‘Não Pare de Adorar’: assista ao novo clipe de Sarah Beatriz

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A cantora Sarah Beatriz apresentou nesta quinta-feira, 24 de abril, a música Não Pare de Adorar, nova faixa de seu projeto ao vivo gravado em São Paulo. O lançamento destaca-se pela proposta de refletir, por meio da música, o que a Bíblia revela sobre o poder da adoração, mesmo em meio às adversidades.

A inspiração para a canção, segundo Sarah, está ancorada em diversos relatos bíblicos sobre o impacto espiritual do louvor. Um dos exemplos citados é o episódio de Paulo e Silas, narrado em Atos 16. Mesmo presos e algemados, ambos começaram a cantar hinos, momento em que um terremoto abalou os alicerces da prisão, resultando na libertação física dos detentos e na transformação espiritual dos presentes.

Outro personagem bíblico frequentemente associado à adoração é o rei Davi, autor de diversos salmos. Um dos textos destacados pela artista é o Salmo 34:1-2: “Louvarei ao Senhor em todo o tempo; o seu louvor estará continuamente na minha boca. A minha alma se gloriará no Senhor; os mansos o ouvirão e se alegrarão”.

“Essa composição mostra como o louvor pode trazer paz aos corações. Com este lançamento, quero lembrar que, quando abrimos nossa boca para declarar a bondade e o poder de Deus, o medo se afasta e não há razão para temer, porque Ele está com a gente”, declarou Sarah Beatriz.

Reconhecida pela potência vocal e por sua habilidade de alcançar notas agudas com precisão, Sarah Beatriz vem consolidando sua carreira como um dos principais nomes da música cristã nacional. O novo projeto, gravado ao vivo, reúne composições autorais, versões e releituras, incluindo um clássico ainda não divulgado.

O álbum completo será disponibilizado em breve nas plataformas digitais e contará com nove faixas. Além de Não Pare de Adorar, o repertório inclui: Pentecostes, Deus na Minha História (versão de God Is In This Story, de Katy Nichole), Chega de Errar Pra Aprender (com Eli Soares e Mauro Henrique), Tu És a Direção, O Grande Eu Sou e O Teu Poder (Creio em Ti), esta última em dueto com a cantora Bruna Karla.

Com mais de 850 milhões de reproduções nas plataformas de música e 8 milhões de seguidores nas redes sociais, Sarah Beatriz vive um dos momentos mais expressivos de sua trajetória ministerial, apresentando canções que abordam temas como fé, coragem e esperança.

A produção musical do projeto é assinada por Hananiel Eduardo, enquanto a direção de vídeo ficou a cargo de Flauzilino Jr. A faixa Não Pare de Adorar já está disponível no canal da Musile Records no YouTube e nos principais serviços de streaming.

Há vida fora da Terra? Descoberta da ciência reabre debate

A possibilidade de vida fora da Terra, além do sistema solar, ganhou novos contornos esta semana, após cientistas detectarem impressões químicas inusitadas na atmosfera do exoplaneta K2-18 b, utilizando o telescópio espacial James Webb.

De acordo com a análise, foram encontrados traços de dois gases — dimetil sulfeto (DMS) e dissulfeto de dimetila (DMDS) — que, na Terra, são produzidos exclusivamente por processos biológicos, sobretudo por fitoplâncton marinho.

A descoberta, que ainda é tratada com cautela pela comunidade científica, provocou reações também em meio a estudiosos e líderes cristãos, que analisam a notícia sob a ótica bíblica.

O cientista Marcos Eberlin, pós-doutor pela Purdue University, nos Estados Unidos, afirmou que, embora o universo tenha sido criado para manifestar a glória de Deus, conforme ensina o livro de Isaías, a Terra foi especialmente preparada para a vida:

“Lemos em Isaías que os céus manifestam a glória de Deus, então, o universo é feito para manifestar a glória de Deus, mas a Terra nos foi dada de presente”, declarou.

Eberlin frisou ainda: “A Bíblia deixa muito claro que a vida na Terra já é sobrenatural. O planeta Terra é único, há milhares de condições únicas que só a Terra possui. Então, esperar que tenha vida em outro planeta por processos naturais, é impossível, não há nenhuma indicação segura”.

O pastor José Ernesto, líder da Igreja Presbiteriana Água Viva, em Vitória-ES, e articulista da revista Comunhão, compartilha visão semelhante. Comparando a recente descoberta com uma analogia, afirmou: “É como se pegássemos uma pequena concha na praia e, com base nessa concha, montássemos toda uma teoria de como é todo o oceano”.

Em seu entendimento, tais conclusões são construídas a partir de suposições baseadas em evidências limitadas. Ele citou o Salmo 8:3-4 para embasar sua reflexão: “Quando olho para o céu, que tu criaste, para a lua e para as estrelas, que puseste nos seus lugares — que é um simples ser humano para que penses nele? Que é um ser mortal para que te preocupes com ele?”.

Para o pastor Ernesto, a resposta bíblica é clara: “Vem sempre uma dúvida: será que estamos sozinhos neste imenso universo? A resposta é sim!”.

José Ernesto também salientou que a Bíblia enfatiza a centralidade do ser humano no plano divino: “Deus resolveu fazer da maneira que está revelado na Bíblia. Apenas o verdadeiro evangelho mostra um Deus querendo resgatar o homem. Discutir se existe vida em outro planeta é desviar o foco da dependência e dos planos de Deus para a humanidade”, avaliou.

Enquanto a astrobiologia internacional celebra a descoberta com entusiasmo, embora com prudência — uma vez que anúncios anteriores de “sinais de vida” não se confirmaram —, no meio cristão, o tema é abordado com outras ponderações.

O pastor e professor acadêmico Geraldo Moyses Gazolli Junior, mestre em Ciências da Religião e doutorando em Teologia, ofereceu outra perspectiva. Em sua análise, a Bíblia sugere que há vida além da Terra, embora não necessariamente nos moldes populares de civilizações extraterrestres.

Ele destacou o texto de Apocalipse 12:10-12: “E ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora é chegada a salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo; porque já o acusador de nossos irmãos é derrubado, o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite. E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até à morte. Por isso alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Ai dos que habitam na terra e no mar; porque o diabo desceu a vós, e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo”.

Comentando sobre o texto, Gazolli afirmou: “Na cultura antiga, o universo era conhecido como céu e irmãos nossos habitam o universo e celebram a queda de satanás pelo nosso bem. Isso torna a ideia de que um Deus criador segue trazendo vida em algum canto do universo, uma ideia maravilhosa”.

O debate, portanto, continua em aberto, com a ciência buscando respostas em atmosferas distantes e a fé cristã interpretando as descobertas à luz das Escrituras. Por ora, os sinais detectados no K2-18 b ainda carecem de confirmações mais robustas, mas já reacendem tanto a curiosidade científica quanto as reflexões teológicas sobre o lugar do ser humano no universo.

Primeiros cristãos em Israel transformaram casas em igrejas

Uma nova pesquisa conduzida por arqueólogos israelenses revela que, durante a Antiguidade Tardia (séculos IV a VII d.C.), comunidades cristãs espalhadas pela terra de Israel e pelo Oriente Médio construíram um número expressivo de igrejas em propriedades privadas, em contraste com a prática judaica da época, que concentrava os recursos da comunidade na construção de sinagogas centrais.

O estudo, publicado recentemente na revista científica Levant e divulgado pelo The Times of Israel, foi coordenado pelo professor Jacob Ashkenazi, do Kinneret College, instituição localizada às margens do Mar da Galileia. Segundo Ashkenazi, esse padrão de edificação de igrejas revela um comportamento distinto entre cristãos e judeus quanto à forma de expressar e compartilhar a fé.

“Somente na província palestina romana, mais de 700 igrejas foram encontradas em escavações arqueológicas, sem mencionar as igrejas registradas em fontes históricas. É realmente inacreditável”, declarou o professor.

De acordo com o relatório, muitas dessas igrejas eram erguidas dentro de residências de famílias abastadas, com acesso tanto para a área privada quanto para a via pública. Esse modelo contrasta com o funcionamento das comunidades judaicas, que mantinham apenas uma sinagoga por vila, geralmente decorada com mosaicos e utilizada como centro comunitário e local de leitura da Torá.

Ashkenazi explicou que, durante o domínio greco-romano, era comum que membros da elite investissem em obras públicas, como teatros e banhos, visando prestígio social e cumprimento de dever cívico. Com a expansão do cristianismo, muitos passaram a canalizar esses investimentos para a construção de igrejas.

“Eles [os ricos] financiavam a construção de casas de banho, teatros e anfiteatros, e patrocinavam espetáculos e festivais públicos. Com o avanço do cristianismo, esse fenômeno sofreu uma leve transformação, à medida que os ricos começaram a se converter a financiar a construção de igrejas”, disse Ashkenazi.

A pesquisa foi baseada em anos de escavações em locais como Israel, Jordânia, Líbano e Arábia Saudita. Entre os sítios escavados diretamente pelo próprio Ashkenazi e pelo professor Motti Aviam, estão sete igrejas na Galileia Ocidental. Segundo eles, a vila de Hippos, com cerca de 2.000 habitantes, chegou a abrigar oito igrejas, sendo seis delas em casas particulares. Outro exemplo mencionado é Umm al-Jimal, no norte da Jordânia, onde foram identificadas pelo menos 15 igrejas para uma população estimada de 3.000 habitantes.

Inicialmente, os estudiosos interpretavam esse fenômeno como consequência de disputas teológicas que marcaram o cristianismo primitivo, como os concílios de Niceia (325), Constantinopla (381) e Éfeso (431). Contudo, Ashkenazi afirmou que os dados arqueológicos não sustentam essa explicação.

“Concluímos que disputas religiosas não são suficientes para justificar o número de igrejas e que a explicação era muito mais simples. Numa época em que todos eram crentes, os indivíduos ricos buscavam tanto dar quanto receber, construindo igrejas que servissem à comunidade”, afirmou.

As inscrições encontradas nas ruínas também oferecem detalhes sobre os patronos das construções. Em uma pequena igreja em Horvat Hesheq, entre Carmiel e Maalot, foi identificada uma dedicatória feita por um diácono chamado Demétrio, que mencionava diversos membros de sua família, como avós, pais, irmãs e filhas.

As igrejas centrais, geralmente maiores, traziam inscrições com os nomes dos bispos e registros cronológicos de suas construções. Em contrapartida, muitas igrejas domésticas apresentavam elementos de religiosidade mais personalizada, como menções a santos específicos, algo raro nas igrejas públicas.

“Vemos que o culto a santos era uma exclusividade de algumas famílias, não de toda comunidade local”, explicou Ashkenazi. “Por exemplo, em toda a província romana da Palestina, apenas três igrejas tinham menções ao nome São Pedro, uma figura universal”.

Quanto às sinagogas, o pesquisador destacou que elas eram mantidas como espaços públicos, voltados para a comunidade inteira, e que a existência de apenas uma por aldeia reforça sua centralidade e função coletiva.

“As sinagogas tinham um propósito diferente das igrejas e, portanto, precisavam ser um lugar único, onde toda a comunidade se reunia”, afirmou.

A pesquisa oferece uma nova perspectiva sobre a dinâmica religiosa e social das populações cristãs e judaicas nos primeiros séculos da era cristã, apontando que a construção de igrejas não se restringia a fenômenos doutrinários, mas refletia práticas sociais enraizadas na cultura da época.

Pais ganham na Justiça: escolas não podem ter banheiros neutros

As escolas da Escócia foram obrigadas a garantir a oferta de banheiros diferenciados por sexo biológico após uma ação judicial contra o Scottish Borders Council (SBC), movida por pais de alunos preocupados com os chamados banheiros neutros.

A controvérsia teve início na Escola Primária Earlston, localizada na região de Scottish Borders, inaugurada recentemente apenas com banheiros neutros em termos de sexo.

A reclamação apresentada por Sean Stratford e Leigh Hurley, pais de um aluno da instituição, foi inicialmente rejeitada. Posteriormente, o caso foi levado ao Tribunal de Sessão, em Edimburgo, onde o SBC reconheceu a obrigatoriedade legal de prover banheiros diferentes para meninos e meninas.

A advogada dos pais, Rosie Walker, afirmou que a decisão “terá implicações de longo alcance”. Em entrevista à BBC, Walker ressaltou que todas as escolas da Escócia devem agora revisar seus arranjos de banheiros para assegurar conformidade com a legislação vigente.

Segundo o Regulamento de Instalações Escolares (Requisitos e Padrões Gerais) (Escócia) de 1967, é exigido que as instituições escolares ofereçam banheiros em proporção equilibrada para meninos e meninas, estabelecendo o padrão de 50% para cada sexo.

Walker também destacou que a decisão recente da Suprema Corte do Reino Unido, que reafirmou que a definição legal de mulher é baseada no sexo biológico, reforça “a importância de proteger direitos baseados no sexo e espaços exclusivos para cada sexo”.

O Scottish Borders Council reconheceu que as preocupações dos pais eram legítimas e, por isso, optou por não contestar o processo judicial.

Em declaração à BBC, um porta-voz do governo escocês informou: “As autoridades locais têm responsabilidade legal pelo patrimônio escolar, incluindo o fornecimento de banheiros”. O porta-voz acrescentou que o governo está comprometido em manter atualizada a Orientação Transgênero para Escolas e que, diante de desenvolvimentos legais ou políticos relevantes, será considerada a necessidade de revisão do documento.

Também foi confirmado que novas orientações para escolas sobre temas transgêneros serão divulgadas em breve.

Em paralelo, após a decisão da Suprema Corte, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer declarou, segundo o The Christian Post, que concorda com “a realidade biológica do sexo”, corrigindo uma posição anterior em que admitia que “homens poderiam ser mulheres e mulheres poderiam ser homens”.

Importante congregação abandona Assembleia de Deus nos EUA

Em uma decisão inesperada para a liderança nacional da Assembleia de Deus nos EUA, a Igreja James River, considerada a maior congregação da denominação no estado do Missouri, anunciou a sua desfiliação da organização.

A decisão, tomada por unanimidade pelo Conselho Administrativo da igreja, foi comunicada publicamente durante um culto na última quarta-feira, 23 de abril.

“Recentemente, o Conselho Administrativo da Igreja James River decidiu encerrar nossa filiação denominacional formal com as Assembleias de Deus. Somos gratos pelas Assembleias de Deus e pretendemos continuar a parceria com elas de diversas maneiras — incluindo nosso apoio contínuo aos missionários e aos esforços missionários para levar o Evangelho ao redor do mundo”, afirmou a igreja em nota oficial.

A congregação, que registra uma frequência semanal de cerca de 16 mil pessoas, ressaltou que continuará comprometida com a doutrina pentecostal e com a missão de pregar a Bíblia.

Procurada pelo The Christian Post, a liderança da James River não respondeu às perguntas sobre as motivações ou o tempo de planejamento da saída. A Southern Missouri Ministry Network of the Assemblies of God, entidade que reúne igrejas filiadas na região, também não respondeu imediatamente às solicitações de esclarecimentos.

Don Miller, superintendente da rede, declarou: “A Igreja James River informou a Rede Ministerial do Sul do Missouri sobre sua decisão de deixar as Assembleias de Deus. Estamos cientes do impacto que a James River causou no Reino e somos gratos por tê-la como parte das Assembleias de Deus. Nas Assembleias de Deus, existe um processo em vigor para resolver questões dessa natureza, e a Southern Missouri seguirá esse processo”.

Um representante do escritório nacional da denominação, que não estava autorizado a se identificar publicamente, afirmou que a decisão da James River pegou todos de surpresa: “Eles informaram a todos, o público e o AOG, no culto de quarta-feira à noite. Não havia nenhum tipo de disputa. Não havia nenhum tipo de situação em andamento. Eles apenas anunciaram, e pronto”.

O representante acrescentou: “A Igreja James River tem um rico legado de ministério e serviço dentro das Assembleias de Deus, e nossas orações agora estão com eles pelas bênçãos de Deus e um ministério contínuo e eficaz”.

Fundada em 1991, inicialmente como Assembleia James River, a igreja já havia se envolvido em polêmicas nos últimos anos. Em 2023, o pastor principal John Lindell acusou publicamente o pastor Mark Driscoll de tentar derrubá-lo da liderança e dividir sua congregação, após críticas feitas a uma apresentação artística durante a Conferência dos Homens Mais Fortes.

Na mesma época, a igreja também chamou atenção nacional quando Lindell afirmou, durante uma transmissão ao vivo, que um milagre teria ocorrido em que uma fiel viu seus dedos amputados crescerem novamente, o que gerou ampla repercussão e pedidos de comprovação do episódio.

Até o momento, a Igreja James River não indicou alterações em suas práticas de fé ou estrutura interna, apenas a desvinculação formal da maior denominação pentecostal do mundo.

Pastor diz como discernir guerra espiritual, opressão ou possessão

JJ Hartung, pastor principal da Full Life Church em Fremont (Nebraska, EUA), compartilhou em culto no domingo (26/01) o relato da cura de Isaac Zellmer, evangelista que recuperou movimentos após quatro meses de dores incapacitantes, aproveitando a ocasião para fazer um alerta sobre a diferença entre opressão maligna e possessão.

O caso, ocorrido em janeiro de 2025, está sendo usado por Hartung para encorajar fiéis a “tomarem posse da autoridade espiritual em Cristo”, não confundindo questões básicas de natureza espiritual.

Contexto

Em novembro de 2024, Zellmer, de 54 anos, lesionou as costas ao erguer uma caixa, desenvolvendo dores que o deixaram dependente de andador e acamado por semanas.

Hartung relatou ter sentido um “impulso divino” em 23 de janeiro para visitar o amigo, mesmo sem apoio imediato de outros líderes religiosos. Um pastor convidado para acompanhá-lo teria alertado: Isso é guerra espiritual.

Na residência de Zellmer, Hartung descreveu “opressão demoníaca intensa, não possessão — pois cremos que salvos não podem ser possuídos”. Por quatro horas, ambos oraram, “clamando autoridade em nome de Jesus”. No domingo seguinte (26/01), Zellmer testemunhou em culto: “A dor sumiu completamente. Voltei a caminhar sem ajuda”.

Impacto no ministério

Hartung admitiu que, antes do episódio, questionava o cessacionismo — doutrina que nega a continuidade de milagres após a era apostólica. “Deus me avivou. Vi que a guerra espiritual exige proximidade com Cristo”, declarou.

Desde então, a Full Life Church, que reúne entre 80 e 125 fiéis, registrou relatos de curas e experiências espirituais, como o caso de Vickie O’Neal, 61 anos.

O’Neal, ex-militar e ateia convertida em 2020, afirmou ter sido curada de complicações pós-cirúrgicas em uma arcada dentária após orações no altar. “O Espírito Santo me guiou a orar em línguas. A inflamação desapareceu em horas”, detalhou. Ela foi batizada com o Espírito Santo em dezembro de 2024, prática comum em denominações pentecostais.

Segundo pesquisa Pew Research (2023), 63% dos evangélicos nos EUA creem em curas milagrosas hoje. A Full Life Church integra a Associação de Igrejas de Fé Apostólica, grupo que enfatiza dons espirituais.

Declarações do pastor:

Hartung, agora ex-cessacionista, atualmente prega sermões semanais sobre “autoridade contra as trevas”: “Quando discernimos a guerra espiritual, agimos. Isaac não precisou de cirurgia — precisou de irmãos que travassem sua batalha em oração”. Sobre críticas, ponderou: “Se não falamos de Jesus como Senhor dos milagres, falhamos em mostrar quem Ele é”.

A igreja planeja uma série de cultos de libertação em março de 2025, com treinamento para fiéis “identificarem opressões”. Zellmer, recuperado, já retomou viagens missionárias pelo Meio-Oeste americano.

Nota Explicativa:

Cessacionismo é corrente teológica que defende o fim dos dons miraculosos após o século I. Sua oposição, o continuacionismo, ganhou força em denominações carismáticas desde os anos 1960.

Vídeo: pastor diz que Brasil está sob ‘sinais claros da ira de Deus’

Muitos valores que formaram o alicerce da civilização ocidental estão sendo combatidos de maneira franca em diferentes frentes ideológicas, e o resultado é a degradação da sociedade. Essa constatação foi feita em uma pregação do pastor Augustus Nicodemus, que a descreveu como um sinal da ira de Deus sobre o Brasil e o continente americano.

Um corte da pregação está viralizando no Instagram, e foi compartilhado também pelo pastor Renato Vargens, da Igreja Cristã da Aliança. Nele, Nicodemus aplica o significado da passagem de Romanos 1.24-32:

“Como a ira de Deus está se revelando? A resposta é essa: Deus entregando a humanidade aos seus prazeres. Deus deixando de castigar. Deus deixando de reprimir. Deus tirando bons governantes. Deus tirando leis justas e boas. Deus tirando a autoridade policial. Deus deixa os criminosos, os violentos, os terroristas, os imorais, os pedófilos. Eles estão indo em frente, estão crescendo no mundo”, diz o pastor no sermão gravado na Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia.

Segundo Nicodemus, a ocorrência de casos cada vez mais repugnantes é parte de uma ação de Deus em entregar o mundo às consequências de sua rebelião: “Deus simplesmente está dizendo: ‘Não foi isso que vocês quiseram na hora que vocês me rejeitaram? O que vocês estavam pensando que ia acontecer?’”.

“Eu olho para a sociedade ao redor, a nossa cultura, cultura ocidental, e eu vejo claramente o sinal da ira de Deus sobre nós. As leis estão sendo derrubadas. O poder policial? Ninguém acredita mais. Os bons governantes? Onde estão eles? A Igreja calada. E a sociedade se dissolvendo moralmente. Avança a imoralidade, cada vez mais aberta, e ninguém faz nada”, reitera o pastor.

Nicodemus finaliza constatando que tudo indica o final de uma civilização e a aproximação da Segunda Vinda de Cristo: “Ninguém consegue reagir. O que é isso senão o sinal da ira de Deus sobre a nossa civilização? Ela está caminhando para o fim, e isso bem diante dos nossos olhos. Estamos vivendo esse período triste da nossa história”.

Vídeo: ciclone destrói templo e igreja improvisa tenda para cultuar

Em dezembro de 2024, o norte de Moçambique foi atingido pelo ciclone Chido, que causou a morte de 34 pessoas e destruiu cerca de 10 mil casas nas províncias de Cabo Delgado e Nampula. De acordo com o serviço meteorológico francês Meteo France, este foi o ciclone mais forte a atingir a região em 90 anos. As áreas afetadas abrigam atualmente mais de 300 mil pessoas, muitas delas em situação de vulnerabilidade.

Quase quatro meses após a tragédia, moradores continuam enfrentando dificuldades para reconstruir suas casas, escolas e templos. Durante uma viagem missionária nesta semana, o evangelista e músico americano Sean Feucht visitou comunidades afetadas e compartilhou registros de culto em uma tenda improvisada.

Segundo Feucht, “sua escola, igreja e suas casas foram destruídas”, mas nada os impede de cultuar: “Cantei, dancei e adorei com as crianças nos destroços da sua aldeia devastada”. O relato foi publicado em vídeo no perfil oficial do evangelista no Instagram.

A congregação local está reunida em um espaço montado com madeira e lona, onde os fiéis cultuam mesmo sem cadeiras ou piso: “Essa igreja foi destruída pelo ciclone, mas isso não parou sua adoração”, afirmou o evangelista.

Durante a visita, Sean Feucht pregou em um culto com presença expressiva de moradores. “Uma das maiores honras da minha vida este ano foi pregar nessa igreja devastada. Nunca vivi uma adoração tão pura”, escreveu.

O evangelista também relatou ter sido surpreendido com presentes oferecidos por cristãos locais, entre eles roupas típicas, colares e legumes. “Vejam a generosidade e a bondade da igreja africana. Jesus, nos torna mais assim”, declarou, atribuindo o gesto à generosidade dos moçambicanos mesmo em meio à escassez.

No Domingo de Páscoa, 20 de abril, Sean participou de um batismo coletivo realizado em uma praia local. A cerimônia foi organizada pela missão Iris Global, com presença da fundadora Heidi Baker. Segundo Feucht, mais de 500 pessoas foram batizadas, em uma celebração que durou cerca de duas horas.

“Obrigado Jesus por derrotar a morte e o pecado por todas as nações, tribo e língua”, escreveu o evangelista, ao compartilhar registros da cerimônia. Ele ainda informou que o culto de Páscoa teve duração de cinco horas consecutivas: “O poder de Deus está aqui. Estas são as vidas que correram para se entregar totalmente a Jesus pela primeira vez”, declarou.

A missão Iris Global, com atuação em diversas regiões da África, mantém projetos de evangelização, assistência humanitária e apoio a comunidades em situação de risco, segundo informações do portal Guia-me.

A lição que John Piper aprendeu ao pedir que a IA fizesse oração

O pastor John Piper compartilhou uma experiência pessoal que teve ao explorar sua curiosidade a respeito de como a inteligência artificial (IA) escreveria uma oração, e usou o episódio para ilustrar um sermão sobre adoração a Deus.

Durante um evento da Coalizão Pelo Evangelho, John Piper falava sobre a adoração e fez referência ao texto de Isaías 29.13, que diz “…visto que este povo se aproxima de mim e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim”.

Neste contexto, ele contou que pediu que a IA seguisse certos parâmetros, imitando um dos fundadores da Coalizão Pelo Evangelho, Donald Arthur Carson: “Eu fiz um pedido ao Chat GPT. Eu digitei ‘por favor, escreva uma oração de 30 segundos para Deus, no mesmo espírito e teologia de Don Carson, em louvor à glória da graça de Deus’”.

O público que participava do evento reagiu com risos, mas o pastor seguiu: “Três segundos depois, isso foi o que eu recebi: ‘Gracioso Pai, nos rendemos diante de Ti, o soberano Senhor da história e da redenção. Desde a eternidade era Teu plano derramar graça sobre pecadores imerecedores, através do sangue de Seu Filho amado. Nós Te louvamos pela glória da Tua misericórdia imerecida, sem medida, manifesta em Cristo crucificado e ressurrecto. Que as nossas vidas, redimidas e santificadas pelo Seu Espírito, sejam vasos de louvor para a riqueza da Sua graça. A Ti seja a glória para sempre e sempre. Amém”.

Enquanto lia, alguns presentes reagiam com surpresa, mas Piper ainda estava desenvolvendo seu argumento: “Isso é uma máquina. Eu te pergunto: isso é adoração? Não. Essas pessoas, essas máquinas, me honram com seus lábios e bytes, e seus corações estão longe de mim”, disse, ligando ao texto bíblico.

“Vamos deixar claro o propósito do universo: por que você foi criado? Palavras? Computadores escrevem. Melhor que você. Sério. Melhor que eu. Eles não sentem nada. Por isso o universo é criado: para ter pessoas que sentem. Isso é incrível”, afirmou, apontando o propósito da Criação.

“O universo existe para ter pessoas à imagem de Deus que sentem o valor da graça, que sentem a glória da graça, que sentem a beleza da graça, que sentem a maravilha da graça. E então tudo na vida delas passa a ter um sentido plenamente humano de ação e louvor a Deus”, finalizou o pastor.

Tempestade destrói casa, mas igreja mobiliza fiéis em socorro

Uma família que teve a casa destruída após a passagem da tempestade “Martinho”, no sul de Portugal, recebeu apoio direto da Comunidade Cristã Renovada Algarve. Em menos de um dia, os membros da igreja e seguidores online conseguiram arrecadar toda a quantia necessária para a reconstrução do imóvel.

A tempestade ocorreu em março de 2024 e causou estragos significativos em diversas regiões do país. Ventos que superaram os 120 km/h atingiram especialmente a Grande Lisboa, onde ao menos seis pessoas ficaram feridas. No aeródromo de Tires, três aviões de pequeno porte chegaram a ser virados. Árvores foram derrubadas sobre carros e estruturas em Portugal Continental e na Madeira foram severamente danificadas.

Entre os afetados estava o casal Lucas e Elaine, moradores do Algarve. Segundo relato do pastor Juninho Alves, líder da Comunidade Cristã Renovada Algarve, os ventos destruíram parte da casa móvel onde o casal vivia.

“No dia 18 de março, por volta de 1h da manhã, eles estavam em casa e aí o cômodo da frente que ele tinha construído voou inteiro e destelhou a casa móvel dele, foi um desespero”, relatou o pastor ao portal Guiame.

Ainda no mesmo dia, o líder comunitário visitou o local e compartilhou imagens dos escombros com membros da igreja. “Quando eu cheguei lá, estava um cenário de destruição e eles estavam em choque. O choro deles era um choro silencioso de dor”, descreveu.

A mobilização foi imediata. O pastor publicou o vídeo também no Instagram, onde a repercussão se ampliou: “Isso foi 8h da manhã. Às 14h da tarde, eles já tinham 90% das arrecadações conseguidas por membros da igreja e por pessoas que seguem a igreja”, afirmou.

Segundo ele, às 15h já haviam alcançado o valor total necessário para a reconstrução. “O que veio depois foi de um irmão que decidiu dar uma cozinha planejada para eles. Meu irmão, que entende de design de interiores, foi lá dar umas ideias e compramos uma porta bonita para a casa.”

Mais de 20 voluntários, entre membros da igreja e moradores da comunidade, se envolveram diretamente na reforma, que começou ainda no mesmo dia: “No mesmo dia, o telhado da casa foi todo colocado”, contou o pastor.

Um dos destaques da ação foi a participação de um recém-convertido da igreja, que levou sua equipe de trabalho para o local. “Ele trouxe carrinho, marceneiro, e para levantar a parte que ficou destruída não levou nem uma semana”, disse Juninho.

A estrutura externa da casa já está finalizada. O acabamento interno, incluindo a instalação de uma cozinha planejada e itens de marcenaria, segue em andamento com ajuda de voluntários.

“Foi muito legal ver os irmãos se movendo, gente que às vezes nem o conhecia, porque ele é muito discreto e simples. É uma família bem simples e ele tem um bom coração, sempre ajuda a igreja”, destacou o pastor, de acordo com informações do portal Guia-me.

Ao final, Juninho afirmou: “Antes, estava até meio desumano morar na casa, agora está a coisa mais linda. Graças a Deus!”.