Igreja da Lagoinha anuncia expansão de templos no RJ

A Igreja Batista da Lagoinha, liderada globalmente pelo pastor André Valadão, inaugurou seis novos templos no estado do Rio de Janeiro, segundo informações repassadas pela própria denominação em seus canais oficiais.

As unidades estão localizadas nos bairros da Barra da Tijuca e Copacabana (capital), e nas cidades de Cabo Frio, Búzios, Campos e Volta Redonda, conforme anunciado nas redes sociais da igreja.

A expansão ocorre quatro meses após a resolução de disputa judicial entre André Valadão e seu cunhado, pastor Felippe Valadão. O conflito, iniciado em agosto de 2024, centrava-se no uso da marca “Lagoinha” em igrejas administradas por Felippe em Niterói e na capital fluminense.

Na ação, André solicitou a exclusão do nome “Lagoinha” e a indenização por uso não autorizado da marca registrada pela sede em Belo Horizonte. O caso teve repercussão nacional, levando ao que parece ter sido um “racha” na família Valadão.

Em nota durante o processo, Felippe Valadão declarou ter atuado “de boa fé, com incentivo familiar”, citando ainda o apoio do pastor Márcio Valadão, que durante o conflito optou por discrição e cautela.

Em dezembro de 2024, Felippe  optou por renomear suas congregações como “Novos Começos” para encerrar o litígio. A disputa ganhou visibilidade com manifestações públicas de apoio a Felippe e sua esposa Mariana Valadão por parte de Ana Paula e Gustavo Valadão, evidenciando as divisões familiares.

A Lagoinha Global, fundada em Belo Horizonte em 1957, mantém 18 filiais no exterior e expande sua presença nacional. As novas unidades no Rio representam o primeiro movimento expansionista da denominação desde a conclusão do processo judicial.

André Valadão nasceu em 16 de outubro de 1978 em Belo Horizonte (MG), filho do casal fundador da Igreja Batista da Lagoinha, Márcio e Mônica Valadão. Formou-se em Teologia pela Faculdade Batista de Minas Gerais e hoje é o principal responsável pela denominação.

Bíblias em áudio: mais de 30 mil exemplares impactam vidas

Arch Bonnema, missionário norte-americano de 72 anos, lidera um projeto de evangelização que utiliza Bíblias em áudio para comunidades analfabetas no Paquistão. A iniciativa, iniciada há três anos, já distribuiu aproximadamente 30.000 dispositivos de som com as Escrituras em urdu, língua predominante no país.

Em entrevista ao portal evangélico God Reports, Bonnema afirmou: “O Paquistão é a única área que eu nunca teria escolhido. Mas é a que teve mais resultados em todos esses anos”. Dados do Banco Mundial indicam que 43% da população paquistanesa acima de 15 anos é analfabeta, fator que motivou a adoção da tecnologia.

Os dispositivos, contendo gravações completas da Bíblia, são compartilhados coletivamente em vilarejos. Segundo o missionário, centenas de paquistaneses converteram-se ao cristianismo através do projeto. Paralelamente, Bonnema realiza pregações diárias via videochamadas para grupos organizados por equipes locais.

Estrutura ampliada

Treze pastores baseados nos Estados Unidos realizam evangelização por WhatsApp em parceria com líderes cristãos paquistaneses, também utilizando Bíblias em áudio. Bonnema destacou: “Levei mais pessoas a Jesus depois que completei 65 anos. Por meio da tecnologia, posso pregar para mais pessoas”.

Trajetória missionária

Bonnema iniciou trabalhos missionários na África antes dos 20 anos, época em que as Bíblias em áudio ainda não haviam sido projetadas, pois não havia tecnologia disponível para a região.

Ele retornou aos EUA para empreender, destinando 50% de sua renda anual a projetos filantrópicos por 23 anos. Seu legado inclui a construção de escolas, orfanatos, abrigos para viúvas e clínicas médicas em Uganda, Quênia, Índia e Etiópia.

Após vender sua empresa, o missionário fundou organização dedicada exclusivamente ao trabalho de evangelização em diferentes partes do mundo. O Paquistão, nação com 96,5% de população muçulmana conforme censo de 2023, tornou-se seu principal campo de atuação desde 2022.

Pastor que polemizou ao falar de cor da pele pede desculpas

O pastor Océlio Nauar, presidente da Convenção de Ministros e Igrejas Evangélicas da Assembleia de Deus no Pará (Comieadepa), tornou-se alvo de questionamentos após a circulação de um vídeo em redes sociais.

Nas imagens, não datadas e de origem não verificada, Nauar sugere que homens considerem a cor da pele ao escolher parceira, afirmando: “branquinha daria mais despesas, enquanto morena custaria menos”.

O trecho ganhou ampla divulgação entre os dias 8 e 10 de março de 2025. Em resposta, Nauar divulgou nota oficial na segunda-feira, 11 de março de 2025, classificando as críticas como distorção de contexto.

O pastor, pré-candidato à reeleição na Comieadepa, vinculou a declaração a “experiências de sua juventude” durante o início do ministério, há 43 anos no Pará, período em que conheceu sua atual esposa.

Na manifestação, o líder religioso declarou: “Tenho imenso respeito e gratidão por todas as mulheres” e afirmou que, ao longo da vida, ensinou “o respeito, a liberdade de expressão e, sobretudo, o temor a Deus”.

Ele atribuiu a disseminação do vídeo a pessoas “imbuídas na falta de fé”, que estariam agindo com “intuito claro de denegrir” sua imagem devido às eleições da convenção marcadas para maio de 2025.

Nauar considerou a situação “injusta” e criada para prejudicá-lo, optando por “entregar tudo nas mãos de Deus”. O texto incluiu pedido de desculpas formal a “todas as mulheres” e condenou a “malfadada conduta” dos responsáveis pela divulgação.

O líder religioso justificou a fala original como relato das dificuldades enfrentadas em sua trajetória pessoal: “Advindo de origem humilde, filho de pastor evangélico, cuja maior riqueza carregava no coração: o amor inabalável em nosso Deus”. Concluiu solicitando que os fiéis entrem “em oração para que possamos amar mais, odiar menos”.

A Comieadepa, fundada em 1997, reúne mais de 800 igrejas no estado. As eleições para presidência da convenção ocorrem a cada quatro anos. Com informações do JM Notícias.

Yudi anuncia que irá mudar para o Japão como missionário

O influenciador digital Yudi Tamashiro anunciou na última segunda-feira, 11 de agosto, que vai se mudar para o Japão com a família. A informação foi divulgada em um vídeo publicado em suas redes sociais. Segundo o apresentador, além da esposa, Mila Braga, e do filho, também irão para o país asiático sua mãe, Tânia, a irmã e o cunhado.

No vídeo, Yudi disse que sempre sonhou em gravar uma mensagem contando que estava de malas prontas para o Japão, terra natal de seu pai, Nelson. Mila afirmou que cresceu na casa do marido e aprendeu muito com o sogro. Já Tânia relatou que a família viveu no Japão durante cinco anos quando Yudi era criança e que está ansiosa para reviver essa experiência, agora junto do neto.

“Nós iremos sem saber com o quê iremos trabalhar, se teremos grandes oportunidades, nós não sabemos de nada. Sabemos que queremos servir às igrejas que estão no Japão, nós queremos viver o Evangelho puro e simples”, declarou Yudi.

O apresentador informou ainda que a família irá vender casas, apartamentos, carros e outros bens antes da partida. Ele acrescentou que pretende compartilhar com os seguidores todas as etapas da mudança, incluindo procedimentos burocráticos como a emissão de vistos.

Teólogo compara denúncia de Felca a pregadores mirins

O teólogo Caio Modesto gerou ampla repercussão nas redes sociais ao publicar um vídeo no qual comparou casos recentes de “adultização” de crianças, como a denúncia envolvendo o influenciador digital Hytalo Santos, com a prática de apresentar pregadores mirins em igrejas pentecostais.

Segundo Modesto, tanto no contexto denunciado pelo influenciador Felca quanto nas igrejas neopentecostais, menores de idade seriam induzidos a agir como adultos e teriam suas imagens exploradas comercialmente por adultos responsáveis.

“Nós estamos vendo os mercenários da fé entregando iPhone, ou brinquedos, ou até mesmo uma viagem para a Disney em troca de um produto. E sabe qual é o produto? A criança!”, afirmou o teólogo. Ele acrescentou que há sempre um adulto investindo no “ministério” desses pregadores mirins, ensinando-os a dizer apenas o que agrada ao público e cobrando valores para suas apresentações.

A publicação, feita no Instagram, recebeu críticas e apoio. Entre os comentários contrários, um internauta questionou: “Usando o momento para hypar? [sic]”. Outro escreveu: “Por que você não fez essa denúncia antes? Tá querendo surfar na onda… me poupe”. Por outro lado, houve mensagens de concordância, como a de um seguidor que declarou: “Excelente. Se tem uma criança pregando, é porque a igreja em questão não tem liderança saudável, nem bons pastores, nem centralidade bíblica”.

Nos próprios comentários, Modesto voltou a se pronunciar: “Fiquei assustado ao ver, nos comentários, a quantidade de pessoas defendendo líderes neopentecostais que exploram crianças e jovens como instrumentos comerciais da fé. É importante lembrar que adultização não precisa ter cunho sexual: qualquer situação que exponha a criança a comportamentos e responsabilidades típicos de adultos prejudica seu crescimento e desenvolvimento”, disse.

Ele concluiu questionando se “é correto que uma criança de 12 anos viva de forma itinerante, longe da família, do lazer e dos estudos” e afirmou que parte da responsabilidade recai sobre os que apoiam esse sistema. “Os que se opõem a esse sistema precisam permanecer firmes diante dessa geração inimiga de Deus e amiga de Mamom”, declarou.

MP acusa Universal de assédio judicial contra jornalista JP Cuenca

O Ministério Público Federal (MPF) reafirmou, em réplica apresentada à 28ª Vara Federal do Rio de Janeiro, a acusação de que a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) teria promovido assédio judicial contra o jornalista e escritor João Paulo Cuenca, que fez publicação sugerindo que o então presidente Jair Bolsonaro fosse “enforcado nas tripas do último pastor da Igreja Universal”.

A ação civil pública pede que a instituição seja condenada ao pagamento de indenização mínima de R$ 5 milhões por dano moral coletivo, com destinação a projetos de enfrentamento da violência contra jornalistas e de proteção à liberdade de imprensa.

De acordo com o MPF, entre julho e outubro de 2020, pastores da IURD ingressaram com 144 ações judiciais semelhantes, distribuídas em 19 estados, pleiteando indenizações que somavam mais de R$ 3,3 milhões. Em 62 desses processos, o modelo de petição era idêntico. Para a Procuradoria, a concentração temporal e a padronização das demandas indicam atuação orquestrada para constranger e silenciar o jornalista.

O caso teve início em junho de 2020, após uma publicação de João Paulo Cuenca no Twitter. A postagem gerou ampla repercussão nas redes sociais e mobilizou campanha pela sua demissão do periódico alemão DW, onde trabalhava. A dispensa ocorreu posteriormente, e o jornalista passou a relatar ameaças físicas e de morte.

O MPF sustenta que a IURD responde objetivamente pela conduta de seus pastores e que a estrutura hierárquica da igreja afasta a possibilidade de “mobilização espontânea”. O órgão afirma que, ainda que grande parte das ações não tenha obtido êxito, o objetivo de criar insegurança jurídica e impor desgaste emocional e financeiro já teria sido alcançado.

O Supremo Tribunal Federal (STF) define o assédio judicial como o ajuizamento de múltiplos processos, baseados nos mesmos fatos, em diferentes comarcas, com a finalidade de constranger jornalistas ou órgãos de imprensa. O caso envolvendo Cuenca foi mencionado pela Corte como exemplo dessa prática.

A atuação do MPF começou em 2020, após denúncia da Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Desde então, foram realizadas audiência pública, criação de fórum de monitoramento de violações à liberdade de imprensa e apresentação de sugestões ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para identificar e acompanhar processos que configurem assédio judicial. A ação contra a IURD foi ajuizada em fevereiro deste ano, de acordo com informações do próprio MPF.

JP Cuenca
Captura de tela da publicação feita por JP Cuenca no antigo Twitter

Sede Mundial da Nação Madureira: vídeo mostra interior do templo

A Assembleia de Deus Ministério Madureira/Brás inaugurará, em 16 de agosto, a nova sede mundial da denominação nos Estados Unidos. O templo está localizado na cidade de Inverness, no estado da Flórida, e terá cerimônia oficial às 11h.

O anúncio foi feito pelo bispo Samuel Ferreira, líder do ministério, por meio de suas redes sociais, onde iniciou contagem regressiva para o evento. O bispo primaz Manoel Ferreira também confirmou presença na celebração.

Com mais de 80 mil metros quadrados de área total, o complexo foi projetado para atender demandas ministeriais, administrativas e sociais. A estrutura conta com mais de 60 salas, cozinha industrial, ginásio esportivo e poço artesiano para abastecimento próprio. De acordo com a liderança, o espaço está preparado para receber conferências, treinamentos e encontros espirituais, reunindo fiéis de diferentes países.

Em publicação, o bispo Samuel Ferreira declarou: “Um sonho. Uma realidade. Madureira não para. Repostem, se possível”. A convocação foi direcionada a fiéis e simpatizantes, com incentivo à divulgação do evento.

A nova sede também funcionará como centro de apoio a missionários e base para ações evangelísticas, com objetivo de integrar diferentes culturas e nacionalidades em torno da fé cristã. A direção da denominação informou que a estrutura pretende servir como referência para a comunidade evangélica mundial, fortalecendo a presença da Assembleia de Deus Madureira no território norte-americano.

O endereço da sede é 3896 S. Pleasant Grove Road, Inverness, FL 34452. A cerimônia deve reunir autoridades religiosas, membros da igreja e convidados especiais, sendo considerada pelos líderes como um marco na trajetória do ministério.

Pastor Edésio, pai de Nikolas, conta fala do filho aos 6 anos

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Pastor Edésio de Oliveira, pai do deputado federal Nikolas Ferreira (PL), relatou como acompanhou o despertar do interesse político do filho, que iniciou sua trajetória pública aos 24 anos como vereador de Belo Horizonte (MG). Atualmente com 29 anos, Nikolas é considerado o político mais engajado do país e, nas eleições de 2022, obteve 1,4 milhão de votos, o maior número registrado no pleito em todo o Brasil.

Em entrevista, o líder religioso afirmou que o primeiro sinal dessa vocação surgiu quando o filho tinha apenas 6 anos. Segundo Edésio, na época, Nikolas declarou à mãe que queria ser político “porque os políticos eram muito safados”. Ele afirmou que levou a fala a sério e passou a orar pela vida do menino, caso aquela fosse, de fato, sua vocação. O pastor acrescentou que nunca imaginou que o filho desejaria seguir o ministério pastoral como ele.

“Aos 6 anos de idade, o Nikolas fez uma declaração que nos chocou muito, chamou muito a nossa atenção. Ele vira, e fala para a mãe dele que queria ser político, porque os políticos eram muito safados. Nós começamos a perceber que havia um chamado de Deus para ele”, disse Edésio.

O pastor também mencionou que já repreendeu o deputado por algumas atitudes no exercício do mandato. Um dos episódios foi quando Nikolas colocou uma peruca e se apresentou como “deputada Nikole”. Na ocasião, o pai afirmou ao filho que aquela ação não era necessária. Segundo Edésio, atualmente o parlamentar apresenta maior maturidade, o que tem tornado essas correções menos frequentes.

Escritora cristã endossa denúncia de Felca e alerta pra foto infantil

O youtuber brasileiro Felca publicou um vídeo denunciando práticas ilegais envolvendo a exploração de crianças e adolescentes nas redes sociais. O conteúdo, que já ultrapassa 27 milhões de visualizações, expôs casos e estratégias utilizados por criminosos para sexualizar menores e lucrar com esse material.

No vídeo intitulado “Adultização”, Felca citou o influenciador Hytalo Santos, com mais de 20 milhões de seguidores, como exemplo de uso indevido da imagem de adolescentes para gerar engajamento e monetização. Uma das vítimas foi a adolescente conhecida como Kamylinha, exposta desde os 12 anos em vídeos com trajes inapropriados e atitudes de conotação sexual.

Entre os registros mencionados, estão imagens da menor “rebolando no colo de outro menor de idade” diante de adultos que filmavam e aplaudiam. Felca também relatou que a adolescente se apresentava em eventos com público adulto, realizando danças sensuais em ambientes onde havia consumo de álcool e drogas.

As denúncias resultaram na abertura de inquérito policial e em investigações pelo Ministério Público do Trabalho da 13ª Região. Uma decisão judicial determinou a retirada das redes sociais de Kamylinha.

Redes criminosas online

Felca também detalhou que redes de pedófilos atuam de forma organizada em aplicativos de mensagens como o Telegram, compartilhando e comercializando material de abuso sexual infantil. Segundo ele, os criminosos exploram algoritmos para localizar fotos e vídeos aparentemente inofensivos, publicados por familiares, e os utilizam de forma criminosa.

Um estudo da SaferNet, divulgado em 2024, identificou mais de 1,25 milhão de brasileiros em grupos do Telegram dedicados à distribuição de pornografia infantil — prática tipificada como crime no Brasil e punida com prisão.

Alerta aos pais

Após a repercussão, a escritora cristã Vitória Reis publicou um vídeo com orientações para prevenir a exposição indevida de menores na internet. “Tudo que ele traz no vídeo é verdade e é importante que nós estejamos alertas”, afirmou.

Ela alertou que fotos de bebês apenas de fralda, imagens que evidenciem partes íntimas ou registros de crianças se alimentando de forma sugestiva podem ser alvo de criminosos. “Todas essas imagens atraem perfis para utilizar as fotos do seu filho. Veja bem, eu não estou falando que a sua criança está convidando ninguém, eu estou dizendo que infelizmente a mente dessas pessoas é completamente perversa”, disse.

Vitória ressaltou que é possível compartilhar momentos familiares sem colocar os filhos em situação de vulnerabilidade. “Nunca sabemos quem está do outro lado, não sabemos o que as pessoas podem fazer com esses vídeos. Nós não sabemos ainda o efeito dessa exposição toda na vida dos nossos filhos”.

Crítica à exploração

A escritora também criticou o uso de crianças como ferramenta de lucro online. “Criança não é brinquedo, não é produto e nós precisamos vigiar com isso. A internet não é lugar de criança, ela não deve estar preocupada em ficar produzindo conteúdo, preocupada com likes. Esse tipo de preocupação é danoso para a mente da criança e nós precisamos poupar os nossos filhos disso”.

Ao concluir, Vitória pediu orações pelo youtuber. “Ore pela vida e alma dele, porque só Deus sabe o que enfrentamos do lado de cá por levantar pautas como essa. Ele é uma voz muito relevante hoje, mas nós sabemos que também acabará sofrendo consequências”.

Missionários formam crianças para serem líderes cristãos na África

Missionários americanos têm realizado trabalho de evangelização infantil na África com o objetivo de formar uma nova geração de líderes cristãos no continente. A missionária Kathy Shafto, do Conselho de Missões Internacionais (IMB), afirmou que “as crianças não são a igreja do amanhã, elas são a igreja de hoje”.

Ela e o marido, Jay Shafto, atuam há décadas no continente, que, segundo a UNICEF, abriga a população infantil mais jovem do mundo. Projeções indicam que, até 2050, 40% das crianças do planeta estarão na África.

De acordo com Kathy, a formação espiritual desde cedo é essencial para a expansão missionária. “Faz todo o sentido que as crianças africanas sejam a igreja de hoje e os missionários do futuro”, declarou ao IMB. Ela acrescentou que líderes de igrejas africanas se comprometeram a enviar missionários para outros países e que, para alcançar esse objetivo, é necessário investir no discipulado infantil.

Na República Democrática do Congo, Kathy e uma equipe de seis líderes infantis de Kinshasa desenvolveram um currículo para crianças de 3 a 18 anos. O programa, baseado em 15 anos de aprendizado bíblico, inclui histórias sobre a atuação de Deus na história, ensinamentos sobre oração, evangelismo e serviço à comunidade. O método utiliza a aprendizagem oral, com as crianças recontando as histórias em suas próprias palavras, além de atividades de reflexão e aplicação prática.

Em áreas sem presença de igrejas evangélicas, como na comunidade onde atua a líder Mama Therro, as atividades são realizadas em diferentes pontos do bairro. Um dos exemplos é Abner, de 12 anos, que chegou a abandonar o clube bíblico para jogar futebol, mas retornou após compreender a importância de aprender e compartilhar a mensagem cristã. “Ele entendeu a importância de compartilhar o Evangelho agora e não esperar até ficar mais velho. Crianças como Abner são de vital importância para a igreja”, disse Kathy.

A missionária relatou que também foi evangelizada por uma criança quando tinha 10 anos e que essa experiência a motivou a capacitar novos evangelizadores desde cedo. “Quando se tornam crianças da Grande Comissão, sua visão de mundo se desenvolve e elas se tornarão os missionários de amanhã”, concluiu, conforme informado pelo portal Guia-me.