508 anos da Reforma: Sonaira organiza solenidade na Câmara

O auditório Prestes Maia, na Câmara Municipal de São Paulo, recebeu nesta semana a Solenidade em comemoração aos 508 anos da Reforma Protestante, organizada por iniciativa da vereadora Sonaira Fernandes (PL). O espaço ficou lotado, reunindo mais de 100 pastores de diversas denominações e representantes de diferentes ministérios cristãos.

A cerimônia contou com a participação musical da orquestra Projeto Asaph, sob a regência do maestro Michel Lima, que conduziu o momento de louvor com arranjos sinfônicos de hinos tradicionais protestantes. O evento também reuniu lideranças religiosas e acadêmicas em um ambiente de culto, reflexão e gratidão pela herança da Reforma.

Durante o encontro, Sonaira Fernandes participou ao lado do professor doutor Ivan Durães, do pastor Moisés Diniz, da pastora Cleide Santana e do professor reverendo Samuel Ribeiro. A vereadora descreveu as exposições apresentadas como “firmes em defesa da fé cristã”, destacando a importância de testemunhar o Evangelho em tempos de “crescente cristofobia”.

Legado da Reforma

Em sua fala, Sonaira ressaltou que a Reforma Protestante não apenas transformou a história da Igreja, mas também gerou uma ação prática de serviço ao próximo. Ela lembrou que as lideranças cristãs frequentemente alcançam lugares onde o poder público não chega, prestando auxílio às comunidades mais vulneráveis e manifestando o amor de Cristo por meio de obras concretas.

A vereadora concluiu reafirmando seu compromisso em defender os valores cristãos na esfera pública, reconhecendo o papel das igrejas na promoção da fé, da solidariedade e da esperança em toda a sociedade.

Prevenção do suicídio: evangélicos fazem intercessão em ponte

Em 20 de outubro, membros da Igreja Assembleia de Deus reuniram-se na ponte João Agripino, em São Bento, Paraíba, para realizar uma sessão de oração voltada à prevenção do suicídio.

O ato, caracterizado como “profético” pela congregação, foi organizado em resposta ao registro de aumento nos casos de violência e de mortes por suicídio na cidade, especialmente nesta ponte.

Durante a mobilização, os participantes portaram Bíblias e mantiveram as mãos erguidas enquanto intercediam por pessoas que enfrentam problemas de saúde mental. Em publicação no Instagram, a igreja descreveu o momento como “marcado pela presença de Deus, pela unidade do povo e pela fé que move montanhas”.

O texto acrescentou: “Erguemos nossas vozes ao Céu, repreendendo toda ação maligna, todo espírito de morte e de suicídio que tem assolado vidas”.

A nota ainda enfatizou a crença no poder da intercessão para a prevenção do suicídio: “Declaramos que São Bento pertence ao Senhor Jesus Cristo e que onde abundou a dor, superabundará a graça de Deus. Cremos que a oração da Igreja tem poder”. Além da ponte principal, os cristãos realizaram orações em outros pontos do município.

Esta não é a primeira iniciativa do tipo promovida por evangélicos. Em setembro, durante a campanha Setembro Amarelo, fiéis da Assembleia de Deus em Tubarão, Santa Catarina, realizaram ação semelhante em oito pontes da cidade, portando cartazes com os dizeres “Não ao suicídio, sim à vida”.

Busque ajuda

Para pessoas que possam estar enfrentando dificuldades, recomenda-se buscar atendimento especializado junto ao Centro de Valorização da Vida (CVV), que oferece apoio 24 horas pelo telefone 188, ou nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) de cada município.

Evangelista sobre Halloween: 'Exalta a morte que Cristo venceu'

Durante o período de Halloween, um grupo de cristãos realizou ações de evangelização nas ruas de Lucerna, na Suíça. Liderados pelo evangelista Allan Machado, fundador da IDE Escola Missionária, os voluntários do ministério Presence Revival percorreram residências, entoando louvores e oferecendo orações como alternativa às tradicionais brincadeiras da data.

Em registro em vídeo, o grupo é visto abordando jovens fantasiados com a frase: “Doces ou travessuras? Não, eu tenho uma canção para todos vocês”. A estratégia consistiu em ministrar o evangelho através de cânticos, atraindo a atenção dos presentes no local.

Allan Machado contextualizou a origem do Halloween, explicando que deriva do antigo festival celta “Samhain“. “Ele marcava o fim do verão e o início da estação escura. As pessoas acreditavam que espíritos caminhavam entre os vivos e que as forças das trevas precisavam ser detidas. Elas usavam máscaras, fantasias e acendiam grandes fogueiras na esperança de acalmar ou enganar esses espíritos”, declarou.

O evangelista apresentou ainda dados sobre a celebração na contemporaneidade: “Alguns fatos sobre o Halloween hoje: o número de sequestros e crianças desaparecidas aumenta muito nesta época do ano. Atos de violência, rituais de ocultismo e acidentes com menores nas ruas. Muitos saem sozinhos, à noite, com fantasias sombrias, expostos a perigos”.

Ele também mencionou o aumento nas vendas de artigos relacionados à bruxaria e feitiçaria, práticas que, segundo sua perspectiva, devem ser rejeitadas pelos cristãos.

Em sua pregação, Allan Machado citou passagens bíblicas, incluindo Isaías 5:20 – “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem, mal”. Ele argumentou que “o Halloween está tão distante do Evangelho quanto qualquer prática de feitiçaria. Exalta o medo, a morte e as trevas e tudo o que Cristo venceu na cruz. Nada no Halloween reflete os valores do Reino”.

O evangelista finalizou com um apelo: “Se você é cristão, use essa data para pregar o Evangelho. Enquanto muitos se vestem de morte, vista-se de luz. Enquanto o mundo celebra o terror, celebre a esperança”. A mensagem encerrou com a citação de João 14:6: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida”.

O Presence Revival, ministério sediado na Holanda, tem como objetivo promover adoração e oração em espaços públicos, buscando tornar a presença divina visível em locais de influência. Allan Machado e sua esposa realizam pregações em diversos países, com foco naquilo que denominam “urgência do Evangelho”.

Otoni de Paula critica operação no RJ e cita supostos inocentes

Contrariando a visão da maioria dos conservadores, o pastor e deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ) classificou a operação policial de terça-feira, 28 de outubro, nos complexos do Alemão e da Penha, como um “ato de execução” e atribuiu responsabilidade direta ao governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL).

A ação, que resultou em mais de uma centena de óbitos que, dezenas de prisões e mais de 90 fuzis apreendidos, além de drogas, é considerada a mais letal já registrada no país. Segundo a Polícia carioca, contudo, apenas quatro mortes foram de agentes de segurança e, portanto, pessoas inocentes, sendo todas às demais de criminosos integrantes do Comando Vermelho.

Otoni de Paula, no entanto, afirmou que “nitidamente os policiais estavam com liberdade para executar porque nenhuma ação nesse nível e nessa gravidade ocorre sem que o policial se sinta protegido por alguma ordem do governador. Algo como ‘faça o que tem que fazer’”.

Sem mencionar o grande número de armamento de guerra apreendido, bem como os vídeos dos criminosos divulgados pela Polícia, o pastor que recentemente vem adotando uma postura pró-Lula também criticou a tática usada pelas forças de segurança.

Sobre a estratégia policial de deslocar o confronto para uma área de mata na Serra da Misericórdia, denominada “muro de proteção”, Otoni de Paula declarou: “O que chamaram de ‘muro de proteção’ é o muro da morte. Levaram os criminosos —e não sei se haviam inocentes naquele local também— para um ato de execução”.

O governador Cláudio Castro, por outro lado, defendeu a medida, afirmando que visava “minimizar impactos” à população.

Membros de igreja?

Em sessão da Câmara dos Deputados na quarta-feira, 29 de outubro, Otoni de Paula também relatou de forma emotiva que pelo menos quatro jovens vinculados à sua igreja foram mortos durante a operação no Rio de Janeiro.

Ele atribuiu as mortes a racismo. “Quem está falando é pastor. E não é pastor progressista não. Só de filho de gente da igreja, eu sei que morreram quatro. Meninos que nunca portaram fuzis, mas que estão sendo contados no pacote como se fossem bandidos”, afirmou.

Otoni de Paula também expressou preocupação com a segurança de um de seus filhos, que atua em comunidades. “É fácil para quem não conhece a realidade da favela subir na tribuna e dizer: ‘que bom, matou’. É porque o filho de vocês não estão lá dentro, como o meu filho está o tempo todo. E o meu pânico é que ele é preto”, disse.

O parlamentar acrescentou que sempre orientou seus filhos a se vestirem de forma impecável, não por vaidade, mas como “questão de sobrevivência”.

Como desdobramento, o deputado anunciou que irá requerer, por meio da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, que a Polícia Federal conduza uma investigação autônoma sobre o caso.

“O Estado [do Rio] perdeu as condições de fazer esse processo investigativo do que ele mesmo fez, dessa carnificina. Você tem que ter o mínimo de autonomia investigativa”, justificou. Na quinta-feira, 30 de outubro, ele e outros parlamentares visitaram o Complexo da Penha para verificar a situação local.

Por fim, sobre o debate em torno da operação, ele concluiu, segundo a Folha: “Esse não é um tema de esquerda, não é um tema de direita. É um tema humanitário. Infelizmente era interesse do governador de que isso acontecesse, ou seja, de que esse nível de discussão rasteiro e pequeno tomasse conta do debate. A gente não pode permitir que isso aconteça”.

Michelle Bolsonaro: Lula tornou-se cúmplice de narcotraficantes

Em 30 de outubro de 2025, a presidente da legenda PL Mulher, Michelle Bolsonaro, emitiu um posicionamento oficial endossando a operação de segurança pública realizada três dias antes em comunidades do Rio de Janeiro, a qual resultou na apreensão de mais de 90 fuzis, dezenas de prisões e mais de 120 mortes.

Das 121 fatalidades, quatro foram de membros das forças de segurança, sendo as demais, segundo a Polícia, figuras ligadas à facção criminosa Comando Vermelho. A ação, considerada a de maior letalidade já registrada no estado, envolveu 2.500 agentes e teve como alvo a desestruturação da organização criminosa.

O documento divulgado por Michelle Bolsonaro, intitulado “As mães e a (in)segurança pública”, concentrou suas críticas no presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mencionando-o nominalmente oito vezes.

Em um dos trechos, a nota estabelece uma conexão entre o líder brasileiro e os presidentes Nicolás Maduro, da Venezuela, e Gustavo Petro, da Colômbia, referindo-se ao grupo como “Trio da Destruição”.

A publicação afirma que “Os traficantes brasileiros há muito deixaram de ser meros vendedores de drogas. Eles se transformaram em narcoterroristas – uma realidade que não pode mais ser ignorada”.

O texto acrescenta que “Na América do Sul, uma tríade de governantes – Maduro, Petro e Lula, o chamado Trio da Destruição – parece atuar incansavelmente para favorecer os traficantes, inclusive recusando-se a classificá-los como narcoterroristas”.

Como exemplo de suposto alinhamento com o crime organizado, o manifesto cita declaração proferida por Lula durante visita à Indonésia em 24 de outubro, quando o presidente afirmou que traficantes seriam “vítimas dos usuários”. Posteriormente, a assessoria da Presidência esclareceu que a fala havia sido “mal colocada”.

Sobre os indivíduos mortos na operação, o texto do PL Mulher afirma que “não eram vítimas, mas algozes” e que “colheram o que plantaram: violência, destruição e morte”. O manifesto também direcionou críticas à cobertura midiática, afirmando que a imprensa, “paga pelo governo com dinheiro do povo, tente vender a narrativa de que os narcotraficantes foram as vítimas”.

A nota conclui estabelecendo uma relação de responsabilidade, afirmando que “ao tratar narcotraficantes como vítimas, Lula torna-se cúmplice da dor e da destruição que o tráfico espalha”.

“Oremos para que Deus console também essas mães cujos filhos se tornaram criminosos perigosos, destruindo vidas e famílias”, diz o texto. “Oremos pelo governo do Rio, pelos policiais e suas famílias, por todos que defendem os cidadãos de bem e, especialmente, pelos moradores das comunidades dominadas pelos narcoterroristas – que Deus os

proteja e os livre desse mal constante.”

Evangélicos têm crescimento explosivo na África, diz pesquisador

O pesquisador Jason Mandryk, da organização Operation World, afirmou durante a Assembleia Geral da Aliança Evangélica Mundial (WEA), realizada em Seul, que os evangélicos apresentam um crescimento “explosivo” no continente africano. Em contraste, o avanço em nações ocidentais foi caracterizado como “modesto”.

Em sua exposição, Mandryk detalhou a mudança no panorama global do movimento. Em 1960, os evangélicos correspondiam a 8% dos cristãos no mundo. Atualmente, esse percentual supera 25%, representando uma comunidade estimada entre 600 e 650 milhões de pessoas. “Somos muitos… e estamos crescendo”, declarou o pesquisador, atribuindo o crescimento a fatores como natalidade, evangelismo e conversão de cristãos de outras denominações.

Cerca de 70% dos cristãos do mundo, incluindo um número significativo de evangélicos, residem atualmente na África, Ásia e América Latina. Mandryk descreveu as igrejas evangélicas africanas como “vibrantes” e de “rápido crescimento”, ressaltando que quase 70% de todo o crescimento cristão global ocorre exclusivamente no continente africano. Este fenômeno, que ele vinculou a um processo de “urbanização acelerada”, tornou-se evidente a partir de 1980, marco descrito como um “ponto de virada”.

“O futuro do cristianismo já está aqui e já está aqui há 45 anos. A noção de cristianismo e evangelicalismo como a religião do homem branco está desaparecendo rapidamente no retrovisor”, afirmou Mandryk. Esta nova realidade, segundo ele, impõe uma reflexão: se o movimento é guiado pelas atuais realidades demográficas ou pelos “vestígios do passado”.

O crescimento acelerado dos evangélicos na África traz consigo desafios urgentes. Mandryk enfatizou que “o discipulado precisa estar entre nossas principais prioridades”, juntamente com o treinamento pastoral e o desenvolvimento de liderança.

Definição e Reputação do Termo “Evangélico”

Mandryk também abordou a falta de consenso sobre a definição do termo “evangélico”, que é alvo de debate há décadas. Ele observou a existência de uma “gama vertiginosa de definições” e que o termo é, por vezes, usado “de forma injusta, imprecisa e até prejudicial”.

“Significa coisas diferentes para pessoas diferentes. E até mesmo ser evangelizador significa coisas diferentes para diferentes evangelizadores”, disse, acrescentando que a comunidade precisará operar na ausência de uma definição única e universal.

O pesquisador reconheceu que a reputação do movimento entre os evangélicos foi afetada por uma sucessão de escândalos. “Muitas vezes, temos apresentado um testemunho fraco para o mundo dominante”, declarou. Ele observou que, em alguns contextos, o termo “evangélico” passou de uma conotação positiva para ser associado a palavras como “hipócritas, intolerantes e odiosos”.

Desafio Central: Formação Teológica na África

O painel contou também com a participação do Dr. David Tarus, da Associação de Evangélicos na África, que expôs um dos maiores obstáculos para o crescimento sustentável: a formação pastoral.

Dados de uma pesquisa realizada por sua organização indicam que 90% dos pastores africanos não possuem qualquer formação teológica formal. Além disso, 79,5% não detêm um diploma de bacharelado. Para 87,9% desses líderes, a falta de recursos financeiros é a principal barreira, enquanto 27,4% citam a falta de tempo.

“Era de se admirar” que o cristianismo africano enfrente desafios como sincretismo, teologia da prosperidade e divisões, questionou Tarus. Ele defendeu que é “fundamental” repensar o acesso à formação teológica, argumentando que a igreja “não deve esperar que as pessoas venham às nossas instituições”, mas sim “levar a educação teológica à igreja local e às comunidades”.

Foram citadas iniciativas que combinam formação informal com cursos formais, estes últimos muitas vezes inviáveis para a maioria dos pastores devido à sua duração de quatro anos. Tarus ilustrou a eficácia do modelo informal com o exemplo de seu próprio pai, que fundou diversas igrejas após receber treinamento “debaixo das árvores” por cristãos de instituições teológicas.

“Precisamos começar a imaginar maneiras de desenvolver esse tipo de líder, porque são esses os líderes de que a Igreja depende”, concluiu o Dr. Tarus, segundo o The Christian Today.

Nikolas Ferreira e Ana Campagnolo combatem ideologia de gênero

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e a deputada estadual Ana Campagnolo (PL-SC) lançaram dois livros infantis com temática voltada à afirmação da identidade biológica e à formação baseada em princípios cristãos. As obras, publicadas pela Editora Vida, receberam os títulos Ele é ele e Ela é ela.

Os livros foram escritos para o público infantil e utilizam, segundo a descrição oficial, “linguagem apropriada para crianças e ilustrações encantadoras”. Com uma abordagem de fé, as histórias buscam celebrar a identidade de meninos e meninas, afirmando que “Deus os criou de forma única para cumprirem o propósito que o Senhor estabeleceu para eles nesta terra”.

Em Ele é ele, o foco está no crescimento dos meninos como “verdadeiros homens de Deus”, cultivando virtudes como responsabilidade, coragem, bondade e força. Já em Ela é ela, o texto incentiva as meninas a crescerem confiantes como “verdadeiras mulheres de Deus”, destacando sabedoria, graça e bondade como atributos essenciais.

Reação pública

Nikolas Ferreira compartilhou o lançamento nas redes sociais e descreveu as obras como presentes para filhos e ferramentas para pais. Segundo ele, os livros têm o propósito de auxiliar famílias que desejam educar as crianças com “clareza, coragem e princípios inegociáveis”, reforçando a identidade conforme a fé cristã e a biologia.

A iniciativa recebeu diversas reações online, em razão de tratar de temas sensíveis relacionados à identidade de gênero sob uma perspectiva conservadora. Os autores, no entanto, afirmam que o objetivo é contribuir com a formação moral e espiritual das crianças, transmitindo valores fundamentados na Bíblia e na visão cristã da criação.

As obras Ele é ele e Ela é ela estão disponíveis em livrarias de todo o Brasil, publicadas pela Editora Vida, que também edita outros títulos de Nikolas Ferreira voltados à juventude cristã e ao fortalecimento da fé.

Crianças em adoração fervorosa a Deus ganha destaque na web

Registros audiovisuais de crianças participando de atividades missionárias em Moçambique alcançaram ampla divulgação em plataformas digitais nesta semana. As imagens, compartilhadas pela missionária brasileira Célia Mendes, mostram grupos infantis envolvidos em momentos de adoração religiosa fervorosos.

As atividades integram o projeto Kutsemba Ka África, iniciativa idealizada por Mendes que combina assistência educacional, alimentar e recreativa com evangelismo. Durante as programações, são realizados momentos dedicados à prática de cânticos religiosos.

Em declaração reproduzida em redes sociais, a missionária afirmou: “Uma das formas de preparar esta geração para adorar a Deus em Espírito e em Verdade é criando um ambiente de adoração onde o Espírito de Deus tenha liberdade para agir”. A declaração completa foi publicada na conta oficial do projeto no Instagram.

Nas gravações, é possível observar as crianças executando repertório de compositores brasileiros, frequentemente sentadas no chão, com expressões emocionadas e gestos característicos de práticas pentecostais.

Um dos vídeos de maior engajamento mostra o grupo interpretando a composição “O Fogo Arderá”, de autoria do cantor Alexsander Lúcio. Os versos executados incluem os trechos: “Pois de que vale ter tudo e não ter nada, te dar meus lábios e não minha alma?”.

A administração do projeto emitiu nota descrevendo as cenas como “perfeito louvor” proveniente de “corações pequenos, mas cheios de fé”. A publicação concluiu expressando o desejo de que as imagens “inspirem a todos a buscar o Senhor com a mesma entrega e pureza”.

Além das atividades evangelísticas direcionadas ao público infantil, o Kutsemba Ka África mantém programas comunitários que incluem escolinha de futebol, oficina de costura, aulas de música e distribuição regular de água potável para as comunidades.

Convertido do islã, jovem cristão enfrenta perseguição da família

Um jovem iemenita de 25 anos, identificado como Tariq*, enfrentou uma série de perseguições após sua conversão pública do islã ao cristianismo. O caso teve início quando Tariq começou a pesquisar sobre a Bíblia através de recursos online, o que culminou em seu contato com uma missionária cristã residente no exterior.

De acordo com relatos de um líder ministerial local à Christian Aid Mission, o processo de conversão se desenvolveu através de estudos remotos das Escrituras. A missionária posteriormente conectou Tariq com um grupo cristão local que assumiu seu discipulado.

A situação tornou-se crítica quando o pai do jovem percebeu sua ausência nos rituais islâmicos familiares. Após confirmar a mudança religiosa do filho, que deixou o islã, o pai reagiu com violência física, confiscou seu telefone celular e o entregou a um grupo extremista islâmico.

Tariq permaneceu detido por aproximadamente trinta dias, período durante o qual foi submetido a estudos compulsórios do Alcorão. “Naquele momento, ele pensava apenas em como escapar e reestabelecer contato com cristãos”, relatou o líder ministerial.

O jovem conseguiu fugir temporariamente e contactar seus mentores religiosos, solicitando apoio através de orações. No entanto, ao descobrir a fuga e a recusa do filho em renunciar ao cristianismo, o pai reagiu com novo episódio de agressão física. A intervenção da mãe em defesa do filho resultou no divórcio do casal e na expulsão de ambos da residência familiar.

O conflito estendeu-se ao ambiente acadêmico quando Tariq compartilhou textos bíblicos com um colega universitário. Este encaminhou as mensagens à administração da instituição, resultando em detenção e interrogatório do jovem por um dia inteiro.

Apesar de ter se comprometido a não mais evangelizar no campus, Tariq recebeu comunicação de sua expulsão da universidade dois dias depois.

Sem residência ou alternativas de abrigo, Tariq reestabeleceu contato com a missionária que o convertera do islã. A mobilização de sua comunidade religiosa resultou no oferecimento de moradia por outro cristão e em nova matrícula em instituição educacional diferente.

Atualmente, Tariq cursa estudos teológicos e mantém atividades de evangelismo através de plataformas digitais. “Ele se tornou um missionário e um servo fiel do Senhor”, finalizou o líder ministerial.

*Nome alterado para preservar identidade

Portas Abertas critica silêncio da Igreja sobre perseguição global

A Assembleia Geral da Aliança Evangélica Mundial (WEA) concentrou-se em um dos temas mais urgentes enfrentados pela Igreja global: a perseguição aos cristãos. O alerta foi feito por Joshua Williams, diretor de Serviços para a África da organização Portas Abertas Internacional, que fez um apelo por oração, arrependimento e solidariedade com os que sofrem por causa da fé.

Em sua exposição, Williams relatou histórias de fiéis que enfrentam violência e deslocamento em regiões onde confessar a fé em Cristo implica risco de vida. Ao comentar um painel sobre o impacto da perseguição em mulheres, ele descreveu situações de brutalidade extrema: “É horror e inferno. Quando uma aldeia ataca meninas e mulheres, mantendo-as presas e as violentando repetidas vezes, o que elas passam é inimaginável”.

Williams afirmou que, ao retornarem às suas comunidades, muitas sobreviventes enfrentam estigma e rejeição. “Essas meninas voltam com filhos do Boko Haram, e essas crianças crescem marcadas. Mas essas mulheres merecem nosso respeito — são guerreiras da fé”, declarou.

Dimensão da perseguição

O representante destacou que a perseguição “não acontece em um canto isolado”, mas se estende “da Somália até a costa oeste da África, na Ásia e em diversas outras regiões”. Citando dados de 2024, afirmou que 35 dos 121 conflitos mundiais registrados ocorrem na África, onde 45 milhões de pessoas estão deslocadas, sendo 16 milhões cristãs. “São irmãos e irmãs que vivem em condições terríveis, e a maioria são mulheres e crianças”, disse.

Williams observou ainda que, embora a atenção mundial esteja voltada para crises como Gaza e Ucrânia, há “mais de 121 conflitos ativos em todo o mundo”, com 21 milhões de deslocados internos apenas neste ano.

Chamado ao arrependimento

Inspirando-se na passagem de Gênesis 4, sobre Caim e Abel, Williams lembrou que “o sangue de Abel clamou a Deus por justiça”, relacionando a história ao sofrimento atual dos cristãos perseguidos. “O sangue de centenas de milhares clama a Deus. E nos perguntamos: onde está a Igreja? Onde está o povo de Deus?”, questionou.

Ele afirmou que a resposta começa com arrependimento e confissão, citando Neemias e Esdras como exemplos de líderes bíblicos que se humilharam diante do Senhor em meio à crise nacional. Ao mencionar Esdras 9, destacou: “Quando ouviu sobre a infidelidade do povo, ele rasgou suas vestes e orou: ‘Os nossos pecados são maiores do que as nossas cabeças’”.

Williams declarou: “Estou orando por um reavivamento de arrependimento na Igreja e em nossas nações. Essa mensagem só será transmitida por meio de oração e jejum”.

Oração pela África

O representante anunciou o lançamento da iniciativa “África, Levanta-te”, criada por igrejas africanas em parceria com a Portas Abertas. O movimento convida os fiéis a orarem pelos cristãos perseguidos, não apenas no continente, mas em mais de 55 países. “Há um chamado global ao povo de Deus — não para silenciar ou ignorar, mas para se levantar e orar”, afirmou, de acordo com o The Christian Post.

Apesar da gravidade da situação, Williams encerrou sua mensagem com esperança, citando Mateus 16:18: “Apesar de todos esses desafios, Jesus disse: ‘Eu edificarei a minha Igreja’. E Ele continuará fazendo isso. Louvado seja o Senhor”.