Especial de Natal do Porta dos Fundos fica 'impróprio' no YouTube

YouTube classifica Especial de Natal do Porta dos Fundos como impróprio
Aviso do YouTube sobre o conteúdo da esquete do Porta dos Fundos

O Porta dos Fundos lançou o décimo especial de Natal “Stand Up e Anda!”, escrito por Fábio Porchat, usando passagens bíblicas para fazer piadas e ironizar a fé cristã. Como consequência, o YouTube classificou a esquete como “imprópria”.

O especial marca o retorno do grupo ao formato natalino após dois anos, já que ele havia sido gravado em 2023, mas foi suspenso após mudanças internas no Porta dos Fundos.

Sozinho em cena, Porchat se vale de trechos do Velho Testamento para as já conhecidas piadas de mal gosto sobre as histórias bíblicas mais conhecidas e algumas outras pouco citadas. O tom volta a causar repulsa pela forma debochada contra as Escrituras.

Ao justificar o conteúdo, o humorista afirma que apenas lê e interpreta o texto bíblico. Ainda assim, a proposta transforma relatos sagrados para milhões de fiéis em motivo de deboche, repetindo uma estratégia que já gerou forte reação negativa em edições anteriores.

Durante entrevistas, Porchat chegou a comparar a reação de cristãos conservadores com a de grupos extremistas, dizendo que se um “público nazista” gostasse de suas piadas seria um sinal de erro dele, porém como as críticas vêm de líderes evangélicos, como Silas Malafaia, ele interpreta como sinal de acerto.

A declaração renova a animosidade entre cristãos e o grupo de humor politicamente ativista de esquerda, já que associou a defesa da fé por parte de cristãos com a postura extremista de ideologias historicamente conhecidas por violência e perseguição.

“O humor é capaz de cobrir uma multidão de pecados —menos o pecado capital de ser, no fim das contas, simplesmente sem graça”, criticou Reinaldo José Lopes, em sua resenha no jornal Folha de S. Paulo.

Piloto missionário continua desaparecido após meses do sequestro

Quase dois meses após o sequestro do piloto missionário americano Kevin Rideout em sua casa no bairro de Château 1, em Niamey, capital do Níger, cristãos locais relataram preocupação com o silêncio em torno das ações para localizá-lo e resgatá-lo.

Em entrevista recente, o padre Augustine Anwuchie, sacerdote nigeriano da Fidei Donum que atua como missionário na Diocese de Maradi, afirmou que a falta de atualizações aumenta a tensão no país. “Isso deixa uma sensação de apreensão, medo e incerteza”. Ele acrescentou: “Este caso parece estar demorando mais do que o esperado, e ninguém sabe quem são os culpados nem o paradeiro da vítima”.

Rideout, de 48 anos, pai de família, trabalhava para a organização Serving In Mission (SIM), com sede nos Estados Unidos, quando foi sequestrado em outubro. A Radio France Internationale informou que o piloto missionário teria sido levado no dia 21 de outubro por três homens, nas proximidades do Hotel Bravia, no centro de Niamey, a poucos metros do palácio presidencial.

Na quinta-feira mencionada pela reportagem, a SIM não respondeu de imediato a ligações do portal The Christian Post. Uma fonte que atua para a organização no Níger, sob condição de anonimato, disse que as informações disponíveis ainda eram limitadas. “Até agora, não tivemos muitas notícias sobre o piloto sequestrado. Só soubemos que ele foi sequestrado. … Ainda não sabemos o nome do grupo que o sequestrou”.

Autoridades do Departamento de Estado dos Estados Unidos em Niamey afirmaram anteriormente que garantir a libertação de Rideout era uma “prioridade máxima para o governo Trump”. No mês anterior, o Washington Post noticiou que o enfraquecimento das relações diplomáticas no país, descrito como de maioria muçulmana e com crescente influência do Estado Islâmico, dificultou o esforço para encontrá-lo.

Ao jornal, um ex-funcionário americano envolvido em resgates de reféns na região do Sahel declarou: “Temos menos parcerias e menos recursos”. Ele completou: “Estamos menos equipados do que estaríamos no passado para encontrá-lo”. No ano anterior, tropas americanas deixaram o Níger e bases de drones dos EUA foram fechadas, segundo a reportagem.

Ainda conforme autoridades atuais e antigas ouvidas pelo Washington Post, reuniões interinstitucionais passaram a ocorrer três vezes por semana, com participação de mais de 200 pessoas, desde o sequestro. Um funcionário americano citado na reportagem afirmou: “Esta administração é muito prática”. Em seguida, ele disse: “As perguntas são: O que precisamos fazer para trazê-lo de volta? Quais são os passos?”.

Kevin Rideout e o irmão, Ian, também piloto, trabalharam para a SIM em Charlotte, na Carolina do Norte, de acordo com uma reportagem publicada em 2014 pelo The Wellesley Townsman.

Segundo o jornal, os irmãos transportavam missionários, equipamentos e suprimentos dentro do Níger e por outras áreas da África Ocidental, apoiando ações como perfuração de poços para água potável, assistência a refugiados, projetos de reflorestamento e recuperação de terras, suporte a hospitais, ajuda a vítimas de enchentes, iniciativas de alfabetização e capacitação de viúvas, além de atendimento a órfãos.

Eduardo Bolsonaro: missionário da Mundial assume com cassação

A Câmara dos Deputados confirmou, nesta quinta-feira, 18 de abril, os suplentes que vão assumir as vagas deixadas por Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Delegado Ramagem (PL-RJ), após a Mesa Diretora declarar a perda dos mandatos.

Em São Paulo, a cadeira de Eduardo Bolsonaro passa a ser ocupada por Missionário José Olimpio (PL-SP). Ele atuava como suplente desde sábado, 23 de março, e foi efetivado após a decisão da Mesa. Nascido em Itu (SP), José Olimpio iniciou a carreira política como vereador em 1982 e já foi subprefeito de Guaianases, vereador na capital paulista e deputado federal por dois mandatos, entre 2011 e 2019. Ele é ligado à Igreja Mundial do Poder de Deus, onde atua como missionário.

No Rio de Janeiro, a vaga de Delegado Ramagem será assumida por Dr. Flávio (PL-RJ), que já havia exercido o mandato como suplente entre maio e setembro de 2024. Agora, ele retorna à Câmara como titular da vaga. Dr. Flávio, nome político de Flávio Campos Ferreira, é médico e já foi prefeito de Paracambi e secretário municipal de Saúde. Durante sua passagem pela Câmara, atuou em comissões como as de Saúde e de Agricultura.

A Mesa Diretora declarou a perda dos mandatos com base no artigo 55, inciso III, e parágrafo 3º, da Constituição Federal. No caso de Eduardo Bolsonaro, a decisão considerou a ausência em um terço das sessões deliberativas da atual legislatura. Em relação a Ramagem, a Mesa afirmou que o deputado deixará de atingir o limite mínimo de presença na próxima sessão legislativa.

Pregador levou 6 milhões de muçulmanos à cruz vive sob ameaça

O líder cristão copta Zakaria Botros, natural do Egito é considerado o “inimigo público número 1 do Islã”, conforme descrito jornal árabe al-Insan al-Jadid, por conta de sua atuação em programas televisivos nos quais criticou interpretações do Alcorão e apresentou a fé cristã a um público majoritariamente muçulmano.

Durante anos, Botros conduziu o programa de debates “Falando a Verdade”, exibido pelo canal árabe al-Hayat (Life TV). A atração reunia missionários — em grande parte ex-muçulmanos convertidos ao cristianismo — e abordava temas teológicos considerados sensíveis. Segundo o Middle East Forum, o apresentador questionava publicamente doutrinas islâmicas e defendia o cristianismo, mesmo diante de riscos pessoais.

Em uma das transmissões, Botros afirmou: “O Islã não é a resposta. Jihad não é o caminho. Jesus é o caminho. Jesus é a verdade.”. De acordo com relatos de veículos que acompanharam o programa, ele participou de debates com estudiosos islâmicos e obteve destaque ao confrontar argumentos acadêmicos, o que provocou reações negativas de lideranças muçulmanas.

Em entrevista anterior à FOX40, Botros fez declarações duras sobre doutrinas islâmicas, afirmando que sua motivação era levar muçulmanos ao cristianismo. Na mesma ocasião, disse que seu objetivo final era “salvar muçulmanos”, diferenciando, segundo ele, pessoas das doutrinas que criticava.

Segundo a CBN News, o programa alcançou audiência estimada em quase 60 milhões de árabes, por meio da televisão via satélite e da internet. Em entrevista concedida anos atrás à TV al-Jazeera, o líder muçulmano Ahmad al-Qatani afirmou que cerca de seis milhões de muçulmanos se converteriam ao cristianismo anualmente, atribuindo parte desse número à influência de Zakaria Botros.

Em razão de sua atuação, Botros foi preso no Egito e, em 1989, deixou o país, passando a viver no exílio, de onde manteve suas transmissões. Em entrevista ao jornal canadense Sun, em 2011, ele afirmou que a Al-Qaeda teria oferecido uma recompensa de US$ 60 milhões por sua morte. Em outra declaração à FOX40, comentou as ameaças recebidas e disse não temer a possibilidade de ser assassinado.

Reportagem da CBN News informou que, devido às ameaças, Botros passou a viver em local não divulgado. Em entrevista ao Los Angeles Times, em 2012, seu filho, Benjamin Botros, afirmou que o pai havia deixado de conceder entrevistas e que sua localização era mantida em sigilo por razões de segurança. “Não posso dizer onde ele está porque sua vida corre perigo.”, declarou.

Em publicação feita no Instagram na quarta-feira, 17, o missionário chileno Vergara, que atua em países com perseguição religiosa, afirmou que Zakaria Botros tem atualmente 91 anos e permanece vivendo de forma reservada. “Vive escondido sem ninguém saber ao certo onde ele está.”, escreveu, ao comentar a trajetória do líder cristão.

Projeto contra ‘ultraje a culto’ prevê até 4 anos de prisão

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira, 17, um projeto de lei que endurece as penas para crimes de ultraje a culto religioso, bem como para o impedimento ou perturbação de atos religiosos.

O texto aprovado corresponde ao substitutivo apresentado pelo relator, deputado Pr. Marco Feliciano (PL-SP), ao Projeto de Lei nº 1.804/2015, de autoria do ex-deputado Rogério Rosso (DF). Além da proposta principal, o relator analisou outras 37 iniciativas que tramitavam de forma conjunta sobre o mesmo tema.

Atualmente, o Código Penal prevê pena de detenção de um mês a um ano para o crime de ultraje a culto, caracterizado por ofensa, desrespeito ou perturbação de cerimônias religiosas. Por se tratar de crime de menor potencial ofensivo, a punição é considerada branda. Com a aprovação do novo texto, a pena passa a ser de reclusão de dois a quatro anos, além de multa, o que retira essa infração da categoria de menor gravidade.

O projeto também estabelece que, caso o crime seja cometido com violência física, a pena será aumentada em dois terços, sem prejuízo das sanções previstas para a própria agressão.

Na justificativa do parecer, o relator afirmou que as penalidades atualmente previstas são “demasiado brandas”. Já o autor do projeto original, Rogério Rosso, argumentou que a proposta busca proteger a liberdade religiosa, bem como os objetos e locais de culto, diante do aumento de episódios de intolerância.

Garantias à liberdade religiosa

O texto aprovado promove ainda alterações na Lei nº 7.716/1989, que trata dos crimes resultantes de preconceito. A mudança inclui uma garantia expressa de que manifestar crença religiosa, realizar sermões, pregações ou ensino religioso em eventos litúrgicos não será considerado crime, mesmo quando o conteúdo for divulgado pela internet ou por outros meios de comunicação.

Segundo o relator, a inclusão visa resguardar a liberdade de consciência, de crença e de expressão religiosa, direitos assegurados pela Constituição Federal.

O parecer foi aprovado na CCJ por 41 votos a favor e 15 contra. Uma emenda apresentada pela Federação PSOL-REDE, que propunha retirar a alteração na Lei nº 7.716/1989, foi rejeitada por 44 votos a 14, de acordo com a Agência Câmara.

A proposta segue agora para análise do Plenário da Câmara dos Deputados. Caso seja aprovada, ainda precisará ser votada pelo Senado Federal. As mudanças só entrarão em vigor após a aprovação nas duas casas do Congresso Nacional e a sanção presidencial.

“Guerra espiritual”: jovem se rende a Jesus durante evangelismo

Um evento de evangelismo realizado no bairro Anjo da Guarda, em São Luís (MA), registrou a conversão pública de um jovem durante atividades de rua. De acordo com relatos compartilhados em redes sociais, o rapaz, que passava de motocicleta por uma avenida, parou o veículo após ouvir a mensagem e dirigiu-se ao local onde ocorria a pregação.

O pastor Manoel Alves, que conduzia a atividade, dirigiu-se ao jovem com as palavras: “Moço, desce dessa moto, volta para Jesus”. Em seguida, o rapaz foi conduzido por participantes do evento até um espaço improvisado como altar, onde recebeu orações. O pastor também se dirigiu à mulher que acompanhava o jovem, convidando-a a retornar à fé.

Em vídeo que circulou nas redes sociais, o pastor é ouvido afirmando: “O livramento quem deu foi Deus. O diabo cavou a tua sepultura”. Imagens mostram momentos de oração coletiva, com participantes celebrando a decisão do jovem.

O cristão Joel Carvalho, que compartilhou o registro, afirmou que o jovem foi “tocado pelo Espírito Santo” e que sua esposa, também presente no vídeo, relatou posteriormente que ele permanecia “firme na fé”, aguardando o próximo culto para retornar à igreja.

Em suas redes sociais, Carvalho fez um aposto para que outros cristãos oferecessem apoio ao casal. “Sabemos que não é fácil, é uma guerra espiritual, pois a libertação às vezes precisa de um tempo”, escreveu. Ele enfatizou a importância de evitar julgamentos: “Palavras de acusação e julgamento ficam para o diabo que é o acusador; vamos vigiar para não nos tornarmos instrumentos do inimigo”.

O episódio de evangelismo foi apresentado pelos organizadores como um exemplo de conversão espontânea em contexto de evangelização de rua, prática comum em ações de igrejas evangélicas em diversas regiões do país. Com: Guiame.

Flávio: aprovação da Dosimetria custou sacrifício de Bolsonaro

O Plenário do Senado Federal aprovou, na quarta-feira, o projeto de lei que modifica as regras de dosimetria (cálculo) de penas para crimes contra o Estado Democrático de Direito praticados em contexto coletivo. A proposta, conhecida como PL da Dosimetria, recebeu 48 votos favoráveis, 25 contrários e uma abstenção, e agora segue para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O texto estabelece parâmetros específicos para a aplicação de penas em crimes cometidos por multidões, como aqueles relacionados a invasões a sedes dos Três Poderes. A nova regra exclui expressamente a possibilidade de redução de pena para condenados que tenham financiado os atos ou exercido função de liderança durante sua execução.

A votação foi precedida de debate entre os senadores sobre o alcance da medida e quais condenações poderiam ser afetadas. Parlamentares da base de apoio ao governo votaram majoritariamente contra a proposta, enquanto integrantes da oposição articularam-se em defesa da revisão das penas aplicadas em processos relacionados a esses crimes.

Sacrifício pessoal

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República em 2026, emitiu uma declaração após a aprovação pelo Senado do projeto de Dosimetria. Em suas redes sociais, o parlamentar afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “se sacrificou” para que a proposta fosse aprovada.

A nova lei pode resultar na redução de penas de alguns condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, com exceção daqueles que forem considerados financiadores ou líderes dos eventos.

Em sua publicação, Flávio Bolsonaro estabeleceu uma relação direta entre a prisão de seu pai e a aprovação da matéria.

“Jair Bolsonaro se sacrificou para que a dosimetria fosse aprovada e para que centenas de injustiçados do 8 de janeiro pudessem retomar suas vidas. @jairbolsonaro ainda está longe de voltar para casa, mas ele aceitou esse sacrifício heroico em prol de um bem maior”, escreveu.

O senador concluiu sua mensagem com uma avaliação sobre o impacto político da medida: “O Brasil tem uma chance de ser pacificado e de retomar a normalidade da democracia”. Com: Pleno News.

Lutero e a origem da árvore de Natal: estudiosos explicam contexto

O uso da árvore de Natal como decoração costuma gerar debates entre evangélicos. Enquanto parte considera a prática legítima, outros a associam a costumes pagãos. Pesquisadores, no entanto, apontam que a tradição tem origem em contextos cristãos da Idade Média e não no paganismo.

De acordo com um artigo publicado pela Deutsche Welle, o símbolo surgiu a partir dos autos medievais, peças teatrais encenadas por católicos europeus. Nessas representações, era utilizada a chamada “árvore do bem e do mal” para retratar a narrativa da queda de Adão e Eva, geralmente apresentada no dia 24 de dezembro.

O historiador e etnólogo Alois Döring, especialista em costumes e folclore, explicou que a árvore era decorada de forma simbólica. “Do lado que simbolizava a redenção, a árvore era enfeitada com maçãs e outras guloseimas; do outro lado, pecaminoso, não havia nada.”.

Adoção entre protestantes

Segundo Döring, o hábito de decorar árvores dentro de casa no Natal foi adotado inicialmente por famílias protestantes na Alemanha, por volta do ano 1800. O pinheiro enfeitado tornou-se, naquele contexto, uma tradição associada ao luteranismo.

“Os católicos zombavam da admiração deles por Lutero da mesma forma que do costume da árvore de Natal”, relatou o historiador. À época, o protestantismo chegou a ser ironicamente chamado de “a religião da árvore de Natal”.

Martinho Lutero

Alguns estudiosos associam a tradição a Martinho Lutero, líder da Reforma Protestante. A autora Dorothy Haskins, da organização Visão Mundial, afirmou que o reformador teria criado o costume como uma forma de celebrar o nascimento de Jesus com seus seis filhos. Segundo seu relato, Lutero teria se inspirado nas árvores que permaneciam verdes durante o inverno rigoroso e levado um pinheiro para casa como símbolo de esperança e luz.

Conforme Haskins, o gesto serviria para ensinar às crianças que, em meio à escuridão causada pelo pecado, Deus enviou Jesus para trazer luz e redenção. Essa narrativa também aparece em seu livro infantil As Crianças de Lutero Celebram o Natal.

Interpretações históricas

O Dr. Jim Denison, cofundador do grupo de mídia cristão Denison Forum, afirmou que a tradição inclui a decoração da árvore com velas. Em participação no The Pure Flix Podcast, ele disse: “Ao colocar velas nas árvores, Martinho Lutero queria replicar aquela bela natureza. Jesus morreu em uma árvore, morreu em uma cruz. A árvore de Natal era algo da natureza para nos levar ao Deus da natureza”.

O historiador Alois Döring, porém, contesta essa versão. Para ele, a associação direta entre Lutero e a árvore de Natal é uma lenda, difundida principalmente por uma gravura do artista Carl August Schwerdgeburth, intitulada “Lutero e família na noite de Natal de 1536, em Wittenberg”. “Lutero jamais se sentou ao lado de uma árvore de Natal”, afirmou.

Döring destacou que Lutero, que viveu entre 1483 e 1546, provavelmente não conheceu o símbolo tal como é entendido hoje, já que o uso da árvore dentro das casas só se popularizou na Alemanha no início do século 19.

Hábito internacional

No final do século 19, a árvore de Natal deixou de ser uma tradição restrita a comunidades protestantes e passou a ser adotada por famílias de diferentes religiões em diversos países. Segundo Döring, a disseminação ocorreu após a guerra franco-prussiana de 1870, quando, por ordem de líderes militares alemães, árvores de Natal foram colocadas em trincheiras como símbolo de vínculo com a pátria.

Nos Estados Unidos, a primeira árvore de Natal pública foi montada em 1910, na cidade de Nova York, marcando a consolidação do símbolo como parte das celebrações natalinas em âmbito internacional.

Lutero e a origem da árvore de Natal: estudiosos explicam contexto
Gravura “Lutero e família na noite de Natal de 1536, em Wittenberg”, de Carl August Schwerdgeburth.

Fé dos jovens em Deus está em franco crescimento na Finlândia

Um estudo recente sobre jovens em preparação para a confirmação na Finlândia, referente a 2025, indica um crescimento na crença em Deus, especialmente entre os meninos. Segundo os dados, 67% dos meninos afirmaram acreditar em Deus, ante 56% das meninas. Em 2019, esses percentuais eram de 36% entre meninos e 35% entre meninas.

A pesquisa aponta que o aumento está relacionado de forma direta à fé cristã. A crença na ressurreição de Jesus aparece em níveis semelhantes: 64% dos meninos e 52% das meninas disseram acreditar nesse ensinamento. Os dados foram analisados pelo teólogo Jouko Porkka, pesquisador independente que estuda turmas de confirmação há mais de 20 anos. “Estamos à beira de algo interessante, e não entendemos completamente o que é”, afirmou.

Mudança após a pandemia

Séries históricas da pesquisa, disponíveis desde o início dos anos 2000, mostram que a fé entre os meninos começou a crescer a partir de 2021, durante a pandemia de covid-19. Entre as meninas, o aumento ocorreu alguns anos depois. Porkka destacou que, nos últimos cinco anos, os meninos têm demonstrado maior religiosidade do que as meninas.

A comparação com 2008 revela que os níveis atuais de crença na ressurreição de Jesus são semelhantes aos daquela época. No entanto, houve uma queda acentuada no início da década de 2010, período marcado por um avanço da secularização. Em 2013, apenas 39% dos meninos e 38% das meninas afirmavam acreditar na ressurreição.

A pesquisa é considerada representativa. Desde 2019, entre 12 mil e 23 mil jovens participam anualmente do levantamento, o que corresponde a 25% a 43% do total de confirmandos. Aproximadamente 75% dos jovens finlandeses frequentam aulas de confirmação.

Segundo Porkka, não houve mudanças significativas nas atividades paroquiais nem na criação religiosa que expliquem o crescimento recente. Ele afirmou que os jovens relatam melhora no bem-estar, associada à vivência comunitária e às práticas espirituais. “Pertencer a uma comunidade que reza e tem regularidade reduz a solidão e aumenta o bem-estar”, disse.

Desafios para as congregações

O pesquisador destacou que o principal desafio é manter os jovens vinculados às paróquias após a confirmação. Segundo ele, a ausência de continuidade pode levar à perda rápida do interesse religioso. Porkka também defendeu maior integração entre diferentes faixas etárias nas atividades das igrejas, como forma de fortalecer o senso de pertencimento.

O fenômeno do aumento do interesse religioso entre jovens, especialmente em áreas urbanas, ainda será aprofundado em estudos futuros. Possíveis explicações foram apresentadas por Porkka e pela teóloga Kati Tervo-Niemelä em uma publicação científica lançada em 2024, que propõe novas investigações sobre o tema, conforme informado pelo Evangelical Focus.

Pastor está sendo julgado por pregar João 3.16 em público

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O pastor aposentado Clive Johnston, de 77 anos, e sua esposa, Sheila Johnston, relataram que ele está sendo processado com base na legislação que estabelece áreas de proibição de críticas ao aborto, na Irlanda do Norte, após realizar um sermão ao ar livre no qual, segundo eles, o aborto não foi mencionado.

Clive Johnston, ex-presidente da Associação das Igrejas Batistas da Irlanda, responde a duas acusações com base na Lei de Serviços de Aborto (Zonas de Acesso Seguro). O julgamento foi iniciado na última quarta-feira, 17 de dezembro.

O caso está relacionado a um culto dominical realizado em 7 de julho de 2024, do outro lado de uma via expressa, nas proximidades da zona de proteção que circunda o Hospital Causeway, na cidade de Coleraine.

A legislação estabelece como crime ações que possam impedir, registrar, influenciar ou causar assédio, alarme ou angústia a pessoas dentro das zonas de proteção, que variam entre 100 e 150 metros ao redor de hospitais e clínicas que oferecem serviços de aborto. Essas áreas são conhecidas como “zonas de acesso seguro”.

Segundo informações divulgadas pelos apoiadores do pastor, Johnston pregava um sermão baseado em João 3.16, apresentando a mensagem cristã do Evangelho. De acordo com o relato, não houve menção ao aborto, nem a presença de cartazes, faixas ou manifestações relacionadas ao tema. Ainda assim, ele foi acusado de tentar “influenciar” pessoas que acessavam os serviços do hospital e de não deixar o local imediatamente após solicitação da polícia.

O pastor não responde por acusações de obstrução ou assédio. Caso seja condenado, poderá receber antecedentes criminais e ser multado em valores que, somados, podem chegar a milhares de libras. Johnston é avô de sete netos e, segundo seus representantes, não possui histórico anterior de problemas com a polícia.

O pastor recebeu apoio do The Christian Institute, entidade que também atuou na defesa da Ashers Baking Co. no julgamento conhecido como “Caso do Bolo Gay”, no qual a empresa obteve vitória na Suprema Corte do Reino Unido contra a Comissão para a Igualdade da Irlanda do Norte.