Igreja tóxica x membros saudáveis: os 4 tipos presentes em igrejas

Desde que o caso do pastor Paulo Júnior veio à tona, muitos líderes têm feito elogios e críticas ao livro Uma Igreja Chamada TOV e sua definição de “igreja tóxica”. Nesse contexto, o pastor Tiago Mattes abordou o assunto pela ótica dos indivíduos que formam a igreja, os membros.

Em um vídeo compartilhado em sua página no Instagram, Tiago Mattes afirma que as igrejas são formadas por quatro tipos de membros, sendo que três deles têm diferentes características negativas.

“Você é um membro saudável? Muito tem se falado hoje sobre a importância de buscarmos igrejas saudáveis, mas a pergunta que eu tenho para ti é ‘você é um membro saudável?’”, questiona o pastor da Igreja Batista Redenção, em Indaiatuba (SP).

Mattes, que também é escritor, pontua que “existem quatro tipos de membros” nas igrejas, com comportamentos distintos: “O primeiro tipo de membro é o membro consumista. São pessoas que frequentam e fazem parte de uma comunidade, mas elas não contribuem financeiramente. São pessoas que apenas consomem e querem ser servidas”.

“Temos vivido uma cultura de consumo e as pessoas estão trazendo essa mentalidade para sua relação com Deus e sua relação com a igreja”, explica o pastor.

O segundo tipo, segundo Mattes, é o “turista”, que ele descreve como um “membro itinerante, aparece só de vez em quando na igreja, mas é uma presença constante em outras comunidades, em outros eventos, até do mundo gospel”, mas “não é frequente e constante na sua comunidade”.

“O terceiro tipo é o membro parasita. É aquele membro que suga a vida do líder, suga a vida do pastor, demanda muito tempo, muito trabalho, tem muitas necessidades e depois de muito tempo dedicado pelo pastor e pela liderança, a pessoa não cresce, não amadurece, não se compromete”, elenca Mattes.

Esse tipo de frequentador costuma atribuir aos outros as dificuldades pessoais de crescimento espiritual: “Quando aquele líder e pastor já está esgotado, suas energias foram drenadas, pede ‘um tempo pra me cuidar’, então o membro se volta contra ele, falando mal e criticando, dizendo ‘ninguém se importa comigo, ninguém se importa com a minha vida’. É o membro parasita, mata a vida do pastor e do líder”.

Por fim, as colunas da igreja: “O quarto tipo é o membro saudável. É o membro engajado, transformado pelo Evangelho. É um membro que decide assumir e fazer a sua parte e o seu papel dentro da sua comunidade local, compreendendo o que significa ser um cristão, um discípulo de Jesus. Ele é constante, frequente, serve, contribui financeiramente, e ao invés de assumir sempre aquela postura de crítica, é alguém que diz ‘eis-me aqui, estou aqui para fazer a diferença, conte comigo’”, finaliza Tiago Mattes.

Vídeo: mãe cristã tenta orar em reunião escolar, mas prefeita reage

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Durante uma reunião do Conselho Municipal de Ventura, na Califórnia, realizada em 18 de março de 2025, a mãe cristã Tarin Swain foi interrompida ao realizar uma oração em nome de Jesus enquanto comentava uma proposta de política pública para as escolas.

Conhecida como CARE (sigla para Community Autonomy, Rights and Equity Policy), a medida sugerida propõe transformar a cidade em um “santuário” para comunidades LGBT, imigrantes ilegais e defensores de direitos reprodutivos.

Tarin Swain, gerente de marketing da organização conservadora Moms For America, utilizou seu tempo no púlpito para expressar preocupações sobre o impacto da proposta em crianças e famílias.

Ao iniciar sua participação, Tarin declarou: “Sou mãe de seis filhos, e as Escolas Públicas do Condado de Ventura realizaram a transição social da minha filha sem o meu consentimento”.

Ela relatou que sua filha havia passado por uma “transição social” na escola, com alteração de nome e gênero em sala de aula, sem que ela tivesse sido informada. Segundo Tarin, a escola recomendou à filha materiais considerados inapropriados sem o consentimento da família.

“O currículo DEI [diversidade, equidade e inclusão] está presente em todas as áreas da vida escolar, inclusive com pesquisas entre estudantes do sexto ano sobre identidade sexual e materiais que mostram homens trans grávidos”, afirmou.

Em seguida, começou a orar em voz alta: “Pai Deus, venho a Ti em nome de Jesus. Eu oro, Pai, para que destruas as fortalezas deste lugar. Eu oro, Pai, para que levantes os homens nesta sala”.

Parte da audiência reagiu com gritos e vaias, e a prefeita Jeannette Sanchez-Palacios interveio para interrompe-la: “Nós não fazemos orações”, disse ela. “Por favor, terminem seus comentários.”

Apesar da interrupção, Tarin concluiu sua oração: “Eu oro tudo isso em nome de Jesus, o Filho, o Pai e o Espírito Santo. … Jesus é o Rei dos reis e Ele é o Senhor dos senhores”.

Tarin afirmou que não havia planejado orar inicialmente, mas decidiu fazê-lo após perceber que teria apenas um minuto para falar: “Naquele momento, perguntei a Deus o que Ele queria que eu fizesse com meus 60 segundos. Senti o Espírito Santo me inspirar a usar meu tempo para orar”, declarou.

Segundo ela, a reação da prefeita a surpreendeu: “No começo, eu nem conseguia ouvir a prefeita me pedindo para parar, porque a multidão atrás de mim estava muito barulhenta”. Ela relatou que um participante da comunidade lhe disse que nunca havia presenciado algo semelhante em outras reuniões do conselho.

A legalidade da interrupção foi questionada por Erin Smith, conselheira associada do First Liberty Institute, organização especializada em liberdade religiosa. Segundo Smith, a objeção da prefeita foi “descabida”.

Ela explicou: “Cidadãos falam em seu próprio nome, não em nome do governo. Portanto, quaisquer regras que regem as orações legislativas não se aplicam aos comentários públicos dos cidadãos”.

Após a repercussão nas redes sociais, a prefeitura retirou temporariamente a proposta da pauta da reunião. A prefeitura não especificou a qual norma Sanchez-Palacios fazia referência ao afirmar que “não fazemos orações”. O portal The Christian Post informou ter procurado a prefeita para esclarecimentos e aguarda retorno.

Para Tarin Swain, o episódio reforça a necessidade de manifestação pública por parte de cidadãos de fé: “Como cristã, acredito que não podemos impedir a insanidade dessas políticas sem Deus e sem que as pessoas se manifestem contra o que está acontecendo”, concluiu.

‘Deus é Poderoso’: Priscilla Shirer lança livro sobre desafios da fé

A atriz e autora cristã Priscilla Shirer, conhecida por suas atuações nos filmes A Forja (2024) e Quarto de Guerra (2015), lançou recentemente o livro Deus é Poderoso, que chega ao Brasil por meio da Editora Mundo Cristão.

Filha do pastor Tony Evans, líder da Oak Cliff Bible Fellowship em Dallas, Texas, Priscilla compartilha na obra relatos pessoais marcados por perdas e provações, vivências que, segundo ela, desafiaram sua fé, mas também a aprofundaram.

No livro, a autora afirma: “Deus é poderoso não significa fechar os olhos para a dor, mas encará-la com esperança”.

Shirer reflete sobre a tendência contemporânea de moldar a visão de Deus de maneira cética ou estoica, o que considera uma distorção. Em suas palavras: “Não há nada de adulto em se conformar com uma visão de Deus mais segura… e chamá-la de maturidade”.

No decorrer da obra, a autora enfatiza que o poder divino não se restringe a milagres extraordinários, mas também se revela na capacidade do cristão de perseverar e amadurecer espiritualmente em meio à dor e às dificuldades.

“As perdas e infortúnios com que me deparei na última década me forçaram a crescer”, escreve ela. “E às vezes, durante o processo, me perguntei se algumas das coisas que dizemos e pensamos sobre nossa fé poderiam ser declarações exageradamente passionais”.

Para Shirer, amadurecer na fé significa abrir os olhos para a realidade espiritual e enxergar a grandeza de Deus mesmo em situações desafiadoras. A obra convida os leitores a superarem a “cegueira espiritual” e reencontrarem a esperança ancorada nas Escrituras.

Identidade cristã

Além de temas espirituais, Priscilla Shirer tem se manifestado sobre questões sociais, incluindo debates sobre identidade racial nos Estados Unidos. Em declarações anteriores, ela destacou que sua identidade está fundamentada prioritariamente na fé cristã e não em marcadores sociais.

“Eu não me descrevo como uma mulher negra, porque isso dá muito poder à minha negritude”, afirmou Priscilla. “Eu não quero que a minha etnia seja o adjetivo que define quem eu sou como mulher. Eu não sou uma mulher negra. Eu sou uma mulher cristã que por acaso é negra”.

Ela explicou que sua posição não nega a realidade da raça ou da cultura, mas ressalta a primazia da identidade em Cristo: “Se sua etnia ou seu partido político está indo em uma direção diferente da Palavra de Deus, você não deve escolher sua etnia ou qualquer cultura que você faça parte. Você não deve escolher nada disso acima do que Deus declara ser verdade”.

O lançamento de Deus é Poderoso reforça o papel da atriz como uma das principais vozes cristãs contemporâneas na intersecção entre fé, cultura e superação. A obra já está disponível nas principais livrarias do país.

Malawi: veja o avanço surpreendente da obra de Deus neste país

A organização missionária Forgotten Missionaries International (FMI) tem promovido a capacitação de pastores e cristãos no Malawi com foco no ensino bíblico. A iniciativa busca suprir a carência de formação teológica nas áreas rurais do país africano, onde muitos líderes e fiéis sequer possuem acesso à Bíblia.

Segundo Patrick Anthony, representante da FMI, o trabalho realizado nos últimos dois anos já demonstra resultados concretos: “Dos 86 pastores do ano passado, eles puderam ensinar e compartilhar com mais de 2.400 pessoas. Eles relataram que, em 2024, 450 igrejas foram plantadas”, afirmou.

“E também relataram que mais de 30 mil pessoas depositaram sua fé em Cristo”, acrescentou, de acordo com informações do portal Mission News Network.

A capacitação oferecida pela organização tem contribuído não apenas para o crescimento numérico das igrejas, mas também para o discernimento doutrinário entre os cristãos.

Um exemplo citado por Patrick foi a rejeição de um pregador que defendia o chamado evangelho da prosperidade: “Uma das histórias mais legais que ouvi foi a de um profeta autodeclarado que entrou em uma das vilas de onde vinham três pastores da primeira conferência”, relatou.

“Ele aparentemente estava pregando um evangelho da prosperidade. Quando ele chegou, os aldeões lhe disseram: ‘Você não está pregando o Evangelho certo. Você está pregando o evangelho da prosperidade. Você precisa ir embora’”.

Além dos treinamentos, a FMI também distribui Bíblias aos líderes locais. No entanto, a demanda continua superior à oferta: “Um dos pastores disse: ‘Escutem, estamos muito gratos por termos uma Bíblia agora. Mas nosso povo também precisa de Bíblias’”, relatou Patrick.

A Forgotten Missionaries International foi fundada em 1986 pelo missionário Ed Todd com o objetivo de mobilizar e apoiar líderes de igrejas indígenas ao redor do mundo na proclamação do Evangelho em suas próprias culturas e comunidades. Desde sua fundação, a organização estima que 140 mil pessoas foram alcançadas por Jesus e que 2.200 igrejas foram plantadas.

Atualmente, a FMI atua em regiões com significativa presença muçulmana, como Indonésia, Paquistão, Bangladesh, Turquia, Quênia (na região do Chifre da África) e Marrocos, no norte da África.

No caso do Malawi, país de maioria cristã mas com muitas comunidades isoladas, o trabalho missionário tem sido uma resposta direta à escassez de recursos teológicos e materiais. A organização pretende continuar investindo na formação de líderes locais, com a expectativa de que estes atuem como agentes de transformação espiritual em suas próprias regiões.

Veja: Eduardo Kobra diz que mural ‘Jesus’ resume seu testemunho

O artista brasileiro Eduardo Kobra, conhecido por seus murais espalhados pelos cinco continentes, compartilhou nas redes sociais, nesta semana, o significado pessoal por trás de uma de suas obras mais simbólicas: o mural “Jesus”, pintado em 2024 na Lagoinha Alphaville, em Barueri (SP).

Em vídeo publicado em seu perfil no Instagram, Kobra relatou que a obra, que retrata os olhos de Jesus e a coroa de espinhos, representa um momento decisivo em sua vida.

“Minha trajetória foi marcada por uma longa sequência de desafios. De depressão a crises de ansiedade, de doenças causadas pelo uso constante de tintas e dificuldades financeiras”, afirmou.

Segundo ele, a fé cristã teve papel fundamental em sua recuperação: “Houve momentos de solidão, abandono e desespero. Enfrentei dilemas cruciais e me vi em encruzilhadas onde não enxergava nenhuma solução. Mas foi justamente nesses cenários pavorosos que encontrei em Jesus, força e direção. Isso ocorreu pela fé”.

O mural, de acordo com o artista, expressa essa experiência espiritual: “Ele me resgatou com seu olhar misericordioso. Foi mantendo meus olhos fixos nele e nos ensinamentos dele que ressignifiquei minha vida e minha arte”, disse.

Kobra destacou ainda que vê, em cada um dos nomes de Cristo, reflexos do que viveu: “Ele trouxe luz, paz, renovação, esperança, motivação e salvação para minha vida.”

Para o muralista, a obra tem o objetivo de alcançar outras pessoas com a mensagem do Evangelho: “Este não é apenas um mural, é um testemunho. Este mural simboliza o amor de Deus, a esperança de recomeços e a superação de adversidades”, declarou.

Ele concluiu sua fala com uma mensagem aos que enfrentam dificuldades: “Quero que todos que o contemplarem se lembrem que, aos olhos de Deus, somos preciosos. Não importa quão difícil seja o caminho. Ele nos vê, nos guia, e nos cura”.

Eduardo Kobra, de 49 anos, é considerado um dos grafiteiros mais influentes do mundo. Seu trabalho pode ser visto em edifícios e muros de cidades como Londres, Roma, Tóquio e Nova York – onde, segundo ele, há pelo menos 20 murais de sua autoria.

Em 2016, seu painel “Etnias”, criado para os Jogos Olímpicos do Rio, foi reconhecido pelo Guinness World Records como o maior grafite do mundo, com 15 metros de altura e 170 metros de comprimento.

Bispo Macedo teria obrigado Record a ‘ignorar’ morte do papa

A emissora Record TV, de propriedade do bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, teria recebido orientação para não dar destaque à cobertura da morte do papa Francisco, falecido na segunda-feira, 21 de abril de 2025.

A informação foi divulgada pela revista Veja e reiterada por outros veículos. Enquanto canais como Globo, SBT e Band interromperam a programação para transmitir informações sobre o falecimento do pontífice, a Record manteve sua grade regular, limitando-se a breves menções no JR 24h.

Segundo apuração da coluna F5, do jornal Folha de S.Paulo, a emissora abordou o tema em todos os seus telejornais, mas por tempo reduzido. No total, foram registrados 15 minutos e 10 segundos de cobertura ao longo do dia. O programa Fala Brasil destinou 1 minuto e 40 segundos ao assunto, enquanto o Hoje em Dia mencionou o fato por apenas 1 minuto e 5 segundos.

Essa postura, segundo analistas, repete decisões anteriores da emissora em momentos envolvendo o Vaticano. Em 2005, com a morte de João Paulo II, e em 2013, na renúncia de Bento XVI, a Record também adotou uma abordagem discreta.

A emissora pertence ao Grupo Record desde sua aquisição por Edir Macedo nos anos 1990. Desde então, mantém um padrão editorial que evita o aprofundamento em temas ligados à Igreja Católica devido a atritos públicos entre o fundador da Igreja Universal e o clero católico no país.

Em contraste, a Globo liderou a cobertura da morte de Francisco, dedicando quase oito horas à notícia. O SBT contabilizou 7 horas e 48 minutos, considerando a programação nacional e local, e a Band somou 4 horas e 32 minutos. A RedeTV! dedicou 1 hora e 54 minutos ao tema.

Além disso, Globo, SBT, Band e RedeTV! mobilizaram equipes jornalísticas e enviaram correspondentes ao Vaticano. Da mesma forma, nesta quarta-feira, 23 de abril, a Record exibiu reportagem direto do Vaticano com o repórter Mauro Junior.

Nos bastidores da emissora, de acordo com a revista Veja, a expectativa é de que o funeral do papa, previsto para sábado, 26 de abril, seja tratado com discrição. Segundo relatos internos, o departamento de jornalismo aguarda novas instruções, que deverão ser transmitidas apenas na manhã do dia do funeral.

A orientação atual, segundo a reportagem, é cobrir o sepultamento como um fato noticioso, mas sem aprofundamento ou destaque. Até o momento, a emissora não se pronunciou oficialmente sobre os critérios editoriais adotados para a cobertura da morte do líder da Igreja Católica.

Vídeo: visão de anjo e oração: ex macumbeira narra sua conversão

O testemunho de conversão de uma senhora que relata ter passado décadas na umbanda está repercutindo de maneira intensa nas redes sociais por conta de detalhes como visão de anjo e orações incansáveis.

No vídeo, não é possível identificar o nome da senhora, mas ela descreve sua vida antes da conversão, como a devoção à antiga crença: “Fiquei 35 anos e cinco meses na umbanda, e minha irmã era prostituta. Minha irmã aceitou Jesus e começou a orar para mim. Todas as crentes oravam para mim, e eu macumbeira. Batia atabaque até de manhã”, relembra.

Há quase 22 anos, essa história começou a mudar devido a um encontro inusitado: “Quando foi dia 24 de maio saí para trabalhar […] e quando eu voltei tinha um anjo na frente da minha geladeira, magrinho e os olhos assim que nem chinês. Aí eu falei assim ‘nossa, o anjo é chinês’. Ele deu risada. Ele veio buscar os demônios que eu trabalhava. Acorrentou”.

“Minha cozinha rachou um quarteirão, quando eu olhei a racha vi o inferno lá embaixo. E o anjo pegou, desceu com eles na racha da cozinha e levou para o inferno. Dia 25 de maio de 2003, às 20h55 eu aceitei Jesus como meu Salvador”, diz a mulher, sorridente.

Nos comentários da publicação feita pela página Assembleianos de Valor, muitos seguidores se alegraram com o testemunho: “Eu creio até os ossos! Isso é testemunho pra quem tem fé, Deus transforma, restaura e faz um vaso novo”, escreveu uma usuária do Instagram.

“Que forte! Ela fala com muita verdade e simplicidade. Glória a Deus!”, escreveu outro seguidor. “Eu creio nesses mistérios. Sou prova viva disso ainda Criança com 10 anos de idade. Deus me chamou nessa graça”, acrescentou outra.

Vídeo resgata previsão de Daniel Mastral sobre o próximo papa

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A morte do papa Francisco, anunciada na segunda-feira, 21 de abril de 2025, reacendeu nas redes sociais o nome do escritor e conferencista cristão Daniel Mastral. Internautas relembraram declarações feitas por Mastral durante uma entrevista em 2021, nas quais ele apontava que o próximo papa será, segundo suas palavras, um “falso profeta” com ligação profética com o anticristo.

As declarações ocorreram em participação no podcast Inteligência Ltda, três anos antes de sua morte. Na ocasião, Mastral fez menção ao capítulo 17 do livro de Apocalipse, interpretando o trecho como referência ao papado:

“Esse oitavo rei… tem uma pista. Diz que a mulher, ela está deitada sobre sete montes. Roma está sitiada sobre sete montes. A mulher [seria] a Igreja corrompida. A meretriz”, afirmou. Ele contextualizou sua interpretação com base no Tratado de Latrão, assinado em 11 de fevereiro de 1929, que reconheceu o Vaticano como um Estado soberano. “A partir do Tratado de Latrão começa uma contagem de papas”, declarou.

Segundo Mastral, o sucessor de Francisco seria o oitavo desde o tratado e também o papa de número 267 na história da Igreja. Ele associou a soma dos dígitos desse número ao número 6, fazendo referência simbólica ao 666, tradicionalmente interpretado no cristianismo como o número da besta.

“Ele vai ser o falso profeta. Ele vai ser um membro da Igreja, que vai dar apoio ao anticristo, para trazer tudo o que ele falar como verdade, é importante ter o apoio da Igreja”, afirmou Mastral.

Morte de Daniel Mastral

Marcelo Ferreira, conhecido como Daniel Mastral, foi encontrado morto em agosto de 2024, na região de Aldeia da Serra, em Barueri, São Paulo. De acordo com a Polícia Civil de São Paulo (PCSP), moradores relataram ter ouvido um disparo.

Quando as autoridades chegaram ao local, encontraram o escritor já sem vida, com um tiro na cabeça. A investigação conduzida pela PCSP apontou para suicídio, hipótese reforçada por um áudio enviado por Mastral momentos antes do ocorrido.

Ex-satanista, Daniel Mastral ganhou notoriedade com a trilogia Filho do Fogo, onde relata sua suposta participação em práticas ocultistas e sua posterior conversão ao cristianismo. Em entrevistas e palestras, ele afirmava que abandonou o satanismo por não ter coragem de realizar um sacrifício humano.

As interpretações escatológicas de Mastral voltaram a circular amplamente nas redes após o falecimento de Francisco, com usuários retomando trechos de sua entrevista de 2021 como supostas “previsões” do cenário atual no Vaticano.

Iraque: jovem ligado ao Estado Islâmico fere cristãos com espada

Um jovem sírio foi preso após atacar participantes de um festival cristão em Duhok, no norte do Iraque, no início de abril. Segundo informações do site curdo Rudaw, o agressor tem ligações com o grupo extremista Estado Islâmico e afirmou ter realizado o ataque com o objetivo de ferir cristãos durante o festival do Akitu, tradicional celebração do Ano Novo babilônico/assírio.

De acordo com a apuração do Rudaw, o jovem vivia em um campo de refugiados no Iraque desde 2012 e havia participado de cursos promovidos por jihadistas. Durante seu depoimento, ele declarou: “Eu consegui as armas necessárias, uma espada e machados. Cheguei ao local, tirei a espada e os machados e ataquei os cristãos”.

O ataque feriu duas pessoas — um homem de 20 anos e uma mulher de 60 anos — antes que o agressor fosse detido.

O festival, que reuniu mais de oito mil pessoas no mercado central de Duhok, é considerado um dos eventos mais significativos para a comunidade cristã caldeia e assíria da região.

Atentado a igreja na Síria

No mesmo período, uma tentativa de ataque à Igreja de São Jorge, localizada em Bloudan, cerca de 50 quilômetros a noroeste de Damasco, foi registrada no dia 6 de abril. De acordo com relatos locais, um grupo não identificado derramou gasolina em partes da igreja e arremessou explosivos pela janela do edifício.

Segundo as autoridades locais, os explosivos não detonaram porque o pino de segurança não foi removido corretamente. A população da cidade, com apoio das forças de segurança, conseguiu conter o princípio de incêndio. Investigações estão em andamento, mas até o momento os autores não foram identificados.

Representantes da comunidade cristã local se manifestaram nas redes sociais da paróquia afirmando que “essas ações não representam a população da região” e reforçaram o compromisso com a convivência pacífica entre diferentes grupos religiosos. “Um ataque a um dos locais de culto é um ataque a todos nós”, dizia uma das mensagens compartilhadas na página oficial da igreja.

Contexto regional

Entre os anos de 2011 e 2016, tanto o Iraque quanto a Síria foram palco da expansão territorial do grupo Estado Islâmico, que promoveu perseguições sistemáticas contra minorias religiosas, especialmente cristãos, yazidis e xiitas. Apesar da derrota territorial do grupo, remanescentes ainda atuam na região, com ataques esporádicos registrados principalmente em áreas menos vigiadas.

Segundo a Lista Mundial da Perseguição 2025, divulgada pela organização Portas Abertas, o Iraque ocupa a 17ª posição entre os países onde os cristãos enfrentam maior perseguição. A Síria aparece logo em seguida, na 18ª colocação. A lista é fruto de uma pesquisa anual que analisa a intensidade da hostilidade contra cristãos em mais de 70 países.

As autoridades locais no Iraque e na Síria têm reforçado medidas de segurança em áreas sensíveis, especialmente durante datas religiosas e festividades de minorias. Líderes cristãos da região pedem orações e apoio internacional diante do cenário de tensão e vulnerabilidade contínua, conforme relatado pela Missão Portas Abertas.

Max Lucado completa 70 anos e faz tatuagem; veja o significado

O pastor Max Lucado, conhecido autor e líder da Igreja Oak Hills, no Texas, revelou recentemente que tatuou a palavra grega “tetelestai” — que significa “está consumado” — em seu antebraço direito. Segundo ele, o gesto marca os 50 anos desde sua conversão ao cristianismo, ocorrida durante uma noite de primavera em 1975, quando ouviu uma pregação sobre a graça de Deus.

“Estou comemorando o aniversário de ouro da grande graça de Deus em minha vida. Há 50 anos, nesta primavera, a graça me encontrou. Meu testemunho está entrelaçado com minha palavra favorita na Bíblia. Na cruz, Cristo proclamou: ‘Está consumado!’ (João 19:30). Em grego — ‘Tetelestai!’”, escreveu Lucado em suas redes sociais, ao publicar fotos da tatuagem.

O pastor relatou que, aos 20 anos, levava uma vida desregrada: “Eu era um canalha de 20 anos, um vagabundo, um trem descarrilado… racista, misógino, brigão e intrigante. Pior de tudo, eu era um hipócrita”, escreveu. “Na cruz, Cristo pagou minha dívida. Ela está paga — paga integralmente”.

Lucado, que atualmente também atua como pastor interino na Igreja Gateway, reconheceu que nem todos aprovam a decisão de um pastor septuagenário fazer uma tatuagem: “Tudo bem. Eu não fiz isso pelas pessoas, fiz para agradecer a Jesus, que pagou uma dívida que eu não podia pagar. Você conhece essa graça?”

Nos últimos anos, o pastor tem compartilhado publicamente momentos difíceis de sua jornada. Em 2021, foi diagnosticado com um aneurisma na aorta ascendente, e em seu livro Deus Nunca Desiste de Você (2023), admitiu que lidava com o estresse do ministério recorrendo ao álcool. “Comecei a beber”, revelou. Em um momento que descreve como decisivo, ouviu uma repreensão interior enquanto bebia escondido em um estacionamento: “Sério, Max? […] Por que está se escondendo em um estacionamento, bebendo uma cerveja que você escondeu em um saco de papel pardo?”

Após confessar a luta aos presbíteros e à congregação, Lucado afirma ter recebido apoio e iniciado conversas com outros membros que enfrentavam dificuldades semelhantes. “Deus me encontrou ali naquele dia. […] Ele me deu um novo nome também. Não Israel. […] Mas ‘perdoado’. E estou feliz em usá-lo”.

A atitude do pastor Max Lucado reacende o debate sobre tatuagens entre líderes cristãos. Em 2023, a televangelista Joyce Meyer anunciou que fez duas tatuagens aos 79 anos para “honrar a Deus”. O pastor Matt Chandler, da Village Church, e sua esposa, Lauren, também fizeram tatuagens em Jerusalém no ano anterior.

Apesar da crescente aceitação cultural, o tema ainda gera divergências teológicas. O pastor pentecostal Ryan French afirma que Levítico 19:28 proíbe tatuagens, por considerá-las contrárias aos princípios de santidade bíblica, segundo informações do portal The Christian Post.

Já o teólogo John Piper, em uma postagem de 2013, declarou: “Marcar a pele não é intrinsecamente mau. […] Eu nunca excluirei ninguém da comunhão em Cristo por ter uma tatuagem ou cem tatuagens. […] Mas duvido que as decisões que muitos cristãos estão tomando hoje de fazer tatuagens sejam pensadas com tanto cuidado e base bíblica quanto seria sábio”.

Max Lucado completa 70 anos e faz tatuagem; veja o desenho e o significado
O pastor Max Lucado registrou a sessão de tatuagem; Foto: reprodução/Facebook