Kirk Franklin ofende cristãos na Jamaica com danças em show

Kirk Franklin se apresentou na Jamaica recentemente e sua escolha de figurino, assim como as danças que ele performou durante o show, se tornaram alvo de críticas por parte do público evangélico, incluindo a plateia do evento.

Grande parte das críticas vem dos cristãos na Jamaica, que se escandalizaram com a escolha do figurino por parte de Kirk Franklin, 54 anos, que estava usando uma camiseta regata, e também pelas danças, entendidas por muitos como coreografias sugestivas.

O evento realizado no Estádio Nacional foi promovido pela empresa Best Dressed Chicken – conhecida por seu compromisso com os valores judaico-cristãos – e teve o cantor norte-americano como uma de suas principais atrações.

“O Best Dressed Chicken está comemorando 65 anos de fidelidade de Deus à nossa empresa e, à luz disso, queremos convidar a Jamaica para se juntar a nós em um festival gratuito e familiar. Acreditamos que Deus nos abençoou, por isso queremos abençoar outros. Nosso objetivo é transformar a vida das pessoas para Jesus Cristo, para que possam impactar positivamente o futuro do nosso país. Nossa esperança é que este Festival Gospel mude vidas, proporcionando atividades espiritualmente edificantes, saudáveis e repletas de diversão, onde as pessoas possam celebrar seu amor a Deus com sua família e amigos”, dizia o convite para o evento.

Danças sugestivas

Quando Kirk Franklin se apresentou, parte do público ficou tão confuso e ofendido que abandonou o local: “Eu estava no show e, honestamente, ele me confundiu. Eu estava ouvindo as músicas enquanto as mulheres cantavam, mas ele me distraiu o tempo todo. Não consegui me conectar com as músicas depois de olhar para ele. Ele estava dançando como se eu estivesse em um show de Usher, Michael Jackson e Chris Brown”, escreveu uma usuária do X.

“Eu saí durante a primeira música dele! Simplesmente não me agradou o modo como ele estava se comportando naquele palco. Achei que estava em um show do Usher!”, protestou outra fiel.

Questionado sobre as reclamações sobre a apresentação de Kirk Franklin, o presidente e CEO do Jamaica Broilers Group, Christopher Levy, disse ao The Christian Post em comunicado que a empresa “esperava mais” do cantor:

“Quando envolvemos um artista, é com um certo grau de confiança que o artista estará atento e sensível ao seu público. Esperávamos mais do Sr. Franklin”, disse Levy, que se descreve no site da empresa como “um seguidor de Cristo” que “atribui seu sucesso a uma confiança e fé permanentes na orientação do Senhor”.

“Estamos cientes de que cada um de nós está trabalhando em nosso relacionamento com o Senhor e apoiamos em oração o seu crescimento”, acrescentou o executivo, minimizando o episódio.

Kirk Franklin performing in Jamaica 🇯🇲 pic.twitter.com/2CSFUC52Wf

— The Tropixs (@Tropixsofficial) April 21, 2024

Maira Cardi testemunha batismo do filho: ‘Deus caminhou conosco’

A influenciadora Maira Cardi compartilhou o testemunho de conversão e batismo de seu filho Lucas, de 23 anos, que após ter crescido sem crer em Deus, se rendeu à mensagem do Evangelho.

Maira Cardi contou, no depoimento publicado no Instagram, que criou o filho para não crer em Deus já que ela mesma não acreditava, e ponderou que após seu casamento com Thiago Nigro e sua mudança de vida no que se refere à fé, seu filho não reagiu mal:

“Meu filho Lucas aceitou Jesus, ele tem 23 anos e não acreditava em Deus. Eu ensinei que Deus não existia, afinal era o que eu achava, pobre de mim. Quando Deus me pegou de jeito tudo mudou para melhor, mas fiquei tão arrasada com como eu tinha falhado nessa área”, introduziu a influenciadora.

A mãe enfatizou que “em nenhum momento eu disse que ele tinha que acreditar em Deus” pois havia entendido que a mudança deveria ocorrer naturalmente: “Não obriguei, eu sabia que Deus também pegaria ele de jeito. Durante esses 3 anos ele me assistiu, viu minhas mudanças, os benefícios que colhi e colho de uma caminhada com Deus, escutava meus louvores o dia inteiro pela casa toda, participava das nossas células semanais e por muitas vezes nos acompanhava na igreja”.

“O Lucas sempre foi ÚNICO, eu sei que toda mãe acha que o seu filho é o melhor do mundo, mas de fato o Lucas é! Seu coração é puro, suas atitudes e intenções puras! Sempre me questionavam ‘porque você mostra pouco ou não mostra seu filho?’ O Lucas não gosta de holofote, não gosta de aparecer, de fama, não liga para dinheiro!”, explicou Maira.

A mãe do novo convertido não escondeu seu orgulho pela educação dada ao filho: “Desde seus 15 anos ele tem um cartão sem limite e nunca comprou quase nada! Aos 16 anos morávamos na Califórnia e de presente eu dei um Mustang conversível, ele NUNCA tirou a carta nem o carro da garagem! Eu escutava todos falarem ‘nossa adolescente da trabalho né?’ Ele NUNCA brigou comigo ou respondeu qualquer bronca que dei, nunca bateu boca, não saía para balada. Teve apenas duas namoradas a vida inteira e agora ficou noivo da minha nora!”, contou.

Maira Cardi afirmou que hoje consegue enxergar a mão de Deus sobre sua vida e seu filho: “Eu fui mãe aos 17, não é fácil ser mãe adolescente, mãe sozinha. Eu pegava ônibus e metrô as 5 da manhã para poder trabalhar e ser ‘alguém’ melhor para o Lucas. Olhando onde estou e de onde vim e vendo o quanto maravilhoso meu filho é, vejo que Deus sempre acreditou em nós, sempre caminhou conosco! Obrigada amor Thiago Nigro por em tão pouco tempo mudar tanto tanto a minha vida e a da nossa família, ensinando princípios diariamente, obrigada por ter levado ele no Legendários para essa transformação de menino em um homem de Deus!”, encerrou.

Maira Cardi testemunha conversão e batismo do filho: ‘Deus sempre caminhou conosco’
Maira Cardi testemunha conversão e batismo do filho: ‘Deus sempre caminhou conosco’; Foto: Captura de tela/Instagram

Casal cristão rejeita encomenda para união LGBT e sofre ameaças

Os donos de um ateliê voltado à produção de convites de casamento estão enfrentando ataques por recusarem a encomenda para uma união entre pessoas do mesmo sexo por conta de seus princípios cristãos. Diante da repercussão, o casal foi à Polícia denunciar as ameaças sofridas pelas redes sociais.

A polêmica começou quando um rapaz identificado como Henrique procurou o ateliê Jurgenfeld para solicitar orçamento de convites para uma cerimônia de união civil. Os donos do ateliê informaram que “não fazemos convites homossexuais” e explicaram que a postura havia sido adotada por objeção de consciência:

“Perdão pela demora. Peço desculpas por isso, mas nós não fazemos convites homossexuais. Seria bacana você procurar uma papelaria que atenda sua necessidade. Obrigada”, respondeu a proprietária do ateliê.

A reação do rapaz que solicitou orçamento foi publicar no X prints de tela expondo a conversa em que receberam a recusa da encomenda: “Ficamos chocados e entristecidos ao saber que nossa orientação sexual era um motivo para negar nossos convites”, pontuaram.

Após isso, mensagens “extremamente ofensivas e ameaçadoras” inundaram as redes sociais dos proprietários do Ateliê, que pediram “apoio e oração” dos seguidores diante mensagens dos ativistas que protestaram contra a postura adotada.

“Pessoal, gostaríamos de pedir o apoio e a oração de vocês diante dessa situação que passamos hoje. Foi publicado no X que somos homofóbicos e após isso temos recebido diversas mensagens extremamente ofensivas e ameaçadoras, contendo inclusive o nosso endereço! Quem nos conhece de fato sabe que não se trata de homofobia ou qualquer tipo de preconceito, mas sim de princípios e valores. Que o Senhor nos dê graça em um momento tão cruel e terrível quanto esse!”, publicou o ateliê.

Em seguida, os empresários destacaram que “o argumento que elas usam para validar aquilo que elas acreditam é o mesmo argumento que as acusa também”.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) repercutiu o caso, manifestando apoio aos empresários cristãos: “Recusaram fazer um convite de casamento e estão sendo cancelados, acusados de homofobia, sendo que homofobia não é uma simples recusa de fazer um convite de casamento. Homofobia é aversão a homossexual, de fato a pessoa tem que ser condenada por isso, mas não é o caso”.

“Basicamente isso é militância em cima de pessoas que estão trabalhando, têm o seu ganha pão, e estão destruindo a imagem deles”, acrescentou o deputado em um vídeo em seus Stories. O caso se assemelha ao enfrentado pelo confeiteiro Jack Phillips, nos EUA, que também foi ameaçado e teve sua loja vandalizada.

Hoje, os empresários publicaram um agradecimento ao apoio recebido: “Muitos advogados entraram em contato conosco solidarizando-se com a causa e uma parte deles já está tomando as providências legais. Além disso, agradecemos também a Polícia Civil de Pederneiras que foi extremamente gentil e atenciosa ao registrar o boletim de ocorrência, bem como averiguar os fatos para instaurar um inquérito contra todos os números e perfis que nos mandaram mensagem de ameaça nesses dois dias”.

“Não podemos deixar de agradecer a todos os deputados e senadores que entraram em contato conosco. Sabemos que o vídeo do Nikolas Ferreira foi bastante comentado por vocês, mas queremos dizer que muitos outros parlamentares contribuíram em nossa defesa, algo que jamais esperaríamos que fosse acontecer”, finalizaram.

Chris Durán: 'Terceira Guerra Mundial é necessária pro anticristo'

Desde o início da pandemia da Covid19 no começo de 2020, o mundo parece ter entrado em um ritmo frenético de acontecimentos de repercussão global, incluindo uma série de conflitos militares, o que faz muitos líderes religiosos como o cantor Chris Durán, acreditarem que estamos vivenciando os preparativos da Terceira Guerra Mundial.

Essa foi a avaliação do cantor e pastor francês a respeito dos desdobramentos geopolíticos no mundo atual. Durán comentou sobre o assunto ao participar de um podcast com a apresentadora e atriz Karina Bacchi.

“Eu, sendo francês, sigo os noticiários da França com medo. Emmanuel Macron, que é o presidente, sabe que isso vai terminar obrigatoriamente, com um conflito de potências militares e nucleares”, comentou o líder religioso.

De fato, o presidente francês tem subido o tom contra a invasão russa na Ucrânia, chegando à defender o envio de tropas para o país invadido no Leste europeu, bem como a continuidade do envio de suprimentos militares, como lançadores de mísseis.

Par Chris Rurán, o cenário atual reflete a escalada de um conflito que culminará na Terceira Guerra Mundial, algo que terá não apenas desdobramentos geopolíticos, mas também espirituais, já que isto seria um passo necessário para a ascensão do anticristo.

“Então, nós estamos num impasse político, um impasse onde haverá um conflito. Agora, transportando isso para a realidade bíblica, é claro que tudo, juntando tudo, mas está claro, é necessário que haja uma Terceira Guerra Mundial, para que se cumpra aquilo que a Bíblia fala, a vinda do anticristo”, explicou o pastor.

Ainda segundo Chris Durán, nenhum país do planeta ficará imune às consequências da Terceira Guerra Mundial, já que a natureza do conflito também será espiritual. “Por isso que as nações, é isso, Satanás, o inimigo, vai justamente induzir os líderes para estabelecer sua posição. Porque é necessário que tudo isso aconteça para o grande dia do Senhor”, disse ele. Assista:

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Família bíblica x família conservadora: Yago Martins faz distinção

O conservadorismo no Brasil vem crescendo como um movimento cultural apreciado por grande parcela da população. No que se refere a famílias, há muitas sugestões que se assemelham ao que a Bíblia prega, mas sem o compromisso com a Palavra. Nesse ponto, o pastor Yago Martins fez uma diferenciação entre família bíblica e família conservadora.

Em um vídeo compartilhado no Instagram, Yago enfatizou que o cristianismo produz uma postura conservadora, mas alguém formado ideologicamente conservador não dará frutos cristãos, necessariamente:

“A gente tem que qualificar direito: o modelo bíblico de família vai ser uma família conservadora, mas a família conservadora não é o modelo bíblico, porque por mais que eu acredite que o cristianismo será conservador, o conservadorismo não é cristianismo”, introduziu o pastor da Igreja Batista Maanaim.

“Muitas vezes, olhamos para famílias que tem toda aquela casca externa do que parece ser uma família bíblica: o cara tem oito filhos, a esposa fica em casa em tempo integral, ensina todos os filhos em homeschooling, o marido é o provedor único da família, a mulher fica fazendo pão para os filhos, e ensina… isso tudo parece muito bonito, e em alguns dos fatores relacionados a isso, é até bíblico. Agora, será que esta é a aplicação bíblica para todas as famílias?”, questionou, abordando a questão socioeconômica da realidade brasileira.

Segundo o pastor, é possível que livros que relatam a realidade em países desenvolvidos produzam um efeito indesejado nessa área: “A gente recebe alguns materiais traduzidos de outras culturas, e você pega um livro de feminilidade americano, e ele vai dizer ‘sempre que a mulher trabalha fora, ela está em busca do fútil; o marido é quem tem que trabalhar e ela ficar em casa’. O que acontece? Você traduz esse material para países mais pobres, e eu tenho na minha igreja mulheres que ganham um salário mínimo, com o marido que ganha um salário mínimo, com três filhos, que tem um pai idoso a ser sustentado e a mulher se sente menos mulher porque precisa trabalhar”.

Em um país pobre e prejudicado pela corrupção não se pode ignorar a luta pela sobrevivência como um inimigo de todas as famílias: “A mulher continua trabalhando porque senão todos morrerão de fome. Já lutam para não morrer de fome, trabalhando. Mas ela sente que é menos cristã, porque o que Deus espera dela é que ela consiga ficar dentro de casa cuidando de seus filhos. As realidades são diferentes, se impõem sobre todos nós”.

“Se a gente acredita que esses modelos que nos são dados – geralmente famílias muito prósperas – são o único modelo de família a ser vivido, a gente vai acabar fazendo um caminho inverso: uma família bíblica é uma família que tenta e busca certas coisas entendendo o que é o melhor”, defendeu.

“Uma família conservadora, uma família culturalmente cristã, nem sempre é a família que responde realmente às aplicações do que é o Evangelho. Existe um fundamento, que é o Evangelho, a Palavra de Deus. Esse fundamento se aplica às nossas vidas de formas diferentes. Eu não posso pegar essas aplicações e confundi-las com o próprio fundamento”, encerrou o pastor.

Passamani solto: Justiça libera pastor e ordena uso de tornozeleira

O pastor Davi Passamani, preso há 20 dias sob acusação de assédio sexual, conseguiu um habeas corpus e foi solto. A defesa do pastor informou que o Tribunal entendeu que não havia motivos para sustentar a prisão preventiva.

As acusações de assédio sexual já haviam levado Davi Passamani a renunciar de sua função como pastor da Igreja Casa, em dezembro passado, após prints de diálogos atribuídos a ele com uma fiel serem revelados.

No dia 04 de abril, a Polícia o deteve sob alegação de que sua participação em cultos colocava a sociedade em risco pela hipótese de ele assediar outras pessoas.

Na ocasião, a delegada Amanda Menucci reiterou as acusações, dizendo que Passamani aproveitava de mulheres vulneráveis emocionalmente e usava até versículos bíblicos para a abordagem: “Ele inicia a conversa no teor religioso, cita versículos bíblicos e a abordagem é com base na bíblia, valendo-se da religião e aproveitando o estado de vulnerabilidade”.

De acordo com o advogado Luiz Inácio Medeiros Barbosa, a Justiça determinou que Passamani deverá cumprir medidas cautelares, como usar tornozeleira eletrônica, que foram consideradas suficientes para o bom andamento do processo até o julgamento ser concluído.

Procurado, o Tribunal de Justiça de Goiás disse que não pode se manifestar sobre a decisão, pois o processo corre em segredo de Justiça, conforme informações do portal G1.

Nikolas rebate Whindersson: 'Lembro de quando falava de Jesus'

O deputado federal evangélico Nikolas Ferreira reagiu ao humorista Whindersson Nunes, que usou as redes sociais para fazer uma crítica ao discurso feito pelo parlamentar durante a sua participação no ato do último domingo (21) em Copacabana, no Rio de Janeiro.

Na ocasião, Nikolas disse que o Brasil não precisa mais de leis ou projetos para superar a crise atual que enfrenta, mas sim de “homens com testosterona”. Isto é, em outras palavras, de pessoas que tenham a coragem necessária para tomar decisões e executar ações importantes, mesmo que arriscadas.

“É isso que esse país precisa. E eu tenho certeza que é o que esses dois homens [Bolsonaro e Silas] representam”, disse o parlamentar em seu discurso. Whindersson, por sua vez, reagiu com ironia à fala de Nikolas, parecendo desdenhar da mensagem que o político quis transmitir.

“Qualquer homem que se identifica com o corpo que nasceu tem testosterona, senão ele pode ter uma condição chamada ‘hipogonadismo’, problema nos testiculo ou na hipófise, recomenda-se uma visita no urologista mostrar os ovo pro doutor”, comentou o humorista.

O deputado, então, rebateu o comentário de Whindersson aproveitando o momento para recordar o passado do humorista, destacando a sua origem religiosa, lembrando, por exemplo, da época em que ele frequentava a igreja evangélica e admirava os pastores Marco Feliciano e Silas Malafaia.

“É óbvio que usei ‘testosterona’ como figura de linguagem para coragem – e você sabe disso. Só está pagando pedágio pro politicamente correto – logo você”, reagiu o deputado federal.

“Me lembro quando seu sonho era formar uma família, falava sobre Jesus e todo mundo gostava de você. Afinal, você era você mesmo e não um personagem pra agradar uma minoria exigente. I miss the old whind“, completou o parlamentar.

O humorista, então, voltou à reagir, dizendo que “gostava quando deputados trabalhavam pelo povo em vez de bater boca em internet”, mas foi novamente rebatido por Nikolas, que negou ter agido de forma ofensiva contra ele.

“Pela sua reação a uma resposta educada e sem ataques, não sou eu batendo boca”, afirmou o deputado no “X“, o antigo Twitter. “O problema é que alguns se sentem a vontade para falar o que querem, mas não aguentam uma réplica simples, provando ainda mais o meu ponto.”

Pastor Felipe Valadão é indiciado por pregação contra 'despachos'

O pastor Felipe Valadão voltou ao centro de uma polêmica que envolve a liberdade de pregação religiosa versos a narrativa de “incitação ao ódio” e à “intolerância”. No centro da discussão está uma fala do religioso contra centros de umbanda.

A fala do pastor que lidera a Igreja Batista da Lagoinha em Niterói, no Rio de Janeiro, ocorreu em maio de 2022, mas só agora, no último dia 16, a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) resolveu indiciar Valadão.

Na ocasião da pregação acusada de discriminação, Felipe Valadão disse estava pregando em um evento realizado em Itaboraí. Ele comentou sobre a existência de “despachos” feitos no local do evento, antes do início das atividades, e então reagiu ao que pareceu ter sido um ato de provocação.

“Deus vai começar a salvar esses pais de santo”, disse o pastor. “Avisa aí para esses endemoniados de Itaboraí que o tempo da bagunça espiritual acabou. A igreja está na rua! A igreja está de pé! Pode matar galinha, pode fazer farofa, pode fazer o que quiser”, continuou. “E ainda digo mais: prepara para ver muito centro de umbanda fechado na cidade…”.

Responsável por fazer e encaminhar um relatório sobre o caso para o Ministério Público estadual, a delegada Rita de Cássia Salim Tavares disse  que Felipe Valadão teria cometido o crime de intolerância religiosa “no sentido de que se pretendeu impor um único padrão religioso sem o respeito à diversidade e liberdade religiosa.”

“A crença ou fé professada por um segmento religioso ou pessoa não pode ser realizada de forma que incite o ódio, o preconceito, a discriminação nem a intolerância”, diz ela no documento, segundo o G1.

A defesa do pastor Felipe Valadão, por sua vez, disse em nota que o líder religioso, por óbvio, apenas emitiu um juízo que reflete a sua própria crença, não sendo as suas palavras uma incitação à intolerância, mas tão somente uma declaração de fé contrária ao que as religiões de matrizes africanas acreditam.

“[Ele] proferiu palavras em defesa da própria fé, acreditando que pessoas de outras religiões poderiam se converter à fé cristã”, diz a defesa. O próprio pastor também se manifestou, explicando que ao dizer que centros de umbanda seriam fechados, quis se referir à conversão dos umbandistas.

Ou seja, que o fechamento dos centros “se dariam pois essas pessoas seriam convertidas e dessa forma seus templos seriam fechados pois não terem mais razão de existir”. Veja mais sobre este caso abaixo:

Pastor Felippe Valadão é denunciado após pregação contra centros de umbanda

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Tradução da Bíblia: tribo isolada na China esperou 100 anos

Uma comunidade minoritária em uma área isolada da China recebeu, após 100 anos de espera, uma tradução da Bíblia Sagrada em seu próprio dialeto.

A comunidade de East Lisu, em uma área montanhosa e remota da China, só tinha a Bíblia no idioma chinês, o que impedia que muitos idosos pudessem ler as Escrituras, já que há muitos dialetos na região e a maioria das pessoas mais velhas não leem o mandarim.

Em um esforço de tradução, a Sociedade Bíblica Britânica informou que a Bíblia foi traduzida para a língua da comunidade East Lisu: “Tentar chegar à aldeia remota nas montanhas do sudoeste da China era como jogar um jogo onde se vence um nível de desafios apenas para se deparar com outro. Foi uma viagem de nove horas de ida e volta de carro. Imagine como deve ter sido para os primeiros missionários britânicos há 100 anos”, comentou Arleen Luo, gerente da Missão Ásia e Chinesa da Sociedade Bíblica.

Segundo a entidade, é indispensável que a Bíblia esteja no idioma materno para que a compreensão seja mais ampla: “Ter uma Bíblia na língua do coração significa que esta comunidade de pessoas pode se envolver com as Escrituras num nível de compreensão muito mais profundo. Vi a grande diferença que a tradução fez. Houve um aumento considerável no número de crentes”, comentou o gerente.

Arleen Luo não revelou o número exato de novos convertidos já que na China “é melhor não atrair muita atenção”, uma vez que o Partido Comunista vem empreendendo uma grande perseguição contra os cristãos em outras áreas do país.

A equipe de tradução da comunidade de East Lisu se reuniu para a recente visita de Arleen: “Um deles, Liang, é bisneto do homem que atuou como assistente de uma das equipes missionárias há 100 anos. O bisavô de Liang orou por Bíblias quando os missionários partiram e muitos anos depois seu filho [avô de Liang] apelou às autoridades locais por uma Bíblia em seu próprio idioma, e os funcionários atenderam ao pedido e contataram a Sociedade Bíblica”, contextualizou, explicando a espera de um século.

O resultado final foi a tradução entregue ao povo da comunidade poucos anos atrás: “Agora estamos explorando os próximos passos”, afirmou Luo, contando que há uma equipe treinando e apoiando professores que irão treinar pastores, além do esforço de fornecer uma Bíblia de Estudo, atualmente em preparação.

“Um projeto de tradução para uma língua minoritária na China é multifacetado. Não termina com uma tradução, pois o que procuramos é o envolvimento bíblico. Estamos trabalhando nisso para o Lisu Oriental e o povo Wa [outra comunidade linguística minoritária no sudoeste da China] neste momento”, relatou Luo.

Na despedida, o avô de Liang disse: “Sei que Deus ama o povo de East Lisu porque estamos entre uma das 700 tribos e nações que agora têm uma Bíblia completa. Por favor, agradeça às pessoas que nos deram a Palavra de Deus em nossa própria língua”.

Irã ‘precisa compreender quem é Jesus’, diz imigrante convertida

Uma cristã ex-muçulmana que imigrou do Irã para os Estados Unidos pediu socorro às igrejas no continente americano para que o Corpo de Cristo se levante contra o “espírito do anticristo” em seu país natal.

Lily Meschi, membro do Ministério Iran Alive, contou seu testemunho de conversão em uma entrevista recente. Ela sobreviveu a um casamento abusivo e à opressão do islamismo, e afirmou que os cristãos do Ocidente precisam “se levantar” contra o mal que governa o Irã.

Segundo ela, há inúmeros iranianos em busca de conhecer a Verdade que liberta: “Como cristãos, precisamos de nos levantar e orar verdadeiramente para que o espírito de oposição, o espírito anticristo, seja removido daquele país para que possam receber livremente a fé virtuosa que, em última análise, lhes dá a verdadeira liberdade”, disse ela.

“Todos nós sabemos que a verdadeira liberdade depende da virtude, e a virtude vem da profunda convicção do coração que vem da fé. É disto que o Irã precisa. Precisamos tornar a mensagem de Cristo muito mais ousada do que nunca. Este é um momento histórico. Todos nós precisamos nos unir para trazer Cristo ao Irã”, convocou.

Lily Meschi conhece em primeira mão a liberdade que vem do relacionamento com o Deus da Bíblia. Nascida durante a guerra Irã-Iraque, as suas primeiras memórias foram marcadas pelo medo: “Eu era um bebê na guerra”, lembrou ela, descrevendo os bombardeios incessantes e a busca constante por segurança.

Filha de uma família muçulmana sob o rígido regime islâmico que governa o Irã, Lily cresceu numa cultura em que mulheres eram rotineiramente envergonhadas pela polícia da moralidade por infracções menores, como não cobrir adequadamente a cabeça, incorporando um profundo sentimento de medo durante a infância:

“Nessa cultura, existe uma persona irada de deus. Ele está apenas sentado em seu trono, querendo nos punir, ele quer que cometamos erros e tenhamos percalços para que ele possa nos punir. Esse foi o tipo de visão de mundo, o tipo de sistema de crenças que fui alimentada pela cultura que cresci no Irã”, descreveu.

A virada

Com a falência dos negócios de seu pai durante sua adolescência, sua família se mudou para Alemanha, trocando a vida de classe média em Teerã por uma realidade muito diferente nos alojamentos de imigrantes: “Foi muito difícil. Isso realmente criou uma enorme quantidade de inseguranças em mim, emocional e mentalmente”, disse ela.

Porém, a mudança de sua vida veio com a chegada aos Estados Unidos. Embora tenha sofrido em um “casamento muito tóxico, abusivo em todas as áreas”, ela descobriu a fé cristã através de amigos em Oklahoma: Eles compartilharam o Evangelho comigo”.

Ao assistir ao filme Jesus, ela entendeu que precisava se render a Deus: “Antes que eu percebesse, lágrimas rolavam pelo meu rosto. Eu não tinha nenhum conhecimento prévio sobre o cristianismo ou Jesus. A única coisa que me ensinaram no Irã foi que Jesus foi um dos maiores profetas que realizou muitos milagres. Portanto, todo o conceito de Trindade, toda a divindade de Cristo, era estranho para mim. Mas naquele momento, o Espírito Santo derramou em mim o conhecimento que eu precisava para declarar que Ele é meu Senhor e Salvador. Tive o Espírito Santo e o encontro e sabia que Jesus era o Filho de Deus, Jesus era meu Senhor e Salvador, Jesus era Deus”.

“O Senhor me libertou daquele relacionamento tóxico depois de 14 anos, e Ele deu a mim e à minha filha uma paz que está além da compreensão, a paz da qual Sua palavra fala. Estou muito grata por ter encontrado Jesus. É uma das melhores decisões que já tomei na minha vida”, celebrou Lily.

Agora casada novamente, ela usa o seu passado traumático para levar, através do Ministério Iran Alive, esperança e cura a outras mulheres iranianas que, como ela, se sentem presas nas suas circunstâncias: “Esta é a nossa oportunidade de partilhar o Evangelho com os iranianos. Quando eles ouvem o Evangelho, esse é o gancho para trazê-los, discipulá-los, mostrar-lhes verdadeiramente o que é o cristianismo”.

Tamanha opressão política no Irã resultou em uma espécie de aversão dos iranianos às Escrituras, já que tais textos acabam associados à violência política: “Eles ligam a política e a religião como uma unidade”, disse ela, apontando o desafio de evangelizar o povo de seu país natal.

Ela exortou os crentes ocidentais a envolverem-se mais profundamente através da oração e a participarem de ministérios que se concentram no Irã: “Precisamos ter uma voz mais forte para que todas as outras espiritualidades por aí sejam subjugadas e o cristianismo se eleve. Precisamos que outros cristãos orem para que as mentes e os corações dos iranianos se abram para compreender quem é Jesus e o que Ele fez, para que eles tenham o mesmo encontro com o Espírito Santo que eu tive quando era uma menina muçulmana”.

“O Senhor está fazendo um grande trabalho entre os iranianos, eles já estão tendo visões e sonhos de Cristo e conectando-os às nossas igrejas clandestinas. Precisamos tornar a nossa mensagem e o nosso alcance ainda mais fortes do que nunca, porque este é um momento histórico para o Irã”, concluiu, na entrevista concedida ao The Christian Post.