Neto de Hernandes Dias Lopes recebe alta após 102 dias

O reverendo Hernandes Dias Lopes anunciou que seu neto, Pedro, nascido com precocidade extrema, recebeu alta após 102 dias de internação, período em que foi submetido a cirurgias complexas e recebeu diagnósticos pessimistas dos médicos.

No último domingo, 11 de janeiro, em suas redes sociais, o pastor trouxe a boa notícia: “Estive aqui há algum tempo, pedindo as orações do povo de Deus em favor do nosso netinho, Pedro. Passou por situações tão difíceis e adversas, mas depois de 102 dias no hospital, hoje, pela graça de Deus, ele foi liberado e está em casa”, contou o pastor presbiteriano.

“A minha palavra é de gratidão. Gratidão a Deus. Gratidão aos médicos e enfermeiros que cuidaram do Pedro. Gratidão a todos aqueles que se uniram a nós em oração em favor do Pedro. Temos visto milagres. Deus ainda opera maravilhas. E o nosso coração está transbordando de gratidão e alegria por ver os grandes feitos de Deus na vida do Pedro. Nosso desejo é que ele cresça saudavelmente para a glória de Deus e para o testemunho do Evangelho”, acrescentou o pastor.

Hernandes compartilhou a situação de seu neto em diferentes circunstâncias. A primeira vez que o caso veio a público foi durante pregação do pastor na AD Alpha, liderada pelo pastor Jairo Manhães. Posteriormente, em vídeo publicado nas redes sociais, voltou a pedir orações pela criança. Há uma semana, durante culto na Primeira Igreja Batista de Guarapari (ES), anunciou que Pedro havia deixado a unidade de terapia intensiva.

“A todos o nosso tributo de gratidão. Que Deus recompense a todos vocês. Continuemos ainda em oração em favor dele, para que ele possa crescer em sabedoria, estatura e graça diante de Deus e diante dos homens”, concluiu o pastor.

Ex-ator que virou pastor avalia batismo de atriz pornô Lily Phillips

Um ex-ator pornô que se tornou pastor comentou publicamente o anúncio do batismo de uma atriz de conteúdo adulto e influenciadora do OnlyFans, após a repercussão gerada entre cristãos nas redes sociais.

A influenciadora Lily Phillips anunciou na semana passada que havia sido batizada. A divulgação provocou reações divergentes no meio cristão, incluindo manifestações de apoio e questionamentos sobre a sinceridade do ato, diante da intenção declarada de continuar produzindo conteúdo sexualmente explícito.

O pastor Joshua Broome, que deixou a indústria pornográfica após se converter ao cristianismo, publicou um vídeo no Instagram na terça-feira comentando o caso. Ele afirmou: “Eu não a conheço pessoalmente. Não sei se o batismo é legítimo ou qual é a fé dela. Não é algo que eu saiba com certeza e não é algo que eu possa determinar. Só Deus a conhece e conhece o seu coração”.

Broome declarou que “Deus não é limitado por pessoas imperfeitas, motivações obscuras ou começos complicados”. Ele mencionou exemplos de pessoas envolvidas na produção da série The Chosen que, segundo ele, não tinham fé no início e ainda assim relataram transformações pessoais ao longo do processo.

Ao relatar sua própria trajetória, Broome afirmou: “Antes de Jesus me resgatar, eu estava na indústria pornográfica”. Ele acrescentou que “Ele não me reconheceu porque eu tinha as intenções certas ou as palavras certas”, mas que a mudança ocorreu, segundo ele, pela ação do Espírito de Deus.

Broome disse que não buscava se corrigir por conta própria e afirmou que a oração intercessória costuma ser subestimada. Ele declarou que “Deus pode fazer o que nós não podemos e o Seu Espírito pode realizar o que nossas palavras jamais conseguiriam”.

Ao abordar críticas dirigidas a pessoas com histórico na indústria sexual, Broome afirmou que o sexo havia sido um “ídolo” em sua vida. Ele disse que se entristece ao ouvir declarações como “não há água suficiente no oceano para batizar alguém como ela ou alguém como eu”.

O pastor afirmou que “Deus não coloca um resumo do pecado numa balança” e que “o sangue da cruz não apenas supera o pecado, como o cobre por completo”. Ele declarou ainda: “Quando Jesus salva, somos declarados justos não por causa do nosso passado, mas por causa d’Ele”.

No encerramento do vídeo, Broome orientou como, segundo ele, cristãos deveriam reagir ao batismo de Phillips. Ele afirmou: “Talvez, em vez de atirar pedras, devêssemos orar por ela. Oremos por um arrependimento verdadeiro, um discipulado verdadeiro e uma vida verdadeira que dê frutos”.

Na legenda que acompanhou a publicação, Broome levantou questionamentos sobre a situação. Ele escreveu: “Isso era real ou uma farsa? Ela está em conflito com sua fé ou está se aproveitando de um tema polêmico?”. Em seguida, afirmou não saber a resposta e declarou que “o pecado sexual parece provocar muita indignação, ao contrário de outros pecados”.

Broome afirmou que atitudes como orgulho, ganância, fofoca e presunção costumam ser toleradas, enquanto questões ligadas à sexualidade geram reações mais severas. Ele escreveu que as Escrituras não minimizam o pecado sexual, mas também não o colocam fora do alcance da redenção.

Segundo Broome, “se o passado de alguém nos deixa desconfortáveis, isso pode dizer mais sobre nossa teologia do que sobre o arrependimento dessa pessoa”. Ele declarou ainda que “o papel da igreja nunca foi hierarquizar pecados — é proclamar o arrependimento, caminhar com as pessoas na verdade e confiar em Deus para a transformação”.

Phillips publicou sobre seu batismo nas redes sociais e falou sobre sua jornada de fé em entrevista à US Weekly. Na conversa, ela afirmou que não se considera uma “cristã tradicional” e disse que pretendia “se afastar um pouco do trabalho e de outras coisas para priorizar” sua fé.

De acordo com o The Christian Post, as críticas direcionadas ao batismo também incluíram questionamentos sobre o apoio contínuo de Phillips ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e sua posição favorável ao aborto, temas que entram em conflito com o ensino cristão.

Trump faz novos ataques ao Estado Islâmico na Síria

No último sábado, 10 de janeiro, uma nova série de ataques aéreos coordenados contra alvos do Estado Islâmico na Síria foram realizados pelos Estados Unidos. A ação ocorreu em resposta à emboscada registrada no mês passado em Palmira, que resultou na morte de dois soldados americanos e de um intérprete civil, cidadão americano.

O Comando Central dos EUA informou que os ataques começaram por volta das 12h30, no horário da costa leste americana, e envolveram forças dos Estados Unidos e de países parceiros. As ofensivas atingiram diversas posições do Estado Islâmico em diferentes regiões do território sírio.

A operação recebeu o nome de Operação Hawkeye Strike e integra a resposta militar de Washington ao ataque ocorrido em 13 de dezembro. Na emboscada, morreram o sargento Edgar Brian Torres-Tovar, o sargento William Nathaniel Howard e o intérprete Ayad Mansoor Sakat, durante uma missão conjunta em Palmira.

Torres-Tovar e Howard integravam a Guarda Nacional de Iowa e haviam sido mobilizados no âmbito da Operação Inherent Resolve, iniciativa internacional voltada ao combate aos remanescentes do Estado Islâmico. Sakat era um intérprete contratado, de 34 anos, residente em Macomb, no estado de Michigan.

O Comando Central descreveu os ataques realizados no sábado como de “grande escala” e executados em coordenação com forças aliadas, sem detalhar quais unidades participaram da operação. Em comunicado divulgado no sábado, o órgão afirmou: “Nossa mensagem continua clara: se você ferir nossos combatentes, nós o encontraremos e o mataremos em qualquer lugar do mundo, não importa o quanto você tente escapar da justiça”.

O Estado Islâmico ganhou projeção em 2014, ao ocupar amplas áreas do Iraque e da Síria, antes de ser expulso de seus principais redutos por uma coalizão militar liderada pelos Estados Unidos nos anos seguintes. Apesar da perda de territórios estratégicos, o grupo segue ativo em regiões desérticas da Síria.

Analistas têm manifestado preocupação com uma possível reorganização do grupo após a deposição do ex-presidente Bashar al-Assad, em dezembro de 2024, e a ascensão do presidente Ahmed al-Sharaa. Al-Sharaa liderou anteriormente a Frente Al-Nusra, ligada à Al-Qaeda, e tem adotado medidas para se distanciar desse histórico.

A resposta militar americana teve início em um ataque anterior, realizado em 19 de dezembro, que atingiu 70 alvos do Estado Islâmico no centro da Síria. Essa ofensiva marcou o primeiro uso do míssil Hawkeye Strike e foi conduzida conjuntamente pelos Estados Unidos e pela Jordânia, com alvos que incluíram infraestrutura e depósitos de armas do grupo.

Autoridades americanas informaram que a emboscada em Palmira teria sido executada por um atirador solitário ligado ao Estado Islâmico. O episódio foi o primeiro incidente fatal envolvendo tropas dos Estados Unidos na Síria desde a deposição de Assad.

Após o ataque, os Estados Unidos ampliaram a coordenação com Damasco, que recentemente aderiu à coalizão internacional contra o Estado Islâmico. A adesão ocorreu durante a visita de al-Sharaa à Casa Branca, em novembro, a primeira visita de um chefe de Estado sírio aos Estados Unidos.

O presidente Donald Trump autorizou os novos ataques após receber relatórios atualizados sobre a emboscada em Palmira. Durante seu primeiro mandato, Trump já havia ordenado a redução do contingente militar americano na Síria.

A mídia estatal síria informou no sábado a transferência de combatentes curdos de Aleppo para Tabaqa, no nordeste do país. A movimentação ocorreu após um acordo de cessar-fogo firmado depois de confrontos com forças governamentais, segundo informações citadas pela France 24 e pela AFP.

Os confrontos começaram no início da semana, após um impasse nas negociações sobre a integração das forças curdas ao novo governo sírio. Relatos indicaram que forças governamentais bombardearam o distrito de Sheikh Maqsud durante a noite, após o prazo final do cessar-fogo expirar.

Na noite de sábado, ônibus transportaram combatentes curdos que se renderam para fora de Aleppo. Forças de segurança acompanharam famílias que deixaram a região durante a evacuação.

O governador de Aleppo informou que cerca de 155 mil moradores foram deslocados desde o início dos confrontos. Autoridades locais relataram ao menos 21 mortes de civis.

A televisão estatal síria anunciou que as operações militares em Sheikh Maqsud foram suspensas após a evacuação da área.

O enviado dos Estados Unidos, Tom Barrack, reuniu-se com Ahmed al-Sharaa no sábado e defendeu a retomada das negociações entre o governo sírio e líderes curdos. Ele afirmou que a violência “corre o risco de comprometer o progresso alcançado desde a queda do regime de Assad e abre caminho para interferências externas que não servem aos interesses de nenhuma das partes”.

Em declaração por escrito, Barrack afirmou que “o governo sírio reafirmou seu compromisso com o acordo de integração de março de 2025 com as Forças Democráticas Sírias (FDS), lideradas pelos curdos, que fornece uma estrutura para a incorporação das FDS nas instituições nacionais de uma maneira que preserve os direitos curdos e fortaleça a unidade e a soberania da Síria”. Ele acrescentou que “os recentes acontecimentos em Aleppo, que parecem desafiar os termos deste acordo, são profundamente preocupantes” e pediu que todas as partes exerçam contenção e retomem o diálogo conforme os acordos de 10 de março e 1º de abril de 2025.

A autoridade curda Elham Ahmad disse à AFP que a administração no nordeste da Síria permanece comprometida com os acordos firmados anteriormente, mas acusou autoridades sírias de provocarem o conflito.

As operações de voo no aeroporto de Aleppo permaneceram suspensas até sábado, em razão das tensões contínuas nas áreas vizinhas.

A Turquia, aliada regional do novo governo sírio, apoiou a retirada de facções armadas curdas da região de fronteira, segundo informações do portal The Christian Post.

As Forças Democráticas Sírias desempenharam papel central na derrota do Estado Islâmico em 2019 e controlam extensas áreas ricas em petróleo no nordeste da Síria. O futuro do grupo na nova estrutura de poder do país segue indefinido, em meio a disputas sobre descentralização e acordos de segurança.

Stacie Orrico processa ex-empresário e gravadoras por abusos

A cantora cristã Stacie Orrico entrou com uma ação judicial contra seu ex-empresário Britt Ham, alegando ter sido vítima de abuso sexual durante vários anos, com início quando tinha 14 anos.

A artista, atualmente com 39 anos, também move o processo contra a Universal Music Group, a ForeFront Records e outros réus ligados à indústria musical. A ação inclui acusações de abuso sexual infantil, violência de gênero, negligência e agressão sexual.

A petição judicial afirma que executivos e empresas do setor teriam priorizado interesses financeiros e de reputação, permitindo que Ham mantivesse acesso contínuo à cantora. A denúncia sustenta que os réus ignoraram sinais e relatos de abuso com o objetivo de preservar a imagem pública de Orrico como artista cristã.

O processo foi protocolado nesta semana no Tribunal Superior do Condado de Los Angeles. A ação afirma que Ham teria abusado da cantora de forma repetida ao longo de vários anos e que a gravadora cristã e a empresa responsável pelas turnês “deixaram de implementar medidas de segurança para protegê-la de abuso sexual enquanto ela viajava especificamente para a Califórnia, a fim de promover seus interesses mútuos”.

Na ação, a defesa de Orrico declarou que “a autora, Stacie Joy Orrico, era uma criança inocente e alegre, cheia de sonhos, um dos quais era se tornar cantora. Esse sonho — e sua infância, adolescência e toda a sua vida — foram permanentemente ameaçados e profundamente alterados pelo trauma que ela sofreu como resultado de abuso e exploração sexual enquanto era menor de idade e artista musical profissional sob o controle, supervisão e autoridade dos réus”.

O processo descreve que o primeiro episódio teria ocorrido durante uma viagem a Los Angeles, em um hotel, enquanto Orrico promovia seu álbum de estreia, “Genuine”, lançado em 2000. A denúncia informa que o encontro aconteceu em contexto privado, durante atividades relacionadas à divulgação do trabalho.

Segundo a ação, Ham teria dito à cantora, então com 14 anos, que suas atitudes “não eram um pecado porque ele a amava”. Orrico relatou no processo que se sentiu “envergonhada” e “confusa” após o episódio e que, com o passar do tempo, tornou-se “cada vez mais próxima de seu agressor”, que teria reforçado a necessidade de sigilo e a manutenção de uma conduta cristã e íntegra em público.

De acordo com a emissora CBN News, cantora conhecida pela música (There’s Gotta Be) More to Life afirmou que os abusos se intensificaram ao longo dos anos, em um processo descrito como contínuo. A ação informa que, quando ela tinha 17 anos, a relação teria evoluído para relações sexuais. Até o momento, não há registro público de manifestações formais dos réus citados no processo.

Ex-muçulmanos convertidos apoiam Israel e são presos no Irã

O grupo de defesa da liberdade religiosa Article 18 informou que dois cristãos iranianos condenados por sua fé começaram a cumprir penas de prisão nos dias 16 de dezembro e 20 de dezembro, enquanto uma mulher cristã foi intimada a iniciar o cumprimento de uma pena de cinco anos dois dias antes do Natal.

Nayereh Arjaneh iniciou o cumprimento de sua pena na prisão de Semnan em 23 de dezembro, após ter sido presa com o marido em sua residência, em Garmsar, no dia 7 de julho de 2025. O Article 18 informou que ela foi condenada por “promover propaganda e ensinamentos desviantes contrários à lei islâmica”, acusação relacionada à prática e à manifestação de sua fé cristã.

Em comunicado à imprensa, o Article 18 afirmou que “Nayereh foi condenada a um total de 10 anos de prisão; no entanto, de acordo com a lei iraniana, apenas a pena mais severa — cinco anos de prisão neste caso — é executável”.

O grupo informou que Arjaneh integrou um grupo de convertidos ao cristianismo detidos após participarem de um seminário realizado na Turquia, em 2025. Ela foi condenada a cinco anos de prisão sem possibilidade de liberdade condicional, ao pagamento de multa de 165 milhões de tomans (cerca de US$ 1.500), a dois anos de exílio interno em Kouhbanan, na província de Kerman, localizada a aproximadamente dez horas de carro de sua residência, além de uma proibição de viagens por dois anos.

A cristã também recebeu uma condenação adicional de cinco anos de prisão e multa de 60 milhões de tomans (cerca de US$ 500) por supostamente “fornecer apoio financeiro e material a grupos afiliados ao cristianismo sionista”. O juiz Farshid Safdari, da Vara do Tribunal Revolucionário Islâmico em Garmsar, absolveu Arjaneh da acusação de “insultar santidades religiosas”.

O marido dela, Qasem Esmaili, foi condenado a 3,6 anos de prisão, mas a pena ainda não foi executada devido ao tratamento de quimioterapia contra o câncer que ele continua realizando, informou o Article 18. Arjaneh já havia recebido, em 2022, uma sentença de seis meses de prisão suspensa por atividades cristãs.

O Article 18 destacou que convertidos ao cristianismo no Irã não têm permissão para possuir locais de culto, construir igrejas ou estabelecer centros cristãos. Diante dessas restrições, alguns fiéis viajam para países vizinhos para participar de cultos e receber ensinamentos religiosos.

Após a prisão inicial, Arjaneh permaneceu cerca de 40 dias detida e foi libertada mediante pagamento de fiança de 500 milhões de tomans (aproximadamente US$ 4.000). Em 7 de outubro de 2025, ela foi convocada para interrogatório e voltou a ser detida por três dias, até que uma nova fiança, elevada para 2 bilhões de tomans (mais de US$ 15.000), fosse paga. O Article 18 relatou que “ela foi então libertada temporariamente sob fiança pela segunda vez” e afirmou que, durante a detenção, Nayereh foi submetida a tortura psicológica, “incluindo ameaças de execução”.

Irmãos presos

Na prisão de Dastgerd, em Isfahan, dois irmãos detidos durante uma celebração de Natal há quatro anos começaram a cumprir penas de quatro anos de prisão. Mahmoud Mardani-Kharaji iniciou o cumprimento da pena em 16 de dezembro, e Mansour Mardani-Kharaji em 20 de dezembro, informou o Article 18.

Ambos, convertidos ao cristianismo e na faixa dos 50 anos, também enfrentarão dois anos de exílio fora de sua província natal, Isfahan, após a libertação, além de uma proibição de participação em qualquer grupo por cinco anos. Cada um foi condenado ao pagamento de multa equivalente a cerca de US$ 1.500.

As condenações foram baseadas no Artigo 500, alterado, que criminaliza “atividades de propaganda desviante contrárias à sagrada religião do Islã”. O Article 18 informou que as acusações contra outros dois cristãos presos no mesmo caso, cujos nomes não foram divulgados por razões de segurança, foram retiradas.

Libertação temporária

Outra convertida ao cristianismo, Aida Najaflou, foi libertada temporariamente da prisão de Evin, em Teerã, no dia 21 de dezembro, devido a preocupações médicas após fraturar a coluna ao cair da cama de sua cela, informou o Article 18.

Najaflou, de 44 anos, aguarda o resultado de um recurso contra a sentença de 17 anos de prisão. Ela foi libertada após o pagamento de fiança superior a US$ 75.000, segundo o Article 18, que citou uma publicação no X feita por sua advogada, Saeedeh Hosseinzadeh, na qual foram expressas preocupações com o risco de lesão na medula espinhal.

Mãe de duas crianças, Najaflou passou por cirurgia após o ferimento ocorrido em 31 de outubro, mas retornou à prisão sem recuperação completa, o que agravou seu estado de saúde. Detida desde fevereiro, ela foi condenada a 17 anos por acusações relacionadas às suas atividades cristãs, embora, conforme a legislação iraniana, deva cumprir apenas a pena mais longa, de 10 anos, informou o Article 18.

O caso dela, junto ao de outros quatro indivíduos — os iranianos-armênios Joseph Shahbazian e Lida Shahbazian, os convertidos ao cristianismo Nasser Navard Gol-Tapeh e um terceiro réu não identificado — foi julgado pela 15ª Vara do Tribunal Revolucionário de Teerã, presidida pelo juiz Abolqasem Salavati, informou o Article 18. Entre as acusações apresentadas estavam “atos contra a segurança nacional” e “propaganda contra o regime”.

De acordo com o The Christian Post, a entidade Article 18 considera que as penas de prisão foram determinadas com base nas crenças cristãs e em atividades religiosas pacíficas, como a organização de igrejas domésticas, reuniões de oração e celebrações de Natal.

A organização Portas Abertas informou que o Irã ocupa a 9ª posição na Lista Mundial de Vigilância 2025, que classifica os 50 países com maior risco de discriminação e perseguição a cristãos. O relatório destacou que, apesar da perseguição, “a igreja no Irã está crescendo”.

Ofertas via pix para igrejas serão taxadas? Especialista tira dúvidas

Publicações nas redes sociais levantaram a hipótese de que a Receita Federal poderia taxar dízimos e ofertas enviados a igrejas via Pix. As mensagens atribuíram à fiscalização o cruzamento de dados bancários “em tempo real”, com risco de multas e até cancelamento de CNPJ para templos que não se adequassem.

O advogado Rafael Wolkartt, ex-procurador-geral e juiz (auditor) do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), afirmou que a circulação do tema mistura informação correta e afirmação incorreta. Ele disse que a ideia de taxação direta sobre dízimos e ofertas não se sustenta no modelo atual.

Wolkartt declarou que a imunidade tributária de templos de qualquer culto, prevista no artigo 150, inciso VI, alínea “b” da Constituição Federal, impede União, estados e municípios de instituírem impostos sobre patrimônio, renda e serviços vinculados às finalidades essenciais das igrejas. Ele afirmou que dízimos e ofertas se enquadram como receitas protegidas por essa imunidade e disse que uma mudança para permitir taxação direta exigiria alteração constitucional, e não apenas uma norma administrativa.

O advogado afirmou que a fiscalização sobre movimentações financeiras de pessoas jurídicas existe, inclusive para entidades religiosas. Ele disse que a imunidade de impostos não elimina obrigações acessórias e declarou que a Receita já recebe informações bancárias por sistemas de reporte e cruzamento de dados, com foco em identificar uso de CNPJ para fins alheios à atividade religiosa, como lavagem de dinheiro ou pagamento de despesas pessoais de terceiros.

Wolkartt afirmou que, em 2026, o que muda é o avanço na capacidade de cruzamento automatizado de informações fiscais e bancárias, com uso de algoritmos mais rápidos. Ele citou a integração entre bases como a Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais e a Declaração de Incentivos, Renúncias, Benefícios e Imunidades de Natureza Tributária, associando esse cenário a uma verificação mais eficiente das movimentações registradas.

O advogado disse que igrejas podem sofrer sanções administrativas em casos de descumprimento de obrigações formais. Ele afirmou que, com a implementação da DIRBI, entidades imunes que não declararem corretamente benefícios e informações exigidas ficam sujeitas a multas automáticas, citando valores “a partir de R$ 500,00”. Ele também afirmou que bloqueios podem ocorrer quando há omissões sucessivas que levam o CNPJ à condição de inapto, situação que pode restringir operações bancárias e outras atividades cadastrais.

Wolkartt declarou que a hipótese de taxação direta de dízimos e ofertas é falsa, enquanto a fiscalização sobre a destinação e o uso dos recursos é real. Ele recomendou que igrejas mantenham controles contábeis e registros de origem e destino das receitas, afirmando que desvios de finalidade podem gerar questionamentos e cobrança sobre valores que não estejam ligados à atividade essencial do culto.

Ao final, Wolkartt defendeu a adoção de práticas de conformidade e transparência. Ele afirmou que “não há mais espaço para o ‘jeitinho’”. De acordo com a revista Comunhão, ele também declarou que a estrutura de contabilidade e assessoria jurídica ajuda a reduzir riscos e disse que a transparência com membros acompanha a transparência perante o Estado.

Teólogo critica ‘fascínio doentio’ de evangélicos por demônios

O teólogo britânico N.T. Wright, de 77 anos, afirmou em um episódio recente do programa Ask Me Anything que o ministério de Jesus não “criou” a atividade demoníaca descrita no Novo Testamento, mas a expôs. Ele também alertou cristãos contra dois extremos: negar a existência do mal espiritual e transformar o tema em foco constante.

Wright respondeu a uma pergunta sobre a impressão, nos Evangelhos, de que a chegada de Jesus teria desencadeado uma onda de confrontos com forças espirituais. Ele disse que os relatos apresentam a proclamação do Reino de Deus como um momento em que realidades antes menos visíveis passam a ser confrontadas publicamente.

“Quando Jesus chega à Galileia e começa a dizer: ‘O Reino de Deus está próximo’, é como se, de repente, todos os móveis começassem a voar pela sala”, afirmou. “Os poderes das trevas percebem que, se Ele fizer tudo o que parece que vai fazer, então estaremos em grandes apuros”.

O teólogo declarou que forças demoníacas não estariam ausentes antes do nascimento de Jesus e que o tema não era desconhecido no judaísmo do primeiro século. Ele disse que judeus praticantes reconheciam a possibilidade de orar por libertação e realizar exorcismos em casos de aflição grave. “A maioria dos judeus praticantes da época sabia que era possível orar por libertação e realizar exorcismos caso alguém estivesse gravemente afligido”, afirmou, ao mencionar referências na literatura judaica e o reconhecimento, por Jesus, de que exorcistas já atuavam na comunidade.

Wright citou episódios em que opositores de Jesus o acusaram de expulsar demônios pelo poder de Belzebu, e afirmou que a acusação só se sustenta em um ambiente cultural onde sofrimento espiritual já era reconhecido. Ele concluiu sobre a pergunta central: “Nesse momento, as forças das trevas, ao verem que o Reino de Deus está sendo anunciado, percebem que estarão em sérios apuros. E a resposta é sim, estarão”.

Ao tratar da relação entre Deus e o mal, Wright rejeitou uma leitura dualista em que o mal apareceria como força equivalente e oposta a Deus. “Precisamos nos livrar da ideia de que Deus está de um lado da página e Satanás do outro, presos em uma luta sem fim”, afirmou. “Essa não é a imagem bíblica”.

O teólogo disse que o apóstolo Paulo, em 1 Coríntios, reconhece “forças das trevas não humanas” que buscam degradar a criação e afetar a dignidade humana. “Essas forças não são os ‘verdadeiros deuses’”, afirmou. “Mas elas buscam corromper a criação de Deus e destruí-la”.

Wright também afirmou que o ceticismo moderno no Ocidente não elimina o problema do mal, e citou episódios de violência em larga escala no século XX como exemplo de fenômenos que, segundo ele, ultrapassam a soma de intenções individuais. “Quando populações inteiras são dominadas por mentiras e cometem atrocidades graves como consequência, percebe-se que o mal envolvido é muito maior do que a soma das ações de um punhado de pessoas más no poder”, disse.

Apesar disso, ele afirmou que esse reconhecimento não deve levar a medo, fascínio ou busca por experiências espirituais dramáticas. “É bom estar atento à textura espiritual do mundo”, disse. “Mas sempre existe o perigo de querer encontrar o demoníaco em cada canto”.

Wright disse ver risco em ensinamentos que incentivam cristãos a buscar visões ou se tornar “videntes”. “Isso apenas alimenta um certo fascínio sombrio que devemos evitar a todo custo”, afirmou.

Ao mencionar sua experiência pastoral, ele disse que algumas situações exigem atuação direta e cuidadosa. “Houve momentos em que as pessoas tiveram que ir a uma paróquia ou a uma casa e fazer orações especiais para lidar com o que parecia ser uma espécie de infestação”, afirmou. “Alguns ministros cristãos realmente têm um dom divino de discernimento”. Ele acrescentou que ministros que lidam com casos assim descrevem o trabalho como pesado e desgastante. “Um deles disse: ‘É como limpar banheiros’”, afirmou. “É um mundo confuso e obscuro, envolvendo seres humanos pobres presos em padrões destrutivos.”

Wright afirmou que a fé cristã entende que Jesus venceu esses poderes por meio de sua morte e ressurreição, e citou 1 Coríntios 15. “Em sua morte e ressurreição, Jesus conquistou a vitória sobre esses poderes”, disse. “Vivemos entre a vitória inicial e a vitória final.” Ele acrescentou: “Jesus entra no próprio coração das trevas para derrotá-las”. “E a ressurreição declara: está feito. Está consumado.”

O teólogo afirmou que a Igreja é chamada a testemunhar o Reino inaugurado por Cristo, enquanto reconhece que situações incomuns podem ocorrer e que algumas pessoas precisam ser preparadas para lidar com elas com prudência. “Há uma espécie de aceleração e publicidade em relação à atividade demoníaca depois que Jesus começou a anunciar o Reino”, disse. “A Igreja basicamente sabia que coisas estranhas acontecem, e algumas pessoas precisam ser treinadas para lidar com elas com sabedoria, sem superstição e sem alarde”.

O texto citou um levantamento da Gallup de 2025 que apontou crenças em fenômenos sobrenaturais entre adultos nos Estados Unidos. A pesquisa registrou 48% de crença em cura psíquica ou espiritual, 39% de crença em fantasmas e entre 24% e 29% de crença em outros fenômenos, incluindo telepatia, comunicação com os mortos, clarividência, astrologia, reencarnação e bruxaria.

Batalha espiritual

Em outra fala, Wright afirmou que a expressão “guerra espiritual” foi distorcida no cristianismo popular e apontou a relação entre Efésios 6 com Efésios 1 e 2, ao afirmar que crentes já estariam “assentados nos lugares celestiais em Cristo”.

“Os lugares celestiais são onde a batalha está acontecendo agora. Deus venceu a batalha em Jesus”, disse ele, acrescentando que a “armadura” descrita por Paulo é majoritariamente defensiva, “exceto pela espada do Espírito”.

Wright também afirmou que Paulo orienta cristãos a não transformar pessoas ou grupos em alvo principal do conflito espiritual. “Paulo, assim como o próprio Jesus, diz… nossa luta não é contra carne e sangue. Se você pensa que pode travar essa batalha lutando contra pessoas, grupos ou etnias específicos, então isso em si se torna parte do problema demoníaco, em vez da solução cristã”, afirmou.

Ao mencionar C.S. Lewis, Wright citou a ideia de dois erros opostos sobre o tema. “Existem dois erros iguais e opostos”, afirmou, ao resumir a advertência: negar completamente o mal espiritual ou enxergá-lo em todo lugar.

De acordo com o portal The Christian Post, Wright disse que, quando foi bispo de Durham, supervisionou um ministério discreto de libertação para casos que considerava reais. “Eles rezavam com as vítimas e faziam o que você poderia chamar, com cautela, de exorcismo”, afirmou. “É simplesmente muito desagradável, sujo, confuso… e você acaba sentindo muita pena das pessoas que se veem envolvidas nisso”.

Nicodemus lista 6 lições que a queda de Philip Yancey ensina

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A confissão de Philip Yancey sobre o adultério que praticou ao longo de oito anos com uma mulher casada motivou o pastor Augustus Nicodemus a compartilhar seis lições que o episódio ensinam aos cristãos, em especial, a líderes evangélicos.

Em um vídeo compartilhado nas redes sociais, o pastor declarou que a notícia o abalou: “Foi com muita tristeza que recebi a notícia da queda do Philip Yancey pela quebra do sétimo mandamento (não adulterarás). Ele confessou publicamente que vinha mantendo um relacionamento extraconjugal há oito anos com uma mulher casada”, resumiu.

Segundo o pastor presbiteriano, é positivo que Yancey tenha tomado iniciativa, pois denota arrependimento: “Graças a Deus que ele pediu perdão, reconheceu, admitiu, e também porque ele impôs sobre si mesmo essa disciplina, abandonando o seu ministério. Isso nos leva a pensar, a refletir sobre alguns pontos”.

As seis lições apontadas por Nicodemos estão associadas à vida cristã na prática: “O primeiro [ponto] é que nenhum servo está imune à queda, por mais piedoso ou influente que seja. Reflita sobre isso, não é à toa que a Bíblia diz ‘vigiar e orar’ e ‘o espírito está pronto, mas a carne é fraca’, e a Bíblia diz também ‘aquele que pensa que está em pé, cuide para que não caia’. Então, homens de Deus, homens piedosos, influentes de um ministério extraordinário, não estão isentos de serem tentados em cair em pecado e isso tudo deveria nos levar a um quebrantamento e uma reflexão a respeito da nossa própria vida”.

“Segundo ponto: o pecado ainda habita no crente e exige vigilância constante. Nós nunca chegaremos ao estado de perfeição, sempre seremos pecadores, inclinados a todo mal, tentados e com a possibilidade de cair. Portanto, mais uma vez, a necessidade de vigilância”, acrescentou o pastor Nicodemus.

O sentimento sobre o caso, a partir da confissão e arrependimento, é misto, afirmou Nicodemus: “Terceiro: o pecado sexual desqualifica para o ministério público. Eu, por um lado, fiquei muito triste, por outro, pelo menos, agradeci a Deus que o Yancey se arrependeu e ele mesmo saiu, tomou a iniciativa de sair do ministério público, de sair das suas atividades. Ele reconhece que o adultério, que o pecado cometido, o desqualifica como pastor”.

“Próximo ponto: a glória de Deus e o bem da igreja estão acima da reputação do líder. Nós devemos zelar pela glória de Deus e pelo bem da sua igreja. Isso significa que se a gente tiver que escolher entre a reputação da igreja, a glória de Deus e o bem do Evangelho e o nome de Yancey, vocês já sabem a resposta, não é? Acima de tudo, a glória de Deus e o bem da sua igreja”, exortou o veterano pastor.

Em quinto lugar, disse Nicodemus, vem a necessidade de disciplina: “A igreja a que ele pertence, é uma igreja pequena, de uns 30 membros (ele fez isso de propósito para evitar o assédio), mas […] deveria passar por um processo disciplinar, não é? Ele se aplicou essa disciplina, mas a igreja a que ele pertence deve proceder a um processo disciplinar para deixar claro que os evangélicos não concordam com isso aí”.

“O último ponto que eu quero trazer: a queda do Yancey, o pecado que ele cometeu, traz vergonha para todos os evangélicos, sem dúvida nenhuma, mas em momento nenhum desqualifica a nossa mensagem, a mensagem da graça foi pregada por ele. A mensagem sempre é maior do que o mensageiro, nós devemos lembrar disso. A queda de Yancey e o pecado que ele cometeu não significa que o Evangelho que ele pregou ou o Evangelho que ele explicou seja errado ou caiu com ele. Não cai com ele, porque como eu disse, a mensagem é maior do que o mensageiro, continua sendo verdade que Deus perdoa pecadores, Deus transforma pessoas, Deus usa pessoas imperfeitas como nós para pregar a sua Palavra, e que sua igreja é baseada na graça de Deus, a graça de Deus, graça que não significa libertinagem, como finalmente Yancey veio admitir”, concluiu o pastor em seu vídeo.

Pastor e esposa são mortos pelo próprio filho em Juiz de Fora

O pastor aposentado João Batista Fernandes Souza, de 74 anos, morreu após um ataque cometido pelo próprio filho na manhã de quarta-feira, 07 de janeiro, em Juiz de Fora (MG), na Zona da Mata. A ocorrência também resultou na morte da madrasta do suspeito, de 63 anos, de duas irmãs, de 44 e 47 anos, e de um sobrinho, de 5 anos.

A Polícia Militar informou que o caso ocorreu em um conjunto de casas onde a família morava, no bairro Santa Cecília. A corporação afirmou que o suspeito iniciou o ataque quando uma das irmãs saiu pelo portão, e que imagens de câmera de segurança registraram parte da ação.

O tenente-coronel Flávio Tafúri, da Polícia Militar, declarou à TV Integração: “Ele atacou a primeira, depois a segunda; em seguida, matou a mãe [madrasta], foi no quarto, matou o pai de 74, subiu até na parte de cima da casa e também efetuou as facadas contra a criança de cinco anos”.

A polícia informou que as vítimas foram encontradas por outro filho do pastor. Pouco depois, o suspeito foi localizado e preso no apartamento onde mora. A corporação afirmou que ele confessou o crime e que foi encontrado lavando roupas com manchas de sangue no momento da abordagem.

Flávio Tafúri disse: “Segundo o relato dos irmãos, ele passava por transtornos mentais, com mudanças de humor e episódios de surto psicótico”. A Polícia Civil informou que ainda não há laudo médico que comprove diagnóstico de transtorno psicológico e que a Delegacia Especializada de Homicídios de Juiz de Fora investiga a motivação.

Segundo informações divulgadas pela imprensa local, João Batista Fernandes Souza era pastor aposentado da Igreja do Nazareno e trabalhava como marceneiro. Ele realizava tratamento contra câncer de próstata, conforme a apuração publicada.

A Igreja do Nazareno divulgou nota de pesar pela morte do pastor e dos familiares. Os pastores Renato Siqueira e Silvia Helena afirmaram: “Vítimas de uma fatalidade que enluta não apenas seus familiares e amigos, mas toda a Igreja de Cristo”.

Eles acrescentaram: “Cremos que, mesmo diante do silêncio da dor, o Senhor continua soberano, presente e fiel. Nossa esperança está na promessa da vida eterna e no reencontro glorioso em Cristo Jesus. Nos solidarizamos com os familiares, amigos e irmãos na fé, reafirmando nosso amor, apoio e intercessão contínua”.

O presidente do Conselho de Pastores de Juiz de Fora, pastor Célio Neto, publicou uma mensagem nas redes sociais. Ele declarou: “Deixo aqui minhas condolências para todos os familiares por essa perda, essa tragédia, e também para toda comunidade cristã de Juiz de fora. Que Deus possa trazer consolo e paz aos integrantes da família depois dessa tragédia que aconteceu no nosso meio”.

A Assembleia de Deus Ministério Jeová Nissi, denominação da cidade, também divulgou nota no Instagram: “Nos unimos em oração e solidariedade à família do pastor João e a todos os irmãos da Igreja do Nazareno em Santa Cecília. Que o Espírito Santo, o Consolador, traga paz, força e esperança neste momento de dor”.

O velório ocorreu no Parque da Saudade. O sepultamento foi realizado na quinta-feira, 08 de janeiro, segundo as informações divulgadas.

Perseguidor de cristãos, governo de Cuba cai em breve, diz Trump

Na quinta-feira, 08 de janeiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar que acredita que o governo de Cuba “está muito perto” de cair. Ele fez a declaração em entrevista a um programa de rádio conservador, ao ser questionado pelo comentarista Hugh Hewitt sobre a situação política na ilha.

Trump disse que vê a possibilidade de uma mudança iminente no governo do presidente cubano Miguel Díaz-Canel, mas não ameaçou uma intervenção direta. O presidente afirmou que “não se pode exercer muita pressão” e vinculou um eventual cenário de troca de governo à redução do apoio econômico que Havana recebia da Venezuela.

Durante a entrevista, Trump declarou que a política de pressão de seu governo sobre Cuba seguirá em vigor. No domingo, 03 de janeiro, ele já havia afirmado que o governo cubano estava “prestes a cair” e citou, como justificativa, a expectativa de que o país deixe de se beneficiar do petróleo venezuelano.

Cuba e Venezuela mantêm cooperação política e econômica desde o início dos anos 2000, após um acordo firmado no governo de Hugo Chávez. O entendimento envolveu o fornecimento de petróleo a preços reduzidos para Havana e o envio de profissionais cubanos, como médicos e professores, para programas sociais em território venezuelano.

O governo cubano informou que a operação militar realizada em Caracas no sábado, 03 de janeiro, para capturar Nicolás Maduro, deixou 32 militares cubanos mortos que atuavam em missões de cooperação entre os dois países. Trump citou a captura de Maduro ao mencionar, na entrevista, mudanças políticas e econômicas anunciadas pelos Estados Unidos envolvendo um governo interino em Caracas.

Em junho de 2025, Trump assinou um memorando para endurecer a política dos Estados Unidos em relação a Cuba, com restrições a transações financeiras diretas ou indiretas com entidades controladas pelo governo e reforço de medidas ligadas a viagens e ao turismo no país.