Jovem morta, Vitória cantava e fazia parte da Assembleia de Deus

O assassinato da jovem Vitória, ocorrido em Cajamar/SP, tem gerado grande comoção em todo o Brasil. A adolescente de 17 anos, que era integrante do grupo de jovens “Creio” da Assembleia de Deus em São Paulo, foi encontrada morta após um ato brutal de tortura e decapitação.

Vitória, que cantava no conjunto de adolescentes durante os cultos da igreja, foi encontrada em um estado avançado de decomposição, com sinais claros de violência.

Segundo as autoridades locais, ela foi atacada com uma faca no tórax. O corpo da jovem foi levado ao Instituto Médico-Legal (IML), onde foi identificado pela família, que reconheceu as tatuagens presentes no corpo.

A jovem foi vista pela última vez no dia 26 de fevereiro, por volta da meia-noite, quando saia do shopping onde trabalhava. Em mensagens enviadas a uma amiga, Vitória relatou estar com medo de dois rapazes que estavam próximos ao ponto de ônibus. As câmeras de segurança da cidade confirmaram a presença desses dois indivíduos nas proximidades no momento.

Testemunhas afirmam que a jovem desapareceu ao chegar ao ponto de ônibus perto de sua residência, onde foi seguida por dois homens em um veículo. Vitória enviou áudios desesperados para sua amiga, relatando ter sido seguida, assediada e levada até uma favela pelos rapazes. Essa foi a última vez que ela teve contato com alguém.

Suposta vingança do PCC

De acordo com informações divulgadas pela TV Globo, o delegado Aldo Galiano, da seccional de Franco da Rocha, suspeita que o crime tenha sido uma vingança ligada ao PCC (Primeiro Comando da Capital).

O ex-namorado de Vitória, cuja identidade ainda não foi revelada, também está sendo investigado pelo seu possível envolvimento no caso. A polícia descobriu que ele havia feito ameaças a jovem no passado e não era bem visto pela família dela.

Na manhã desta quinta-feira, o ex-namorado de Vitória foi preso preventivamente. A polícia identificou incongruências nos depoimentos do rapaz, que entraram em contradição com os relatos de outros membros da família da vítima. Até o momento, ele estava foragido.

O caso segue sob investigação, e novas informações podem ser reveladas nas próximas horas. Com informações do perfil Assembleianos de Valor.

Entenda o motivo dos evangélicos não celebrarem a Quaresma

Na Quarta-feira de Cinzas dá-se início à Quaresma, um período de 40 dias que antecede a celebração da Páscoa. Este tempo é tradicionalmente observado por católicos e algumas denominações cristãs, sendo marcado por práticas de jejum, penitência e reflexão sobre o sacrifício de Jesus Cristo. No entanto, para os evangélicos, em sua maioria, essa prática não é seguida.

A Quaresma tem suas raízes na Igreja Católica e remonta aos 40 dias em que Jesus esteve no deserto, enfrentando tentações e jejuando, conforme relatado nas Escrituras.

O período começa na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Páscoa, sendo tradicionalmente um tempo em que os fiéis se dedicam à oração, ao arrependimento e à renúncia de certos hábitos, como o consumo de carne vermelha, ou outras práticas que são vistas como prejudiciais à saúde ou à espiritualidade.

Porém, os evangélicos não celebram a Quaresma, pois a observância desse período não é prescrita de forma explícita nas Escrituras Sagradas.

Isso, porque, para as igrejas evangélicas, a Bíblia é a única norma de fé, e a Quaresma é vista como uma tradição humana que foi estabelecida pela Igreja Católica ao longo dos séculos, não sendo por isso considerada parte da doutrina bíblica.

Dessa forma, muitos evangélicos consideram que essa prática não deve ser imposta como um requisito espiritual obrigatório, tal como os católicos entendem.

Santificação é diária

Além disso, a maioria das igrejas evangélicas enfatiza que a fé cristã não deve estar atrelada a ritos ou períodos específicos do ano. Para os evangélicos, a busca por Deus, a reflexão sobre o sacrifício de Cristo e o arrependimento são aspectos que devem ser vividos de maneira contínua, diariamente, ao longo de todo o ano, e não apenas em um período determinado como a Quaresma.

Outro ponto relevante é a compreensão evangélica sobre a salvação, que, de acordo com a doutrina protestante, é alcançada exclusivamente por meio da fé em Jesus Cristo e não por sacrifícios pessoais.

A ideia de que a penitência e os rituais, como jejuns e confissões, são necessários para a salvação não é compatível com a visão evangélica, que entende que a graça divina, como é dito em Efésios 2:8, é um dom imerecido, recebido pela fé.

A separação histórica e teológica entre os evangélicos e a Igreja Católica remonta à Reforma Protestante, no século XVI, quando os reformadores rejeitaram várias práticas e tradições que não tinham base bíblica. Como a Quaresma não é mencionada nas Escrituras como uma prática obrigatória, ela foi afastada das igrejas protestantes e, posteriormente, pelas comunidades evangélicas.

Ponto importante

Isso não significa que os evangélicos rejeitam o jejum ou a reflexão sobre a Páscoa. Muitas igrejas evangélicas promovem períodos de oração e jejum em outras épocas do ano, mas essas práticas são voluntárias e não fazem parte de um calendário litúrgico fixo.

Algumas denominações evangélicas também adotam práticas que se assemelham à Quaresma, mas sem o mesmo peso ou formalidade dada pela Igreja Católica, que a vê como uma espécie de “expurgo”, especialmente devido ao período pós-Carnaval.

Apesar disso, algumas igrejas protestantes históricas, como os luteranos, anglicanos e metodistas, mantêm formas adaptadas de observância da Quaresma, embora sem as mesmas exigências e rituais rigorosos da Igreja Católica.

Para os evangélicos em geral, contudo, a morte e ressurreição de Cristo são essenciais para a fé cristã. Contudo, a preparação para a Páscoa não precisa ser marcada por um período fixo de abstinência ou práticas religiosas específicas.

A ênfase quanto a esse quesito recai sobre uma vida diária de comunhão com Deus, com santidade e dedicação constantes, sem a necessidade de rituais ou tradições religiosas estabelecidas em datas específicas.

Assim, enquanto a Quaresma é uma tradição observada por católicos e algumas denominações cristãs, ela não possui a mesma relevância para a maioria dos evangélicos. Para estes, a vida cristã é uma jornada contínua, pautada pela fé em Cristo e pela busca constante por uma relação pessoal com Deus, sem depender de um período específico de penitência ou preparação. Veja também:

Cada vez mais católicos têm frequentado cultos evangélicos, diz pesquisador da UFRJ

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Governador sanciona lei proibindo homens em banheiros femininos

Na segunda-feira, 3 de março de 2025, Wyoming se tornou o mais recente estado a adotar uma legislação que proíbe homens trans de acessarem espaços femininos em prédios governamentais, como parte de um movimento nacional para assegurar a privacidade e segurança feminina.

O governador republicano Mark Gordon sancionou o PL-72, que foi aprovado pela Câmara dos Representantes de Wyoming em 7 de fevereiro, com uma votação de 52 a 8. O Senado de Wyoming, também controlado pelos republicanos, aprovou a medida na semana passada por 25 votos a 6.

A legislação, programada para entrar em vigor em 1º de julho de 2025, define os termos “masculino” e “feminino” com base no sexo biológico de um indivíduo. O projeto exige que as instalações públicas, como vestiários, banheiros e dormitórios multiocupados, sejam segregados por sexo, com acesso restrito a espaços destinados exclusivamente a homens ou mulheres.

A medida proíbe indivíduos de entrar em instalações segregadas por sexo que não correspondam ao seu sexo biológico, mas prevê “acometimento razoável” para pessoas trans, sem incluir o acesso a vestiários ou banheiros de uso exclusivo de outro sexo.

A legislação estabelece que qualquer pessoa que se sinta desconfortável ao encontrar alguém do sexo oposto em um vestiário ou banheiro poderá tomar medidas legais contra as instalações públicas responsáveis. Da mesma forma, prevê o direito de ação para aqueles que forem obrigados a compartilhar dormitórios em unidades correcionais ou educacionais com pessoas do sexo oposto.

Sara Beth Nelson, consultora jurídica do escritório Alliance Defending Freedom, elogiou a medida, afirmando que os estados têm a responsabilidade de proteger a privacidade, segurança e dignidade de mulheres e meninas. “Deixar os homens invadirem os espaços das mulheres — seja na faculdade, em prédios públicos ou em instalações correcionais — é uma invasão de privacidade, uma ameaça à segurança delas e uma negação das reais diferenças biológicas entre os dois sexos”, declarou Nelson.

Wyoming agora se junta a outros 15 estados que promulgaram legislações semelhantes, exigindo que pessoas trans utilizem banheiros e outras instalações públicas de acordo com seu sexo biológico, em vez de sua identidade de gênero.

Estados como Flórida e Utah implementaram leis que se aplicam a todas as instalações públicas, incluindo escolas K-12, faculdades e universidades, enquanto outros estados, como Alabama e Ohio, limitam a legislação a escolas K-12 e alguns edifícios públicos.

A presença de homens que se identificam como mulheres trans em espaços femininos gerou preocupações relacionadas à segurança e à privacidade das mulheres. Em 2023, um grupo de irmãs de uma irmandade da Universidade de Wyoming processou a organização, alegando desconforto com a presença de um homem.

Em outro caso, nadadoras que competiram com o atleta trans Lia Thomas, da Universidade da Pensilvânia, relataram sentir desconforto ao compartilhar vestiários com alguém que ainda mantinha características físicas masculinas.

Além disso, o uso de instalações femininas por indivíduos transidentificados tem gerado controvérsias em escolas e prisões, com incidentes em que mulheres expressaram desconforto ou enfrentaram problemas relacionados à segurança e à privacidade.

Amie Ichikawa, que dirige uma organização sem fins lucrativos voltada para mulheres encarceradas, destacou em um evento do The Christian Post que 44 indivíduos nascidos do sexo masculino foram transferidos com sucesso para prisões femininas, resultando em consequências imprevistas, como o nascimento de bebês sob custódia.

Cristão registrado como muçulmano vence batalha na Justiça

Sufyan Masih, um trabalhador cristão de 24 anos em uma olaria no Paquistão, obteve uma vitória significativa em uma batalha legal para corrigir sua identidade religiosa em documentos.

O caso teve início quando seu empregador o registrou fraudulentamente como muçulmano em seu Cartão de Identidade Nacional, prática que o manteve em trabalho forçado ao reter seus salários e impedi-lo de retornar para sua família.

O empregador alegou ter “adotado” Masih, utilizando essa justificativa para a alteração religiosa no registro oficial. Tanto ele quanto sua família, que são analfabetos, desconheciam essa falsificação quando o registro foi realizado.

Burocracia

Este caso está inserido em um contexto mais amplo de discriminação religiosa no Paquistão, onde o sistema de Cartão de Identidade Nacional tem sido frequentemente usado para prejudicar minorias religiosas.

As autoridades paquistanesas, comumente, se recusam a permitir a alteração da identidade religiosa nos registros oficiais, a menos que um erro seja comprovado ou uma conversão ao islamismo tenha ocorrido.

Em maio de 2024, o juiz civil Mian Usman Tariq rejeitou o pedido de Masih para ser reconhecido como cristão, com base na crença islâmica de que todos nascem muçulmanos.

Diante da recusa, a família de Masih procurou a assistência jurídica da ADF International, uma organização de defesa dos direitos humanos. Em uma apelação posterior, um juiz civil decidiu a seu favor, reconhecendo que Masih foi vítima de uma “conversão” fraudulenta e permitindo que ele restaurasse sua identidade cristã nos documentos oficiais.

Pressão

Este desfecho ocorre em meio a crescente pressão da União Europeia, que tem alertado o Paquistão sobre questões de direitos humanos, incluindo a repressão contra minorias religiosas, conversões forçadas e o uso de leis de blasfêmia para perseguir cristãos. A União Europeia destacou que, caso essas questões não sejam abordadas, isso poderá afetar negativamente as relações comerciais entre os dois países.

Tehmina Arora, diretora de advocacia da ADF International para a Ásia, comemorou a decisão, destacando que o caso de Masih ilustra como as leis paquistanesas podem ser manipuladas para prejudicar cristãos.

Arora enfatizou a dificuldade que enfrentam os cristãos no Paquistão ao tentar alterar sua identidade religiosa, uma vez que são erroneamente registrados como muçulmanos, uma violação grave da liberdade religiosa.

O caso foi inicialmente iniciado em setembro de 2022, quando Masih buscou assistência legal após a recusa da Autoridade Nacional de Banco de Dados e Registro do Paquistão em corrigir seus documentos.

Durante o processo judicial, foram apresentadas provas, incluindo a certidão de batismo de Masih, e seus pais testemunharam sobre sua fé cristã. No entanto, um tribunal civil, em maio de 2024, inicialmente rejeitou o pedido de Masih, mas após uma apelação bem-sucedida, a decisão foi anulada pelo juiz Ahmad Saeed em novembro de 2024.

Apesar de a apostasia não ser explicitamente criminalizada no Paquistão, ela é considerada uma infração grave pela jurisprudência islâmica e pode ser punida pelas leis de blasfêmia.

Masih enfrentou o risco de ser acusado de apostasia, o que poderia resultar em acusações contra ele ou sua família sob as leis de blasfêmia. No entanto, a vitória de Masih tem como base o direito internacional à liberdade religiosa, sendo o Paquistão signatário do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, que garante a liberdade religiosa.

Segundo informações do The Christian Post, a Constituição do Paquistão, em seu Artigo 20, também assegura aos cidadãos o direito de professar, praticar e propagar sua religião.

Pastor Leonardo Sale diz que Carnaval é um “culto satânico”

O pastor Leonardo Sale recorreu às redes sociais para expressar sua opinião sobre o Carnaval, utilizando um vídeo no qual critica a festividade. Em sua postagem, ele afirmou que o evento representa um “culto satânico” e deixou claro que não se manterá em silêncio sobre o assunto.

“Essa é a minha opinião sobre o carnaval. Isso é um culto satânico, e veja o porquê estou dizendo isso”, escreveu o pastor.

No vídeo, Sale faz uma reflexão sobre a pandemia e observa que, apesar dos desafios enfrentados, o mundo parece não aprender com as lições da crise. “Nunca esteve tão explícito, dessa forma tão escancarada… O mundo não aprende”, comentou o religioso, referindo-se à continuidade de comportamentos que considera inadequados.

A manifestação de Sale gerou repercussão nas redes, refletindo o posicionamento firme do pastor sobre o tema.

Sobre Leonardo Sale

Leonardo Sale é um pastor evangélico do segmento neopentecostal, conhecido por suas posturas firmes e polêmicas, que frequentemente geram debates nas redes sociais e entre os seus seguidores.

À frente da Igreja Pentecostal Templo de Milagres (IPTM), ao longo de sua carreira, Sale tem se envolvido em várias polêmicas, principalmente por conta de suas declarações públicas sobre questões sociais e políticas.

Em 2020, ele foi criticado por seu apoio aberto a posições conservadoras, especialmente em relação a temas como a política de governo e os direitos de minorias. Além disso, suas declarações sobre comportamentos considerados imorais frequentemente geram controvérsias, como é o caso de sua visão sobre o carnaval, a qual o pastor classifica como um evento de caráter satânico.

Essas declarações provocam tanto apoio quanto críticas, refletindo a polarização em torno das ideias defendidas pelo religioso. A postura do religioso tem gerado discussões entre seus seguidores e detratores, consolidando sua figura como um dos pastores mais polarizadores do cenário evangélico brasileiro. Assista:

Pastores cobram Convenção Batista contra ministério feminino

Um grupo de pastores da Convenção Batista do Sul (SBC) está pedindo à denominação que reconsidere uma emenda que proibiria permanentemente o ministério feminino de pastoreio em igrejas-membro.

A proposta, que ficou a cinco pontos percentuais de ser aprovada no ano passado, ainda gera debates dentro da convenção. Em uma carta intitulada “Uma Carta Aberta à Nossa Família Batista do Sul”, líderes e pastores pedem que a emenda seja discutida na próxima Reunião Anual da SBC, prevista para ocorrer em Dallas, Texas.

A carta faz referência a uma recente decisão do Comitê de Credenciais da SBC, que permitiu que uma igreja na Carolina do Sul continuasse em cooperação com a convenção, apesar de ter uma mulher servindo como pastora-professora.

“Essa emenda teria esclarecido que a Convenção somente consideraria uma igreja em cooperação amigável que ‘afirma, nomeia ou emprega somente homens como qualquer tipo de pastor ou presbítero, conforme qualificado pelas Escrituras’”, afirma o documento.

Os pastores que assinam a carta, como Nate Akin, diretor executivo da Pillar Network, e o pastor HB Charles, da Igreja Batista Metropolitana de Shiloh, argumentam que o Comitê de Credenciais precisa de um esclarecimento que a emenda poderia fornecer.

Eles defendem que, com a aprovação das últimas duas convenções, a SBC já demonstrou o desejo de adotar essa mudança. O grupo solicita que a reunião anual suspenda a regra que transferiria a decisão da emenda para o Comitê Executivo, permitindo que o assunto fosse diretamente votado pelos mensageiros.

A proposta, nomeada em homenagem ao pastor Mike Law, da Igreja Batista de Arlington, visa alterar a Constituição da SBC para afirmar que nenhuma igreja membro pode ter um ministério feminino no campo do pastoreio.

A emenda está alinhada com o entendimento da Fé e Mensagem Batista de 2000, que define o ofício pastoral como sendo exclusivamente para homens qualificados pelas Escrituras.

Apesar do apoio de vários líderes dentro da convenção, a emenda enfrenta resistência. O ex-presidente da SBC, JD Greear, criticou a proposta, chamando-a de “insensata” e “desnecessária”, argumentando que poderia resultar em um êxodo de igrejas minoritárias.

Durante a Reunião Anual de 2023, a emenda obteve 61% dos votos, mas não alcançou os dois terços necessários para sua aprovação. Após a votação, a organização Baptist Women in Ministry, baseada no Texas, celebrou o fracasso da emenda, destacando que sua derrota envia uma mensagem de valorização das mulheres no ministério.

A discussão sobre a emenda continuará na próxima reunião da convenção, e uma nova votação está prevista para 2026, caso a proposta seja novamente submetida, segundo informações do portal The Christian Post.

Ação pró-aborto movida por Biden é retirada da Justiça por Trump

Em uma decisão significativa, o governo do presidente Donald Trump optou por retirar da Justiça um processo pró-aborto movido durante a administração Biden contra o estado de Idaho.

O litígio envolvia uma lei estadual que proíbe o aborto em quase todas as circunstâncias, com exceções restritas para emergências médicas. O Departamento de Justiça de Biden havia processado Idaho, argumentando que a proibição violava a Lei Federal de Tratamento Médico de Emergência e Trabalho de Parto (EMTALA, na sigla em inglês).

Em uma estipulação de rejeição apresentada ao Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito de Idaho, na quarta-feira, 5 de março, as partes concordaram com a retirada do processo, com cada uma arcando com seus próprios custos legais.

O documento judicial afirmou que a liminar anteriormente emitida pelo tribunal seria dissolvida, e a corte perderia a jurisdição sobre o caso, segundo informações do The Christian Post.

O Procurador-Geral de Idaho, Raúl Labrador, comemorou a decisão e emitiu uma declaração destacando que a lei estadual e a EMTALA não estão em conflito, reafirmando que ambas as normas têm o objetivo de salvar vidas.

Labrador também expressou alívio de que o Departamento de Justiça dos EUA não mais interviria na aplicação das leis de Idaho sobre o aborto. “Idaho continuará defendendo a vida conforme pretendido pela legislatura e nosso povo”, afirmou o procurador-geral.

Por outro lado, a União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) se posicionou pró-aborto e criticou a retirada do processo, com a diretora política e de advocacia, Deirdre Schifeling, acusando o governo Trump de colocar a vida das mulheres em risco ao apoiar leis que proíbem o aborto.

“Trump se aliou a uma posição radical que colocaria médicos na prisão por tentar salvar vidas”, opinou Deirdre.

Embora a retirada do processo federal tenha ocorrido, o litígio sobre a lei de Idaho continua. O sistema hospitalar St. Luke’s, que entrou com uma ação similar mais cedo em 2023, obteve uma ordem de restrição temporária, permitindo que realizasse abortos de emergência.

A CNN relatou que o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA emitiu uma orientação em julho de 2022, que exigia que os hospitais realizassem abortos em situações de emergência, como parte da EMTALA, que o Departamento de Justiça de Biden usou como base para processar o estado.

Em setembro de 2023, o Tribunal de Apelações do Nono Circuito decidiu a favor de Idaho, anulando uma decisão de um tribunal inferior que favorecia a orientação do Departamento de Saúde. No entanto, o caso ainda está em andamento, com a Suprema Corte dos EUA tendo ouvido argumentos orais sobre a questão em abril de 2024.

A Suprema Corte, em uma breve decisão emitida em junho de 2023, concluiu que o caso deveria ser reconsiderado, dado que as circunstâncias legais haviam mudado significativamente desde o início do processo.

A juíza Amy Coney Barrett, em sua opinião concordante, destacou que as questões envolvidas eram complexas e que seria imprudente tomar uma decisão sem uma análise mais aprofundada, dado que a legislação de Idaho foi alterada duas vezes desde o início do processo.

Juliano Son celebra evangelismo no carnaval: ‘Lindos momentos’

Juliano Son, músico e pastor da Livres Church, liderou um grupo de voluntários da igreja em um evangelismo nas ruas de São Paulo durante o período de Carnaval de 2025.

A ação fez parte do projeto “Impacto Carnaval”, que visou compartilhar a mensagem do Evangelho com os foliões da cidade. Em um vídeo publicado em seu Instagram, Juliano compartilhou detalhes sobre as experiências vividas durante a ação.

Ele destacou um momento marcante, em que uma pessoa, ao ouvir o nome de Jesus, interrompeu seu caminho para ouvir o que a equipe tinha a dizer sobre Cristo: “Foi ao ouvir o nome de Jesus que essa pessoa interrompeu seu caminho e fez questão de permanecer, ouvindo atentamente”, relatou o pastor.

Juliano também exortou seus seguidores a não se envergonharem do Evangelho, enfatizando que ele continua sendo o poder de Deus para salvar todos aqueles que creem: “Não nos envergonhamos do Evangelho! Ele continua sendo o poder de Deus para salvar e alcançar todo aquele que crê”, afirmou.

Em uma publicação subsequente, o fundador do ministério Livres ressaltou a importância de levar a Palavra de Deus para as ruas, expressando a esperança cristã nas interações cotidianas: “Como foi extraordinário viver isso com vocês… Obrigado pelo testemunho, amigos! Que seja o nosso estilo de vida… Os campos estão brancos!”, escreveu.

Juliano Son fez questão de esclarecer que o evento não tinha como objetivo promover um “carnaval gospel”, mas sim “expressar nossa esperança nas ruas, compartilhando o que não deve ficar escondido”.

Ele citou Mateus 5:14-16, que fala sobre a luz do mundo, incentivando a todos a deixar brilhar a luz de Cristo em suas ações diárias. “Que brilhe a Sua luz por meio de nós!”, concluiu.

Pastor condenado por roubar enorme quantia de dinheiro da igreja

O ex-pastor Brian Keith Herring, de 49 anos, foi condenado a 17 anos de liberdade condicional, 800 horas de serviço comunitário e ordenado a pagar US$ 100 mil de restituição após roubar a igreja onde atuava.

O condenado atuou como pastor da Harrison Faith Church, no Arkansas (EUA). A condenação veio após Herring se declarar culpado do roubo de mais de US$ 500 mil da igreja, entre 2021 e 2022. Além de seu cargo como pastor, ele também exerceu a função de vereador na cidade de Harrison.

Segundo registros judiciais, Herring foi acusado de crimes como roubo de propriedade, falsificação de segundo grau e adulteração de evidências físicas. Os promotores informaram que, em 2021, a igreja relatou o desaparecimento de US$ 333.594 em várias contas e a dificuldade em acessar o cartão de crédito e extratos bancários da instituição.

Investigadores descobriram ainda que Herring devolveu dois telefones, um laptop e um iPad da igreja, todos com as configurações de fábrica redefinidas.

Uma auditoria revelou que Herring realizou transações no valor de US$ 524.634,24, incluindo compras com cartão de crédito e movimentações nas contas da igreja.

Quando as autoridades tentaram localizá-lo, encontraram sua residência vazia e listada para venda. Registros judiciais também indicaram que Herring havia entrado com três processos de falência, em 1995, 2001 e 2008, nos estados da Virgínia e Missouri.

Em depoimento, Herring alegou que a investigação sobre seu envolvimento com o uso indevido do cartão de crédito da igreja foi desencadeada por um antigo amigo, que ele afirmou estar com “pecado em sua vida”.

Segundo o ex-pastor, após o amigo ser eleito para o conselho da igreja, ele foi removido de sua posição sem ser consultado, com base apenas no testemunho do amigo, o que teria causado grande sofrimento para sua família.

Antes das acusações criminais, Herring havia trabalhado como pastor na Brand New Church, em Arkansas. Seu histórico judicial e financeiro, somado às recentes acusações, resultaram em sua condenação, refletindo uma trajetória marcada por dificuldades legais e pessoais, segundo informações do The Christian Post.

Recuo da Disney: série ‘Win or Lose’ mostra oração cristã

A série animada Win or Lose, produzida pela Disney Pixar, tem gerado discussões culturais intensas desde sua estreia no Disney+ por remover elementos da ideologia de gênero, e agora, por inserir uma oração cristã em um episódio.

A série, que se passa no universo dos filmes Divertida Mente, segue a história do time de softball da escola primária Pickles, concentrando-se em diferentes personagens a cada episódio.

No entanto, o que tem atraído mais atenção é a introdução do primeiro personagem explicitamente cristão da Pixar em quase três décadas, um movimento que gera contrastes com a recente decisão do estúdio de retirar uma história envolvendo um personagem transgênero.

O episódio inaugural, intitulado “Coach’s Kid”, apresenta Laurie, filha do treinador do time, que enfrenta dificuldades relacionadas à ansiedade e insegurança. Em uma cena significativa, Laurie é mostrada orando antes de um jogo importante, pedindo a Deus força para conseguir pegar uma bola ou bater corretamente.

A oração inclui declarações como “Querido Pai Celestial, por favor, me dê força… Eu só quero pegar uma bola ou dar uma rebatida”, refletindo um momento de fé explícita.

Esta cena marca a primeira representação de uma oração cristã direta na Disney desde o filme O Corcunda de Notre Dame (1996), que inclui a música God Help the Outcasts.

Contudo, o episódio também inclui elementos não religiosos, como uma cena em que a mãe de Laurie, uma consultora de cartas de tarô, tenta prever o futuro de sua filha. O contraste entre as influências religiosas e não religiosas no episódio também tem gerado discussões.

A inclusão de Laurie, um personagem cristão, ocorre pouco após a Disney enfrentar pressões de pais conservadores e retirar de Win or Lose uma história que envolvia um personagem transgênero.

Esta decisão gerou críticas de veículos LGBT, como o Pink News, que expressaram desconforto com a inserção de um personagem cristão em um contexto mais amplo de diversidade e inclusão. A crítica sugeriu que as decisões podem ser vistas como um movimento em direção a uma visão de mundo mais conservadora e tradicional.

A inserção de uma oração também foi criticada pelo portal ativista LGBTQ Nation. Outro veículo, Them.us, por sua vez, alertou que a inclusão de Laurie poderia ser vista como um reflexo de uma mudança cultural em direção ao conservadorismo tradicional, especialmente no contexto político dos Estados Unidos durante o segundo mandato de Donald Trump.

A decisão de adiar a estreia de Win or Lose – de 2023 para fevereiro de 2025 – também gerou especulação, com analistas apontando que o projeto poderia ter sido afetado por questões internas e externas relacionadas a agenda progressista e a reação de grupos conservadores, de acordo com informações do The Christian Post.