Roblox virou ‘campo de caça’ para predadores de crianças

Uma nova ação judicial apresentada nos Estados Unidos alega que a plataforma de jogos Roblox não adotou medidas de segurança consideradas necessárias para proteger uma adolescente de Oklahoma que, segundo o processo, foi alvo de exploração sexual por um adulto após ambos se conhecerem por meio do aplicativo. A plataforma enfrenta pressão legal crescente, com diversos processos semelhantes movidos nos últimos anos.

A ação foi protocolada pelo Dolman Law Group na quinta-feira, no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Norte da Califórnia. O adolescente, identificado nos autos como “John Doe JH”, figura como autor, enquanto a empresa Roblox aparece como ré.

A denúncia afirma que a plataforma funciona há anos como um “campo de caça” para predadores que buscam acesso a menores, argumentando que o sistema não realiza triagem adequada dos usuários. O processo sustenta: “Como resultado direto do descaso imprudente do réu pela segurança da criança, o autor sofreu um trauma psicológico devastador e que alterou sua vida para sempre”.

Segundo o documento, a mãe do adolescente acreditava que o aplicativo era seguro por ser divulgado como voltado ao público infantil. A queixa afirma: “Sem que a mãe da autora soubesse na época, isso não passava de uma falsa fachada de segurança”.

De acordo com os advogados, o adolescente era um usuário frequente da plataforma em 2023, quando foi abordado por um indivíduo que teria mentido sobre a própria idade. A denúncia relata que o adulto se aproximou utilizando “táticas de aliciamento bem documentadas” e, após estabelecer confiança, enviou mensagens e imagens inadequadas. O documento afirma que o predador coagiu o adolescente a enviar imagens de si, usando a relação criada dentro do aplicativo.

O processo pede que a Roblox indenize o autor por danos emocionais, despesas médicas e outros prejuízos associados ao caso. Em resposta, um porta-voz da empresa declarou: “Estamos profundamente preocupados com qualquer incidente que coloque nossos usuários em perigo. Embora não possamos comentar sobre alegações apresentadas em processos judiciais, a proteção das crianças é uma prioridade máxima, e é por isso que nossas políticas são propositalmente mais rigorosas do que as encontradas em muitas outras plataformas”.

A empresa informou que lançou 145 novas iniciativas de segurança em 2025, incluindo parcerias com órgãos de segurança e organizações especializadas em proteção infantil, como a Tech Coalition e o projeto ROOST (Robust Open Online Safety Tools). O porta-voz acrescentou que a Roblox incentiva a denúncia de conteúdos ou comportamentos irregulares e afirmou que a plataforma utiliza moderação humana e tecnologia de monitoramento contínuo.

No início deste mês, a empresa anunciou que passará a exigir verificação de idade por meio de reconhecimento facial ou confirmação documental para liberar o bate-papo entre usuários da mesma faixa etária. A medida será implementada inicialmente em mercados selecionados em dezembro e expandida globalmente em janeiro. “Essa inovação permite o bate-papo baseado em idade e limita a comunicação entre menores e adultos”, afirmou o porta-voz.

Especialistas em segurança digital, porém, expressam preocupação com o histórico da plataforma. Tim Nester, vice-presidente de comunicações do Centro Nacional de Exploração Sexual, disse ao The Christian Post: “Não há dúvida de que o recurso de bate-papo do Roblox permitiu que predadores aliciassem crianças para abuso sexual. Menores também podem acessar ‘experiências’ sexualmente explícitas, e houve moderação mínima e facilidade para burlar os controles de segurança”.

Nester defendeu a aprovação da Lei de Segurança Online para Crianças (Kids Online Safety Act), afirmando: “As crianças não devem ser vítimas de plataformas de jogos voltadas para o público infantil”.

O caso do adolescente de Oklahoma se soma a outros episódios envolvendo usuários menores de idade. Em 2023, a emissora WABC noticiou o sequestro de uma menina de 11 anos de Nova Jersey por um homem que ela havia conhecido na plataforma. Em outro episódio, relatado pela NBC News no mesmo ano, autoridades resgataram um menino de 13 anos em Utah que havia sido aliciado por um predador que utilizava aplicativos como o Roblox.

Autoridades retiram multas do período da pandemia contra igreja

Advogados que atuam na defesa de instituições religiosas nos Estados Unidos classificaram como “histórica” a decisão de fiscais da Califórnia de retirar todas as acusações apresentadas contra uma igreja e uma escola cristã na região da Baía de São Francisco. As notificações haviam sido emitidas durante o período das restrições sanitárias impostas no auge da pandemia de COVID-19.

Em dezembro de 2020, inspetores da Divisão de Segurança e Saúde Ocupacional da Califórnia (Cal/OSHA) realizaram uma inspeção na Calvary Chapel San Jose (CCSJ) e na Calvary Christian Academy (CCA) após denúncias de que crianças não estariam utilizando máscaras.

A partir dessa vistoria, a agência apresentou uma petição ao Tribunal Superior do Condado de Santa Clara pedindo um mandado judicial para ampliar a fiscalização, alegando possíveis violações às normas de segurança, segundo a organização Advocates for Faith & Freedom, que representa as instituições.

O pedido foi concedido, e a medida resultou em 15 multas, que somavam US$ 67.330. Os advogados, no entanto, argumentaram que a solicitação da Cal/OSHA se baseou em uma declaração juramentada insuficiente, sem os elementos específicos exigidos pela Quarta Emenda da Constituição norte-americana. O Tribunal Superior acatou o argumento e decidiu suprimir todas as provas obtidas por meio do mandado.

Com a retirada das principais evidências, a Cal/OSHA cancelou todas as notificações restantes. A agência concluiu que não houve constatação de irregularidades, e tanto a igreja quanto a escola não precisaram admitir culpa. Conforme os advogados, a resolução também não poderá ser utilizada contra as instituições em eventuais processos futuros.

Joel Oster, vice-presidente e chefe de litígios da Advocates for Faith & Freedom, afirmou: “Esta é uma vitória completa, não apenas para a Calvary Christian Academy, mas para todas as igrejas e escolas cristãs da Califórnia. O Estado tentou usar a OSHA como arma para intimidar uma instituição religiosa. Eles falharam. E foram forçados a desistir de suas próprias alegações”.

O advogado Nicolai Cocis, que também representou o ministério, declarou que a decisão reafirma garantias constitucionais. Segundo ele, o tribunal “defendeu os direitos constitucionais da Calvary Chapel San Jose e da Calvary Christian Academy. Esta decisão ressalta a importância do devido processo legal e da proteção das liberdades religiosas contra abusos governamentais injustificados”.

No início de dezembro, a Advocates for Faith & Freedom anunciou que pretende atuar ao lado do American Center for Law & Justice (ACLJ) na defesa do pastor Mike McClure, da Calvary Chapel San Jose, em um recurso à Suprema Corte dos Estados Unidos. As organizações buscam reverter mais de US$ 1,2 milhão em multas aplicadas durante as restrições determinadas pelo governador Gavin Newsom.

Os advogados afirmam que decisões recentes da Suprema Corte — incluindo o caso Tandon v. Newsom — estabeleceram que reuniões religiosas não podem receber tratamento mais restritivo do que atividades seculares semelhantes. “As igrejas foram punidas enquanto entidades seculares operavam livremente”, disse Joel Oster. “Se o governo pode impor penalidades esmagadoras até que as igrejas renunciem às liberdades constitucionais, então essas liberdades não têm significado algum”.

A previsão é que as organizações Advocates for Faith & Freedom e ACLJ apresentem sua petição à Suprema Corte nas próximas semanas, de acordo com o portal The Christian Post.

Pastor sequestrado é morto e governo da Nigéria vê emergência

O governo da Nigéria anunciou novas medidas de segurança após uma sequência de sequestros e ataques armados no país, incluindo o rapto de mais de 300 crianças em idade escolar. A gravidade dos episódios, somada à confirmação da morte de um sacerdote sequestrado com a esposa, levou o presidente Bola Ahmed Tinubu a decretar estado de emergência nacional.

Em comunicado divulgado nesta semana, Tinubu determinou a contratação de 20 mil novos policiais, além dos 30 mil previamente autorizados, com envio imediato para regiões afetadas pela violência, segundo informou o grupo Christian Solidarity Worldwide (CSW), sediado no Reino Unido. O presidente também aprovou a incorporação de guardas florestais pelo Departamento de Serviços Estaduais e afirmou que as agências de segurança estaduais receberão apoio federal.

Tinubu ordenou ainda a retirada de policiais das funções de escolta de autoridades e sua realocação para atividades operacionais. Entre as medidas anunciadas estão a proibição do pastoreio livre de gado e a orientação para que pastores entreguem armas ilegais. Locais de culto receberam recomendações formais para contratar segurança privada, e governos estaduais foram instruídos a evitar a instalação de internatos em áreas remotas sem proteção adequada.

A morte do reverendo Edwin Achi, da Diocese Anglicana de Kaduna, foi confirmada na quarta-feira, 27 de novembro, um mês após seu sequestro em 28 de outubro na localidade de Nissi, no estado de Kaduna. Ele e sua esposa, Sarah, haviam sido levados por homens armados. Em nota oficial, a Igreja da Nigéria afirmou: “Sua partida é uma perda dolorosa para toda a Diocese, o clero, a família da igreja e todos aqueles que foram abençoados por seu fiel ministério”. Sarah Achi permanece em cativeiro, e a filha do casal também foi sequestrada, embora não apareça nas imagens divulgadas pelos sequestradores.

O caso repercutiu durante um debate no Senado sobre a escalada da violência no país. Parlamentares classificaram os sequestros como terrorismo e defenderam a pena de morte para responsáveis. Legisladores manifestaram preocupação com falhas de inteligência, equipamentos insuficientes e relatos de infiltração de extremistas nas forças armadas.

O ex-vice-presidente da Câmara, Idris Wase, afirmou que a região centro-norte concentra mais da metade dos episódios de violência e alertou que nomes ligados ao Boko Haram foram identificados em listas de recrutamento do exército e da polícia.

Entre os casos citados está o sequestro, em 21 de novembro, de 303 alunos e 12 funcionários da Escola Primária e Secundária Católica de Santa Maria, na comunidade de Papiri, estado de Níger. A maioria das vítimas tinha entre 9 e 14 anos. Homens armados em motocicletas invadiram os dormitórios antes do amanhecer. A CSW informou que 253 estudantes seguem desaparecidos. Três dias depois, Anthony Musa, pai de três crianças sequestradas, morreu de ataque cardíaco, possivelmente desencadeado pelo trauma.

Outros episódios registrados nas últimas semanas incluem o sequestro, em 17 de novembro, de 26 meninas em uma escola pública de Maga, estado de Kebbi. Tinubu informou, em 25 de novembro, que 24 delas foram libertadas, sem divulgar detalhes. Em 21 de novembro, homens armados atacaram um culto religioso em Eruku, estado de Kwara, deixando dois mortos e sequestrando 38 pessoas, posteriormente libertadas. Na quarta-feira à noite, residências em Gidan-Bijimi, no Conselho da Área de Bwari, foram invadidas, resultando no rapto de seis meninas e de um adolescente de 16 anos. No mesmo dia, cerca de 20 agricultores foram sequestrados em Unguwan-Kawo, no estado de Níger.

Especialistas em segurança relacionam o avanço dos sequestros à atuação de grupos extremistas, gangues criminosas e milícias armadas Fulani. O Grupo Parlamentar Multipartidário para a Liberdade Internacional de Religião ou Crença do Parlamento do Reino Unido afirmou que comunidades cristãs no norte da Nigéria são alvo frequente de ataques, atribuídos ao Boko Haram, ao ISWAP e a extremistas Fulani, de acordo com informações do The Christian Post.

O relatório Lista Mundial de Vigilância 2025, da organização Portas Abertas, destaca também a atuação do grupo Lakurawa, ativo no noroeste e associado à JNIM, afiliada da Al-Qaeda no Sahel. Segundo o documento, dos 4.476 cristãos mortos por sua fé no período analisado, 3.100 estavam na Nigéria.

Filha de Rodrigo Faro e Vera Viel é batizada nas águas: ‘Renasceu'

A atriz Vera Viel informou no domingo, 30 de junho, que sua filha Maria, de 17 anos, foi batizada na Comunidade das Nações Alphaville, em Barueri (SP). A cerimônia foi conduzida pelos pastores Thiago e Sarah Carneiro.

Em publicações nas redes sociais, a esposa de Rodrigo Faro compartilhou imagens e registrou a importância do momento para a família: “Ver a minha filha se batizar e declarar publicamente a sua fé foi um momento inesquecível. No brilho dos seus olhos eu vi o renovo, na água que a cobriu por um instante eu vi cura, promessa e recomeço. E quando ela levantou, eu senti Deus sussurrar no meu coração ‘Eu a escolhi, Eu a guardo, Eu a guio’”, escreveu.

A jovem foi diagnosticada com escoliose em maio deste ano, condição caracterizada por curvatura anormal da coluna vertebral, de acordo com informações do Pleno News.

Ao comentar a decisão da filha, Vera afirmou que enxerga o batismo como um marco espiritual. “O batismo não é apenas um ato, é um marco. É o antes e o depois. Hoje, Maria renasceu para uma vida guiada pelo amor de Deus. E eu como mãe, renasci junto com ela, em gratidão, esperança e alegria profunda. Que sua fé seja doce, forte e verdadeira e que esse dia fique pra sempre gravado na eternidade”, concluiu.

Complexo da Penha é alvo de ação missionária com Bíblias

Voluntários da Força Jovem Universal (FJU) realizaram neste domingo a entrega de mais de 2.000 exemplares da Bíblia Sagrada para residentes da Vila Cruzeiro, comunidade integrante do Complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro. A iniciativa foi coordenada pela Igreja Universal do Reino de Deus.

De acordo com comunicado da instituição religiosa, a ação compreendeu mais que a simples distribuição de material religioso, incluindo também acolhimento espiritual, momentos de oração e suporte emocional para moradores de localidade que tem enfrentado recorrentes tensões sociais.

Contexto comunitário

A intervenção religiosa ocorreu em área recentemente afetada por episódios de violência e confrontos, situações que de acordo com a igreja têm deixado a população local em estado de vulnerabilidade emocional.

A denominação enfatizou que os voluntários transportaram “mais do que apenas páginas impressas”, mas principalmente “o consolo que vem do Alto”. A presença dos religiosos e a distribuição das escrituras foram interpretadas como gesto simbólico de “paz, esperança e recomeço” para a comunidade.

A proposta da ação, conforme explicado pela organização, foi “mostrar que a fé pode transformar vidas, e que a obediência a Deus abre caminhos de paz, perdão e restauração”. A igreja acrescentou que “quem recebe uma Bíblia, recebe também um chamado à mudança”.

Antecedentes de atuação

Esta não representa a primeira incursão da denominação religiosa no Complexo da Penha. Registros históricos indicam que em julho de 2022 o projeto Unisocial, mantido pela igreja, distribuiu aproximadamente 1.100 cestas básicas – totalizando vinte toneladas de alimentos – na mesma comunidade.

Na ocasião anterior, a iniciativa combinou assistência material com serviços sociais diversificados, incluindo atendimento psicológico, orientação jurídica, aferição de pressão arterial, cortes de cabelo e programação evangelística. Com: Guiame.

Coral Resgate se reorganiza para manter legado de quase 30 anos

O Coral Resgate, grupo vocal fundado em 1998 na cidade de São Paulo, anunciou uma nova fase com a entrada do arranjador e preparador vocal Felipe Essi na função de regente. A mudança marca a continuidade de um trabalho iniciado há mais de 25 anos na Comunidade Resgate Para Vida, onde o coral surgiu com a proposta de reunir juventude, espiritualidade e produção musical estruturada.

Sob a direção de Gustavo Mariano, o grupo consolidou uma identidade caracterizada pela combinação de elementos do black gospel, do louvor contemporâneo e de harmonias vocais. Desde o álbum de estreia, “Redentor” (2007), o coral lançou outros trabalhos que ampliaram sua atuação nacional, entre eles “Santifica-me” (2010), “Prontos Para a Batalha” (2011) e “Para Vida (24 Horas Fiel)” (2015).

Ao longo da trajetória, participou de gravações com artistas como Maurício Manieri, Sorriso Maroto, Chris Durán, Eyshila, Marquinhos Gomes e Paulo César Baruk. O grupo também esteve presente em produções televisivas, incluindo o Especial Roberto Carlos, o Criança Esperança e apresentações no Prêmio Multishow.

Em agosto de 2025, o Coral Resgate iniciou um processo de reorganização artística com a chegada de Felipe Essi à regência. Segundo o grupo, Ele assume a missão de preservar o legado musical construído desde a fundação, alinhando-o a abordagens mais recentes do cenário gospel e às demandas das plataformas digitais. Essa etapa envolve a revisão de repertório e o desenvolvimento de novos projetos para aproximar o coral das gerações mais jovens, mantendo a ênfase em conteúdos de adoração.

De acordo com a rádio Exibir Gospel, a partir de 2025, o coral passou a integrar o catálogo de artistas da ONErpm, parceria que, de acordo com o grupo, contribuiu para ampliar sua presença nas plataformas digitais e consolidar estratégias de reposicionamento. As iniciativas em andamento buscam fortalecer visibilidade, expandir o público e desenvolver novos materiais, em preparação para futuros lançamentos.

Segundo o coral, o objetivo dessa fase é estruturar um retorno ao mercado musical com novos projetos e alinhamento às tendências atuais do segmento gospel no Brasil.

Grupo faz lista de empresas que negam Natal como festa cristã

Um grupo de defesa cristão nos Estados Unidos passou a classificar grandes varejistas do país de acordo com a forma como mencionam o Natal em suas comunicações públicas durante o período festivo. A organização Liberty Counsel, sediada na Flórida, divulgou neste mês a nova edição de sua “Lista de Bons e Maus Comportamentos”, publicada anualmente há 23 anos como parte da campanha “Amigo ou Inimigo de Natal”.

A iniciativa avalia se as empresas utilizam explicitamente a palavra “Natal” em seus sites e materiais promocionais, prática que a entidade considera representativa do reconhecimento do feriado religioso que, segundo a tradição cristã, celebra o nascimento de Jesus.

Em comunicado divulgado pela organização, o fundador e presidente Mat Staver afirmou: “O cristianismo continua sendo a maior tradição religiosa nos Estados Unidos e está associado à adoração, às tradições familiares, à nostalgia e à alegria sazonal. Não faz sentido fingir que o motivo do feriado não existe ou que o feriado deva ser desprovido de símbolos e temas cristãos.”

Staver acrescentou que aprecia o fato de “alguns varejistas ainda reconhecerem que a época de Natal é sobre o nascimento de Jesus e não é apenas um feriado de inverno”, segundo o The Christian Post.

A “lista dos bons” inclui empresas que fazem referência direta ao Natal em suas campanhas on-line. Entre as varejistas citadas estão Bath & Body Works, Bed Bath & Beyond, Best Buy, Costco, Hallmark, Hobby Lobby, The Home Depot, JCPenney, Kirkland’s, Kohl’s, Lowe’s, Macy’s, Sam’s Club, Sears, Staples, Target e Walmart. A Liberty Counsel destacou que algumas dessas empresas, como Best Buy, Target e Walmart, já figuraram na “lista dos maus” em anos anteriores.

Segundo a entidade, a Target foi incluída na lista positiva após criar uma seção chamada “Mercado de Natal de Tudo” em seu site. O Walmart, que no passado teria restringido o uso da expressão “Feliz Natal” entre funcionários, aparece novamente entre os “bons” por utilizar o termo para identificar diversos produtos sazonais. Já a Best Buy, listada como negativa em 2024, passou à categoria positiva ao promover produtos específicos sob a classificação “Natal”.

Por outro lado, algumas redes foram incluídas na “lista dos maus” por supostamente evitarem referências ao Natal. Entre elas estão Academy Sports + Outdoors, American Eagle Outfitters, Barnes & Noble, Big Lots!, Burlington Coat Factory, CVS Pharmacy, Dick’s Sporting Goods, Eddie Bauer, Gap, Kmart, Lord and Taylor, Nordstrom, TJ Maxx e Walgreens.

A entidade destacou que Academy Sports + Outdoors, Big Lots!, Lord and Taylor e Nordstrom migraram da lista positiva para a negativa neste ano, o que teria ocorrido, segundo o grupo, devido a uma “abordagem quase esterilizada do ‘Natal’ em suas campanhas de fim de ano”.

A organização incentiva consumidores a priorizarem compras em estabelecimentos que, em sua avaliação, “reconhecem o espírito natalino”. Para as empresas classificadas como negativas, a lista fornece informações de contato, com o argumento de que consumidores possam solicitar mudanças na abordagem adotada.

A publicação da lista ocorre em meio a discussões recorrentes sobre a secularização do período natalino nos Estados Unidos, marcadas, por exemplo, pelo uso crescente da expressão “Boas Festas” em substituição a “Feliz Natal”.

A Liberty Counsel citou pesquisas recentes que medem a preferência da população por diferentes saudações. Um levantamento da YouGov, realizado em 2024 com 1.136 adultos, indicou que 65% preferem “Feliz Natal”, enquanto 26% optam por “Boas Festas”. Outro estudo, conduzido pela Universidade de Monmouth em dezembro de 2022 com 805 entrevistados, apontou resultados semelhantes: 61% afirmam usar “Feliz Natal” e 30% preferem “Boas Festas”.

Mulher sobrevive a bactéria que corrói o cérebro após ver Jesus

A holandesa Tineke Schutte declarou que passou a seguir a fé cristã já na vida adulta e, segundo relato, desenvolveu sua espiritualidade a partir de um relacionamento pessoal com Deus. Antes de adoecer, ela afirmou manter uma rotina ativa, com a prática de corrida e patinação. Em fevereiro de 2020, porém, enfrentou uma enfermidade grave após ser infectada por uma bactéria descrita como letal.

Tineke afirmou que a infecção ocorreu após nadar e que enfrentou dificuldades para buscar atendimento médico em razão das restrições impostas pela pandemia de COVID-19: “Eu não podia ir ao médico por causa da Covid. Só depois de quatro semanas consegui ir. Eu estava com febre alta, dor extrema e inflamação, e não conseguia andar”, disse.

Ela relatou que, ao ser internada, seu quadro já era considerado crítico. “Meu tronco cerebral estava inflamado e meu corpo não funcionava mais de forma independente, meus braços, pernas e fala estavam limitados”, afirmou. Segundo o relato, a equipe médica informou não haver tratamento disponível para o tipo de infecção que enfrentava.

Diante do prognóstico desfavorável, Tineke declarou que buscou manter a fé. “Deus me disse: ‘Eles não podem te curar, mas Eu vou te curar’. Continuei completamente dependente Dele. Fisicamente, eu estava extremamente enfraquecida pela situação, mas mantive a calma. Apesar do pânico ao meu redor, não senti medo”, afirmou.

Durante meses, ela permaneceu hospitalizada, enfrentando dores intensas. De acordo com seu testemunho, amigos próximos intercederam por ela em oração. Em 15 de agosto de 2020, Tineke afirmou ter vivido uma experiência espiritual no quarto do hospital. “Vi Jesus entrar, enquanto eu estava deitada na cama. Ele me tocou e disse: ‘Agora estou tirando o diagnóstico de você’. Tremi violentamente na minha cama por 45 minutos por causa desse toque. Tudo no meu corpo estava em chamas, um enorme amor e poder de Deus me tocaram”, declarou.

Ela acrescentou que, no dia seguinte, um grupo de cristãos esteve no hospital para orar por ela. “De novo, tremi violentamente na cama por 45 minutos, mais uma vez Deus me tocou com muita força”, relatou.

Segundo Tineke, a melhora ocorreu logo depois. “Eu estava completamente sem dor. Levantei e fui andando. Antes, eu caía para trás na cama quando tentava sentar. Fazia meses que eu não conseguia andar alguns metros”, disse. Ela afirmou que chegou a surpreender a equipe médica: “Tomei banho e então abri a porta para as enfermeiras que vinham entrando. Elas gritavam, o que viam não era possível”.

De acordo com o relato, a recuperação física foi rápida. “Em três meses, eu estava totalmente reabilitada após sete meses deitada na cama 24 horas por dia, sem fisioterapia. Foi Deus”, afirmou.

Depois da recuperação, Tineke declarou que passou a oferecer apoio espiritual a pessoas com enfermidades graves. “Comecei a servir pessoas por meio de oração, orientação profética, cura e libertação. Entre outros, atendi pessoas que estavam em estado terminal ou que não tiveram avanços por métodos convencionais – e vi a maioria das pessoas se curar”, disse ao Revive.

Jordânia tem projeto para celebrar aniversário do batismo de Jesus

À medida que comunidades cristãs em diferentes países se preparam para marcos ligados aos 2.000 anos da morte e ressurreição de Jesus, previstos para serem lembrados em 2033, a Jordânia avança na organização da primeira grande celebração desse ciclo: o aniversário, em 2030, do batismo de Jesus em Betânia Além do Jordão, local reconhecido pela UNESCO como o ponto onde João batizou Cristo e onde teve início o ministério público de Jesus.

O Reino Hachemita da Jordânia, governado pelo rei Abdullah II, está planejando uma comemoração internacional para o 2.000º aniversário do batismo. O ministro do Turismo e Antiguidades, Emad Hijazin, afirmou que a Comissão do Sítio Batismal, o Ministério do Turismo e a Corte Real anunciarão em breve um programa detalhado para o marco histórico.

Hijazin, integrante de uma família cristã de Karak, declarou que pretende dialogar com líderes cristãos de diferentes países, entre eles o reverendo Botrus Mansour, de Nazaré, atual secretário-geral da Aliança Evangélica Mundial. Mansour afirmou ao veículo que a organização está disposta a cooperar. “Nós, da Aliança Evangélica Mundial, estamos entusiasmados para ver como podemos trabalhar em estreita colaboração com as autoridades jordanianas nesta e em outras questões”, declarou.

O senador Michael Nazzal, presidente da Comissão de Turismo e Patrimônio do Senado da Jordânia, ressaltou que o governo pretende apresentar o milênio batismal como um momento de unidade cristã. “Sob a liderança de Sua Majestade o Rei Abdullah II, estamos aprimorando a infraestrutura, expandindo serviços de peregrinação e trabalhando com líderes religiosos de várias denominações para acolher visitantes”, afirmou. Segundo ele, o Sítio Batismal é considerado parte central do patrimônio cristão do país.

Representantes do setor turístico veem o evento como oportunidade para recuperação econômica. Hanna Sawalha, proprietário da agência Nebo Tours, declarou que o setor enfrenta dificuldades desde a pandemia de COVID-19 e que o conflito em Gaza reduziu drasticamente o fluxo recente de visitantes. “Agora que o cessar-fogo está sendo respeitado, podemos finalmente planejar ações de médio e longo prazo que, esperamos, culminem na celebração do milênio do batismo de Cristo”, afirmou.

O turismo representa cerca de 11,4% do PIB jordaniano. Em 2017, o Ministério do Turismo e Antiguidades registrou receitas de aproximadamente 3,29 bilhões de dinares jordanianos, equivalentes a cerca de US$ 4,6 bilhões. Tradicionalmente conhecido por seus sítios culturais e naturais, o país espera ampliar o turismo religioso com as comemorações previstas.

Para receber o aumento previsto de peregrinos, o governo está arrecadando US$ 100 milhões destinados à construção de uma vila ambientada no primeiro século, próxima ao local do batismo. O objetivo é oferecer aos visitantes uma experiência histórica complementar.

Entre os principais destinos turísticos da Jordânia estão Petra, incluída entre as Novas Sete Maravilhas do Mundo em 2007; Wadi Rum, área de preservação e Patrimônio Mundial da UNESCO; e o Mar Morto, ponto mais baixo da superfície terrestre. As autoridades estimam que o Sítio Batismal possa integrar esse conjunto, contribuindo para um crescimento anual do turismo entre 2% e 5%. O Ministério das Finanças prevê uma taxa de crescimento de 2,9% em 2026, conforme informado pelo The Christian Post.

Pesquisadores destacam que mais de 100 sítios arqueológicos mencionados no Antigo e no Novo Testamento estão localizados em território jordaniano. O Sítio Batismal, inscrito como Patrimônio Mundial da UNESCO em 2015, é identificado com base na referência do Evangelho de João 1:28, que menciona o local “além do Jordão”.

Vinte e quatro estudantes sequestradas são libertadas na Nigéria

Vinte e quatro estudantes sequestradas no noroeste da Nigéria foram libertadas em 25 de novembro, após uma operação conduzida por forças de segurança estaduais e federais.

O grupo havia sido levado em 17 de novembro da Escola Secundária Feminina do Governo, localizada em Maga, estado de Kebbi, quando homens armados invadiram o local por volta das 4h, segundo comunicado divulgado pela organização Christian Solidarity Worldwide (CSW), sediada no Reino Unido.

Durante a invasão, o vice-diretor da escola foi morto no local e um segurança ficou gravemente ferido, falecendo posteriormente no hospital. A ação ocorreu poucos dias depois da retirada de um destacamento militar que atuava nas dependências da instituição. Duas estudantes conseguiram fugir nas horas seguintes ao ataque. As demais foram resgatadas após a mobilização de unidades táticas da polícia, equipes do Exército e grupos de vigilantes locais.

A libertação no estado de Kebbi aconteceu quatro dias após outro sequestro em massa registrado no estado de Níger. Em 22 de novembro, homens armados invadiram a Escola Católica de Santa Maria, na comunidade de Papiri, e sequestraram 303 alunos e 12 funcionários.

O governo estadual fechou todas as escolas a partir de 23 de novembro, enquanto buscas prosseguiam. Nenhum grupo reivindicou o ataque. De acordo com o reverendo Bulus Dauwa Yohanna, presidente da Associação Cristã da Nigéria no estado de Níger, cinquenta crianças conseguiram escapar e retornaram para suas famílias. “Por mais que recebamos o retorno dessas 50 crianças com certo alívio, peço a todos que continuem em oração pelo resgate das vítimas restantes”, disse ele, segundo a CBS News.

O caso teve repercussão internacional. Durante a missa dominical na Praça de São Pedro, o papa Leão XIV pediu a libertação de todos os reféns. O presidente nigeriano, Bola Tinubu, declarou em comunicado que seu governo está empenhado em garantir o retorno seguro de todas as pessoas sequestradas. “Todo nigeriano, em todos os estados, tem direito à segurança — e sob meu comando, garantiremos a segurança desta nação e protegeremos nosso povo”, afirmou.

Outros episódios de violência foram registrados no norte da Nigéria ao longo da mesma semana. Em 24 de novembro, combatentes vinculados ao Estado Islâmico da Província da África Ocidental sequestraram 13 meninas, entre 15 e 20 anos, no distrito de Mussa, estado de Borno, enquanto elas trabalhavam na colheita. Uma jovem conseguiu escapar. No dia seguinte, em 25 de novembro, homens armados sequestraram seis mulheres e dois homens na aldeia de Biresawa, estado de Kano, durante uma invasão noturna.

Na terça-feira seguinte, autoridades confirmaram a morte do reverendo James Audu, da Igreja Evangélica Vencedora de Todas as Nações, sequestrado em 28 de agosto, na vila de Ekati, estado de Kwara. Os sequestradores haviam exigido inicialmente 100 milhões de nairas (cerca de US$ 69.000), reduzidos para 5 milhões de nairas (aproximadamente US$ 3.460). Segundo a CSW, após receberem o pagamento, o grupo pediu outros 45 milhões de nairas (cerca de US$ 31.170) e matou o pastor antes de novas negociações.

O CEO da CSW, Scot Bower, comentou a libertação das estudantes de Kebbi, mas apontou falta de transparência nas operações. “A escassez de informações sobre resgates em que os perpetradores aparentemente não sofreram consequências mina ainda mais a confiança pública e o Estado de Direito”, afirmou.

A Conferência Episcopal Católica da Nigéria também divulgou nota pedindo ação mais firme do governo federal. O documento cita episódios recentes no estado de Taraba, envolvendo o assassinato de mais de 70 pessoas, a destruição de cerca de 300 casas e o deslocamento de mais de 3.000 famílias. Os bispos solicitaram investigação sobre eventuais falhas de resposta das forças de segurança e destacaram preocupações relacionadas à destruição de igrejas, à negativa de terrenos para templos cristãos e ao fortalecimento de tribunais da sharia em alguns estados. O comunicado também mencionou o caso de Deborah Emmanuel, estudante morta em 2022 no estado de Sokoto após uma acusação não comprovada de blasfêmia.

A divisão religiosa no país — com o norte majoritariamente muçulmano, o sul predominantemente cristão e o Cinturão Médio com comunidades mistas — influencia a política e a vida social local.

De acordo com o The Christian Post,  no início deste mês, o Tribunal de Justiça da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental iniciou a execução de uma decisão que determina a revisão das leis de blasfêmia do estado de Kano, incluindo dispositivos do Código Penal de Kano e da Lei do Código Penal da Sharia de 2000, para alinhamento às obrigações internacionais da Nigéria.