Radicais fulani matam 42 cristãos e incendeiam casas na Nigéria

No sábado, 24 de maio, ataques de radicais fulani armados atingiram três comunidades na região de Karim Lamido, no estado de Taraba, nordeste da Nigéria, resultando na morte de ao menos 42 pessoas, segundo relatos de moradores e autoridades locais. As comunidades afetadas foram identificadas como Munga Dosso, Munga Lelau e Bandawa.

De acordo com informações prestadas por residentes ao portal Morning Star News, os ataques foram realizados por indivíduos identificados como pastores fulani. “Meu povo na Área de Governo Local de Karim Lamido, que é majoritariamente cristão, foi atacado por pastores fulani. Nossas casas foram queimadas e mais de 42 cristãos foram mortos”, afirmou Miriam Silas, residente local.

O governador do estado de Taraba, Kefas Agbu, condenou os ataques e declarou que os agressores seriam responsabilizados. “A segurança dos nossos cidadãos é minha maior prioridade. Ativamos todas as medidas de segurança necessárias para evitar mais violência e responsabilizar os responsáveis”, declarou o governador por meio de nota oficial. Em outra declaração, Agbu descreveu os atos como “horríveis e inaceitáveis”.

Moradores também relataram a destruição de residências e o deslocamento forçado de centenas de pessoas: “Um ataque devastador dos fulani em três comunidades tirou a vida de 42 cristãos e forçou centenas de outros a fugirem de suas casas na manhã de sábado”, disse Obadiah Abbawa, residente da região. Outro morador, Zion Chaffi, afirmou: “A área de Karim Lamido está sendo atacada por pastores fulani. Orem pela intervenção de Deus por nós”.

O Dr. Tijo Kenneth Mingeh, cristão e morador da área, declarou que o ataque causou “dor e perturbação indescritíveis a muitas vidas”. Segundo ele, as comunidades foram profundamente impactadas pelo ocorrido.

Em resposta ao ataque, o porta-voz do Comando Estadual da Polícia de Taraba, James Leshen, informou que forças de segurança foram destacadas para as localidades atingidas.

Grupo étnico e religioso

Os fulani são um grupo étnico predominantemente muçulmano, presente em diversos países da África Ocidental, incluindo a Nigéria. Estima-se que milhões de fulani vivam na região do Sahel, organizados em diferentes clãs e com origens diversas.

Embora a maior parte da população fulani não esteja envolvida com ações extremistas, parte dos ataques recentes tem sido atribuída a segmentos radicalizados do grupo. Um relatório de 2020 do Grupo Parlamentar Multipartidário do Reino Unido para a Liberdade Religiosa ou de Crença (APPG, na sigla em inglês) aponta que algumas dessas facções seguem estratégias semelhantes às adotadas por grupos como o Boko Haram e o Estado Islâmico na Província da África Ocidental (ISWAP).

“Eles adotam uma estratégia comparada à do Boko Haram e do Estado Islâmico na Província da África Ocidental (ISWAP) e demonstram uma clara intenção de atingir cristãos e símbolos poderosos da identidade cristã”, afirma o relatório.

Segundo líderes cristãos na Nigéria, os ataques recorrentes a comunidades localizadas no Cinturão Médio do país estariam relacionados a conflitos fundiários e religiosos. A escassez de terras e o avanço da desertificação teriam intensificado os confrontos entre criadores de gado e agricultores. De acordo com esses líderes, milícias extremistas fulani têm atacado comunidades agrícolas majoritariamente cristãs, especialmente na região centro-norte da Nigéria.

Perseguição religiosa

A Nigéria figura na 7ª posição da Lista Mundial da Perseguição 2025, divulgada pela organização cristã Portas Abertas, que monitora a liberdade religiosa em diversos países. O relatório aponta que, entre os 4.476 cristãos mortos em razão de sua fé no período analisado, 3.100 foram assassinados na Nigéria, o que representa cerca de 69% do total mundial.

“O nível de violência anticristã no país já está no máximo possível segundo a metodologia da Lista Mundial de Perseguição”, conclui o relatório da entidade.

Madeira antiga em monte indica provável destino da Arca de Noé

Um grupo internacional de pesquisadores afirmou estar cada vez mais próximo de confirmar a existência de uma estrutura artificial sob o sítio arqueológico de Durupınar, no leste da Turquia — apontado há décadas por alguns como possível local de repouso da Arca de Noé.

Em comunicado divulgado neste mês, a organização Noah’s Ark Scans informou que novas análises de amostras de solo indicam a presença de matéria orgânica incomum, sugerindo que o local possa ter abrigado madeira antiga.

O sítio foi identificado inicialmente na década de 1950 e se destaca por sua formação geológica com 156 metros de comprimento, o que, segundo a organização, “se alinha exatamente com as dimensões bíblicas da Arca de Noé”. Ao longo das décadas, a hipótese de que se trata da embarcação mencionada no livro de Gênesis (capítulos 6 a 9) gerou interesse público e investigações científicas, mas até o momento nenhuma prova conclusiva foi apresentada.

As amostras mais recentes foram coletadas em setembro de 2023. Segundo a Noah’s Ark Scans, os testes realizados ao longo do inverno apontaram níveis significativamente mais altos de carbono, potássio e matéria orgânica em comparação com áreas próximas, o que, de acordo com os pesquisadores, pode indicar a decomposição de madeira antiga.

“[Os resultados] fornecem evidências convincentes de uma estrutura única, potencialmente artificial, abaixo da superfície, distinta do fluxo de lama ao redor”, afirmou a organização em nota. O arqueólogo Andrew Jones, principal pesquisador do projeto, declarou à Fox News Digital que foi detectada uma concentração de carbono 2,72 vezes maior dentro da formação em comparação com os arredores.

“A composição do solo é marcadamente diferente do fluxo de lama natural, indicando algo extraordinário neste local”, disse Jones. Ele explicou que “a madeira em decomposição contribui diretamente para a matéria orgânica do solo”, o que justifica os níveis elevados de carbono e potássio.

William Crabtree, cientista do solo integrante da equipe, reforçou a avaliação: “A composição do solo é muito diferente do fluxo de lama natural, indicando algo extraordinário neste local”.

A pesquisa também leva em conta dados obtidos por radar de penetração no solo em 3D, realizados em 2019. Segundo a Noah’s Ark Scans, as varreduras indicaram a presença de “um corredor central de 71 metros e estruturas angulares – potencialmente salas ou corredores – que se estendem por até 6 metros de profundidade”. Para os responsáveis pelo estudo, essas formações em ângulo reto não são comuns em formações geológicas naturais, sugerindo “um projeto intencional”.

“A presença de corredores e estruturas semelhantes a salas aponta para uma origem artificial para o formato do barco”, declarou Jones. “A reanálise confirma o que suspeitávamos: essas não são formas aleatórias no fluxo de lama”.

Apesar dos resultados, nenhuma escavação está prevista para este ano. De acordo com Jones, a equipe continuará utilizando técnicas não destrutivas, como pesquisas geofísicas adicionais e perfuração de núcleo, com planos de coleta de amostras mais profundas em 2025.

“Nós estamos focados em entender melhor o que está abaixo do solo e ampliar as análises com métodos não invasivos”, afirmou.

A Arca de Noé é mencionada na narrativa bíblica do dilúvio universal, como a embarcação construída por ordem divina para salvar Noé, sua família e os animais da destruição. De acordo com o relato em Gênesis 6.15, a arca teria cerca de 300 côvados de comprimento (aproximadamente 137 metros), 50 de largura (cerca de 23 metros) e 30 de altura (aproximadamente 13 metros).

O local de Durupınar está situado a cerca de 29 quilômetros do Monte Ararate, tradicionalmente associado ao repouso final da arca, conforme Gênesis 8.4: “E repousou a arca no sétimo mês, no décimo sétimo dia do mês, sobre os montes de Ararate”.

Até o momento, a comunidade científica mantém cautela quanto às interpretações, e especialistas alertam que são necessárias mais evidências para estabelecer qualquer relação entre o sítio e a narrativa bíblica.

Líder do Hamas foi morto em operação de Israel em Gaza

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que militares israelenses “eliminaram” Mohammed Sinwar, identificado como chefe do Hamas em Gaza e irmão de Yahya Sinwar, ex-líder da organização no enclave palestino.

A operação teria ocorrido em 13 de maio, segundo informações divulgadas pelo governo israelense, durante um ataque ao pátio e às imediações do hospital europeu, na cidade de Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza. De acordo com as Forças de Defesa de Israel (FDI), a ação resultou na destruição de “infraestruturas subterrâneas” utilizadas pelo Hamas.

A agência de Defesa Civil de Gaza, subordinada ao próprio Hamas, relatou que 28 pessoas morreram na ação. A morte de Mohammed Sinwar, no entanto, não foi confirmada nem desmentida oficialmente pela liderança do grupo.

Mohammed Sinwar era considerado um dos alvos prioritários pelas autoridades israelenses, especialmente após a morte de seu irmão, Yahya Sinwar, atribuída a tropas israelenses em outubro de 2023. Yahya era apontado como o mentor do ataque de 7 de outubro do mesmo ano, quando militantes do Hamas invadiram o território israelense e mataram cerca de 1.200 pessoas, além de sequestrar outras 251, conforme números informados por Israel.

A ofensiva militar de Israel teve início pouco depois do ataque de outubro e completa 600 dias. Estimativas do Ministério da Saúde de Gaza, órgão administrado pelo Hamas, indicam que cerca de 54 mil pessoas foram mortas no território palestino desde o início da campanha israelense. Esses números, no entanto, não foram verificados de forma independente por agências internacionais.

Até o momento, o Hamas não se pronunciou oficialmente sobre a suposta morte de Mohammed Sinwar, de acordo com informações da BBC.

Secretário de Trump anuncia medida contra Alexandre de Moraes

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou em 29 de maio uma nova política de restrição de vistos que vai atingir autoridades estrangeiras acusadas de censurar cidadãos ou empresas norte-americanas. A medida inclui também familiares diretos dessas autoridades. No Brasil, o ministro Alexandre de Moraes é um dos implicados.

“Hoje estou anunciando uma nova política de restrição de vistos que se aplicará a estrangeiros responsáveis pela censura de discursos protegidos nos Estados Unidos”, declarou Rubio, ao comentar que a decisão busca proteger o direito à liberdade de expressão de americanos, inclusive quando exercido em plataformas digitais. “É inaceitável que autoridades estrangeiras emitam ou ameacem emitir mandados de prisão contra cidadãos ou residentes dos EUA por publicações em mídias sociais em plataformas dos EUA”, afirmou.

Segundo o Departamento de Estado, a iniciativa tem amparo na seção 212(a)(3)(C) da Lei de Imigração e Nacionalidade, que permite a proibição de entrada de estrangeiros cuja presença possa gerar “consequências adversas potencialmente graves para a política externa dos Estados Unidos”.

Embora Rubio não tenha citado nomes diretamente, diplomatas avaliam que a medida pode atingir o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, entre outras autoridades brasileiras. Nos últimos meses, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro tem promovido articulações junto à base conservadora nos Estados Unidos para que a Casa Branca atue contra Moraes, sob a alegação de que o magistrado teria adotado medidas de censura contra plataformas digitais e cidadãos americanos.

Uma das ações mais mencionadas por aliados do ex-presidente Donald Trump envolve o bloqueio de perfis em redes sociais e o embate judicial com a plataforma X, pertencente a Elon Musk. A Rumble, rede social com forte presença entre apoiadores de Trump, chegou a mover um processo contra Moraes na Flórida.

Rubio afirmou que a liberdade de expressão é um “direito inato sobre o qual os governos estrangeiros não têm autoridade” e que os Estados Unidos não tolerarão “interferência na soberania americana”. Em sua conta na rede X, o secretário escreveu: “Os estrangeiros que trabalham para minar os direitos dos americanos não devem ter o privilégio de viajar para o nosso país”.

O jornalista Paulo Figueiredo Filho, que reside nos Estados Unidos, publicou em 29 de maio uma lista com os nomes de autoridades brasileiras que, segundo ele, estariam sujeitas às restrições. A lista inclui ministros do STF como Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Edson Fachin, Cármen Lúcia, Dias Toffoli e Cristiano Zanin; o procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco; o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski; o senador Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado; além de nomes ligados à Polícia Federal, como Andrei Rodrigues, diretor-geral, e Fábio Schor, chefe da Divisão de Crimes Cibernéticos.

“Pela nova diretriz do governo americano, estes indivíduos e seus familiares diretos perdem o privilégio de entrada nos Estados Unidos da América”, afirmou Figueiredo no X.

Eduardo Bolsonaro reagiu com entusiasmo à notícia e escreveu em seu perfil: “Parabéns. No Brasil estamos cheios disso. EUA estão trazendo esperança por quem luta pela liberdade”.

O governo brasileiro, por meio do Itamaraty, ainda não se manifestou oficialmente. Fontes do Ministério das Relações Exteriores indicam que a ordem, por ora, é de acompanhar os desdobramentos com vigilância. A gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara uma resposta política caso sanções específicas sejam aplicadas a autoridades brasileiras, mas não há previsão de retaliações diplomáticas ou comerciais.

A construção da nova política de vistos teve início ainda em 2023, antes das eleições presidenciais americanas de 2024. Em setembro daquele ano, parlamentares republicanos enviaram uma carta ao governo do então presidente Joe Biden solicitando a restrição de entrada para autoridades estrangeiras acusadas de praticar censura. Alexandre de Moraes foi citado no documento como alguém que “agiu como um ditador totalitário”, especialmente no embate com a plataforma X.

A administração de Donald Trump retomou o debate após a vitória eleitoral e, desde abril de 2025, já havia sinalizado que estudava medidas contra autoridades brasileiras. Um comunicado da Casa Branca destacou: “A liberdade de expressão é um dos direitos mais preciosos que desfrutamos como americanos. Esse direito, consagrado em nossa Constituição, nos distinguiu como um farol de liberdade em todo o mundo”.

Segundo as diretrizes anunciadas, ministros ou funcionários estrangeiros que solicitarem visto para entrada nos EUA poderão ter o pedido negado se houver comprovação de que atuaram contra os princípios de liberdade de expressão defendidos pela legislação americana. Além disso, familiares próximos também poderão ser abrangidos pela medida.

Esta é a lista de autoridades brasileiras cujas violações contra cidadãos, residentes e empresas dos EUA já foram enviadas e documentadas em detalhes ao Departamento de Estado dos EUA:

Alexandre de Moraes – Ministro do STF;

Luís Roberto Barroso – Presidente do STF

Gilmar Mendes…

— Paulo Figueiredo (8) (@pfigueiredo08) May 28, 2025

Cantora gospel e filhos são assassinados no litoral paulista

A cantora gospel Priscila Silva, de idade não divulgada, foi assassinada na manhã da última segunda-feira, 26 de maio, em Mongaguá, município do litoral sul de São Paulo. O crime ocorreu por volta das 10h00, na residência da irmã da vítima, localizada no bairro Jussara. A brutalidade do ato gerou forte comoção entre moradores e membros da comunidade evangélica da Baixada Santista.

Segundo informações da Polícia Civil, o autor do crime foi José Roberto Alves do Espírito Santo, de 41 anos, cunhado de Priscila. Ele invadiu a casa da ex-esposa, Josiane Silva, utilizando uma pá e uma marreta para atacar a cantora, que estava no local acompanhada dos filhos, Kaio, de 13 anos, e Dandara Vitória, de 11.

A motivação, segundo a investigação, seria o inconformismo de José Roberto com o fim do relacionamento conjugal com Josiane.

Além de assassinar a cunhada e os dois sobrinhos, José Roberto também tentou matar o filho mais velho da cantora, um adolescente de 16 anos, que foi socorrido com vida e encaminhado a uma unidade de saúde. O agressor ainda estuprou a ex-mulher, que estava na casa no momento do crime.

Após denúncia anônima ao COPOM, policiais militares localizaram o suspeito nas proximidades da Escola Givaldo Alves Gomes, correndo descalço, sem camisa e vestindo apenas uma bermuda. Durante a abordagem, os agentes encontraram uma faca de aproximadamente 16 cm no bolso da bermuda. O autor confessou os assassinatos, alegando que as vítimas “não haviam falado a verdade”.

José Roberto foi levado inicialmente ao Pronto-Socorro Central de Mongaguá e, em seguida, à delegacia da cidade, onde recebeu voz de prisão em flagrante. Segundo informações do Vale 360 News, durante o interrogatório, ele teria declarado: “Vou sair logo da cadeia e vou terminar o serviço”.

A delegada responsável pelo caso, Izabela Coelho Fernandes, informou que o autor foi autuado pelos crimes de:

  • Feminicídio triplamente qualificado,

  • Homicídio triplamente qualificado,

  • Tentativa de homicídio triplamente qualificada,

  • Estupro com abuso de autoridade,

  • Ameaça,

  • Descumprimento de medida protetiva, com base na Lei Maria da Penha.

Ainda de acordo com a delegada, “a palavra da vítima é suficiente para embasar a denúncia, quando corroborada por provas materiais e outros elementos”.

Priscila Silva havia se mudado recentemente para Mongaguá. Ela era casada e atuava como cantora no meio gospel, sendo conhecida em eventos evangélicos da região. As investigações seguem sob responsabilidade da Delegacia de Mongaguá.

O caso será encaminhado ao Ministério Público, e o agressor permanece à disposição da Justiça.

Novo projeto ao vivo do Crianças Diante do Trono em SP

No dia 14 de junho de 2025, o grupo infantil Crianças Diante do Trono realizará a gravação de um novo projeto ao vivo na Igreja Além do Véu, localizada em São Bernardo do Campo, no estado de São Paulo.

Os ingressos estão disponíveis exclusivamente para o público que comparecer acompanhado de crianças. A restrição gerou manifestações de insatisfação por parte de fãs adultos que desejavam participar do evento de forma individual.

Para divulgar a gravação, Ana Paula Valadão compartilhou um vídeo nas redes sociais com tom descontraído. Na filmagem, o personagem Vareta aparece sorrindo, toma o celular da cantora e sai correndo, criando um momento de suspense entre os seguidores.

Os valores dos ingressos variam conforme a quantidade de crianças: R$ 210 para um adulto com uma criança, R$ 280 para um adulto com duas crianças e R$ 350 para um adulto com três crianças. As quantias não incluem as taxas de serviço, de acordo com a revista Exibir Gospel.

Criado em 2001, o Crianças Diante do Trono é um projeto cristão vinculado ao ministério Diante do Trono, com foco na formação bíblica do público infantil. O grupo busca transmitir ensinamentos cristãos por meio de músicas e produções lúdicas.

Entre os anos de 2001 e 2016, o projeto lançou 11 CDs e 9 DVDs, com títulos que se tornaram populares no meio evangélico, como Amigo de Deus, Quem é Jesus?, Samuel, o Menino que Ouviu Deus e A Arca de Noé.

Evangélica abandona a fé para viver em poligamia

Nos últimos anos, o número de famílias em poligamia que se expõem nas redes sociais tem aumentado. Um desses casos é o de Priscilla Mira, 41 anos, Marcel Mira, também de 41, e Regiane Gabarra, 36, que passaram a produzir conteúdo na internet sobre o cotidiano da relação a três.

Priscilla, criada como evangélica, conheceu Marcel ainda na juventude, e ambos mantiveram um relacionamento monogâmico por cerca de 15 anos. Dessa união nasceram três filhos: Reginaldo Gabarra, 21, Sara Mira, 17, e Isabela Mira Gabarra, 12. Há sete anos, Regiane passou a integrar a família. Desde então, os cinco vivem juntos em Bragança Paulista (SP).

A configuração familiar incomum trouxe, segundo os integrantes do trisal, mais organização à rotina doméstica. Marcel viaja com frequência a trabalho, o que anteriormente sobrecarregava Priscilla. Com a presença de Regiane, as tarefas são divididas.

“Duas mães em casa facilita muito. Enquanto uma arruma a mochila, a outra arruma a lancheira. A outra já sabe onde está o calçado, onde está a roupa, o que tem que fazer, qual uniforme já lavou, qual não lavou”, declarou Priscilla em entrevista à Veja.

O vínculo entre Priscilla e Regiane começou no ambiente de trabalho. As duas se aproximaram gradualmente, e a amizade se transformou em relacionamento afetivo. Priscilla apresentou Regiane a Marcel, e os três estabeleceram uma relação conjunta.

De acordo com Priscilla, os filhos reagiram bem à nova configuração, assim como os familiares de Regiane e Marcel. A situação foi distinta com a família de Priscilla, que permanece evangélica:

“Ser homossexual em uma religião evangélica é o fim do mundo. Estar dividindo o meu leito com duas pessoas, aí já vira promiscuidade, é uma abominação. Meu pai e minha mãe são afastados de mim, falo pouquíssimo com a minha mãe, só o essencial. Minhas irmãs também fizeram a mesma coisa, se afastaram, meus tios, a maioria da minha família…”, relatou.

Entre os principais desafios relatados pelo trio está a necessidade de lidar com a rejeição de terceiros e os sentimentos de ciúme e posse: “A gente aprende a ser monogâmico. Os primeiros três anos foram muito difíceis com ciúmes, com posse. Depois de muita terapia, convivência, diálogo e empatia conseguimos superar”, afirmou Priscilla.

Atualmente, o trio tem mais um filho, Pierre Gabarra Mira, de 3 anos, fruto do relacionamento entre os três. Além de buscar o reconhecimento formal da união, eles também organizam o que consideram ser o primeiro encontro de famílias poligâmicas no Brasil. O evento está previsto para ocorrer no dia 20 de setembro, em Pinhalzinho, interior de São Paulo, com a presença de cerca de 35 famílias.

Padres gays são maioria, diz ex-seminarista sobre Igreja Católica

Brendo Silva, 33 anos, pedagogo com pós-graduação em sexologia e religiosidade, afirmou ter recebido ameaças de morte após o lançamento do livro A vida secreta dos padres gays (Editora Matrix), publicado recentemente.

A obra, que trata da intimidade de membros do clero católico no Brasil sem divulgar suas identidades, vem gerando debates sobre homossexualidade entre religiosos. As ameaças foram noticiadas pela Veja.

Silva foi seminarista por sete anos. Hoje, se identifica como agnóstico. Em entrevista concedida, o ex-seminarista relatou episódios que vivenciou ao longo de sua formação religiosa, incluindo convites de natureza sexual feitos por membros da hierarquia eclesiástica.

“Já tinha largado o seminário, mas, até hoje mantenho contato com muitos padres, seminaristas e freiras. Foi quando um bispo me chamou no Facebook, achei esquisito que me pedisse o WhatsApp, sem muita conversa. Trocamos WhatsApp, começamos a conversar e ele falou: ‘Você não quer sair para almoçar?’. Falei: ‘Quero’. Ele marcou num sábado, também morava em São Paulo, onde moro atualmente, e fomos a uma churrascaria. No final do encontro ele já foi enviesando a conversa para um lado mais sexual e me chamou para ir a um motel. Enfim, fomos”, afirmou.

Durante a entrevista, Silva disse ter observado, desde os primeiros contatos com a Igreja, uma prevalência de jovens homossexuais nos espaços de formação. “Já no grupo de coroinhas notei que a maioria dos garotos era gay. Depois, quando fui para o vocacional, percebi novamente que a maioria era formada por gays. Quando entrei no seminário, com 14 anos, minha turma era formada por 12 seminaristas, 8 eram gays ou bissexuais”, declarou. Segundo ele, esse padrão se repetiu em diferentes locais pelos quais passou: “Sempre a maioria dos padres e seminaristas era gay”.

Silva argumenta que seu livro busca compreender as razões pelas quais a Igreja atrai homens homossexuais. “O livro é uma tentativa de responder a essa pergunta, que muitas vezes é respondida no senso comum como busca de um refúgio. E descobri que não é só isso”, afirmou.

Sobre o ambiente nos seminários, disse: “Quase todo mundo ali é gay. Todo mundo tem um amor sincero e honesto pela Igreja. Todo mundo tem essa sensibilidade e esses dons. E você se encontra entre iguais. Os héteros que entrevistei para o meu livro falam que se sentiam deslocados e às vezes até excluídos por conta da maioria ser gay”.

Ao relatar sua saída da Igreja, Silva afirmou que enfrentou conflitos relacionados à sua identidade sexual. “Estava morando na Europa. Ia ter uma boa formação, uma vida tranquila. Mas pedi para sair e nunca mais voltar, porque vivia com conflito interior por conta da minha identidade sexual”, disse. Ele acrescentou: “Tentei de toda forma renegar a minha sexualidade, pedi para Deus tirar isso de mim. Tentei cura gay, fazer mortificação, jejum, sacrifício, tudo que você imaginar e isso não acabava. Comecei a entender que fazia parte de mim”.

Silva disse ainda que optou por não seguir com uma “vida dupla”. “Não quero usar o ambão para pregar alguma coisa e, lá atrás, ou quando estou de férias na minha cidade, ou por aí pelo Brasil e pelo mundo, praticar algo diferente nas boates e saunas, como meus colegas seminaristas e padres fazem até hoje”, afirmou.

Questionado sobre a possibilidade de papas homossexuais, Brendo declarou: “Com certeza já tivemos papa gay. Tem estudos, de mais de um autor, que apontam papa Paulo VI, até namorado ele tinha”. Ressaltou que tais alegações não foram comprovadas. “Se a gente tem uma maioria de padres, seminaristas e bispos gays, é claro que já tivemos papa gay”, completou.

Ao mencionar o atual pontífice, Leão XIV, afirmou ter conhecido o seminário da ordem agostiniana em Bragança Paulista (SP), onde o papa estudou. “Fiquei uma semana no seminário da ordem dele (…) e lá não lembro de nenhum hétero na ordem dele. Pelo menos os que conheci, inclusive alguns se tornaram amigos depois que saí, não lembro de nenhum hétero lá”.

Segundo Silva, as ameaças que recebeu não contestaram o conteúdo do livro. “De todas as ameaças que recebi, nenhum padre falou: ‘Você está mentindo’. Eles só falam: ‘Quem é você para falar sobre isso’, ‘não fale sobre isso’. Ninguém nega, mas me pedem para me calar”, relatou.

Por fim, o ex-seminarista afirmou que há sacerdotes com visibilidade pública que mantêm comportamentos não condizentes com seus discursos. “Os padres gays, por exemplo, estão nas fileiras dos melhores sacerdotes da Igreja. (…) Conheço e vi com meus próprios olhos, mas optei por não citar no livro por questão editorial, para evitar processos”, disse. E concluiu: “Um desses padres que sei participa de programas de TV defendendo discursos moralistas, o que é ainda mais triste”.

Quirguistão: autoridades confiscam Bíblias e torturam pastor

O pastor Pavel Shreider, de 65 anos, integrante da Igreja Adventista do Sétimo Dia Verdadeira e Livre Reformada, permanece detido desde 13 de novembro de 2024, sob custódia da Polícia do Serviço de Segurança Nacional (NSC) do Quirguistão. Ele foi preso ao sair de sua residência, nos arredores de Bishkek, por volta das 8h, e levado ao edifício do NSC na capital, onde relatou ter sido submetido a tortura.

De acordo com o grupo de direitos humanos Forum 18, Shreider denunciou ter sido agredido por cinco policiais, que o atingiram com um cano de ferro, desferiram chutes nas costas e golpes na cabeça e no peito.

A denúncia foi registrada pelo próprio pastor junto ao Centro Nacional para a Prevenção da Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes, mas foi rejeitada pelo órgão: “Recebi pancadas na cabeça, no peito e chutes na coluna por trás, vindos de cinco policiais”, relatou Shreider, acrescentando que os agentes tentaram forçá-lo a confessar crimes inexistentes.

Segundo o Fórum 18, o pastor segue preso em uma unidade de investigação do Ministério do Interior em Bishkek, aguardando julgamento pela acusação de “incitação à inimizade racial, étnica, nacional, religiosa ou regional cometida por um grupo”, crime que pode resultar em pena de seis a sete anos de prisão. O julgamento teve início em 17 de abril, e uma nova audiência está marcada para esta quinta-feira.

O advogado de Shreider, Akmat Alagushev, afirmou ao Forum 18 que a acusação carece de substância: “Não há uma única referência na acusação às pessoas em conluio com as quais Shreider supostamente cometeu os crimes mencionados, e nenhuma referência a quaisquer nomes específicos. Além disso, não há nenhuma evidência concreta de ações ilegais que Shreider supostamente cometeu na mídia, na internet, publicamente ou de outra forma”, declarou.

O grupo de vigilância também relatou que, em 14 de novembro, a polícia secreta utilizou uma arma de choque contra o membro da igreja Igor Tsoy, na tentativa de forçá-lo a incriminar o pastor. Tsoy se recusou a cooperar, mesmo após sofrer “múltiplos ferimentos”, e foi libertado no mesmo dia.

A filha do pastor, Vera Shreider, visitou-o na prisão em 21 de maio e afirmou que ele está “bem fisicamente”. Segundo ela, a família tem permissão para entregar alimentos e medicamentos: “Ele foi examinado por vários médicos recentemente, após nossos inúmeros telefonemas para diversas autoridades. A comida na prisão é normal. Ele consegue ler a Bíblia, que guarda na cela, e tem permissão para orar”, relatou.

O Fórum 18 identificou nove agentes envolvidos na prisão do pastor. Entre eles estão Siymik Bolotov, investigador do NSC; Azim Kurmanbekov, agente do Ministério do Interior; e dois policiais mascarados e armados do Destacamento Especial de Polícia.

Vera Shreider relatou que os agentes invadiram a residência da família e impediram qualquer comunicação com o advogado: “Empurraram a cabeça do meu pai para baixo como se ele fosse um criminoso perigoso. Confiscaram todos os nossos telefones e nos impediram de examinar os documentos de identidade. Disseram apenas: ‘É um caso secreto’”, afirmou.

Após a prisão, o pastor foi levado algemado a um local de culto da igreja na vila de Lenin, distrito de Alamudun, região de Chuy. A casa pertence a um parente de Shreider. Ainda no dia 13 de novembro, autoridades realizaram buscas em outras nove residências de membros da igreja, apreendendo mais de 2.000 livros — incluindo cerca de 200 volumes de Ellen White, fundadora do adventismo —, além de pelo menos 50 Bíblias, computadores, celulares, dinheiro e documentos de propriedade.

Os itens foram posteriormente devolvidos, com exceção de um celular, que a polícia alegou ter perdido, e livros que permanecem sob custódia como provas no processo contra o pastor.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia Verdadeira e Livre Reformada é um movimento de reforma surgido durante o período soviético e distinto da Igreja Adventista do Sétimo Dia com sede nos Estados Unidos. A denominação não é registrada oficialmente no Quirguistão, o que a coloca em situação de ilegalidade perante o Estado. O antigo líder da igreja, Vladimir Shelkov, considerado prisioneiro de consciência, morreu em um campo de trabalho soviético em 1980.

Um membro não identificado da congregação afirmou ao Fórum 18 que as autoridades vêm tentando fechar a igreja desde 2022. “Estavam buscando desculpas”, declarou, sob anonimato por temor de retaliações.

O mesmo membro descreveu o processo contra o pastor como “fabricado”. Ele mencionou um caso de 2021, no qual dois membros da igreja foram acusados de manipular uma senhora idosa, também membro da congregação, para vender sua casa. A acusação alega que isso ocorreu sob orientação de Shreider. Segundo os fiéis, as declarações utilizadas como provas seriam falsas, assim como a associação entre esse caso e o processo atual.

O Fórum 18 informou que procurou autoridades kirguizes para comentar a prisão e os relatos de tortura, mas todas se recusaram a responder. O Quirguistão é signatário da Convenção da ONU contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes, de acordo com informações do portal The Christian Post.

Sayão relata livramento após AVC e diz que chegou a perder a fala

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No final da manhã desta terça-feira, 27 de maio, o pastor Luiz Sayão publicou outra atualização sobre seu estado de saúde, demonstrando franca recuperação após o AVC sofrido no dia de ontem, segunda-feira.

Sayão, que tem um histórico delicado de problemas de saúde desde a infecção pela covid-19, descreveu com detalhes o que passou: “Eu estou no hospital na UTI. Eu tive um AVC ontem, né, e foi uma coisa especial de Deus, porque enquanto eu cheguei no consultório da médica para o meu tratamento, eu tive um AVC lá”, introduziu.

O pastor expressou gratidão a Deus por conta das circunstâncias, já que o pronto atendimento impediu maiores complicações: “Eu enrolei a língua, perdi as forças, esse braço aqui [esquerdo] não reagiu mais, a mão caiu, e de lá mesmo ela me levou com urgência aqui para o hospital”.

“Recebi o tratamento de imediato, o que faz toda a diferença para não ter sequelas. Eu, por exemplo, tinha perdido a fala praticamente completa, e olha como eu estou falando, né?”, acrescentou Sayão.

Comovido pela mobilização nas redes sociais em prol de sua recuperação, o pastor explicou que ainda precisa de tempo de internação na UTI: “Eu quero agradecer muito a atenção, a oração, a solidariedade de todos. Não estou em condições de receber visita, então eu peço as orações”.

Expressando “gratidão a Deus mais uma vez por esse livramento”, o pastor explicou que tem recebido tudo que precisa “para melhorar”: “Agradeço de coração a família que me deu apoio total, então eu estou aqui com a esposa Celis, com o filho Israel, né, com os outros filhos também, todos dando atenção aí à distância e coordenando tudo, e também as pessoas da IBNU, que tem mandado todo tipo de atenção, cuidado”, frisou o pastor.

“Eu agradeço de coração e com a graça de Deus, eu espero estar melhor nos próximos dias aí. Um abraço a todos e pedido seja Deus a sua graça, bondade e poder sobre a vida da gente para que a gente continue servindo ao Senhor no reino, tá bom?”, finalizou Sayão.