo ao movimento fundado por Kirk para combater as ideias de esquerda e anunciar a mensagem do Evangelho.

“A quantidade de gente jovem, voltando para a fé, voltando para a família, para o desejo de produzir, se casar, ter filhos… fora que as máscaras, todas, caíram. Tem gente aqui nos EUA, inclusive muitos democratas moderados, dizendo ‘Deu, agora deu; se eu não me tornei republicano até hoje, a partir de agora eu sou um republicano, sou conservador, porque não dá mais, esse ódio mata’. A esquerda, que tanto fala, que palavras machucam, na verdade o ódio da esquerda é que machuca, fisicamente, mata”, acrescentou.

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Jovens italianos cantam “Eu decidi seguir Jesus”… pic.twitter.com/Buj7E0rDu5

— 🇧🇷Claudia Aker🇧🇷🇺🇸2️⃣2️⃣ (@ClauAker) September 13, 2025

Jovens leram a Bíblia pela 1ª vez após a morte de Charlie Kirk

🚨 Charlie Kirk está inspirando despertares espirituais em pessoas que nunca se importaram antes, que nunca acreditaram em Deus.

Isso é poderoso demais. 🙏

*”Charlie Kirk morreu há 3 dias e, desde então, tenho visto muito conteúdo dele que nunca tinha visto antes. Muitos desses… pic.twitter.com/y0jFueuGx1

— Vox Liberdade  (@VoxLiberdade) September 14, 2025

Nas redes sociais, muitos vídeos de internautas relatando a descoberta das mensagens de evangelismo pregadas por Charlie Kirk durante os eventos de debate que promovia nas universidades tem viralizado, com jovens dizendo que ouvi-lo os levou a descobrir a Bíblia.

Em um dos vídeos, um jovem diz que desde que o assassinato de Charlie Kirk o fez descobrir a pregação evangélica dele: “Tenho visto muito conteúdo dele que nunca tinha visto antes. Muitos desses vídeos são sobre sua fé. Eu já tinha visto alguns debates com universitários, mas nunca nada além disso. Eu nem sabia que ele era tão religioso assim”, declarou, evidenciando que a mensagem de fé era omitida por quem repercutia seu conteúdo com o propósito de difamá-lo.

Ateu, este jovem admite que ouvir a mensagem sobre o Evangelho nos vídeos de Kirk mexeram com algo profundo: “Cada vez que vejo um vídeo dele falando sobre sua fé, eu desabo em lágrimas. É quase impossível controlar. Eu já vi outros conteúdos dele, e nada disso mexeu comigo emocionalmente até sua morte. Mas sempre que ele fala de Deus, eu tento não perder o controle”.

“Algumas pessoas me disseram ‘Talvez seja Deus tentando falar com você’. Parece loucura, porque eu nunca acreditei em Deus. Sempre achei que isso não existia. Mas não faz sentido: por que eu ficaria tão emocionado com algo em que nem acredito? Então peguei uma Bíblia. Não sei se é a versão certa, mas acho que este é o dia 1 da minha tentativa de ler e descobrir o que está lá”, acrescentou.

João 8.32

🚨INCRÍVEL TESTEMUNHO 🙏✨

📖 JOÃO 8:32: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”

“A morte de Charlie Kirk me fez pegar uma bíblia pela primeira vez na minha vida.

“Eu nunca tinha aberto uma Bíblia antes. Na verdade, não sabia nada sobre cristianismo ou Jesus. Mas… pic.twitter.com/CZ93KAuIXn

— Vox Liberdade  (@VoxLiberdade) September 13, 2025

Em outro vídeo viral, uma jovem conta que “a morte de Charlie Kirk me fez pegar uma Bíblia pela primeira vez na minha vida”, mesmo sendo casada com um cristão e conviver com a família do marido, que respeitosamente sempre a incentivou a conhecer as Escrituras.

“Eu nunca tinha aberto uma Bíblia antes. Na verdade, não sabia nada sobre cristianismo ou Jesus. Mas ontem, depois de ver o assassinato de Charlie Kirk na internet e as pessoas agindo como se fosse algo normal, algo me chamou para a Bíblia do meu marido”, declarou ela.

Assim como o outro jovem, a morte do evangelista a levou a querer entender a mensagem: “Não sei como me sinto. Mas, pela primeira vez, peguei a Bíblia. Não sei o que estava procurando, nem por que senti que precisava abri-la. Mas quando abri, a página que caiu foi João 8:32: ‘Então conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará’”, descreveu, expondo sua

“Sinto que isso me transformou, porque até ontem eu me inclinava politicamente para os dois lados. Agora estou convencida de que o Partido Democrata é comandado pelo próprio diabo. Mas sinto que a morte de Charlie Kirk me despertou espiritualmente e agora não consigo mais deixar de ver a verdade”, encerrou.

Convertido, condenado à prisão perpétua se batiza na prisão

Em uma cerimônia realizada na quarta-feira, no Presídio Estadual de Maxwell, no Texas, um detento sob sentença de prisão perpétua foi batizado, confirmando a entrega da sua vida a Jesus.

O indivíduo, identificado como James Wilson, de 58 anos, passou por uma procedimento cardíaco significativo no mês anterior.

O batismo foi conduzido por voluntários do ministério “Faith Inside Bars”, uma organização que atua no sistema prisional do estado há doze anos. De acordo com um post publicado pela organização em sua página oficial, Wilson havia manifestado o desejo de ser batizado após sua conversão.

Devido a restrições médicas decorrentes de sua cirurgia cardíaca recente, o método tradicional de imersão na água foi considerado inviável pelos organizadores. “O protocolo médico impediu a submersão, mas não o ato de fé”, relatou o ministério.

A solução encontrada para o detento condenado à prisão perpétua foi realizar o batismo por aspersão. Um dos voluntários utilizou uma jarra de água para derramar o líquido sobre a cabeça do detento, enquanto uma oração era proferida.

Imagens do momento, divulgadas com as devidas autorizações, mostraram Wilson de pé, com um lenço branco sobre os ombros.

“Ele pode nunca conhecer a liberdade física novamente, mas testemunhamos hoje sua declaração de liberdade espiritual”, afirmou o pastor Michael Reynolds, fundador do “Faith Inside Bars”, em declaração atribuída a ele no comunicado.

Sobre o Ministério

A organização “Faith Inside Bars” iniciou suas operações em 2011, com o objetivo declarado de oferecer assistência religiosa e programas de reabilitação a detentos. Dados fornecidos pela própria entidade indicam que sua atuação já atingiu mais de 75 unidades prisionais em todo o estado do Texas.

Segundo estatísticas citadas pelo ministério, baseadas em dados nacionais dos EUA, aproximadamente 77% dos indivíduos libertados do sistema prisional são reconduzidos à custódia dentro de um período de cinco anos. A organização afirma que seu trabalho foca em “quebrar este ciclo através de apoio espiritual, educacional e familiar”.

“Nosso objetivo é abordar a reincidência não apenas como uma questão de aplicação da lei, mas como uma questão de transformação de vida e comunidade”, concluiu a nota oficial do “Faith Inside Bars”.