Jornalista critica silêncio de parlamentares sobre Bolsonaro

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A jornalista Ana Paula Henkel fez duras críticas aos parlamentares da direita que até o momento se encontram em silêncio diante da atual condição do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para a comentarista da Revista Oeste, o recesso parlamentar contribui para a omissão dos direitistas perante o estado de saúde delicado de Bolsonaro.

O padre José Eduardo de Oliveira e Silva, por outro lado, manifestou publicamente sua preocupação com a saúde do ex-presidente. Ele também reprovou os comentários feitos recentemente pela jornalista Daniela Lima, do UOL, em relação ao acidente sofrido por Bolsonaro na terça-feira do dia 6 de janeiro.

Na ocasião, Bolsonaro sofreu uma queda dentro de sua cela na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, batendo a cabeça em um móvel.

Em vídeo e em publicação no Instagram, o religioso classificou a atitude da profissional como “monstruosa”. “Ontem, me mandaram esse vídeo horroroso de uma jornalista debochando de um político idoso que caiu da cama, sofrendo muitas comorbidades, simplesmente por causa da oposição política. Queridos, isso é monstruoso”, declarou o padre.

Em sua publicação na rede social, ele aprofundou a crítica: “Um idoso caiu. A jornalista debocha. E toda a explicação é desnecessária. Sim, porque o gesto não é uma mera escorregada ou uma simples quebra de polidez, é a revelação da monstruosidade de uma alma totalmente corrompida e incapaz de outra compaixão que a não por si própria e pelos do seu lado”.

Contexto do Comentário

A declaração do padre refere-se à cobertura ao vivo do caso no programa “UOL News”. Ao apresentar a notícia, a jornalista Daniela Lima dirigiu-se à colega Carla Araújo com a pergunta: “quem caiu da cama?”. Como a interlocutora demonstrou não ter entendido, Lima especificou: “quem caiu da cama e teve um traumatismo craniano leve?”, deixando clara a referência ao ex-presidente.

O ex-presidente Jair Bolsonaro, de 68 anos, sofreu a queda durante a madrugada de terça-feira. Após atendimento inicial no local, a Polícia Federal emitiu um laudo indicando que não havia necessidade de remoção hospitalar imediata. Um pedido posterior da defesa para realização de exames em hospital foi negado pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.

Malafaia explica motivos de não ir visitar o ex-presidente Bolsonaro

O pastor Silas Malafaia afirmou, em mensagem publicada no X, que não visitou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, por estar impedido de manter contato com ele por decisão judicial.

O líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec) disse que a restrição foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e citou medidas cautelares que, segundo ele, incluem a apreensão do passaporte e de cadernos teológicos.

Silas Malafaia direcionou a postagem a críticos e escreveu: “Aos fofoqueiros gospel de plantão! Não posso visitar Bolsonaro porque estou com cautelares absurdas do ditador Alexandre de Moraes, que me colocou em um inquérito de pura perseguição política junto de Bolsonaro. Apreendeu meu passaporte e cadernos teológicos e me proibiu falar com Bolsonaro, Eduardo e Paulo Figueiredo. Antes de falar asneira, procure conhecer a verdade!”.

Recursos

Na esfera judicial, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu, na segunda-feira, 12 de janeiro, que o STF volte a analisar a condenação imposta pela Primeira Turma. Os advogados recorreram contra a decisão que barrou a apresentação de embargos infringentes, tipo de recurso usado para pedir reavaliação do julgamento.

Em dezembro, Alexandre de Moraes já havia rejeitado embargos apresentados pela defesa para tentar reverter a condenação de 27 anos e 3 meses de prisão na ação penal por tentativa de golpe de Estado. A Agência Estado informou que o entendimento do STF é de que o recurso só seria cabível quando há ao menos dois votos pela absolvição, condição que, no caso, não teria sido atendida porque apenas o ministro Luiz Fux divergiu.

Agora, ao apresentar um agravo regimental, a defesa busca reabrir essa via recursal. Os advogados pediram que Alexandre de Moraes reconsidere a decisão ou leve o tema ao Plenário do STF, para que a Corte decida se os embargos infringentes podem ser admitidos em julgamentos de Turma com apenas um voto divergente.

A defesa sustentou que, diferentemente de julgamentos no Plenário, decisões tomadas pelas Turmas não exigiriam um número mínimo de votos divergentes para a apresentação desse recurso. Os advogados também afirmaram que impedir os embargos nesses casos reduziria a função do instrumento e restringiria o direito de defesa.

Se o recurso for acolhido, a defesa pediu que prevaleça o voto divergente de Luiz Fux, o que, segundo os advogados, poderia levar à nulidade da ação penal ou à absolvição de Jair Bolsonaro.

EUA estão enrascados, diz Graham ao convocar fiéis à oração

O pastor Franklin Graham convocou americanos a participarem de um “momento de oração e arrependimento” na quarta-feira, 14 de janeiro, ao meio-dia no horário do leste dos Estados Unidos. Ele afirmou, em uma publicação feita na segunda-feira, 12 de janeiro, que “nossa nação está em apuros” em meio a um ambiente político que descreveu como instável.

Franklin Graham, diretor da Samaritan’s Purse e da Associação Evangelística Billy Graham, perguntou aos seguidores: “Se você acha que nossa nação está em apuros agora, espere para ver?”. Ele citou “ódio, raiva, crime, drogas e pura desesperança” e disse que a resposta seria um chamado coletivo à fé.

Ele afirmou que “como nação, nossos pecados são imensos” e declarou: “Temos nos afastado cada vez mais de Deus e de Seus mandamentos, abraçando o secularismo ímpio. Precisamos pedir Seu perdão e buscar Sua face”.

Ao mencionar protestos após a morte de Renee Good, Franklin Graham pediu que as pessoas “orassem por nossos líderes” e que pedissem a Deus “que trouxesse calma às nossas ruas”.

De acordo com o The Christian Post, ele acrescentou: “Há muitos que gostariam de causar tumulto — há até aqueles que gostariam de destruir este grande país. Orem para que esses esforços sejam frustrados e seus planos sejam desfeitos. Peçam a Deus que use Sua igreja como instrumento de paz neste momento de grande incerteza”.

Ao encerrar o apelo, Franklin Graham reiterou o horário do ato e declarou: “Milhões de pessoas que se lembrarem dos seus pecados e pedirem perdão, arrependerem-se e buscarem a Sua face farão a diferença”.

O chamado nacional para oração ocorreu poucos dias depois de Franklin Graham publicar, no Facebook, críticas aos protestos contra operações de fiscalização de imigração. Ele escreveu que as manifestações seriam “sustentadas pela esquerda socialista radical, cujo objetivo é tornar os Estados Unidos como a Venezuela, destruindo, em última instância, a América que conhecemos”.

Na mesma publicação, ele citou frases atribuídas a manifestantes, como: “Salvem uma vida, matem o ICE!” e pedidos de enforcamento para a secretária Kristi Noem. Ele também escreveu: “Mentir, roubar, trapacear — nada é proibido para se chegar ao poder”, e acrescentou: “Infelizmente, muitas pessoas que participam desses protestos não têm ideia de que estão sendo usadas como peões”.

Vendedor de café impacta milhares com oração antes do trabalho

Um vendedor de café chamou a atenção e comoveu milhares de pessoas ao ser filmado realizando uma oração pública antes de iniciar seu dia de trabalho em uma rua de Recife, Pernambuco. O momento foi registrado e compartilhado nas redes sociais pelo cristão Thawan Cavalcanti.

No vídeo, é possível ver Cavalcanti e outros potenciais clientes aguardando o fim da oração do vendedor de café para realizar suas compras. “O irmão orando e a gente esperando para comprar café com ele”, relatou Cavalcanti em sua publicação no Instagram.

Ele destacou a atitude do ambulante: “Chegou um homem para comprar e ele não deu atenção, ele primeiro está orando. Primeiro é a oração dele. A gente devia ser assim”.

Após terminar de orar, o homem levantou as mãos em direção ao céu em gesto de agradecimento. Ao atender os clientes, o vendedor de café explicou sua prioridade: “Primeira coisa é agradecer a Deus porque acordei com saúde e estou aqui trabalhando”. Refletindo sobre a sua fé, acrescentou: “[O Senhor] me livra dos laços do passarinheiro, das pestes perniciosas. Tem coisa que a gente não vê, mas Ele nos livra”.

Reações e Identificação

A publicação rapidamente reuniu comentários de pessoas que conhecem o vendedor. Eduardo Martins identificou-se como seu filho, escrevendo: “Esse é meu pai, homem de Deus”. Outros usuários corroboraram a reputação do homem. “Esse irmão é meu vizinho. É um homem de Deus, ele e sua família”, disse um. Uma mulher comentou: “Conheço esse irmão, ele é um guerreiro mesmo”.

Segundo relatos de internautas, o ambulante tem o hábito de orar todas as manhãs no local onde trabalha, na região do Ceasa, em Recife. “Todos os dias eu via ele orando”, afirmou um deles. A simplicidade e a demonstração pública de fé do vendedor foram amplamente elogiadas, gerando reflexões sobre prioridades e espiritualidade no cotidiano.

Casal influencer condenado por fraude em esquema de pirâmide

Um júri federal no Texas condenou LaShonda Moore e Marlon Moore, identificados pelas autoridades como responsáveis pelo esquema “Blessings in No Time”, por operar uma estrutura de pirâmide durante a pandemia de COVID-19. O casal foi acusado de atrair participantes com promessa de retornos elevados e, direcionando a fraude principalmente à comunidade afro-americana.

O jornal The Dallas Morning News informou que LaShonda e Marlon Moore foram condenados por conspiração para cometer fraude eletrônica, cinco acusações de fraude eletrônica e três acusações de lavagem de dinheiro. A reportagem acrescentou que cada acusação de conspiração e fraude eletrônica pode resultar em pena de até 20 anos, e cada acusação de lavagem de dinheiro, em até 10 anos.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos afirmou que o esquema operou em âmbito nacional de junho de 2020 a junho de 2021. A estrutura era divulgada em transmissões semanais online e pedia que participantes depositassem US$ 1.400, com a promessa de um retorno de 800% em poucas semanas, segundo a acusação.

O Departamento de Justiça descreveu o BINT como um esquema de “encaminhamento em cadeia” apresentado como grupo de ajuda mútua durante a crise econômica da pandemia. A pasta afirmou que o sistema tinha quatro níveis, chamados Fogo, Vento, Terra e Água, e que novos participantes eram direcionados a pagar pessoas posicionadas no topo. O modelo dependia de recrutamento contínuo para manter os pagamentos, conforme a acusação.

Investigadores federais afirmaram que mais de 10 mil pessoas foram afetadas, com perdas coletivas acima de US$ 25 milhões. Promotores declararam que o casal se colocou em posições que lhes permitiam receber os pagamentos finais e desviou recursos para gastos pessoais, de acordo com a acusação.

Documentos do caso também registraram que promessas de reembolso não foram cumpridas. Uma das reclamantes afirmou: “Este foi meu primeiro contato com círculos de doação e me envergonho de ter acreditado neles.”. Ela declarou que convidou familiares e relatou perdas de US$ 32 mil no grupo.

A investigação envolveu a unidade de Investigação Criminal do IRS, o Serviço de Inspeção Postal dos Estados Unidos e o Serviço Secreto dos Estados Unidos. Autoridades afirmaram que o casal “explorou a confiança cultural e os laços comunitários” para recrutar participantes, com foco na comunidade afro-americana.

O procurador-geral adjunto A. Tysen Duva declarou, em comunicado, que o casal “orquestrou um lucrativo esquema de pirâmide com o único objetivo de se enriquecer.”. O procurador federal Jay R. Combs, do Distrito Leste do Texas, afirmou que houve “quebra de confiança” e declarou que o departamento pretende seguir processando fraudes com dano substancial ao público.

O caso também foi alvo de um processo civil no Texas em 2023, quando um tribunal emitiu uma sentença final e uma liminar permanente contra o casal. LaShonda e Marlon Moore participaram do reality show Family or Fiancé, do canal Oprah Winfrey Network, e o esquema também foi abordado pela série investigativa American Greed. A data da sentença criminal ainda não foi definida, de acordo com o The Christian Post.

Cristofobia: cristianismo é a religião mais perseguida do mundo

O termo “cristofobia” refere-se a atos de ódio, discriminação e violência direcionados a indivíduos ou comunidades em razão de sua fé cristã. Conforme análise apresentada no livro A cristofobia no século XXI, do autor Daniel Chagas Torres, aproximadamente três em cada quatro incidentes de intolerância religiosa no mundo têm como alvo cristãos.

O fenômeno é descrito na obra como “a escolha de consciência mais mortal da atualidade”.

 Alcance Global

A perseguição se manifesta de distintas formas, desde a violência física letal em Estados autoritários ou regiões conflagradas até formas sutis de marginalização e exclusão em sociedades ocidentais. Em seu aspecto mais extremo, inclui execuções, torturas, destruição de templos e prisões arbitrárias.

Dados compilados a partir de organizações como Portas Abertas e Pew Research Center indicam que cerca de 380 milhões de cristãos vivem atualmente sob altos níveis de perseguição e discriminação.

Este número representa um em cada sete cristãos no mundo. Apenas em 2024, o relatório anual da Portas Abertas registrou 4.476 mortes de cristãos por motivos religiosos, uma média de 12 por dia, com a África Subsaariana como a região mais crítica.

World Watch List de 2025 classifica a Coreia do Norte, Somália, Líbia, Eritreia e Sudão como os cinco países onde a cristofobia é mais severa. Atualmente, 60 países são classificados com níveis de perseguição “extrema” ou “muito alta”, um aumento em relação a anos anteriores.

Cristofobia no Ocidente e Viés Midíatico

Em nações ocidentais, a hostilidade frequentemente assume contornos culturais e institucionais, caracterizados pela tentativa de remover símbolos cristãos do espaço público e pela marginalização de visões de mundo baseadas na fé. O autor descreve este fenômeno como uma “descristianização planejada”, impulsionada por um que ele define como “fanatismo laicista”.

A análise também critica uma assimetria na cobertura jornalística internacional. Conforme citado no livro, ataques contra comunidades muçulmanas geralmente recebem ampla divulgação e são enquadrados como perseguição religiosa, enquanto ataques contra cristãos são frequentemente relatados como “conflitos étnicos” ou “disputas políticas”, minimizando ou omitindo o componente religioso. Este viés, segundo o autor, contribui para a invisibilidade do fenômeno da cristofobia.

Fontes da Perseguição e Resposta

As principais fontes da perseguição são identificadas como: (1) Estados totalitários que veem o cristianismo como uma ameaça política; (2) Hostilidade social proveniente de comunidades locais; e (3) A ação de grupos extremistas e terroristas que incorporam o extermínio de cristãos em sua ideologia.

Organizações como a Portas Abertas (de origem evangélica) e a fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre monitoram e documentam a perseguição global, fornecendo assistência material e espiritual às comunidades afetadas.

A obra conclui com um apelo à conscientização e à ação conjunta, argumentando que a defesa da liberdade religiosa para os cristãos é um desafio civilizacional que diz respeito a todos os defensores dos direitos humanos, independentemente de filiação confessional. Com: Gazeta do Povo.

Dois mil cristãos mortos e 3 mil sofreram violência nos últimos anos

A Global Christian Relief, organização sem fins lucrativos sediada nos Estados Unidos e voltada ao monitoramento da perseguição a cristãos, informou na semana passada ter documentado quase 3.000 casos verificados de sequestros ou agressões e cerca de 2.000 assassinatos ligados à violência religiosa no mundo nos últimos dois anos.

A entidade afirmou que a Lista Vermelha Global de Ajuda aos Cristãos de 2026, divulgada em 08 de janeiro, registrou 1.972 mortes verificadas entre 01 de novembro de 2023 e 31 de outubro de 2025, com dados reunidos a partir do Banco de Dados de Incidentes Violentos mantido pelo Instituto Internacional para a Liberdade Religiosa (IIRF).

A Global Christian Relief apontou a África como epicentro da violência sistêmica contra cristãos e afirmou que três dos cinco países mais letais ficam no continente, em um cenário marcado por presença de grupos afiliados ao Estado Islâmico, proteção estatal fraca e baixa responsabilização de autores.

O relatório indica que a Nigéria liderou em mortes documentadas (590), seguida por República Democrática do Congo (447) e Etiópia (177), com Rússia (167) e Moçambique (94) na sequência; em Moçambique, a entidade registrou 13.298 casos confirmados de deslocamento forçado por motivo de fé.

A Global Christian Relief também destacou formas não letais de perseguição, como intimidação e restrições a igrejas, e informou que Ruanda concentrou 7.700 incidentes desse tipo, seguido por Moçambique, Myanmar e Nicarágua, enquanto a Ucrânia apareceu em quinto lugar por destruição de templos no contexto da guerra.

De acordo com o The Christian Post, a organização apontou a China como o país com mais prisões confirmadas de cristãos (709) e informou que México liderou em sequestros e agressões verificadas (376), com episódios associados principalmente a dinâmicas de corrupção e violência criminal. Brian Orme, presidente e CEO da Global Christian Relief, afirmou que “a perseguição hoje em dia nem sempre se manifesta de forma óbvia ou dramática” e que ela pode ocorrer “silenciosamente” por pressões, leis e sistemas que restringem o culto e a vida religiosa.

Graham: ativistas são ‘sustentados pela esquerda socialista radical’

O pastor Franklin Graham afirmou que manifestações contra o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) dos Estados Unidos após a morte de Renee Good, em Minneapolis, receberam apoio de forças que ele descreveu como socialistas radicais.

Graham, de 73 anos, declarou que os protestos integrariam uma tentativa de desestabilização do país. Ele escreveu em sua página no Facebook que havia visto manifestantes — que chamou de “agitadores pagos” — entoando frases como “Salvem uma vida, matem o ICE!” e ameaças dirigidas a autoridades federais.

Graham, que dirige a Billy Graham Evangelistic Association, alegou que “os protestos que vemos em todo o país agora são apoiados pela esquerda socialista radical, cujo objetivo é transformar os Estados Unidos na Venezuela”. Ele acrescentou que participantes estariam sendo usados como “peões”.

O evangelista também lidera a organização humanitária Samaritan’s Purse, com sede na Carolina do Norte. Na mesma publicação, ele afirmou que a “única esperança” do país é Deus e pediu orações por integrantes do governo federal.

Graham escreveu: “Encorajo vocês a orarem”. Em seguida, pediu orações pelo presidente Donald Trump, pelo vice-presidente J.D. Vance, pelo secretário de Estado Marco Rubio, pela secretária de Segurança Interna Kristi Noem, pelo secretário da Defesa Pete Hegseth e pelo restante do gabinete, citando o Salmo 11:3.

Em outra publicação no Facebook, na quinta-feira, Graham comentou o tiroteio que matou Renee Good em 07 de janeiro, episódio que gerou debate público sobre a legalidade do uso da força. Autoridades federais sustentam que o disparo ocorreu em legítima defesa, enquanto críticos afirmam que a ação foi injustificada e pedem responsabilização do agente.

Renee Good tinha 37 anos, era moradora de Minneapolis, escritora e mãe de três filhos. Ela foi baleada por um agente do ICE durante uma operação de fiscalização.

Em coletiva de imprensa, Kristi Noem afirmou que Good teria perseguido agentes do ICE ao longo do dia, recusado ordens para sair do veículo e quase atropelado um dos agentes. A secretária informou que o agente atingido já havia sido ferido anteriormente em um ataque com veículo, em junho.

“É trágico que Renee Good tenha sido morta ontem em Minneapolis. Orem por sua família e entes queridos”, escreveu Graham na ocasião, acrescentando que o caso serviria como alerta para a necessidade de obedecer ordens das autoridades e orientou que eventuais discordâncias sejam discutidas no tribunal.

Graham também afirmou que agentes da lei enfrentam a “difícil tarefa” de retirar do país pessoas que entraram ilegalmente.

O presidente Donald Trump descreveu Good como uma “agitadora profissional” e afirmou que ela teria agredido violentamente um policial antes de ser baleada. Ele declarou que ataques contra forças de segurança estariam aumentando em razão do que chamou de ações da “esquerda radical”.

Vídeos do episódio circularam nas redes sociais. Um deles mostra um agente do ICE tentando se posicionar ao lado de um SUV e disparando no momento em que o veículo avança e aparentemente o atinge de raspão. Outro vídeo, gravado de frente, registra o agente sendo atingido quando o carro se move.

Um terceiro vídeo, obtido pela CNN, mostra o veículo parado e posicionado lateralmente na via por vários minutos antes do disparo.

Imagens gravadas por um telefone celular, atribuídas ao agente que efetuou o disparo, mostram momentos anteriores ao tiro. Uma mulher identificada como Rebecca, companheira de Good, aparece ao lado do SUV enquanto o agente circula o veículo.

As imagens indicam que outro agente se aproximou da porta do motorista e ordenou que Good saísse do carro para prisão. Em seguida, o veículo aparece dando ré e depois avançando. O registro sugere que o agente posicionado à frente foi empurrado para trás, com disparos ouvidos logo depois, embora os tiros não sejam visíveis nas imagens.

Regime da Nicarágua liberta presos políticos sob pressão dos EUA

O ditador Daniel Ortega libertou dezenas de pessoas da prisão durante o fim de semana, poucos dias após a Embaixada dos Estados Unidos em Manágua, capital da Nicarágua, defender publicamente a libertação de presos políticos no país.

As libertações ocorreram no aniversário de 19 anos do regime sandinista liderado por Ortega. O contexto coincidiu com a notícia da captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos, conforme relatado por fontes regionais.

A vice-presidente e primeira-dama Rosario Murillo reconheceu a dificuldade do momento em mensagem divulgada na data comemorativa. Ela afirmou: “Estes são tempos difíceis e, portanto, tempos para fortalecer nossa fé, nossa confiança no Pai e tempos para crescer em espiritualidade”.

A declaração ocorreu em meio a um histórico de tensões entre o governo e líderes religiosos no país. Murillo tem ocupado papel central na condução política do regime ao lado do presidente.

Analistas que acompanham a situação nicaraguense afirmaram que o governo Ortega–Murillo enfrenta um momento decisivo. Eles apontaram a perda de aliados estratégicos e a dependência econômica dos Estados Unidos — principal destino das exportações do país e fonte relevante de remessas — como fatores que pressionam o regime a rever sua postura.

Especialistas também indicaram que o isolamento diplomático da Nicarágua na América Latina se intensificou, reduzindo as alternativas do governo diante da pressão internacional.

O ex-embaixador da Costa Rica na Venezuela Vladimir de la Cruz afirmou que mudanças democráticas se tornaram urgentes para garantir a estabilidade no país. Ele declarou: “A Nicarágua ou aprende ou estará em uma situação de perigo — de que podem intervir lá a qualquer momento”. O diplomata defendeu a restauração do processo eleitoral e a devolução da liberdade plena à oposição e aos presos de consciência.

Em dezembro de 2025, turistas que ingressaram na Nicarágua relataram restrições à entrada de Bíblias no país. A medida também passou a abranger outros materiais impressos e equipamentos eletrônicos, integrando uma lista ampliada de itens proibidos na fronteira, em meio ao endurecimento das restrições às liberdades civis e à repressão contra cristãos.

Em agosto, veio a público a morte de um ativista político preso durante uma operação policial. Ele morreu sob custódia do Estado, segundo informações repassadas à família pelas autoridades forenses, que não divulgaram a causa do óbito.

O ativista Mauricio Alonso Prieto foi preso em 18 de julho, juntamente com a esposa e o filho adulto. Ele estava detido na prisão do Departamento de Granada, conhecida como La Granja, informou a organização Christian Solidarity Worldwide, sediada em Londres.

Ainda em agosto, o governo nicaraguense confiscou a Escola San José, instituição com 40 anos de atuação administrada pela congregação das Irmãs Josefinas. A medida integrou uma nova ofensiva contra instituições educacionais e religiosas no país, segundo o The Christian Post.

Rosario Murillo acusou a escola de ter sido “um centro onde pessoas foram torturadas e assassinadas” durante os protestos de 2018. O governo não apresentou provas públicas para sustentar a acusação.

Mãe que enterrou bebê após aborto com pílula é solta pela Justiça

Um juiz de circuito rejeitou a acusação de homicídio fetal contra uma mulher do Kentucky, indiciada no início da semana após supostamente usar medicamentos abortivos e enterrar os restos mortais do feto em sua propriedade.

Durante uma audiência realizada na quarta-feira, o juiz rejeitou formalmente a acusação de homicídio fetal contra Melinda Spencer, de 35 anos. O indiciamento havia sido apresentado na terça-feira por um júri do condado de Wolfe, informou o Lexington Herald-Leader.

Os promotores solicitaram o arquivamento da acusação de homicídio fetal no mesmo dia em que o júri apresentou quatro acusações contra Spencer: homicídio fetal, ocultação de nascimento de um bebê, adulteração de provas e vilipêndio de cadáver. Com a retirada da acusação principal, permaneceram válidas as três acusações restantes.

A próxima audiência de Spencer foi marcada para 02 de fevereiro. A exclusão da acusação de homicídio fetal reduziu o valor da fiança de US$ 100 mil para US$ 2,5 mil, segundo o jornal.

Em comunicado divulgado nesta semana, a promotora pública Miranda King, responsável pelos condados de Breathitt, Powell e Wolfe, informou que a acusação foi retirada com base na legislação estadual. Ela citou uma lei do Kentucky que “proíbe o processo de uma mulher grávida que causou a morte de seu filho ainda não nascido”.

O Kentucky possui uma proibição quase total do aborto, em vigor desde a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos no caso Dobbs v. Jackson Women’s Health Organization, que anulou o precedente estabelecido por Roe v. Wade. Apesar disso, a legislação estadual prevê exceção para a responsabilização criminal da gestante.

O estatuto citado por King, KRS 507A.010(3), afirma: “Nada neste capítulo se aplicará a quaisquer atos de uma mulher grávida que causaram a morte de seu filho não nascido”.

King declarou: “Busquei este cargo com a intenção de ser um promotor pró-vida, mas devo fazê-lo dentro dos limites permitidos pela lei do estado de Kentucky, que jurei defender”. Ela acrescentou: “Sou grata pelo trabalho investigativo da Polícia Estadual de Kentucky neste caso e aos cidadãos que serviram no júri”.

Spencer foi presa em 31 de dezembro, após uma clínica da rede United Clinic, em Campton, comunicar à polícia que uma mulher havia relatado ter interrompido a gravidez em sua residência.

Durante interrogatório, Spencer teria informado aos investigadores que adquiriu medicamentos abortivos pela internet, utilizou-os para interromper a gestação e enterrou os restos mortais nos fundos de sua propriedade. Ela afirmou que tomou a decisão porque não queria que o companheiro soubesse que ele não era o pai da criança.

Após a emissão de um mandado de busca, autoridades localizaram os restos mortais nas proximidades do quarteirão 3700 da Flat Mary Road, conforme descrito por Spencer. Documentos judiciais citados pela Fox 56 informaram que os investigadores encontraram um saco de compras branco na cova.

Segundo um mandado de prisão divulgado pela emissora, os restos mortais estavam envoltos em um pano branco, colocados dentro de uma caixa de lâmpada coberta com papel de embrulho natalino.

Miranda King seguirá responsável pela acusação das três denúncias restantes, que incluem abuso de cadáver (crime de Classe D), adulteração de provas físicas (crime de Classe D) e ocultação do nascimento de um bebê (contravenção).

O promotor público do condado de Kenton, Rob Sanders, comentou o indiciamento inicial em entrevista à WKYT. Embora não tenha participado do caso no condado de Wolfe, ele afirmou que a legislação estadual isenta gestantes desse tipo de acusação penal.

De acordo com o The Christian Post, Sanders declarou: “Não tenho conhecimento de nenhuma lei no Kentucky que criminalize os atos de uma mulher grávida para interromper a gravidez”. Ele acrescentou: “Se a legislatura quer que as mulheres que interrompem suas gestações sejam processadas, precisa emendar a lei”.